15 de nov de 2008

14 de nov de 2008

13 de nov de 2008

Novo livro de Martin Popoff: Gettin´ Tighter - Deep Purple ´68-76

quinta-feira, novembro 13, 2008

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Acabei de receber um e-mail do jornalista e escritor canadense Martin Popoff me avisando sobre o lançamento de seu novo livro. Dessa vez, Martin escreveu sobre o Deep Purple, abrangendo toda a primeira fase da banda, de 1968 a 1976. 

Para os interessados, o livro tem 250 páginas, inúmeras fotos e segue o padrão das obras de Popoff, com altíssimo acabamento gráfico. Para os interessados em adquirir a sua cópia, basta acessar esse link

Tenho dois livros do Martin Popoff em casa, o "Run For Cover: The Art Of Derek Riggs" e o "Doom It Loose", esse último sobre o Black Sabbath, e posso dizer que ambos valem, e muito, a pena.

Então, se você curte ter uma biblioteca sobre música, vá atrás que eu garanto que não tem como se arrepender.


Uma capa para: Mitch Mitchell

quinta-feira, novembro 13, 2008

Por Ricardo Seelig
Colecionador


O mundo acordou mais triste hoje. Faleceu Mitch Mitchell, baterista do Jimi Hendrix Experience. Mitchell foi encontrado morto em sua casa, e a princípio morreu de causas naturais. O músico tinha 61 anos, e, ao lado de Hendrix e do baixista Noel Redding, fez história com três álbuns sensacionais: "Are You Experienced?" (1967), "Axis: Bold as Love" (1967) e "Electric Ladyland" (1968), que revolucionaram a arte de tocar guitarra e definiram o conceito de power trio.


Hendrix e Redding, falecidos respectivamente em 1970 e 2003, estavam reativando o Jimi Hendrix Experience ao lado de Buddy Miles, aquecendo as turbinas para voltar aos palcos celestiais. Agora, com a chegada de Mitch Mitchell, o retorno é apenas questão de tempo ...

Descanse em paz, old friend.


12 de nov de 2008

Memória: Valhalla - Uma revista de música diferente, e que faz muita falta

quarta-feira, novembro 12, 2008

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Houve um tempo em que o Brasil tinha três ótimas publicações mensais dedicadas à música pesada. Roadie Crew, Rock Brigade e Valhalla conviviam em harmonia nas bancas, atraindo novos leitores e apresentando-os ao fascinante universo do heavy metal. Mas os tempos mudaram e as coisas hoje são um pouquinho diferentes ...

Das três, apenas a Roadie Crew se manteve firme e forte, com matérias e, principalmente, entrevistas de altíssima qualidade, consolidando-se com o que o seu slogan já antecipava desde o seu surgimento: "a revista de heavy metal do Brasil". 

A Rock Brigade passou por uma turbulência braba no último ano, perdeu seus três principais redatores - Antônio Carlos Monteiro foi para a Roadie Crew, Fernando Souza Filho passou a cuidar apenas do site e da diagramação da revista e Ricardo Franzin sumiu do mapa -, e agora tenta dar a volta por cima com uma nova equipe repleta de tesão e atenta aos preciosos conselhos do meu amigo Bento Araújo, editor da Poeira Zine e jornalista responsável nessa nova fase da revista.


E a Valhalla ficou pelo caminho. Após uma breve associação com a alemã RockHard, a publicação comandada por Eliton Tomasi fechou as portas após 54 edições.

Dono de uma personalidade cativante, que agrega em um mesmo indivíduo a paixão pela música e a busca por valores espirituais que o tornem sempre uma pessoa melhor a cada dia, Eliton conseguiu fazer da Valhalla uma revista com a sua cara. Ao mesmo tempo em que o leitor tinha contato com textos a respeito do metal e suas vertentes, era brindado com reflexões de Tomasi e seus colaboradores pelas páginas da revista. Os editoriais escritos por Eliton Tomasi eram o maior exemplo disso, surpreendendo o leitor a cada nova edição e mostrando que a música é sim uma força espiritual, que pode, e faz, toda a diferença em nossas vidas.


Tive o prazer de fazer parte da equipe da Valhalla no seu último ano e pouco de vida. Lá resenhei discos, contei a história de algumas bandas clássicas, escrevi sobre alguns discos essenciais para a história do rock. Fiz isso ao lado de caras com muito mais talento do que eu, diga-se de passagem. Nomes como Vinícius Mariano, Rodrigo Helfenstein, Alexandre Bonassoli e inúmeros outros, além, é claro, do próprio Eliton.

O fim da Valhalla deixou órfãos seus fiéis leitores. Isso não é uma crítica a Roadie Crew e nem tão pouco a renascida Rock Brigade, muito pelo contrário. Admiro profundamente as duas publicações, e sua leitura é essencial para quem curte música pesada, mas acredito piamente que a Valhalla, além de dividir uma parcela do público com essas duas revistas, atraía um tipo diferente de fã para as suas páginas. Que leitor era esse?  Um cara que não queria apenas informações sobre música, mas que apreciava e dividia o mesmo modo de ver o mundo (e, consequentemente, de consumir música) de Eliton Tomasi, com um alto grau de espiritualidade na busca do entendimento da arte que tanto o cativa.


Essas pessoas agora poderão saciar um pouco a saudade da revista. Recebi um email do Eliton hoje pela manhã anunciando a criação de um site memória para a Valhalla. Nele estão disponíveis informações sobre todas as 54 edições da revista, e, o que é melhor, é possível comprar cada uma delas e receber direto em casa. Ou seja, para quem sente falta da Valhalla é uma ótima chance de completar a coleção, e para quem nunca teve contato com seus textos serve como convite e oportunidade para conhecer essa publicação que deixou um vazio e tanto no segmento de revistas especializadas em música no Brasil.

Está feito o convite. Acesse, navegue e ajude a manter viva a história desse sonho que por um breve momento chegou às bancas de todo o nosso país, e que sempre se manterá forte em nossos corações.


11 de nov de 2008

Within Temptation - Black Symphony (2008)

terça-feira, novembro 11, 2008

Por Jaisson Limeira
Colecionador

Hoje estou aqui para fazer um review do DVD "Black Symphony" dos holandeses do Within Temptation, com certeza uma das bandas que mais se destacou no ano presente. O show foi gravado no dia 07 de fevereiro de 2008, e o lugar escolhido foi o Ahoy Arena na própria Holanda, com a banda junto aos seus fãs, que lotaram a casa com todos os ingressos vendidos.

Os músicos foram acompanhados de um coral gregoriano com vinte vozes, alem é claro da super atração da noite que foi a Metropole Orchestra, com mais de sessenta músicos profissonais. Os mais de dez mil fãs acompanharam um trabalho impecável de todas as partes envolvidos no espetáculo, isso sem contar a super produção feita, com trocas de figurinos, um telão imenso, convidados especiais, explosões e muitas surpresas.

A edição do DVD é um show a parte. A inserção de novos recursos, como trechos em câmera lenta,
flashes e um efeito que intercala as partes do show com clipes das músicas, como em “The Cross”. O concerto começa com uma abertura em preto em branco da Metropole Orchestra, que logo vem seguida por “Jillian (I’d Give My Heart)” com muita cor e com um brilho especial de Sharon, linda como sempre. Todas as faixas são executadas com muito vigor e precisão. Quem pôde acompanhar o show deles em São Bernado sabe da qualidade dos caras ao vivo, isso sem falar da simpatia e presença de palco dos integrantes.

As participações especiais elevam ainda mais a qualidade do trabalho. A primeira fica por conta do Keith Caputo (Life of Agony) em “What Have You Done”, que faz um lindo dueto com Sharon. Logo após temos a presença da vocalista Anneke van Giersbergen (Agua de Annique), que faz uma bela apresentação, dando um toque especial em “Somewhere". E por último temos George Oosthoek (Orphanage) em “The Other Half (of Me)”, que é a única música do “Enter", considerado um dos trabalhos mais pesados do Within Temptation, com uma grande quantidade de vocais guturais e rasgados.

O DVD possui vários momentos marcantes, mas eu destacaria principalmente “Forgiven”, com uma execução na voz e piano impecável; “Stand My Ground” com suas explosões; “Our Solemn Hour”, com destaque para o coral; e, é claro, a clássica “Ice Queen”, que encerra o memorável show com uma linda chuva de papel picado.

No disco 1 podemos contar ainda com muitos extras, como bastidores, documentários e muito mais. Já no segundo DVD temos um show alternativo, gravado em 2007, além de
making off, clipes e muitas outras surpresas. Certamente esse lindo trabalho figurará entre os melhores do ano.

O show foi disponibilizado em vários formatos, mas infelizmente por enquanto não podemos contar com o lançamento aqui no Brasil, por isso, só importado. Os formatos disponíveis são 2 CDs e 1 DVD; 1 CD e 1 DVD;  2 DVDs; e a edição especial com 2 CDs e 2 DVDSs, além do formato blue ray. O preço varia muito dependendo do formato, mas fica entre 20 e 50 dólares.


Line-up:
Sharon Den Adel – Vocal
Robert Westerholt - Guitarra
Ruud Jolie – Guitarra
Jeroen Van Veen – Baixo
Martijn Spierenburg – Teclado
Stephen Van Haestregt – Bateria

Metropole Orchestra conducted by Jules Backley

Diretor: Hans Pannecoucke

DVD 1
Within Temptation & Metropole Orchestra: Black Symphony.
Recorded Live at The Ahoy, Rotterdam, The Netherlands on February 7th, 2008


Overture
Jillian (I'd Give My Heart)
The Howling
Stand My Ground
The Cross
What Have You Done (feat. Keith Caputo)
Hand Of Sorrow
The Heart Of Everything
Forgiven
Somewhere (feat. Anneke van Giersbergen)
The Swan Song
Memories
Our Solemn Hour
The Other Half (Of Me) (feat. George Oosthoek)
Frozen
The Promise
Angels
Mother Earth
The Truth Beneath The Rose
Deceiver Of Fools
All I Need
Ice Queen

Bastidores
Entrevistas com a banda, maestro Jules Backley, os membros da orquestra, Keith Caputo e vários fãs fora da Ahoy. Apresentado por Dennis Weening.

Documentário
30 minutos com exclusividades jamais vistas antes. Entrevistas com membros sobre a história da banda em preto e branco. Produzido pelo NPS, Holanda.

Countdown Black Symphony
Uma breve visão geral de todos os acontecimentos no dia do show, a partir de quando começa a produção no período da manhã até o espectáculo à noite.

DVD 2
Bonus Concert
Recorded Live at The Beursgebouw, Eindhoven, The Netherlands on November 24th, 2007


Intro
Jillian (I'd Give My Heart)
The Howling
The Cross
Hand Of Sorrow
The Heart Of Everything
Restless
Our Solemn Hour
Mother Earth
Jane Doe
The Truth Beneath The Rose
All I Need

Music Videos:
What Have You Done
Frozen
The Howling
All I Need

The Making Off
Frozen
The Howling
All I Need

World Tour Impressions
Uma hora de filmagem exclusiva gravada na estrada nos EUA e Canadá, Europa, Japão e Reino Unido

Extras
TMF Awards Benelux  
O holandês Pop Show Award 
Erwin Photoshoot Olaf  
Orquestra Gravações 

CD 1
Overture
Jillian (I'd Give My Heart)
The Howling
Stand My Ground
The Cross
What Have You Done (feat. Keith Caputo)
Hand Of Sorrow
The Heart Of Everything
Forgiven
Somewhere (feat. Anneke van Giersbergen)
The Swan Song
Memories

CD 2
Our Solemn Hour
The Other Half (Of Me) (feat. George Oosthoek)
Frozen
The Promise
Angels
Mother Earth
The Truth Beneath The Rose
Deceiver Of Fools
All I Need
Ice Queen


Dicionário do Rock Argentino

terça-feira, novembro 11, 2008

Por Emílio Pacheco
Colecionador e Jornalista

Eu tinha 24 anos em 1985 quando escutei no rádio do carro o locutor anunciando uma música de um roqueiro argentino, um tal de Charly Garcia. Nunca tinha ouvido falar nele, mas o rock "Nos Siguen Pegando Abajo" me fisgou na hora. Fiquei intrigado. Rock argentino? Por que não? Depois disso, tanto a Atlântida FM quanto a Ipanema passaram a divulgar músicas de Charly. E o mais importante: os discos (ainda em vinil) começaram a aparecer nas lojas. A princípio, contentei-me com uma coletânea. Mas logo foi anunciado um show de Charly Garcia em Porto Alegre, no Teatro da Ospa.

No dia 19 de junho de 1986, eu estava lá, na primeira fila, com um de meus sobrinhos. Gostei tanto do que ouvi que tratei de voltar na noite seguinte, ainda que só conseguisse lugar no mezanino. Não importava. Eu já estava conquistado por esse ídolo portenho, que foi imediatamente para o alto do meu ranking, logo abaixo de Beatles e David Bowie. 

E voltei às lojas de Porto Alegre para garimpar mais discos. Agora as coletâneas já não me bastavam. Eu queria tudo, não só da carreira solo como das bandas que ele integrou nos anos 70: Sui Generis, Porsuigieco, Maquina de Hacer Pájaros e Seru Giran. Não era a primeira vez que eu fazia um levantamento retroativo da obra de algum músico que não acompanhara na época. Mas, nos outros casos, no mínimo, eu tinha uma vaga lembrança de ver os discos nas lojas ou ler alguma nota nas revistas de música. Desta vez, não. O rock argentino até então havia sido totalmente ignorado pela mídia brasileira. Descobrir esse universo inteiramente novo era quase como investigar a música de outro planeta. Enquanto nossos telescópios estavam apontados para Estados Unidos e Inglaterra, uma verdadeira revolução musical acontecia logo ali, ao sul da fronteira.

Poster do show no Teatro da OSPA

Tentei imaginar como devia ter sido a repercussão do som
folk com letras contestadoras do Sui Generis em 72 e 73 na Argentina, aquelas músicas todas tocando nas rádios de Buenos Aires e fazendo sucesso. "Cancion Para Mi Muerte", "Confesiones de Invierno", "Rasguña las Piedras"... Procurei me colocar no lugar dos fãs argentinos aguardando cada novo disco, comparecendo aos shows, curtindo a Máquina de Hacer Pájaros, o Seru Giran ... 

Outro dado supercurioso é que Charly morou em Búzios por algum tempo nos anos 70 e o primeiro LP do Seru Giran foi gravado no estúdio Eldorado, em São Paulo, com produção de Billy Bond. Sim, ele mesmo, que nós conhecemos como o vocalista do Joelho de Porco que substituiu Próspero Albanese por algum tempo no final dos anos 70 (e participou do LP da Som Livre, além de lançar dois álbuns solo para o mercado brasileiro logo depois).

Mas nem só de Charly Garcia vive o rock argentino. Outro nome importante é o de Luis Alberto Spinetta, que começou em 1968 no Almendra, depois integrou várias outras bandas, como Pescado Rabioso, Invisible e Spinetta-Jade. Hoje todos sabemos quem é Fito Paez, mas no show de Charly Garcia no Teatro da Ospa em 1986 ele era apenas um tecladista convidado. Houve também Los Gatos, Manal e muitos outros. Agora que comprei o "Diccionário del Rock Argentino" na Feira do Livro, terei um bom ponto de partida para investigar a fundo todo esse tesouro musical.

Foto tirada por Emílio no show de 1987

Depois de tudo o que escrevi, é quase obrigatória a republicação de uma foto que tirei e já havia mostrado antes: Charly Garcia em 1987 no Teatro Presidente. O roqueiro estava em forma, com todo o pique. Não sei se voltará a ser o grande artista que foi um dia, depois de tantas internações. Espero que se recupere. Mas que bom que pude vê-lo em sua melhor fase. Três vezes, aliás (ou cinco, contando os dois shows a que assisti duas vezes). Ah, sim: observem o cameraman no fundo à esquerda. A RBS gravou todo o show em vídeo, sob a orientação de Marcelo Sirotsky (que estava sentado bem na minha frente, na primeira fila). Depois a TV mostrou somente a música "No Soy Un Extraño" (eu tinha isso gravado em VHS, com apresentação de Kleiton Ramil, mas ainda não consegui localizar). Cadê esse tape completo?



10 de nov de 2008

Lançamentos: blues, hard, pop, jazz e metal pra todos os gostos

segunda-feira, novembro 10, 2008

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Têm novidades pra todos os gostos pintando por aí. O aguardadíssimo novo DVD do Lynyrd Skynyrd, uma volta ao passado com Johnny Winter, o excelente New Model Army quebrando tudo na terra de George W. Bush, os ingleses do Marillion revendo o seu passado em uma caixa com seis CDs, o esperado retorno do Return to Forever aos palcos, o lendário novo álbum do Guns N´Roses (que eu duvido que saia ...), um box com quatro discos dando uma geral na história do White Zombie e o primeiro DVD dos italianos do Lacuna Coil. Então, faça as contas e vamos nessa!


Lynyrd Skynyrd - Sweet Home Alabama: The Rockpalast Collection
Lançamento: 28 de outubro


Johnny Winter - Live Through The '70s
Lançamento: 11 de novembro


New Model Army - Fuck Texas, Sing for Us
Lançamento: 17 de novembro


Marillion - The Early Stages 1982-1987 The Official Bootlegs
Lançamento: 17 de novembro


Return to Forever - Returns - Live at Montreux 2008
Lançamento: 18 de novembro


Guns N´Roses - Chinese Democracy
Lançamento: 24 de novembro


White Zombie - Let Sleeping Corpses Lie
Lançamento: 25 de novembro


Lacuna Coil - Visual Karma (Body, Mind and Soul)
Lançamento: 25 de novembro


 

Ryan Adams - Easy Tiger (2007)

segunda-feira, novembro 10, 2008

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Eu havia perdido a esperança em Ryan Adams. Após um início de carreira promissor, com ótimos discos como "Heartbreaker" (2000) e "Gold" (2001), o norte-americano andava perdido nos últimos tempos. Extremamente prolífico, o nível de seus trabalhos diminuía na mesma proporção em que mais e mais lançamentos com o seu nome chegavam às lojas. Um exemplo clássico de que a quantidade nem sempre anda de mãos dadas com a qualidade.

Por isso mesmo fui ouvir "Easy Tiger" com os dois pés atrás. Afinal, não esperava em momento algum escutar algo que me levasse de volta aos seus dois primeiros discos, ou até mesmo aos tempos do Whiskeytown, grupo que Adams liderava e que foi, ao lado do Wilco, um dos pilares do
alt.country.

Essa minha despretenção e absoluta falta de expectativa tornou a audição de "Easy Tiger" uma sucessão de surpresas. Suas treze faixas retomam o caminho inspirado que Ryab Adams dava todos os indícios que seguiria há quase uma década. Os fatores que desviaram Ryan, como o álcool, o excesso de drogas e uma sucessão de relacionamentos fracassados, fizeram do cantor um sujeito mais forte, que soube sobreviver aos percalços e usá-los como experiência para tornar a sua obra ainda mais autêntica e autoral.

As influências que acompanham a carreira de Ryan Adams desde sempre estão em "Easy Tiger". Neil Young, Gram Parsons, Byrds, Buffalo Springfield, Flying Burrito Brothers: os pioneiros que ousaram unir a caipirice aguda do
country do interior dos Estados Unidos à força e atitude do rock têm sua lembrança ao longo de um álbum que volta a afirmar toda a força de Ryan como cantor e, principalmente, compositor.

A balada "Goodnight Rose" abre o disco deixando claro que o sentimentalismo guiará sua audição. "Everybody Knows" é a típica canção com contornos acústicos de Adams, e poderia figurar sem medo em "Gold". "Tears Of Gold" e "Pearls on a String" exalam sua brejeirice caipira, e são totalmente
country. "Rip Off" une Neil Young a John Lennon, enquanto "Two" é uma pequena jóia pop com participação discreta de Sheryl Crow.

Ryan Adams voltou a fazer o que sabe em "Easy Tiger", um trabalho consistente, que explora com absoluto brilhantismo suas influências. O resultado é um disco despretensioso e que, talvez por isso mesmo, acaba sendo um dos principais da carreira do bardo americano.

Se você tem um coração, não tem como não gostar.


Faixas:
1. Goodnight Rose - 3:29
2. Two [Feat. Sheryl Crow] - 2:39
3. Everybody Knows - 2:26
4. Halloweenhead - 3:23
5. Oh My God, Whatever, Etc. - 2:33
6. Tears of Gold - 2:55
7. The Sun Also Sets - 4:11
8. Off Broadway - 2:32
9. Pearls on a String - 2:25
10. Rip Off - 3:12
11.  Two Hearts - 3:03
12.  These Girls - 2:52
13.  I Taught Myself How to Grow Old - 3:21


Frank Zappa & Captain Beefheart – Metal Man Has Hornet´s Wings

segunda-feira, novembro 10, 2008

Por Alexandre Neves
Colecionador
Collector´s Room

Duração: 45 minutos
Origem: Brasil
Ano: 1984
Tiragem: 500 cópias em vinil preto
Gravadora: New Jazz Records

Pirata do Pirata!  "Metal Man Has Hornet´s Wings"  é uma “segunda edição” de "Wasp Man Has Hornet´s Wings", de 1976. A capa segue o padrão dos 
bootlegs tradicionais dos anos 80, com apenas uma folha sobre uma capa branca. O LP é um catado de várias fases de Frank Zappa, interessante apenas para colecionadores, pois se em estúdio já não é fácil digerir um LP de Zappa , imagine em um bootleg então ...

Lado A
1. Metal Man Has Won His Wings (consta como "Metal Man Has Hornet's Wings")
2. Dupree's Paradise
3. Black Napkins
4. The Story of Electricity
5. Unconditionally Guaranteed
6. Whiskey Gone Behind the Sun
7. Mondo Hollywood
8. Lightning-Rod Man
9. My Guitar Wants to Kill Your Mama

Lado B
10. Rock Around the Clock
11. Sandwich Song
12. How Could I Be Such a Fool?
13. Boogie for Berkeley
14. Neon Meat Dream of a Octafish
15. King Kong
16. Speed Freak Boogie

Curiosidades e informações a respeito das faixas:

- Faixas 1, 7, 14 e 16 foram oficialmente lançadas nos álbums "Mystery Disc" de Zappa e "Trout Mask Replica", do Captain Beefheart;

- Faixas 2 e 3 foram gravadas ao vivo no Shrine Auditorium de Los Angeles em 24 fevereiro 1974;

- Faixa 4 tem Mr Zappa comentando a reação de uma gravadora quando ouviu a demo tape, com o fundo de duas músicas, “Power Trio from the Saints & Sinners” e “Bossa Nova Pervertamento”, oficialmente lançadas no "Mystery Disc";

- Faixa 5 é a última gravação do Estúdio Z (1964) antes da invasão da polícia;

- Faixa 6 foi lançada oficialmente (com uma pequena edição) no "Mystery Disc" (como “Original Mothers at the Broadside Pomona"). É a primeira gravação ao vivo do Mothers em 1965 , executando “Louisiana Blues”;

- Faixa 8 foi oficialmente lançada no álbum "Lightning-Rod Man" de 1993. Foi gravada em 1966 por Lowell George & The Factory, e produzida e apresentada por Zappa;

- Faixa 9 é a versão do single de 1969 (A&R Studios). Uma edição diferente foi lançada no álbum "Stage#5";

- Faixas 10 e 11 foram gravadas no Estúdio Z em 1964. A música 10 é uma das primeiras gravações com os Mothers, com Zappa falando e a banda tentando tocar "Rock Around the Clock", clássico de Bill Haley;

- Faixa 12 é a primeira gravação com os Mothers, em 1965;

- e as faixas 13 e 15 são ao vivo em Londres em 1968.


Bootlegs nacionais: agora é a vez do Exodus

segunda-feira, novembro 10, 2008

Por Alexandre Neves
Colecionador
Collector´s Room

Duração: 39 minutos
Origem: Brasil
Ano: 1985
Tiragem: 500 cópias
Gravadora: Artis Domus

Show:
Mabuhay Gardens
San Francisco, CA, USA
20 de Fevereiro de 1983

"Alive! - Live in San Francisco" contém um dos primeiros shows do Exodus. A gravação não é das melhores (com certeza foi tirada daqueles famigerados gravadores de mão), mas é um item bem interessante para fãs do grupo, e também do Metallica, pois Mr Kirk Hammet ainda tocava na banda essa época. Além disso, há a faixa "Die By His Hand", que é nada mais nada menos a primeira versão de "Creeping Death" do Metallica (reparem no refrão)! 

O disco saiu (para driblar a fiscalização) com "O Melhor de: Exodus".

Lado A
1. Exodus
2. Bonded by blood
3. Metal Command
4. A Lesson in Violence

Lado B
5. Deliver Us to Evil
6. No Love
7. Impaler
8. Die By His Hand

A arte da capa provavelmente é a melhor entre os
boots nacionais feitos até então, com um desenho impresso em boa qualidade. O vinil contém um label vermelho, e, o que é bastante curioso, esse label tem impressos o CGC e endereço da gavadora, como se fosse um item oficial.


The Dark Side of the Moon : Os Bastidores da Obra-Prima do Pink Floyd

segunda-feira, novembro 10, 2008

Por Gustavo Guideroli
Colecionador

Lançado em 2006 no Brasil, este é um livro para todos os fãs do Pink Floyd e do clássico “Dark Side of the Moon” em particular, e também para curiosos em desvendar os bastidores de uma das principais obras musicais do século XX. Um álbum composto e gravado há mais de trinta anos (1973), que esteve durante 724 semanas entre os 200 discos mais vendidos do mundo, com 30 milhões de cópias em todo o globo, e que até o lançamento deste livro ainda vendia 250 mil exemplares por ano...

O autor John Harris é jornalista e escritor, e participa de diversas publicações conceituadas como a Rolling Stone e a Mojo. O texto é escrito de forma fácil, mas cheio de detalhes sobre a criação da obra mais famosa do Floyd.  

Informações fornecidas ao autor pelos próprios criadores (Roger Waters, David Gilmour, Rock Wright e Nick Mason), das idéias iniciais até os frutos colhidos após o lançamento do álbum, além do destino dos envolvidos. Os efeitos, a produção, as participações especiais, o projeto gráfico, esta tudo lá. E como se não bastasse, o livro ainda conta com uma biografia da banda até aquele momento, situando o público do porque parte da crítica classificar a carreira do Pink Floyd em antes e depois de “Dark Side of the Moon”.

Sucesso é sinônimo de qualidade?  Nesse caso sim!  Quando o disco foi lançado a banda não estava fazendo “apenas” músicas que se tornariam clássicos, mas sim definindo uma nova era para a produção musical como um todo. Gilmour, Waters, Mason e Wright conseguiram escrever uma bela página da história do rock.

Por isso, se você ainda não leu essa jóia não perca mais tempo e compre o seu. Eu fiquei com vontade de ler mais uma vez, então vou me acomodar bem a vontade porque a viagem é garantida e já vai começar novamente!



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