20 de ago de 2009

A história de Blaze Bayley e sua banda agora em livro

quinta-feira, agosto 20, 2009

(Matéria publicada originalmente no Terra)

Será lançado em 25 de setembro o livro
At the End of the Day, biografia que conta em detalhes a história do vocalista Blaze Bayley e também de todos os integrantes de sua banda solo. O livro, com 380 páginas, foi escrito pelo próprio baterista do grupo, Lawrence "Larry" Paterson.

A história de cada integrante é detalhadamente contada, desde a infância dos músicos na Nova Zelândia, Colômbia e Inglaterra, o contato com a música, primeiras bandas, até os últimos trabalhos em estúdio, no processo de gravação do álbum sucessor de
The Man Who Would Not Die.

Além da biografia de cada músico, o livro conta o dia-a-dia da banda na estrada e no estúdio. Há discografia detalhada, fotos e informações sobre turnês. Entre os entrevistados estão Janick Gers e Steve Harris, ex-companheiros do vocalista Blaze Bayley no Iron Maiden.

Sobre o Iron Maiden, o livro traz detalhes do contato de Bayley com o grupo, sua entrada na banda e os motivos que fizeram com que o vocalista deixasse o grupo após dois álbuns de estúdio.

At the End of the Day pode ser encomendado através da loja virtual no site oficial de Blaze Bayley.

Nova edição da Classic Rock elege os maiores guitarristas de todos os tempos

quinta-feira, agosto 20, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

A nova edição da revista inglesa Classic Rock traz uma lista com os 100 maiores guitarristas de todos os tempos, eleitos pela equipe da publicação. Acho esses listas inócuas e sem sentido, prontas para alimentar apenas conversas despretenciosas de bar, de preferência acompanhada por uma cerveja bem gelada, então geralmente não dou muita importância para essas listas que surgem de tempos em tempos.

O mais legal, no entanto, é que a revista saiu com quatro capas diferentes, envolvidas por uma sobrecapa, cada uma delas trazendo um ícone do intrumento: Jimi Hendrix, Keith Richards, Frank Zappa e Eddie Van Halen. São fotos são lindas e de arrepiar, principalmente a de Hendrix, que é de babar.


Se você ficou interessado, é fácil encontrar a Classic Rock e outras revistas de música importadas em qualquer boa banca Brasil afora, mas prepare-se para o preço, que gira entre 50 e 70 reais por cada exemplar.

19 de ago de 2009

Beatles na capa da nova edição da Rolling Stone norte-americana

quarta-feira, agosto 19, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

A nova edição da revista Rolling Stone, que chegou às lojas dos Estados Unidos esta semana, traz os Beatles na capa e uma longa matéria escrita pelo jornalista Mikal Gilmore sobre as razões que levaram o grupo a separar. Fruto de uma longa investigação promovida por Gilmore, o texto lança novas luzes sobre os últimos dias da mais importante banda da história do rock.

Agora, só nos resta esperar que a edição brasileira da Rolling Stone publique a matéria, na íntegra, em suas edições futuras. Os beatlemaníacos, e todas as pessoas que gostam de música em nosso país, agradeceriam.

Últimos lançamentos

quarta-feira, agosto 19, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Mais uma lista de lançamentos interessantes que chegam às lojas nos próximos dias. Tem desde o primeiro disco de inéditas dos Mutantes em décadas até os novos trabalhos de grupos cultuados como Porcupine Tree e New Model Army.

Confira e veja se algum deles faz a sua cabeça:

John Fogerty - The Blue Ridge Rangers Rides Again
Gênero: Country Rock
Lançamento: 01 de setembro

Primordial - A Journey´s End
Gênero: Black Metal
Lançamento: 01 de setembro

Gotthard - Need to Believe
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 04 de setembro

Rainbow - Anthology 1975-1983
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 07 de setembro

John Mayall - Tough
Gênero: Blues
Lançamento: 08 de setembro

Phish - Joy
Gênero: Jam Band
Lançamento: 08 de setembro

Os Mutantes - Haih ... or Amortecedor ...
Gênero: Psychedelic Rock
Lançamento: 08 de setembro

3 Inches of Blood - Here Waits Thy Doom
Gênero: Heavy Metal
Lançamento: 08 de setembro

Porcupine Tree - The Incident
Gênero: Progressivo Rock
Lançamento: 11 de setembro

Muse - The Resistance
Gênero: Alternative Rock
Lançamento: 14 de setembro

Europe - Last Look at Eden
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 14 de setembro

Mark Knopfler - Get Lucky
Gênero: Rock
Lançamento: 14 de setembro

Ace Frehley - Anomaly
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 15 de setembro

New Model Army - Today is a Good Day
Gênero: Alternative Rock
Lançamento: 15 de setembro


A morte do CD e o consumo de música

quarta-feira, agosto 19, 2009

Por Anderson Nascimento
Colecionador e Jornalista
Galeria Musical

O futuro do consumo da música ninguém sabe qual vai ser. Alguns até tentam arriscar alguma previsão, mas a verdade é que dificilmente esse futuro já foi adivinhado por qualquer um que tenta descrevê-lo. Quando ouvimos falar em morte do CD, clichê do momento, fica difícil entender esse conceito, já que é triste imaginar que a substituição do CD terá como suplente os arquivos de músicas digitais, tecnologia mais nova em relação ao disco digital.

Que já nos acostumamos a ouvir música em celulares, computadores, Ipods e aparelhos portáteis, não resta dúvida, mas imaginar que um álbum será vendido inteiramente em formato digital, relegando aos JPG´s capas, ficha técnica e encartes, é desanimador. Dizer que a iminente volta do vinil preencherá completamente esse espaço também é sonhar demais, é pura utopia.

Não estou defendendo o CD, mesmo porque esse tipo de mídia de distribuição nunca me encantou. Desde que os maravilhosos LPs com encartes e capas que eram verdadeiras obras de artes foram abruptamente substituídos no Brasil pelos insossos disquinhos metalizados, o prazer de ouvir um álbum começou a ser cultuado por cada vez menos pessoas. Mas a questão aqui é que o formato físico mais popular nos dias de hoje não possui ainda um substituto.

Posso entrar na onda e arriscar também o meu palpite. Acredito em uma convivência pacífica entre os formatos, ao contrário da morte definitiva do CD, como aconteceu, por exemplo, com a fita cassete. A expressiva venda de vinis na Europa e Estados Unidos está respingando por aqui. Recentemente a Polysom, única fábrica de vinis da América Latina, foi comprada pelo dono da Deckdisc e está sendo reformada para voltar a fabricar LPs no Brasil, derrubando o preço que se paga por um vinil importado hoje aqui na terrinha. Segundo o próprio dono da Polysom, a demanda por pedidos de fabricação de novos vinis estão indo de vento em popa, o que certamente aquecerá essa indústria por aqui.

Já com relação ao CD acredito que ele ainda possui uma sobrevida por vários motivos, entre eles o custo baixo na fabricação, a portabilidade e a popularidade dessa mídia, pois qualquer residência tem um player de CDs.

Quanto aos arquivos digitais, certamente o ponto a favor é a facilidade de carregar centenas de músicas em um dispositivo que cabe na palma da mão. Por outro lado o que pesa contra é o esquecimento do conceito álbum, dando lugar ao conceito música.

Dessa forma, acredito que problemas como o desmoronamento nas vendas de álbuns jamais será sanado. O que resta aos artistas e gravadoras é apostar no produto diferenciado, feito para fãs. Casos como esses já estão acontecendo há algum tempo. Só para exemplificar, alguns álbuns em vinil, como o novo do Bob Dylan,
Together Through Life, vem com CD encartado na mesma embalagem. Outros vem com uma senha para você fazer um download digital de forma legal. O novo do U2, No Line on the Horizon, saiu em oito formatos diferentes para o ouvinte escolher e comprar a versão que mais lhe agradava.

Não quero parecer saudosista, nem entrar no (de)mérito da pirataria, mas o consumo de música por prazer e não como pano de fundo deve ser feita em algum formato, e de preferência físico. Algo palpável e que dê a sensação de estar segurando uma obra de arte, algo que represente um momento na carreira de seu artista preferido, um objeto que você possa tocar e falar sobre ele. De que adianta ter a "discografia" de um artista em um aparelho portátil e não ser capaz de ao menos conhecer o nome de um dos álbuns, não saber a que período pertence uma determinada música, e apenas orgulhar-se por estar carregando todos os discos dos Beatles em MP3?

A verdade é que a teorizada "morte do CD" sem uma substituição, no mínimo à altura, significaria assassinar também um pouquinho de uma das mais importantes formas de expressão da cultura: a música.

18 de ago de 2009

Podcast Collector´s Room #015

terça-feira, agosto 18, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Um mergulho profundo no mar de obscuridades perdidas dos anos setenta. É isso que traz a nova edição do podcast da Collector´s Room. Grupos cultuados, discos esquecidos, sons que pouca gente ouviu falar mas que merecem ser conhecidos por todos. Além disso, Hoochie Coochie e Bloco do Aces para a galera que adora blues e heavy metal, respectivamente.

Então, baixe e ouça aqui, e deixe o seu comentário para nós.

17 de ago de 2009

Bandas de Um Disco Só: Jamul - Jamul (1970)

segunda-feira, agosto 17, 2009

Por Ronaldo Rodrigues
Colecionador
Apresentador do programa Estação Rádio Espacial

"Embriagado e contaminado de fumaça de fogueira, casaco encrustado de partículas do deserto – fome, carona, sem destino. Garotas selvagens, botecos espenlucados e gente pouco amistosa para aventureiros. Swing na guitarra e visceralidade..."

A Banda


Nos EUA, esse grupo tem um certo reconhecimento e é bem respeitado nos meios dos colecionadores. Já aqui no Brasil, seu nome desfila na fileira das obscuridades da virada dos anos 60 para os 70. Tudo começou com Bob Desnoyers (guitarra e vocais).

Esse cara tinha uma idéia fixa para um projeto de banda nos fins de 1968 e estava a procura de um pessoal legal que pudesse materializar sua aspiração. Indo a um show no College Inn de San Diego viu um cara chamado John Fergus tocando baixo e cantando muito bem. Chamou-o para um papo, explicou o lance e Fergus entrou na história. O baixista conhecia Ron Armstrong, que fazia parte de um dos conjuntos mais quentes de San Diego por volta de 1965 - The Misfits, que teve com um de seus maiores méritos abrir o show dos Rolling Stones na cidade, em 65. Essa banda faz parte da árvore genealógica da antológica Moby Grape. Naquela altura, em 68, ele não estava tocando.

Convidado, Ron Armstrong aceitou o convite e estava formado o embrião do conjunto. Inicialmente, o nome de batismo era Jamul City Marching and Funk Band. Depois de algum tempo se transformou em Jamul City Funk Band. O vocalista e gaitista Steve Williams viu a banda tocando e gostou do som da moçada. Steve passou a acompanhá-los e depois de umas poucas semanas foi integrado ao grupo.

Depois de oito meses de atividade conseguiram um contrato com um pequeno selo e partiram para as gravações, mas a coisa não estava fluindo como Bob gostaria. O selo em questão era a Lizard Records, iniciada por Gabriel Mekler, produtor e executivo do Steppenwolf, Three Dog Night e Janis Joplin (Gabriel também era tecladista e chegou a tocar em algumas faixas do disco I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! de Janis). O pessoal da Lizard insistiu para que a banda abreviasse ainda mais o nome, ficando somente como Jamul (a pronúncia correta é "ra-mul", que é o nome de uma cidade californiana dos arredores de San Diego).

Se basearam em San Diego por algumas semanas até conseguirem o som na medida, e aí iniciaram as gravações. Então, depois de dois dias de gravações ao vivo, estava parido o disco de estreia, assinado na produção por Richard Podolor. O pessoal da banda achou que a produção não ficou exatamente como gostariam, mas não tiveram muito como interferir.

O disco foi gravado em 1970 e lançado no mesmo ano. A banda alcançou bom reconhecimento nos EUA. O disco vendeu cerca de 75 mil cópias e chegou na posição #93 da parada da Billboard. Saíram como single as faixas "Sunrise Over Jamul / Tobacco Road" e "Movin' to the Country / Ramblin' Man", todas integrantes do LP. A poderosa versão de "Tobbaco Road" rolou em várias estações de rádio pelo país. O grupo era bastante aclamado nos arredores de Washington, onde costumavam tocar bastante.

Das onze faixas do disco, oito eram de autoria do grupo, que tinha, além do avantajado vocal de Steve Williams, outros dois bons vocalistas, que eram Bob e Ron. A versão para "Long Tall Sally", de Little Richard, chegou aos ouvidos do compositor, que ficou impressionado com o que ouviu e convidou a turma para gravar um vídeo tocando a referida canção (vídeo este que aqui por esses lados acredito ser totalmente desconhecido). O próprio Richard chegou a participar das filmagens (vide foto), que aconteceram em Washington.

O disco chegou também a ser lançado na França em 71 e, neste mesmo ano, a banda rompe com o produtor Gabriel Mekler e acaba por se dissolver. Depois de um tempo, segundo consta uma única fonte, gravaram um segundo álbum por volta de 1972, sem a participação de Ron Armstrong. Este registro permanece engavetado até hoje! Depois disso, cada um foi para seu canto. O único do qual se sabe maiores informações é Ron Armstrong, que seguiu firme na música, tocando também piano e fazendo som com diversos músicos da área de San Diego, estando na ativa como artista até hoje.

Aqui no Brasil, graças a divulgação por alguns blogs e fóruns, o Jamul vem ganhando uma certa notoriedade entre caçadores de raridades.

O Disco


Todo o LP apresenta um leve balanço desleixado, uma beirada de rhythm n’ blues, cantado com uma proposital má vontade. De resto, um braseiro do mais puro rock n’ roll. Som marginal, com o lado mais poético da vagabundagem à mostra, aquela coisa cancioneira que reúne bufões juntos para entoar hinos boêmios.

Tudo já começa em total ebulição, numa leitura incrivelmente retrabalhada da clássica "Tobbaco Road", de John D. Loudermilk, onde diria que somente a letra original foi aproveitada. O maciço sol de Jamul se estendendo por sobre intrépidos passageiros da viagem hippie, que, empunhando toda a eletricidade, transcedem o blues a um elevado nível de sentimentos, combinando amor, desprezo, força bruta e mentalidade. Desse híbrido emanam sonoridades absurdas de guitarra e gaita que desafiam os ouvidos! Ouvir esta versão é uma experiência.

"Long Tall Sally", a segunda faixa, é outra desconstrução total, edificando numa édige totalmente rhythm n’ blues o clássico de Little Richard. Guitarras saturadas ao ponto, intensidade e um fraseado de gaita que apimenta a marmita, comida com pressa na beira da estrada.

Segue-se mais R&B de estrada com roupagem psicodélica e um constante clima sorridente e malicioso, inspirando poeira e aspirando liberdade. Da linda e tocante faixa-exaltação ao campo "Movin to the Country" ao desleixo sentimental e malandro de "Hold the Line" e "I Can’t Complain", chega a tradução do som dos Rolling Stones do "fog" à poeira. Peso arrastante, guitarra vibrando com toda a sorte de aparato lisérgico e vozes roucas esganiçantes – it’s a gas, gas, gas! O disco todo é destaque, os vocais de Steve Williams são roucos e poderosos, a guitarra de Bob Desnoyers espalha uma deliciosa saturação por todos os lados e a cozinha mantém a brasa acesa.

As faixas mais pesadas do disco, "All You Have Left is Me" e "Valley Thunder", avisam que o apocalipse pode se aproximar depois dos 120 km/h. Pauleira ácida, berrada com entusiasmo suicida e instrumental estrondoso como uma caldeirão fervente.

Ainda tem a bela "Nickel Thimble", ar claramente psicodélico com um perfume country em slides e pedal steel. Assim como as demais canções, uma estrutura simples colocada na engrenagem de uma ótima composição e arquitetada com sonoridade declaradamente suja. É pegar o disco, por na estrada e ver qual é!

O LP foi relançado em 1996, nos formatos de vinil e CD, também pela Lizard Records.

Faixas:
1. Tobbaco Road
2. Long Tall Saly
3. Sunrise Over Jamul
4. Movin' to the Country
5. Hold the Line
6. Jumpin' Jack Flash
7. All You Have Left is Me
8. Nickel Thimble
9. I Can't Complain
10. Ramblin' Man
11. Valley Thunder

Castiga!: Phish, a história e o retorno dos herdeiros legítimos do Grateful Dead

segunda-feira, agosto 17, 2009

Por Marco Antonio Gonçalves
Colecionador

Sou um bolha das antigas, não nego. A maior prova disso é que grande parte da minha coleção de LPs e CDs abrange artistas e agremiações dos anos 60 e 70. Mas nem por isso costumo desprezar as boas novidades musicais. Pegando essa trilha de bandas "novas", tem uma que eu adoro e, infelizmente, encerrou suas atividades em 2004: falo do pessoal do Phish. Com referenciais e influências de Frank Zappa, Grateful Dead, Allman Brothers e Sun Ra, este quarteto americano - formado em 1983 na Universidade de Vermont, em Burlington – seguiu a trincheira das jam bands, onde ao vivo o improviso e as longas passagens instrumentais eram algumas de suas características. Liderado pelo vocalista e guitarrista Trey Anastasio, o grupo iniciou suas atividades a partir da associação entre Jon Fishman (bateria e vocais), Mike Gordon (baixo e vocais) e Jeff Holdsworth (guitarras e vocais).

Em 1986, com a saída de Holdsworth e a entrada de Page McConnell (teclados e vocais), o Phish solidificou o seu line-up definitivo. Para alcançar a glória bastou então combinar algumas ações: quantidade intensa de shows, distribuição e venda de fitas demo para público e rádios e, mais adiante, extensa divulgação do trabalho da banda pela internet. Pronto: a popularidade do Phish se manifestou e, em pouco tempo, o grupo arrastava uma admirável legião de fãs, tornando-se precocemente um dos ícones do rock alternativo americano.


Originalidade, criatividade e técnica eram elementos que não faltavam ao quatro rapazes. Em cada disco do Phish podemos encontrar músicas dispersas em estilos diversos: rock, jazz, fusion, country, folk, southern, bluegrass, psicodelia, progressivo, pop, funk, enfim, um ensopadão sonoro dos bons. Álbuns como o duplo de estreia Junta (1988), Lawn Boy (1990), A Picture of Nectar (1992), Rift (1993) e Hoist (1994) são didáticos e indicados para entrar na onda dos caras. Outra boa pedida é a coletânea Stash, de 1996 (só lançada na Europa), que cobre o período 1988-1995 e inclui alguns clássicos da turma como "Don’t With Disease", "You Enjoy Myself", "Maze", "Split Open and Melt", "Stash" e "Gumbo".


Prolíferos, em 21 anos de estrada gravaram mais de cinquenta discos - metade deles de material ao vivo. Só entre 2001 e 2003 lançaram pelo menos 20 álbuns desses shows, alguns com três, quatro, seis CDs contendo músicas próprias e também uma infinidade de covers de artistas diversos. O material ao vivo é bom, mas é mais indicado para os fãs de carteirinha. Um que dá para recomendar de bate-pronto é o duplo A Live One, de 1995, que vem em edição caprichada contendo um livreto com várias fotos do show. O recheio sonoro também merece destaque: clássicos da banda embalados em jam sessions quilométricas, como mostram os 30 minutos da chapada "Tweezer". Vai raiar o dia …

Em 1995, com a morte do lendário Jerry Garcia (líder do Grateful Dead), a banda de Trey Anastasio acabou sendo adotada pelos deadheads (os fanáticos seguidores do Grateful Dead) que, devido às semelhanças artística e musical de ambas, passaram a adorá-los também. Com a audiência garantida, a química entre os músicos e o público se consolidava cada vez mais. Resultado: shows lotados e banda interagindo com a platéia através de recursos multimídia e cênicos (inclua aí trampolins, aspiradores de pó e hot dogs nas apresentações). Mas o barato era acompanhar as tradicionais e absurdas improvisações e extensões musicais da trupe. O mais incrível é que mesmo sem nenhuma música de sucesso nas paradas ou clip de sucesso na TV, o Phish se tornou objeto de culto não só por parte do público, como também da crítica especializada. Tanto que foi aclamada pela revista Rolling Stone como a banda mais importante dos anos noventa.


No início deste século começaram a surgir notícias dando conta que a banda estaria com seus dias contados. E, para desespero dos fãs, o fato se consumou em 2004, após o lançamento de
Undermind, último álbum de inéditas do quarteto. Trey Anastasio alegou na época que "é melhor dar fim ao Phish enquanto a banda ainda faz sucesso e é respeitada pelo público, ao invés de se tornar nostálgica". O derradeiro show da banda foi realizado em Nova York na noite de 17 de junho de 2004 e está registrado no CD triplo e no DVD duplo que levam o mesmo nome: Live in Brooklyn. O pacote foi lançado em 2006 e os DVDs mostram, além da performance matadora de despedida, imagens de bastidores, passagem de som e outras gulodices, tudo filmado por oito câmeras estrategicamente posicionadas.


Recentemente ouvi rumores de que eles poderiam estar voltando à ativa, e realmente estão, já que um novo álbum, chamado
Joy, chegará às lojas dia 08 de setembro.

Ainda falando em bandas novas, mais ou menos nessa linha do Phish, recomendo também os grupos Moe e o Widespread Panic.

Buenas, a dica está dada. Até!

Kiss revela capa e tracklist de novo álbum

segunda-feira, agosto 17, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

O Kiss divulgou a capa e o tracklist de seu novo álbum, Sonic Boom, que chegará às no próximo dia 06 de outubro. Nos Estados Unidos e no Canadá o disco será vendido apenas pela rede de lojas Wal-Mart, Walmart.com e Sam´s Club.

Sonic Boom foi produzido pelo guitarrista e vocalista Paul Stanley em Los Angeles. Além do álbum normal, o álbum também contará com uma edição especial tripla, contendo em um CD as onze novas faixas inéditas, em outro apenas regravações dos clássicos do grupo com a formação atual e, finalizando, um terceiro disco com um DVD gravado ao vivo na Argentina durante a recente passagem da tour "Kiss Alive 35" pela América do Sul.

Eu, particularmente, achei a capa bem fraquinha e não tenho muita fé nesse álbum, mas é esperar para ver e torcer para que o disco seja, realmente, tão bom quanto Gene Simmons anda falando aos quatro ventos, já que, segundo o baixista, Sonic Boom é o melhor trabalho da banda desde Destroyer, de 1976. Cheiro de papagaiada no ar ...

Segue o tracklist:

CD 1
1. Modern Day Delilah
2. Russian Roulette
3. Never Enough
4. Yes I Know (Nobody's Perfect)
5. Stand
6. Hot And Cold
7. All For The Glory
8. Danger Us
9. I'm An Animal
10. When Lightning Strikes
11. Say Yeah

CD2
1. Deuce
2. Detroit Rock City
3. Shout It Out Loud
4. Hotter Than Hell
5. Calling Dr. Love
6. Love Gun
7. I Was Made For Lovin' You
8. Heaven's On Fire
9. Lick It Up
10. I Love It Loud
11. Forever
12. Christine Sixteen
13. Do You Love Me?
14. Black Diamond
15. Rock And Roll All Nite

DVD
1. Deuce
2. Hotter Than Hell
3. C'mon And Love Me
4. Watchin' You
5. 100,000 Years
6. Rock & Roll All Nite

Se você é fã do grupo, pode encomendar Sonic Boom através da Walmart.com a partir de setembro, que é quando o álbum estará disponível para pré-venda.

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