Mas sempre estou procurando completar a discografia básica oficial de bandas que eu gosto! Atualmente estou começando a ir atrás de material, como singles e bootlegs, do Motley Crue. O vício não acaba jamais, pois a fonte não esgota.
Discografia do Crown of Thorns
Discos de Jean Beauvoir
Acredito que a sua coleção é uma das mais completas do Brasil em relação ao hard rock. Conta pra gente como foi a sua trajetória dentro do estilo.
Inicialmente eu gostava de um hard mais acessível, ou seja, tinha que ter refrão marcante para eu gostar (risos), então bandas como Bon Jovi, Def Leppard, Kiss, Scorpions, Motley Crue, Van Halen, Whitesnake, W.A.S.P., Twisted Sister, Europe, entre outras, constituíam a minha discografia básica. Procurando sempre conhecer mais, fui adicionando outras bandas do então emergente mercado norte-americano, e dá-lhe White Lion, Ratt, Dokken, Danger Danger, Tyketto, Saigon Kick, Firehouse, Slaughter, Skid Row, entre outras.
No meio dos anos noventa comecei a conhecer o hard rock europeu, mais encorpado, e fui atrás do Talisman, Fair Warning, Treat, Ten, FM e muitas outras. Por fim vieram novas aquisições, como o maravilhoso Gotthard, o estupendo H.E.A.T., o The Poodles (bandas que já vi no Sweden Rock Festival).
Só queria abrir um parêntese para duas bandas muito especiais em minha coleção: o Harem Scarem e o Crown of Thorns. O Harem Scarem é uma banda canadense que iniciou a sua carreira no fim da década de 80 e tem dois discos perfeitos em sua discografia: o primeiro (e auto-intitulado) e o segundo, chamado Mood Swings (o predileto para mim). Já o Crown of Thorns, banda de Jean Beauvoir, ex-baixista do The Plasmatics (da carismática Wendy O. Williams), é caso de amor platônico! Acho a discografia do grupo simplesmente fenomenal, mas destacaria três obras-primas: o primeiro e auto-intitulado, o Lost Cathedral de 1998 e o Destiny Unknown de 2000. Vale a pena conferir essa banda!
E o aprendizado não acaba jamais. Acabei de conhecer a banda de hard rock antiga e aposentada de Bobby Barth (atualmente no Blackfoot), o Axe. Que banda maravilhosa!
Alguns grupos costumam lançar muitos singles, diferentes versões, além de diversos CDs caça-níqueis. Estes itens costumam ser muito desejados entre os fãs. Você possui todas as versões ou se contenta apenas com uma? Se for só uma, qual versão você escolhe?
Bom, quando o assunto é o Kiss quase sempre vou atrás de versões diferentes, desde que as mesmas tenham algum diferencial. Geralmente vou atrás dos singles, promos, EPs e, de uns tempos para cá, as versões duplas ou muitas vezes triplas que têm saído de um mesmo CD. Por exemplo, aquele CD de covers produzido pelo Kiss – Kiss My Ass, de 1994 - saiu com a bandeira de alguns países em seus respectivos lançamentos nos próprios. Então eu tenho todas as versões: com a bandeira americana, canadense, japonesa e australiana!
Também vou atrás de tudo que é lançado pelo Crown of Thorns, do vocalista Jean Beauvoir, antigo baixista do The Plasmatics e responsável pela música "Feel the Heat", grande sucesso de sua carreira solo nos anos 80 e pertencente à trilha sonora do filme Stallone Cobra. Eu tenho praticamente tudo o que foi lançado pela banda e da carreira solo do Jean Beauvoir. E por fim também coleciono singles da banda suíça Gotthard.
Qual item você considera o mais valioso da sua coleção?
Financeiramente são três: o Kiss Chikara, uma coletânea extremamente rara que só saiu no Japão em 1988; um promo no mínimo curioso também japonês, o Kiss My Ass/Double Platinum, atualmente muito raro e que chega à casa de U$ 300 quando aparece no Ebay; e por fim outro promo chamado Kiss Alive: The Trilogy, também extremamente raro e caro!
Os itens mais raros da coleção
Qual foi o maior número de álbuns que você comprou de uma única vez?
Puxa Daniel, uma viagem valeria por uma única vez (risos)? Se a resposta for positiva, então foram nas duas viagens para o Sweden Rock Festival: em 2008 foram 51 CDs e 6 DVDs, e em 2009 foram 53 CDs e 10 DVDs!
Quantos álbuns em média você compra por mês?
Na média de 10 a 15 CDs e por volta de 5 DVDs. Boa média, não? (risos)
Onde você costuma comprar seus itens? Se algum colecionador for viajar, que lugar você indica para comprar discos?
Eu costumo comprar os meus itens na Galeria do Rock, mais especificamente na Animal Records do meu grande amigo Carlão Chiaroni, e na internet, mais comumente no eBay e na Amazon. Olha, eu sou muito sincero, não existe lugar no mundo igual à nossa Galeria do Rock! Se fosse nos anos noventa eu até falaria a Tower Records, a HMV e mais recentemente a Virgin, mas algumas já faliram e outras não chegam aos pés das lojas da Galeria.
Já no Sweden Rock a coisa é um pouco diferente, pois há um mercado todo voltado para o festival. Então, são vários vendedores e várias lojas vendendo lançamentos, raridades, bootlegs, LPs e muitas ofertas para cativar o pessoal que frequenta o festival. Eu indicaria as lojas e bancas do Sweden Rock Festival.
Tem algum item que, só de alguém chegar perto, você já gela e morre de ciúmes, tem um carinho especial e não venderia de jeito nenhum?
Acho que todos os meus itens, desde o CD nacional mais barato que eu tenha até o item mais caro que eu tenha conseguido. Mas, se tiver que destacar, falaria que são os meus singles e promos do Kiss.
Entre tudo o que você possui, quais foram os itens que deram mais trabalho para conseguir?
Alguns itens continuam sendo muito difíceis para se encontrar, principalmente relacionados ao Kiss, como o single da música "Within’" do álbum Psycho Circus, pois só existem 12 cópias desse single no mundo. Dentre os que consegui, os mais difíceis foram duas fitas-cassete: uma chamada Universal Presents Gimme Kiss, um lançamento oficial de 1990 somente em cassete com menos de 800 cópias no mundo; e outra chamada Killers Kuts from Revenge, um item promocional para rádios para divulgação do então novo lançamento do Kiss, o álbum Revenge.
Além destas, alguns itens bastante obscuros foram o CD oficial de mais um lançamento promocional, o First Kiss Last Licks, que apresentava como novidade versões remixadas para Nowhere to Run e Partners in Crime (ambas originalmente lançadas no Kiss Killers de 1981) e versões demo para Deuce e Strutter, que seriam posteriormente relançadas no single da música Unholy de 1992. Por fim, os singles de 3’ do Kiss foram bastante trabalhosos e alguns bastante custosos para se conseguir. Felizmente tenho todos os que existem no mercado.
Uma coleção tão ampla certamente possui diversos itens curiosos. Neste sentido, eu gostaria de saber qual é o item mais estranho da sua coleção.
Com certeza os itens mais estranhos que tenho são um perfume do Kiss adquirido em Los Angeles no dia do seu lançamento, uma gravata do Kiss e um Peter Criss de pelúcia, não pela raridade e sim por fugir um pouco do foco que tenho em minha coleção, que é baseada em CDs e DVDs.
A sua coleção tem um limite? Você acha que, algum dia, vai parar de comprar discos porque acha que, enfim, tem tudo o que sempre quis ter? Você acha que esse dia chegará, ou ele não existe para um colecionador?
Daniel, tenho certeza de que não existe limite para um colecionador. Sempre vai haver um novo item raro, um relançamento ou algo que a gente nem sabia que existia. Até hoje me surpreendo com o tanto de itens "novos" relacionados ao Kiss que pintam no mercado. A minha coleção chegará ao fim quando eu não estiver mais aqui! Acho que é o melhor vício que uma pessoa pode ter (risos).
Já parou para pensar com quem os seus discos ficarão quando você estiver mais velho? Quem será o herdeiro da sua coleção no seu futuro?
Provavelmente para os meus filhos (a primeira está a caminho!) ou para alguém que eu saiba que vai cuidar com o mesmo carinho que eu tive por todos os itens por todos esses anos.
Como a sua família lida com essa quantidade de CDs?
Eu tenho um verdadeiro anjo ao meu lado. A minha esposa sempre me apoiou em tudo relacionado à música. Ela mesma diz: "Casei sabendo né?" (risos). Inclusive faz questão de participar de alguns eventos especiais, por exemplo, o show do Paul Stanley em Las Vegas e o show do Kiss em abril deste ano aqui em São Paulo (foi o primeiro show com a minha filhinha na barriga dela!).
Alguns tour books
Você possui algum acervo de bootlegs? O que acha disso? Bootlegs são repletos de curiosidades, versões alternativas e raras. Seguindo este raciocínio, quais bootlegs de sua coleção você destacaria?
Sim, eu possuo um acervo de bootlegs mais direcionado para o Kiss e alguns itens de outras bandas, como o Iron Maiden e o Dream Theater, por exemplo. Acredito que os bootlegs interessantes são aqueles que possuem o algo a mais, como o Dream Theater faz hoje em dia soltando os Official Bootlegs através da Ytse Jam Records, daqueles shows especiais que a banda fez tocando algum álbum de outro grupo na íntegra, como já foi feito com o The Number of the Beast do Maiden e o Master of Puppets do Metallica.
Também me interesso muito pelos bootlegs de demos justamente pelas versões alternativas para muitas músicas que constam nos discos e outras que, muitas vezes, não entraram no CD e que geram aquela dúvida: Por que esta música não está no disco? (risos). Em relação ao Kiss dá para montar um CD clássico só com músicas que não entraram nos discos e que constam nesses CDs de demos!
Da minha coleção, eu destacaria o Monsters of Rock de 1988 (Crazy Nights Tour), com um som perfeito da mesa; e outro chamado Die Hard (acústico), gravado durante a Kiss Conventions Worldwide Tour, com versões interessantíssimas para músicas esquecidas na época, como "Charisma", "Take Me", "Strange Ways" e "Let’s Put the X in Sex".
Eu te conheço há bastante tempo, certo, e sabemos que todo colecionador tem as suas manias. Alguns mais, outros menos, mas todos tem as suas. Como você guarda e conserva os seus CDs? Lembro que antigamente você não emprestava CDs e mal abria os encartes. Você continua assim?
Realmente você me conhece mesmo, Daniel (risos)! Em relação a emprestar CDs e DVDs eu continuo praticamente o mesmo: não empresto, mas gravo com o maior prazer qualquer item que uma pessoa queira. Essa dos encartes você desenterrou, né? Eu já mudei bastante e manuseio os encartes (obviamente com muito cuidado) para conferir as letras, as fotos da banda e qualquer outra informação que possa ser pertinente – essa você me entregou (risos)! Eu não tenho muita neura para guardar os meus CDs e DVDs, logicamente tomando os cuidados básicos de se evitar sol e umidade. Mandei fazer um armário que comporta 5.000 CDs e estou enchendo aos pouquinhos!
Tour book Alive ´35 autografado pela banda
Os raros singles de 3"
Eu gostaria que você fizesse agora um top#5 com os itens do seu acervo que você mais curte.
1. Singles 3’ do Kiss, em especial o da música "Hide Your Heart", por haver apenas 1.000 cópias no mundo;
2. CD First Kiss Last Licks, um item bastante cobiçado pelos fãs;
3. Fitas-cassete Universal Presents Gimme Kiss e Killers Kuts From Revenge, por serem extremamente raras no mercado;
4. Tour book e pôster oficial Alive’35 autografados pelos quatro membros da banda no Meet & Greet na Dinamarca;
5. Singles e Promos do Kiss, com destaque para o single alemão de Let’s Put the X in Sex (autografado pelo Bruce Kulick) e de New York Groove, que entrava como bônus para quem fizesse o pre-order do então lançamento You Wanted the Best, You Got the Best somente nas lojas da Blockbuster americanas.
Todo colecionador tem as suas listinhas. É a tal síndrome de Alta Fidelidade. Quais são, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?
Antes de qualquer coisa, só gostaria de lembrar que essa lista muda diariamente e não está necessariamente na ordem. Vamos lá:
1. Kiss – Rock N’Roll Over
2. Van Halen – Van Halen
3. AC/DC – Back in Black
4. Rush – Moving Pictures
5. Scorpions – Love at First Sting
6. Motley Crue – Shout at the Devil
7. Bad Company – Bad Co.
8. Queensryche – Operation Mindcrime
9. Judas Priest – Painkiller
10. Iron Maiden – Somewhere in Time
O que você achou do CD solo do Paul Stanley, Live to Win, e DVD One Live Kiss?
Definindo com uma palavra: fabulosos! Em relação ao DVD, toda vez que assisto eu literalmente choro, porque este me traz maravilhosas recordações de uma das loucuras que fiz em nome do rock: eu assisti, em Las Vegas, ao último show da parte norte-americana da turnê Live to Win encostado no palco! Foi uma emoção do início ao fim, e escutar algumas músicas obscuras da carreira do Kiss, como "A Million to One" e "Magic Touch", além de clássicos que não são mais tocados pela banda, como "Hide Your Heart", "I Want You" e "I Still Love You" e, obviamente, as músicas solo do Paul, tanto de seu primeiro trabalho de 1978 como do Live To Win, me fizeram ir às lágrimas por diversas vezes durante o show.
O que você está ouvindo ultimamente e destacaria para as pessoas?
Eu destacaria uma nova banda sueca de hard rock chamada H.E.A.T. e que tem um som bem semelhante ao que o Europe fazia nos anos oitenta; os norte-americanos do Coheed & Cambria, que tem um som mais intricado e não respeitam muito um estilo específico; o último lançamento do Dream Theater, Black Clouds & Silver Linings, que realmente me surpreendeu; e muito southern rock com o Lynyrd Skynyrd, que está prestes a lançar um novo álbum.
O Kiss, obviamente, nunca sai do meu CD Player, ainda mais agora que mais um novo lançamento se aproxima – Sonic Boom – em outubro deste ano!
Certamente, no meio de todo este acervo, devem existir alguns itens que você olha e pensa "nossa, porque eu comprei este disco". Então, vamos lá: qual é o item mais estranho da sua coleção, e também que álbum as pessoas ficariam surpresas em saber que você possui?
Com certeza os mais estranhos são alguns CDs de new age, como Jean Michel Jarre, Yanni e Vangelis, que acabei deixando na casa dos meus pais quando casei e até hoje estão lá, mas continuam sendo meus (risos). E acho que as pessoas ficariam surpresas em saber que coleciono as trilhas-sonoras de espetáculos do Cirque du Soleil. Eu compro apenas os CDs dos espetáculos que fui e, até hoje, fui a seis shows diferentes, um aqui no Brasil (Alegria) e outros cinco no exterior. Pretendo ver todos os espetáculos que estão pelo mundo, acho que ainda consigo.
Singles e promos do Kiss
Qual o item que você tem que é apenas para completar a coleção? Sabe aquele grupo que você gosta de tudo, mas um álbum em especial é ruim, mas você não consegue ficar sem, pois, afinal, é uma coleção?
Posso citar alguns somente de bandas consagradas: Virtual XI do Iron Maiden, Van Halen 3 com o Gary Cherone nos vocais, Carnival of Souls do Kiss, o Generation Swine do Motley Crue e o Tribe do Queensryche, só para citar alguns exemplos. Agora, existem dois em especial que nem para completar a coleção: St. Anger do Metallica e Nostradamus do Judas Priest. Esses são de doer! Somente gostaria de reforçar que, mesmo eu achando esses discos ruins, há músicas muito boas nos mesmos. Só para exemplificar, uma das melhores músicas do Motley Crue, em minha opinião, está no Generation Swine ("Afraid").
Se você tivesse que indicar algumas bandas, e alguns discos, para uma pessoa que nunca teve contato com o rock, o que indicaria?
Vou dividir por estilos, Ok?
Classic Rock: AC/DC (Back in Black), Van Halen (Van Halen I), Kiss (Destroyer) e Scorpions (Love at First Sting).
AOR: Toto (IV), Mark Free (Long Way from Love), Michael Bolton (Everybody’s Crazy) e Survivor (Vital Signs).
Hard Rock: Whitesnake (1987), Motley Crue (Shout at the Devil), Def Leppard (Pyromania) e Queensryche (Operation Mindcrime).
Heavy Metal: Iron Maiden (Piece of Mind), Savatage (Handful of Rain) e Manowar (Kings of Metal).
Thrash Metal: Megadeth (Rust in Peace), Death Angel (Act III), Slayer (Seasons in the Abyss) e Anthrax (Among the Living).
Black Metal: Dimmu Borgir (Death Cult Armaggedon).
Outros: Coheed & Cambria (No World for Tomorrow) e Faith No More(The Real Thing).
O rock já está aí há mais de cinquenta anos, e passou por diversas fases nestes anos todos. Sendo assim, eu gostaria que você indicasse aos nossos leitores os álbuns que você recomenda das décadas de sessenta até hoje.
Década de 60: Qualquer coisa que os Beatles tenham feito!
Década de 70: Destroyer e Rock N’ Roll Over, ambos do Kiss.
Década de 80: Shout at the Devil do Motley Crue, Love at First Sting do Scorpions e Pyromania do Def Leppard.
Década de 90: Images and Words do Dream Theater, Revenge do Kiss, Edge of Forever do Lynyrd Skynyrd e Black Album do Metallica.
Década de 00: Vicious Cycle do Lynyrd Skynyrd e No World for Tomorrow do Coheed & Cambria.

André com o Kiss no Meet & Greet
Nestes anos todos, esta paixão pela música certamente propiciou a você diversas experiências interessantes e curiosas, como contato com os seus ídolos (as suas fotos no orkut são fantásticas!). Antes de falarmos de tudo, você vai ter que nos contar a sensação de encontrar e bater fotos com todos do Kiss. Eu vi o filme e posso te dizer que fiquei arrepiado mesmo com o vídeo. A sua cara tava parecendo uma criança no Natal! Conta aí sua emoção de encontrar os seus grandes ídolos.
Puxa, o dia 03/06/2008 foi inesquecível para mim! Desde o momento em que acordei na Suécia até o final do show do Kiss na Dinamarca. Tudo foi possível graças a um pacote chamado Meet & Greet, que algumas bandas vem disponibilizando para os seus fãs - atualmente o ZZ TOP e o Dream Theater também estão realizando esse tipo de encontro. O preço é absurdamente alto, mas vale muito a pena.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que tudo é muito organizado e o encontro dura cerca de 30 minutos. Quando se adquire esse pacote via internet você recebe vários e-mails antecedendo ao show, explicando como tudo funciona, o que é permitido e o que é proibido, horário de apresentação e tudo mais. No pacote estão inclusas duas fotos oficiais com a banda, tour book autografado, uma foto oficial da banda, uma camiseta exclusiva do encontro e um voucher de U$ 50 para se gastar no site do Kissonline. Realmente eu estava com a sensação de que iria conhecer o Papai Noel (risos)!
Aqueles 20 anos de fanatismo foram passando pelos meus olhos. O inacessível estava prestes a acontecer! As minhas pernas começaram a tremer quando ficamos enfileirados esperando a banda entrar. Quando vi o Gene Simmons montado entrando na sala, o coração disparou! Mas, quando o Paul Stanley entrou, eu pensei: "Vou desmaiar" (risos)! E foi além de qualquer expectativa, pois o Gene é daquele jeito bonachão que ele deixa transparecer em entrevistas, nos seus seriados como o Family Jewels. O Tommy Thayer foi muito solícito, o Eric Singer infelizmente não é um dos sujeitos mais simpáticos do mundo, e o Paul Stanley, apesar de um pouco mais reservado, foi extremamente educado e solícito, tirando fotos extras com todos os presentes e ainda perguntando, ao final do encontro, se todos estavam satisfeitos! Lógico que sim! Você sabe que a ficha só foi cair alguns meses após o evento aqui no Brasil! E ainda participarei de outro Meet & Greet, pode ter certeza!
Agora conta alguma história legal que você viveu por causa do seu envolvimento com a música e suas viagens para ver shows fora do país.
Vou contar uma história aqui do Brasil e uma do exterior: em maio de 2008, o Jimi Jamison (ex-vocalista do Survivor) veio fazer um show no Manifesto Bar cantando os seus sucessos da época do Survivor juntamente com o Jeff Scott Soto, que fez um show em tributo ao Queen. Alguns dias antes do show, o meu grande amigo Carlão Chiaroni da Animal Records me ligou perguntando se eu queria jantar com o Jimi e o Jeff e mais alguns amigos em uma churrascaria. É lógico que aceitei e, para a minha alegria, ele me pediu para ir buscá-lo no flat onde estava hospedado para irmos à churrascaria. Obviamente que aceitei! Ao chegar ao flat, estava todo o pessoal amigo, o Carlão, o Jeff e o Jimi Jamison em um canto. Logo que comecei a cumprimentar os presentes, o Jimi veio todo humilde se apresentar a mim e disse: "Hi, I’m Jimi!". Então, em um ato impulsivo, puxei o bolo de encartes do meu bolso (por volta de 20!) e respondi: "I know!". Então ele cai na gargalhada e retruca: "So you’re a huge fan!". Fora que, no caminho para a churrascaria, ele abaixa o vidro do passageiro do meu carro e começa a cantarolar "Eye of the Tiger" e "Burning Heart" (ambos sucessos do Survivor e presentes na trilha sonora da série Rocky estrelada por Sylvester Stallone). Foi algo surreal!
Já no exterior a patifaria foi muito mais inesperada! Após o Sweden Rock deste ano, fui para Bergen na Noruega com mais dois amigos ver o Motley Crue. Após um show perfeito, fomos descansar para pegarmos o vôo de volta. Sentados no embarque do aeroporto de Bergen, mortos de cansaço e com uma vontade absurda de estar em casa, mal falávamos uns com os outros, os três cabisbaixos quando eu levanto a cabeça e vejo o Vince Neil vindo em nossa direção. Foi um alvoroço total entre nós três, corri para pegar a câmera e registrar esse momento. Chegamos até ele e seu segurança (um armário de 3x3!) e falamos que éramos do Brasil e tudo mais e ele perguntou na lata se queríamos fotos. "Sim", dissemos, e ele nos pediu um minuto que ele já voltava. Pronto, perdemos a chance, era o que passava pelas nossas cabeças. Após cerca de dois minutos, ele volta à sala de embarque diretamente em nossa direção e diz "Let’s take pictures!". Foi simplesmente um momento mágico. É uma das fotos que mais gosto do meu orkut!
Qual o melhor show que você assistiu aqui no Brasil? E fora?
Posso citar três aqui no Brasil e quatro no exterior? Vamos lá então:
No Brasil:
1. Iron Maiden – Somewhere Back in Time Rio de Janeiro 2009 (um set list igual a esse nunca mais!);
2. Kiss – Monsters of Rock 1994 Pacaembu (afinal era a primeira vez que estava vendo a banda do coração!);
3. Rush – Vapor Trails Tour no Morumbi (teste para cardíaco!).
No exterior:
1. Paul Stanley – Live to Win Tour em Las Vegas, novembro de 2006;
2. Kiss – Alive 35 na Dinamarca pelo lance do Meet & Greet com a banda. Foi um dia inesquecível (03/06/2008), eu frente a frente com os meus ídolos!;
3. Lynyrd Skynyrd – God & Guns Tour em maio de 2009 em Londres. Simplesmente indescritível escutar "Sweet Home Alabama" ao vivo!;
4. Motley Crue – Crue Fest na Noruega em junho de 2009. Assistir ao Motley em um lugar fechado e sentado foi algo inesperado!
Algumas perguntas rápidas: Deep Purple ou Black Sabbath?
Black Sabbath.
Ozzy ou Dio?
Ronnie James Dio.
Dickinson ou Dianno?
Bruce Dickinson.
Ace ou Tommy?
Ace Frehley.
Tyketto ou Vaughn?
Tyketto, ainda mais após o show do Sweden Rock Festival deste ano!
Um show ou CD?
Tomara que eu não tenha que escolher jamais entre os dois! Como colecionador, o CD faz parte da minha realização completa, mas tenho que confessar que os shows são essenciais na minha vida! Hoje, talvez um show, mas assim você quebra as minhas pernas, Daniel!
Não sei se você se lembra, mas no colégio chegamos a tocar juntos. Você continua tocando algum instrumento ou abandonou?
Lógico que me lembro! Chegamos a ensaiar a "Forever" do Kiss e a "Knockin’ on Heaven’s Door" do Guns (cover do Bob Dylan). Na época eu "tocava" baixo, mas essa febre só durou pouco mais de um ano. Eu percebi que não tinha o menor jeito para a coisa! Agora se o Guitar Hero contar, posso dizer que continuo na ativa (risos)!
Mais uma vez muito obrigado por ter participado da Collector´s Room e parabéns pela coleção. Este espaço é seu, manda bala e deixa seu recado!
Eu é que tenho de agradecer a oportunidade de participar da Collector’s Room, pois foi realmente um prazer compartilhar com os leitores a minha coleção e as minhas histórias envolvendo o rock que tanto me orgulham. Posso afirmar, com toda a certeza, que foi mais um sonho realizado! Muito obrigado a você Daniel e a todos que, de alguma forma, mantêm viva a chama da paixão pelo rock!