9 de out de 2009

The Who - The Who: At Kilburn 1977 (2008)

sexta-feira, outubro 09, 2009

Por Maurício Rigotto
Colecionador e Escritor
Collector´s Room

Às vezes me perguntam quais são as minhas três bandas de rock preferidas. A resposta que eu daria hoje é a mesma que eu responderia há um quarto de século: Beatles, Rolling Stones e The Who. Obviamente, qualquer lançamento referente a essas bandas me provoca uma certa empolgação. Os fãs do Who até que não podem se queixar, pois volta e meia somos brindados com o lançamento de algum concerto ou documentário, como em 2007 com o DVD duplo Amazing Journey: The Story of The Who. Eis que surge agora The Who: At Kilburn 1977, um DVD duplo com dois shows inéditos até então.

Em 1977 o diretor Jeff Stein estava produzindo o documentário The Kids Are Alright, um apanhado sobre a carreira do The Who, quando se deu conta de que não havia material em vídeo das músicas mais recentes por eles lançadas, haja visto que o grupo não se apresentava ao vivo há mais de um ano e havia proibido filmagens de suas turnês anteriores. Para suprir essa falta, foi armado um show no Gaumont State Theatre, um velho teatro construído nos anos trinta em Kilburn. No dia 15 de dezembro de 1977, quebrando um jejum de quatorze meses, o The Who subiu ao palco para se apresentar defronte a uma platéia de 800 convidados.

Na abertura do concerto, com "I Can’t Explain", Pete Townshend demonstra grande entusiasmo, pulando freneticamente com sua guitarra, mas no decorrer do show fica nítido aos mais atentos que a banda não se encontrava em sua melhor forma, sendo perceptível um certo desentrosamento entre eles. O alucinado baterista Keith Moon, mesmo dando um show à parte, comete vários erros, o mais gritante quando antecipa o final de "I’m Free", causando irritação em Townshend, que se dirige ao microfone e diz: "Essa porra nem merecia ser filmada, melhor mandar os câmeras embora". Ao anunciar a canção "Behind Blue Eyes", Keith Moon fala: "Vou até o camarim tomar uma overdose e volto em três minutos e meio". Kilburn foi o penúltimo show da curta vida de Keith Moon.

Apesar de alguns percalços, Roger Daltrey, Pete Townshend, John Entwistle e Keith Moon tocaram quinze canções em pouco mais de uma hora, alternando hits como "My Generation", "Baba O’Riley", "Substitute", "Who Are You", "Pinball Wizard" e "Won’t Get Fooled Again" com covers incorporados ao seu repertório, como "Summertime Blues" (Eddie Cochran) e "Shakin’ All Over" (Johnny Kidd & The Pirates), além de "My Wife", cantada pelo contrabaixista John Entwistle, e a obscura "Dreaming from the Waist", que Pete declarou ser a canção do Who que ele mais odeia.

Pete Townshend não gostou do resultado, sendo que nada foi aproveitado para o documentário. A banda voltaria a se reunir no dia 25 de maio de 1978 para um show no Shepperton Studios, quando finalmente gravaram as cenas necessárias para o filme. Esse foi o último show com Keith Moon, que morreria três meses depois. O show em Kilburn permaneceu arquivado por mais de trinta anos, e agora tem seu merecido registro lançado. Mesmo não estando em seu auge, é o The Who ao vivo, e isso basta.

No DVD extra, outro documento histórico: o show no London Coliseum no dia 14 de dezembro de 1969. A qualidade da imagem e do som é um tanto precária, porém mostra a banda em seu ápice em uma performance arrasadora, onde tocam canções como "Heaven and Hell", "A Quick One (While He’s Away)", "Tattoo", "Happy Jack" e "I’m a Boy", e interpretam suas versões para "Young Man Blues" de Mose Allison e "Fortune Teller", música da banda Merseybeats (também gravada pelos Rolling Stones); além de apresentar pela primeira vez ao vivo a ópera-rock Tommy na íntegra.

Um fantástico registro de dois momentos distintos na história de uma das maiores bandas de rock’n’roll que já existiu.


Disc One - At Kilburn 1977
1 I Can't Explain 3:10
2 Substitute 2:59
3 Baba O'Riley 5:18
4 My Wife/Going Mobile 7:02
5 Behind Blue Eyes 3:33
6 Dreaming From the Waist 5:10
7 Pinball Wizard 2:43
8 I'm Free 2:45
9 Tommy's Holiday Camp 1:30
10 Summertime Blues 3:45
11 Shakin' All Over 5:00
12 My Generation 3:44
13 Join Together 2:28
14 Who Are You? 6:04
15 Won't Get Fooled Again 8:49

Disc Two - At the Coliseum 1969
1 Heaven and Hell
2 I Can't Explain
3 Fortune Teller
4 Tattoo
5 Young Man Blues
6 A Quick One While He's Away
7 Happy Jack
8 I'm a Boy
9 I'm Free
10 Tommy's Holiday Camp
11 See Me Feel Me
12 Summertime Blues
13 Shakin' All Over
14 My Generation

Extra - 'A Quick One While He's Away' and 'Tommy': The Complete Performances
1 A Quick One While He's Away
2 Overture
3 It's a Boy
4 1921
5 Amazing Journey
6 Christmas
7 Acid Queen
8 Pinball Wizard
9 Do You Think It's Alright
10 Fiddle About
11 Tommy Can You Hear Me?
12 There's a Doctor
13 Go to the Mirror
14 Smash the Mirror
15 Miracle Cure
16 Sally Simpson
17 Tommy's Holiday Camp
18 I'm Free
19 We're Not Gonna Take It

O rock e o sexo

sexta-feira, outubro 09, 2009

Por Vitor Bemvindo
Colecionador e Historiador

O MOFODEU chegou a sua 69ª edição e, aproveitando o trocadilho numérico, resolvemos falar sobre sexo. O trinômio sexo, drogas e rock and roll tornou-se praticamente um clichê, muito por conta de escândalos envolvendo membros de bandas e o apelo sexual do ritmo. Milhares de histórias sobre orgias envolvendo rockstars, groupies, fãs e até mesmo menores de idade circulam com tamanha naturalidade que algumas delas parecem até virar lendas. Mas devido a pouca possibilidade de comprovação dessas histórias, resolvemos fazer um levantamento do sexo como temática em canções de rock.

Em suas origens, o rock and roll foi condenado pelas elites conservadoras por conta do seu sex appeal. A forma como se dançava o ritmo, além de algumas insinuações de duplo sentido, fazia estremecer uma sociedade norte-americana que não estava preparado para aquilo. Mas esse tema não foi exclusividade do rock; os ritmos que deram origem ao gênero, como o blues e o jazz, já faziam insinuações sexuais em suas letras, deixando de cabelo em pé os pais de família americanos.

Em 1954 Willie Dixon compôs o blues "I Just Want to Make Love to You" ("Eu só quero fazer amor com você"), que causou grande polêmica ao ser lançado, no mesmo ano, por Muddy Waters. A controvérsia aumentou ainda mais quando Etta James, no começo dos anos 60, regravou a faixa. Aqueles versos entoados por uma mulher soaram como uma bomba.

A tradição de polêmicas letras sobre sexo foi herdada pelo rock desde seus primeiros passos. Um dos que mais se envolveu com problemas por conta de insinuações sexuais em suas músicas foi Chuck Berry. Em "My Ding-a-Ling" Berry conta as experiências de um garoto descobrindo sua sexualidade. Apesar disso, a canção não sofreu com a censura, já que não há referência direta ao sexo, sendo uma letra repleta de duplo sentido.

O compacto de "My Ding-a-Ling"

Little Richard foi outro precursor do rock que se envolveu com polêmicas graças ao teor sexual de suas músicas. A principal delas envolveu a canção "Tutti Frutti", considera ofensiva por, teoricamente, fazer insinuações sexuais. O refrão original da faixa trazia a expressão "Tutti Frutti, Loose Booty". "Loose Booty" não tem uma tradução específica para o português, mas tem uma conotação ligada a sodomia e causou espanto às platéias brancas. Richard foi obrigado, na gravação do single, a trocar o refrão para "Tutti Frutti, Aw Rudi".

Nos anos 60 os bastiões das temáticas sexuais no rock foram os Rolling Stones. Com a fama de sempre chegar chutando a porta, a segunda faixa do seu primeiro álbum (1964) foi uma versão da já citada "I Just Want to Make Love to You". Daí nascia a fama de bad boys que seria a contraposição aos meninos comportados dos Beatles. Depois disso, a temática sexual passou a ser recorrente nas canções da banda, sempre trazendo problemas para o grupo.

Um ano depois, os Stones regravaram mais um blues de Willie Dixon com fortes insinuações sexuais, "Little Red Rooster". Em 1967 a polêmica chegou ao auge com o lançamento do single "Let's Spend the Night Together" ("Vamos aproveitar a noite juntos"). A banda sofreu uma forte censura, sendo que algumas rádios colocaram o famoso "pi" (bipe para disfarçar uma palavra) sobre a palavra "night". Durante uma apresentação no famoso programa de auditório de Ed Sullivan, em Nova York, o grupo foi forçado a mudar a letra da para "let's spend some time together" ("vamos aproveitar algum tempo juntos"), causando um grande desconforto entre os membros da banda.

Marianne Faithfull, uma das vítimas do apetite sexual de Mick Jagger

Mesmo após o Verão do Amor, de 1967, onde o sexo foi pregado como uma forma de se combater a guerra, sendo um marco para a liberalização sexual, a sociedade ainda se mostrava bastante arisca quanto ao tema. Os próprios Rolling Stones voltariam a chocar com o lançamento de faixas como "Honky Tonk Woman" (1969) e "Bitch" (1971) – que falam sobre prostituição –, ou mesmo "Stray Cat Blues" (1969) e "Star Star" (1973), que tratam de sexo casual.

Ainda nos anos 60, o The Doors chocou o planeta com performances apimentadas de seu frontman Jim Morrison. Mas, curiosamente, "Love Me Two Times", a música da banda que se tornou um ícone da liberdade sexual foi escrita pelo guitarrista, Robbie Krieger, e fala sobre como os soldados americanos utilizavam o sexo como um meio de sobrevivência durante a Guerra do Vietnã, naqueles "dias estranhos" (Strange Days é o nome do álbum do grupo, que trata de assuntos daquele ano de 1967).

Uma das performances orgásticas de Jim Morrison

Nos anos 70 a temática sexual no rock se aprofundou, mas de uma forma diferente. Ao invés de provocar e pregar a liberdade sexual, algumas das canções passaram a tentar demonstrar uma pretensa virilidade e masculinidade dos membros (sem duplo sentido) das bandas.

Os grupos que mais apelaram para o lado sexual das canções foram o Kiss, Aerosmith, AC/DC, entre outras. Esses três grupos em especial dificilmente lançavam algum álbum sem que houvesse pelo menos uma faixa com conotação sexual.

O Kiss talvez seja o campeão das músicas de duplo sentido. Isso se deve um pouco ao apetite sexual dos integrantes, que sempre fizeram questão de deixar a imagem de pretensas máquinas do sexo. O segundo álbum da banda traz no título esse espírito da banda, Hotter Than Hell ("Mais Quente que o Inferno"). Em Dressed to Kill (1975) a banda faz um convite direto ao prazer em "C'mon and Love Me". No álbum Rock and Roll Over (1976), pelo menos seis das dez faixas tem referências sexuais diretas, entre elas: "I Want You", "Calling Dr Love" e "Makin' Love".

O sexo sempre foi um assunto presente na música do Kiss

No álbum seguinte, mais uma vez o Kiss trouxe uma forte insinuação sexual no título. Love Gun traz em sua faixa-título uma série de trocadilhos que associam o órgão reprodutor masculino a uma arma. Além dela, "Plaster Caster" conta a história de uma famosa groupie que fazia moldes de gesso dos pênis dos rock stars com os quais se relacionava.

O Aerosmith também se notabilizou por canções de cunho sexual. Talvez a primeira faixa do grupo a demonstrar esse espírito tenha saído em
Toys in the Attic (1975). "Big Ten Inch Record" faz menção ao tamanho do membro de uns dos integrantes do grupo. A composição trata-se, no entanto, de uma regravação de um dos primeiros blues gravados no começo de século XX. No álbum seguinte, Rocks (1976), a faixa "Back in the Saddle" conta uma história de um cowboy que anda atrás de aventuras. A canção traz uma série de trocadilhos, fazendo associações entre armas e o pênis. Mais recentemente o Aerosmith ressaltou esse lado sexual de suas letras, principalmente a partir de fins dos anos 80, com "Rag Doll", "Dude (Looks Like a Lady)" e "Love in Elevator".

No AC/DC, Bon Scott era o garanhão da banda. Ele tinha o fetiche de escrever algumas das suas experiências sexuais em suas letras. A mais conhecida delas está descrita em "Whole Lotta Rosie", lançada em
Let There Be Rock (1977), como um encontro "amoroso" de Scott com uma mulher de grandes proporções (gorda, para ser mais direto). Conta a lenda que, anos mais tarde, Scott reencontrou a tal garota, que havia emagrecido muito, o que decepcionou o vocalista.

A "grande" Rosie até hoje é retratada nas apresentações do AC/DC

Outra dessas experiências está descrita em "Go Down", do mesmo disco, que conta as peripécias de uma groupie que atendia pela alcunha de Ruby Lips (ou Lábios de Rubi), graças a suas habilidades no sexo oral. Em "Love Hungry Man", do disco
Highway to Hell, o vocalista descreve uma das suas orgias regadas por muita bebida e drogas. "Big Balls", no entanto, tem um estilo um pouco diferente; ao invés de contar alguma experiência, a música é repleta de trocadilhos de conotação sexual.

Mesmo com a morte de Bon Scott o AC/DC continuou a produzir letras com apelo sexual, como por exemplo "You Shook Me All Night Long", do
Back in Black (1980).

Algumas outras bandas alcançaram o sucesso justamente por usar a conotação sexual em suas músicas, como foi o caso do Foghat, que fez um enorme sucesso com "Slow Ride", lançada no disco
Fool for the City (1975). Depois disso, o grupo nunca mais conseguiu repetir o êxito, talvez por não apelar para a mesma temática.

O mesmo caso aconteceu com o do Van Halen, que graças ao forte
sex appeal de seu vocalista original, David Lee Roth, sempre lançou canções que falavam sobre festas e sexo casual. No primeiro álbum do grupo (1978), "Ain't Talk 'Bout Love" fala exatamente da dissociação do sexo e do amor. Ainda no mesmo disco há "Ice Cream Man", que faz trocadilhos que remetem ao sexo oral. No seguinte, Van Halen II, lançado um ano mais tarde, "Somebody Get Me a Doctor" e "Beautiful Girls", entre outras, seguem a mesma linha.

Durante os anos 80 a banda continuou fazendo canções do mesmo tipo, porém o talento dos músicos passou a ser mais reconhecido do que os seus desempenhos sexuais. A banda conseguiu construir uma carreira sólida demonstrando outras qualificações.

São infindáveis os exemplos da associação do rock com o sexo. O que esse artigo pretendeu fazer foi compilar alguns desses exemplos para demonstrar que a variável "sexo" do trinômio sexo, drogas e rock and roll não era apenas uma figura de retórica.

No
MOFODEU #069 é possível ouvir algumas das canções citadas nesse artigo, além de algumas outras. Além disso, você pode saber ainda mais sobre a ligação do sexo com o rock. Para ouvir, acesse: www.mofodeu.com

Collector´s Chest: AC/DC - Live Long Box Special Edition (1992)

sexta-feira, outubro 09, 2009

Por Jaisson Limeira
Colecionador
Collector´s Room

Considerado por muitos um dos melhores álbuns ao vivo da história do rock,
Live foi lançado originalmente em 1992 e é venerado por muitos seguidores da banda desde o seu lançamento.

Muitos conhecem a versão de colecionador lançada pela gravadora norte-americana Epic Records com um segundo CD de presente para os fãs. Um item escondido deste grande álbum, que não é a coisa mais simples de se achar, é essa a long box com os dois CDs também lançada em 1992 pela ATCO, com certeza um dos itens mais disputados entre os fãs do AC/DC.

O long box, além dos 2 discos, traz de presente para os fãs um mega poster de Rosie, personagem da canção Whole Lotta Rosie, além da nota de dólar estilizada, referência à música "Money Talks" do álbum The Razor´s Edge.

Para quem não encontrar a long box existe uma edição dupla do disco, que também possui o poster em menor escala. Mas, pessoalmente, sugiro que você, como colecionador, faça um esforço para conseguir essa edição, porque vale muito a pena.


Leia também: AC/DC - Highway to Hell (1979)

8 de out de 2009

Mofodeu concorre a prêmio de melhor podcast do Brasil

quinta-feira, outubro 08, 2009

Por Vitor Bemvindo
Colecionador e Historiador
Mofodeu

Muitos leitores do Collector's Room tornaram-se ouvintes do
MOFODEU, o programa que tira o mofo do rock, graças as matérias produzidas pelo site. A parceria entre o site o podcast é uma das responsáveis pelo aumento cada vez maior da audiência do programa.

Já são dois anos no ar, trazendo o melhor do rock dos anos 60 e 70 com muita informação, descontração e bom humor. Já foram executadas quase 600 canções de mais de 250 artistas diferentes. O programa vem sido responsável pela preservação da memória do rock, trazendo a tona bandas muitas vezes esquecidas no tempo, além de prestar tributo aos grandes nomes da história do gênero musical.

Entre muitas conquistas, o
MOFODEU mais uma vez está sendo indicado ao PRÊMIO PODCAST, na categoria música. O prêmio elege os melhores podcast brasileiros, em diversas categorias, através de uma votação popular e de um júri especializado.

Mas porque votar no
MOFODEU? Além dos motivos alegados, por causa do comprometimento dos responsáveis do programa em fazer um programa livre de propagandas, autônomo e sem comprometimentos com nenhum meio de comunicação que limite nossa atuação. Tudo é feito de maneira amadora, no sentido mais puro da palavra: tudo por amor ao rock.

Assim sendo, contamos com o boca-a-boca e a divulgação através de parcerias para conquistar mais ouvintes. Ganhar o prêmio seria importante para ganharmos ainda mais ouvintes e continuarmos nesse trabalho de preservação da memória do rock.

Portanto, contamos com o seu voto para conquistar esse prêmio, que daria maior divulgação ao MOFODEU, mas também ao rock de qualidade, tão depreciado hoje em dia. A vitória do MOFODEU seria a vitória da boa música e a uma conquista dos amantes do bom e velho rock.

Para votar no MOFODEU é muito simples: basta acessar o nosso site (
www.mofodeu.com) e clicar em um dos banners iguais a esses abaixo:


Lembre-se, só é computado um voto por IP, portanto, precisamos do máximo de divulgação para que muitas pessoas possam votar.

Nos ajude a conquistar essa. Contamos com o seu voto em:

www.mofodeu.com

Collector´s Chest: Kiss - Sonic Boom Special Edition (2009)

quinta-feira, outubro 08, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador e Escritor

Estreando uma nova seção na Collector´s Room. A Collector´s Chest mostrará itens interessantes, diferentes e raros que os colaboradores e leitores da Collector´s Room acabaram de comprar ou tem em suas coleções.

Discos clássicos em edições especiais, lançamentos em edições limitadas, embalagens surpreendentes, boxes de dar água na boca: vale tudo!

A ideia é dividir esses itens com mais e mais pessoas, sendo que muitos de nós nem sabíamos que essas edições existiam.

Pra começar, vamos falar de um álbum que está causando muito burburinho entre os rockers de todo mundo. Estou falando do novo disco do Kiss, Sonic Boom. Aqui você tem a edição especial com 2 CDs e 1 DVD, limitada e em embalagem digipack. O primeiro disco traz o set list normal do álbum, enquanto o segundo, intitulado Kiss Klassics, tem apenas clássicos regravados pela formação atual do quarteto. E, pra fechar, o pacote vem com um DVD gravado ao vivo em Buenos Aires, em um pacotão para dar água na boca de qualquer fã e colecionador.

Uma dica: clique nas fotos para ver as imagens em tamanho grande e com maior qualidade.

E participe da Collector´s Chest você também. Se você tem um item especial em sua coleção e quer dividir com a gente, entre em contato com o editor da Collector´s Room pelo email ricardoseelig@gmail.com que a gente explica o que você precisa fazer para mostrar para todo mundo aquele disco que você tanto adora.


(Foto retirada do blog Kiss Dressed to Play - Jaisson, obrigado pela dica!)

Shakra - Everest (2009)

quinta-feira, outubro 08, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador e Escritor

Cotação: ****

Sétimo álbum de estúdio do grupo sueco Shakra (anote a discografia da banda: Shakra (1998), Moving Force (1999), The Live Side (2000), Power Ride (2001), Rising (2003), Fall (2005) e Infected (2007)), Everest é, sem dúvida, um dos grandes CDs de 2009. Apostando em um hard rock empolgante, repleto de riffs certeiros e refrões que não saem da cabeça, a banda liderada pelo vocalista Mark Fox alcança o ponto mais alto de sua carreira com esse novo disco.

A escola européia do estilo difere em alguns aspectos daquela cena hard de Los Angeles do final dos anos oitenta e início dos noventa, onde penteados esvoaçantes e roupas coloridas dominavam o cenário. No Velho Mundo a trajetória do estilo está mais focada em grupos setentistas de sonoridade mais crua, como Montrose, Humble Pie e Status Quo, ao contrário das bandas americanas, que beberam doses maciças daquele som feito por bandas mais descontraídas e festivas, como Kiss e Aerosmith, por exemplo.

Essa diferença se reflete em um som mais enérgico e agressivo, mas que conserva as principais características do hard rock: grandes e inspirados riffs de guitarra adornados por empolgantes refrões, feitos sob medida para cantar junto, seja no meio da galera em um show lotado ou sozinho no carro com o volume no talo.

Everest conquista de imediato o coração de qualquer fã de música pesada. Suas músicas são muito bem construídas, com arranjos inteligentes e energia transbordante. Os guitarristas Thomas Muster e Thom Blunier tem participação ativa e performances exemplares, enquanto o baterista Roger Tanner e o novo baixista Dominik Pfister (que substituiu o anterior, Oli Lander, que tocou com os caras entre 2000 e 2008) mostram um entrosamento quase mediúnico.

Como em toda banda hard que se preze, os holofotes principais estão em seu frontman, e Mark Fox, que está com o grupo desde 2001 (ele entrou no lugar de Pete Wiedmer, dono do posto entre 1997-2001), assume a sua condição de destaque com personalidade e talento. Dono de um timbre agradável, Mark canta de maneira mais agressiva em alguns momentos e mais limpa em outros, em linhas vocais criativas e bem desenvolvidas.

Everest é um trabalho sólido e consistente, e mostra uma banda que alcançou a sua maturidade artística. Em se tratando de hard rock, é forte candidato a melhor trabalho de 2009. Se você é um fã do estilo e tem bom gosto musical, corra atrás do disco e prepare-se para curtir sem parar.


Faixas:
1 Ashes to Ashes 3:51
2 Love & Pain 3:19
3 Let Me Lie My Life to You 3:37
4 The Illusion of Reality 4:37
5 Why 3:45
6 The Journey 7:54
7 Regressive Evolution 3:51
8 Anybody out There 3:23
9 Right Between the Eyes 5:15
10 Dirty Money 3:24
11 Insanity 4:48
12 Hopeless 3:45

Leia também: A bibliografia de Martin Popoff

7 de out de 2009

As novidades que estão chegando

quarta-feira, outubro 07, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador e Escritor

Segue abaixo uma lista com alguns dos lançamentos mais interessantes que chegarão às lojas no próximo mês. Separe uma grana porque tem itens bem interessantes que valem a pena uma conferida.


Nirvana - Live at Reading
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 03 de novembro

Creedence Clearwater Revival - The Singles Collection
Gênero: Classic Rock
Lançamento: 03 de novembro

Neil Young - Dreamin´ Man
Gênero: Classic Rock
Lançamento: 02 de novembro

Nile - Those Whom the Gods Detest
Gênero: Death Metal
Lançamento: 30 de outubro

Gov´t Mule - By a Thread
Gênero: Blues Rock
Lançamento: 27 de outubro

Weezer - Raditude
Gênero: Pop Rock
Lançamento: 27 de outubro

R.E.M. - Live at the Olympia
Gênero: Pop Rock
Lançamento: 26 de outubro

Halford - Winter Songs
Gênero: Heavy Metal
Lançamento: 26 de outubro

Dark Tranquillity - Where Death is Most Alive
Gênero: Heavy Metal Melódico
Lançamento: 26 de outubro

Wolfmother - Cosmic Egg
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 23 de outubro

Hypocrisy - A Taste of Extreme Divinity
Gênero: Death Metal Melódico
Lançamento: 23 de outubro

Gorgoroth - Quantos Possund ad Satanitatem Trahunt
Gênero: Black Metal
Lançamento: 21 de outubro

Russian Circles - Geneva
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 20 de outubro

Leonard Cohen - Live at the Isle of Wight 1970
Gênero: Pop / Folk Music
Lançamento: 20 de outubro

Joss Stone - Colour Me Free
Gênero: Soul Music
Lançamento: 20 de outubro

Michael Jackson - The Remix Suites: I-V
Gênero: Black Music
Lançamento: 19 de outubro

Hawkwind - Winter Solstice 2005
Gênero: Rock Psicodélico
Lançamento: 19 de outubro

Winger - Karma
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 16 de outubro

Mr Big - Back to Budokan
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 16 de outubro

Rammstein - Liebe ist fur alle
Gênero: Metal Industrial
Lançamento: 16 de outubro

Epica - Design Your Universe
Gênero: Metal Sinfônico
Lançamento: 16 de outubro

Steve Morse Band - Out Standing in Their Field
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 13 de outubro

The Flaming Lips - Embryonic
Gênero: Rock Psicodélico
Lançamento: 13 de outubro

Bob Dylan - Christmas in the Heart
Gênero: Música Natalina
Lançamento: 13 de outubro

Grind Madness at the BBC (The Earache Peel Sessions)
Box set
Gênero: Grindcore / Death Metal
Lançamento: 12 de outubro

Echo & The Bunnymen - The Fountain
Gênero: Pop Rock
Lançamento: 12 de outubro

W.A.S.P. - Babylon
Gênero: Heavy Metal
Lançamento: 12 de outubro





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