10 de abr de 2010

O MP3 e o vinil

sábado, abril 10, 2010

Por Tiago Rolim
Colecionador
Collector´s Room

A música é das formas de arte talvez a mais sublime, pois nos proporciona emoções de diferentes maneiras e de várias formas. Como também são muitas as formas de se ouvir música, especialmente nos dias que correm. Parece que foi ontem, mas já faz dez anos que o MP3 começou seu lento e irrefreável domínio sobre a indústria fonográfica,
para o bem e para o mal. O que isso quer dizer? Bem em primeiro lugar que o MP3 já não é mais novidade, e como tal deve ser encarado, pela indústria, do mesmo modo que são encarados os CDs, vinis e as antigas fitas, ou seja, como uma mercadoria que deve ser vendida em vista da obtenção de lucros. Afinal, música é um negócio como outro qualquer.

E como negócio o MP3 deve ser um ponto interessante para a indústria musical, pois pela primeira vez ela não estava no controle e sim moleques de 19 anos, como Shawn Fanning, que criou o Napster e deflagrou o mundo moderno no que diz respeito à música e a maneira dela ser consumida, ao mesmo tempo em que fez os músicos se ve
rem forçados a voltar no tempo, pois não se fazem mais fortunas apenas com venda de discos. O que resta são os shows, coisa que antigamente era normal, pois não existiam o comércio de discos, que só ficou realmente popular na metade do século passado.

Voltando ao MP3, ele é das formas de ouvir música talvez a pior de todas. Descontando a sua praticidade e a possibilidade de ter acesso a músicas que antes seriam impossíveis de se achar nos moldes convencionais - ou seja, comprando CDs ou gravando de algum amigo que tenha -, nada mais é relevante nele. Perde-se em qualidade de som, se bem que nos dias atuais isto está mudando, mas mesmo assim o MP3 ainda carece de melhor qualidade sonora. Um outro fator importante que as novas gerações não têm acesso é o de ouvir um disco com prazer, lendo encartes, saboreando uma capa bem feita, cheia de detalhes que só são vistos com o tempo. Tudo isto se perdeu, talvez para sempre. Pois as gravadoras lentamente estão obtendo sucesso na forma de comercializar o MP3, mesmo que de uma forma amadora, o que não deixa de ser surpresa, pois por muito tempo isso foi deixado de lado. Elas agora estão se organizando e timidamente conseguindo acertar as contas com o MP3.

Mas, mesmo depois desta aparente vitória em relação ao MP3, as gravadoras resolveram agora dar mais um tiro no pé, pois notaram que nem todos são entusiastas do MP3, e até mesmo depois de decretarem a morte dos CDs perceberam que muitos sentem falta dos velhos ‘bolachões’. Então, na ânsia de ganhar mais uns trocados, estão tentando revitalizar o vinil para este público, que em sua maioria são pessoas mais velhas com poder de compra maior do que os adolescentes que consomem MP3 com apetite feroz e descontrolado. Notícia que por si só é maravilhosa, pois quem tem mais de 30 anos e consome música como paixão está muito feliz, mas ao mesmo tempo em que isto é bom, pois estamos vendo uma avalanche de vinis lindos e bem feitos nas lojas de tudo mundo, pelo menos aqui no Brasil isto se torna um problema: aonde ouvi-los? Sim, pois não se encontram aparelhos de som que toquem vinil nas lojas com facilidade, e quando se acha os preços são proibitivos para se dizer o mínimo, pois são,em sua maioria, importados. Nem as boas e velhas vitrolas se acham mais!

Aí cabe a pergunta: será que ninguém pensou nisso? As gravadoras mais uma vez mostram sua face burra e prepotente. Se for vinil que vocês querem, sem problema; a gente faz, cobra um preço absurdo por isto e vocês que querem paguem para nós e ponto final. Só que o consumidor mudou muito nestes dez anos. O que antes era imposto e pronto, hoje não funciona mais, pois existem o MP3 e a internet que tudo dá e tudo pode. Se ele achar que o preço do vinil está muito caro, deixa de comprar. Se perceber que não adianta comprar pois não vai ter aonde ouvir, deixa de comprar da mesma maneira.

É legal tentar dar opções ao consumidor de ouvir sua música nos moldes que ele quiser, mas também se deve pensar em dar ao mesmo consumidor as ferramentas necessárias para isso. Por que senão, corre-se o risco dessa breve ressurreição do vinil terminar cedo demais, o que seria uma péssima notícia para os colecionadores.

8 de abr de 2010

Rigotto's Room: Um ex-Rolling Stone em Porto Alegre

quinta-feira, abril 08, 2010

Por Maurício Rigotto
Escritor e Colecionador
Collector's Room


Algo banal na história de bandas com mais de quatro décadas de estrada é a troca de integrantes com o passar do tempo. Raras exceções conseguem se manter com suas formações originais, ou por falecimento de algum integrante, ou por desavenças musicais e/ou pessoais, ou ainda pelo simples desejo de integrar outro projeto ou tentar aventurar-se em carreira solo. Bandas como Deep Purple, Jethro Tull, Uriap Heep e tantas outras chegam a ter, cada uma, dezenas de ex-integrantes. Já a mais longeva e bem sucedida das bandas de rock, com quase cinqüenta anos de atividade (iniciaram em 1962), possui apenas três ex-integrantes, sendo que apenas dois sobreviveram para contar a história. Estou falando dos Rolling Stones.

A primeira substituição ocorrida nos Rolling Stones foi em 1969, quando a banda se viu sem alternativa a não ser demitir seu membro fundador, o guitarrista Brian Jones, devido a seu estado lastimável decorrente do uso excessivo de drogas lisérgicas. Para o seu posto foi recrutado o jovem guitarrista Mick Taylor. Brian Jones morreria três semanas depois, afogado em sua piscina, em circunstâncias emblemáticas e suspeitas. Mick Taylor ficaria no grupo até 1974, quando pediu as contas e foi substituído por Ronnie Wood. A última baixa sofrida pelos Stones foi em 1993, quando o baixista Bill Wyman comunicou o seu desligamento voluntário do grupo.

Apesar de seus membros terem vindo ao Brasil diversas vezes a passeio, somente em 1995 os Rolling Stones fizeram seus primeiros shows no país, com apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro. Repetiram a dose em 1998 e tocaram no país pela terceira vez em 2006, em um concerto gratuito na praia de Copacabana. Contudo, nem a banda, nem nenhum músico que tenha passado por ela, jamais pisou o solo gaúcho. Em 1992, o baterista dos Stones, Charlie Watts, veio ao Brasil com sua banda de jazz, a Charlie Watts Quintet, com uma turnê que homenageava o repertório do saxofonista Charlie Parker. Apesar de ser a primeira vez em que um stone se apresentaria no país, um show de uma banda de jazz, aliado a preços exorbitantes cobrados pelos ingressos, não seduziu os fãs brasileiros. Os shows em São Paulo, Curitiba, Rio e Belo Horizonte tiveram público reduzidíssimo, e a falta de interessados acabou por cancelar o show que estava agendado para Porto Alegre. Talvez nunca tenhamos um rolling stone tocando na capital do nosso estado, mas um ex-integrante, o guitarrista Mick Taylor, está com show marcado para o dia primeiro de junho na capital gaúcha, no Teatro Bourbon Country.


Em 1966, quando Eric Clapton deixou o seu posto no John Mayall & The Bluesbreakers para formar o Cream, um jovem tímido e franzino de apenas dezessete anos se apresentou a John Mayall, se candidatando a vaga aberta de guitarrista. Era Mick Taylor. Após uma audição, Taylor impressionou Mayall com seus inspirados solos melódicos, mas a vaga acabou ficando com o guitarrista Peter Green. Um ano mais tarde, quando Green deixou a banda para formar o Fleetwood Mac, John Mayall convocou Mick Taylor para ser seu guitarrista. Taylor logo se destacou como um dos maiores guitarristas de blues rock do Reino Unido, gravando com os Bluesbreakers os álbuns Diary of a Band, Crusade, Bare Wires e Blues for Laurel Canyon.

Mick Taylor saiu dos Bluesbreakers em 1969, coincidentemente nos mesmos dias em que Brian Jones fora demitido dos Rolling Stones. Como os Stones estavam saindo da sua fase psicodélica, com intenção de retomar as suas raízes calcadas no blues, Mick Jagger e Keith Richards optaram em convidar Mick Taylor, então com vinte e um anos, para assumir a segunda guitarra da banda.

Taylor estreou nos Stones em um concerto no Hyde Park em Londres, apenas dois dias após o falecimento de seu antecessor Brian Jones. Ainda em 1969, viaja com a banda para uma excursão pela América do Norte e grava sua primeira música com o grupo, a faixa Honky Tonk Women. No álbum Let It Bleed, que ainda continha faixas gravadas com Jones, participa das gravações das músicas Country Honk e Live with me. Grava no Madison Square Garden em New York o álbum Get Yer Ya-Ya’s Out!, um dos melhores discos ao vivo da história do rock, e participa do documentário Gimme Shelter.

Em 1971, os Stones lançam o seu próprio selo e um de seus melhores álbuns, Sticky Fingers. Taylor colabora com a co-autoria das faixas Sway e Moonlight Mile, mas estranhamente seu nome é limado dos créditos. No próximo ano, a banda lança o seu primeiro álbum duplo, Exile On Main St., considerado por muitos como a grande obra prima do conjunto. Taylor, além de brilhar com seus solos, alega que foi co-autor de várias canções, mas somente recebeu créditos na faixa Ventilator Blues. Mick Taylor começa a mostrar certo descontentamento com a forma como é tratado por Jagger e Richards, que o consideravam mais como um funcionário do que um colega de banda. Além do mais, não havia espaço para suas próprias criações e o ritmo de bebedeiras e drogadição dos Stones não condiziam com o seu estilo de vida. Ainda gravou com a banda os álbuns Goat’s Head Soup (1973) e It’s Only Rock’n’Roll (1974), quando novamente teve seu nome excluído dos créditos da música Time Waits For No One, que teria tido a sua participação na composição.

Em dezembro de 1974, Mick Taylor choca os colegas e toda a cena musical mundial ao entregar a Jagger e Richards a sua carta de demissão. Imediatamente, Taylor entra na banda de Jack Bruce e parte em uma excursão com o ex-baixista do Cream. Ronnie Wood, guitarrista dos Faces, é escolhido como seu substituto nos Stones.


Mick e Keith dizem nunca terem entendido o que levou Taylor a se desligar da banda. Na verdade, Mick Taylor não era um roqueiro como Keith Richards e Ronnie Wood, era um guitarrista de jazz e blues que repentinamente se viu sob os holofotes na maior banda de rock do mundo. Apesar de muito bem remunerado e com grande visibilidade, Taylor estava desconfortável, vivendo em um mundo que não era o seu. Keith alega que sua entrada na banda acabou com a essência dos Stones, que era Keith e Brian tocando duas guitarras tentando soar como uma só. Já Mick Taylor é um guitarrista solo e Keith se viu tocando guitarra rítmica enquanto seu colega solava. Com a sua saída, os Stones voltaram a não ter um guitarrista base e um solo, pois Keith e Ronnie também tocavam tentando soar como apenas um, cada um complementando as frases do outro. Mick Taylor não concorda com essa visão e alega que sempre esteve pronto para executar as partes que lhe eram determinadas.


Incontestável é que Ronnie Wood é um guitarrista com muito mais carisma ao vivo, mas é inegável para os fãs da banda que os melhores discos do grupo foram gravados durante a fase Mick Taylor.

Mick Taylor passou o restante da década tocando com Jack Bruce e participando de muitos álbuns de outros artistas, incluindo os dois primeiros solos de Ronnie Wood, Billy Preston, Nicky Hopkins e Mike Oldfield. Somente em 1979 lança o seu primeiro álbum solo, que passa despercebido do grande público. No começo dos anos oitenta, excursiona com o guitarrista do Ten Years After, Alvin Lee, e retorna por um período ao John Mayall & The Bluesbreakers, entrando em seguida para a banda de Bob Dylan, com quem grava os álbuns Infidels e o ao vivo Real Live. Passa a colaborar com a roqueira Carla Olson e em 1988 toca em uma música no primeiro disco solo de seu ex-parceiro Keith Richards. Em 1990 lança o seu segundo solo, Stranger in this Town, também sem repercussão. Desde então, lança seus álbuns ocasionalmente e participa sem parar como “session man” de incontáveis álbuns dos mais diversos artistas, inclusive tocando ao lado de seu ex-colega de Stones Bill Wyman na banda Rhythm Kings. Em 2003, participou ao lado de Eric Clapton do show em comemoração ao aniversário de 70 anos de John Mayall, onde pode ser visto em brilhante forma no DVD lançado com a íntegra do concerto.


No ano passado, foi divulgado no jornal Daily Mail que o guitarrista estava com graves problemas financeiros e que tencionava processar os Rolling Stones por royalties atrasados. Horrorizado pelas declarações surgidas na imprensa, Mick Taylor veio a público para desmentir as publicações, dizendo que nunca se arrependeu de ter saído da banda e que mantinha até hoje fortes laços de amizade com os demais integrantes. Encerrou dizendo que nunca achou que os Stones lhe devessem dinheiro e que jamais passou por sua cabeça processar a banda.


No mês passado, Mick Taylor voltou a se reunir com Mick Jagger em um estúdio, para acrescentar overdubs em uma faixa inédita que será incluída como bônus em uma edição comemorativa do álbum Exile On Main St.

Mick Taylor segue se apresentando em bares e clubes pelo mundo. Dia primeiro de junho será a vez dos gaúchos terem a oportunidade de presenciar a performance deste gênio das seis cordas. Eu estarei lá.

5 de abr de 2010

A Baronesa que amou Thelonious Monk

segunda-feira, abril 05, 2010

Por P.Q.P. Bach
Colecionador e Pesquisador Musical

Pelo grande pianista Thelonious Monk – e por amor ao jazz – a herdeira de uma nobre família britânica largou tudo. A história de Kathleen Annie Pannonica Rotschild, ou simplesmente Nica, está contada em um novo documentário dirigido por sua sobrinha-neta.

Ao descobrir que amava os músicos de jazz, Kathleen Annie Pannonica Rothschild, esposa do Barão Jules de Koenigswarter, mudou sua vida – a sua e a deles também. A baronesa pagou seus aluguéis, resgatou seus instrumentos hipotecados em lojas, levou-os a shows em seu Bentley prata e convidou-os a morar em sua própria casa nos tempos mais difíceis.

Diante da desaprovação da sua família, ela apoiou de músicos proeminentes, como Sonny Rollins, Charles Mingus e Art Blakey, aos obscuros. Um deles, do qual ficou indissociavel­mente ligada, foi Thelonious Monk. Pannonica, ou Nica, se apaixonou pela música do sumo sacerdote do bebop em 1952, ao ouvir 'Round Midnight. Em 1954, quando ele tinha 34 anos e ela 40, iniciaram uma relação cuja essência desafia analistas – e que só terminou com a morte dele.

Pannonica, assim chamada em homenagem a uma borboleta rara, era a caçula do banqueiro e entomologista Charles Rothschild. O homem, que sofria de depressão, cometeu suicídio quando ela tinha 12 anos e estava prestes a embarcar numa adolescência que, para uma Rothschild, só poderia representar, como ela diz em
The Jazz Baroness, documentário recém-lançado por sua sobrinha-neta Hannah, “uma sala de espera para o casamento e a maternidade”.


Tudo, então, mudou; artista talentosa, aos 18 anos ela estudava arte em Munique. Aprendeu a voar e, aos 22, casou-se com Jules, um colega aviador. Eles moraram em um castelo no noroeste da França, onde tiveram os filhos Patrick e Janka. A II Guerra levou o Barão para a África, depois de ele aderir ao exército de De Gaulle.

Nica foi com o marido. Depois da guerra, o Barão virou diplomata, primeiro na Noruega, a seguir no México. Eles tiveram outros três filhos – Berit, Shaun e Kari – mas, relata Hannah Rothschild, “
Nica não se adaptou à vida de mulher de embaixador”. Em 1952 o casal se separou, e a Baronesa foi para Nova York.

Três anos mais tarde o divórcio foi incitado depois que Charlie Parker morreu no seu apartamento, no Hotel Stanhope, na 5th Avenue. O grande trompetista estava em turnê quando começou a tossir sangue. Um médico sugeriu repouso – é quando a casa de Nica entra na história. Três dias depois, enquanto viam TV, Parker caiu de súbito e morreu. Os Rothschild não gostaram da repercussão do caso.

Jules ganhou a guarda dos três filhos mais novos. Nica não foi uma mãe negligente, mas suas prioridades estavam noutro lugar, geralmente com Monk. O genial compositor e pianista tinha uma esposa, a quem dedicou "Crepuscule with Nellie". Com a Baronesa, o casal formou uma espécie de
ménage – cujo principal objetivo era o de sustentá-lo e transpor o que provavelmente hoje seria diagnosticado como transtorno bipolar. “Nellie precisava de Nica para ajudá-la a lidar com a instabilidade de Monk”, diz um entrevistado do filme.


O par se tornou conhecido em clubes de Nova York, mas o espetáculo de uma mulher branca com um homem negro na década de 1950 acabou por provocar incidentes. Um deles: Nica levava Monk e seu saxofonista, Charlie Rouse, a um show em Wilmington, Delaware, quando, durante uma breve parada, um policial vasculhou o carro e encontrou uma pequena quantidade de maconha. Sabendo que uma condenação para os músicos significaria a proibição de se apresentar em casas noturnas, Nica assumiu a culpa, passou a noite na cela e foi condenada a três anos de prisão – o que seria anulado posteriormente.

Cansada de ser convidada a se retirar de hotéis por gerentes que não gostavam do entra-e-sai de músicos, a Baronesa comprou uma mansão em New Jersey. Lá, instalou o piano Steinway que comprara para Monk, junto com seus – mais de 300 – gatos. Ele e Nellie se mudaram para lá.

De saúde instável, o jazzista morreu em 1982, aos 64 anos. Seis anos mais tarde, Nica, então com 75, não sobreviveu a uma cirurgia. Sua generosidade, contudo, não morreu com ela. A casa, pertencente a seus herdeiros, tem sido ocupada por Barry Harris, outro pianista. Tempos depois, as cartas de Nica foram descobertas entre os papéis do pianista Mary Lou William, outro amigo próximo, junto com várias de suas requintadas pinturas abstratas. Fragmentos das cartas, lidos pela atriz Helen Mirren, são ouvidos no filme, incluindo o veredito sobre seu casamento: “
Jules odiava jazz. Ele se acostumou a quebrar meus discos quando eu me atrasava para jantar. Eu geralmente estava atrasada para jantar.


Quanto aos seus amigos músicos, Hannah os descreveu, no lançamento do longa, como “
as mais dignas, humanas e articuladas pessoas que conheci em 20 anos fazendo documentários
.” Não deixa de ser uma resposta para quem se pergunta por que razão a discografia do jazz pós-guerra é estudada com um nome exótico, em um catálogo de composições que inclui não apenas a "Pannonica" de Monk, mas "Nica’s Dream", "Nica Steps Out", "Blues for Nica" e uma dúzia de outras.

O documentário não tem previsão de lançamento no Brasil.

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