18 de fev de 2011

A MTV quer voltar a ser relevante!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Por Maurício Ângelo

É - no mínimo - um erro subestimar o poder que as mídias ditas “tradicionais” ainda possuem. A MTV, com seu sinal aberto em muitas metrópoles do país, tem uma baita presença e influência: ter seu clipe independente veiculado na emissora, em qualquer horário, provavelmente levará sua música a muito mais ouvintes que um boca a boca normal na web. Mas não é de hoje que o canal fez tudo para se auto-sabotar.

Há muito que programas interessantes sobre música simplesmente deixaram de fazer parte da programação. A aposta caiu sobre os reality shows, programas de auditório de gosto duvidoso, a infinita aposta no público adolescente, carinhas bonitinhas (Fernanda Lima, Cicarelli, Ana Luiza Castro, etc) e humor (Hermes & Renato e Marcos Mion levaram nas costas durante um bom tempo, Marcelo Adnet e cia vieram pra salvar recentemente).

Em 2007, numa interpretação equivocada de sua própria época, a MTV decidiu reduzir ao máximo a entrada de clips na programação. Ironia das ironias. É aquele argumento imbecil de que “clip hoje é visto na internet - e só nela, precisamos partir pra outra”. O velho receio de uma tecnologia antiga - TV - se sentir ameaçada por uma nova - web - e ter toda uma relação exagerada e infeliz com isso. Passa, com muitos absurdos, mas historicamente as relações se alinham e um aprende a conviver com o outro. Exemplos não faltam.

Cada vez mais irrelevante e ridícula, sobrevivendo dos lampejos de novas figuras, como Adnet, e de fórmulas já pra lá de batidas, como o Rock Gol, a MTV se agarrou ao público cada vez mais “jovem” para sobreviver. A explosão de bandas do chamado emo - antes com CPM 22, NXZero e cia - e agora com Restart e toda trupe, a “tendência” foi abraçada quase sem restrições.

Eis que 2011 parece ser o ano em que a emissora quer tentar voltar a ser relevante, depois de sucessivamente perder audiência para canais como o Play, o Multishow e o VH1. Informações de bastidores - de gente que trabalha há mais de 20 anos no canal - apontam para uma guinada “adulta” da MTV. E os sinais já são claros: André Mantovani, um dos responsáveis pela grade há anos, foi substituído por Helena Bagnoli. VJ’s como Léo Madeira, Marina Person, Kika Martinez e Penélope Nova (no front), Cris Lobo, Paulo Bonfá, Marco Bianchi, Lobão e Vanessa Haidi foram ou serão cortados.

Arnaldo Antunes, China - figura fácil do meio independente, colaborador do Mombojó, com carreira solo, etc - Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys e a própria MTV, atual Vespas Mandarinas) e Gaía Passareli, do Rraurl, já foram confirmados no novo quadro. Muitas mudanças ainda virão, como a abertura de 30% da grade para programa de produtoras independentes e internacionais.

Ainda há que se conferir em que grau, de que forma e com que empenho estas mudanças serão implementadas e que novo nível o canal atingirá. Mas tudo indica uma tentativa de sair do ostracismo vergonhoso que se encontra há anos - que começou a mudar com o investimento num portal gigantesco, com ótimas extensões, há algum tempo. Boa notícia para um canal com uma história riquíssima, que chega a milhões de pessoas e ainda de grande valia para a música brasileira.


Radiohead - The King of Limbs (2011)

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Por Ricardo Seelig

Cotação: **1/2


Já disse, e repito: na realidade em que vivemos, para uma banda fazer não só eu e você, mas todo mundo – gente normal mesmo, que não compra mais discos e baixa tudo na internet -, parar e ir em uma loja comprar um CD original é preciso que ela seja muito grande. Imensa. Gigante. Como poucas. Desta lista fazem parte nomes como U2, Rolling Stones, Metallica e Iron Maiden para os fãs de heavy metal, e quem mais? A julgar pela comoção mundial em torno de The King Of Limbs, o Radiohead também, é claro.

The King of Limbs, novo álbum do quinteto de Oxford, foi anunciado semana passada e pegou os fãs de surpresa, já que não havia comentário algum sobre a banda estar em estúdio. A expectativa entre os fãs e na crítica especializada chegou a níveis estratosféricos, com previsões já apontanto The King of Limbs como álbum do ano. Mas a coisa não é tão simples assim.

Como sempre, ouvir um disco do Radiohead continua sendo uma experiência sonora complexa. O novo álbum não foge disso. A audição de The King of Limbs é difícil, com faixas sem refrão e com estruturas diferentes daquilo que estamos acostumados. Talvez o charme de um trabalho do Radiohead esteja nisso mesmo, mas o fato é que não dá para entender The King of Limbs de saída. É um disco viajante, que leva o ouvinte para outra dimensão. Não é pop, não é rock, não é eletrônica, não é jazz, não é ambient, não é blues. É Radiohead, e tudo o que isso significa – tanto para bem, quanto para o mal.

“Bloom” tem um início esquisito, mas aos poucos o ar inóspido vai ficando para trás, revelando uma composição climática e perfeita para a abertura do álbum – e, muito provavelmente, também dos shows. “Morning Mr Magpie” é um loop hipnótico com boas linhas vocais, uma canção simpática que busca levar o ouvinte ao transe, mas precisa, indiscutivelmente, de sua cumplicidade para tal feito.

Instrumentos acústicos marcam “Little by Little”, em contraste com o clima eletrônico das duas primeiras faixas. Já “Feral” é uma instrumental com andamento quebrado e sons esquisitos, e que, muito provavelmente, funcionaria melhor como trilha, acompanhada de imagens, já que é uma composição muito mais sensitiva do que qualquer outra coisa.

“Lotus Flower”, o primeiro single, é a faixa mais audível de The King of Limbs. Agrada de imediato, muito pela sua estrutura mais tradicional, ao contrário das outras, que vêm carregadas com a onipresente inovação e inquietação criativa do grupo. Linhas vocais grudentas de Thom Yorke sob uma base eletrônica resultam em um som agradável e reconfortante. Grande canção!

Um piano soturno inicia “Codex”, balada triste e climática. “Give Up the Ghost” é outra com sonoridade acústica, mas acaba passando a sensação de, literalmente, nunca acontecer para o ouvinte. O encerramento com “Separator” é outro bom momento de The King of Limbs, onde, mais uma vez, o uso de estruturas mais tradicionais torna a assimilação das ideias do grupo mais fácil para quem está do outro lado, tentando curtir o disco.

Dizem por aí que a versão disponibilizada pela banda para The King of Limbs seria, na verdade, apenas uma prévia do álbum, e que ele só estaria completo na versão dupla em LP que chegará às lojas em breve. Se for só isso mesmo, The King of Limbs é muito barulho por nada, já que suas oito canções – com exceção de “Lotus Flower” e “Separator” - ficam dando voltas ao redor do próprio rabo, revisitando conceitos já explorados pela banda anteriormente, e com a dose habitual de brilhantismo que nos acostumamos a ouvir.

Se for só isso mesmo – e tomara que o grupo nos surpreenda e revele mais material -, The King of Limbs, ao invés do título de álbum do ano, é sério concorrente à decepção de 2011, infelizmente.


Faixas:
1 Bloom 5:14
2 Morning Mr Magpie 4:40
3 Little by Little 4:27
4 Feral 3:12
5 Lotus Flower 5:00
6 Codex 4:46
7 Give Up the Ghost 4:50
8 Separator 5:20

Queen: novo single e exposição em Londres!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Por Ricardo Seelig

Novidades quentinhas para os fãs do Queen. Começa dia 25 de fevereiro em Londres a Stormroopers in Stilettos, exposição comemorativa ao aniversário de 40 anos da banda. O evento vai até o dia 12 de março.

Se você está em Londres, conhece a capital inglesa ou pretende ir para lá dar uma conferida, dê uma olhada no mapa abaixo, que explica onde ocorrerá a exposição.


Além disso, o Queen está lançando também o single Stormroopers in Stilettos em vinil de 7 polegadas. A bolacha traz as clássicas “Stone Cold Crazy” e “Keep Yourself Alive” com áudio remasterizado. A versão de “Keep Yourself Alive” presente no single é de uma gravação de 1975, produzida para um lançamento exclusivo para o mercado norte-americano que acabou não acontecendo. O compacto de 7 polegadas de Stormroopers in Stilettos chegará às lojas em abril, mas ainda não está definido o dia específico do lançamento.

Confira abaixo algumas imagens da exposição, e também o trailer que promove o evento.



Lançamentos da semana - 19 a 25/02/2011!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Por Ricardo Seelig

As coisas andam bem movimentadas essa semana! O principal lançamento é, claro e indiscutivelmente, o novo do Radiohead, The King of Limbs, que sai amanhã, sábado, dia 20/02.

Mas tem muitas outras novidades chegando, e para todos os gostos! Os fãs de heavy metal e hard rock irão se deliciar com os novos álbuns do Evergrey, Children of Bodom, Turisas, Devildriver, Ten, Benedictum, Mercenary, In Extremo e Shakra. Quem curte rock tem o retorno do Buffalo Tom, o novo EP ao vivo do Drive-By Truckers, o novo single do Beady Eye, disco de raridades de Bon Scott, ao vivo de Jeff Beck homenageando Les Paul (e com uma capa terrível!) e o ELP ao vivo em 1978 - isso sem falar no novo single de Lenny Kravitz.

Os fãs de jazz irão curtir mais um ao vivo de Miles Davis, dessa vez com o seu quinteto ao vivo em dois shows no Japão em 1964, além do novo álbum do pianista Brad Mehldau e a sensacional trilha do não menos excelente seriado Treme. Os apreciadores do blues tem uma nova compilação do selo Alligator, e quem gosta de country irá pirar com duas coletâneas com raridades do imortal Johnny Cash.

Para os adolescentes, mais um volume reunindo as músicas de Glee e o novo single da agora 'old' boy band Take That.

Tudo isso e muito mais aí embaixo:


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