20 de mai de 2011

Arch Enemy: review do álbum 'Khaos Legions'!

sexta-feira, maio 20, 2011

Por Ricardo Seelig

Nota: 5

Khaos Legions, oitavo álbum do Arch Enemy, traz a banda dos irmãos Michael e Christopher Amott em uma encruzilhada. Apesar de alguns momentos que valem a pena, no geral o disco mostra o grupo sem inspiração e refém do estilo que construiu.

Produzido pela própria banda e por Rickard Bengtsson – o mesmo de Doomsday Machine, de 2005 -, Khaos Legions é o primeiro trabalho de inéditas do Arch Enemy desde Rise of the Tyrant, de 2007. Ou seja, após quatro anos de silêncio – período no qual a banda lançou o ao vivo Tyrants of the Rising Sun: Live in Japan (2008) e o disco de regravações The Root of All Evil (2009) -, esperava-se algo matador, o que, infelizmente, não acontece.

O vocal de Angela Gossow, que ao ingressar no grupo apontou os holofotes sobre a banda – afinal, continua não sendo nada comum um grupo de metal extremo contar com vocais femininos -, deixou há muito tempo de ser uma mera característica diferente e que despertava a curiosidade, alcançando reconhecimento da crítica especializada e dos fãs. Porém, a performance de Angela é justamente um dos pontos fracos de Khaos Legions, com linhas repetitivas e apagadas que, na maioria das vezes, servem apenas para ocupar espaço entre os riffs e solos de Michal e Christopher.

Como de costume, as guitarras são o destaque principal. Os riffs trazem melodias marcantes em profusão, enquanto os solos demonstram, mais uma vez, o quanto os irmãos Amott estão alguns níveis acima da grande maioria.

Após uma pequena introdução, a já conhecida “Yesterday is Dead and Gone”, primeiro single, abre os trabalhos de maneira convincente. “Bloodstained Cross” vem na sequência e entrega boas melodias de guitarra, enquanto “Under Black Flags We March” traz a banda tentando sair de sua zona de conforto. Outros bons momentos acontecem em “Vengeance is Mine” e “Cruelty Without Beauty”, essa última com a melhor performance vocal do disco.

Do outro lado da moeda, temos faixas que vão do nada para lugar nenhum. O maior exemplo é “No Gods, No Master”, dona de uma melodia pop que soa mais pesada devido ao vocal gutural, mas na verdade é uma composição fraca e repetiviva, que coloca na roda todas as fórmulas utilizada pelo Arch Enemy em discos anteriores com um brilhantismo muito maior – até a 'paradinha climática' entra no jogo, pra vocês terem uma ideia. Só para citar mais uma, “Secrets” é outra com momentos constrangedores, com uma melodia de guitarra totalmente derivativa e digna de vergonha alheia.

Fechando o play, uma regravação para a clássica “The Zoo” do Scorpions, que apesar da bem-vinda dose extra de peso ficou totalmente deslocada na voz de Angela Gossow.

Khaos Legions transmite uma sensação de vazio para o ouvinte, e ainda que conte com alguns raros lampejos isolados, não acrescenta nada à carreira do Arch Enemy. Resumindo: um disco decepcionante, fraco e que passa batido na até então consistente discografia do grupo.


Faixas:
1 Khaos Overture (Instrumental)
2 Yesterday Is Dead and Gone
3 Bloodstained Cross
4 Under Black Flags We March
5 No Gods, No Masters
6 City of the Dead
7 Through the Eyes of a Raven
8 Cruelty Without Beauty
9 We Are a Godless Entity (Instrumental)
10 Cult of Chaos
11 Thorns in My Flesh
12 Turn to Dust (Instrumental)
13 Vengeance Is Mine
14 Secrets
15 The Zoo
16 Snow Bound (Acoustic)


Pushking: álbum já está disponível na Hellion Records!

sexta-feira, maio 20, 2011

Por Ricardo Seelig

Um dos discos mais legais de 2011 já está disponível na Hellion Records.

The World As We Love It, o novo álbum dos russos do Pushking, é uma verdadeira festa para quem curte hard rock. A banda russa reuniu uma verdadeira seleção de astros do hard e do heavy metal mundial em seu novo trabalho, e o resultado é um CD divertido e alto astral.

Olha só quem participa de The World As We Love It: Billy Gibbons (vocalista e guitarrista do ZZ Top), Nuno Bettencourt (guitarrista do Extreme), o lendário Alice Cooper e seu guitarrista Keri Kelli, John Lawton (vocalista, ex Lucifer´s Friend e Uriah Heep), Steve Stevens (guitarrista da banda de Billy Idol), Paul Stanley (vocalista, guitarrista e um dos donos do Kiss ao lado de Gene Simmons), Steve Vai, Stevie Salas (guitarrista com passagem pelas bandas de George Clinton, Rod Stewart, Mick Jagger e inúmeros outros artistas), Graham Bonnet (vocalista, ex-Rainbow e Alcatrazz), Glenn Hughes (vocalista e baixista, ex- Trapeze, Deep Purple e Black Sabbath, atualmente no Black Country Communion), Joe Bonamassa (guitarrista, também do Black Country Communion), Jeff Scott Soto (vocalista, ex-Talisman, Journey, Malmsteen e dezenas de outros grupos), Matt Filippini (guitarrista do Moonstone), Eric Martin (vocalista do Mr Big), Udo Dirkschneider (vocalista, ex-Accept), Dan McCafferty (vocalista do Nazareth), Joe Lynn Turner (vocal, ex-Rainbow e Deep Purple) e Jorn Lande (vocalista da banda Jorn e do Masterplan, com passagens por vários outros grupos).

O disco foi produzido por Fabrizio Grossi, renomado baixista e produtor italiano que já trabalhou com nomes como Glenn Hughes, Alice Cooper, Steve Lukather, Ice T, Body Count, Slash, Neal Schon, Carmine Appice, Tony Harnell, entre outros. O álbum conta com regravações de faixas dos discos antigos do Pushking, retrabalhadas e contando com inúmeras participações especiais.

O mais legal é que cada faixa conta com a característica do convidado. Assim, “Nightrider” é um boogie com a participação de Billy Gibbons do ZZ Top, Glenn Hughes e Joe Bonamassa marcam presença no hard blues “Tonight”, Eric Martin – vocalista do Mr. Big – solta a voz na bonita balada “Open Letter to God” e a empolgante “Cut the Wire” conta com o vocal de Paul Stanley. Aliás, só a presença de Stanley já valeria o disco, uma vez que Paul raramente grava algo fora do Kiss.

A boa notícia é que The World As We Love It já está disponível, em versão nacional produzida no capricho, na Hellion Records. Mais um grande lançamento da Hellion, mantendo a tradição de trazer os melhores álbuns de hard rock e heavy metal para o público brasileiro.

Pra fechar, assista abaixo o clipe de “It'll Be Ok”, com a participação de Billy Gibbons e de Nuno Bettencourt:


Astaroth: clássico do metal brasileiro dos anos 80 relançado em CD!

sexta-feira, maio 20, 2011

Por Ricardo Seelig

Se você, assim como eu, era um adolescente fã de heavy metal nos anos 80, certamente ouviu alguma música do Astaroth. Agora, se você, assim como eu novamente, era um adolescente fã de heavy metal e morava no Rio Grande do Sul durante os anos oitenta, é impossível que não tenha escutado alguma coisa do Astaroth.

O primeiro e único disco dos caras, Na Luz da Conquista, foi lançado em 1986 e é um clássico do metal brasileiro daquela década. Executando um metal repleto de peso e calcado em ótimos riffs, o Astaroth conquistou centenas de fãs no RS na segunda metade da década de 80. Sons como as clássicas “O Alienado” e “Deuses Vencidos” foram hinos de uma geração, e até hoje permanecem vivas na memória de quem teve contato com o trabalho dos caras.


Agora esse verdadeiro tesouro do metal brasileiro vai ser resgatado das profundezas. O pesquisador e colecionador Paulo Andrade entrou em contato com os integrantes do grupo e conseguiu relançar Na Luz da Conquista. O disco terá a sua primeira edição em CD – antes só estava disponível em LP, que era dificílimo de ser encontrado – com uma tiragem limitada a 850 peças. Os interessados podem entrar em contato com Paulo Renato através deste e-mail e adquirir o CD diretamente com ele.

Sinceramente, só tenho a agradecer ao Paulo a iniciativa de relançar Na Luz da Conquista. Esse disco fez parte da trilha-sonora da minha adolescência, e suas músicas continuam empolgantes até hoje.

As fotos que ilustram esse texto são do vinil original lançado em 1986, e assim que receber o CD aqui irei fazer uma resenha detalhada sobre essa nova edição em CD.

Enquanto isso, corra já e garanta uma cópia dessa verdadeira pérola perdida do heavy metal brasileiro!


Kinks: mais três álbuns são relançados com CDs bônus!

sexta-feira, maio 20, 2011

Por Ricardo Seelig

Mais três álbuns clássicos dos Kinks, uma das mais importantes bandas do rock inglês dos anos 60 ao lado dos Beatles, Stones e Who, estão sendo relançados em edições luxuosas e com CDs bônus.

As novas edições de Face to Face, Someting Else by The Kinks e Arthur chegam às lojas nos próximos dias incluindo as mixagens mono e estéreo remasterizadas a partir das fitas originais originais, faixas retiradas das sessões para a BBC e encartes com entrevistas e fotos raras.

Um verdadeiro presente para os fãs da banda dos irmãos Ray e Dave Davies.

Confira os detalhes e tracklists completos abaixo.

Face to Face (1966)

CD1:

01 Party Line
02 Rosie Won't You Please Come Home
03 Dandy
04 Too Much on My Mind
05 Session Man
06 Rainy Day in June
07 A House in the Country
08 Holiday in Waikiki
09 Most Exclusive Residence for Sale
10 Fancy
11 Little Miss Queen of Darkness
12 You're Looking Fine
13 Sunny Afternoon
14 I'll Remember
15 Dead End Street
16 Big Black Smoke
17 This Is Where I Belong
18 She's Got Everything
19 Little Miss Queen of Darkness (Alternate Take)
20 Dead End Street (Alternate Version)

CD2:

01 Party Line
02 Rosie Won't You Please Come Home
03 Dandy
04 Too Much on My Mind
05 Session Man
06 Rainy Day in June
07 A House in the Country
08 Holiday in Waikiki
09 Most Exclusive Residence for Sale
10 Fancy
11 Little Miss Queen of Darkness
12 You're Looking Fine
13 Sunny Afternoon
14 I'll Remember
15 This Is Where I Belong
16 Big Black Smoke
17 She's Got Everything
18 You're Looking Fine (Alternate Stereo Mix)
19 Sunny Afternoon (Alternate Stereo Mix)
20 Fancy (Alternate Stereo Mix)
21 Little Miss Queen of Darkness (Alternate Stereo Mix )
22 Dandy (Alternate Stereo Mix)

Something Else by The Kinks (1967)

CD1:

01 David Watts (Stereo Album Version)
02 Death of a Clown (Stereo Album Version)
03 Two Sisters (Stereo Album Version)
04 No Return
05 Harry Rag
06 Tin Soldier Man
07 Situation Vacant
08 Love Me Till the Sun Shines
09 Lazy Old Sun
10 Afternoon Tea
11 Funny Face
12 End of the Season (Stereo Album Version)
13 Waterloo Sunset
14 Susannah's Still Alive (Stereo)
15 Autumn Almanac (Stereo)
16 Sand on My Shoes (Stereo)
17 Afternoon Tea (Alternate Version)
18 Mr Pleasant (Alternate Version)
19 Lazy Old Sun (Alternate Vocal Version)
20 Funny Face (Alternate Stereo Version)
21 Afternoon Tea (German Stereo Mix)
22 Tin Soldier Man (Alternate Backing Track)

CD2:

01 David Watts
02 Death of a Clown
03 Two Sisters
04 No Return (Mono Album Version)
05 Harry Rag (Mono Album Version)
06 Tin Soldier Man (Mono Album Version)
07 Situation Vacant (Mono Album Version)
08 Love Me Till the Sun Shines (Mono Album Version)
09 Lazy Old Sun (Mono Album Version)
10 Afternoon Tea (Mono Album Version)
11 Funny Face (Mono Album Version)
12 End of the Season
13 Waterloo Sunset (Mono Album Version)
14 Act Nice And Gentle
15 Mr. Pleasant
16 Susannah's Still Alive
17 Autumn Almanac
18 Harry Rag (Alternate Take)
19 David Watts (Alternate Take)
20 Afternoon Tea (Canadian Mono Mix)
21 Sunny Afternoon (BBC Version )
22 Autumn Almanac (BBC Version)
23 Mr Pleasant (BBC Version)
24 Susannah's Still Alive (BBC Version)
25 David Watts (BBC Version)
26 Love Me Till the Sun Shines (BBC Version)
27 Death of a Clown (BBC Version)
28 Good Luck Charm (BBC Version)
29 Harry Rag (BBC Version)
30 Little Woman (Backing Track)

Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire) (1969)

CD1:

01 Victoria
02 Yes Sir, No Sir
03 Some Mother's Son
04 Drivin'
05 Brainwashed
06 Australia
07 Shangri-La
08 Mr Churchill Says
09 She's Bought a Hat Like Princess Marina
10 Young and Innocent Days
11 Nothing to Say
12 Arthur
13 Plastic Man
14 This Man He Weeps Tonight
15 Mindless Child of Motherhood
16 Creeping Jean
17 Lincoln County
18 Hold My Hand
19 Victoria (BBC Version)
20 Mr Churchill Says (BBC Version)
21 Arthur (BBC Version)

CD2:

01 Victoria
02 Yes Sir, No Sir
03 Some Mother's Son
04 Drivin'
05 Brainwashed
06 Australia
07 Shangri-La
08 Mr Churchill Says
09 She's Bought a Hat Like Princess Marina
10 Young and Innocent Days
11 Nothing to Say
12 Arthur
13 Plastic Man (Stereo mix)
14 This Man He Weeps Tonight (Stereo mix)
15 Drivin' (Alternate Mix)
16 Mindless Child of Motherhood (Stereo mix )
17 Hold My Hand (Stereo)
18 Lincoln County (Stereo)
19 Mr Shoemaker's Daughter
20 Mr Reporter (Stereo)
21 Shangri La (Backing Track)

Rolling Stones: Mick Jagger monta supergrupo!

sexta-feira, maio 20, 2011

Por Ricardo Seelig

Mick Jagger está trabalhando em uma nova banda com Joss Stone, Damian Marley, Dave Stewart (guitarrista dos Eurythmics) e A.R. Rahman, compositor e produtor indiano.

Segundo informações, o grupo já tem um disco gravado e um clipe pronto, e está negocionando com algumas gravadoras para colocar o trabalho no mercado. Por enquanto, o nome provisório do projeto é Super Heavy.

Se você é fã dos Stones, fique frio, porque essa nova empreitada de Mick não siginifica o fim do grupo. Historicamente os integrantes dos Rolling Stones sempre desenvolveram projetos paralelos, e a banda, como você bem sabe, está aí até hoje.

Mais informações em breve.

In Flames: integrantes da banda abrem restaurante!

sexta-feira, maio 20, 2011

Por Ricardo Seelig

Depois do Lynyrd Skynyrd anunciar a abertura de seu restaurante temático em Las Vegas, mais uma banda resolveu expandir a sua área de atuação e atuar também no setor culunário!

Peter Iwers e Björn Gelotte, respectivamente baixista e guitarrista do grupo sueco In Flames, abriram um restaurante em Gotemburgo chamado 2112. Sim, o nome do estabelecimento é uma homenagem ao clássico álbum gravado pelo trio canadense Rush em 1976.


Segundo a dupla, o 2112 Restaurant terá como foco principal a qualidade e o serviço, e um dos principais atrativos do local é que, além do cardápio, ele tem uma área que funciona como pub e possui um extenso menu de bebidas no bar.

O 2112 abriu as suas portas no último dia 21 de abril. Se você quiser dar uma conferida, acesse o site dos caras e bom apetite!

AC/DC: clipes promocionais do relançamento do filme 'Let There Be Rock'!

sexta-feira, maio 20, 2011

Por Ricardo Seelig

Como você já sabe, o clássico filme Let There Be Rock, um dos últimos registros ao vivo do AC/DC com Bon Scott, gravado em dezembro de 1979 e lançado originalmente em 1980, ganhará uma edição comemorativa aos seus trinta anos.

Let There Be Rock: The 30th Anniversary Edition sairá dia 7 de junho em DVD e Blu-ray, com imagem e áudio remasterizados. Além disso, inclui entrevistas com músicos falando sobre a influência do AC/DC em suas carreiras. Estão no vídeo caras como Rick Allen do Def Leppard e Matt Sorum, ex-Guns N'Roses e atual Velvet Revolver.

Essa edição especial tem também documentários com cada integrante da banda, encarte com 32 páginas, pallhetas personalizadas, cartões com fotos de shows da época e vários outros mimos.

Confira abaixo o tracklist completo:

1.Live Wire
2. Shot Down in Flames
3. Hell Ain’t a Bad Place to Be
4. Sin City
5. Walk All over You
6. Bad Boy Boogie
7. The Jack
8. Highway to Hell
9. Girls Got Rhythm
10. High Voltage
11. Whole Lotta Rosie
12. Rocker
13. Let There Be Rock

Foram divulgados três clipes promocionais sobre o relançamento, sendo um com depoimentos sobre o grupo e seu finado vocalista, outro com Bon Scott falando sobre a banda e pra lá de Bagdá, e o último mostrando a selvageria do quinteto no palco.

Assista abaixo:






Bob Dylan: biografia definitiva é publicada no Brasil!

sexta-feira, maio 20, 2011

Por Os Armênios

No dia 29 de setembro de 1961, foi publicado um artigo no New York Times com o título “Bob Dylan: um destacado estilista da música folk”. Era a resenha de uma apresentação em um inferninho do Village . Após o show, Bob deu sua primeira entrevista para a imprensa e mentiu muito. Mentiu sobre suas origens, sobre como havia aprendido a tocar e até afirmou que já havia gravado com Gene Vincent.

O autor da matéria era Robert Shelton, e esse texto é a certidão de nascimento de Dylan na mídia. Mais que isso, foi uma propaganda sem precedentes para um cantor folk desconhecido no jornal mais influente dos Estados Unidos. No dia seguinte, a Columbia Records ofereceu a Bob o seu primeiro contrato de gravação.

Dylan manteve uma relação de amizade duradoura com Robert Shelton, o jornalista que deu o empurrão mais importante de sua carreira. Em 1986, o escritor publicou No Direction Home: a Vida e a Música de Bob Dylan, uma biografia sobre a lenda do rock. Nesse mês, o músico completa 70 anos e, em comemoração, o livro está sendo relançado mundialmente numa versão revista e ampliada. Alguém pode afirmar que é um belo golpe de marketing, mas a verdade é que graças a isso a obra está ganhando sua primeira edição no Brasil.

No Direction Home: a Vida e a Música de Bob Dylan é apontada como a biografia definitiva do artista. A amizade entre biógrafo e biografado — que o acompanhou desde o início da carreira — garantiu um acesso exclusivo a muitas fontes. O livro é tão aclamado que chegou a emprestar seu título a cinebiografia dirigida por Martin Scorsese em 2005.

A versão nacional da obra conta com 768 páginas!!! Dessas, 16 são apenas de fotos. O livro traz a discografia atualizada do artista.

Editado pela Larousse, o título custa em média R$ 100, mas em alguns sites pode ser encontrado com preço promocional de lançamento de R$ 75 aproximadamente.

Hammerfall: review do álbum 'Infected' (2011)!

sexta-feira, maio 20, 2011


Nota: 1

O problema de bandas que fazem um som baseado no humor é que, depois de alguns álbuns, soa como a mesma piada contada de novo e de novo. E isso aconteceu com o Hammerfall já há alguns discos. A proposta do grupo nunca foi das mais originais mesmo. Mas tudo bem, pois seus dois primeiros trabalhos (Glory to the Brave e Legacy of Kings) contavam com um punhado de ótimas canções e surgiram em um momento em que o heavy metal tradicional se encontrava em baixa. Mesmo os sucessores mais próximos, Renegade e Crimson Thunder, possuem seus grandes momentos, satisfazendo quem estava em busca desse tipo de som. Mas a coisa parou por aí.

Infected, oitavo play de inéditas, é um mero remendo do passado. Sem ter para onde correr, a banda comandada por Joacim Cans e Oscar Dronjak repete os mesmos clichês em um álbum redundante e preguiçoso. Mas no fundo os clichês nem são o que há de pior, afinal, ainda há grupos por aí pegando fórmulas do passado e oferecendo lançamentos mais que dignos – vide o recente caso do Voodoo Circle. O maior problema acaba sendo mesmo o marasmo em que o cenário caiu. Não basta mais se espelhar nas influências, o quinteto já chegou ao estágio de plagiar a si próprio.

Claro que os fãs mais ardorosos vão consumir, até porque esses abraçariam qualquer ideia que fosse registrada. Mas Infected soa como a última pá de cal em alguma esperança de o Hammerfall revigorar sua música. Salva-se mesmo a agitada “Dia De Los Muertos”, com duas frases do refrão em espanhol e bela pegada instrumental. Muito pouco.

Fica a certeza de que Pontus Norgren e Fredrik Larsson estão muito abaixo de Stefan Elmgren e Magnus Rosén, músicos que substituíram. Como dos restantes, apenas o baterista Anders Johansson é realmente um nome representativo em sua função - imaginem o drama.


Faixas:
1 Patient Zero
2 Bang Your Head
3 One More Time
4 The Outlaw
5 Send Me a Sign
6 Dia de los muertos
7 I Refuse
8 666 - The Enemy Within
9 Immortalized
10 Let's Get It On
11 Redemption


19 de mai de 2011

Eddie Trunk: review do livro 'Essential Hard Rock and Heavy Metal'!

quinta-feira, maio 19, 2011

Por Ricardo Seelig

Depois de anos apenas sonhando, você finalmente conseguiu tornar realidade aquela tão almejada viagem de férias para Nova York. Agora você está na capital do mundo, curtindo os inúmeros atrativos que a cidade oferece.

Em um dia de folga na programação, resolve ir no boteco que fica na esquina do seu hotel beber alguma coisa. Chegando lá, escolhe uma mesa no canto, tira a sua jaqueta e deixa à mostra a camiseta do Kiss que está usando. Embalado pelo telão do lugar, que rola clipes clássicos de hard rock e heavy metal, pede mais uma cerveja, e mais uma, e mais uma.

Quando percebe, você já está conversando animadamente com o gordinho da mesa ao lado, que também usa uma camiseta de rock, no caso, uma do Black Sabbath. A conversa flui, com histórias sobre música surgindo como água, até que, em um certo momento, você se apresenta para o cara, diz que é brasileiro e que está passando as férias em Manhattan. Seu novo amigo também faz o mesmo, conta que é natural de New Jersey e se apresenta como Eddie. Só então você entende o porque de ter a impressão de que já conhecia seu novo brother: ele é Eddie Trunk, o cara do That Metal Show e um dos mais conhecidos e respeitados jornalistas de heavy metal dos Estados Unidos.

Esse é o astral do livro Eddie Trunk's Essential Hard Rock and Heavy Metal. Nele, Trunk fala de forma descontraída, como se estivesse contando histórias em uma mesa de bar, sobre grupos clássicos para a história e o desenvolvimento do hard rock e do heavy metal, sempre ligando a trajetória das bandas às suas experiências pessoais – exatamente a mesma fórmula que o tornou famoso no That Metal Show, que é transmitido no Brasil pela VH1.

Da paixão juvenil pelo Kiss, passando pela admiração pelo Judas Priest e a amizade profunda com Ronnie James Dio, Eddie Trunk conta de maneira envolvente a sua relação com alguns dos músicos mais importantes do som pesado, ao mesmo tempo em que dá a sua opinião sobre cada um dos grupos abordados.

Ainda que a inclusão dessa ou daquela banda entre as 35 apontadas por Eddie como sendo essenciais seja discutível – no meu caso, questiono a escolha de nomes como Bon Jovi, Poison, Tesla e, principalmente, Billy Squier entre os nomes indicados por Trunk -, essa questão vai para segundo plano pela abordagem dada por Eddie ao livro. Como deixa claro na introdução, ele não pretendeu conceber um documento definitivo sobre o hard rock e o heavy metal, mas apenas colocar em palavras a sua relação e enorme paixão pelo estilo.

Além das trinta e cinco bandas destacadas, há um capítulo final com pequenos textos sobre grupos que também foram muito importantes para o gênero na opinião de Trunk, com nomes como Accept, Dokken, Dream Theater, Exodus, Ratt, Saxon, W.A.S.P. e Whitesnake, entre outros.

Escrito pelo apresentador de uma forma ao mesmo tempo leve e divertida, mas sem abrir mão de deixar clara a sua opinião sobre os mais variados assuntos, o livro causa uma identificação imediata com todo e qualquer fã do gênero, principalmente aqueles que já passaram dos trinta anos e viveram a cena da década de 80.

Os trechos onde Trunk fala da sua experiência como vendedor de uma loja de discos e o período em que trabalhou ao lado do lendário Johnny Zazula nos primórdios da Megaforce são muito interessantes e informativos.

Outra característica legal da obra é que cada capítulo aborda uma banda em específico, com Eddie contando a sua relação com o grupo e contextualizando o impacto e a importância daquele nome para o hard e o metal. Além disso, Trunk sempre compõe um tracklist com as suas músicas preferidas de cada banda, com a inclusão de sons nada óbvios nas suas seleções. Eddie também conta curiosidades do fundo do baú sobre cada grupo abordado, justificando o status de expert que possui.

O livro foi impresso todo em papel couché de ótima gramatura, e tem dezenas de imagens do fotógrafo Ron Akiyama, parceiro do radialista e apresentador no projeto. A introdução, escrita por ninguém menos que Rob Halford, é outro destaque.

Dedicado a Ronnie James Dio, de quem Trunk era um grande fã e acabou se tornando um grande amigo – o capítulo que aborda Dio é de longe o mais emocionante do livro -, Eddie Trunk's Essential Hard Rock and Heavy Metal é leitura indicadíssima para qualquer pessoa que goste de hard rock e heavy metal. A obra documenta a paixão de seu autor pelo gênero, e tem como principal qualidade a maneira singular com que Eddie Trunk conta a história dos nomes mais importantes do hard e do metal associada a fatos de sua vida pessoal – como já disse antes, a mesma fórmula que o tornou famoso tanto em seu programa de rádio quanto no That Metal Show.

Não há previsão de lançamento no Brasil de Eddie Trunk's Essential Hard Rock and Heavy Metal, mas tenho a certeza de que se uma editora comprasse os direitos da obra e a colocasse em nossas livrarias, o livro seria um pequeno best seller.

Para terminar, apenas uma palavra: compre!




NME e os 10 melhores frontmen do heavy metal!

quinta-feira, maio 19, 2011

Por Ricardo Seelig

Uma lista da NME que não causa polêmica!

Katie Parsons, colunista do semanário inglês, listou quais seriam, na sua opinião, os dez melhores frontmen da história do heavy metal.

Os critérios: ser um grande 'performer', ter uma voz marcante, um estilo próprio e, é claro, cantar em uma banda de heavy metal.

Confira o top#10 de NME:

1.Ronnie James Dio
2. Mike Patton
3. Bruce Dickinson
4. Rob Halford
5. Ozzy Osbourne
6. Axl Rose
7. Corey Taylor
8. Phil Anselmo
9. James Hetfield
10. Alice Cooper

Pessoalmente, colocaria Bruce Dickinson em primeiro lugar, com Ozzy, Dio, Halford e Hetfield na sequência.

E pra vocês, quais seriam os dez melhores frontmen do metal?


Iron Maiden na capa da Record Collector!

quinta-feira, maio 19, 2011

Por Ricardo Seelig


E hoje somos surpreendidos com a notícia de que a inglesa Record Collector traz em sua nova edição o Iron Maiden na capa, e no interior uma matéria de 10 páginas sobre a banda e a infinidade de itens colecionáveis que a cercam.

Ou seja, as duas principais e mais importantes publicações direcionadas ao colecionismo de música no mundo dão um destaque enorme ao heavy metal em suas edições mais recentes. Nada mais justo, afinal o fã de metal é extremamente fiel aos seus ídolos, e um dos poucos que continua comprando itens originais de suas bandas preferidas.

Se essa Record Collector pintar aqui por Floripa, pego na hora!

Paul McCartney a mil por hora!

quinta-feira, maio 19, 2011

Por Rodrigo de Andrade

Paul McCartney continua com todo o gás! O eterno baixista dos Beatles — que recentemente anunciou que vai se casar outra vez — irá relançar dois discos clássicos no próximo mês (McCartney e McCartney II, respectivamente de 1970 e 1980) e já programando mais shows.

Mas o que deixou os fãs em polvorosa foi o anúncio de novos discos inéditos! O primeiro — que já teve algumas faixas registradas em Los Angeles — trará apenas standards das décadas que antecederam o surgimento do rock. São canções que o pai de Paul ouvia. Segundo o artista, ele sempre quis gravar esse tipo de música, mas tanto Ringo Starr (em Sentimental Journey, seu primeiro solo) quanto Rod Stewart (em tempos mais recentes) produziram trabalhos nessa linha, e Macca não queria parecer estar 'copiando' alguém. O disco terminará de ser gravado em Londres e o lançamento está programado para o início de 2012.

Macca também está compondo um disco de rock pesado! Ainda sem previsão, ele se disse empolgado pelo fato do Foo Fighters ter registrado seu trabalho mais recente em uma garagem. Apesar da ideia ser excêntrica, Paul disse que não deixa de ser uma possibilidade.

The Who: a interminável autobiografia de Pete Townshend!

quinta-feira, maio 19, 2011

Por Os Armênios

Quando você ouve falar sobre alguma coisa por longos 15 anos, mas jamais vê ela acontecer, pode considerá-la uma lenda. É o caso de Who He?, autobiografia que o guitarrista Pete Townshend começou a escrever em meados dos anos 90, mas que até hoje continua inédita.

Fazendo intensas pesquisas, buscando material nas fontes mais controversas, colocando trechos em blogs e mudando de ideia sem motivo aparente, o músico transformou o projeto de sua biografia em uma saga interminável.

Entretanto, ainda aguardada pelos fãs do ilustre membro do The Who, a obra deve finalmente chegar às livrarias em 2012, já que ele acaba de assinar contrato com a editora HarperCollins. “Em sua autobiografia, gerações de admiradores vão conseguir a resposta pela qual estavam esperando”, afirmou David Hirshey, diretor da editora. Townshend não falava sobre o projeto desde 2008.

In Flames: assista o clipe de "Deliver Us"!

quinta-feira, maio 19, 2011

Por Ricardo Seelig

O In Flames divulgou o clipe de faixa "Deliver Us", primeiro single de seu novo álbum, Sounds of a Playground Fading. Dirigido por Patric Ullaeus, o vídeo traz a banda em um parque de diversões.

Sinceramente, achei a faixa muito fraca, com uma cara pop desnecessária e soando como uma espécie de Linkin Park desnutrido. Para não dizer que tudo está perdido, os duetos de guitarra são interessantes.

Vale lembrar que Sounds of a Playground Fading, décimo álbum do In Flames e que sairá na segundo quinzena de junho, é o primeiro trabalho da banda sem o guitarrista e fundador Jesper Strömblad, que se retirou do grupo por tempo indeterminado para se tratar de alcoolismo.

O disco sairá em CD normal, em uma versão com CD + DVD com o processo de gravação do álbum, LP duplo de 180 gramas e em um box limitado incluindo CD, DVD, encarte de 32 páginas, buttons, quebra-cabeças, 6 postcards e outros itens para os fãs.

Assista o clipe de "Deliver Us" abaixo:


Deathdestruction: assista o clipe de "Fuck Yeah"!

quinta-feira, maio 19, 2011

Por Ricardo Seelig

Você já ouviu falar no Deathdestruction? Então deixa eu apresentar os caras. O grupo surgiu em 2003 como um projeto que reunia integrantes das bandas suecas Evergrey, Hammerfall e Dead by April.

O grupo permaneceu com esse status de hobby até o ano passado, quando o Evergrey foi rachado ao meio com a saída de três de seus integrantes. O guitarrista Henrik Danhage e o baterista Jonas Ekdahl decidiram então se dedicar ao Deathdestruction, e completaram a formação com o ex-Hammerfall Fredrik Larsson no baixo e Jimmie Strimell, do Dead by April, no vocal.

O som dos caras traz elementos do Evergrey associados a uma sonoridade mais extrema, principalmente devido do modo de cantar de Jimmie. Ouça e perceba como os riffs da guitarra de Henrik seguem o que ele fazia no Evergrey.

A banda está lançando o seu debut, um EP chamado Fuck Yeah gravado no estúdio do In Flames, que contém três músicas, sendo que a faixa-título ganhou um clipe dirigido por Patric Ullaeus.

Assista abaixo e diga o que você achou do som nos comentários:

DEATHDESTRUCTION 'Fuck Yeah' from Patric Ullaeus on Vimeo.


Def Leppard: review do álbum 'Mirrorball: Live & More' (2011)

quinta-feira, maio 19, 2011

Por João Renato Alves

Cotação: ***

Há duas maneiras de se avaliar o primeiro álbum ao vivo do Def Leppard. A primeira é se atendo à ótima performance do grupo, que ainda sabe fazer seu hard rock com melodias pop como ninguém. A segunda é centrando foco no setlist, que realmente deixa a desejar. Sim, eu sei, uma banda com tanta história e sucesso não teria como montar um repertório que agradasse a todos. Mesmo assim, basta lembrarmos a lista de músicas executadas na turnê do álbum X, quando desenterraram pérolas de seus primórdios, para notar que era possível elaborar algo mais abrangente. Mas aqui, de mais antigo, apenas o primeiro grande hit, “Bringin’ on the Heartbreak”, emendada à instrumental “Switch 625”, ambas do segundo play, High N’ Dry.

Dito isso, vamos deixar de lado essa situação e analisar o que Mirrorball oferece. De cara, é necessário ressaltar a qualidade de cada músico. Joe Elliott pode não alcançar mais alguns tons de outrora, mas compensa com categoria. O quarteto de instrumentistas ajuda, com aqueles backing vocals fantásticos, resultando em uma harmonia que poucos do gênero conseguem. Mesmo com fãs mais saudosistas lamentando até hoje a falta de Steve Clark, não dá para negar que Phil Collen e Vivian Campbell se entendem muito bem, formando um belo duo de guitarras. E a cozinha mantém sua força, com destaque para Rick Allen e sua bateria em mono, conduzindo o ritmo bravamente e dando lição de vida há 25 anos.

Independente das críticas já feitas, não dá para negar que músicas como “Rock! Rock! (Till You Drop)”, “Animal” e “Foolin’” empolgam, mesmo após tanto tempo. As baladas não poderiam faltar, é claro. “Love Bites” e “Two Steps Behind” podem ser chamadas do que for pelos detratores, mas possuem melodias excepcionais. Mesmo as músicas do último disco, Songs From the Sparkle Lounge, ganham mais força em suas versões ao vivo. E por mais resistente que seja o ouvinte, a reta final, com clássicos como “Photograph”, “Pour Some Sugar on Me”, “Rock of Ages” e “Let’s Get Rocked” é de se tirar o chapéu. De estranho, apenas encerrar com a recente “Bad Actress”, embora seja um ótimo som.

O fato de o álbum não ter sido retirado de apenas um ou dois shows oferece consistência, já que a banda teve a oportunidade de escolher as melhores performances de uma série. Para fechar, três faixas inéditas. A já conhecida “Undefeated” reúne elementos que vão agradar os mais fanáticos, embora soe como uma verdadeira colcha de retalhos. “Kings of the World” é uma balada interessante, com uma intro à capella, cheia de efeitos nas vozes. Com bela melodia e guiada por um bonito piano, é destaque entre as novas. “It's All About Believin'” poderia facilmente entrar nos álbuns mais recentes, com seu estilo mais puxado para o pop. Uma música regular, nada diferente de muitas que fizeram nos últimos tempos.

Portanto, Mirrorball consegue divertir quem não estiver com o padrão de exigência muito alto. Até porque o Def Leppard do passado ficou por lá mesmo. Mas ainda é uma boa pedida quando o negócio é tocar os hits.


Faixas:

CD 1:
1 Rock! Rock! (Till You Drop)
2 Rocket
3 Animal
4 C'Mon C'Mon
5 Make Love Like a Man
6 Too Late for Love
7 Foolin'
8 Nine Lives
9 Love Bites
10 Rock On

CD 2:
1 Two Steps Behind
2 Bringin' on the Heartbreak
3 Switch 625
4 Hysteria
5 Armageddon It
6 Photograph
7 Pour Some Sugar on Me
8 Rock of Ages
9 Let's Get Rocked
10 Action
11 Bad Actress
12 Undefeated [new studio track]
13 Kings of the World [new studio track]
14 It's All About Believin' [new studio track]


18 de mai de 2011

Van Halen: livro de fotografias sobre a vida de Eddie Van Halen!

quarta-feira, maio 18, 2011

Por Ricardo Seelig

Se você é fã de Van Halen, separe a grana! Neil Zlozower, um dos principais fotógrafos do rock, irá lançar dia 12 de outubro um livro dedicado à vida de Edward Van Halen.

Intitulado apenas Eddie Van Halen, o livro terá capa dura, 176 páginas e trará fotos clássicas e imagens nunca antes divulgadas de um dos maiores e mais influentes guitarristas da história do rock. A obra foca nos primeiros anos da carreira do Van Halen, com mais de 200 imagens de Eddie complementadas por textos e testemunhos de músicos, jornalistas e pessoas envolvidas com a banda.

Só para dar uma ideia do envolvimento e da proximidade de Zlozower com o Van Halen, ele era considerado por muita gente como o quinto integrante do grupo na sua primeira fase - 1978-1984 -, justamente o período em que David Lee Roth estava na banda e no qual foram gravados a maioria de seus clássicos.

Com introdução de Slash, o livro conta também com textos de guitarristas do quilate de Angus Young, Jimmy Page, Steve Vai, Joe Satriani, Ritchie Blackmore, Billy Gibbons, Paul Gilbert, Scott Ian, Tony Iommi, Mick Mars, Ronnie Montrose, Ted Nugent, Paul Stanley, Zakk Wylde e inúmeros outros instrumentistas, o que só atesta a enorme influência que Eddie Van Halen exerceu sobre gerações de músicos e o quanto ele é respeitado.

Tem cara de clássico, hein?

Dimmu Borgir: Shagrath tem uns vinis pra você!

quarta-feira, maio 18, 2011

Por Ricardo Seelig

Esse aí de cima é Shagrath, o vocalista do Dimmu Borgir. Obviamente, como você pode perceber, ele está sem maquiagem. O rapaz foi até a P3 Radio, na Noruega, conceder uma entrevista, e aproveitou para recomendar aos ouvintes os seus três trabalhos mais recentes.

Nas mãos de Shagrath você pode ver os últimos discos, em vinil, do Ov Hell (The Underworld Regime), Dimmu Borgir (Abrahadabra) e Chrome Division (3rd Round Knockout).

Eu gostaria de ter esse trio de LPs na minha coleção. E vocês?


Seja bem-vindo ao Lynyrd Skynyrd's Barbecue & Beer!

quarta-feira, maio 18, 2011

Por Ricardo Seelig

O Lynyrd Skynyrd anunciou que irá abrir um restaurante temático em Las Vegas. O negócio funcionará no Excalibur Hotel and Casino, um dos maiores hotéis da famosa cidade norte-americana.

Segundo o vocalista Johnny Van Zandt, o restaurante se chamará Lynyrd Skynyrd's Barbecue & Beer e terá uma seção com itens de memorabília do grupo. Além disso, a banda já anunciou que pretende tocar no local várias vezes por ano.

E então, vai um churrasquinho aí?

Deep Purple: pacotaço para os fãs da era Coverdale/Hughes!

quarta-feira, maio 18, 2011

Por Ricardo Seelig

Uma das fases mais cultuadas do Deep Purple está ganhando o seu documento definitivo. Como já havíamos noticiado aqui na Collector´s, chega às lojas no dia 20 de maio o documentário Phoenix Rising, que contará a história da MK IV, a formação do Purple que contava com David Coverdale, Tommy Bolin, Jon Lord, Glenn Hughes e Ian Paice e lançou em 1975 o ótimo Come Taste the Band.

Mas, além do documentário em DVD, um série de outros lançamentos chegarão às lojas no mesmo período, formando um atrativo pacote para os colecionadores de grupo.

Phoenix Rising será lançado em CD + DVD com embalagem jewel case em formato CD, DVD + CD com embalagem digipak em formato DVD, blu-ray e em um apetitoso vinil duplo com DVD! Além disso, todos os formatos terão um encarte com 16 páginas e textos escritos por Simon Robinson e Jerry Bloom.

E, pra fechar com chave de ouro, as versões em DVD + CD (embalagem digipak) e em vinil duplo virão com vários itens bônus para os colecionadores, como uma réplica em miniatura e com 28 páginas da Deep Purple Magazine lançada em 1976, 36 páginas de fotos raras e artigos da época sobre a banda.

Deu água na boca, não deu? Então confira os tracklists abaixo:

CD e LP duplo:

1.Burn — Long Beach
2.Gettin’ Tighter — Japan
3.Love Child — Japan
4.Smoke On The Water / Georgia On My Mind — Japan
5.Lazy — Long Beach
6.Homeward Strut — Long Beach
7.You Keep On Moving — Japan
8.Stormbringer — Long Beach

DVD:

Deep Purple Rises Over Japan:
30 minutes recorded live at the Budokan Hall, Japan, on December 15, 1975

1.Burn
2.Love Child
3.Smoke On The Water
4.You Keep On Moving
5.Highway Star

Sound: remixed in Dolby Digital 5.1

Getting Tighter:
80 minutes documentary

1.Introduction
2.The Demise Of Deep Purple MK II
3.The Birth Of MK III
4.The Making Of Burn
5.The California Jam 1974
6.Stormbringer
7.Sunbury Music Festival 1975
8.Glenn Hughes — Troubled Times
9.Drugs Become An Issue
10.Ritchie Blackmore Leaves The Band
11.Tommy Bolin
12.Come Taste The Band
13.Drugs Become A Problem
14.Glenn Hughes In Rehabilitation
15.Mk IV On Tour
16.Indonesian Nightmare
17.Rising Over Japan
18.The Final MK IV shows
19.Credits

Legendas: English, French, German, Spanish

Extras
1.Jakarta, December 1975 –- Interview with Jon Lord & Glenn Hughes
2.Come Taste The Band –- Electronic Press Kit

Blu-ray:

Todo o conteúdo presente no CD e no DVD

Don Airey: novo álbum solo com participação de Joe Bonamassa!

quarta-feira, maio 18, 2011

Por Ricardo Seelig

Don Airey, atual tecladista do Deep Purple e com passagens por inúmeras bandas – incluindo Ozzy Osbourne, Rainbow, Black Sabbath e Whitesnake -, lançará em agosto o seu terceiro álbum solo.

O sucessor de K2 (Tales of Triumph & Tragedy) (1988) e A Light in the Sky (22008) se chamará All Out e chegará às lojas dia 22 de agosto. O disco conta com a participação especial do guitarrista Joe Bonamassa, do Black Country Communion.

Confira o tracklist:

1. The Way I Feel Inside
2. Estancia
3. People in Your Head
4. B'cos
5. Running from the Shadows
6. Right Arm Overture
7. Fire
8. Lon Road
9. Wrath of Thor
10. Tobruk

Goldmine lança edição dedicada totalmente ao heavy metal!

quarta-feira, maio 18, 2011

Por Ricardo Seelig

Ao lado da inglesa Record Collector, a revista norte-americana Goldmine é a principal publicação em todo o mundo dedicada aos colecionadores. Criada em 1974, sempre traz em suas páginas guias e matérias sobre o universo colecionável da música, e se transformou, com o passar dos anos, em uma espécie de bíblia dos colecionadores de discos em todo o planeta.

A nova edição da Goldmine, que acaba de sair, é totalmente dedicada ao heavy metal. Na capa, o Metallica em uma matéria especial sobre dois de seus maiores clássicos – Master of Puppets de 1986 e Black Album de 1991 -, além de uma prévia do livro Enter Night: Metallica The Biography, escrito pelo respeitado Mick Wall e que conta a vida banda depois de morte do baixista Cliff Burton – ou seja, justamente o período em que o grupo ficou gigante em todo o mundo.

Além disso, a revista traz matérias especiais sobre Ronnie James Dio, Whitesnake, Thin Lizzy e Lemmy, além de um guia com os 25 discos essenciais da New Wave of British Heavy Metal. Pra fechar com chave de ouro, o jornalista Eddie Trunk e o guitarrista Jay Jay French, do Twisted Sister, contam quais foram os álbuns de metal que mudaram as suas vidas.

Uma grande revista, leitura indicadíssima para quem curte heavy metal.

Curtiu? Então clique aqui e compre a sua.

17 de mai de 2011

AC/DC: Detonautas comete versão para “Back in Black”!

terça-feira, maio 17, 2011

Por Ricardo Seelig

Tem certas horas que eu me pergunto: “Porque Jesus, porque?”.

O Detonautas Roque Clube, banda liderada pelo vocalista Tico Santa Cruz, gravou uma versão para a clássica “Back in Black”, lançada em 1980 pelo AC/DC. A releitura do Detonautas mantém a base original da canção, sobre a qual Tico declama uma letra pseudo-revoltada, onde ataca o que chama de “geração shopping center” e reclama que “querem me calar”. Olha, depois de ouvir uma atrocidade como essa não é difícil entender porque querem colocar uma fita isolante na boca de Santa Cruz …

Essa 'versão' cometida pelo Detonautas é uma das piores coisas já gravadas na história do rock brasileiro. Com ela, a banda faz juz ao seu nome, pois literalmente detona a música do AC/DC!

É triste perceber o quão irrelevante se tornou o atual rock brasileiro. Quem faz rock atualmente aqui no Brasil? Capital Inicial? Barão Vermelho? Titãs? Os mesmos dinossauros gagás de sempre? Enquanto ótimas bandas que tinham talento e o que dizer, como a paulista Pedra, encerram suas atividades, aberrações como Restart e todo o rock colorido tomam conta da mídia. O maior astro pop do Brasil é Luan Santana – ele é o nosso Justin Bieber!

O rock BR nunca viveu uma fase tão medonha quando essa. Não existe uma grande banda que puxe o estilo para cima em nosso país, o colocando novamente nos holofotes. Quem é o maior nome do estilo no Brasil agora, nesse momento? Pitty? Fresno? O ressuscitado RPM? Dá dó ver e ouvir uma cena tão pobre quanto essa!

Além de ser um desabafo que utiliza argumentos mais apropriados para um garoto de 12 anos do que para um vocalista que já passou dos trinta, a versão de Tico Santa Cruz e sua banda para “Back in Black” exterioriza a falta de criatividade crônica não só de seu grupo, mas de boa parte do rock brazuca. Porque não gravar uma música própria? Ou melhor, porque gravar esse desabafo? Pra quem ele é direcionado?

Sei que não sou público do que acontece, em grande maioria, no atual rock brasileiro, até porque nunca tive grande interesse no que se produzia no estilo em nosso país. Em relação à música feita por aqui, sempre preferi o heavy metal e suas vertentes e os sons imortais de caras como Jorge Ben, que sempre disseram muito mais à minha vida e a de muitas pessoas do que as soltas palavras revoltadas de um analfabeto funcional como Tico Santa Cruz.

Eu posso ficar aqui jogando centenas de palavras sobre o quão desnecessária e ridícula é essa nova 'música' do Detonautas, mas não vou mais perder o meu tempo – e nem fazer você perder o seu – com esse assunto!

Ah, quer ouvir? Então dê play por sua própria conta e risco!


Beatles: manuscrito original de “Lucy in the Sky with Diamonds” é vendido!

terça-feira, maio 17, 2011

Por Ricardo Seelig

Tá vendo esse pedaço de papel aí em cima? Ele é o manuscrito original da clássica “Lucy in the Sky with Diamonds”, lançada pelos Beatles em 1 de junho de 1967 no álbum Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band.

Escrito à mão por John Lennon, o papel traz uma anotação inicial do que viria a ser a letra da canção e um desenho com os quatro Beatles em uma espécie de sala de estar.

O manuscrito foi vendido por 145,700 libras, o equivalente à 237,132 dólares, em um leilão que aconteceu hoje no Saban Theater, em Beverly Hills. A identidade do comprador não foi revelada.

Promoção Rage: ganhe CDs e ingressos para assistir a banda em São Paulo!

terça-feira, maio 17, 2011

Por Ricardo Seelig

Tem promoção nova no pedaço, galera!

Em parceria com a Overload Records, montamos um pacote especial para marcar a passagem da banda alemã Rage pelo nosso país!

Vamos sortear um par de ingressos para o show do dia 19 de junho no Carioca Club, em São Paulo, e dois CDs Strings to a Web, o último lançamento do grupo, entre os participantes.

Serão 3 prêmios diferentes:

- 1 par de ingressos para o show do dia 19/06 no Carioca Club (o ganhador e um acompanhante)
- 1 CD Strings to a Web para um sorteado
- 1 CD Strings to a Web para outro sorteado

Para participar, não tem erro. É só seguir os perfis @ricardoseelig e @overloadrecords no Twitter e dar RT na seguinte mensagem: “A Collector´s Room @ricardoseelig e a @overloadrecords vão me levar no show do Rage em São Paulo http://kingo.to/Cvf".

Você tem que estar seguindo os dois perfis para concorrer.


O sorteio será realizado sexta-feira, dia 03/06, e o resultado será publicado aqui no site. Depois disso, a Overload entrará em contato com os premiados para enviar os ingressos e os CDs.

Só mais uma coisa: a Collector´s Room e a Overload Records irão disponibilizar apenas os ingressos para o show. A hospedagem, alimentação, transporte e demais necessidades não estão incluídas no pacote, e são por conta do ganhador, ok?

Portanto, mãos à obra e boa sorte pra todo mundo!


Michael Schenker: título e tracklist do álbum de covers!

terça-feira, maio 17, 2011

Por Ricardo Seelig

Chegará às lojas no próximo dia 3 de junho o álbum By Invitation Only, marcando o retorno de Michael Schenker.

O disco será todo composto por covers de clássicos do hard rock e do heavy metal, e trará o guitarrista alemão acompanhado de músicos diferentes em cada faixa.

Sinceramente, não sei se eu fico com vontade de ouvir ou sinto medo do que vem por aí ...

Confira o tracklist de By Invitation Only e os convidados especiais de cada faixa:

1. Run to the Hills

Vocals: Robin McAuley
Rhythm Guitar: Pete Fletcher
Bass: Tony Franklin
Drums: Brian Tichy

2. Save Yourself

Vocals: Robin McAuley

3. Finding My Way

Vocals: Sebastian Bach

4. All Shook Up

Vocals: Joe Lynn Turner
Bass: Jeff Pilson
Drums: Aynsley Dunbar

5. Blood of the Sun

Vocals: Leslie West
Bass: Rudy Sarzo
Drums: Simon Wright

6. Doctor Doctor

Vocals: Jeff Scott Soto
Bass: Marco Mendoza
Drums: Brett Chassen

7. War Pigs

Vocals: Tim "Ripper" Owens
Drums: Aynsley Dunbar
Bass: Mike Inez

8. I'm Not Talking

Vocals: Mark Slaughter
Drums: Aynsley Dunbar
Bass: Jeff Pilson

9. Money

Vocals: Tommy Shaw
Sax: Edgar Winter
Bass: Tony Levin
Drums: Mike Baird

10. Out in the Fields

Vocals: Gary Barden
Bass: Chuck Wright
Drums: Brett Chassen

11. Hair of the Dog

Vocals: Paul Di'Anno
Bass: Phil Soussan
Drums; Vinny Appice

12. I Don't Live Today

Vocals: Sebastian Bach
Drums: Eric Singer
Bass: Tony Franklin

13. Politician

Vocals/Bass: Jeff Pilson
Drums: Brett Chassen

Cinco discos para conhecer Ronnie James Dio!

terça-feira, maio 17, 2011

Por João Renato Alves

E um ano já se passou. Parece que foi ontem, mas Ronnie James Dio se foi há exato um ano. O importante é que sua obra sobrevive e perdurará por todas as gerações futuras. Por isso, ao fazer esse post, decidi pegar um álbum de cada fase de sua carreira e um especial.

Tudo que ele fez é recomendável. Mas esses são um bom início para quem ainda vai conhecer a obra inigualável do maior baixinho do mundo.

Elf – Carolina County Ball (1974)

Lançado nos Estados Unidos com o nome da segunda faixa ao invés da primeira, Carolina County Ball mostra o Elf em sua essência. E o blues / hard rock do grupo certamente justifica o motivo de ter chamado tanto a atenção de Ritchie Blackmore, a ponto de ter convidado todos os músicos – com exceção óbvia ao guitarrista Steve Edwards – para integrar o Rainbow. Dio, com toda sua jovialidade, comandava os vocais com maestria, enquanto a banda se esmera em mostrar a competência de quem já tinha a experiência necessária para mostrar seu talento.

Para quem está acostumado com o lado mais pesado da personalidade musical de Ronnie, pode soar um pouco estranho a princípio. Mas o bom gosto se impõe em canções como a faixa-título, “L.A. 59”, “Rocking Chair Rock ‘n’ Roll Blues” e a primeira de várias com “Rainbow” em seu conteúdo.

Infelizmente, para se tornar conhecido, o Elf precisou morrer. Mas seu legado é mais que digno, e merece ser conferido por todos os admiradores de um bom rock mesclado a altas doses de alma blueseira.

Rainbow – Rising (1976)

Poucas bandas realmente podem se orgulhar em ter mudado algo no mundo da música, mais especificamente do rock. E o Rainbow é, certamente, uma delas. A consumação definitiva desse caráter veio com o segundo álbum. Estabelecido com uma nova formação, o grupo deixava de ser um projeto de Ritchie Blackmore – embora ele ainda fosse a figura central – para se tornar um conjunto com vida própria. Sob a batuta do mago Martin Birch, o quinteto comete o fantástico Rising, uma das maiores obras da história do rock, considerado pela conceituada publicação Kerrang o maior disco de todos os tempos.

Muitos elementos que seriam utilizados à exaustão pelas gerações posteriores podem ser encontrados aqui. Mas nenhum tão significativo quanto a junção com a Orquestra Filarmônica de Munique em “Stargazer”, uma das maiores músicas já escritas. No mais, porradas certeiras como “Tarot Woman”, “Starstruck” e “Do You Close Your Eyes?” mostravam que Blackmore estava acompanhado de uma formação boa o suficiente para honrar seu passado.

Rising atingiu o número 48 na parada da Billboard, além da sexta posição no Reino Unido.

Black Sabbath – Heaven and Hell (1980)

Independente de preferências pessoais, uma coisa não dá para negar: Dio teve muito peito para encarar essa situação. Afinal de contas, não é para qualquer um substituir uma lenda – e a despeito de questões técnicas e comparações, Ozzy Osbourne é, SIM, uma das figuras mais importantes do rock. Mas para quem já tinha, mesmo que indiretamente, ocupado um espaço que foi de David Coverdale e Ian Gillan, poderia ser mais fácil. Tony Iommi e Geezer Butler também tinham isso em mente e acertaram em cheio ao aceitar a sugestão de Sharon Arden, futura senhora Osbourne. Ronnie tomou conta do terreno e impôs seu estilo.

Ainda com Bill Ward segurando as baquetas, Heaven and Hell mostra um Black Sabbath revigorado, com claras diferenças ao estilo que os consagrou. Mas qualquer desconfiança sucumbe diante de hinos sagrados como “Neon Knights”, a espetacular “Children of the Sea” e a mais que empolgante “Die Young”, clássicos absolutos da música pesada. Quanto à faixa-título, nenhuma palavra que usássemos para definir seria suficiente.

Com esse disco, o Black Sabbath repetiu o raro feito do Deep Purple e colocou outra formação em condições de rivalizar com aquela que é tida como clássica pela maioria dos fãs. Não à toa, o próprio Ronnie sempre fez questão de declarar que esse é seu álbum preferido entre os que gravou.

Dio – Holy Diver (1983)

Medir forças com os chefões não poderia acabar bem. E foi o que o tempo de convivência com Iommi e Butler ofereceu. Era hora de Dio sair do papel de substituto e começar seu próprio trabalho, sem dar satisfações a mais ninguém. Para isso, levou o baterista Vinnie Appice a tiracolo e chamou o velho parceiro Jimmy Bain para ocupar o posto de baixista. Para completar o line-up, após um período com Jake E. Lee, encontrou um jovem guitarrista irlandês chamado Vivian Campbell, que se revelaria uma descoberta e tanto, apesar das desavenças que viriam no pacote. Com essa formação, lançou Holy Diver.

E não poderia haver melhor maneira de começar essa fase. Clássico do início ao fim, o álbum envolve, tornando quase impossível a missão de citar destaques. Os grandes sucessos comerciais foram a faixa-título e “Rainbow in the Dark”, com seu teclado inconfundível. Mas outras pedradas, como “Stand Up and Shout”, “Don’t Talk to Strangers” e “Straight Through the Heart” nunca mais saíram dos setlists de shows do baixinho.

A capa, uma das mais bonitas já feitas no heavy metal, causou polêmica, com o mascote Murray aparentemente matando um sacerdote. Um clássico em toda sua concepção!

Hear'n Aid – Stars (1985)

A grandeza de um homem não está em sua altura (até porque se fosse assim, Ronnie estaria ferrado), mas em seus atos. Inspirados pelos projetos USA For Africa e Band-Aid, Vivian Campbell e Jimmy Bain levaram a ideia para Dio de uma empreitada nos mesmos moldes, reunindo grandes figuras do hard rock e do heavy metal da época. Toda a arrecadação seria destinada ao combate à fome dos africanos. A renda ultrapassou a casa do milhão de dólares nas vendas do álbum completo, singles, vídeos, camisetas e outros produtos relacionados.

A faixa “Stars” se tornou clássico instantâneo, trazendo várias das grandes vozes da cena se revezando nos vocais, enquanto músicos de primeira linha se alternavam no instrumental. Completando a festa, bandas como Kiss, Motörhead, Rush e Accept ofereceram seus sons gratuitamente para a compilação, que atingiu o número 26 na parada britânica.

O Hear ‘n Aid se tornou referência histórica para futuros projetos beneficentes na cena da música pesada. Tudo graças ao esforço de Ronnie James Dio e seus incansáveis asseclas.

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