25 de jun de 2011

24 de jun de 2011

U2: vem aí a edição especial de 20 anos de 'Achtung Baby'!

sexta-feira, junho 24, 2011


Por Ricardo Seelig


O U2 está planejando soltar até o final do ano uma edição especial de 20 anos do clássico Achtung Baby, lançado em 1991. Ainda não foram divulgados maiores detalhes sobre o que essa reedição trará, mas, segundo o guitarrista The Edge, há muito material extra gravado nas sessões do disco, além de versões alternativas das músicas, e que serão incluídos nessa nova versão junto com vídeos da turnê de lançamento.


Achtung Baby é, para muitos, o melhor trabalho do U2 – e eu me incluo nessa. Lançado em 19 de novembro de 1991, surpreendeu os fãs por trazer uma sonoridade totalmente renovada, bem diferentes daquela mais épica e messiânica desenvolvida pela banda durante a década de 80. Poucas vezes um artista teve personalidade, coragem e talento para alterar tanto a sua personalidade quanto o U2 em Achtung Baby, um disco excepcional e que soa atual até os dias de hoje.

Iron Maiden: a saga do Ed Force One em livro!

sexta-feira, junho 24, 2011


Por João Renato Alves


A Orion Books anunciou para 20 de outubro o lançamento de On Board Flight 666. O livro de John McMurtie documenta em mais de 300 fotos a viagem do Iron Maiden por cinco continentes nas duas últimas turnês mundiais, a bordo do Boeing 757 especialmente customizado - batizado como Ed Force One - e pilotado pelo vocalista e capitão Bruce Dickinson – que escreve o prefácio.


A odisséia começa em janeiro de 2008, na Somewhere Back in Time Tour, e se estende até 2011, na excursão que promove o álbum The Final Frontier, que alcançou o número um nas paradas de 28 países. 


On Board Flight 666 captura imagens do Iron Maiden e sua leal legião de fãs, dando uma ideia do que faz a banda tão especial e aventureira em seus planos de turnê. 


Um preview de 18 páginas em PDF pode ser baixado aqui.

22 de jun de 2011

Com vocês, Music in PDF!

quarta-feira, junho 22, 2011


Por Ricardo Seelig


A Collector´s Room tem uma grande novidade pra você que gosta de música. Seguindo a nossa proposta de sempre levar o melhor do universo musical para os nossos leitores, desenvolvemos mais um blog para o nosso grupo.


Agora, além da Collector´s e seu grande e abrangente conteúdo, e do Why Dontcha, onde disponibilizo álbuns de grandes nomes do rock setentista, temos também o Music in PDF, onde você terá acesso às melhores publicações de música do mundo em formato PDF, para ler no seu computador. É só escolher a revista que você tem interesse, clicar e baixar na hora, rapidinho. Dessa maneira, você mergulhará em um mundo muito legal do jornalismo e da crítica musical, principalmente inglesa e norte-americana, e que estava limitado a apenas poucos leitores em nosso país.


A ideia ainda está no começo, e o conteúdo ainda é bem pequeno, mas ele será alimentado constantemente, para que você esteja sempre bem informado sobre o que anda rolando.


Outra novidade é que todos os blogs que formam a 'incorporação Collector´s' – Collector´s Room, Why Dontcha e Music in PDF – estão a partir de agora com a mesma cara, facilitando o acesso de quem já está acostumado com o padrão da Collector´s e ainda está conhecendo o conteúdo do Why Dontcha e do Music in PDF.


Portanto, espero que vocês curtam, acessem o material disponibilizado e, se gostarem, compartilhem com os seus amigos.


Abraço, e long live rock and roll!

Nirvana: a edição de 20 anos do clássico 'Nevermind'!

quarta-feira, junho 22, 2011

Por Ricardo Seelig


19 de setembro. Essa é a data de lançamento da edição comemorativa ao vigésimo aniversário de Nevermind, o maior clássico do Nirvana e um dos álbuns mais influentes da história do rock.


O que chegará às lojas nesse dia é um box com nada mais nada menos do que 4 CDs e 1 DVD. Os CDs virão recheados de material extra, incluindo raridades, b-sides, faixas inéditas e músicas registradas em sessões para a rádio BBC entre 1989 e 1991, incluindo aparições nos programas dos DJs John Peel e Mark Goodier. O DVD trará um show inédito do grupo, gravado na turnê de lançamento do disco. Não foram divulgadas mais informações sobre o tracklist do box e também a respeito dos materiais extras que ele incluirá, como itens de memorabília e tal, mas assim que tivermos mais detalhes publicaremos aqui. Além do box, a Universal também informou que irá promover diversos eventos e lançar também vários outros itens relacionados a Nevermind durante o ano.


Nevermind foi o responsável por colocar o grunge no topo das paradas no início da década de 90. Com composições diretas e repletas de energia, com grande influência do punk e do Black Sabbath, o Nirvana foi o principal nome não só do grunge, mas também de todo o rock dos anos 90, encontrando um rival somente, para alguns, no Radiohead.


A chegada de Nevermind ao topo das paradas marcou também o fim das chamadas 'hair bands', grupos de hard rock predominantemente naturais da Califórnia e que dominavam as vendas de discos no período. Entre essas bandas estavam nomes como Guns N'Roses, Skid Row, Poison e outros. A cena hard já estava estagnada no período e chegando ao final de seu ciclo, e a ascenção do grunge apenas acelerou esse processo. No entanto, uma parcela considerável de fãs do estilo e uma porcentagem considerável da própria crítica especializada em hard e metal – principalmente a brasileira - tem uma grande má vontade e apontam o Nirvana e todo o grunge como responsáveis pela queda de vendas das bandas do gênero, o que não passa de um preconceito infundado.


Se você faz parte desse grupo, aproveite esse relançamento para rever os seus conceitos e perceber não apenas a importância de Nevermind, mas, principalmente, a qualidade de suas composições.

Collector´s Room Apresenta: Night Horse!

quarta-feira, junho 22, 2011


Por Ricardo Seelig


Quinteto de Los Angeles, Califórnia, que faz um hard rock com forte pegada setentista. A banda é formada por Sam James Velde (vocal), Justin Anthony Maranga e Gregory Hill Buensuceso (guitarras), Nicholas Lee D'Itri (baixo) e Jamie Miller (bateria).


Os caras tem dois discos na praça, The Dark Won't Hide You (2008) e Perdition Hymns (2010), ambos lançados pela Tee Pee Records. As principais influências do grupo são ZZ Top e Alice Cooper, com algumas pitadas de Thin Lizzy nas guitarras, resultando em um som que cai como uma luva em quem curte o hard rock setentista.




Aumente o volume, aperte o play e mostre pra todo mundo que tem muita coisa boa rolando agora mesmo, em pleno 2011!


Night Horse -Hard to Bear by Tee Pee Records


Rollin' On by Night Horse

Stevie Nicks: review do álbum 'In Your Dreams' (2011)!

quarta-feira, junho 22, 2011


Por Adriano Mello Costa


Nota: 7,5


Junto com o Fleetwood Mac nos anos 70, Stevie Nicks alcançou fama e sucesso mundial (quem nunca ouviu “Dreams”?). Nos anos 80 emplacou uma também bem sucedida carreira solo com discos como Bella Donna (1981), que vendeu alguns milhões de cópias. Depois de dez anos sem lançar material novo, a cantora volta com um trabalho no qual é auxiliada por um bocado de gente competente.


In Your Dreams tem a produção de Dave Stewart (Eurythmics) e Glen Ballard (responsável por Jagged Little Pill, de Alanis Morrissete), além de outras pequenas participações como Mike Campbell (guitarrista do Heartbreakers de Tom Petty) na composição de “For What It's Worth”, ou do velho parceiro de banda Neale Heywood na honesta homenagem da pungente “New Orleans”.


Basicamente as canções trazem uma sólida base de folk, com direito a muitos violões e pequenos adendos rock. Começa com o resgate de “Secret Love”, que apesar de ter sido composta em 1976 pela artista ficou de fora da edição de Rumours em 1977 e só agora ganha realmente vida, e finaliza com “Cheaper Than Free”, uma bonita balada na qual Stevie Nicks partilha os vocais com Dave Stewart.


Na maior parte In Your Dreams é um disco agradável, mas incomoda às vezes devido a quantidade de açúcar envolvido em algumas faixas que tratam essencialmente de amores, como também na roupagem pop moderna que tentam inserir vez ou outra (vide “Secret Love” e a faixa-título). Em canções como “Wide Sargasso Sea” e “Soldier’s Angel”, dois ótimos bluegrass, isso fica bem longe e melhora muito.


Aos 63 anos, Stevie Nicks lança um álbum que não desonra em nada seu passado e promove momentos realmente interessantes como “Annabel Lee” (com letra adaptada de um poema de Edgar Allan Poe) e “Ghosts are Gone” (com a guitarra de Waddy Watchel falando alto). Não é espetacular ou tem o poder mágico de mudar o dia, é apenas um conjunto de boas canções cantadas por uma bela dama. Já basta.




Faixas:
1 Secret Love 3:15
2 For What It's Worth 4:32
3 In Your Dreams 3:58
4 Wide Sargasso Sea 5:36
5 New Orleans 5:34
6 Moonlight (A Vampire's Dream) 5:26
7 Annabel Lee 5:58
8 Soldier's Angel 5:16
9 Everybody Loves You 5:16
10 Ghosts Are Gone 6:06
11 You May Be the One 5:26
12 Italian Summer 4:38
13 Cheaper Than Free 3:38

Teenage Fanblub: 'Bandwagonesque' relançado em vinil!

quarta-feira, junho 22, 2011


Por Os Armênios


Em 1991, a banda escocesa de rock alternativo Teenage Fanclub conquistou repercussão internacional com seu terceiro álbum, Bandwagonesque. O power pop sujo e doce do grupo antecipou o britpop e conquistou corações e mentes, marcando uma era. A revista americana Spin — que havia “profetizado” o grunge — deixou Nevermind em segundo lugar e apontou Bandwagonesque como disco do ano. Kurt Cobain endossou e declarou que o Teenage Fanclub era a maior banda de rock do mundo (posteriormente, Noel Gallagher disse que era a segunda - depois do Oasis, é claro). O disco foi lançado pela Creation Records, espécie de selo independente — acabou sendo incorporado pela Sony Music — que marcou o rock inglês (e mundial) na primeira metade dos anos 90.


Esse trabalho clássico está completando vinte anos. Não é de se estranhar o lançamento de edições especiais comemorativas. Ainda no final do ano passado, procurando antecipar a febre e o revival pelo título, o selo Original Recordings Group remasterizou o álbum e lançou uma edição em vinil, com prensagem em 140 gramas e encarte, exatamente como a versão original. Além da tiragem normal em bolachão preto, uma quantidade limitada de cópias foi produzida em vinil branco (ainda disponíveis).


Mas essa não é a única opção para se adquirir um Bandwagonesque em vinil novinho e lacrado. O selo Music on Vinyl está lançando uma nova prensagem do clássico. Além de ser mais pesada, com 180 gramas — o que deve garantir uma qualidade superior — o título ganhou uma capa dupla. Essa edição já está em pré-venda e deve chegar ao mercado no dia 27 de junho. Investindo em qualidade, os relançamentos do Music on Vinyl são sempre mais caros que os demais.


Escolha a edição que preferir, mas não deixe de ter esse lendário trabalho do Teenage Fanclub em casa!

Sepultura: resenha do álbum 'Kairos' (2011)!

quarta-feira, junho 22, 2011


Por João Renato Alves


Nota: 8,5


Ao contrário de muitos de vocês, seres humanos, nunca vi na fase Derrick Green esse desastre todo. Ao contrário, há alguns momentos que considero realmente interessantes, mesmo com a ausência da 'grife Cavalera'. Portanto, não me surpreende a qualidade de Kairos, novo álbum do Sepultura e o melhor em muito tempo. A banda soa concisa e entrosada, sem destaques individuais e todos dando o máximo de suas capacidades.


Os riffs de “Spectrum” já anunciam que vem porrada das boas, sensação que permanece na excelente faixa-título, som com a marca registrada do grupo. “Relentless” retoma o pique da era Chaos A.D., deixando a impressão que poderia ter sido gravada por aquela banda – que sim, é outra em comparação com a atual, sem desmerecer nem comparar. Após a vinheta “2011”, o cover para “Just One Fix”, do Ministry, que se encaixou perfeitamente na proposta musical do disco, lembrando a relevância do trabalho de Al Jourgensen, goste-se ou não. A variação de climas de “Dialog” prepara terreno para a pancadaria certeira de “Mask”, um dos pontos altos, convidando o ouvinte a bater cabeça. Vale citar o encerramento, na linha arrasa-quarteirão.


Outra vinheta (“1433”) antes de mais massacre com “Seethe”, que já vinha sendo executada ao vivo e é um thrash dos bons, garantindo a alegria dos fãs, com destaque para as variações de Jean, cada vez mais seguro no posto de baterista. “Born Strong” traz um groove muito interessante, fugindo do tradicional pula-pula de tempos recentes. A cadência de “Embrace the Storm” vem em boa hora, enquanto a última vinheta, “5772”, assim como as outras, é apenas uma passagem. Exaltando o lado hardcore, a massacrante “No One Will Stand” é outra que merece lugar de destaque. Para fechar de vez, “Structure Violence (Azzes)”, com sua influência industrial, que foi colocada no final, provavelmente para algum espertalhão dizer "ah, eu sabia!".


Aqueles que já possuem uma birra irreversível com a fase atual do Sepultura continuarão sem aprovar pelo simples fato de ser o grupo sem os irmãos responsáveis por sua criação. Quem conseguir se desprender pode conferir um grande trabalho, na medida certa para empolgar os admiradores. 


Kairos tem lugar de destaque na discografia da maior banda brasileira de todos os tempos.




Faixas:
1. Spectrum
2. Kairos
3. Relentless
4. 2011
5. Just One Fix
6. Dialog
7. Mask
8. 1433
9. Seethe
10. Born Strong
11. Embrace the Storm
12. 5772
13. No One Will Stand
14. Structure Violence (Azzes)

Shows do Whitesnake e Judas Priest FINALMENTE terão venda de ingressos iniciada!

quarta-feira, junho 22, 2011

Por João Renato Alves


Começa hoje a venda de ingressos exclusiva a clientes Citibank, Credicard e Diners para a apresentação conjunta de Judas Priest e Whitesnake em São Paulo. O público em geral pode adquirir entradas a partir do próximo dia 29. Os preços atualizados são:


Pista: R$ 180,00
Pista VIP: R$ 375,00


Estudantes terão direito a meia entrada.


Nota do editor: depois de muita enrolação e até mesmo boatos de cancelamento dos shows, já que chegou a vazar que a produtora teria começado a vender os ingressos para esse show sem ter assinado o contrato com ambas as bandas, parece que agora tudo entrou nos eixos. Esperamos que as coisas corram com tranquilidade, porque estaremos de olho!

21 de jun de 2011

Running Wild: DVD com show de despedida será lançado no Brasil!

terça-feira, junho 21, 2011


Foram 33 anos de história. Uma das mais queridas e emblemáticas bandas de heavy metal tradicional do mundo, o Running Wild, fez seus dois shows de despedida nos dias 30 de julho e 1 de Agosto de 2009 no Wacken Open Air na Alemanha, o maior festival de heavy metal do mundo.


Na ocasião, a banda emocionou uma legião de fãs que vieram de todas as partes do planeta para acompanhar o derradeiro show da história do Running Wild. Uma apresentação memorável, com clima de nostalgia e em meio às lágrimas. Esse evento histórico, não só para a carreira da banda mas para toda a comunidade heavy metal do mundo, agora está registrado em CD e DVD. Intitulado The Final Jolly Roger, o lançamento traz, na íntegra, imagens e áudio do show do dia 30 de julho.


A apresentação foi um verdadeiro 'best-of' e incluiu clássicos como "Port Royal", "Riding the Storm", "Black Hand Inn", "Gates of Purgatory", "Branded and Exiled", "Under Jolly Roger", entre várias outras.


Além do show completo, a versão em DVD de The Final Jolly Roger também traz um interessantíssimo material bônus, como o Diário de Turnê entre 1994 e 1996, o Diário de Estúdio das gravações do álbum Masquerade, além de entrevistas e cenas de bastidores. Já a versão em CD será lançada no formato duplo.


A Hellion Records, uma das maiores gravadoras especializadas em rock e heavy metal da América do Sul, anunciou o lançamento nacional das versões em DVD e CD duplo de The Final Jolly Roger. A gravadora também disponibilizará no Brasil uma versão importada e super exclusiva em LP.


Confira o tracklist completo de The Final Jolly Roger:


The Final Jolly Roger - DVD
'Intro'
'Port Royal'
'Bad To The Bone'
'Riding The Storm'
'Soulless'
'Prisoner Of Our Time'
'Black Hand Inn'
'Gates Of Purgatory'
'Battle Of Waterloo'
'Der Kaltverformer'
'Raging Fire'
'k.A.'
'Tortuga Bay'
'Branded And Exiled'
'Raise Your Fist'
'Conquistadores'
'Under Jolly Roger'


The Final Jolly Roger - CD 1
'Intro'
'Port Royal'
'Bad To The Bone'
'Riding The Storm'
'Soulless'
'Prisoner Of Our Time'
'Black Hand Inn'
'Gates Of Purgatory'
'Battle Of Waterloo'
'Der Kaltverformer'
'Raging Fire'


The Final Jolly Roger - CD 2
'k.A.'
'Tortuga Bay'
'Branded And Exiled'
'Raise Your Fist'
'Conquistadores'
'Under Jolly Roger'


Confira aqui também um trailer do lançamento em DVD.

Deep Purple: review do álbum 'Phoenix Rising' (2011)!

terça-feira, junho 21, 2011


Por Ricardo Seelig


Nota: 8


Phoenix Rising é um pacote com vários itens focando na derradeira formação do período clássico do Deep Purple, com David Coverdade (vocal), Tommy Bolin (guitarra), Glenn Hughes (baixo e vocal), Jon Lord (teclado) e Ian Paice (bateria). Esse line-up, conhecido como MK IV e contestado desde o início por uma parcela dos fãs devido à ausência de Ritchie Blackmore, gravou apenas um álbum de estúdio, Come Taste the Band, lançado em outubro de 1975, e tem algumas de suas poucas apresentações lançadas em alguns álbuns ao vivo ao longo dos anos.


O projeto Phoenix Rising inclui um documentário chamado Gettin' Tighter, que conta a história da MK IV, além de um show em vídeo da turnê do disco e um CD com o áudio dessa apresentação. Nesse review vamos nos deter somente no CD que acompanha esse box, deixando os demais itens para serem analisados posteriormente.


Phoenix Rising traz oito faixas gravadas em shows ocorridos em Tóquio em 1975 e em Long Beach, nos Estados Unidos, em 1976. Vale lembrar que no mesmo período em que o Purple lançou Come Taste the Band, Tommy Bolin, que já era um guitarrista respeitado com passagens pela James Gang e figura fundamental em dois clássicos do jazz rock – Spectrum (1973) de Billy Cobham e Mind Transplant (1975) de Alphonse Mouzon -, colocou no mercado o seu primeiro álbum solo, Teaser, que chegou às lojas no dia 1 de janeiro de 1975. Portanto, um acordo fechado entre Bolin e o restante da banda fez com que o guitarrista também divulgasse o seu disco solo nos shows do Purple. É por essa razão que Phoenix Rising traz uma versão de “Homeward Strut”, faixa presente em Teaser.


O fato é que a entrada de Bolin no Deep Purple acentuou ainda mais o groove e o balanço injetados por David Coverdale e Glenn Hughes no som da banda. Aliás, foi justamente esse direcionamento que fez com que Ritchie Blackmore deixasse o conjunto e montasse o seu próprio grupo, o Rainbow, onde desenvolveu de maneira brilhante, ao lado de Ronnie James Dio, a sonoridade mais pesada e épica que estava buscando e que pode ser ouvida nos álbuns Ritchie Blackmore's Rainbow (1975), Rising (1976) e Long Live Rock'n'Roll (1978).


A verdade é que essa mudança no som do Deep Purple não foi muito bem aceita pelos fãs, que em sua maioria não curtiram a sonoridade explorada em Come Taste the Band. Hoje em dia, no entanto, o disco foi redescoberto e possui status de cult, em um reconhecimento, ainda que tardio, à sua grande qualidade. No meu caso, confesso que a minha fase preferida da carreira do Purple está no período 1974-1976, época em que a banda lançou os álbuns Burn, Stormbringer e o tão falado Come Taste the Band.


As faixas presentes em Phoenix Rising estão entre os melhores registros ao vivo da carreira do Deep Purple. Ainda que a banda atravessasse um período turbulento e que culminaria com o encerramento de suas atividades, a qualidade do material impressiona. A ótima qualidade do áudio torna ainda mais marcantes as mudanças aplicadas por Tommy Bolin nas músicas. Pra começo de conversa, Bolin faz os seus próprios solos, não mantendo nada do que havia sido gravado por Blackmore. Até mesmo na guitarra base há alterações perceptíveis, o que causa uma certa estranheza em um primeiro momento em canções como “Burn”, “Smoke on the Water” e “Stormbringer”, composições que fazem parte da memória afetiva de todo fã de rock.


A dinâmica da banda era diferente naquela época. Anteriormente ancorada na guitarra pesada e neo-clássica de Ritchie Blackmore, a sonoridade do Deep Purple em 1975-1976 tinha o seu coração no baixo de Glenn Hughes e na bateria de Ian Paice. Isso fez com que as faixas perdessem um pouco de seu peso, mas ganhassem uma imensa dose de groove e balanço. Essa característica, aliada ao timbre de voz de David Coverdade, com uma alma negra e próximo aos cantores de soul, fez surgir um novo Deep Purple, totalmente distinto da banda que havia conquistado o mundo com o clássico Machine Head (1972).


Mesmo que algumas falhas sejam perceptíveis nas versões presentes em Phoenix Rising, sendo as principais a ausência de Tommy Bolin em alguns trechos das faixas e, principalmente, o fato de Hughes, turbinadíssimo por doses industriais de cocaína, estar mais gritando do que efetivamente cantando a maior parte do tempo, a audição deste material é muito gratificante, e atesta, de novo e mais uma vez, o poderio da MK IV.


Phoenix Rising é um documento de uma época onde os 'live albums' eram realmente gravados ao vivo, sem a adição de 'overdubs' posteriores em estúdio. Isso faz com que ele soe verdadeiro e autêntico, mantendo viva não só a energia da banda, mas, sobretudo, um dos períodos mais interessantes da história do Deep Purple, uma das bandas mais importantes do hard rock e do heavy metal.


Não há nada mais a ser dito, apenas levante o volume e aperte o play!




Faixas:
1.Burn – 8:09
2.Gettin' Tighter – 15:05
3.Love Child – 4:24
4.Smoke on the Water (including Georgia) – 9:30
5.Lazy – 11:50
6.Homeward Strut – 5:44
7.You Keep on Moving – 5:45
8.Stormbringer – 9:48

20 de jun de 2011

Von Hertzen Brothers: review do álbum 'Stars Aligned' (2011)!

segunda-feira, junho 20, 2011


Por Ricardo Seelig


Nota: 9,5


Foo Fighters tocando os maiores sucessos do Pink Floyd depois de passar alguns anos na Índia ouvindo muito Beach Boys”. Essa definição está no release distribuído à imprensa sobre o novo álbum do Von Hertzen Brothers, trio finlandês formado pelos irmãos Mikko (vocal e guitarra), Kie (guitarra e vocal) e Jonne Von Hertzen (baixo). Ouvindo Stars Aligned, quarto disco do grupo, percebe-se que quem a cunhou foi muito feliz.


Mas, a princípio, os irmãos Von Hertzen não tocavam juntos. Cada um dos três trilhava seu próprio caminho em diferentes bandas em seu país natal, e com bastante sucesso. A ideia de reunir forças nasceu por acaso, na festa de aniversário do pai, onde foram fazer uma jam e perceberam, enfim, que a química estava, literalmente, no sangue. Desde então já lançaram quatro álbuns – Experience (2001), Approach (2006), Love Remains the Same (2008) e Stars Aligned (2011).


O novo disco é o responsável por fazer o Von Hertzen Brothers colocar os pés para fora da Finlândia pela primeira vez. A ótima repercussão dos CDs anteriores, que foram muito bem aceitos tanto pela crítica quanto pelos fãs, fez com que a gravadora apostasse na carreira internacional do trio. Basta dar play em Stars Aligned para perceber porque.


O Von Hertzen Brothers executa um rock que vai do pop ao prog com naturalidade. As composições, cheias de camadas instrumentais, trazem primorosos arranjos vocais, em uma saudável influência de nomes como Queen e Yes. Estilisticamente, há elementos também do hard rock e até mesmo do heavy metal na rica sonoridade do grupo, que impressiona pelo extremo bom gosto.








Há momentos emocionantes e sublimes, como “Voices in Our Heads”, uma composição espetacular e, sem exageros, brilhante. Essa alta qualidade é marcante em diversos momentos, como “Miracle”, “Gloria” e “Angel's Eyes”. A exploração de elementos da música oriental dá, além de um ar diferenciado à música do Von Hertzen Brothers, um bem-vindo clima de mistério e misticismo totalmente apropriado para a capacidade inerente que o álbum possui de levar o ouvinte a outras dimensões.


Outra característica marcante do grupo está em possuir uma clara aura setentista que não soa, em nenhum momento, datada. Apesar de essa parecer uma afirmação meio contraditória a princípio, escutando o disco percebe-se a maneira única com que o trio utiliza elementos do período clássico do rock na construção da sua música, mostrando inteligência em arranjos que nunca soam exagerados ou desnecessários. Um ótimo exemplo está em “Bring Out the Snakes”, que soa como o Pink Floyd clássico dos anos 70 em pleno 2011.


A audição de Stars Aligned é uma experiência incrivelmente prazerosa e gratificante, algo raro nos tempos em que vivemos. É impossível ficar impassível diante de tamanha musicalidade exteriorizada em composições fortíssimas, donas de uma personalidade inquieta e desafiadora.


Ouça e conheça a sua nova banda favorita!




Faixas:
1 Miracle 4:05
2 Gloria 4:40
3 Voices in Our Heads 6:49
4 Angel's Eyes 5:57
5 Down by the Sea 4:33
6 Bring Out the Snakes 6:50
7 Repeat Mode 6:51
8 Always Been Right 3:58
9 I Believe 8:08

Mountain: Leslie West tem parte da perna amputada!

segunda-feira, junho 20, 2011


Por João Renato Alves


Notícia triste: o lendário Leslie West (Mountain, West Bruce & Laing) precisou passar por uma cirurgia de emergência em que teve parte de uma perna amputada. O músico estava no Mississippi para se apresentar com o Mountain no sábado, quando começou a sentir um inchaço no membro. A opção pelo procedimento foi necessária para salvar sua vida. O guitarrista teve a perna amputada a partir do joelho.


A expectativa de recuperação é completa, com uma reabilitação extensa. A família pede ao público e à mídia que respeitem a privacidade de West enquanto ele encara essa fase de transição.


Força, Leslie!

Rage: review do álbum 'Strings to a Web' (2010)!

segunda-feira, junho 20, 2011


Por Ricardo Seelig


Nota: 6


O Rage soa diferente em Strings to a Web. Não há no disco o heavy metal contagiante que consagrou a banda. No lugar da tradicional sonoridade elaborada emerge uma música mais direta, com uma presença muito grande de elementos provenientes do hard rock.


Peavy Wagner, vocalista, baixista, líder e membro fundador do trio, está totalmente ofuscado em Strings to a Web. Compositor de enorme talento e dono de uma capacidade quase sobrenatural para criar melodias vocais primorosas e grudentas, Peavy virou um coadjuvante em sua própria banda. O excelente guitarrista russo Victor Smolski é quem dá as cartas, no ápice de um processo desenvolvido disco após disco ao longo dos anos. Desde que entrou para a banda, em 1999, Smolski vinha dividindo o direcionamento musical do grupo com Peavy, mas agora é ele quem assume o comando de tudo. O resultado dessa mudança de comando gerou uma perda considerável na personalidade do Rage, um dos melhores e mais interessantes nomes do metal contemporâneo.


As quatro primeiras faixas de Strings to a Web, por exemplo, possuem excelentes frases de guitarra e os sempre ótimos solos de Smolski, além de levadas de bateria muito bem desenvoldidas por André Hilgers. Mas, em contraste, as linhas vocais de Peavy são pouco inspiradas, fazendo com que as composições soem totalmente esquecíveis.


A banda tenta voltar à sua sonoridade característica na suíte “Empty Hollow”, mas o resultado é irregular, com o grupo acertando a mão em alguns momentos e escorregando em outros. E essa alternância entre erros e acertos se mantém em todo o disco, o que torna a audição de Strings to a Web cansativa e frustrante.


Individualmente o destaque é Victor Smolski, que mesmo em um disco abaixo da média consegue descarregar o seu arsenal de riffs e solos, impressionando sempre com a sua técnica apuradíssima. Peavy soa burocrático e cansado no álbum, como se o tivesse gravado sem muita vontade e interesse. Já o baterista André Hilgers, apesar de pouco falado, é um instrumentista muito criativo e técnico, e que merece ser observado com atenção por quem curte o instrumento.


Strings to a Web é claramente um álbum menor na discografia do Rage. No entanto, o que torna o disco mais atraente é a inclusão, na edição nacional, de um DVD bônus com a apresentação da banda no Wacken 2009, com as participações especiais de Hansi Kursch (Blind Guardian), a bela Jen Majura (Black Thunder Ladies) e Schmier (Destruction) dividindo os vocais com Peavy em excelentes versões para alguns dos grandes sucessos do grupo.


Quando o principal destaque de um álbum de faixas inéditas é um DVD bônus com músicas antigas, algo está errado, não é mesmo?




Faixas:


CD 1: "Strings to a Web"
1 The Edge of Darkness 4:30
2 Hunter and Prey 4:31
3 Into the Light 4:22
4 The Beggar's Last Dime 5:40
5 A: Empty Hollow 6:20
6 B: Strings to a Web 3:54
7 C: Fatal Grace 1:21
8 D: Connected 2:54
9 E: Empty Hollow (Reprise) 1:48
10 Saviour of the Dead 5:44
11 Hellgirl 4:11
12 Purified 3:46
13 Through Ages 2:06
14 Tomorrow Never Comes 3:41


CD 2: "Official Festival Bootleg - Bonus DVD"
1 Carved in Stone 5:41
2 Higher Than the Sky 4:12
3 Set This World on Fire 5:22
4 All I Want 5:24
5 Invisible Horizons 5:44
6 Lord of the Flies 4:00
7 From the Cradle to the Grave 5:39
8 Prayers of Steel 3:05
9 Suicide 2:55
10 Down 6:08
11 Soundchaser 5:52
12 Set This World on Fire 5:19
13 All I Want 5:13
14 Carved in Stone 4:08
15 Never Give Up 4:25

Tom Cruise e o heavy metal!

segunda-feira, junho 20, 2011


Por João Renato Alves


Foi divulgada a primeira imagem de Tom Cruise na adaptação cinematográfica para o musical da Broadway, Rock of Ages. O ator interpreta Stacee Jaxx, um músico cujos dias de glória já passaram. Entre as músicas que o astro irá cantar estão “Rock You Like a Hurricane” (Scorpions), “Wanted Dead or Alive” (Bon Jovi) e “Renegade” (Styx).


O personagem possui elemento de Axl Rose, Keith Richards e Bret Michaels”, revelou o diretor Adam Shankman ao USA Today. “Fizemos uma grande pesquisa sobre esse período. Além disso, conheci várias pessoas envolvidas com a cena, pois meu pai trabalhava no ramo”.

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