27/08/2011
26/08/2011
Vintage Trouble: crítica do álbum 'The Bomb Shelter Sessions' (2011)
sexta-feira, agosto 26, 2011
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Por
Ricardo Seelig
Nota:
9
O
rock e o soul se encontram de maneira harmônica e complementar em
The Bomb Shelter Sessions, disco de estreia do quarteto
norte-americano Vintage Trouble. Natural de Los Angeles, na
Califórnia, a banda formada por Ty Taylor (vocal), Nalle Colt
(guitarra), Rick Barrio Dill (baixo) e Richard Danielson (bateria) é
uma grata surpresa para quem curte os bons sons.
Lançado
no último dia 25 de julho e produzido por Rogers Masson, The Bomb
Shelter Sessions é um trabalho delicioso. O rock'n'soul do grupo é
pra lá de competente, revelando uma banda alicerçada em dois fortes
elementos: a voz de Taylor e a guitarra de Colt.
Ty Taylor soa como uma reencarnação de Otis Redding, cantando com a alma, o coração e todos esses clichês. Muito mais do que um cantor, Ty é um tremendo intérprete que sabe dar à música mais do que ela pede, levando o ouvinte junto. Já Nalle Colt esbanja swing e uma precisão cirúrgica na hora de encaixar a sua guitarra. Baseado totalmente no feeling, soa como os bons instrumentistas dos anos 70, focados muito mais nas sensações que estavam transmitindo com o seu instrumento do que na exibição gratuita de técnica. Essa equação resulta em uma sonoridade irresistível, que une a energia do rock e o sentimento do soul.
Refinadas
na medida certa, as composições demonstram um bom gosto que cativa
de forma imediata, fazendo da audição do disco uma experiência pra
lá de agradável. Não à toa, a respeitada revista inglesa Classic
Rock apontou o Vintage Trouble como uma das grandes revelações do
ano, e publicou um review extremamente positivo de The Bomb Shelter
Sessions.
Da
abertura com a 'zepelliana' “Blues Hand Me Down” aos oito minutos
de puro feeling de “Run Outta You”, a faixa de encerramento, o
que se tem são 42 minutos sublimes, dos melhores momentos que a
música produziu nesse ano.
Dê
um presente para si mesmo e ouça esse disco. Você e sua vida
merecem.
Faixas:
- Blues Hand Me Down
- Still and Always Will
- Nancy Lee
- Gracefully
- You Better Believe It
- Not Alright By Me
- Nobody Told Me
- Jezzebela
- Total Strangers
- Run Outta You
Joss Stone: crítica do álbum 'LP1' (2011)
sexta-feira, agosto 26, 2011
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Por
Fabiano Negri
Nota:
7,5
Joss
Stone é uma grande cantora. Disso ninguém pode discordar. Com
apenas 16 anos gravou o ótimo álbum de releituras The Soul Sessions
(2003) e despontou para o mundo como uma das mais promissoras de sua
geração. O segundo disco – Mind, Body & Soul (2004) –
também foi muito bem recebido, dessa vez exibindo seus dotes como
compositora.
Só
que a partir daí sua carreira entrou em declínio criativo, caindo
num direcionamento pop adolescente que, ao invés de alavancá-la
para o estrelato, fez as suas vendas despencarem vertiginosamente.
Depois
de resolver problemas com sua antiga gravadora e se tornar uma
artista independente, Joss chamou o experiente David Stewart –
fundador do Eurythmics – para co-produzir e escrever o material de
seu último esforço, o álbum LP1. Mesmo com resultado inferior ao
de seus dois primeiros trabalhos, a bela cantora inglesa conseguiu
criar um disco digno de seu talento. No entanto, existe um grave erro
na produção: a falta de ritmo.
A
abertura traz um boa canção com influências folk em “Newborn”.
A letra é meio tola, mas a produção cristalina e a sempre ótima
performance de Joss Stone criam boas expectativas pelo que está por
vir. “Karma” é a grande faixa do álbum. Com um swing contagioso
e uma Joss explorando um lado bem mais raivoso de sua voz, a faixa
ainda conta com um ótimo trabalho de guitarra de Stewart mostrando
como se joga uma música para frente com excelente timbre, poucos
acordes e um belo trampo na mão direita. A manhosa “Don't Start
Lying to Me Now” segue mantendo o clima em alta. Um rock dançante
que conta com uma interessante divisão rítmica da parte vocal nas
estrofes e um pegajoso refrão, bem na linha dos Rolling Stones
setentistas.
Infelizmente,
a partir desse momento o disco dá uma maneirada no andamento, com um
número excessivo de baladas. Isoladamente algumas funcionam muito
bem, como na boa e pop melodia de “Last One to Know”, no clima
intimista e sensual de “Drive All Night” e na pegada country de
“Take Good Care”. O único problema é que, após a terceira
faixa, apenas “Somehow” faz a coisa andar novamente, o que é
muito pouco para manter o clima de um álbum que começou a todo
vapor.
LP1
não é um trabalho ruim, muito pelo contrário. Mas acho que da
próxima vez Joss Stone deveria investir em um direcionamento mais
'up', pois fica difícil ouvi-lo de cabo a rabo sem se entediar.
Mesmo com alguns percalços, LP1 mostra que a cantora pode ainda nos
brindar com boas e maduras composições, e que sua voz parece estar
cada vez melhor. Com apenas alguns ajustes ela pode fazer seu retorno
definitivo ao primeiro time!
Faixas:
- Newborn
- Karma
- Don't Start Lying to Me Now
- Last One to Know
- Drive All Night
- Cry Myself to Sleep
- Somehow
- Landlord
- Boat Yard
- Take Good Care
The Black Dahlia Murder: crítica do álbum 'Ritual' (2011)
sexta-feira, agosto 26, 2011
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Por
Ricardo Seelig
Nota:
9
O
quinto álbum dos norte-americanos do Black Dahlia Murder é,
facilmente, o melhor de toda a sua discografia. A banda liderada pelo
insano vocalista Trevor Strnad apresenta uma evolução estonteante
em Ritual.
Se
o disco anterior, Deflorate
(2009), já era superior
a grande parte da cena atual do death metal melódico, o novo passa
por cima sem dó. Com a voz doentia de Strnad sempre à frente, o
grupo despeja riffs cheios de melodia e muito mais técnicos do que
vinha fazendo anteriormente. Sacadas como o uso de um piano em "Carbonized in Cruciform"
e cordas em "Blood in the
Ink" tornam o conceito das
letras ainda mais forte, como se, ao invés de estarmos escutando um
disco, estivéssemos na verdade assistindo um filme de terror.
No
entanto, o principal destaque de Ritual
são as guitarras. Preste
atenção nos solos, todos donos de uma personalidade própria, como
se fossem pequenas composições dentro das faixas. Em "Moonlight
Equilibrium", por exemplo,
o solo aproxima o heavy metal do jazz, enquanto em "A
Shrine to Madness" o que
temos é uma uma espécie de tributo ao thrash metal oitentista.
Se
antes de Ritual
o Black Dahlia Murder já era uma das mais interessantes bandas do
cenário death metal, com o seu novo disco o quinteto de Michigan
chama para si o protagonismo do gênero.
Em
se tratando de death melódico, vai ser difícil alguém superar os
caras esse ano!
Faixas:
- A Shrine to Madness
- Moonlight Equilibrium
- On Stirring Seas of Salted Blood
- Conspiring with the Damned
- The Window
- Carbonized in Cruciform
- Den of the Picquerist
- Malenchanments of the Necrosphere
- The Grave Robber's Work
- The Raven
- Great Burning Nullifier
- Blood in the Ink
25/08/2011
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24/08/2011
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quarta-feira, agosto 24, 2011
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The London Souls: crítica do álbum 'The London Souls' (2011)
quarta-feira, agosto 24, 2011
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Por
Ricardo Seelig
Nota:
9,5
Uma
banda batizada com um nome que é uma homenagem às suas principais
influências (Cream, Led Zeppelin e The Who), cujo primeiro álbum
foi gravado no mítico Abbey Road e produzido pelo renomado Ethan
Johns. São ingleses, certo? Não. O London Souls é um power trio
nova-iorquino formado por Tash Neal (vocal e guitarra), Kiyoshi
Matsuyama (vocal e baixo) e Christ Saint (vocal e bateria), e a sua
estreia auto-intitulada é facilmente um dos melhores discos de 2011.
As
influências vão dos já mencionados Cream, Led Zeppelin e Who,
passam por Jimi Hendrix e chegam em referências mais atuais como
Prince e Lenny Kravitz. A escolha por uma sonoridade fortemente
calcada nos anos setenta atrairá de saída os órfãos dessa década,
mas os caras vão muito além. A maturidade do trio é evidente.
Recheado de boas composições, o debut do London Souls revela uma
banda afiada e com um entrosamento todo especial. Os três músicos
se revezam nos vocais principais, o que faz com que o disco tenha uma
variedade muito bem-vinda.
Com
todas as faixas sendo gravadas em apenas um take, a espontaneidade e
a energia saltam aos ouvidos. “She's So Mad” tem guitarras que
são puro Hendrix. “She's in Control” soa como se Prince tocasse
rock. A balada “Easier Said Than Done” tem ecos de Beatles,
enquanto “Old Country Road” traz pitadas de country.
A
escolha por uma sonoridade mais limpa e crua, sem os exageros do
rock atual, faz o London Souls prender-se apenas no que realmente importa:
a música, pura e simplesmente. O ritmo (sempre pulsante) e as
melodias (onipresentes) são a linha de frente do grupo. A banda sabe
usar o silêncio, os espaços entre os instrumentos, a seu favor, e o
resultado são composições cheias de swing e dinamismo.
Com
uma personalidade forte e ótimas músicas, a estreia do London Souls
destaca-se com facilidade entre os lançamentos de 2011 e é, sem
sombra de dúvidas e desde já, um dos grandes álbuns de 2011.
Faixas:
1.
Intro
2.
She's So Mad
3.
Someday
4.
She's in Control
5.
Future Life
6.
Old Country Road
7.
Six Feet
8.
Stand Up
9.
Easier Said Than Done
10.
I Think I Like It
11.
Dizzy
12.
Under Control
13.
The Sound
The Devil's Blood: novo álbum já em pré-venda
quarta-feira, agosto 24, 2011
4 comentários
Não conhece a banda? Então ouça abaixo uma das melhores músicas do disco de estreia dos caras, chamado The Time of No Time Evermore, lançado em 2009:
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quarta-feira, agosto 24, 2011
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Dream Theater: banda fala sobre o novo álbum
quarta-feira, agosto 24, 2011
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23/08/2011
ZZ Top: tributo ao trio com elenco estelar
terça-feira, agosto 23, 2011
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Por Ricardo Seelig
Sairá
dia 11 de outubro o álbum ZZ Top: A Tribute from Friends, com onze
clássicos do trio mais famoso do Texas interpretados por nomes
atuais da música. Estão no disco o excelente Mastodon, Wolfmother,
Duff McKagan's Loaded, Jamey Johnson, Nickelback, Filter e outros.
Mas
a maior atração é o supergrupo The M.O.B., formado especialmente
para a ocasião e que conta com Steven Tyler (Aerosmith), Jonny Lang,
Mick Fleetwood (Fleetwood Mmac) e John McVie (Fleetwood Mac, John
Mayal's Bluesbrakers) em uma versão de “Sharp Dressed Man”.
Confira
abaixo o tracklist, e depois de play na ótima versão do Mastodon
para “Just Got Paid”:
- The M.O.B. (Mick Fleetwood, Steven Tyler, Jonny Lang e John McVie) – Sharp Dressed Man
- Filter – Gimme All Your Lovin'
- Grace Potter & The Nocturnals – Tush
- Nickelback – Legs
- Wolfmother – Cheap Sunglasses
- Duff McKagan's Loaded – Got Me Under Pressure
- Coheed & Cambria – Beer, Drinkers and Hell Raisers
- Mastodon – Just Got Paid
- Wyclef Jean – Rough Boy
- Daughtry – Waitin' for the Bus / Jesus Just Left Chicago
- Jamey Johnson – La Grange
Wilco: assista o clipe de "I Love My Label"
terça-feira, agosto 23, 2011
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Red Hot Chili Peppers: crítica do álbum 'I'm With You' (2011)
terça-feira, agosto 23, 2011
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Por
Ricardo Seelig
Nota:
7
Falta
um ingrediente no novo álbum do Red Hot Chili Peppers, e ele é
facilmente perceptível: John Frusciante. Fazendo um jogo de
palavras, a ausência de Frusciante é muito presente. Isso não
acontece apenas no que se refere à guitarra, mas como um todo. Na
química, na musicalidade, na sonoridade da banda, algo está
faltando, e isso fica claro em todo o disco.
O
novo guitarrista do grupo, Josh Klinghoffer, surge de forma sutil no
trabalho. As músicas sentem falta da guitarra funkeada e lisérgica
de Frusciante, e o resultado é um “buraco” constante nas
composições. As faixas, de maneira geral, estão ainda mais
centradas no baixo de Flea, um dos maiores instrumentistas de sua
geração. Em algumas a banda acerta a mão, mas esse fator faz com
que tudo acabe soando um pouco repetitivo demais. Essa percepção
fica ainda mais forte devida à irritante mania de Anthony Kiedis de
repetir praticamente a mesma linha vocal em todas as faixas
aceleradas, transmitindo a sensação de que estamos sempre ouvindo a
mesma música.
Há,
claro, boas composições, afinal estamos falando de uma das bandas
mais influentes e importantes dos últimos vinte anos. A ensolarada
“Monarchy of Roses” abre o disco com o pé direito. A grudenta
“Factory of Faith” é um destaque imediato, assim como “Brendan's
Death Song”, prima distante da clássica “Breaking the Girl”. O
ótimo single “The Adventures of Rain Dance Maggie” mostra a
banda em grande forma, enquanto o funk de “Ethiopia” irá agradar
sem maiores esforços os fãs das antigas. Os trompetes de “Did I
Let You Know” também são um destaque, dando um clima latino
delicioso para a música.
O
quarteto tenta sair de sua zona de conforto em algumas faixas, como
em “Even You Brutus?” e “Police Station”, onde explora um
caminho totalmente diferente do balanço frenético habitual. Nelas é
possível ouvir um Red Hot Chili Peppers mais suave e um tanto
contemplativo, como que analisando o passado e definindo os novos
caminhos que pretende seguir no futuro.
De
modo geral, I'm With You é um disco apenas mediano, abaixo do que se
espera de uma banda como o Red Hot Chili Peppers. Infelizmente, o
problemático John Frusciante faz muita falta, e isso é evidente
para qualquer um. Vai vender como água e emplacar alguns singles,
mas Kiedis, Flea e Chad Smith precisam se entender melhor com
Klinghoffer para que essa formação, e a própria banda, sobrevivam
e sigam em frente. Se isso não acontecer nos próximos discos, o
grupo suportará um novo retorno de Frusciante?
Faixas:
- Monarchy of Roses
- Factory of Faith
- Brendan's Death Song
- Ethiopia
- Annie Wants a Baby
- Look Around
- The Adventures of Rain Dance Maggie
- Did I Let You Know
- Goodbye Hooray
- Happiness Loves Company
- Police Station
- Even You Brutus?
- Meet Me at the Corner
- Dance, Dance, Dance


















































