Quais serão os próximos planos de Bento Mello, o 'repórter' que tirou uma foto com a Cláudia Leitte ontem segurando um bilhete pedindo para ela não tocar mais Led Zeppelin? Vai jogar um copo d'água na Shakira, passar uma rasteira no Stevie Wonder e cuspir na cara da Ke$ha?
Comportamento lamentável de um fã retardado! Esse jornalismo musical marrom, que se espelha no Pânico na TV usando artistas como escada para alcançar Ibope ao invés de investir na produção de material próprio e de qualidade, posando com uma suposta "atitude" em situações que deveriam ser, a princípio, engraçadas, atesta não apenas a imbecilidade de seus autores, como também o seu gigantesco amadorismo.
É por essas e outras que a mídia especializada em heavy metal aqui no Brasil é, em sua grande parte, patética e ridícula.
Já passou da hora de ser (muito) mais profissional e (muito) menos fã.
Em
um ano sem lançamentos das duas principais bandas de metal dos anos
1980 – Iron Maiden e Metallica -, a disputa pelo título de melhor
disco de 1985 foi interessante.
O
primeiro lugar do Exodus com o clássico Bonded by Blood era
esperado, mas a briga pelo segundo posto foi acirrada entre Megadeth,
Celtic Frost e Slayer. Como ponto negativo, cito apenas o pouco
número de votos para um dos álbuns mais influentes da década de
oitenta: Seven Churches, do Possessed.
Interior
do Rio Grande do Sul, segunda metade da década de 1980. Esse foi o
cenário da minha adolescência. Meus pais moravam – e continuam
residindo – em uma pequena cidade chamada Espumoso, cuja população
gira em torno de 15 mil habitantes. Para você se situar
geograficamente, ela fica no norte do estado, a cerca de 250 km de
Porto Alegre. O principal centro urbano dessa região é Passo Fundo,
cidade com mais de 200 mil habitantes localizada a pouco mais de 70
km de Espumoso, sede de uma das principais universidades do RS, a
UPF, onde estudei.
Voltando.
Sempre fui apaixonado por música. Porém, naquela época não
existiam as facilidades que hoje fazem parte do nosso dia a dia. Um
disco não vazava, era preciso comprá-lo ou gravar uma fita de algum
amigo que tinha o vinil para, só assim, conhecer novos sons. Não
havia internet, então não vivíamos cercados por uma avalanche de
informações como hoje em dia. Aguardava com ansiedade a chegada da
minha revista preferida, a Bizz, na única banca local. Era nas
páginas da melhor publicação de música que o Brasil já teve que
eu ficava por dentro do que estava rolando. Era através dos seus
textos que eu conhecia grupos que nem imaginava existir, e que
despertavam a minha curiosidade violentamente.
Um
deles se chamava R.E.M.. Foi através de um texto que li nas páginas
da Bizz que resolvi ir atrás do grupo. Havia apenas uma pequena loja
de discos em Espumoso, e eu, geralmente, pegava o ônibus e encarava
duas longas horas de viagem até Passo Fundo na companhia de um amigo
em jornadas atrás de novos sons. Voltávamos carregados de LPs, em
incursões que se repetiam, geralmente, de quinze em quinze dias.
Porém, essa pequena loja que havia em Espumoso recebia de tempos em
tempos a visita de um vendedor que a abastecia, uma espécie de
caixeiro viajante musical. Como eu vivia comprando LPs, o dono me
avisava com antecedência quando esse mago dos sons viria, e eu batia
ponto esperando a sua surrada Fiorino branca chegar. Foi em uma
dessas ocasiões que, dentro do pequeno furgão, encontrei um álbum
do R.E.M. e, finalmente, pude ouvir uma das bandas que não via a
hora de conhecer.
Estamos
em 1988, e o disco se chamava Green. Ele já era o sexto
trabalho da banda norte-americana, mas eu não fazia ideia disso.
Comprei na hora, junto com outros LPs que não lembro agora – se
não me falha a memória, um deles era a coletânea dupla
Ramonesmania -, e fui para casa ouvir. Era uma música
diferente da que eu estava habituado. Apesar de sempre procurar
conhecer novos grupos escutava quase que exclusivamente heavy metal,
gênero bem diferente do som que saía dos sulcos do vinil. Porém, a
mistura de rock com elementos country de Green me conquistou
de imediato, e logo o álbum se tornou um dos meus favoritos.
Como
a minha coleção era uma das maiores da cidade, reuniões para ouvir
música aconteciam frequentemente lá em casa. E é claro que eu fiz
questão de compartilhar a minha mais recente descoberta com os meus
amigos. Ouvíamos sem parar o power pop de “Pop Song 89” e “Get
Up”, a grudenta “Stand”, a belíssima “World Leader Pretend”
- até hoje a minha canção favorita do R.E.M. - e a dupla “Orange
Crush” e “Turn You Inside-Out”. Como eu também vivia colocando
som em festas que organizávamos, “World Leader Pretend” e
“Orange Crush” logo se tornaram pequenos hits daquela turma de
amigos, em uma cumplicidade particular por termos descoberto uma
ótima banda que pouca gente conhecia.
Três
anos mais tarde o R.E.M. explodiria mundialmente com o lançamento de
Out of Time, que trazia o mega-hit “Losing My Religion”.
Porém, no meu caso particular, a banda já havia me conquistado
definitivamente com Green, que até hoje está entre os meus
discos favoritos.
Ao
longo dos anos segui acompanhando a carreira do grupo, mas sem o
interesse e a paixão que o primeiro contato me proporcionaram.
Gostei de Out of Time, achei Automatic for the People
lindo, estranhei o Monster, redescobri recentemente o
belíssimo New Adventures in Hi-Fi, passei batido pela trinca
Up, Reveal e Around the Sun, gostei de
Accelerate e adorei Collapse Into Now, mais recente
álbum do trio formado por Michael Stipe, Peter Buck e Mike Mills.
Ontem,
o R.E.M. anunciou o encerramento de suas atividades. Mesmo
acompanhando a trajetória da banda com um certo distanciamento,
confesso que fiquei triste com essa notícia. A razão é simples:
chegava ao fim um grupo que foi parte importantíssima da minha
adolescência, e que ocupa lugar de destaque na trilha-sonora da
minha vida. E tudo isso por causa de apenas um disco, encontrado
dentro de uma caixa no interior de uma pequena van.
Obrigado
por tudo Michael, Peter, Mike e Bill. A história foi bonita, e ela
tinha que ter um final um dia.
O
Chickenfoot encontrou a sua cara em seu segundo disco. Se no ótimo
primeiro álbum, lançado em 2009, o quarteto formado por Sammy
Hagar, Joe Satriani, Michael Anthony e Chad Smith apresentou um hard
rock classudo com gigantesca influência do som que o Van Halen
executava quando Hagar estava na banda, em Chickenfoot III a coisa é
diferente.
Pra
começo de conversa, a música do grupo está mais swingada, tem mais
groove, está mais malandra. O alto astral se mantém lá em cima,
naquela sonoridade ensolarada característica de todo trabalho que
envolve Sammy Hagar. Ao invés de seguir um caminho semelhante ao do
primeiro disco, a banda inseriu, corajosamente, elementos de outros
gêneros em sua música, como pop, soul e blues, em uma variação
que surpreenderá o ouvinte. Dessa maneira, Chickenfoot III é um
trabalho inesperadamente diversificado, o que poderá decepcionar um
pouco quem está esperando um cópia do debut.
A
qualidade e a experiência de Hagar, Satriani, Anthony e Smith é um
diferencial tremendo, e juntar os quatro em uma mesma banda é
covardia. Assim, tudo exala um bom gosto e uma classe difíceis de
serem encontradas por aí. Sammy continua sendo uma dos melhores
vozes do hard rock, cantando de maneira brilhante. Michael, além de
um baixista inquestionável, é dono de um dos melhores backing
vocals do som pesado. A banda sabe disso, e usa esse fator a seu
favor. E Chad Smith impressiona por tocar, mais uma vez, de uma
maneira totalmente diferente daquela que estamos acostumados a ouvir
no Red Hot Chili Peppers, reinventando-se de uma forma possível
apenas para quem é grande em seu instrumento.
O
mais legal no Chickenfoot, porém, é poder escutar um músico do
gabarito de Joe Satriani, inegavelmente um dos maiores guitarristas
da história, acompanhado por uma banda de verdade e não apenas
gravando discos solos instrumentais. A técnica de Satriani é
inigualável, e vê-lo usando tudo o que sabe nas composições do
Chickenfoot, respeitando as dinâmicas de cada músico e assumindo o
protagonismo na hora certa, é sensacional. Ainda sobre a guitarra,
vale um comentário: o timbre de Satriani no disco é de outro mundo,
com doses certeiras de distorção, porém mantendo um som mais limpo
em seu instrumento, que sai das caixas de som de forma cristalina.
Quem
curtiu o primeiro disco irá adorar as ótimas “Alright, Alright”,
“Up Next” e “Big Foot”. A banda surpreende ao entrar sem medo
no território do soul em “Come Closer”, e o resultado é muito
positivo. “Dubai Blues”, com sua estrutura feita sob medida para
a inserção de jams nas apresentações ao vivo, mostra o quarteto
em um blues rock clássico, enquanto “Something Going Wrong” é
outra surpresa e tanto, uma belíssima faixa contemplativa construída
com violões e banjos. Merece menção também “Three and a Half
Letters”, cuja letra retrata o delicado momento econômico vivido
pelos Estados Unidos através de trechos de cartas enviadas pelos fãs
para a banda. Sem dúvida, uma maneira inusitada de tratar de um
problema que preocupa não apenas os norte-americanos, mas todo o
mundo.
Chickenfoot
III é um excelente disco. Diferente da estreia, com certeza, e por
isso mesmo, em diversos momentos, tão surpreendente. O legal é que
ele sairá por aqui via Hellion Records, que também lançará o
primeiro álbum do quarteto, até então inédito no Brasil, em uma
caprichada edição dupla cheia de bônus.
Quatro
discos lançados, nenhum igual ao outro e todos aclamados pela
crítica. Em pouco mais de dez anos de carreira, o Mastodon colocou o
heavy metal em uma nova perspectiva. As composições complexas do
quarteto levaram o gênero além dos seus limites. Em The Hunter,
seu novo trabalho, a jornada continua. Nele, a banda mais ambiciosa e
destemida da música pesada segue a sua cruzada, alcançando um
resultado final brilhante.
The
Hunter é mais direto que o seu antecessor, Crack the Skye.
Há muita melodia, o que faz com que o disco seja mais amigável do
que o costume. De uma certa forma, o grupo abriu mão da abordagem
avant-garde dos trabalhos anteriores, concentrando-se em uma
sonoridade mais tradicional, porém não menos criativa. Com canções
baseadas em riffs pesados, que sempre surgem amparados pelo baixo
cheio de groove de Troy Sanders, The Hunter é um álbum
incrivelmente cativante. Nele, a banda passou por cima de seus
limites novamente, apresentando uma nova faceta de sua múltipla
personalidade.
O
timbre das guitarras remete, em alguns momentos, ao Black Sabbath. A
ótima “Curl of the Burl”, por exemplo, é puro stoner. A
inquietude do grupo faz com que cada composição jogue novas cartas
na mesa, diferenciando-se da anterior. O fato de o disco ser apenas o
segundo trabalho não conceitual do conjunto – o primeiro foi a
estreia Remission, de 2002 – intensifica essa pluralidade.
No entanto, apesar de diferentes entre si, as faixas constróem um
todo coeso, unificado em sua essência e coração – a própria
banda.
Não
vou apontar destaques, porque isso seria simplificar e reduzir o
álbum a uma mera peça de consumo instantâneo e descartável. The
Hunter é muito mais do que isso. Suas treze faixas formam uma
obra de arte que não será esquecida tão cedo e colocam o grupo lá
na frente, sozinho, com uma foice na mão, abrindo caminho e rompendo
barreiras com o seu som, mais uma vez.
O
Mastodon não respeita convenções, não segue regras, não conhece
limites. É isso que o faz único e tão diferente de tudo o que
existe.
Em
uma de suas citações mais famosas, Carlos Drummond de Andrade, ao
mesmo tempo em que afirma que “a produção voluntária não vai
além da mediocridade”, define as obras-primas como frutos do
acaso. É o que acontece com Sympathetic Resonance, que resultou do
acaso que foi a reunião entre o vocalista John Arch e o guitarrista
Jim Matheos, dupla responsável pela criação do Fates Warning em
1982.
Diante
da indisponibilidade de Ray Alder (vocal), Matheos resolveu dar novo
destino ao material que havia escrito originalmente para um novo
álbum do Fates Warning. A aproximação com Arch ocorreu em 2010.
Para completar o time, outras duas feras: o baixista Joey Vera
(Armored Saint, Anthrax) e o baterista Bobby Jarzombek (Demons and
Wizards, Halford). Estava formado o Arch/Matheos.
Com
seis músicas fechadas e muita vontade de fazer bonito, o quarteto
contou com o auxílio do guitarrista Frank Aresti nas gravações. A
participação do ex-dupla de Matheos no Fates Warning (naquela que
foi, indiscutivelmente, a melhor fase da banda) talvez seja o motivo
que mais impulsione os fãs de Adler a conferirem o som do quarteto,
pois há ainda quem torça o nariz para o incrível John Arch.
“Neurotically
Wired” abre o trabalho de forma climática, remetendo, obviamente,
ao estilo dos primeiros álbuns do Fates Warning. Com mais de dez
minutos de duração, soa como uma suíte dividida em várias partes,
atestando, a cada uma delas, a expertise instrumental dos envolvidos
e como o tempo foi generoso com Arch, preservando sua voz de forma
impressionante. “Midnight Serenade” traz afinação rebaixada e
muita distorção, numa base pesada que permite um bate-cabeça em
mid-tempo. É música para ser tocada ao vivo e ovacianada após o
término.
Primeiro
single do álbum, “Stained Glass Sky” é uma viagem total.
Harmonia complexa, tempos quebrados, uso de escalas exóticas,
palhetadas frenéticas em solos a mil por hora, musicalidade apurada
e um show a parte da cozinha. São 13 minutos de duração, com a voz
só surgindo lá pelo quarto minuto, mas você nem sente de tão
fantástica que é a atmosfera. A bateria em “On the Fence” é
absurda. Bobby Jarzombek incorpora o estilo “polvo” de tocar, e
Arch arrisca tons altíssimos, se saindo muito bem.
“Any
Given Day” tem contornos mais moderninhos, e a sensação de várias
músicas em uma só volta com tudo. O instrumental é uma avalanche –
ou melhor, um terremoto. E, como não poderia deixa de ser, o
encerramento começa ao violão com “Incense and Myrrh”, em um
número que promete caso a banda resolva se apresentar ao vivo. A
música cresce de forma espantosa no refrão, com interpretação
fabulosa de Arch, mas não restam dúvidas de que este som foi
escrito para Alder cantar. Quem sabe um dia …
Sympathetic
Resonance é uma obra-prima com origem no acaso. Aristóteles já
dizia que“geralmente, são os bens que provém do acaso que
provocam inveja”, e eu já posso imaginar muita gente boa tomando
esse álbum como inspiração. Já está no meu top 10 de 2011, com
todos os méritos. E, se eu pudesse, daria nota 11.
Eis
aqui uma banda que não sabe o que é tirar férias. De 2006 pra cá,
o House of Lords vem produzindo em ritmo quase industrial. Foram
cinco álbuns neste período, sendo três de estúdio, um ao vivo e
uma coletânea com material inédito. No próximo dia 23/09, a
discografia da banda será oficialmente aumentada com Big Money. A
formação é a mesma de Cartesian Dreams (2009), com James Christian
(vocal), Jimi Bell (guitarra), Chris McCarvill (baixo) e BJ Zampa
(bateria).
Em
matéria de som, o House of Lords nunca se arriscou. Sempre foi hard
rock melódico e ponto final. Em Big Money, a coisa não muda. A
fórmula aqui é a mesma de seus antecessores. Tudo muito bem
timbrado, gravado e mixado, guitarra distorcida na medida certa – é
possível ouvir cada nota dos solos a mil por hora de Bell -, backing
vocals funcionando melhor do que nunca e Christian mostrando que é
um vocalista de peso – em todos os sentidos.
O
problema é que nessa de não ousar o House of Lords acabou refém do
som que é sua marca registrada. Por um lado isso é bom, os fãs
agradecem e compram. Por outro, ainda que as músicas sejam
fantásticas, a impressão de “já ouvi isso antes” vai e vem
durante o álbum – a mesma sensação que tive ao escutar Cartesian
Dreams pela primeira vez. “One Man Down”, por exemplo, é quase
uma releitura de “Demons Down” (do álbum com o mesmo nome, de
1992), que, por sua vez, foi feita nos moldes de “Can't Find My Way
Home” (presente em Sahara, lançado em 1990).
“First
to Cry” cativa que é uma beleza e tem cheiro de hit das antigas,
para o delírio dos saudosistas de plantão. A música de trabalho,
“Someday When”, é outra que promete impressionar por sua
superioridade melódica - sem contar que o timbre do teclado é puro
Van Halen. “Searchin'”, com sua levada blueseira, vem embebida em
malandragem e é um dos destaques, junto de “Living in a Dream
World”, que é praticamente uma versão anos 2000 da faixa-título
do álbum de 1990.
Calcinhas
serão ensopadas e lágrimas irão rolar em “The Next Time I Hold
You”, balada indefectível conduzida ao piano, com letra certeira e
interpretação grandiosa de James Christian. “Hologram” é uma
que funcionaria bem ao vivo, canção direta e fácil de assimilar. A
guitarra mais pesada do disco talvez seja a de “Once Twice”, que
prepara o terreno para o encerramento com a excelente “Blood”,
onde o teclado, acertadamente, deixa a linha de frente.
No
geral Big Money não empolgou e come poeira para o ainda imbatível
Come to My Kingdom (2008), mas como isso não é um fator
fundamental, provavelmente estará na minha lista dos dez melhores
discos do ano. Não sou a favor do auto-plágio, mas quando este é
feito por caras talentosos como James, Kimi, Chris e BJ, mudo de
opinião.
Novidade
boa para quem gosta de jazz. A Columbia anunciou o lançamento do box
Miles Davis Quintet – Live in Europe 1967: The Bootleg Series Vol
1. A caixa vem com 3 CDs e um DVD em embalagem de luxo, e chega às
lojas amanhã, dia 20/09.
A
excursão de 1967 do quinteto de Miles Davis é uma das mais famosas
da história do jazz. Conhecido como Segundo Quinteto, o grupo era
formado por Wayne Shorter, Herbie Hancock, Ron Carter e Tony
Williams. Esse lançamento traz os músicos executando composições
presentes nos álbuns E.S.P. (1965), Miles Smiles (1967), Sorcerer
(1967) e Nefertiti (1968). Ao todo, são nada menos que 24 faixas nos
três CDs, mais 11 no DVD.