11 de nov de 2011

O Black Sabbath voltou. E agora?

sexta-feira, novembro 11, 2011


O Black Sabbath acabou de anunciar o retorno da formação original da banda. Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward voltam a tocar juntos, reativando a mais importante e influente banda da história do heavy metal. Além disso, o grupo anunciou uma turnê mundial no ano que vem e será a atração principal do Download Festival, o antigo Monsters of Rock. E, pra fechar com chave de ouro, o quarteto revelou que também lançará um álbum de inéditas em 2012 produzido pelo renomado Rick Rubin, responsável por clássicos como Reign in Blood do Slayer, Electric do The Cult, Toxicity do System of a Down e inúmeros outros, além de ser o homem por trás do aclamado retorno do Metallica ao heavy metal em Death Magnetic.


Mas o que esperar dessa reunião? Ela realmente vale a pena? O Black Sabbath faz parte do pequeno grupo que mudou a história da música. O grupo tornou o rock mais pesado, sombrio e escuro, acabando com o colorido sonho hippie quando o seu primeiro disco, batizado apenas com o nome da banda e com a imagem tétrica de uma bruxa enigmática na capa, chegou às lojas no fatídico 13 de fevereiro de 1970, não por acaso uma sexta-feira. Os principais responsáveis por isso foram os riffs inspirados, pesadíssimos e escuros do guitarrista Tony Iommi e as letras sinistras de Geezer Butler. Fechando o time, o carismático vocal de Ozzy Osbourne e a bateria única de Bill Ward.

Entre 1970 e 1975 o Black Sabbath gravou seis álbuns fantásticos em sequência, que definiram o heavy metal como gênero. Black Sabbath (1970), Paranoid (1970), Master of Reality (1971), Vol 4 (1972), Sabbath Bloody Sabbath (1973) e Sabotage (1975) são obrigatórios em qualquer coleção – o meu preferido, só para constar, é o sensacional Sabbath Bloody Sabbath. Já cansados das turnês infinitas e um tanto estagnados musicalmente, isso sem falar das doses industriais de cocaína e álcool ingeridas diariamente, o grupo lançou ainda Technical Ecstasy (1976) e Never Say Die! (1978), últimos registros com a voz de Ozzy, que deixou a banda em 1979.

Enquanto o Madman dava início a uma ótima carreira solo aclamada tanto pela crítica quanto pelo público, o Black Sabbath se reinventava de maneira sublime com Heaven and Hell, disco lançado em 1980 com o ex-Rainbow Ronnie James Dio nos vocais. Dio gravaria ainda Mob Rules (1981), mas deixaria o grupo de forma prematura por divergências sobre a mixagem do duplo ao vivo Live Evil (1982). O resto da trajetória da banda, apesar de contar com discos interessantes, é claramente inferior aos trabalhos com as vozes de Ozzy e Dio.

Para tentar entender como o Sabbath soará agora em 2011, é preciso analisar o que os seus integrantes fizeram nos últimos anos. Iommi e Geezer lançaram em 2009 o bom The Devil You Know ao lado de Dio, álbum com uma sonoridade muito mais próxima – como era de se esperar – a Heaven and Hell e Mob Rules do que aos discos dos anos 1970. Um pouco antes, Iommi retomou a parceria com Glenn Hughes (Trapeze, Deep Purple, Black Country Communion), iniciada no subestimado Seventh Star (1986), e colocou na praça dois excelentes discos – The 1996 DEP Sessions (2004) e Fused (2005). Além disso, reativou em 2011 o projeto WhoCares na companhia de Ian Gillan e lançou o ótimo single “Out of My Mind / Holy Water”. Já Geezer Bulther gravou em 2005 o segundo disco do seu projeto G//Z/R, Ohmwork, com uma sonoridade influenciada pelos grupos de new metal, o que não agradou os fãs. O baterista Bill Ward passou por diversos problemas de saúde nos últimos anos, então deixou a sua carreira musical meio de lado nesse período.

O que, como você bem sabe, não aconteceu com Ozzy Osbourne. O vocalista lançou em 2010 um de seus melhores discos, o surpreendente Scream, onde a sua música soou atual e renovada. Muito disso se deveu à entrada do guitarrista grego Gus G (Firewind) em sua banda, no posto ocupado anteriormente por Zakk Wylde.



Na minha opinião, o retorno do Black Sabbath vale a pena principalmente pelo anúncio do lançamento de um álbum com canções inéditas. Excursionar pelo mundo tocando apenas os clássicos é legal, isso é inegável, mas servirá muito mais para agradar fãs saudosistas e encher ainda mais as contas dos músicos de dinheiro do que qualquer outra coisa. Como a banda tem realmente alguma pretensão artística com essa reunião, não irá se contentar apenas em tocar as mesmas canções de sempre. Era só perceber o comportamento inquieto de Iommi, compositor prolífico e que já declarou aos quatro ventos possuir “um armário cheio de riffs inéditos”, para concluir que a coisa iria além. O fato de Ozzy também estar com o fôlego renovado após a ótima repercussão de Scream colocava ainda mais lenha na fogueira para um possível disco de estúdio, confirmado agora, e que me agradou muito.

Mas é preciso deixar claro uma coisa. Qualquer pessoa com mais de 5 anos de idade sabe que o Black Sabbath de 2011 não soará como o Black Sabbath da primeira metade dos anos 1970. O quarteto não tem mais 20 anos de idade, pelo contrário: quase 40 anos separam um período do outro. Nesse tempo os músicos envelheceram, amadureceram, mudaram. É difícil tentar adivinhar como um novo álbum do Sabbath soará hoje em dia, ainda que algumas características não mudem: os riffs pesados e arrastados de Iommi estarão presentes, bem como as linhas vocais grudentas de Ozzy. Essas duas características garantem a ligação com o passado, mesmo que o restante aponte para um disco com uma sonoridade bastante atual – e quando eu digo atual eu me refiro a uma produção excelente, com timbres graves, pesadíssimos, e, simultaneamente, orgânicos. Enfim, a cara de Rick Rubin, um produtor que sabe como trazer à tona as melhores qualidades de um artista, costuma dar aos seus trabalhos.

A volta do Black Sabbath é boa para o heavy metal, isso é inegável, afinal estamos falando dos pais do gênero que tanto amamos. Ver a banda ao vivo novamente será certamente inesquecível, mas poder ouvir canções inéditas do quarteto será ainda mais gratificante. Quando um grupo dessa magnitude anuncia o seu retorno, todos que estão envolvidos com o heavy metal – músicos, fãs, jornalistas – saem ganhando. Eventos como esse injetam combustível da mais alta octanagem no coração de cada headbanger em todos os cantos do planeta, reativando a paixão, o amor e a fé pelo estilo.

Seja bem-vindo de volta, Black Sabbath. Nunca esquecemos, e jamais deixamos de pensar, em vocês. Estávamos com saudades. É bom tê-los ao nosso lado novamente.

The Cure: banda lança novo álbum duplo ao vivo

sexta-feira, novembro 11, 2011


Sai dia 6 de dezembro o novo o vivo do The Cure. O disco, duplo, foi gravado na edição desse ano do Bestival, que aconteceu nos dias 8, 9 e 10 de setembro na lendária Ilha de Wight, na Inglaterra, evento no qual o Cure foi a principal atração.

Confira abaixo o extenso tracklist de Bestival Live 2011, que conta com 32 músicas:

CD 1
  1. Plainsong
  2. Open
  3. Fascination Street
  4. A Night Like This
  5. The End of the World
  6. Lovesong
  7. Just Like Heaven
  8. The Only One
  9. The Walk
  10. Push
  11. Friday I'm in Love
  12. In Between Days
  13. Play for Today
  14. A Forest
  15. Primary
  16. Shake Dog Shake

CD 2
  1. The Hungry Ghost
  2. One Hundred Days
  3. End
  4. Disintegration
  5. Lullaby
  6. The Lovecats
  7. The Caterpillar
  8. Close to Me
  9. Hot Hot Hot!!!
  10. Let's Go to Bed
  11. Why Can't I Be You?
  12. Boys Don't Cry
  13. Jumping Someone Else's Train
  14. Grinding Halt
  15. 10:15 Saturday Night
  16. Killing Another

Blind Guardian: saiba como será a nova coletânea da banda

sexta-feira, novembro 11, 2011


O Blind Guardian anunciou o lançamento da coletânea Memories of a Time to Come. O disco - duplo em sua versão normal e triplo em uma edição especial - chegará às lojas dia 20 de janeiro e incluirá material desde a primeira demo dos caras, quando ainda se chamavam Lucifer's Heritage.


Confira abaixo o tracklist de Memories of a Time to Come:


CD 1:
01. Imaginations From The Other Side (7:11) *
02. Nightfall (5:34) *
03. Ride Into Obsession (4:46) *
04. Somewhere Far Beyond (7:32) *
05. Majesty (7:29) *
06. Traveler In Time (6:01) *
07. Follow The Blind (7:11) *
08. The Last Candle (6:03) *


CD 2:
01. Sacred Worlds (9:17)
02. This Will Never End (5:07) *
03. Valhalla (5:13) **
04. Bright Eyes (5:15) *
05. Mirror Mirror (5:09) *
06. The Bard's Song (In The Forest) (3:26) *
07. The Bard's Song (The Hobbit) (3:41) **
08. And Then There Was Silence (14:06) **


CD 3: (only available with the deluxe limited edition)
01. Brian ***
02. Halloween (The Wizard's Crown) ***
03. Lucifer's Heritage ***
04. Symphonies Of Doom ***
05. Dead Of The Night ***
06. Majesty
07. Trial By The Archon
08. Battalions Of Fear
09. Run For The Night
10. Lost In The Twilight Hall
11. Tommyknockers
12. Ashes To Ashes
13. Time What Is Time
14. A Past And Future Secret
15. The Script For My Requiem 


* Remixed 2011
** Re-recorded 2011
*** Reworked 2011

10 de nov de 2011

Enquete da semana: qual o melhor álbum de metal de 1991?

quinta-feira, novembro 10, 2011

O resultado já era esperado, e a enquete comprovou: Metallica, o chamado Black Album, ganhou de lavada e levou o título de melhor disco de heavy metal lançado em 1991, na opinião de nossos leitores. Na segunda posição, outro favorito: o clássico Arise, do Sepultura.

A votação foi bem polarizada, e outros álbuns que também se destacaram foram No More Tears, Streets e Human. Pessoalmente, achei bastante baixo o número de votos para os discos do Morbid Angel e do Carcass.

Confira o resultado:

Metallica – Metallica – 40%
Sepultura – Arise – 23%
Ozzy Osbourne – No More Tears - 11%
Savatage – Streets: A Rock Opera – 10%
Death – Human - 8%
Carcass – Necroticism: Descanting the Insalubrious - 3%
Iced Earth – Night of the Stormrider – 2%
Armored Saint – Symbol of Salvation – 1%
Entombed – Clandestine - 1%
Morbid Angel – Blessed are the Sick - 1%

E aí, concorda? Deixe a sua opinião nos comentários!

Falta de apoio ao metal nacional? Fernando Quesada, baixista do Shaman, dá a sua opinião

quinta-feira, novembro 10, 2011


Motivado pelas recentes declarações de Edu Falaschi, vocalista do Angra e do Almah, sobre a falta de apoio ao metal nacional, Fernando Quesada, baixista do Shaman, distribuiu uma carta aos meios de comunicação com a sua opinião a respeito do assunto.


Ao contrário de seu colega de banda Thiago Bianchi, Quesada se mostra articulado e inteligente em suas colocações, e, ainda que analise exclusivamente a cena do metal melódico, dá um depoimento que lança um pouco mais de luz sobre o tema, que está sendo debatido intensamente aqui no site.


Leia abaixo a carta aberta de Fernando Quesada e deixe a sua opinião nos comentários:


“Dentro desse momento muito interessante que passamos no cenário do metal nacional, eu também quero expor a minha opinião, como alguém de dentro e fora dos bastidores.


Como alguns sabem, eu sou fã de metal melódico e power metal há mais tempo do que sou músico desses estilos. Cresci ouvindo Angra, Shaman, Wizards, Hangar, Karma, Dr Sin e diversas outras bandas, e sempre imaginei muitas coisas de fora dos bastidores antes de entrar no Shaman. Hoje vejo tudo de outra maneira, por isso queria esclarecer algumas coisas com a minha opinião de ao mesmo tempo fã e músico!


Primeiro, gostaria muito de agradecer ao Thiago Bianchi e a todos os envolvidos e bandas no evento, que tive o prazer de rever e conhecer e, principalmente, aos fãs que estavam presentes, que fizeram esse primeiro passo ter resultado. E realmente colocar aqui que, se existem culpados pelos shows não estarem lotados, na minha opinião não são os espectadores, fãs ou consumidores das bandas. Se uma pessoa escolhe não ir a um show, tem algum motivo pelo que ela não foi cativada, e todos tem o livre arbítrio para irem ou virem como quiserem. Então, de novo, agradeço aos que foram e também agradeço aos que escreveram sobre o evento, que deram opiniões e fizeram um barulho sobre isso, mesmo não tendo ido ao festival!


E qual seria o culpado pela decadência desse estilo e shows vazios? De novo, na minha opinião, não existe culpado. O próprio cenário musical, de década em década, renova o estilo em evidência e faz com que os gêneros e bandas sejam cíclicas. E isso não é culpa de nada e nem de ninguém, e nem é algo ruim. Música é comunicação! Veja como a comunicação mudou nos últimos anos, e me pergunto se a música também não iria mudar! E durante essas mudanças do meio, por quê o metal melódico e o power metal não ficaram em evidência? O nosso estilo não é um estilo de massa, é um estilo para poucos que gostam e apreciam. É uma música feita para apreciação e análise instrumental e vocal, que hoje em dia não faz parte do que a massa entende por ouvir música. É um estilo que não segue um padrão visual de massa também, e é um estilo que foi atual na década de 90 e começo dos anos 2000. Resumindo, o metal não procurou e não procura ser atual e fazer um som de mentira para agradar gregos e troianos. E esse é o lance legal do heavy metal! O metal é um estilo de vida. A paixão, adoração pelo estilo e fazer por paixão aquilo da maneira mais natural e verdadeira, sem acompanhamento de tendências mercadológicas.


Só que nós, profissionais do meio, temos que saber que isso traz consequências e realmente faz gerar o que aconteceu com diversos outros estilos, que é fazer parte de um cenário underground onde vão existir momentos muito difíceis como este que estamos passando, onde não existe divulgação grande para shows, eventos, lançamentos e nem muita estrutura física e financeira para grandes feitos e grandes aparições que fazem o estilo musical ficar em evidência novamente. Realmente, quando o estilo não fica "popular", ele perde audiência, e como consequência temos o que percebemos no metal melódico, que é um grande número da fãs acompanhando, mas espalhados por aí. Então, fica normal e faz parte do processo cíclico da música, um período com menos gente nos shows mesmo! E ainda, não ter gente nos shows como tinha antes significa um envelhecimento natural dos fãs, que não tem mais tempo e nem faz parte do habitual comparecer em shows. Trabalham o dia todo, todos os dias na semana, e muitas vezes, por não querer gastar ou estar cansado, também não vão em shows. Isso é natural e faz parte da escolha de cada um! Nem por isso deixam de apreciar o estilo e fazer parte da cena!


E como fazer para lidar com isso? Durante muito tempo, o metal melódico se deu ao luxo de ter muita rivalidade entre bandas, egos fora do comum reinando nos grupos, produtores de shows que fazem monopólios, desrespeito com bandas mais iniciantes por parte das maiores, concorrência entre artistas, diretores de mídias pretenciosos e imparciais, e fãs que criticam muito e de maneira muitas vezes prejudicial ao meio, por tanta agressividade e falta de análise. Agora, neste momento, o que se precisa é a união! Isso já foi provado com diversos outros estilos musicais que caíram e se uniram para se recompor com estratégias e planos. Esse foi o intuito único desse evento. Uma oportunidade de conversa entre as bandas e um encontro dos fãs, para, de boca a boca, poder mostrar a qualidade da nossa música novamente e cativar mais pessoas para irem aos shows!


Então, o que está acontecendo hoje no estilo é um fato histórico, e os culpados por isso se manter e não dar a volta por cima são as bandas, produtores, fãs que criticam publicamente de maneira prejudicial, assessores e empresários que não conseguem mais cativar o público de uma maneira que façam com que saiam das casas para ir aos shows e não conseguem uma união real de ações e atitudes. Se essa união e essa força não ocorre, realmente não irá ter a aparição de novos fãs, e os antigos perdem os hábitos joviais de ir em shows e seguir uma banda onde quer que ela esteja.


O fato de falarem que o metaleiro é "paga pau de gringo" nada mais é do que falar que quase todo brasileiro é "paga pau de gringo". Somos um país e um povo que tem por cultura a admiração pela cultura estrangeira, desde bandas, marcas, roupas, alimentos, séries de televisão, filmes, etc. Sempre fomos assim, é só andar na rua e ver escritos em inglês por todas as placas, ou ouvir um som e ver que é cantado em inglês! Isso é uma coisa normal! É normal irmos a um show gringo de alguém que está longe de nosso alcance e prestigiar essa diversidade cultural. As bandas, mesmo de metal, lutam para ir para fora tocar! Então, elas são “paga pau de gringo”? Não é bem assim! Isso tem a ver com a nossa cultura. As pessoas ainda lotam os shows do Metallica, Iron Maiden, Bon Jovi, porque são cativadas para irem e tem vontade de ir. Porque estes não são divulgados como mídia underground e ainda atingem um público maior, com uma estrutura melhor, o que gera vontade e curiosidade!


Então, estamos com esse problema de atração e organização do próprio meio para gerar novos fãs e mais vontade das pessoas em acompanhar e seguir tudo isso.


De verdade, não acho que o metal nacional está acabando, até por que nem vou falar do thrash, death e heavy metal tradicional, pois não estou inserido para saber exatamente o que acontece, e também não acho que o metal melódico e o power metal nacionais também estejam acabando. Converso com bandas que surgem e as mesmas estão felizes, correndo atrás do seu trabalho. O que mudou foi o meio, e o que precisa mudar é a mentalidade dos líderes desse estilo, pessoas que acham que tudo é igual há 20 anos e nada neles tem que mudar. O meio mudou e muita gente precisa perceber que talvez um show de 300 pessoas hoje não represente um fracasso como representava 20 anos atrás, mas, sim, represente um momento que quem quer ver ao vivo, vai lá. Mas muitos outros vão ver pela internet, pelo celular e não vão sair de casa. Mas, mesmo assim, vão comentar e acompanhar. Para mim, fazer um show para 300, 500 pessoas hoje, representa um show para 5 mil amanhã, que verão isso. Então eles tem que procurar entender as mudanças do meio e aprender a lidar com isso.


Por isso, para finalizar, essa é apenas a minha opinião pessoal! Eu agradeço demais a todos que foram ao evento e a todos que entram em fóruns para elogiar e criticar, de maneira benéfica, por que, mesmo não indo aos shows, continuam fazendo a cena existir e se movimentar.


Nós, músicos, temos a obrigação de continuar tocando, fazendo o melhor e esperando e tendo atitudes para que nosso meio volte a ficar fortalecido. 


Fiquei muito feliz com esse Primeiro Dia do Metal! Foi realmente impressionante ver a qualidade e força de todas as bandas lá presentes – Hangar, Illustria, Wizards, Nando Fernandes, Hibria, Almah e Shaman. Espero que continuem acontecendo eventos dessa magnitude com cada vez mais frequência e, se cada um que ocorrer cativar mais 10 pessoas, vamos estar no caminho certo para trazer o nosso estilo de volta à evidência. Qual fã ou músico não quer ligar a rádio e ouvir um bom e trabalhado metal melódico e power metal?


Agradeço a todos que trabalham oito horas por dia e ainda tem a vontade de entrar na internet e fazer um comentário sobre as bandas! Isso é ser fã. Não ir em show ou ir é só uma questão de poder ou não poder, de querer ou não querer. O importante é continuar acessando, conversando e movimentando tudo juntos!


De novo, obrigado a todos. Meu twitter é @fernandoquesada e estou afim de discutir isso, esclarecer tópicos para, juntos, podermos fazer o melhor possível!


Abraço a todos, e vamos fazer mais edições desse evento. Como eu gosto de dizer também, quantidade não é qualidade, mas quando a qualidade existe é inevitável a quantidade em médio e longo prazo! Por isso, acredito, e não importa se tem uma pessoa ou 30 mil, eu vou fazer o meu trabalho para crescer e fazer as pessoas se identificarem!”

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