18 de nov de 2011

Não existe nada de bom no heavy metal atual? Mentira, e a gente prova pra você!

sexta-feira, novembro 18, 2011

Essa semana publiquei a capa da nova edição da Metal Hammer inglesa aqui no blog, que traz uma lista de novas bandas interessantes do heavy metal. Fiquei chocado não apenas pela grande maioria das pessoas não conhecerem grande parte dos grupos mas, principalmente, por vários leitores simplesmente duvidarem da qualidade das bandas atuais. 

Heavy metal não é só Iron Maiden, Black Sabbath, Judas Priest e Blind Guardian. Heavy metal é muito mais do que isso, e essa série de posts que começo hoje aqui na Collector´s Room vai provar isso pra você. 

Como eu sei que você tem sugestões de bandas para figurarem nos próximos posts, mande as dicas nos comentários. E, é claro, diga o que achou desses dez primeiros grupos também. 

Portanto, aumente o volume e leia! 

The Devil's Blood

A banda surgiu na cidade holandesa de Eindhoven em 2006, e é formado pelos irmãos Selim (guitarrista e compositor) e Farida Lemouchi (vocal, que atende pelo pseudônimo The Mouth of Satan). O grupo tem dois discos – The Time of No Time Evermore (2009) e The Thousandfold Epicentre (2011). O som une psicodelia e hard rock setentista a letras com temas satânicos. Indicado pra quem adora melodias de guitarra na linha do Thin Lizzy. A banda acabou de ser contrato pela Metal Blade, o que deve dar muito mais visibilidade ao seu trabalho.


Witchcraft 

Esse quarteto sueco formado em 2004 parece saído direto dos anos 70. O som dos caras é um hard/heavy de respeito, de encher de orgulho pioneiros como Black Sabbath, Budgie e Uriah Heep. A banda tem três discos no currículo – Witchcraft (2004), Firewood (2005) e The Alchemist (2007) -, todos muito bons e que irão agradar em cheio quem curte uma sonoridade mais clássica.


Capricorns 

Quarteto londrino formado em 2003 e com dois ótimos discos – Ruder Forms Survive (2005) e River, Bear Your Bones (2008) -, o Capricorns tem um som que pode ser classificado como uma espécie de sludge metal com toques prog. A música do grupo, instrumental, é marcada por ótimos riffs de guitarra e pela intensa variação rítmica, tudo embalada em uma agradável embalagem vintage. O baterista Chris Turner toca também no Orange Goblin.

 

Firebird

Liderado pelo guitarrista e vocalista Bill Steer (Carcass), o Firebird é um power trio interessantíssimo. O poderoso hard rock do grupo se aproxima diversas vezes do blues rock, alcançando um resultado final que não encontra definição melhor que o direto termo “sonzeira”! A banda já tem seus discos lançados, todos recomendados sem medo por esse que vos escreve.


Black Tusk

Outro power trio, só que dessa vez norte-americano. O Black Tusk já gravou quatro álbuns, sendo os três últimos lançados pela renomada Earache Records. O som é um sludge bem na cara, pesado, com vocais urrados e muito groove, o que faz com a banda seja comparada aos primeiros anos do Mastodon.


Skeletonwitch

Banda surgida em Athens, Estados Unidos, em 2003. O quinteto faz um black/thrash muito potente, e já tem quatro discos na carreira – At One with the Shadows (2004), Beyond the Permafrost (2007), Breathing the Fire (2009) e Forever Abomination (2011). Recomendado para quem gosta de peso e melodia!


Black Sun Aeon

Banda finlandesa de death metal formada em 2008 e com três álbuns já lançados. O que difere o grupo é grande influência de Opeth e doom metal, que faz com que a sua música seja bastante emocional e um tanto perturbadora.


Hammers of Misfortune

Prog metal norte-americano com cinco trabalhos na bagagem. O Hammers of Misfortune lembra, em algumas passagens, o System of a Down, principalmente pelo timbre do vocalista John Cobertt. O melhor álbum dos caras é o terceiro, The Locust Years, lançado em 2006.


Orange Goblin

Já um tanto veterana, essa banda surgiu em Londres em 1995. O grupo já gravou seis discos, e em 2012 sairá o seu novo trabalho, intitulado A Eulogy for the Damned. Coisa fina pra quem curte stoner, com grandes riffs, peso e performance de primeira.


Electric Wizard

Outra banda inglesa, também já um pouco antiga, o Electric Wizard tem sete álbuns no mercado e faz um stoner doom de primeira. Som sujão, pesado, arrastado e perturbador.

Motörhead: você vai querer essa mochila, acredite

sexta-feira, novembro 18, 2011

Fãs do Motörhead, respirem fundo: Lemmy e companhia estão lançando um item pra lá de especial para as suas coleções. Batizada como Motör-bag, trata-se de uma mochila em edição limitada – apenas 4 mil cópias em todo o mundo – com um recheio pra lá de apetitoso. Dentro estão dois LPs duplos ao vivo com shows da atual turnê da banda, gravados em Nova York e Manchester. Além disso, o pacote vem com uma camiseta e um crachá da tour, mais um pedaço do pano de fundo usado pela banda nos shows, que foi separado em quatro mil pedaços diferentes.

E, pra acabar com qualquer fã, a Motör-bag tem também uma edição deluxe com todos esses itens, mais o DVD, CD e LP ao vivo The Wörld is Ours Vol 1: Everywhere Further Than Everywhere, gravado em 2011 com direção de Sam Dunn, o mesmo cara que fez os excelentes Metal: A Headbanger's Journey, Iron Maiden: Flight 666 e Rush: Beyond the Lighted Stage.


17 de nov de 2011

Enquete da semana: o melhor álbum de metal de 1992

quinta-feira, novembro 17, 2011

Essa enquete foi curiosa. Apesar de ter tido uma arrancada espetacular, abocanhando uma grande quantidade de votos, Vulgar Display of Power, do Pantera, acabou sendo ultrapassado por Dehumanizer, do Black Sabbath, o grande vencedor. Não sei se isso teve algo a ver com os acontecimentos da semana passada, quando o Sabbath anunciou o seu retorno com à formação original, mas o fato é que, para mim, o álbum do Pantera é bastante superior a Dehumanizer.

Dois outros discos se destacaram essa semana. Images and Words e Countdown to Extinction tiverem o mesmo número de votos, enquanto, entre os demais, o extremismo do Cannibal Corpse superou o crossover do Suicidal Tendencies, a pompa do Blind Guardian e o metal gótico do Paradise Lost.

Confira o resultado final e deixe a sua opinião nos comentários:

Black Sabbath – Dehumanizer – 32%
Pantera – Vulgar Display of Power - 23%
Dream Theater – Images and Words – 14%
Megadeth – Countdown to Extinction - 14%
Cannibal Corpse – Tomb of the Mutilated - 5%
Suicidal Tendencies – The Art of Rebellion – 4%
Blind Guardian – Somewhere Far Beyond – 4%
Paradise Lost – Shades of God – 2%
W.A.S.P. - The Crimson Idol – 1%
Obituary – The End Complete - 1%

The Devil's Blood: crítica de 'The Thousandfold Epicentre' (2011)

quinta-feira, novembro 17, 2011

Nota: 9

O Devil's Blood é um dos nomes mais interessantes do metal atual. A banda holandesa formada pelos irmãos Selim (guitarra, compositor e mente criativa por trás do grupo) e Farida Lemouchi (vocal, que atende pela alcunha de The Mouth of Satan) – o restante dos músicos, todos muito bons, são apenas coadjuvantes – conseguiu algo raro hoje em dia: criar uma sonoridade única, cheia de personalidade e pra lá de cativante.

O som do Devil's Blood tem três grandes fontes de inspiração: a psicodelia dos anos 60, o hard rock setentista e o ocultismo do heavy metal da década de 80. Unindo esses três elementos com sabedoria, a banda deu à luz a um novo som. The Thousandfold Epicentre, segundo trabalho do grupo, é um disco climático, às vezes esotérico, mas sempre com uma carga dramática intensa. Com composições excelentes, repletas de passagens acústicas e guitarras cheias de melodia, leva o ouvinte através de uma viagem espiritual através das sombras.


As letras exploram elementos do satanismo, cristianismo, hinduismo e filosofia gnóstica, convergendo em uma leitura bastante pessoal do culto a Satã. Esse aspecto é acentuado pelo impressionante visual da banda no palco, onde os músicos tocam cobertos de sangue e cercados por velas, crucifixos invertidos e coisas do gênero. A associação com outro fenômeno do metal atual, o Ghost, é inevitável, e as duas bandas, apesar de possuírem identidades próprias e bem definidas, estão mais próximas do que distantes.

Comparado à estreia The Time of No Time Evermore (2009), o novo disco soa um tanto diferente. Enquanto o debut impressionava principalmente pelas onipresentes melodias de guitarra que pareciam saídas de um disco perdido do Thin Lizzy, o novo álbum foca mais no psicodelismo. As melodias estão ali, mas como menos evidência. O forte de The Thousandfold Epicentre são as passagens mais atmosféricas, que ambientam a música do Devil's Blood em um terreno pouco explorado por outros grupos, e por isso mesmo tão especial.

Você que vive reclamando que não existem novas bandas interessantes no heavy metal, deixe a preguiça de lado e ouça o Devil's Blood. A banda é excelente, e seu segundo disco é um trabalho cheio de liberdade e imaginação.



Faixas:
  1. Unending Singularity
  2. On the Wings of Gloria
  3. Die the Death
  4. Within the Charnel House of Love
  5. Cruel Lover
  6. She
  7. The Thousandfold Epicentre
  8. Fire Burning
  9. Everlasting Saturnalia
  10. The Madness of Serpents
  11. Feverdance

Os 4 idiotas do mundo

quinta-feira, novembro 17, 2011


A Roadie Crew, principal revista de rock e heavy metal do Brasil, e onde eu tenho o prazer de colaborar de tempos em tempos com alguns textos, estreou há algumas semanas o seu novo site, com uma cara nova e muito mais conteúdo. Atualizado diariamente e contando com matérias exclusivas que não saíram nas edições impressas - ou que complementam matérias publicadas na versão em papel da RC -, o novo site da Roadie Crew é uma ótima dica pra quem, como nós, respira música 24 horas por dia.


Uma das seções mais legais do novo site da RC são os blogs escritos por alguns colaboradores. E foi lá que eu achei um texto muito legal, bem na linha do que a gente discute todos os dias aqui na Collector´s Room, escrito pelo amigo Tony Monteiro, e que reproduzo abaixo com a devida autorização do brother Ricardo Batalha.


Aumente o volume e boa leitura!




Existem quatro idiotas no mundo. Não se trata de uma estatística precisa, mas de uma estimativa. E eu, confesso, sou um deles... Nós fazemos parte daquela minoria de otários que, mesmo com todas as facilidades que a tecnologia e a ilegalidade nos permitem, ainda insistem em comprar discos originais.


Não há dúvida de que a indústria musical passou por uma revolução quase devastadora nos últimos anos. Com o advento do MP3, ficou praticamente impossível impedir que as pessoas troquem arquivos com áudio e vídeo gratuitamente e sem que o autor da obra veja um centavo por isso. Por um lado, isso trouxe um benefício ao público. Já que não havia mais como lucrar absurdamente com a venda de discos, as bandas tiveram que incrementar seus shows e o resultado está aí. Todo final de semana há um (ou vários) shows de bandas internacionais acontecendo em todas as partes do mundo. Por estes lados, apareceu desde gente que nunca tinha vindo ao Brasil, como John Fogerty, até os que não saem daqui, a exemplo do Deep Purple, tornando quase infinitas as opções para nós que gostamos de Rock.


Por outro lado, esse fenômeno faz com que os próprios músicos desanimem de gravar novos trabalhos – e, consequentemente, desanimem de compor. Butch Trucks, baterista do grande Allman Brothers, falou textualmente para este repórter em entrevista realizada há dois anos: "Eu nunca mais vou pisar em um estúdio de gravação na minha vida! Hoje as pessoas roubam a sua música. Você vai até um estúdio, paga Us$ 100 mil ou 200 mil para gravar um disco do jeito que você acha melhor e as pessoas simplesmente roubam..." Ou seja, esse "novo mundo" vai nos privar da música do Allman Brothers – e de tantos outros... – o que, de forma alguma, pode ser considerado algo positivo.




Mas, seja como for, a realidade é que os discos continuam saindo. E para alguns poucos (nós, os "idiotas" do título) não há MP3, Flac ou qualquer outra sigla misteriosa que substitua todo o ritual de receber um disco novo. A começar pela espera da entrega, já que hoje 90% das compras são feitas pela internet (também por "culpa" da tecnologia). Depois que ele chega, há todo um rito de se abrir a embalagem, cortar o plástico, colocar o disco (sem meter a mão "na parte que toca", peloamordedeus!!!) no CD player e ouvi-lo seguindo as letras e absorvendo cada detalhe do encarte. Quando falamos de vinil, então, a coisa se eleva a um patamar quase litúrgico!


E a satisfação de ver a sua coleção na estante, então? Já vi engraçadinho botando na internet a foto de um disco rígido de um tera com a legenda "Meu Acervo". Não sabe nada esse daí... A contemplação de sua coleção é algo que só quem passou parte da vida comprando seus discos favoritos sabe o valor que tem.


Mas o principal de tudo ainda reside na essência do negócio. Responda rápido, prezado leitor: você realmente consegue ouvir com prazer esses arquivos digitalizados em que o som é todo comprimido e um monte de freqüências se perde como num passe de mágica? Dá pra dizer sem medo de errar que o MP3 nivelou por baixo a produção musical. Então, de que adianta o produtor musical se empenhar de corpo e alma para a música soar como o artista deseja e para quê esse mesmo artista vai perder horas timbrando e escolhendo a melhor sonoridade para seu instrumento se um sujeito lá no fim dessa cadeia vai ouvir sua obra com uma qualidade risível (ou "chorável"...)? E o som do computador, então! Se tem algo que as Microsofts e Apples da vida ainda não conseguiram fazer direito é alto falante. Então, o sonzinho que já vem mascado num MP3 fica um radinho com pilha vencida quando ouvido no computador.


Difícil prever qual será o fim disso tudo. Se, por um lado, mais e mais pessoas se rendem às discutíveis facilidades tecnológicas, por outro, percebe-se que cada vez mais fãs de música estão voltando a consumi-la da forma como nunca deveria ter deixado de ser. E se você faz parte daqueles que ainda acha que o computador é o substituto perfeito para o aparelho de som, não esqueça de botar preço nos seus CDs e mandar um e-mail pra gente!

Down: Phil Anselmo e Jimmy Bower fazem novas tatuagens em São Paulo

quinta-feira, novembro 17, 2011

Aproveitando a passagem do Down pelo Brasil para tocar no SWU 2011 - onde a apresentação da banda foi considerada uma das melhores dessa edição do festival -, o vocalista Phil Anselmo (que começou a carreira em um grupo pouco conhecido chamado Pantera) e o baterista Jimmy Bower aumentaram as suas coleções de tattoos com novos desenhos de Roger Marx, do Estúdio Nimbus.

Assista os vídeos acima, com destaque para a trilha de fundo - o primeiro disco do Ghost a todo volume!

16 de nov de 2011

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