2 de mar de 2012

Resultado da promoção Hellion Records e Collector´s Room “Você se Imagina sem Tarja Turunen?”

sexta-feira, março 02, 2012


A Hellion Records e a Collector's Room encerraram a promoção da Tarja Turunen na última quarta-feira, dia 29/02, e agora vamos divulgar as repostas.


Para participar, era necessário curtir a página da Hellion e da Collector´s Room no Facebook e responder a pergunta: “O QUE SERIA DA MÚSICA SEM TARJA TURUNEN?”.


As melhores respostas vão ganhar um super kit com:


1 CD Wishmaster (com faixas bônus), do Nightwish
1 CD Oceanborn (com faixas bônus), do Nightwish 
1 CD Over the Hills and Far Away (com faixas bônus), do Nightwish 
1 CD Tarja Turunen & Harus 
1 DVD Tarja Turunen & Harus 


As respostas foram avaliadas por uma comissão julgadora formada pela Hellion Records e pela Collectors Room, que avaliou os critérios criatividade e autenticidade.


Estas são as respostas ganhadoras:


L. Soares 


“Muito provavelmente ainda teríamos fronteiras, não só entre o erudito e o heavy metal, mas talvez até com o pop. Ela conseguiu levar os admiradores das divas mainstream do pop à diversidade do heavy metal e seus subgêneros e ao encanto ímpar da musica clássica. Assim, ao mesmo tempo que escuto Adele, tambem compro álbuns do Sodom e Black Sabbath e admiro as Quatro Estações de Vivaldi. Tarja acabou com uma parcela do preconceito na música, e ela sabe disso."


Cássio Martins 


“Música sem Tarja Turunen é Asgard sem Valhalla, é Egito sem o Nilo, é Aphrodite sem libido, é catedral sem vitrais, é sereia em voto de silêncio. Tudo ainda existiria, mas não seria o mesmo, não com a mesma beleza e magnificência.”


Priscilla Santos


“Tarja Turunen hoje no cenário musical é um dos ícones mais importantes no mundo do metal, uma referência como cantora e inovadora no estilo.Sem sua versatilidade, presença de palco, paixão pela música e emoção ao cantar estaríamos presos em uma realidade composta de 'mais do mesmo', um presente sem o brilho e o encanto de sua voz.”


Roger Souza


“Simplesmente seria como a vida sem música: um erro.”


Sidney Felix


“A música sem Tarja Turunen seria como ver um oceano sem seres aquáticos, que dão magia e beleza ao paraíso que é o oceano, por dentro. Graças a Tarja, o symphonyc metal é tão bem visto e repeitado pela mídia, que abriu portas a muitas outras bandas do mesmo gênero. Resumindo, a música sem a Tarja não seria vista como é hoje em dia, completamente abençoada!” 


Os ganhadores tem 3 (três) dias para entrar em contato com a Hellion Records através do e-mail promo.hellion@hellionrecords.com usando o mesmo e-mail utilizado para participar.

Rage: crítica do álbum '21' (2012)

sexta-feira, março 02, 2012

Nota: 8,5

A carreira do Rage pode ser dividida em dois períodos distintos: antes e depois da entrada de Victor Smolski. O guitarrista russo mudou completamente a sonoridade do grupo fundado pelo baixista e vocalista Peter 'Peavy' Wagner em 1984. Quando Victor ingressou na banda, em 1999, o Rage ganhou não apenas mais um integrante, mas sim um músico excepcional que influenciou profundamente o direcionamento musical do grupo.

21, novo álbum dos alemães, é mais um capítulo da parceria vitoriosa entre Smolski e Peavy, e inscreve-se entre os melhores discos da banda. O álbum traz um Rage mais heavy metal e menos pomposo. Não há no trabalho nenhum elemento de música clássica (com exceção da introdução “House Wins”), característica presente em diversos momentos da carreira do grupo e que gerou álbuns excelentes como Black in Mind (1995), Lingua Mortis (1996) e Speak of the Dead (2006). O que predomina é um heavy metal atual, pesado e intrincado na medida certa. As composições são de muito bom gosto, e contam com as tradicionais linhas vocais e refrões cativantes criados por Peavy. Pessoalmente, sentia o Rage um pouco repetitivo nos últimos anos, principalmente no último álbum, Strings to a Web (2010). Essa sensação desapareceu completamente após a audição de 21.

É facilmente perceptível a maior agressividade das faixas. Peavy chega a cantar de forma gutural em “Serial Killer”, por exemplo, uma das grandes surpresas, e também uma das melhores faixas do disco. É evidente a coesão exibida pela banda, o que faz de 21 o melhor trabalho com o baterista André Hilgers.

Mas a grande estrela é Victor Smolski. Seja nos excepcionais solos ou nas bases criativas e inusitadas, o guitarrista demonstra, mais uma vez, que é um músico fenomenal. Desde sua entrada, o Rage afastou-se do power metal que levou o grupo à fama na década de noventa e desenvolveu uma sonoridade particular, que mescla elementos do power, thrash metal e hard rock. Atualmente, ninguém faz o tipo de música que o Rage faz, e isso é um tremendo elogio para uma banda com quase trinta anos de estrada e que soube se reinventar de maneira brilhante.

Um grande trabalho, que soa inovador sem sair do terreno já conhecido dos fãs.

Altamente recomendável!


Faixas:
  1. House Wins
  2. Twenty One
  3. Forever Dead
  4. Feel My Pain
  5. Serial Killer
  6. Psycho Terror
  7. Destiny
  8. Death Romantic
  9. Black and White
  10. Concrete Wall
  11. Eternally

H.E.A.T.: novo álbum ganha edição nacional via Hellion Records

sexta-feira, março 02, 2012


(press-release)

O aguardado novo álbum da banda sueca H.E.A.T. ganhará edição nacional em mais um lançamento exclusivo da Hellion Records. Address the Nation, terceiro disco do grupo, sairá no final de março na Europa e em seguida chegará às lojas de todo o Brasil.

O álbum marca a estreia do vocalista Erik Grönwall, vencedor da edição de 2009 do programa Ídolos sueco, como frontman do grupo, substituindo Kenny Leckremo.



A recepção da imprensa especializada a Address the Nation está sendo ótima. A respeitada revista inglesa Classic Rock Magazine deu nota 9 para o álbum, classificando como um disco brilhante. O primeiro single do trabalho, “Living on the Run”, foi divulgado no início de fevereiro, e agradou em cheio os fãs.

2012 será um grande ano para o hard rock e o heavy metal, e os principais lançamentos chegarão até você através da Hellion Records!



1 de mar de 2012

As Novas Caras do Metal – Parte 7: ele está mais vivo do que nunca, e vai pegar você!

quinta-feira, março 01, 2012


Nesta nova edição de nossa série sobre as novas bandas de heavy metal que andam fazendo um som legal que vale a pena conhecer, vamos do metal extremo ao mais tradicional, dando uma passadinha também no lado mais experimental e inovador da música pesada.

Acomode-se na cadeira, aumente o volume, ouça os sons e conte pra gente de quais bandas você mais curtiu!

Enforcer

Desde que iniciei esta série de posts sobre as novas e promissoras bandas de heavy metal, o retorno tem sido muito positivo, com várias sugestões de grupos. Um dos mais citados são esses suecos, que estão na estrada desde 2004 e já lançaram dois discos. O som é bem tradicional, com pitadas de speed. Indicado para quem adora vestir colete jeans e tênis de cano alto!





Skindred

Se você não é muito aberto a experimentações dentro do heavy metal, fique longe do Skindred. Este grupo inglês surgido em 1998 já lançou quatro álbuns e se auto-define como “ragga punk metal”. O som tem influência da cena new metal, principalmente do Korn, porém com uma dose bem maior de melodia, além de muito groove. 





Daath

Estes norte-americanos já são um tanto veteranos, pois estão na estrada desde 2001. Os quatro álbuns do grupo trazem um death metal com bastante melodia e peso na linha do In Flames, e que tem aberto várias portas para o quinteto.
 



Elimination

Essa banda inglesa surgiu em 2005. O som é thrash metal com uma pegada do metal clássico britânico, o que dá ao som dos caras uma cara única. O último disco dos caras, The Blood of Titans, foi lançado em 2011 e é uma espécie de elo perdido entre o thrash e a NWOBHM.





Oddland

Banda turca que lançará o seu primeiro álbum, The Treachery of Senses, em abril pela Century Media. Os caras se dizem influenciados pelo Opeth, Katatonia, Devin Townsend, Pain of Salvation, Tool, Meshuggah e King Crimson – ou seja, a história aqui é metal com com elementos progressivos. Andamentos pouco usuais, composições com estruturas fora dos padrões, essas coisas. Se a sua praia é o prog metal, eis aqui um nome pra ficar de olho.





Beneath the Massacre

Death metal canadense com duas características dominantes: brutalidade e técnica. O som é pesadíssimo e conta com passagens pra lá de intrincadas. O novo álbum dos caras, Incongruous, acaba de sair e vem recebendo críticas bastante positivas.





Tacoma Narrows Bridge Disaster

Banda londrina com dois discos na bagagem, Collapse (2009) e Exegesis (2012). O som une elementos do heavy metal, progressivo e rock alternativo. A Metal Hammer classificou os caras como “post metal”, enquanto alguns sites definem o grupo como “atmospheric sludge metal”. Como curiosidade, vale citar que o nome da banda faz alusão ao famoso desastre da ponte Tacoma, que em novembro de 1940 caiu após ser balançada insistentemente por fortes rajadas de vento.





Nekromantheon

Banda de thrash metal norueguesa surgida em 2005. O som tem uma cara bem anos oitenta e um aspecto sujo, seguindo a tradição dos grupos de black metal que colocaram a Noruega no mapa do metal. Indicado para quem curte um thrash direto e sem muitas firulas.





Dead to This World

Banda do vocalista e guitarrista Iscariah, ex-Immortal. Black metal old school, com um certo que de Venom e algumas pitadas thrash. O som é orgânico, contrastando com a superprodução que reina no black mainstream atual, cujo maior expoente é o Dimmu Borgir. Vale o play!





Dyscarnate

Considerado o nome mais promissor do atual death metal britânico, o Dyscarnate acabou de lançar o seu segundo disco, And So It Came to Pass. O trio é bastante influenciado pelo Behemoth, aplicando os ensinamentos de Nergal para tornar a sua música cada vez mais agressiva e, em certas passagens, bastante complexa.

Enquete da semana: o melhor álbum de metal de 2001

quinta-feira, março 01, 2012

Enquete interessante essa. O resultado final comprova a intensa renovação que o heavy metal atravessava no início dos anos 2000. Nomes como System of a Down, Rammstein, Ark, Opeth e outros estavam virando o gênero de cabeça para baixo e conquistando legiões de novos fãs.

Toxicity, considerado por muitos como o melhor disco do System of a Down, ficou com a primeira posição com certa vantagem. A briga pelo segundo posto foi boa até o final, com Savatage, Rammstein, Ark, Dimmu Borgir e Angra se engalfinhando. Pessoalmente, o meu preferido entre todos esses discos é o The Metal Opera, do Avantasia, que considero um clássico.

Confira abaixo o resultado e deixe o seu comentário:

System of a Down – Toxicity – 36%
Savatage – Poets and Madmen – 27%
Rammstein – Mutter – 25%
Ark – Burn the Sun – 24%
Dimmu Borgir – Puritanical Euphoric Misanthropia - 23%
Angra – Rebirth – 22%
Avantasia – The Metal Opera – 20%
Opeth – Blackwater Park - 19%
My Dying Bride – The Dreadful Hours - 19%
Kreator – Violent Revolution - 18%
Enslaved – Monumension – 15%
Iced Earth – Horror Show – 14%
Kamelot – Karma – 14%
Tool – Lateralus - 14%
Evergrey – In Search of Truth - 13%
Destruction – The Antichrist – 9%
Sodom – M-16 - 7%
Edguy – Mandrake – 7%
Soilwork – A Predator's Portrait - 7%
Gamma Ray – No World Order - 5%
Crowbar – Sonic Excess in Its Purest Form – 4%
Neurosis – A Sun That Never Sets - 4%
Emperor – Prometheus – 3%
Entombed – Morning Star - 3%
Godflesh – Hymns - 1%

Noel Gallagher: confirmados dois shows no Brasil

quinta-feira, março 01, 2012

O vocalista e guitarrista Noel Gallagher virá ao Brasil para dois shows. As primeiras apresentações solo do ex-integrante do Oasis em nosso país acontecerão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ainda não foram divulgados os valores dos ingressos.

Confira as datas e locais dos shows de Noel no Brasil:

02/05 – São Paulo – Espaço das Américas
03/05 – Rio de Janeiro – Vivo Rio

Primal Rock Rebellion: Hellion Records lança álbum de estreia no Brasil

quinta-feira, março 01, 2012


(press-release)

O Primal Rock Rebellion é o novo projeto do guitarrista Adrian Smith, do Iron Maiden, ao lado do vocalista Mikee Goodman, do SikTh. O disco de estreia da dupla, Awoken Broken, será lançado no Brasil pela Hellion Records.

Com um heavy metal moderno, pesado e vigoroso, o debut do Primal Rock Rebellion mostra uma nova faceta de Adrian Smith, com as guitarras soando modernas e atuais em um trabalho bastante diferente daquele que Smith executa no Iron Maiden. Os vocais de Goodman, cheios de personalidade, dão uma característica única ao álbum, que tem recebido ótimas críticas da imprensa especializada em todo o mundo.

Awoken Broken chegará às lojas brasileiras no início de abril e é um item de colecionador não apenas para os fãs do Iron Maiden, mas para quem acompanha a evolução e o desenvolvimento do heavy metal.

2012 será um ano ótimo para o hard rock e o heavy metal, e os principais lançamentos chegarão até você através da Hellion Records!

As matérias mais acessadas na Collector´s em fevereiro

29 de fev de 2012

Os 40 melhores álbuns de death metal de todos os tempos

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

A revista inglesa Terrorizer publicou em 2006 um grande especial sobre o death metal. As edições 148, 149, 150 e 151 da publicação trouxeram uma extensa matéria sobre a história do gênero, culminando com uma lista com aqueles que seriam, de acordo com a equipe da revista, os quarenta melhores álbuns de death metal da história.

Confira abaixo as escolhas da Terrorizer, e deixe o seu comentário sobre elas:

  1. Morbid Angel – Altars of Madness
  2. Deicide – Deicide
  3. Entombed – Left Hand Path
  4. Death – Leprosy
  5. Carcass – Necroticism: Descanting the Insalubrious
  6. Suffocation – Effigy of the Forgotten
  7. Obituary – Slowly We Rot
  8. Morbid Angel – Blessed are the Sick
  9. Autopsy – Mental Funeral
  10. Atheist – Unquestionable Presence
  11. Repulsion – Horrified
  12. Cannibal Corpse – Tomb of the Mutilated
  13. Death – Human
  14. Nile – Amongst the Catacombs of Nephren-Ka
  15. At the Gates – Slaughter of the Soul
  16. Sepultura – Arise
  17. Bolt Thrower – Realm of Chaos
  18. Carcass – Symphonies of Sickness
  19. Massacre – From Beyond
  20. Dismember – Like an Everflowing Stream
  21. Nile – Black Seeds of Vengeance
  22. Sepultura – Beneath the Remains
  23. Carcass – Heartwork
  24. Pestilence – Testimony of the Ancients
  25. Cynic – Focus
  26. Cryptopsy – None So Vile
  27. Cancer – Death Shall Rise
  28. Carnage – Dark Recollections
  29. Obituary – Cause of Death
  30. Death – Scream Bloody Gore
  31. Napalm Death - Harmony Corruption
  32. Bolt Thrower – Warmaster
  33. Vader – De Profundis
  34. Entombed – Clandestine
  35. Malevolent Creation – Retribution
  36. Death – Symbolic
  37. Darkthrone – Soulside Journey
  38. Gorguts – Obscura
  39. Nocturnus – The Key
  40. Immolation – Failures For Gods

Mikael Akerfeldt, líder do Opeth, fala da sua paixão pelos discos de vinil

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Tradução de Ricardo Seelig
(matéria publicada originalmente na Metal Hammer 228, de março de 2012)

LP. Long play. Vinil. Acetato. Bolacha. O ouro negro! Ok, este último pode parecer fora de contexto, mas é como eu vejo os meus discos. Eu prefiro tropeçar em uma pilha de vinis dos anos setenta do que ter um poço de petróleo em minha casa. Eu sou doente, caras! Apaixonado. Apaixonado pelos discos. Compartilho esse amor com um monte de pessoas, então ele é um amor promíscuo. São muitos caras como eu, apaixonados pelos seus discos, em todo o mundo. Alguns LPs ficam com a gente a vida toda, enquanto outros são descartados só para, mais pra frente, nos arrependermos de não termos mais tal título em nossas coleções.

O meu amor pelos discos de vinil surgiu, é claro, por causa da música, mas eu tenho uma paixão imensa pelo formato em si. Amo a forma dos discos. Amo a sua superfície negra brilhante. Amo os números de catálogos estampados na ranhura dos LPs. Amo como posso “ver” as partes mais agitadas e as mais calmas apenas olhando para o vinil. Amo os selos, até mesmo aqueles que, depois de anos de uso, exibem as marcas do tempo. Amo as capas e, principalmente, o tamanho das artes. Gatefolds, singles, laminadas, com texturas ou sem, não importa. Eu amo as marcas que elas exibem com o passar dos anos. Amo os encartes e as artes personalizadas de cada gravadora. E amo, principalmente, a magia que sinto quando um disco antigo, ainda lacrado, chega até as minhas mãos. É como sexo ou uma ótima refeição acompanhada de uma cerveja gelada em um dia quente.

E eu amo, é claro, o som. Todo mundo questiona se o som do vinil é melhor que o do CD. Vamos acabar com essa discussão aqui e agora: sim, é melhor! E garotada, não mencionem, não me falem em MP3 e afins. Mantenham essas porcarias longe de mim!

A qualidade de som do vinil depende de uma série de fatores. A prensagem, o material com que o disco foi feito e o aparelho onde ele é tocado. Discos antigos, como os vinis originais dos Beatles, podem parecer detonados e ainda soar de maneira perfeita. Os mais novos, especialmente os lançados no final dos anos 80 e durante os anos 90, podem ter a aparência de novos e um som terrível. Dito isso, eu não compro apenas discos antigos em ótimas condições, como a maioria ds pessoas que colecionam vinis. Quero os meus LPs para ouvir, e não apenas para olhar, então eles tem que, antes de tudo, soar bem.

De qualquer forma, o vinil soa mais quente, mais delicado, mais dinâmico e melhor que qualquer outro formato. Então eu sou um velhote? Mas é claro! Tenho problemas com as novas tecnologias do mundo da música? Sem dúvida! Você pode colocar a sua coleção inteira dentro do seu telefone, levá-la para onde você quiser. Se pode fazer isso, então porque reservaria um enorme espaço em sua casa para guardar os seus discos? Eu teria várias respostas para essa pergunta, mas a mais importante é o meu respeito pela música. Eu investi tempo em meus discos, e a recompensa é gigantesca. Quanto você senta confortavelmente e ouve os dois lados de um LP com uma cerveja na mão e usando os seus fones de ouvido, garanto que você terá uma experiência muito mais gratificante do que qualquer outra. Você não pode pular as faixas, você não pode passar para frente trechos que não curte. Você é forçado a transitar pelo disco como um todo, da maneira como os criadores daquele álbum imaginaram, e é isso que faz um LP ser uma experiência única.

Coloque o Sabbath Bloody Sabbath e deixe rolar. Ele irritou você? Te deixou inquieto? Então você é um escravo da sociedade moderna e está perseguindo o seu próprio fim.

Relaxe. Acomode-se. Dê tempo para a música. Vale a pena.

Entrevista exclusiva: Against Tolerance

quarta-feira, fevereiro 29, 2012


Bati um papo com Decio Thomas, vocalista e guitarrista da banda paulista Against Tolerance, uma das mais originais da atual cena metal brasileira. Confira a nossa conversa, e aproveite também para conhecer o som do grupo, pois vale muito a pena.


Pra começar, como a banda surgiu?


A banda surgiu em 2008, com uma proposta de fazer um som diferente e com uma abordagem política consistente. Nunca foi nosso objetivo falar coisa óbvias do estilo “o sistema é corrupto”, “os que tem menos sofrem”. Isso é um tipo de mensagem que não diz nada e, se diz, é muito pouco. Tentamos elaborar em nossas letras maneiras diferentes das pessoas adquirirem um pensamento crítico.


O nome do grupo tem algum significado específico?


Sim. Apesar de parecer um nome "neonazi” à primeira vista, não é nada disso. Pensamos que a categoria tolerância é inadequada para se julgar criticamente a realidade. Em outras palavras, uma mulher quer ser tolerada? Não. Ela quer ter os mesmos direitos, mesmas oportunidades, etc. É nesse sentido que somos contra a tolerância.


Essa formação está junta há quanto tempo? 


Há dois anos e alguns meses, e é a única formação que a banda teve até hoje!


Quando vocês começaram a tocar juntos, que tipo de som queriam fazer? 


Um som que misturasse tudo com metal. Claro, lixos como axé, lambada ou sertanejo universitário não entram na equação. Mas somos abertos a diversos tipos de influências além do metal.


Então, quais são as principais influências do Against Tolerance? 


Vou citar algumas: Led Zeppelin, Miles Davis, Alban Berg, Schoenberg, Beethoven, Radiohead, NOFX, Dream Theather, Van Halen, Killswitch Engage, Marduk, Dave Brubeck, Behemoth, As I Lay Dying, Blind Witness, Tom Jobim, Unearth, The Black Dahlia Murder, Between the Buried and Me, Opeth, entre muitas outras.


O que chama a atenção em Undefined é a avalanche de referências sonoras, uma música que transita sem cerimônia pelos mais variados gêneros do metal. Como surgiu esse direcionamento? 


Na verdade foi completamente intencional. Como disse, tentamos misturar tudo que achamos interessante. Nunca quisermos fazer um som que fosse óbvio. Aliás, nosso próximo álbum terá a mesmo direcionamento.


Gostei do álbum, mas os diferentes caminhos sonoros seguidos em cada faixa me passaram a sensação de que o Against Tolerance ainda não tem uma identidade definida. Como você definiria o som da banda? 


Acho complicado questionar a identidade. Algumas pessoas nos falaram que somos indefiníveis, sem uma personalidade própria. Outras já disseram justamente por misturarmos muitas coisas, temos uma personalidade única. Com respeito a isso, não pensamos em “como construir uma identidade própria”, mas sim como fazer um tipo de música que nos agrade. Dessa maneira, gostamos de definir o som da banda como metal / experimental. 


Algumas faixas de Undefined trazem vocais limpos contrastando com o gutural. Vocês pretendem explorar mais essa característica no futuro?


Com certeza. Isso sempre nos acompanhará.


A produção de Andria Busic deixou o disco muito pesado e com uma cara bem atual. Porque vocês optaram por produzir o álbum com ele? E qual foi a contribuição de Andria para o álbum? 


O Andria nos foi apresentado pelo Ivan Busic, irmão dele. O processo de gravação foi muito bom e tranquilo, sem pressões - o que refletiu no resultado final. Com certeza, sem esse ambiente e a ajuda do Andria, não teríamos conseguido deixar o álbum como está. Não posso deixar de citar aqui, uma vez que estamos falando sobre a gravação, do trabalho do Heros Trench, do Korzus, que fez um trabalho sensacional na mixagem e na masterização. 




A capa de Undefined foi feita por Gustavo Sazes, artista brasileiro respeitado em todo o mundo. O que ela significa? 


Essa pergunta não responderemos! Lendo as letras o sentido da capa será descoberto. Deixamos aqui uma interrogação.


Chama a atenção o fato de que o disco foi lançado pela Laser Company, que todos nós sabemos ser um dos selos mais fortes do mercado metal brasileiro. Eles foram até vocês? Como se deu isso? 


A Laser nos ajudou pois, ao apresentarmos o trabalho a eles com uma proposta diferente, eles acharam muito interessante a proposta e decidiram investir na banda. Estamos muito felizes com essa parceria e esperamos que ela se estenda para o próximo álbum também.


Como tem sido a recepção do álbum? 


Tanto por parte do público quanto por parte da crítica, está sendo muito boa. Estamos bem contentes com o resultado! 


Há planos de uma turnê pelo Brasil promovendo Undefined? E no exterior, como estão as coisas? O disco chegou a sair lá fora? 


No Brasil estamos toda hora tentando tocar em várias partes do país, mas dependemos também de contratantes. Temos planos para tocar em outras regiões também. Quanto ao exterior, nós tivemos (e continuamos tendo) uma boa recepção, mas não conseguimos ainda nenhuma gravadora interessada em levar o disco para fora. 


O que você tem ouvido atualmente? 


Estou ouvindo alguns compositores contemporâneos de música clássica, como Penderecki, Karlheinz Stockenhausen e Georg Ligeti. Também estou ouvindo bastante Between The Buried And Me e algumas coisas variadas de jazz. 


Se vocês pudessem escolher uma banda para dividir o palco com o Against Tolerance, qual seria? 


Muitas! Mas Killswitch Engage,As I Lay Dying e Metallica com certeza. 


Pra onde irá o som do Against Tolerance no futuro? Já há planos de um novo álbum? 


Já temos planos para o novo álbum com algumas composições já encaminhadas. Com certeza o álbum será diferente desse primeiro, expandindo para muitos outros lugares, mas sem perder peso e agressividade. 


Obrigado pelo papo, e sucesso para a banda. 


Gostaria de agradecer pelo espaço e oportunidade! Quem quiser baixar e conhecer nosso som: www.againsttolerance.com

28 de fev de 2012

Europe: novo álbum ganha edição nacional via Hellion Records

terça-feira, fevereiro 28, 2012

(press-release)

A Hellion Records irá lançar o novo álbum do Europe, Bag of Bones, no Brasil. O nono disco do grupo sueco sairá em todo o mundo dia 27 de abril, e logo em seguida estará disponível nas lojas brasileiras

Bag of Bones foi produzido pelo renomado Kevin Shirley (Iron Maiden, Black Country Communion, Joe Bonamassa) e terá dez faixas. Ele sucece o aclamado Last Look At Eden, de 2009, e será o quarto álbum de estúdio desde que o grupo retomou as suas atividades.

Segundo a banda, as novas composições têm uma pegada rock bastante pesada, fato comprovado pela inédita “Doghouse”, executada nos shows da última tour e presente no DVD Live at Shepherd's Bush, lançado em 2011.


Confira abaixo o tracklist completo de Bag of Bones:

  1. Riches to Rags
  2. Not Supposed to Sing the Blues
  3. Firebox
  4. Bag of Bones
  5. Requiem
  6. My Woman My Friend
  7. Demon Head
  8. Drink and a Smile
  9. Doghouse
  10. Mercy You Mercy Me
  11. Bring It All Home

2012 será um grande ano para o hard rock e o heavy metal, e os principais lançamentos chegarão até você através da Hellion Records!

Primal Rock Rebellion: crítica de 'Awoken Broken' (2012)

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Nota: 8,5

O Primal Rock Rebellion é um projeto formado por Adrian Smith, guitarrista do Iron Maiden, e Mikee Goodman, vocalista do SikTh. Awoken Broken, disco de estreia da banda, foi produzido pela dupla e acaba de chegar às lojas. Além das guitarras, Adrian assumiu também o baixo, enquanto a bateria conta com Dan Foord, parceiro de Goodman no SikTh.

Awoken Broken é um disco ousado. Pra começo de conversa, não há nada em sua sonoridade que remeta ao Iron Maiden. Aliás, vale dizer que o som do Primal Rock Rebellion está à milhas de distância da banda de Steve Harris. O que se ouve em suas doze faixas é um heavy metal bastante moderno e inovador. Adrian Smith mostra que, do alto de seus 55 anos de idade, está antenadíssimo com o que anda rolando no heavy metal atual. O álbum é pesado, com muito groove. O trabalho de guitarra é excelente, com Adrian explorando possibilidades que, muitas vezes, irão surpreender os ouvintes.

Do outro lado da moeda, Mikee Goodman entrega vocalizações que, em um primeiro momento, podem causar uma certa estranheza. Dono de um timbre bastante similar ao de Jonathan Davis, do Korn, Mikee de destaca justamente por não seguir o que se espera de um vocalista de heavy metal. Sua performance, extremamente teatral, é repleta de passagens excêntrica que, na maioria das vezes, desembocam em refrões repletos de melodia e com um pé no hard rock.


O momento em que este contraste entre os mundos de Adrian Smith e Mikee Goodman fica claro de maneira indiscutível acontece em “Savage World”, uma faixa em que a introdução cheia de melodia criada pela guitarra de Adrian aponta para um caminho, até as linhas vocais de Goodman surgirem e mudarem totalmente o percurso.

Com absoluta certeza, os fãs mais tradicionais do Iron Maiden terão, em um primeiro momento, um choque com o álbum. Mas, ao ouvir o disco algumas vezes, a recompensa vale a pena, pois Awoken Broken revela-se um álbum excelente, com grandes composições como “No Place Like Home”, “I See Lights”, “Tortured Tone” (a minha preferida), “White Sheet Robes”, a pesadíssima faixa-título, “Search for Bliss” e a balada “Mirror and the Moon”, que fecha o play.

Awoken Broken é um trabalho bastante inovador e com doses generosas de experimentalismo. Nele, Adrian Smith demonstra que seu universo artístico não se resume apenas ao Iron Maiden - pelo contrário, é muito maior do que os caminhos que a banda lhe permite explorar. Em Mike Goodman ele encontrou não apenas o parceiro perfeito para essa aventura, mas também um vocalista com personalidade forte que acrescentou muito ao resultado final do Primal Rock Rebellion.

Indiscutivelmente, um grande disco!


Faixas:
  1. No Friendly Neighbour
  2. No Place Like Home
  3. I See Lights
  4. Bright as a Fire
  5. Savage World
  6. Tortured Tone
  7. White Sheet Robes
  8. As Tears Come Falling From the Sky
  9. Awoken Broken
  10. Search for Bliss
  11. Snake Ladders
  12. Mirror and the Moon

Os 50 piores discos lançados pelas grandes bandas

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Em mais uma de suas listas, a revista inglesa Classic Rock publicou em sua edição 168, de fevereiro de 2012, uma seleção com aqueles que seriam, na opinião da equipe da revista, os cinquenta piores discos lançados por grandes artistas.

Participaram da escolha os jornalistas Geoff Barton, Eddie Clamp, Malcolm Dome, Dave Everley, Jerry Ewing, Rob Hughes e Ben Mitchell. Como toque final, a publicação classificou os discos em seis categorias: Álbuns Conceituais Criminosos, Reincidentes, Novos Direcionamentos Musicais, Álbuns Solo Auto-Indulgentes, Novas Formações e Discos Podres de Ruins.

Como a lista traz álbuns lançados por bandas que contam com legiões de fãs apaixonados, ela certamente causará discussão.

Então, vamos aos 50 piores discos lançados pelas grandes bandas, segundo a Classic Rock:

  1. Kiss – (Music From) The Elder (1981)
  2. Billy Idol – Cyberpunk (1993)
  3. Jon Anderson – Olias of Sunhillow (1976)
  4. Vários – Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band (1978)
  5. David Bowie – Tonight (1984)
  6. David Bowie – Never Let Me Down (1984)
  7. Tin Machine – Tin Machine II (1991)
  8. Neil Young – Trans (1982)
  9. Neil Young – Everybody's Rockin' (1983)
  10. Neil Young – Landing on Water (1986)
  11. Bob Dylan – Dylan (1973)
  12. Bob Dylan – Saved (1980)
  13. Bob Dylan – Dylan and The Dead (1989)
  14. Queen – Hot Space (1982)
  15. ELP – Love Beach (1978)
  16. The Clash – Cut the Crap (1985)
  17. Michael Bolton – Soul Provider (1989)
  18. T. Rex – Zinc Alloy … (1974)
  19. Killing Joke – Outside the Gate (1988)
  20. Mötley Crüe – Generation Swine (1997)
  21. Rod Stewart – Best Wishes (1983)
  22. Captain Beefheart – Bluejeans & Moonbeams (1974)
  23. Def Leppard – X (2002)
  24. Keith Moon – Two Sides of the Moon (1975)
  25. Mick Jagger – Primitive Cool (1987)
  26. Gene Simmons – Asshole (2004)
  27. George Harrison – Gone Troppo (1982)
  28. The Velvet Underground – Squeeze (1973)
  29. Van Halen – Van Halen III (1998)
  30. Iron Maiden – The X Factor (1995)
  31. Black Sabbath – Born Again (1983)
  32. Genesis – Calling All Stations (1997)
  33. The Doors – Other Voices (1971)
  34. Rolling Stones – Dirty Work (1986)
  35. Aerosmith – Just Push Play (2001)
  36. AC/DC – Fly on the Wall (1985)
  37. Crosby, Stills & Nash – Live It Up (1990)
  38. Deep Purple – The House of Blue Light (1987)
  39. The Who – It's Hard (1981)
  40. Creedence Clearwater Revival – Mardi Gras (1972)
  41. Fleetowood Mac – Time (1975)
  42. The Byrds – Byrdmaniax (1971)
  43. Jimi Hendrix – Crash Landing (1975)
  44. Ozzy Osbourne – Under Cover (2005)
  45. Guns N' Roses – The Spaghetti Incident (1993)
  46. Bon Jovi – This Left Feels Right (2003)
  47. Scott Weiland – The Most Wonderful Time of the Year (2011)
  48. Metallica – St Anger (2003)
  49. Lou Reed & Metallica – Lulu (2011)
  50. Lou Reed – Metal Machine Music (1975)

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