A
biografia de Dave Grohl, Nada a Perder, acaba de ganhar edição
nacional pela editora Ideal. O livro tem mais de 200 páginas e traz
11 capítulos organizados em forma cronológica, além da discografia
e videografia do líder do Foo Fighters.
O
tradicional Golden Gods Awards, respeitada premiação promovida pela
revista inglesa Metal Hammer, divulgou os indicados da sua edição
de 2012. São diversas categorias, a grande maioria aberta aos votos
dos leitores – apenas algumas são escolhas exclusivas dos
redatores da revista. As bandas indicadas formam um interessante panorama do que de mais relevante aconteceu no heavy metal no último ano.
Enslaved,
oitavo álbum do Soulfly, acentua o direcionamento que a banda de Max
Cavalera vem seguindo nos últimos anos, aproximando-se cada vez mais
não só do thrash metal, mas também do death – além de alguns
flertes com o black metal. Não há nem sombra do experimentalismo
dos primeiros álbuns, que traziam efeitos eletrônicos e coisas do
gênero.
Ao
lado de Max estão o parceiro Mark Rizzo nas guitarras e os
estreantes Tony Campos (Static-X, Asesino) e o baterista David
Kinkade (Borknagar), constituindo uma das formações mais
consistentes nos 15 anos de história do grupo. Além disso, Enslaved
conta com as participações especiais de Travis Ryan (vocalista do
Cattle Decapitation) em “World Scum”, Dez Farfara (vocalista do
Coal Chamber e do DevilDriver) em “Redemption of Man by God” e
dos filhos de Max – Richie, Zyon e Igor Jr. - em “Revengeance”.
Produzido
por Chris “Zeuss” Harris (3 Inches of Blood, Chiamaira, Shadows
Fall) e pelo próprio Max Cavalera, Enslaved é um disco
incrível. As composições são excelentes, fortíssimas. Nelas, o
guitarrista e vocalista conduz a banda por uma sonoridade que pode
ser definida como uma espécie de thrash metal contemporâneo, com
muita agressividade e peso. Em certas passagens, a banda, como
mencionado antes, faz uso de elementos ainda mais extremos, inserindo
características do death e até mesmo do black metal – como blast
beats, por exemplo -, deixando o seu som ainda mais poderoso. Há uma
boa dose de melodia na parte instrumental, que, aliada ao peso e à
agressividade da performance como um todo, torna as faixas muito
fortes e cativantes.
David
Kinkade deu uma declaração onde afirmou que Enslaved soava
como se Arise tivesse
sido turbinado com doses de crack. A afirmação faz sentido. As
músicas soam como se Max tivesse dado sequência ao clássico do
Sepultura. A consistência e a qualidade das composições
impressionam, bombardeando o ouvinte com uma sequência de faixas que
batem no peito e fazem qualquer headbanger bater cabeça
instantaneamente.
Destaque
para “World Scum”, “Gladiator”, a porrada de “American
Steel”, “Redemption of Man by God”, “Plata O Plomo” (com
instrumental que une o heavy metal ao flamenco e cuja letra, cantada
em português por Max e em espanhol por Campos, homenageia o
traficante colombiano Pablo Escobar), “Chains” (mais de sete
minutos de uma odisséia thrash metal que fará os fãs irem às
lágrimas) e o grito familiar de “Revengeance”, onde Max mostra
que está preparando bem os herdeiros para, um dia, assumirem o seu
lugar.
Pondero
muito antes de dar a nota máxima para um disco. O motivo para isso é
que vejo tantos reviews de álbuns apenas medianos publicados em
sites e revistas brasileiras especializadas em heavy metal recebendo
nota 8 pra cima, que tenho a impressão que qualquer disco legalzinho
já é considerado pela maioria um clássico. Mas em Enslaved
vou ter que abrir uma exceção. O álbum é admirável do começo ao
fim, e, para mim, é o melhor trabalho de toda a carreira do Soulfly.
Essa
foi uma das enquetes mais disputadas que fizemos. Nightwish, Blind
Guardian, Pain of Salvation e Opeth brigaram até o fim pelo primeiro
posto, que acabou ficando com Century Child.
Destaque
também para o grande número de votos para os discos lançados pelo
Meshuggah, Symphony X, Nile, Dream Theater, Arcturus, Soilwork e
Mastodon naquele ano.
Confira
abaixo o resultado final, e comente o que achou da escolha dos nossos
leitores:
Nightwish
– Century Child - 25%
Blind
Guardian – A Night at the Opera – 24%
Pain
of Salvation – Remedy Lane - 23%
Opeth
– Deliverance - 21%
Meshuggah
– Nothing – 19%
Symphony
X – The Odissey - 19%
Nile
– In Their Darkened Shrines - 18%
Dream
Theater – Six Degrees of Inner Turbulence - 17%
Nesta
nova edição da nossa série que mostra para você os novos nomes
que estão garantindo o futuro do heavy metal, temos sons que vão do
metal tradicional ao som mais extremo, passando pelo sempre bem-vindo
hard rock e pela liberdade absoluta do prog.
Portanto,
coloque a cerveja pra gelar, aumente o volume e descubra as suas
novas bandas favoritas!
Christian
Mistress
Este
quinteto norte-americano tem dois discos – Agony & Opium
(2010) e Possession, que acabou de sair. O som é aquele heavy
metal clássico com pitadas psicodélicas, na linha do Ghost e
Devil's Blood. Segundo Fenriz, do Darkthrone, o grupo “toca
heavy metal à maneira antiga”. Uma banda para conhecer e não
parar de ouvir tão cedo!
Mortad
Banda
londrina que acaba de lançar o seu primeiro disco, The Myth of
Purity. O som é um death metal violento e rápido, que não abre
mão da melodia, lembrando os momentos mais agressivos do Arch Enemy.
A Metal Hammer acolheu a banda e encartou o álbum de estreia em uma
de suas últimas edições. A julgar pela ótima recepção do disco,
o grupo deve ganhar bastante destaque nos próximos meses.
The
New Black
Quinteto
alemão de hard rock. O som possui bastante influência de Black
Label Society, característica acentuada pela semelhança entre o
timbre do vocalista Markus Hammer com o de Zakk Wylde. Com dois
álbuns nas lojas – The New Black (2009) e II: Better in
Black (2011) -, esses caras tem um futuro promissor.
Gentleman's
Pistols
Banda
inglesa formada na cidade de Leeds em 2003. O grupo ganhou destaque a
partir de 2009, quando o guitarrista Bill Steer (Carcass, Firebird)
ingressou no conjunto, assumindo a guitarra solo. O segundo disco dos
caras, At Her Majesty's Pleasure (2011), é uma obra-prima do
hard rock com tempero setentista. Perfeito para quem curte o bom e
velho rock pauleira!
Sahara
Surfers
Quarteto
austríaco de stoner rock. O grupo já gravou dois discos, Spacetrip
on a Paper Plane (2010) e Sonar Pilot (2011). Os vocais de
Julia Überbacher contrastam com as guitarras sujas de Andreas Knapp,
resultando em um som original e de grande personalidade.
Jex
Thoth
Essa
banda de San Francisco, batizada com o nome de sua linda vocalista,
lançou apenas um álbum, auto-intitulado, em 2008, além de vários
EPs. A música é um doom metal sujo e arrastado com influência
psicodélica que, em alguns momentos, lembra o primeiro - e clássico
- álbum do Black Sabbath.
Leprous
Prog
metal norueguês, responsável por um dos melhores discos de 2011, o
espetacular Bilateral. Antes dele, o grupo já havia cometido
o também muito bom Tall Poppy Syndrome, de 2009. O som
original e criativo do Leprous agarra em cheio o ouvinte. Uma das
bandas mais promissoras do heavy metal atual.
Acyl
Quarteto
francês que se denomina como “metal étnico experimental”, cujo
primeiro disco foi lançado em janeiro de 2012. O som é muito pesado
e agressivo, com passagens folclóricas muito interessantes, vindas,
em sua maioria, da Argélia. Se você curte o Orphaned Land, vai
adorar o Acyl.
Haken
Banda
londrina, o Haken já gravou dois discos, Aquarius (2010) e
Visions (2011). O som une a forte tradição metálica
britânica a uma grande influência do Dream Theater, resultando em
uma música com cara única. Indicado para quem curte bandas de prog
metal que pendem mais para o lado prog, mas sem deixar de lado o
peso.
The
Gates of Slumber
Essa
banda norte-americana, criada em 1998 em Indianápolis, já é um
tanto veterana e possui cinco discos. Entretanto, mesmo assim
permanece pouco conhecida aqui no Brasil. O som é um doom que puxa
para o metal tradicional, com bastante peso e melodias interessantes.
Em apenas uma palavra: excelente!
O
Flying Colors surgiu a partir de uma ideia do produtor executivo Bill
Evans: reunir músicos virtuosos em seus instrumentos e um vocalista
pop para gravar música atual de um jeito antigo. Para a empreitada,
Evans chamou o baterista Mike Portnoy (Adrenaline Mob, ex-Dream
Theater), o baixista Dale LaRue (Joe Satriani, Dixie Dregs), o
tecladista Neal Morse (Spock's Beard), o guitarrista Steve Morse
(Deep Purple, Dixie Dregs) e o vocalista Casey McPherson (Alpha Rev).
Para produzir o que sairia dessa reunião foi escolhido o produtor
Peter Collins, responsável pelos álbuns Power Windows
(1985), Hold Your Fire (1987), Counterparts (1993) e
Test for Echo (1996) do Rush, e pelo clássicos Operation:
Mindcrime (1988) e Empire (1990), do Queensryche.
A
turma se reuniu em janeiro de 2011, e durante nove dias foram
compostas e gravadas as onze faixas do álbum de estreia. Com um som
que pode ser definido como uma espécie de “progressivo pop”, o
Flying Colors pariu um disco excelente. As composições trazem
elementos de rock, heavy metal, folk, funk e fusion, além dos já
citados pop e prog, convivendo de forma harmônica em ótimas
canções. Do início com a brilhante “Blue Ocean” ao
encerramento com a longa “Infinite Fire”, o que temos é um
desfile de bom gosto. Ótimos arranjos permeiam as canções, todas
com ricas passagens instrumentais.
“Blue
Ocean” é uma faixa espetacular e que serve de cartão de visita
para o Flying Colors. Tudo o que o álbum tem de melhor está nela:
instrumental refinado, sonoridade limpa, vocais agradáveis, melodia
atraente. A balada “Kayla” é outro destaque, com ótimas linhas
vocais. “The Storm” soa como se o U2 tivesse gravado Scenes
from a Memory, álbum clássico lançado pelo Dream Theater em
1999. “Forever in a Daze” é outro grande momento, com um show à
parte de Dave LaRue.
Beatles
e Supertramp colidem em “Love is What I'm Waiting For”, enquanto
em “Everything Changes” a voz de Casey McPherson lembra, e muito,
o timbre de Chris Martin, do Coldplay.
Para
quem curte faixas mais pesadas, “Shoulda Coulda Woulda” e “All
Falls Down” aproximam-se do heavy metal, e ambas contam com grandes
performances de Mike Portnoy e Steve Morse. Aliás, o baterista é
responsável pela maior surpresa do disco ao cantar a bonita balada
“Fool in My Heart”. Já para os proggers, o grande momento é
“Infinite Fire”, que em doze minutos transita por diversas
atmosferas e é, de longe, a faixa mais progressiva do disco,
chegando a lembrar os melhores momentos do Yes.
Flying
Colors é um grande álbum que mostra que é possível produzir,
ao mesmo tempo, música acessível e inteligente. Uma ótima
surpresa, e, desde já, um dos melhores discos de 2012.
Quando
foi anunciado, o Metal Open Air causou dois tipos de reações
conflitantes nos fãs brasileiros de heavy metal. Primeiro, a alegria
pelo país ter, novamente, um festival dedicado totalmente à música
pesada. E, em segundo lugar, a desconfiança natural sobre a
realização do mesmo, já que, nos últimos anos, o que não
faltaram foram promessas de eventos grandiosos que atiçaram a
expectativa dos headbangers mas, infelizmente, não saíram do papel.
Entretanto,
aos poucos o Metal Open Air se revelou um evento sério e, mais
importanto do que tudo, concreto. As bandas foram sendo anunciadas
aos poucos, a escalação foi sendo fechada. E, para encerrar com
chave de ouro, em uma tacada de mestre a organização do evento
anunciou que o ator Charlie Sheen, famoso em todo o mundo pela séria
Two and a Half Men, seria o mestre de cerimônias do show do Rock and
Roll All Stars, projeto que reúne músicos de algumas das mais
famosas bandas da história do hard e do metal como Gene Simmons,
Glenn Hughes e Sebastian Bach. Isso fez com que o nome do festival
extrapolasse os limites da mídia especializada em heavy metal, sendo
destaque em grandes portais, revistas, jornais e programas de
televisão de todo o país.
Ou
seja, está tudo pronto para termos um evento histórico nos dias 20,
21 e 22 de abril em São Luís (MA). E mais: ao que tudo indica, o
Metal Open Air será realizado anualmente, entrando no calendário de
shows e na agenda dos metalheads brasileiros e, por extensão, de
toda a América do Sul.
Então,
ontem, dia 06/03, dando sequência a estratégia de divulgação do
MOA, a organização do festival divulgou o hino do festival. A
música, gravada pelo Shaman, dividiu opiniões. De uma maneira
geral, a grande maioria detestou o que ouviu. Produzida e com letra
escrita pelo vocalista Thiago Bianchi, “At MOA”, o título do
hino do Metal Open Air, merece alguns comentários.
Pra
começo de conversa, é estranho que o seu autor, que há algum tempo
posou de paladino e defensor do metal nacional através de um
manifesto divulgado aos quatro ventos, tenha escrito a letra para
esse hino em inglês. Ok, a maioria das bandas brasileiras de metal,
e as mais conhecidas lá fora, cantam na língua inglesa, eu sei
disso. E, pessoalmente, acho que não existe língua melhor tanto
para o rock quanto para o metal. Porém, para um evento que busca ser
o maior festival de heavy metal do país, reunindo headbangers de
todos os cantos do Brasil, não seria melhor ter escrito algo na
língua que esse público fala?
Outro
ponto: pode-se discutir a necessidade de um hino ou não para o MOA,
mas a ideia de criar uma música que identifique o festival é
extremamente válida. Isso faz com que as pessoas se sintam ainda
mais unidas em torno do evento. Porém, uma música com esse perfil e
objetivo deve ter, usando uma linguagem puramente publicitária, um
grande apelo junto ao público, cativando-o de imediato. Ele teria
que ser uma espécie de jingle, que gruda na cabeça já na primeira
audição. Não é hora de experimentar algo novo, muito pelo
contrário: essa é a hora de entregar exatamente aquilo que o
público quer ouvir. Por mais que algumas pessoas não tenham
curtido, era hora de algo na linha da música tema do documentário
“Brasil Heavy Metal”. É brega, mas funciona.
Além
disso, não sei quanto a vocês, mas o heavy metal para mim é algo
muito maior que apenas um estilo musical. Ele faz parte da minha, e
evoluiu comigo. À medida que eu cresci e fiquei mais velho – faço
40 anos em 2012 -, naturalmente passei a descobrir e exigir mais das
bandas que curto, deixando para trás coisas que eu gostava quando
era adolescente e passando a curtir sons que antes eu não entendia.
Enfim, o processo natural pelo qual todo o ouvinte de música passa.
Por isso, achei a letra de “At MOA” de uma simplicidade e
ingenuidade, para não usar outras palavras, dignas de vergonha
alheia. “Phone in one hand to call my friends, ticket at the
other, 'cos I'm no fool, ready to go, time to move”? Quem
escreveu isso? Uma criança de 5 anos de idade?
É
louvável quando uma banda resolve experimentar algo novo. Sempre
defendi isso, e continuarei com essa opinião. Mas, na hora de compor
um hino para um festival de heavy metal, cujo público não é muito
aberto a novidades, tentar um novo caminho é desnecessário. Na
minha opinião, o hino do Metal Open Air é uma música fraca, com
introdução chupada de “As I Am”, do Dream Theater. A letra é
risível e não agrega os fãs. O refrão não cativa, não emociona,
não causa identificação. E a performance do Shaman é apenas
burocrática.
Os
fãs de Thiago Bianchi e sua turma vão responder que, se eu não
gostei, deveria escrever uma música então. Mas não, eu não vou
escrever nenhuma música. O meu papel não é esse. O meu papel é
pensar, analisar, divulgar e contar a história do estilo que faz
parte da minha vida. Elogio quando acho necessário, e critico quando
acho pertinente. Aliás, esse é não somente o meu papel, mas o seu,
e o de todo o fã de música, também.
Com
“At MOA”, a organização do festival perdeu a chance de dar
outra bola dentro como fez ao anunciar Charlie Sheen. Se tivesse
acertado a mão, todos estariam elogiando a música hoje. Mas o que
se vê é exatamente o contrário: uma avalanche de comentários
negativos.
O
Metal Open Air fará história e ficará marcado nas vidas dos
headbanger de toda uma geração. Isso é fato. Mas o seu hino,
infelizmente, será esquecido, pois não tem força e nem capacidade
de cativar ninguém, o que é uma pena.
A
NME, uma das revistas de música mais importantes, influentes e
tradicionais do mundo, está completando 60 anos de história. Isso
mesmo: seis décadas de publicação ininterrupta. E mais: a
periodicidade da NME é semanal! Ou seja, são cerca de 37 mil
edições!
A
New Musical Express surgiu em março de 1952 no formato jornal. Essa
formatação se manteve até a década de 1980, quando passou a ser
publicada em forma de revista. Durante a década de 1970, a NME se
transformou na publicação de música mais vendida do Reino Unido.
Em 1996, o site da NME entrou no ar. Atualmente, a revista é
publicada pela mesma editora da ótima Uncut.
A
proposta da NME sempre foi seguir o que o seu nome diz: levar nova
música para os leitores. Levando-se em conta que ela é uma
publicação inglesa e a Inglaterra sempre foi pródiga em revelar
novos nomes, material para isso nunca foi problema. A explosão do
punk foi documentada na revista, assim como a cena de Manchester na
década de 80 – de onde saíram nomes como Smiths, Stone Roses e
New Order – e o nascimento, auge e declínio do Britpop durante os
anos 90. Além disso, a revista sempre publicou, de tempos em tempos,
matérias especiais sobre alguns dos maiores nomes da história do
rock.
No
Brasil, a NME sempre foi considerada uma espécie de “bíblia”
para o público indie. Jornalistas brasileiros fizeram as suas
carreiras baseados no que o semanário inglês publicava, lançando
em primeira mão as novidades do Velho Mundo por aqui. Isso, aliado
ao fato de a revista sempre apresentar uma tendência a valorizar
demais os novos nomes, fez com que não somente ela, mas sobretudo os
seus seguidores, considerassem nomes como a recente Lana Del Rey como
os novos salvadores da música – status que, convenhamos, é para
poucos.
Para
comemorar essa data história, a NME publicou em sua página no Facebook uma linha do tempo com a história da revista. Vale a pena
dar uma conferida.
A nova edição da tradicional revista inglesa, a mais importante e influente publicação especializada em heavy metal em todo o mundo, traz, além do Ghost na capa, um chapéu semelhante ao usado pelo vocalista Papa Emeritus, inspirado nas antigas mitras utilizadas pelos persas, egípcios e assírios.
Além disso, essa edição da Metal Hammer vem com uma revista bônus dedicada totalmente ao Iron Maiden, cujo conteúdo não foi revelado ainda.
Então
você pode realizar o seu sonho! O Melvins, lendária banda norte-americana, está vendendo no eBay – clique aqui e faça uma oferta - a van utilizada em sua primeira
tour. O detalhe é que o veículo, cujo ano de fabricação é 1972 e
pelas fotos está caindo aos pedaços, conta com desenhos feitos pelo
finado Kurt Cobain, do Nirvana.
As
“artes” - se é que dá para chamar assim – de Cobain devem elevar
o valor do carro, que, até este momento, está cotado em 12 mil e
600 dólares no site de leilões.
Na
boa, pode ter valor histórico, mas na minha opinião não passa de
um caco velho ...
A
principal qualidade do Adrenaline Mob é soar como uma banda. O grupo
que une o vocalista Russell Allen (Symphony X), o guitarrista Mike
Orlando (Sonic Stomp e carreira solo) e o baterista Mike Portnoy
(ex-Dream Theater) tem um som que não lembra, em nenhum momento, as
bandas pelas quais os seus integrantes ficaram conhecidos. John
Moyer, baixista do Disturbed, completa o time – o guitarrista Rich
Ward (Stuck Mojo, Fozzy) e o baixista Paul DiLeo gravaram apenas o
primeiro EP. O Adrenaline Mob executa um heavy metal pesado, moderno
e com muito groove, que equilibra a tradição da música pesada
produzida nos Estados Unidos com melodias e refrões que se aproximam
do hard rock.
Mixado
por Jay Ruston (Anthrax, Steel Panther), Omertá é um disco
sólido e cativante, repleto de grandes canções. Quatro delas já
são conhecidas dos fãs, pois estavam no EP lançado na metade de
2011 - “Psychosane”, “Believe Me”, “Hit the Wall” e “Down
the Floor”. A influência de Black Label Society, perceptível em
faixas como “Undaunted” e “Indifferent”, divide espaço com
algumas surpresas. A balada “All on the Line” transita por uma
sonoridade que une características do Lynyrd Skynyrd a um tempero
que vem direto do hard californiano do final da década de oitenta.
A
releitura de “Come Undone”, gravada originalmente pelo Duran
Duran no álbum homônimo lançado em 1993, é um dos grandes
destaques de Omertá. Os vocais agudos de Lizzy Hale, do
Halestorm, dividem os holofotes com a voz de Allen, dando uma nova
cara para a música, que ficou excelente.
Em
um time formado por feras como Russell Allen, Mike Orlando e Mike
Portnoy, a qualidade só poderia ser nivelada por cima. Russell canta
maravihosamente bem, seguindo o que tem feito nos últimos anos,
usando a sua voz de forma mais agressiva. Portnoy surge menos
mirabolante e acrobático do que no Dream Theater, criando grooves e
batidas que mostram outra faceta de seu inegável talento. Mas, na
minha opinião, o principal destaque do disco é o fenomenal Mike
Orlando. Sua guitarra é de cair o queixo, com bases pesadíssimas e
solos que farão a alegria de qualquer fã do instrumento, com
direito até a um talkbox em “Psychosane”.
Omertá
é um grande disco. Não irá mudar os rumos do heavy metal, mas esse
nunca foi o seu objetivo. O álbum é divertido, potente e cheio de
energia, e proporciona diversos momentos de satisfação para o
ouvinte.