9 de mar de 2012

Foo Fighters: biografia de Dave Grohl ganha edição nacional

sexta-feira, março 09, 2012

A biografia de Dave Grohl, Nada a Perder, acaba de ganhar edição nacional pela editora Ideal. O livro tem mais de 200 páginas e traz 11 capítulos organizados em forma cronológica, além da discografia e videografia do líder do Foo Fighters.

A tradução foi feita pelo brother Tony Aiex, editor do blog Tenho Mais Discos Que Amigos.


  

Vote nos melhores do heavy metal no Golden Gods Awards da Metal Hammer

sexta-feira, março 09, 2012

O tradicional Golden Gods Awards, respeitada premiação promovida pela revista inglesa Metal Hammer, divulgou os indicados da sua edição de 2012. São diversas categorias, a grande maioria aberta aos votos dos leitores – apenas algumas são escolhas exclusivas dos redatores da revista. As bandas indicadas formam um interessante panorama do que de mais relevante aconteceu no heavy metal no último ano. 


Eu já votei. E você?

8 de mar de 2012

Soulfly: crítica de 'Enslaved' (2012)

quinta-feira, março 08, 2012

Nota: 10

Enslaved, oitavo álbum do Soulfly, acentua o direcionamento que a banda de Max Cavalera vem seguindo nos últimos anos, aproximando-se cada vez mais não só do thrash metal, mas também do death – além de alguns flertes com o black metal. Não há nem sombra do experimentalismo dos primeiros álbuns, que traziam efeitos eletrônicos e coisas do gênero.

Ao lado de Max estão o parceiro Mark Rizzo nas guitarras e os estreantes Tony Campos (Static-X, Asesino) e o baterista David Kinkade (Borknagar), constituindo uma das formações mais consistentes nos 15 anos de história do grupo. Além disso, Enslaved conta com as participações especiais de Travis Ryan (vocalista do Cattle Decapitation) em “World Scum”, Dez Farfara (vocalista do Coal Chamber e do DevilDriver) em “Redemption of Man by God” e dos filhos de Max – Richie, Zyon e Igor Jr. - em “Revengeance”.

Produzido por Chris “Zeuss” Harris (3 Inches of Blood, Chiamaira, Shadows Fall) e pelo próprio Max Cavalera, Enslaved é um disco incrível. As composições são excelentes, fortíssimas. Nelas, o guitarrista e vocalista conduz a banda por uma sonoridade que pode ser definida como uma espécie de thrash metal contemporâneo, com muita agressividade e peso. Em certas passagens, a banda, como mencionado antes, faz uso de elementos ainda mais extremos, inserindo características do death e até mesmo do black metal – como blast beats, por exemplo -, deixando o seu som ainda mais poderoso. Há uma boa dose de melodia na parte instrumental, que, aliada ao peso e à agressividade da performance como um todo, torna as faixas muito fortes e cativantes.


David Kinkade deu uma declaração onde afirmou que Enslaved soava como se Arise tivesse sido turbinado com doses de crack. A afirmação faz sentido. As músicas soam como se Max tivesse dado sequência ao clássico do Sepultura. A consistência e a qualidade das composições impressionam, bombardeando o ouvinte com uma sequência de faixas que batem no peito e fazem qualquer headbanger bater cabeça instantaneamente.

Destaque para “World Scum”, “Gladiator”, a porrada de “American Steel”, “Redemption of Man by God”, “Plata O Plomo” (com instrumental que une o heavy metal ao flamenco e cuja letra, cantada em português por Max e em espanhol por Campos, homenageia o traficante colombiano Pablo Escobar), “Chains” (mais de sete minutos de uma odisséia thrash metal que fará os fãs irem às lágrimas) e o grito familiar de “Revengeance”, onde Max mostra que está preparando bem os herdeiros para, um dia, assumirem o seu lugar.

Pondero muito antes de dar a nota máxima para um disco. O motivo para isso é que vejo tantos reviews de álbuns apenas medianos publicados em sites e revistas brasileiras especializadas em heavy metal recebendo nota 8 pra cima, que tenho a impressão que qualquer disco legalzinho já é considerado pela maioria um clássico. Mas em Enslaved vou ter que abrir uma exceção. O álbum é admirável do começo ao fim, e, para mim, é o melhor trabalho de toda a carreira do Soulfly.

Se 2012 acabasse hoje, esse seria o disco do ano!


Faixas:
  1. Resistance
  2. World Scum
  3. Intervention
  4. Gladiator
  5. Legions
  6. American Steel
  7. Redemption of Man by God
  8. Treachery
  9. Plata O Plomo
  10. Chains
  11. Revengeance

Enquete da semana: o melhor álbum de metal de 2002

quinta-feira, março 08, 2012

Essa foi uma das enquetes mais disputadas que fizemos. Nightwish, Blind Guardian, Pain of Salvation e Opeth brigaram até o fim pelo primeiro posto, que acabou ficando com Century Child.

Destaque também para o grande número de votos para os discos lançados pelo Meshuggah, Symphony X, Nile, Dream Theater, Arcturus, Soilwork e Mastodon naquele ano.

Confira abaixo o resultado final, e comente o que achou da escolha dos nossos leitores:

Nightwish – Century Child - 25%
Blind Guardian – A Night at the Opera – 24%
Pain of Salvation – Remedy Lane - 23%
Opeth – Deliverance - 21%
Meshuggah – Nothing – 19%
Symphony X – The Odissey - 19%
Nile – In Their Darkened Shrines - 18%
Dream Theater – Six Degrees of Inner Turbulence - 17%
Arcturus – The Sham Mirrors – 17%
Soilwork – Natural Born Chaos - 16%
Mastodon – Remission - 15%
Avantasia – The Metal Opera Pt II – 13%
Isis – Oceanic – 12%
Spiritual Beggars – On Fire - 11%
Rage – Unity - 11%
Immortal – Sons of Darkness - 10%
Amon Amarth – Versus the World – 8%
Down – Down II - 8%
Agalloch – The Mantle – 3%
Immolation – Unholy Cult - 3%
Dark Tranquillity – Damage Done - 2%

7 de mar de 2012

As Novas Caras do Metal – Parte 8: aumente o volume, porque o som tá chegando!

quarta-feira, março 07, 2012


Nesta nova edição da nossa série que mostra para você os novos nomes que estão garantindo o futuro do heavy metal, temos sons que vão do metal tradicional ao som mais extremo, passando pelo sempre bem-vindo hard rock e pela liberdade absoluta do prog.

Portanto, coloque a cerveja pra gelar, aumente o volume e descubra as suas novas bandas favoritas!


Christian Mistress

Este quinteto norte-americano tem dois discos – Agony & Opium (2010) e Possession, que acabou de sair. O som é aquele heavy metal clássico com pitadas psicodélicas, na linha do Ghost e Devil's Blood. Segundo Fenriz, do Darkthrone, o grupo “toca heavy metal à maneira antiga”. Uma banda para conhecer e não parar de ouvir tão cedo!





Mortad

Banda londrina que acaba de lançar o seu primeiro disco, The Myth of Purity. O som é um death metal violento e rápido, que não abre mão da melodia, lembrando os momentos mais agressivos do Arch Enemy. A Metal Hammer acolheu a banda e encartou o álbum de estreia em uma de suas últimas edições. A julgar pela ótima recepção do disco, o grupo deve ganhar bastante destaque nos próximos meses.





The New Black

Quinteto alemão de hard rock. O som possui bastante influência de Black Label Society, característica acentuada pela semelhança entre o timbre do vocalista Markus Hammer com o de Zakk Wylde. Com dois álbuns nas lojas – The New Black (2009) e II: Better in Black (2011) -, esses caras tem um futuro promissor.





Gentleman's Pistols

Banda inglesa formada na cidade de Leeds em 2003. O grupo ganhou destaque a partir de 2009, quando o guitarrista Bill Steer (Carcass, Firebird) ingressou no conjunto, assumindo a guitarra solo. O segundo disco dos caras, At Her Majesty's Pleasure (2011), é uma obra-prima do hard rock com tempero setentista. Perfeito para quem curte o bom e velho rock pauleira!





Sahara Surfers

Quarteto austríaco de stoner rock. O grupo já gravou dois discos, Spacetrip on a Paper Plane (2010) e Sonar Pilot (2011). Os vocais de Julia Überbacher contrastam com as guitarras sujas de Andreas Knapp, resultando em um som original e de grande personalidade.





Jex Thoth

Essa banda de San Francisco, batizada com o nome de sua linda vocalista, lançou apenas um álbum, auto-intitulado, em 2008, além de vários EPs. A música é um doom metal sujo e arrastado com influência psicodélica que, em alguns momentos, lembra o primeiro - e clássico - álbum do Black Sabbath.





Leprous

Prog metal norueguês, responsável por um dos melhores discos de 2011, o espetacular Bilateral. Antes dele, o grupo já havia cometido o também muito bom Tall Poppy Syndrome, de 2009. O som original e criativo do Leprous agarra em cheio o ouvinte. Uma das bandas mais promissoras do heavy metal atual.





Acyl

Quarteto francês que se denomina como “metal étnico experimental”, cujo primeiro disco foi lançado em janeiro de 2012. O som é muito pesado e agressivo, com passagens folclóricas muito interessantes, vindas, em sua maioria, da Argélia. Se você curte o Orphaned Land, vai adorar o Acyl.





Haken

Banda londrina, o Haken já gravou dois discos, Aquarius (2010) e Visions (2011). O som une a forte tradição metálica britânica a uma grande influência do Dream Theater, resultando em uma música com cara única. Indicado para quem curte bandas de prog metal que pendem mais para o lado prog, mas sem deixar de lado o peso.





The Gates of Slumber

Essa banda norte-americana, criada em 1998 em Indianápolis, já é um tanto veterana e possui cinco discos. Entretanto, mesmo assim permanece pouco conhecida aqui no Brasil. O som é um doom que puxa para o metal tradicional, com bastante peso e melodias interessantes. Em apenas uma palavra: excelente!

Flying Colors: crítica de 'Flying Colors' (2012)

quarta-feira, março 07, 2012

Nota: 9,5

O Flying Colors surgiu a partir de uma ideia do produtor executivo Bill Evans: reunir músicos virtuosos em seus instrumentos e um vocalista pop para gravar música atual de um jeito antigo. Para a empreitada, Evans chamou o baterista Mike Portnoy (Adrenaline Mob, ex-Dream Theater), o baixista Dale LaRue (Joe Satriani, Dixie Dregs), o tecladista Neal Morse (Spock's Beard), o guitarrista Steve Morse (Deep Purple, Dixie Dregs) e o vocalista Casey McPherson (Alpha Rev). Para produzir o que sairia dessa reunião foi escolhido o produtor Peter Collins, responsável pelos álbuns Power Windows (1985), Hold Your Fire (1987), Counterparts (1993) e Test for Echo (1996) do Rush, e pelo clássicos Operation: Mindcrime (1988) e Empire (1990), do Queensryche.

A turma se reuniu em janeiro de 2011, e durante nove dias foram compostas e gravadas as onze faixas do álbum de estreia. Com um som que pode ser definido como uma espécie de “progressivo pop”, o Flying Colors pariu um disco excelente. As composições trazem elementos de rock, heavy metal, folk, funk e fusion, além dos já citados pop e prog, convivendo de forma harmônica em ótimas canções. Do início com a brilhante “Blue Ocean” ao encerramento com a longa “Infinite Fire”, o que temos é um desfile de bom gosto. Ótimos arranjos permeiam as canções, todas com ricas passagens instrumentais.

“Blue Ocean” é uma faixa espetacular e que serve de cartão de visita para o Flying Colors. Tudo o que o álbum tem de melhor está nela: instrumental refinado, sonoridade limpa, vocais agradáveis, melodia atraente. A balada “Kayla” é outro destaque, com ótimas linhas vocais. “The Storm” soa como se o U2 tivesse gravado Scenes from a Memory, álbum clássico lançado pelo Dream Theater em 1999. “Forever in a Daze” é outro grande momento, com um show à parte de Dave LaRue.

Beatles e Supertramp colidem em “Love is What I'm Waiting For”, enquanto em “Everything Changes” a voz de Casey McPherson lembra, e muito, o timbre de Chris Martin, do Coldplay.

Para quem curte faixas mais pesadas, “Shoulda Coulda Woulda” e “All Falls Down” aproximam-se do heavy metal, e ambas contam com grandes performances de Mike Portnoy e Steve Morse. Aliás, o baterista é responsável pela maior surpresa do disco ao cantar a bonita balada “Fool in My Heart”. Já para os proggers, o grande momento é “Infinite Fire”, que em doze minutos transita por diversas atmosferas e é, de longe, a faixa mais progressiva do disco, chegando a lembrar os melhores momentos do Yes.

Flying Colors é um grande álbum que mostra que é possível produzir, ao mesmo tempo, música acessível e inteligente. Uma ótima surpresa, e, desde já, um dos melhores discos de 2012.


Faixas:
  1. Blue Ocean
  2. Shoulda Coulda Woulda
  3. Kayla
  4. The Storm
  5. Forever in a Daze
  6. Love is What I'm Waiting For
  7. Everything Changes
  8. Better Than Walking Away
  9. All Falls Down
  10. Fool in My Heart
  11. Infinite Fire

Metal Open Air: um festival deste porte merecia uma música tema à altura

quarta-feira, março 07, 2012


Quando foi anunciado, o Metal Open Air causou dois tipos de reações conflitantes nos fãs brasileiros de heavy metal. Primeiro, a alegria pelo país ter, novamente, um festival dedicado totalmente à música pesada. E, em segundo lugar, a desconfiança natural sobre a realização do mesmo, já que, nos últimos anos, o que não faltaram foram promessas de eventos grandiosos que atiçaram a expectativa dos headbangers mas, infelizmente, não saíram do papel.

Entretanto, aos poucos o Metal Open Air se revelou um evento sério e, mais importanto do que tudo, concreto. As bandas foram sendo anunciadas aos poucos, a escalação foi sendo fechada. E, para encerrar com chave de ouro, em uma tacada de mestre a organização do evento anunciou que o ator Charlie Sheen, famoso em todo o mundo pela séria Two and a Half Men, seria o mestre de cerimônias do show do Rock and Roll All Stars, projeto que reúne músicos de algumas das mais famosas bandas da história do hard e do metal como Gene Simmons, Glenn Hughes e Sebastian Bach. Isso fez com que o nome do festival extrapolasse os limites da mídia especializada em heavy metal, sendo destaque em grandes portais, revistas, jornais e programas de televisão de todo o país.

Ou seja, está tudo pronto para termos um evento histórico nos dias 20, 21 e 22 de abril em São Luís (MA). E mais: ao que tudo indica, o Metal Open Air será realizado anualmente, entrando no calendário de shows e na agenda dos metalheads brasileiros e, por extensão, de toda a América do Sul.




Então, ontem, dia 06/03, dando sequência a estratégia de divulgação do MOA, a organização do festival divulgou o hino do festival. A música, gravada pelo Shaman, dividiu opiniões. De uma maneira geral, a grande maioria detestou o que ouviu. Produzida e com letra escrita pelo vocalista Thiago Bianchi, “At MOA”, o título do hino do Metal Open Air, merece alguns comentários.

Pra começo de conversa, é estranho que o seu autor, que há algum tempo posou de paladino e defensor do metal nacional através de um manifesto divulgado aos quatro ventos, tenha escrito a letra para esse hino em inglês. Ok, a maioria das bandas brasileiras de metal, e as mais conhecidas lá fora, cantam na língua inglesa, eu sei disso. E, pessoalmente, acho que não existe língua melhor tanto para o rock quanto para o metal. Porém, para um evento que busca ser o maior festival de heavy metal do país, reunindo headbangers de todos os cantos do Brasil, não seria melhor ter escrito algo na língua que esse público fala?

Outro ponto: pode-se discutir a necessidade de um hino ou não para o MOA, mas a ideia de criar uma música que identifique o festival é extremamente válida. Isso faz com que as pessoas se sintam ainda mais unidas em torno do evento. Porém, uma música com esse perfil e objetivo deve ter, usando uma linguagem puramente publicitária, um grande apelo junto ao público, cativando-o de imediato. Ele teria que ser uma espécie de jingle, que gruda na cabeça já na primeira audição. Não é hora de experimentar algo novo, muito pelo contrário: essa é a hora de entregar exatamente aquilo que o público quer ouvir. Por mais que algumas pessoas não tenham curtido, era hora de algo na linha da música tema do documentário “Brasil Heavy Metal”. É brega, mas funciona.




Além disso, não sei quanto a vocês, mas o heavy metal para mim é algo muito maior que apenas um estilo musical. Ele faz parte da minha, e evoluiu comigo. À medida que eu cresci e fiquei mais velho – faço 40 anos em 2012 -, naturalmente passei a descobrir e exigir mais das bandas que curto, deixando para trás coisas que eu gostava quando era adolescente e passando a curtir sons que antes eu não entendia. Enfim, o processo natural pelo qual todo o ouvinte de música passa. Por isso, achei a letra de “At MOA” de uma simplicidade e ingenuidade, para não usar outras palavras, dignas de vergonha alheia. “Phone in one hand to call my friends, ticket at the other, 'cos I'm no fool, ready to go, time to move”? Quem escreveu isso? Uma criança de 5 anos de idade?

É louvável quando uma banda resolve experimentar algo novo. Sempre defendi isso, e continuarei com essa opinião. Mas, na hora de compor um hino para um festival de heavy metal, cujo público não é muito aberto a novidades, tentar um novo caminho é desnecessário. Na minha opinião, o hino do Metal Open Air é uma música fraca, com introdução chupada de “As I Am”, do Dream Theater. A letra é risível e não agrega os fãs. O refrão não cativa, não emociona, não causa identificação. E a performance do Shaman é apenas burocrática.

Os fãs de Thiago Bianchi e sua turma vão responder que, se eu não gostei, deveria escrever uma música então. Mas não, eu não vou escrever nenhuma música. O meu papel não é esse. O meu papel é pensar, analisar, divulgar e contar a história do estilo que faz parte da minha vida. Elogio quando acho necessário, e critico quando acho pertinente. Aliás, esse é não somente o meu papel, mas o seu, e o de todo o fã de música, também.

Com “At MOA”, a organização do festival perdeu a chance de dar outra bola dentro como fez ao anunciar Charlie Sheen. Se tivesse acertado a mão, todos estariam elogiando a música hoje. Mas o que se vê é exatamente o contrário: uma avalanche de comentários negativos.

O Metal Open Air fará história e ficará marcado nas vidas dos headbanger de toda uma geração. Isso é fato. Mas o seu hino, infelizmente, será esquecido, pois não tem força e nem capacidade de cativar ninguém, o que é uma pena. 

NME: revista inglesa completa 60 anos de publicação

quarta-feira, março 07, 2012

A NME, uma das revistas de música mais importantes, influentes e tradicionais do mundo, está completando 60 anos de história. Isso mesmo: seis décadas de publicação ininterrupta. E mais: a periodicidade da NME é semanal! Ou seja, são cerca de 37 mil edições!

A New Musical Express surgiu em março de 1952 no formato jornal. Essa formatação se manteve até a década de 1980, quando passou a ser publicada em forma de revista. Durante a década de 1970, a NME se transformou na publicação de música mais vendida do Reino Unido. Em 1996, o site da NME entrou no ar. Atualmente, a revista é publicada pela mesma editora da ótima Uncut.





A proposta da NME sempre foi seguir o que o seu nome diz: levar nova música para os leitores. Levando-se em conta que ela é uma publicação inglesa e a Inglaterra sempre foi pródiga em revelar novos nomes, material para isso nunca foi problema. A explosão do punk foi documentada na revista, assim como a cena de Manchester na década de 80 – de onde saíram nomes como Smiths, Stone Roses e New Order – e o nascimento, auge e declínio do Britpop durante os anos 90. Além disso, a revista sempre publicou, de tempos em tempos, matérias especiais sobre alguns dos maiores nomes da história do rock.

No Brasil, a NME sempre foi considerada uma espécie de “bíblia” para o público indie. Jornalistas brasileiros fizeram as suas carreiras baseados no que o semanário inglês publicava, lançando em primeira mão as novidades do Velho Mundo por aqui. Isso, aliado ao fato de a revista sempre apresentar uma tendência a valorizar demais os novos nomes, fez com que não somente ela, mas sobretudo os seus seguidores, considerassem nomes como a recente Lana Del Rey como os novos salvadores da música – status que, convenhamos, é para poucos.









Para comemorar essa data história, a NME publicou em sua página no Facebook uma linha do tempo com a história da revista. Vale a pena dar uma conferida. 

Ghost na capa da nova edição da Metal Hammer

quarta-feira, março 07, 2012


A nova edição da tradicional revista inglesa, a mais importante e influente publicação especializada em heavy metal em todo o mundo, traz, além do Ghost na capa, um chapéu semelhante ao usado pelo vocalista Papa Emeritus, inspirado nas antigas mitras utilizadas pelos persas, egípcios e assírios.


Além disso, essa edição da Metal Hammer vem com uma revista bônus dedicada totalmente ao Iron Maiden, cujo conteúdo não foi revelado ainda.





6 de mar de 2012

Quer uma van decorada com “artes” de Kurt Cobain?

terça-feira, março 06, 2012

Então você pode realizar o seu sonho! O Melvins, lendária banda norte-americana, está vendendo no eBay – clique aqui e faça uma oferta - a van utilizada em sua primeira tour. O detalhe é que o veículo, cujo ano de fabricação é 1972 e pelas fotos está caindo aos pedaços, conta com desenhos feitos pelo finado Kurt Cobain, do Nirvana.

As “artes” - se é que dá para chamar assim – de Cobain devem elevar o valor do carro, que, até este momento, está cotado em 12 mil e 600 dólares no site de leilões.

Na boa, pode ter valor histórico, mas na minha opinião não passa de um caco velho ...

E aí, vai encarar?





Adrenaline Mob: crítica de 'Omertá' (2012)

terça-feira, março 06, 2012

Nota: 8,5

A principal qualidade do Adrenaline Mob é soar como uma banda. O grupo que une o vocalista Russell Allen (Symphony X), o guitarrista Mike Orlando (Sonic Stomp e carreira solo) e o baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater) tem um som que não lembra, em nenhum momento, as bandas pelas quais os seus integrantes ficaram conhecidos. John Moyer, baixista do Disturbed, completa o time – o guitarrista Rich Ward (Stuck Mojo, Fozzy) e o baixista Paul DiLeo gravaram apenas o primeiro EP. O Adrenaline Mob executa um heavy metal pesado, moderno e com muito groove, que equilibra a tradição da música pesada produzida nos Estados Unidos com melodias e refrões que se aproximam do hard rock.

Mixado por Jay Ruston (Anthrax, Steel Panther), Omertá é um disco sólido e cativante, repleto de grandes canções. Quatro delas já são conhecidas dos fãs, pois estavam no EP lançado na metade de 2011 - “Psychosane”, “Believe Me”, “Hit the Wall” e “Down the Floor”. A influência de Black Label Society, perceptível em faixas como “Undaunted” e “Indifferent”, divide espaço com algumas surpresas. A balada “All on the Line” transita por uma sonoridade que une características do Lynyrd Skynyrd a um tempero que vem direto do hard californiano do final da década de oitenta.

A releitura de “Come Undone”, gravada originalmente pelo Duran Duran no álbum homônimo lançado em 1993, é um dos grandes destaques de Omertá. Os vocais agudos de Lizzy Hale, do Halestorm, dividem os holofotes com a voz de Allen, dando uma nova cara para a música, que ficou excelente.

Em um time formado por feras como Russell Allen, Mike Orlando e Mike Portnoy, a qualidade só poderia ser nivelada por cima. Russell canta maravihosamente bem, seguindo o que tem feito nos últimos anos, usando a sua voz de forma mais agressiva. Portnoy surge menos mirabolante e acrobático do que no Dream Theater, criando grooves e batidas que mostram outra faceta de seu inegável talento. Mas, na minha opinião, o principal destaque do disco é o fenomenal Mike Orlando. Sua guitarra é de cair o queixo, com bases pesadíssimas e solos que farão a alegria de qualquer fã do instrumento, com direito até a um talkbox em “Psychosane”.

Omertá é um grande disco. Não irá mudar os rumos do heavy metal, mas esse nunca foi o seu objetivo. O álbum é divertido, potente e cheio de energia, e proporciona diversos momentos de satisfação para o ouvinte.

Ouça, porque vale a pena!


Faixas:
  1. Undaunted
  2. Psychosane
  3. Indifferent
  4. All on the Line
  5. Hit the Wall
  6. Feelin' Me
  7. Come Undone
  8. Believe Me
  9. Down to the Floor
  10. Angel Sky
  11. Freight Train

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