30 de mar de 2012

Dezperadoz: assista o clipe de “Yippie Ya Yeah! (More Than One Good Reason)”

sexta-feira, março 30, 2012


O Dezperadoz divulgou o primeiro clipe de seu novo álbum, Dead Man's Hand, que será lançado dia 27 de abril. Dirigido por Lars Walkling, o vídeo traz a banda tocando em um bar de beira de estrada frequentado por tipos mal encarados.

O Dezperados é um dos grupos mais legais do hard rock. O som do quarteto une o peso a elementos, tanto sonoros quanto estéticos, do velho oeste. Dead Man's Hand é o quarto disco da banda, que atualmente é formada por Alex Kraft (vocal e guitarra), Nils Stürzer (guitarra), Alex Weigand (baixo) e Markus Kullmann (bateria), e sucede An Eye for an Eye, lançado em 2008.

Vale lembrar que as formações anteriores do Dezperadoz – cujo primeiro álbum, The Dawn of Dying, foi lançado em 2000 e creditado ao Desperados, com S no lugar do Z atual – chegaram a contar com Dennis Ward e o lendário Tom Angelripper, do Sodom.

Confira abaixo o clipe de “Yippie Ya Yeah! (More Than One Good Reason)”:

Meshuggah: assista o clipe de “Break Those Bones Whose Sinews Gave It Motion”

sexta-feira, março 30, 2012


O Meshuggah divulgou o primeiro clipe de seu novo álbum, Koloss, lançado no último dia 23 de março. O vídeo é composto apenas por cenas da banda tocando em um fundo escuro, e foi dirigido pelo sueco Owe Lingvall, responsável por clipes de grupos como Von Hertzen Brothers, Kamelot e Carnal Forge.

O sétimo álbum dos suecos foi produzido pela própria banda, e as primeiras reações da imprensa especializada têm sido positivas. A Decibel deu nota 8 para o trabalho, enquanto a Metal Hammer e a Spin tascaram ambas um 9 em suas avaliações.

Koloss foi lançado, além da edição normal em CD, também em vinil duplo na cor marrom, em digipak e em uma versão especial limitada imitando um cubo mágico, que inclui um DVD exclusivo e está disponível somente através da loja da gravadora da banda, a Nuclear Blast.

Assista abaixo o clipe de “Break Those Bones Whose Sinews Gave It Motion”:

Hellion Records lança novo site

sexta-feira, março 30, 2012

A Hellion Records, a principal gravadora de hard rock e heavy metal do Brasil, lança hoje à noite o seu novo site. Muito mais moderno e funcional, o site é mais prático e moderno que o anterior, e tornará o acesso ao material das bandas do selo muito mais fácil. O editor da Collector´s Room, Ricardo Seelig, é um dos responsáveis pela produção de conteúdo para o novo site da Hellion.

Além disso, para comemorar o lançamento, a Hellion promoverá o lançamento virtual do primeiro álbum do Adrenaline Mob, o ótimo Omertá, diretamente em seu novo site.

E preparem-se, porque vem muito mais novidades por aí!

2012 está sendo um grande ano para o hard rock e para o heavy metal, e os principais lançamentos chegarão até você através da Hellion Records.

Sonata Arctica: notícias sobre o novo álbum

sexta-feira, março 30, 2012


O Sonata Arctica lançará o seu novo álbum, Stones Grow Her Name, dia 18 de maio na Europa via Nuclear Blast. O sétimo disco dos finlandeses foi produzido pela própria banda, mixado por Mikko Karmila no Sonic Boom Studios e masterizado por Svante Forsbäck.

Stones Grow Her Name ganhará edições limitadas em digipak e LP, além da versão normal em CD.

Confira abaixo o tracklist e o trailer do álbum:

  1. Only the Broken Hearts (Make You Beautiful)
  2. Shitload of Money
  3. Losing My Insanity
  4. Somewhere Close to You
  5. I Have a Right
  6. Alone in Heaven
  7. The Day
  8. Cinderblox
  9. Dont't Be Mean
  10. Wildfire, Part II: One with the Mountain
  11. Wildfire, Part III: Wildfire Town, Population: 0
  12. Tonight I Dance Alone (bonus track)

Journey: documentário conta a história do novo vocalista

sexta-feira, março 30, 2012


O documentário Don't Stop Believin': Everyman's Journey estreará dia 3 de maio durante o San Francisco Film Festival. O filme, dirigido por Ramona S. Diaz (responsável pelo premiado Imelda (2003), sobre a ex-primeira dama das Filipinas), conta a incrível história de Arnel Pineda, um fã filipino do grupo que postou alguns vídeos no You Tube cantando clássicos da banda e foi escolhido para ser o novo vocalista do Journey.

Pineda foi anunciado como novo vocalista do Journey em 5 de dezembro de 2007, e fez a sua estreia oficial em 21 de fevereiro de 2008, durante o Viña del Mar International Song Festival, no Chile. O cantor já gravou dois discos de estúdio com a banda, Revelation (2008) e Eclipse (2011), além do DVD ao vivo Live in Manila (2009), gravado em sua terra natal.

Assista abaixo o trailer deste verdadeiro conto de fadas do rock:

Unisonic: crítica de 'Unisonic' (2012)

sexta-feira, março 30, 2012

Nota: 8

O Unisonic não toca heavy metal. É preciso deixar isso claro logo de saída, pois a união do vocalista Michael Kiske e do guitarrista Kai Hansen, antigos parceiros naquela que é considerada a fase de ouro do Helloween – completam o time o guitarrista Mandy Mayer (Gotthard, Krokus), o baixista Dennis Ward (Pink Cream 69) e o baterista Kostas Zafiriou -, gerou a expectativa de que a dupla iria lançar algo na linha dos clássicos Keeper of the Seven Keys, o que não acontece.

O som do Unisonic se equilibra entre o hard rock, o AOR e o melodic rock. A produção, a cargo de Ward, deixou a sonoridade bem limpa. O disco tem doses moderadíssimas de peso, e pisa fundo na melodia e no clima oitentista em certos momentos.

A faixa que abre o play, dá nome à banda e ao álbum é a mais pesada de todo o trabalho. Já conhecida do público por ter ganhado um clipe antes do lançamento do álbum, é um hard inspirado, com grande performance vocal de Michael Kiske. Mas, apesar de ter sido lançada como primeiro single, ela não dá a tom do trabalho.

Como já dito, as músicas variam entre o hard, o AOR e o melodic rock. A melodia é onipresente em todo o disco, e em alguns momentos até de maneira açucarada demais. Há boas ideias ao longo do play, como em “I've Tried”, com uma batida meio dançante, e “Star Ride”, com ótimo instrumental e outra grande participação de Kiske.

“Souls Alive” e “My Sanctuary” - essa última excelente – são os momentos mais agressivos – ainda que de maneira comedida – do álbum, ao lado da faixa título. Esse trio deverá agradar de imediato os fãs. Já “Never Too Late” leve o ouvinte de volta aos anos oitenta, e parece retirada da trilha sonora de algum filme daquela década.

Os momentos mais AOR são percebidos em “Never Change Me”, “Renegade” e “King for a Day”, que mostram uma faceta até então desconhecida dos músicos. Aliás, é interessante perceber que não apenas Kiske, Hansen e seus parceiros de banda se aproximaram do estilo, mas também outros ícones do metal melódico andam experimentando nessa área, como é o caso de Tobias Sammet e seu Avantasia.

O único momento baixo é a faixa de encerramento, a balada “No One Ever Sees Me”. Maçante e com uma melodia piegas, é um desafio a qualquer pessoa ouvi-la até o final. Uma faixa desnecessária, que contrasta com as demais músicas do disco.

Esse primeiro álbum do Unisonic está longe de ser o clássico instantâneo que os fãs mais afoitos imaginavam, mas é um trabalho consistente e forte, que mostra alguns dos maiores nomes da história do heavy metal – acompanhados por gente não tão nova assim, mas de inegável talento – experimentando novos caminhos sonoros e acertando a mão na maioria das vezes.

Lançamento nacional via Hellion Records.


Faixas:
  1. Unisonic
  2. Souls Alive
  3. Never Too Late
  4. I've Tried
  5. Star Rider
  6. Never Change Me
  7. Renegade
  8. My Sanctuary
  9. King for a Day
  10. We Rise
  11. No One Ever Sees Me

Slash na capa da nova edição da Sweden Rock Magazine

sexta-feira, março 30, 2012

Slash estampa a capa da nova edição da Sweden Rock Magazine, uma das revistas de hard rock mais respeitadas do mundo. O guitarrista fala sobre o seu novo disco, Apocalyptic Love, que sairá dia 22 de maio. A publicação dá destaque também para o vocalista Myles Kennedy, parceiro de Slash na fase atual de sua carreira.

O número 92 da Sweden Rock tem também uma entrevista exclusiva com Joey Tempest, vocalista do Europe, e matérias com Dragonforce, Accept, Marduk e muitas outras bandas.

A Sweden Rock Magazine é publicada desde 2001 e tem a sua linha editoral focada no hard rock e no chamado glam metal, além de abrir espaço para o heavy metal.


Lucio Dalla na nova Rolling Stone italiana

sexta-feira, março 30, 2012

A nova edição da Rolling Stone italiana traz na capa o cantor Lucio Dalla, cujo falecimento, no último dia 1 de março, abalou a terra da bota. Um dos maiores nomes da música do país, Dalla recebe uma grande homenagem da revista, que publicou uma longa matéria sobre a sua história.

Além disso, o número 102 da Rolling Stone italiana tem também textos sobre Johnny Cash, Paul McCartney, Paul Weller, George Harrison, Ramones, Black Keys e muito mais.

A edição italiana da Rolling Stone é publicada desde novembro de 2003. A revista traz matérias próprias e outras que são importadas diretamente da matriz norte-americana.

Para comprar a nova edição da Rolling Stone Itália, acesse o site oficial da publicação.

29 de mar de 2012

Enquete da semana: o melhor álbum de metal de 2005

quinta-feira, março 29, 2012

A enquete desta semana foi uma das mais disputadas da história da Collector´s Room. Quatro discos brigaram até o final pela primeira posição, que foi decidida por uma diferença de pouquíssimos votos. O vencedor foi The Black Halo, excelente álbum lançado pelo Kamelot em 2005 e que é um dos melhores trabalhos da história do metal melódico. Colados logo atrás estão os também ótimos Mesmerize, This Godless Endeavor e Tyranny of Souls.

Destaque para o grande número de votos recebidos pelos discos do Kreator, Judas Priest, Exodus, Opeth, Soulfly, Tony Iommi & Glenn Hughes, Sentenced e Trivium.

2005 foi um grande ano para o heavy metal, e a quantidade de bons discos lançados naquele ano comprova isso.

Devido às críticas e sugestões recebidas em relação às últimas enquetes, a sobre o melhor álbum de metal de 2006 – e as subsequentes – terão ainda mais opções de discos para você escolher os seus preferidos.

Confira abaixo o resultado final da enquete, e comente o resultado:

Kamelot – The Black Halo – 29%
System of a Down – Mesmerize - 28%
Nevermore – This Godless Endeavor - 28%
Bruce Dickinson – Tyranny of Souls – 27%
Kreator – Enemy of God - 23%
Judas Priest – Angel of Retribution - 20%
Exodus – Shovel Headed Kill Machine – 19%
Opeth – Ghost Reveries – 19%
Soulfly – Dark Ages – 17%
Tony Iommi & Glenn Hughes – Fused - 16%
Sentenced – The Funeral Album – 15%
Trivium – Ascendancy - 15%
Meshuggah – Catch Thirtythree - 11%
Candlemass – Candlemass – 10%
Tribuzy – Execution - 8%
Nile – Annihilation of the Wicked – 8%
Spiritual Beggars – Demons – 7%
Volbeat – The Strenght / The Sound / The Songs - 7%
High on Fire – Blessed Black Wings – 5%
Primal Fear – Seven Seals - 5%
Bolt Thrower – Those Once Loyal – 4%
Grand Magus – Wolf's Return - 3%
Manilla Road – Gates of Fire – 1%
Moonsorrow – Verisäkeet - 1%

Municipal Waste: assista o clipe de “The Fatal Feast”

quinta-feira, março 29, 2012


O Municipal Waste disponibilizou o clipe da faixa “The Fatal Feast”, presente em seu último disco, batizado com o mesmo nome. No vídeo, dirigido por Jeff Speed (responsável por alguns episódios da extinta série Firefly), a banda segue o conceito da capa do álbum, tocando em uma nave especial enquanto os músicos encarnam o papel de um bando de astronautas canibais.

The Fatal Feast: Waste in Space é o quinto álbum do Municipal Waste, e será lançado dia 10 de abril nos Estados Unidos pela Nuclear Blast, e dia 13 do mesmo mês na Europa. Além da versão normal, o trabalho ganhará edições limitadas em digipak e LP, ambas com uma música bônus - “Eviction Party”.

Confira abaixo o divertido clipe de “The Fatal Feast”:

Aborted: crítica de 'Global Flatline' (2011)

quinta-feira, março 29, 2012

Nota: 8,5

Sétimo álbum da banda belga Aborted, Global Flatline desembarca no mercado brasileiro em mais um lançamento exclusivo da Shinigami Records. O play mostra o grupo em grande forma, comprovando o porque da grande reputação que possui junto ao público.

Com faixas curtas e mais diretas – a exceção é “Endstille”, que fecha o disco com uma pancadaria de mais de seis minutos -, Global Flatline é uma pancada de respeito. Equilibrando uma agressividade brutal com ótima técnica e algumas doses de melodia, o Aborted mantém a tradição de temperar o seu death metal ríspido com alguns elementos de grindcore – principalmente na parte lírica -, o que torna tudo ainda mais extremo. Os vocais de Sven de Caluwé, guturais e mais agudos, deixam a atmosfera pra lá de perturbadora.

Com uma produção de primeira a cargo de Jacob Hansen (Communic, Mercenary, Volbeat), o disco ficou ainda mais forte devida à forma clara com que os instrumentos soam. Resumindo: apesar da brutalidade do som, tudo soa cristalino, e conseguir esse feito em um álbum de death metal é para poucos.

Os destaques vão para “Coronary Reconstruction”, “Vermicular, Obscene, Obese” (com a participação do ótimo Trevor Strnad, vocalista do The Black Dahlia Murder), “Expurgation Euphoria” e “Grime”. Merece menção também a já citada “Endstille”, que encerra o play em grande estilo com a inclusão de um discurso de Robert Oppenheimer, o pai da primeira bomba atômica, que destruiu Hiroshima em 6 de agosto de 1945.

Global Flatline é um grande álbum, com tudo para agradar não apenas os fãs de metal extremo, mas também quem curte death metal com alguma dose de melodia.


Faixas:
  1. Omega Mortis
  2. Global Flatline
  3. The Origin of Disease
  4. Coronary Reconstruction
  5. Fecal Forgery
  6. Of Scabs and Boils
  7. Vermicular, Obscene, Obese
  8. Expurgation Euphoria
  9. From a Tepid Whiff
  10. The Kallinger Theory
  11. Our Father, Who Art of Feces
  12. Grime
  13. Endstille

Jack White na nova Uncut

quinta-feira, março 29, 2012

A nova edição da revista inglesa Uncut traz em sua capa o vocalista e guitarrista Jack White. Em uma entrevista exclusiva, o músico fala sobre o seu retorno após o fim do White Stripes com um disco solo que vem sendo muito bem recebido mundo afora. A publicação traz também um CD encartado com o título de Jack White's Blues, com as versões originais de 15 canções clássicas regravadas por Jack ao longo de sua carreira, incluindo sons de nomes como Howlin' Wolf, Sun House, Terry Reid e Robert Johnson.

A edição 180 da Uncut tem também matérias com Gregg Allman, um especial sobre o fatídico show dos Stones em Altamont, discografia comentada de Pete Townshend, Public Enemy, Alex Chilton, Happy Mondays e muito mais.

A Uncut é publicada desde maio de 1997, e tem a sua linha editorial focada no rock, tanto o atual quanto o clássico.


28 de mar de 2012

O heavy metal e suas infinitas variações

quarta-feira, março 28, 2012

Não existe gênero mais inquieto que o heavy metal. Para comprovar essa afirmação, basta perceber a infinidade de subgêneros em que o estilo se reinventa a cada dia. Desde sua origem, lá em 13 de fevereiro de 1970 - uma sexta-feira 13, diga-se de passagem - com o lançamento do primeiro álbum do Black Sabbath, até o momento em que você está lendo este texto, o metal viu nascer as mais extremas, criativas e curiosas variações. É praticamente impossível listar todos os estilos em um só texto, então vou me ater aos principais gêneros da música pesada, em um guia que serve de porta de entrada para cada estilo.

Os discos indicados em cada gênero não têm a pretensão de serem apontados como os melhores de cada estilo, mas sim os que julgo mais adequados para conhecer e ter contato com cada uma das facetas do rico universo do heavy metal. Além disso, procurei indicar apenas um álbum de cada banda em cada estilo, então é por isso que tal álbum está aqui e outro não, ok? Além disso, algumas bandas se aventuraram por gêneros variados em suas carreiras, e por isso constam como referência em estilos distintos.

Um detalhe: o metal tradicional não consta aqui porque, afinal de contas, trata-se do heavy metal como o conhecemos - como o próprio nome diz, “normal” -, aquele que fez surgir todos os outros e que não precisa de maiores explicações.

Reforçando então: este é apenas um guia para quem quer conhecer os vários gêneros do metal. Em nenhum momento o objetivo foi criar um texto definitivo, até porque, para isso, seria necessária uma pesquisa muito mais intensa e profunda da que foi utilizada aqui.

Então, mergulhe comigo no maravilhoso e apaixonante universo do heavy metal!

Avant-Garde Metal

Alguns críticos utilizam o termo “metal experimental” para esse estilo, que surgiu na Europa central na metade dos anos oitenta. Como o próprio nome indica, é aplicado para definir o som de bandas de vanguarda, que experimentam possibilidades dentro do heavy metal.

Frequentemente, a música dessas bandas não é compreendida de imediato pela grande maioria dos ouvintes devido à estrutura das composições, geralmente fora do padrão convencional.

Pioneiros: Mr. Bungle, Alboth!, Faxed Head, Old.

Audição recomendada:

Mr. Bungle – Mr. Bungle (1991)
Old – Lo Flux Tube (1991)
Sigh – Hail Horror Hail (1997)
Fantômas – Fantômas (1999)
Arcturus – The Sham Mirrors (2002)
Meshuggah – Nothing (2002)
Diablo Swing Orchestra – Sing Along Songs for the Damned & Delirious (2009)
Devin Townsend – Deconstruction (2011)

Black Metal

Gênero que se caracteriza pelo uso de letras satânicas e que cultuam o demônio aliadas a uma produção rústica, que resulta em uma sonoridade propositadamente crua.

Apesar de algumas bandas já explorarem temas satânicos nos anos setenta, o black metal como gênero propriamente dito teve origem com o Venom, grupo inglês que influenciou profundamente o estilo.

Na segunda metade da década de 80 e início da de 90, uma geração de bandas formadas por jovens noruegueses levou o estilo além com álbuns que hoje são considerados clássicos. Além disso, esses jovens não ficaram só nas letras que escreviam para as suas composições, mas também colocaram em prática a sua crença, queimando igrejas históricas por toda Noruega.

Hoje, o black metal incorporou diversos elementos em sonoridade, notadamente góticos e sinfônicos, e uma parcela considerável de grupos do gênero não faz mais uso de produções pobres, muito pelo contrário, visto a exuberância dos trabalhos recentes do Dimmu Borgir, por exemplo.

O aspecto visual sempre foi muito importante no black metal. O corpse paint, maquiagem que imitava um cadáver, foi popularizada pelas bandas norueguesas e evoluiu para maquiagens e figurinos muito mais elaborados atualmente, dando um aspecto teatral para o gênero.

Pioneiros: Venom, Hellhammer, Bathory, Sarcófago, Mayhem.

Audição recomendada:

Venom – Black Metal (1982)
Hellhammer – Apocalyptic Raids (1984)
Bathory – Under the Sign of the Black Mark (1987)
Sarcófago – INRI (1987)
Darkthrone – A Blaze in the Northern Sky (1992)
Immortal – Pure Holocaust (1993)
Dissection – The Somberlain (1993)
Mayhem – De Mysteriis Dom Sathanas (1994)
Burzum – Hvis lyset tar oss (1994)
Emperor – In the Nightside Eclipse (1994)
Dimmu Borgir – Enthrone Darkness Triumphant (1997)

Death Metal

O death metal surgiu nos Estados Unidos na metade da década de oitenta, quando um grupo de bandas naturais, em sua maioria, da Flórida, e influenciadas por Slayer e Kreator, tornaram a sua música ainda mais agressiva e violenta da que a praticada por estes dois ícones do thrash metal.

A sonoridade extrema do death metal tem algumas características-chaves, como a bateria extremamente veloz (os chamados blast beats), guitarras com afinações mais baixas, acordes em progressão cromática e vocais guturais. As letras geralmente abordam temas sombrios, violentos e anti-religiosos.

Pioneiros: Death, Possessed, Morbid Angel, Sepultura.

Audição recomendada:

Possessed – Seven Churches (1985)
Death – Leprosy (1988)
Morbid Angel – Altars of Madness (1989)
Carcass – Symphonies of Sickness (1989)
Sepultura – Beneath the Remains (1989)
Obituary – Cause of Death (1990)
Dismember – Like an Ever Flowing Stream (1991)
Entombed – Clandestine (1991)
Deicide – Legion (1992)
Vader – De Profundis (1995)
Immolation – Close to a World Below (2000)
Krisiun – Conquerors of Armageddon (2000)

Death Metal Melódico

O death metal melódico teve a sua origem quando, no início da década de 90, algumas bandas suecas começaram a acrescentar grandes doses de melodia na agressividade característica do death. Isso fez surgir o termo “Gothenburg Sound” para caracterizar estes grupos, em sua grande maioria naturais dessa cidade e arredores.

Os vocais se alternam entre passagens guturais e limpas, e as guitarras apresentam elementos do metal tradicional nas melodias e nos solos.

Pioneiros: Carcass, Dark Tranquillity, At the Gates, In Flames.

Audição recomendada:

Carcass – Heartwork (1993)
Dark Tranquillity – The Gallery (1995)
At the Gates – Slaughter of the Soul (1995)
In Flames – Whoracle (1997)
Children of Bodom – Hatebreeder (1999)
Soilwork – Natural Born Chaos (2002)
Kalmah – They Will Return (2002)
Arch Enemy – Anthems of Rebellion (2003)
Mercenary – The Hours That Remain (2006)
Scar Symmetry – Pitch Black Progress (2006)

Doom Metal

Com um andamento lento e arrastado e doses generosas de peso, o doom metal tem como uma de suas principais características a atmosfera que as suas músicas procuram criar, passando a sensação de angústia e desespero para o ouvinte. A baixa afinação das guitarras também é outro elemento importante no gênero. As letras geralmente exploram temas como tristeza, depressão, medo e sofrimento, resultando em um painel perturbador.

As raízes do estilo estão no início dos anos 70, nos primeiros discos do Black Sabbath, principalmente no álbum Master of Reality (1971). Nos anos 80, bandas europeias transformaram o que era apenas uma das características do som do Black Sabbath em um gênero próprio. Nomes como Witchfinder General, Candlemass, Pentagram, Saint Vitus e Trouble desenvolveram o estilo com discos que hoje são considerados clássicos.

Uma nova geração de grupos como My Dying Bride, Cathedral e Electric Wizard renovou o doom nos anos 90, e hoje o estilo mantém-se vivo e pulsante, com uma legião de fãs em todo o mundo.

Pioneiros: Black Sabbath, Pentagram, Witchfinder General, Saint Vitus, Trouble, Candlemass.

Audição recomendada:

Black Sabbath – Master of Reality (1971)
Witchfinder General – Death Penalty (1982)
Trouble – Psalm 9 (1984)
Saint Vitus – Saint Vitus (1984)
Candlemass – Epicus Doomicus Metallicus (1986)
Pentagram – Day of Reckoning (1987)
Cathedral – The Ethereal Mirror (1993)
My Dying Bride – The Angel and the Dark Ride (1995)
Electric Wizard – Dopethrone (2000)

Folk Metal

O folk metal surgiu na Europa no início da década de 1990, quando algumas bandas começaram a unir elementos e características da música folclórica de seus países de origem ao heavy metal que praticavam.

O uso de instrumentos como violino, flauta, acordeão e outros pouco comuns à música pesada fazem com que o folk metal soe de maneira única. Isso, aliado às melodias baseadas, em alguns casos, em canções centenárias e o uso de idiomas locais, torna o som inegavelmente interessante.

Nos últimos anos, uma nova geração de bandas vindas da leste europeu, cujo principal expoente são os israelenses do Orphaned Land, têm levado o gênero a um novo nível.

Pioneiros: Skyclad, Mägo de Oz, Cruachan, Isengard.

Audição recomendada:

Cruachan – Thuata na Gael (1995)
Skyclad – Oui Avant-Garde á Chance (1996)
Mägo de Oz – La Leyenda de La Mancha (1998)
Moonsorrow – Voimasta ja kunniasta (2001)
Ensiferum – Ensiferum (2001)
Orphaned Land – Mabool: The Story of the Three Sons of Seven (2004)
Finntroll – Nattfödd (2004)
Korpiklaani – Voice of Wilderness (2005)
Suidakra – Caledonia (2006)
Eluveitie – Spirit (2006)
Turisas – The Varangian Way (2007)
Myrath – Desert Call (2010)

Gothic Metal

O gothic metal surgiu no início dos anos 1990 quando algumas bandas inglesas, finlandesas, alemãs, italianas e norueguesas começaram a inserir elementos do rock gótico dos anos 80 em seu som.

Tendo como principal característica a melancolia e os vocais extremamente graves, o gothic metal passou a ser associado erroneamente, nos últimos anos, com bandas com vocais femininos operísticos.

As raízes do gêneros estão nos primeiros trabalhos de grupos como Paradise Lost, Type O Negative, Tiamat, Lacrimosa e Theatre of Tragedy – banda norueguesa que foi uma das pioneiras no uso do contraste entre vozes masculinas guturais e belos vocais femininos.

Pioneiros: Paradise Lost, Type O Negative, Lacrimosa, Tiamat, Theatre of Tragedy.

Audição recomendada:

Type O Negative – Bloody Kisses (1993)
Tiamat – Wildhoney (1994)
Paradise Lost – Draconian Times (1995)
The Gathering – Mandylion (1995)
Moonspell – Wolfheart (1995)
Sentenced – Down (1996)
Theatre of Tragedy – Aégis (1998)
Tristania – Widow's Weeds (1998)
Lacrimosa – Elodia (1999)

Grindcore

Na metade dos anos oitenta, bandas inglesas como Napalm Death e Carcass começaram a executar um som extremíssimo, que unia elementos do thrash e speed metal com o hardcore.

Com andamentos rapidíssimos – a popularização dos blast beats veio daqui – e vocais urrados e frequentemente ininteligíveis, o grindcore se caracteriza por composições curtas e violentas e letras que falam de temas polêmicos como podridão, cadáveres, canibalismo e a fisiologia humana.

Pioneiros: Napalm Death, Carcass, Macabre, Pungent Stench, Terrorizer.

Audição recomendada:

Napalm Death – Scum (1987)
Carcass – Symphonies of Sickness (1989)
Repulsion – Horrified (1989)
Terrorizer – World Downfall (1989)
Pungent Stench – For God Your Soul … For Me Your Flesh (1990)
Cannibal Corpse – Tomb of the Mutilated (1992)
Brutal Truth – Extreme Conditions Demand Extreme Responses (1992)
Macabre – Sinister Slaughter (1993)
Pig Destroyer – Prowler in the Yard (2001)

Groove Metal

No início dos anos noventa, bandas como Pantera e Sepultura deram uma ênfase maior para o groove em suas composições, que tinham riffs mid-tempo semelhantes aos do thrash metal, mas ritmos menos velozes que os do thrash.

O estilo ganhou força anos últimos anos, principalmente pelo fato de nomes clássicos como Exodus e Anthrax terem explorado características do gênero em seus trabalhos mais recentes.

Pioneiros: Pantera, Sepultura, Prong, White Zombie, Machine Head.

Audição recomendada:

Pantera – Vulgar Display of Power (1992)
White Zombie – La Sexorcisto: Devil Music, Vol 1 (1992)
Sepultura – Chaos A.D. (1993)
Machine Head – Burn My Eyes (1994)
Grip Inc. - Solidify (1999)
Lamb of God – As the Palaces Burn (2003)
Chimaira – Chimaira (2005)
DevilDriver – Pray for Villains (2009)

Metal Alternativo

O termo surgiu na segunda metade da década de 80 para definir algumas bandas que misturavam o peso do heavy metal com outros gêneros musicais como o funk (Primus, Faith No More, Bad Brains, Fishbone), hip-hop (Rage Against the Machine) e grunge (Soundgarden).

Nos anos 90, essa definição evoluiu para o chamado “nu metal”, aplicado ao então efervescente cenário de novos grupos norte-americanos. Apesar disso, algumas bandas atuais como o System of a Down ainda são classificadas como heavy metal alternativo.

Pioneiros: Mother's Finest, Bad Brains, Faith No More, Primus.

Audição recomendada:

Primus – Frizzle Fry (1990)
Prong – Prove You Wrong (1991)
Soundgarden – Badmotorfinger (1991)
Faith No More – Angel Dust (1992)
Rage Against the Machine – Rage Against the Machine (1992)
Helmet – Meantime (1992)
Tool – Aenima (1996)
Deftones – White Pony (2000)
System of a Down – Toxicity (2001)

Metal Industrial

A união do heavy metal com elementos do rock industrial e da música eletrônica surgiu no final da década de oitenta. O uso de sinterizadores, samplers e baterias eletrônicas é uma constante, assim como as guitarras afinadas em tons mais baixos e riffs cíclicos, que se repetem infinitamente ao longo das faixas. Os vocais geralmente são distorcidos, o que dá um clima ainda mais extremo para a música.

Pioneiros: Ministry, Godflesh, Fear Factory

Audição recomendada:

Ministry – The Land of Rape and Honey (1988)
Godflesh – Streetcleaner (1989)
Nailbomb – Point Blank (1994)
Strapping Young Lad – Alien (1995)
Fear Facture – Demanufacture (1995)
Marilyn Manson – Antichrist Superstar (1996)
Rob Zombie – Hellbilly Deluxe (1998)
Rammstein – Mutter (2001)

Metal Neo-Clássico

Este gênero surgiu durante os anos setenta, quando Ritchie Blackmore, guitarrista do Deep Purple, fundou o Rainbow e extravasou a sua paixão pela música clássica. Na década de oitenta, o sueco Yngwie Malmsteen levou o estilo além, criando as suas composições tendo como ponto de partida a música clássica ao invés do heavy metal.

O gênero sempre teve como instrumento dominante a guitarra, através de guitar heros que exploravam a sua técnica avantajada em composições repletas de melodia e arranjos complexos. O uso de arpegios, contrapontos e vibratos, além da velocidade com que as notas são tocadas, são algumas das principais características do estilo.

Pioneiros: Rainbow, Yngwie Malmsteen, Jason Becker

Audição recomendada:

Rainbow – Rising (1976)
Yngwie Malmsteen – Rising Force (1984)
Vinnie Moore – Mind's Eye (1987)
Tony MacAlpine – Maximum Security (1987)
Cacophony – Speed Metal Symphony (1987)
Jason Becker – Perpetual Burn (1988)
Impellitteri – Grin and Bear It (1992)
Narnia – Awakening (1998)

Metalcore

O metalcore combina o heavy metal e o punk em composições cheias de quebras e mudanças de andamento, além do uso expressivo da dissonância. Os vocais se alternam entre guturais e vozes limpas, essas últimas geralmente nos refrões.

O gênero surgiu no início dos anos 90, mas ganhou notoriedade apenas no final da década, quando uma nova geração de bandas norte-americanas projetou o metalcore para o mundo.

Pioneiros: Converge, Earth Crisis, Iconoclast

Audição recomendada:

Converge – Jane Doe (2001)
Killswitch Engage – Alive or Just Breathing (2002)
Shadows Fall – The Art of Balance (2002)
Between the Buried and Me – The Silent Circus (2003)
Lamb of God – Ashes of the Wake (2004)
Heaven Shall Burn – Antigone (2004)
Trivium – Ascendancy (2005)
The Human Abstract – Nocturne (2006)
All That Remains – The Fall of Ideas (2006)
Darkest Hour – Deliver Us (2007)
Protest the Hero – Fortress (2008)
Every Time I Die – Ex Lives (2012)

New Wave of British Heavy Metal

No final dos anos 70, uma geração de novas bandas surgiu na Inglaterra e mudou para sempre o rumo do heavy metal. Afastando o metal de suas raízes do blues e investindo em grandes doses de melodia e guitarras gêmeas, nomes como Iron Maiden, Tygers of Pan Tang, Saxon e outros criaram a base na qual todo o heavy metal dos anos oitenta se desenvolveu.

Com temas épicos e vocais altos, o termo NWOBHM foi criado primeiramente para definir a origem destes novos grupos e não um estilo musical próprio. Porém, com o passar dos anos, a sonoridade forte e cheio de personalidade dos principais nomes do movimento, como Maiden, Saxon, Blizkrieg e Diamond Head, acabou sendo definida como o som característico da New Wave of British Heavy Metal.

Pioneiros: Iron Maiden, Angel Witch, Saxon, Diamond Head, Tygers of Pan Tang.

Audição recomendada:

Iron Maiden – Iron Maiden (1980)
Angel Witch – Angel Witch (1980)
Diamond Head – Lightning to the Nations (1980)
Saxon – Wheels of Steel (1980)
Samson – Head On (1980)
Quartz – Stand Up and Fight (1980)
Def Leppard – High 'n' Dry (1981)
Tygers of Pan Tang – Spellbound (1981)
Raven – Rock Until You Drop (1981)
Demon – Night of the Demon (1981)
Tokyo Blade – Tokyo Blade (1983)
Jaguar – Power Games (1983)
Tank – This Means War (1983)
Blitzkrieg – A Time of Changes (1985)

Nu Metal

Também chamado de new metal, surgiu nos Estados Unidos em meados da década de noventa, quando uma leva de bandas começou a dar uma ênfase muito maior ao ritmo e ao peso em suas composições.

A guitarra deixou de ser usada para criar melodias e solos, e passou a ser quase exclusivamente um instrumento rítmico. Baixo e bateria pegaram elementos do funk e hip-hop e uniram ao peso, privilegiando o groove. Os vocais também passaram por uma grande mudança, sendo mais falados e declamados, contrastando com as linhas vocais tradicionais do heavy metal. Além disso, as vozes, em sua maioria, são sempre agressivas e até mesmo guturais.

A produção tem um papel importante no estilo, com o uso de efeitos e outros elementos para ambientação da música.

Vários pesquisadores apontam o álbum Roots, lançado pelo Sepultura em 1996, como o marco zero do estilo.

Pioneiros: Korn, Deftones, Limp Bizkit, Slipknot, Coal Chamber.

Audição recomendada:

Sepultura – Roots (1996)
Deftones – Around the Fur (1997)
Soulfly – Soulfly (1998)
Korn – Follow the Leader (1998)
Slipknot – Slipknot (1999)
Linkin Park – Hybrid Theory (2000)
Sevendust – Animosity (2001)

Power Metal

Combinando elementos do metal tradicional e do thrash metal, o power metal surgiu na Europa no início dos anos oitenta. Era uma música rápida, baseada na melodia e na harmonia entre os instrumentos. É bastante comum também os grupos do gênero inserirem elementos sinfônicos em suas composições, tornando-as ainda mais pomposas. Liricamente, as letras exploram temas repletos de fantasia ou buscam inspiração na mitologia.

No Brasil, o termo ficou mais conhecido como “metal melódico”.

Pioneiros: Helloween, Blind Guardian, Virgin Steele, Running Wild.

Audição recomendada:

Virgin Steele – Noble Savage (1986)
Helloween – Keeper of the Seven Keys Part II (1988)
Running Wild – Death or Glory (1989)
Viper – Theatre of Fate (1989)
Angra – Angels Cry (1993)
Gamma Ray – Land of the Free (1995)
Blind Guardian – Imaginations From the Other Side (1995)
Grave Digger – Tunes of War (1996)
Stratovarius – Visions (1997)
Edguy – Mandrake (2001)
Avantasia – The Metal Opera (2001)
Masterplan – Masterplan (2003)
Kamelot – The Black Halo (2005)

Prog Metal

Como o nome diz, é a união do heavy metal com o rock progressivo, gerando composições longas, intrincadas e repletas de peso. A técnica dos instrumentistas é uma característica onipresente, com músicos que são, de modo geral, referências em seus instrumentos. Liricamente, as letras exploram temas mais intelectualizados, com vocalistas que, de modo geral, cantam em timbres altos e fazem uso de vocalizações operísticas.

Pioneiros: Fates Warning, Dream Theater, Crimson Glory, Queensrÿche

Audição recomendada:

Fates Warning – Awaken the Guardian (1986)
Queensrÿche – Operation: Mindcrime (1988)
Crimson Glory – Transcendence (1988)
Dream Theater – Images and Words (1992)
Savatage – Edge of Thorns (1993)
Symphony X – The Divine Wings of Tragedy (1997)
Conception – Flow (1997)
Shadow Gallery – Gallery (1998)
Evergey – In Search of Truth (2001)
Pain of Salvation – Remedy Lane (2002)
Ayeron – The Human Equation (2004)

Sludge

No final da década de oitenta, algumas bandas começaram a unir os andamentos mais lentos e a atmosfera sombria do doom metal com a violência e os vocais agressivos do hardcore e do punk.

Grupos como Crowbar e Corrosion of Conformity pavimentaram o caminho sobre o qual o gênero, cada vez mais popular, se desenvolveu ao longo dos anos.

Pioneiros: Crowbar, Melvins, Corrosion of Conformity

Audição recomendada:
Corrosion of Conformity – Blind (1991)
Melvins – Houdini (1993)
Down – NOLA (1995)
Crowbar – Broken Glass (1996)
Neurosis – Through Silver in Blood (1996)
Isis – Oceanic (2002)
Cult of Luna – The Beyond (2003)
High on Fire – Blessed Black Wings (2005)

Stoner

Colocando em um mesmo caldeirão elementos do doom metal, do rock psicodélico e do blues rock, o stoner é um gênero que se destaca pela melodia e pelo peso. O baixo tem um papel importante, sempre em destaque, fazendo a cama sobre a qual os riffs de guitarra se desenvolvem. Liricamente, um dos temas mais explorados pelas bandas é o culto a maconha.

Com uma sonoridade que remete aos anos setenta, os grupos do estilo costuman agradar os fãs dos mais variados gêneros da música pesada.

Pioneiros: Kyuss, Spiritual Beggars, Fu Manchu, Corrosion of Conformity

Audição recomendada:

Kyuss – Blues for the Red Sun (1992)
Corrosion of Conformity – Deliverance (1994)
Orange Goblin – Frequencies From the Planet Ten (1997)
Spiritual Beggars – Ad Astra (2000)
Grand Magus – Wolf's Return (2005)
Church of Misery – Houses of the Unholy (2009)

Symphonic Metal

Heavy metal temperado com elementos da música clássica. O uso de instrumentos sinfônicos torna as composições geralmente mais épicas, além de grandiosas. O estilo surgiu na primeira metade da década de 90, e se popularizou e evoluiu com os anos.

Hoje, o uso de instrumentos sinfônicos está disseminado em praticamente todos os estilos do heavy metal, mas em nenhum com tanta evidência quanto aqui.

Nos últimos anos, o estilo tem se caracterizado pelo uso cada vez maior de vocais femininos operísticos.

Pioneiros: Rhapsody, Rage, Therion, Haggard

Audição recomendada:

Therion – Theli (1996)
Nightwish – Oceanborn (1998)
Rhapsody – Symphony of Enchanted Lands (1998)
Rage – XIII (1998)
Trans-Siberian Orchestra – Beethoven's Last Night (2000)
Dark Moor – The Hall of the Olden Dreams (2000)
Within Temptation – Mother Earth (2000)
Haggard – Eppur si muove (2004)
After Forever – After Forever (2007)
Epica – The Divine Conspiracy (2007)

Thrash Metal

O thrash surgiu no início da década de 80, primeiramente nos Estados Unidos e logo depois ne Europa. A famosa cena da Bay Area de San Francisco revelou bandas seminais como o Metallica, Slayer e Exodus. Quase ao mesmo tempo, a Alemanha também fazia história como grupos como o Destruction, Kreator e Sodom.

O que esses grupos fizeram foi unir a sonoridade cheia de melodia da NWOBHM com a agressividade do punk, fazendo nascer um gênero novo que influenciou profundamente a história do heavy metal.

Composições longas, cheias de mudanças de andamento e baseadas em riffs, fizeram a cabeça de grande parte dos headbanger durante a década de oitenta, em uma resposta aos caminhos cada vez mais intrincados que o metal daquela época vivia. A guitarra base assumiu um posto de destaque no thrash metal, cuspindo riffs e bases que alicerçaram o gênero. Liricamente, os temais sociais começaram a ser explorados, com músicas falando de violência, morte e guerras.

Pioneiros: Metallica, Slayer, Megadeth, Destruction, Kreator, Sodom, Anthrax

Audição recomendada:

Exodus – Bonded by Blood (1985)
Destruction – Infernal Overkill (1985)
Metallica – Master of Puppets (1986)
Slayer – Reign in Blood (1986)
Kreator – Pleasure to Kill (1986)
Anthrax – Among the Living (1987)
Testament – The Legacy (1987)
Overkill - Taking Over (1987)
Sodom – Agent Orange (1989)
Megadeth – Rust in Peace (1990)
Sepultura – Arise (1991)

Viking Metal

O viking metal nasceu com o álbum Hammerheart, lançado pelo Bathory em 1990. No disco, o grupo liderado por Quorton deixou de lado o black metal e explorou uma sonoridade influenciada pela mitologia viking.

O uso de riffs galopantes e instrumentos folclóricos nórdicos diferencia o estilo dos demais. Além disso, algumas bandas costumam se vertir com figurinos que lembram os antigos guerreiros vikings, e cantam letras de louvor a antigas batalhas.

Pioneiros: Bathory, Thyrfing, Falkenbach, Borknagar

Audição recomendada:

Bathory – Hammerheart (1990)
Borknagar – The Olden Domain (1997)
Falkenbach - … Magni Blandinn Ok Megintiri … (1998)
Thyrfing – Vansinnesvior (2002)
Graveland – The Fire of Awackening (2003)
Turisas – Battle Metal (2004)
Amon Amarth – Surtur Rising (2011)

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