9 de fev de 2013

Festival Live n´ Louder terá nova edição em abril e já tem três atrações confirmadas

sábado, fevereiro 09, 2013
O trauma causado pelo Metal Open Air e suas inúmeras picaretagens foi tão grande que a gente até fica com medo de anunciar novos festivais relacionados ao hard e ao metal aqui no Brasil, mas vamos lá. 

O Live n´ Louder, que aconteceu nos anos de 2005 e 2006, volta em abril através da produtora Top Link, responsável por todas as edições. O evento acontecerá no dia 14 de abril em São Paulo, mas o local ainda não foi anunciado. Três atrações já estão confirmadas: Twisted Sister (que será o headliner), Metal Church e Molly Hatchet. 

Para quem gosta de hard e metal clássico, uma boa pedida.

Por Ricardo Seelig

+ RIP Donaldson Toussaint L'Ouverture Byrd II (09/12/1932 - 04/02/2013) +

sábado, fevereiro 09, 2013
O trompetista norte-americano Donald Byrd morreu na última segunda-feira (4) aos 80 anos, no estado de Delaware. 

Segundo o site do jornal britânico The Guardian, o pianista Alex Bugnon, sobrinho de Byrd, anunciou a morte do tio em seu perfil no Facebook

"Donald faleceu segunda-feira. Seu funeral será realizado em Detroit na próxima semana. Eu não tenho mais paciência para esse manto de sigilo desnecessário colocado sobre sua morte por alguns de seus familiares mais próximos”, desabafou Bugnon na rede social. A causa da morte não foi divulgada. 

Donald Byrd começou a carreira nos anos 1950 com o coletivo de músicos Art Blakey's Jazz Messengers. As raízes do trompetista estão no bepop, mas suas ligações com a soul music, o funk e o jazz fusion lhe garantiram maior projeção. O músico chegou a tocar com monstros do jazz como Thelonious Monk, John Coltrane, Sonny Rollins e Herbie Hancock.

Por Nelson Júnior

8 de fev de 2013

Coheed and Cambria: crítica de The Afterman: Descension (2013)

sexta-feira, fevereiro 08, 2013
Uma das mais interessantes bandas da última década, o Coheed and Cambria é liderado pelo vocalista / guitarrista / escritor Claudio Sanchez, e adquiriu considerável reconhecimento no Brasil depois de participar (ainda que timidamente) da última edição do Rock in Rio, em 2011.

Em 2012, os americanos deram início ao novo capítulo dos seus discos conceituais, denominado The  Afterman, novamente baseado nas The Amory Wars, a história escrita por Sanchez que serve como pilar para todos os trabalhos da banda. Centrada no personagem Sirius Amory, é dividida em duas partes, que foram gravadas simultaneamente entre novembro de 2011 e junho de 2012, sendo que Ascension figurou em diversas listas de melhores álbuns do ano passado.

Lançado em 5 de fevereiro, Descension é a derradeira parte dessa história, e vem recebendo elogiadas críticas ao redor do mundo. A versão deluxe do álbum acompanha um livro de mesa escrito por Claudio Sanchez e Peter David, com textos e ilustrações que servem como uma espécie de guia para quem ouve o disco.

Soando um tanto enigmática, “Pretelethal” se encaixa perfeitamente tanto como introdução para a conclusão de The Afterman quanto como o elo de ligação entre as duas partes, cumprindo o seu papel de afogar novamente o ouvinte na atmosfera e conceito do álbum. Principalmente porque “Key Entity Extraction V: Sentry The Defiant” não é exatamente um início de álbum dos mais palatáveis, a princípio, pois alterna bruscamente entre grooves e melodias que lembram vagamente os melhores momentos do Tool e passagens arrastadas, com Sanchez despejando incansavelmente os versos, interpretando muito bem o personagem da história, que acaba de despertar de uma espécie de revelação. Se isso é ruim? Não, nem um pouco. Porém, é preciso estar em sintonia com a sonoridade e preparado para o que está por vir.

Com a frase “Sirius, do you still want to go home?”, a faixa “The Hard Sell” mostra um lado mais raivoso da banda (um contraponto bem interessante com as vozes soltas no fundo), com diversos momentos dos mais intrincados e aquele típico refrão que insiste em permanecer horas na sua mente, assim como “Number City”, que traz uma parafernália de efeitos eletrônicos, em um andamento inusitado que torna impossível não se sentir no meio de um cenário altamente iluminado, com fortes luzes de diversas cores e visualmente caótico.

“Gravity’s Union” retoma o clima um pouco mais soturno, e mesmo com uma acentuada complexidade rítmica, evolui naturalmente ao longo da história sendo contada e resulta em um dos momentos mais inspirados e empolgantes do disco. Apesar do clima de encerramento, “Away We Go” é uma daquelas mezzo baladas características da banda, alternando entre o pop, o rock alternativo e o AOR nos quase quatro minutos que levam à interessante “Iron Fist”, mais um momento bem tranquilo do álbum, que equilibra passagens acústicas com efeitos eletrônicos, bem agradável de se ouvir.

As duas faixas anteriores podem chegar a soar um tanto quanto fora de contexto, mas ao compreender o conceito lírico, é possível captar que, assim como o personagem, instrumentalmente o clima do álbum vai descendo gradativamente. Esse fato se evidencia na belíssima balada (com forte apelo radiofônico – e novamente, isso não é um ponto negativo) “Dark Side of Me” e no encerramento “2’s My Favorite 1”, com a sua atmosfera muito bem construída, que se não é exatamente épica, serve como a base perfeita para a letra extremamente descritiva, e mesmo um tanto quanto trágica, que se assemelha em muito ao final de um filme.

Em um balanço geral, The Afterman: Descension apresenta um Coheed and Cambria bem mais agressivo, flertando em diversos momentos com o hard rock setentista, ao mesmo tempo que agrega elementos mais modernos ao seu complexo e intrincado rock alternativo com tendências progressivas. Eles acertam ao seguir a trama de Sirius Amory também com relação às passagens instrumentais, funcionando como o palco para as interpretações de Claudio Sanchez. Porém, ao compararmos com a primeira parte dessa minissérie, as nove faixas soam, em alguns momentos, meio desconexas entre si, e exigem audições repetidas para entrar de forma definitiva na proposta do álbum. As letras, mais simples e compreensíveis (ainda mais se comparadas com as dos primeiros discos) parecem ter menos força e impacto do que em The Afterman: Ascension, aonde eram construídas uma sucessão de melodias instantaneamente reconhecíveis, sem abrir mão da identidade musical em nenhum momento.

É sim um bom disco, que mantém praticamente intacta as características do Coheed and Cambria, e mesmo com algumas oscilações é uma interessante experiência, principalmente ao ser apreciada juntamente com a primeira parte e compreendendo todo a história de Sirius Amory.

Nota 7


Faixas:
1 Pretelethal
2 Key Entity Extraction V: Sentry the Defiant
3 The Hard Sell
4 Number City
5 Gravity’s Union
6 Away We Go
7 Iron Fist
8 Dark Side of Me
9 2’s My Memory 1

Por Rodrigo Carvalho

Stone Sour divulga lyric video da inédita “Do Me a Favor”

sexta-feira, fevereiro 08, 2013
“Do Me a Favor”, primeiro single do novo disco do novo disco do Stone Sour, House of Gold & Bones Part 2, acaba de ser divulgada na forma de um lyric video. O álbum será lançado em 9 de abril.

Trata-se de uma composição tipicamente Stone Sour, com refrão marcante e o apelo característico das músicas do grupo.

Enjoy!

  

Por Ricardo Seelig

Assista “Passing Through”, o novo clipe do Cult of Luna

sexta-feira, fevereiro 08, 2013
Os suecos do Cult of Luna, que lançaram no início do ano o seu sexto disco, Vertikal, disponibilizaram hoje o clipe da faixa “Passing Through”. O vídeo foi dirigido por Markus Lundqvist e gravado em temperaturas abaixo de zero dentro do Säter Hospital, a maior instituição para pacientes com problemas mentais do país, famosa pela utilização de tratamentos baseados em lobotomia e castração.

Com uma bela fotografia, o clipe é denso do início ao fim, transmitindo a mesma sensação do álbum.

Experimente!


Por Ricardo Seelig

Selo lança LP com raridades de Wander Wildner

sexta-feira, fevereiro 08, 2013
Wander Wildner, ex-Replicantes e dono de uma carreira solo respeitável, está ganhando um lançamento pra lá de especial. O selo pernambucano Assustado Discos está colocando no mercado o LP Rodando El Mundo, que reúne doze faixas raras do bardo-trovador-punk-romântico gaúcho.

Fazem parte da bolacha as músicas “Boas Notícias”, “Rodando El Mundo”, “Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo”, “Sangue Sujo”, “Wynona”, “Falcatruas”, “Maverikão”, “Um Bom Motivo”, “Sandina”, “Adeus às Ilusões”, “Ensaístico” e “Bebendo Vinho”.

O disco pode ser comprado através da página do selo no Facebook, e será liberado para download gratuito em breve.

E repetindo: só sai em LP e em edição limitada, o que torna a coisa mais legal ainda!

Por Ricardo Seelig

Assista “The Raven That Refused to Sing”, o lindo novo clipe de Steven Wilson

sexta-feira, fevereiro 08, 2013
O prolífico Steven Wilson, líder do Porcupine Tree e presente em diversos outros projetos, divulgou o primeiro clipe de seu novo álbum solo.

The Raven That Refused to Sing (And Other Stories) - cuja capa você pode ver acima - será lançado dia 25 de fevereiro pela Kscope e terá seis faixas: “Luminol”, “Drive Home”, “The Holy Drinker”, “The Pin Drop”, “The Watchmaker” e “The Raven That Refused to Sing”.

Todas as composições exploram temas sobrenaturais, com as letras inspiradas em obras clássicas de Edgar Allan Poe e Arthur Machen.

A faixa-título, e que encerra o trabalho, ganhou um lindo vídeo todo produzido em animação, que você pode assistir abaixo:


Por Ricardo Seelig

Riverside: crítica de Shrine of New Generation Slaves (2013)

sexta-feira, fevereiro 08, 2013
Um dos maiores nomes do rock progressivo atual, os poloneses do Riverside sempre se destacaram no cenário graças ao foco em composições um pouco mais simples, focadas nas melodias e na exploração do sentimento musical, sem descambar para o exibicionismo e masturbação sem sentido. Com uma sucessão de discos que apresentam raros pontos baixos, a banda chega ao quinto trabalho (se não contarmos os dois EPs Voices in My Head e Memories in My Head – excelentes, por sinal) cercado de grandes expectativas, principalmente pela dúvida sobre qual caminho eles seguiriam três anos depois de Anno Domini High Definition.

Shrine of New Generation Slaves foi gravado e produzido pelo próprio quarteto nos estúdios Serakos, no seu país natal, e, novamente contando com a direção de arte do grande Travis Smith, o trabalho gráfico intrigante auxilia em muito para a imersão musical que o disco pede.

“New Generation Slave” abre o álbum de forma impressionante, com Mariusz Duda e sua voz comprimida cantando melodias simples, uma letra mundana, para o ouvinte se identificar (e porque não, simpatizar) imediatamente com o personagem da música. Aliás, os pensamentos expressos nesta faixa resumem todo o conceito que gira em torno do disco: pessoas que estão tão presas ao seu cotidiano e ao seu trabalho, que nem percebem que vivem uma espécie de servidão moderna – os escravos da nova geração. Logo em seguida, “The Depth of Self-Delusion” traz ao longo dos sete minutos uma evolução musical e lírica que simplesmente afoga você de vez na atmosfera do trabalho, procurando cada detalhe em uma das melhores faixas da carreira dos poloneses. O primeiro single e vídeo do disco, “Celebrity Touch”, é mais uma grata surpresa, ao mostrar o Riverside experimentando um direcionamento mais ligado ao hard rock setentista, carregado de riffs grudentos e passagens memoráveis de teclado, lembrando razoavelmente o que o Pain of Salvation fez nos últimos dois discos, sem perder suas características principais.

E se a faixa anterior pode causar um certo estranhamento inicial, “We Got Used to Us” os traz de volta para um terreno seguro: uma belíssima balada, uma das mais finas interpretações da banda como um todo, que apela para os arranjos simples nessa que é uma das composições mais carregadas do quarteto. Um pouco mais espacial e um tanto quanto moderna, “Feel Like Falling” estranhamente aproxima o Riverside da sonoridade intrincada do Muse. Sim, isso mesmo, talvez com uma dose muito menor da megalomania dos ingleses, mas ainda assim há uma incômoda semelhança, que combinados à sua própria identidade trouxeram resultados interessantes e controversos. Porém, “Deprived” remonta a normalidade novamente, uma longa faixa melancólica e atmosférica, com interessantes passagens instrumentais que remetem diretamente a bandas como Opeth e Porcupine Tree e hipnotizam facilmente o ouvinte.

“Escalator Shrine”, a epopeia que beira os treze minutos, é uma homenagem justa e com propriedade para o rock progressivo clássico. Passeando tranquila e naturalmente ao longo das infinitas influências, do flerte com a música oriental, as ótimas passagens de jazz, o prog metal soturno, e, principalmente, o sentimento de contemplação que bandas como Pink Floyd e King Crimson conseguiam entregar em seus tempos áureos, principalmente nas seções instrumentais da música. A curta e bonita faixa acústica “Coda” soa como uma redenção, de alguém que permaneceu muito tempo preso à sua própria vida, mas finalmente consegue abrir os olhos e descobrir a infinitude de opções e caminhos que cada um tem.

O Riverside lança este que é um dos seus trabalhos mais consistentes, e mantém a sua curva criativa não apenas a níveis impressionantes, mas mostra que os poloneses continuam em plena ascensão, e ainda tem muito a acrescentar a sua sonoridade, mesmo com a identidade já estabelecida. Shrine of New Generation Slaves é um disco equilibrado, surpreendente, que prende a sua mente de forma singular, colocando-o como protagonista do próprio conceito, um tema forte e subjetivo, que faz com que você reflita sobre a própria vida enquanto acompanha cada segundo da obra. Um álbum que, se ouvido da maneira correta, com foco e concentrado, é capaz de marcar a pessoa de forma profunda. E assim como a própria banda coloca nos versos de encerramento, não irá sentir como se estivesse caindo em um espaço vazio.

Nota 9


 
Faixas:
1 New Generation Slave
2 The Depht of Self-Destruction
3 Celebrity Touch
4 We Got Used to Us
5 Fell Like Falling
6 Deprived (Irretrievably Lost Imagination)
7 Escalator Shrine
8 Coda

Por Rodrigo Carvalho

7 de fev de 2013

Muse encontra o black metal no clipe de “Supremacy”

quinta-feira, fevereiro 07, 2013
A faixa de abertura e melhor música do último disco do Muse, The 2nd Law, ganhou um clipe surpreendente. Surpreendente porque traz como personagens diversos jovens pintados com a característica corpse paint do black metal norueguês, enquanto pegam ondas, curtem a paisagem e até mesmo se apaixonam.

O resultado final é um belo trabalho, que não cai no estereótipo e dá a entender que alguém na banda é familiarizado ou fã da cena black.

Assista:


Por Ricardo Seelig

Ouça “Paul’s Not Home”, colaboração de Jack White com Gibby Haynes, vocalista do Butthole Surfers

quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Jack White juntou forças com Gibby Haynes, vocalista do Butthole Surfers, e a dupla gravou um single com três faixas que será lançado dia 14 de fevereiro, o tradicional Valentine’s Day norte-americano. Haynes cuida dos vocais, enquanto White é o responsável pelas guitarras. 

O single faz parte da Blue Series da Third Man Records, gravadora de Jack.

A versão para “Paul’s Not Home”, da banda punk Adrenaline O.D., gravada originalmente em 1982, pode ser ouvida abaixo. Zoeira é pouco para o que os dois aprontaram. Saca só:


Por Ricardo Seelig

Novas informações sobre o julgamento de Randy Blythe, vocalista do Lamb of God

quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Conforme informamos ontem, o julgamento de Randy Blythe, vocalista do Lamb of God, que estava ocorrendo esta semana em Praga, na República Checa, foi adiado para o dia 4 de março. Blythe é acusado da morte de um fã durante um show da banda em 2010, e pode pegar de 5 a 10 anos de prisão.

Hoje, quinta 07/02, ocorreu a última sessão no tribunal antes da pausa no julgamento. Foi ouvido o depoimento de Lukas Havlena, jovem que esteve presente na apresentação de 2010 onde ocorreram os supostos incidentes que levaram à morte de Daniel Nosek. Ao contrário das outras testemunhas que já falaram judicialmente, Havlena declarou que Blythe não teve o comportamento agressivo relatado pelos demais, e que qualquer agressividade demonstrada sobre o palco faz parte da característica cênica e da própria identidade do heavy metal como gênero musical e manifestação artística. Lukas também informou que em todas as invasões de palco ocorridas naquela noite, Randy informava cada fã dizendo que eles não estavam autorizados a estarem ali tão próximos das banda.

Lukas Havlena também contou ao tribunal que procurou a equipe de defesa de Blythe depois de ouvir os relatos das testemunhas de acusação, que, segundo ele, não relataram o que realmente ocorreu no show de 2010.

O julgamento foi adiado a pedido da defesa de Randy Blythe, e o motivo foi que uma testemunha adoeceu e não poderia comparecer ao tribunal nesta semana. Além disso, dois psicólogos criminais convocados pela defesa também não puderam estar em Praga, o que fez o juiz acatar a solicitação de adiamento.

Randy Blythe foi autorizado a retornar aos Estados Unidos, onde ficará com sua família e amigos até o recomeço do julgamento, quando retornará à República Checa.

Com informações do Blabbermouth.

Abaixo, um vídeo de uma TV norte-americana sobre o caso.


Por Ricardo Seelig

Audrey Horne: crítica de Youngblood (2013)

quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Quem tem mais de 35 anos lembra de Audrey Horne. Esse era o nome da personagem da atriz Sherilyn Fenn na cultuada série Twin Peaks, dirigida por David Lynch e transmitida entre abril de 1990 e junho de 1991 pela rede de TV norte-americana ABC (no Brasil, a trama foi ao ar, incompleta e decepada, nas noites de domingo na Rede Globo, em 1991).

Pois agora há mais um ótimo motivo para lembrar de Audrey Horne. Esse também é o nome de uma banda norueguesa baseada na Bélgica, formada em 2002 e que acaba de lançar o seu quarto disco, Youngblood. O grupo é formado por Torchie (vocal), Ice Dale (guitarra, também no Enslaved), Thomas Tofthagen (guitarra, também no Sahg), Espen Lien (baixo) e Kjetil Greve (bateria, Deride). Nos anos anteriores, Tom Cato Visnes, o King ex-Gorgoroth e atualmente no God Seed, também fez parte da banda.

Apesar do background dos músicos em metal extremo, o som do Audrey Horne é um hard rock clássico e repleto de categoria. Os três álbuns anteriores do conjunto - No Hay Banda (2005), Le Fol (2007) e Audrey Horne (2010) -, no entanto, apresentavam outra sonoridade, uma espécie de post grunge com influências de Alice in Chains, Faith No More e A Perfect Circle e que nunca foi capaz de chamar muita atenção.

Já aqui a coisa é muito diferente. O que temos em Youngblood é um dos melhores discos de hard rock lançados nos últimos anos, uma música que bebe no legado clássico do gênero e, com influência de nomes como Thin Lizzy, Saxon, Iron Maiden, Rainbow, ZZ Top, Aerosmith, Deep Purple e até mesmo Toto e Foreigner, faz surgir um som da mais alta categoria.

As dez faixas impressionam não somente pelo belo trabalho de composição mas pelo acerto absolutamente certeiro da banda, que insere detalhes e ideias nos arranjos, surpreendendo sempre. O trabalho de guitarras é excelente, com os dois instrumentistas criando uma harmonia incrível. O baixo também se destaca, vindo para o primeiro plano em diversos momentos. E a voz de Torchie amarra tudo com um timbre limpo, interpretação inspirada e refrões pra lá de pagajosos.

Há que se fazer menção ao uso frequente das guitarras gêmeas, artifício que sempre cai bem tanto no hard rock quanto no heavy metal. Aqui, Dale e Tofthagen brilham intensamente, elevando o que já é ótimo a um patamar que beira o sublime. Além disso, ambos entregam bases, riffs e solos que credenciam Youngblood ao posto de álbum indicadíssimo aos aspirantes a guitarristas. A parte final de “Pretty Little Sunshine” é um dos inúmeros exemplos disso.

O primeiro single e faixa de abertura, “Redemption Blues”, já mostra a mudança de som da banda e traz um que de NWOBHM nos riffs, agradando de imediato. A música que dá nome ao disco é, desde agora, uma das melhores do ano, com passagens instrumentais iluminadas e um refrão inspirador. É tudo muito bom, com um grau de excelência que faz você dar play e perceber, de cara, que está diante de um álbum diferente.

Confie em mim: Youngblood é um dos melhores discos de hard rock lançados nos últimos anos e, além disso, na minha opinião o melhor álbum de 2013 até o momento.

Demais!

Nota 9

 

Faixas:
1 Redemption Blues
2 Straight Into Your Grave
3 Youngblood
4 There Goes a Lady
5 Show and Tell
6 Cards with the Devil
7 Pretty Little Sunshine
8 The Open Sea
9 This Ends Here
10 The King is Dead

Por Ricardo Seelig

Classic Rock lança fanpack dedicado a Jimi Hendrix

quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Já está à venda o novo fanpack da revista inglesa Classic Rock, dedicado ao novo disco de Jimi Hendrix, People, Hell and Angels.

Como de costume, o pacote traz o álbum acompanhado de uma revista de 116 páginas com matérias sobre o músico e o lançamento abordado, mais duas artes exclusivas em tamanho A4.

People, Hell and Angels tem doze faixas inéditas gravadas por Hendrix ao lado do Experience no final dos anos 1960. Item de colecionador, não precisa nem dizer.

Para encomendar o seu fanpack, clique aqui.


Por Ricardo Seelig

Sulphur Aeon: crítica de Swallowed By The Ocean's Tide (2013)

quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Se 2013 tem gerado boas expectativas por conta da quantidade de nomes consagrados que prometem lançar novos e qualificados discos, é possível dizer também que o ano começou com gratas surpresas entre os novatos. Uma delas é o Sulphur Aeon, formado na Alemanha em 2010 e que em 11 de janeiro soltou Swallowed By The Ocean's Tide, seu álbum de estreia.

O power trio formado por T. (Torsten Horstmann, guitarra e baixo), M. (Martin Hellion, vocal) e D. (Daniel Dickmann, bateria) pratica um death metal ríspido, no entanto, com um dos pés totalmente fincado no black metal. A linha que separa os dois estilos no som da banda é mais do que tênue. Quase imperceptível.

Some-se a isso a obsessão temática por H.P. Lovecraft, pela entidade cósmica Cthulhu e pelo viés sorumbático da fossa oceânica - vide a acachapante arte gráfica da capa, a cargo do sueco Ola Larsson -, e o que se tem é um disco obscuro liricamente e que reflete isso em sua sonoridade. 

Os riffs têm cheiro de enxofre (sulphur). Há algumas passagens ultravelozes, porém outras bem climáticas, nas quais alternam-se frases com tremolo e power chords, respectivamente. O vocal é sufocante, tanto quanto a constante sensação de estar mergulhado na porção mais abissal do oceano.

De certa forma, duas bandas são exemplos úteis no sentido de condensar o som praticado pelo Sulphur Aeon. Primeiro, o Dissection em seus primórdios, na fase dos clássicos The Somberlain e Storm Of The Light's Bane. Em uma escala um pouco menor, o Hypocrisy. Porém, nada que coloque em xeque a originalidade desses alemães de North Rhine-Westphalia.

A introdução "Cthulhu Rites" abre bem o álbum e já escancara quão sombrio é o que está por vir. As duas faixas seguintes, "Incantation" e "Inexorable Spirits", são os dois grandes destaques do trabalho. Vale ressaltar ainda a homônima "Swallowed By The Ocean's Tide" (totalmente Dissection), "Those Who Dwell In Stellar Void" e o encerramento com uma excelente versão de "Zombi", instrumental composta pelo italiano Fabio Frizzi, conhecido por colaborar com trilhas para o diretor de terror Lucio Fulci.

Por outro lado, há também pontos que testemunham contra a banda. Não há muitas variações e o álbum fica homogêneo em demasia, por vezes repetitivo. Além disso, a produção ainda pode evoluir bastante, já que em determinados momentos o som dos instrumentos fica embolado.

Entretanto, nada que mais experiência não ajuste. Afinal, o Sulphur Aeon tem apenas três anos de estrada, acabou de lançar seu debut e já figura como nome promissor no cenário death/black metal. Ainda não é uma banda pronta, 100% consolidada. Mas, tendo em vista a densidade obtida em Swallowed By The Ocean's Tide, caminha a passos largos para isso.

Nota 7,5
 

Faixas:

1 Cthulhu Rites 1:35
2 Incantation 4:07
3 Inexorable Spirits 4:49
4 The Devil's Gorge 4:28
5 Where Black Ships Sail 3:39
6 Swallowed By The Ocean's Tide 4:39
7 Monolithic 3:54
8 From The Stars To The Sea 4:38
9 Those Who Dwell In Stellar Void 4:35
10 Beneath. Below. Beyond. Above. 4:43
11 Zombi 3:37
 
Por Guilherme Gonçalves
 

6 de fev de 2013

Assista “Astral Sabbat”, o novo clipe de Jess and the Ancient Ones

quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Uma das boas surpresas de 2012, a banda finlandesa Jess and The Ancient Ones prepara o seu próximo passo. O grupo lançará em 22 de fevereiro o sucessor de sua estreia auto-intitulada.

O EP Astral Sabbat trará apenas três faixas, sendo que uma delas é uma versão para “Long and Lonesome Road” do Shoking Blue, conhecido pelo hit “Venus”. Completam o tracklist as inéditas “Astral Sabbat” e “More Than Living”.

A faixa-título da bolacha ganhou um clipe ganhou um clipe repleto de referências psicodélicas que tornam ainda mais forte a composição, levando o espectador por uma viagem pelo cosmo ao lado da banda.
Embarque!

EXTRA! Julgamento de Randy Blythe é adiado

quarta-feira, fevereiro 06, 2013
O julgamento de Randy Blythe, vocalista do Lamb of God, que está ocorrendo essa semana em praga, República Checa, acaba de ser adiado. A pedido do músico e de sua equipe de defesa, o julgamento foi remarcado para o dia 4 de março. O motivo foi que uma das testemunhas de Blythe não poderia comparecer ao tribunal esta semana por estar doente, e o juiz responsável pelo caso acatou a solicitação. Haverá mais uma sessão nessa quinta, onde uma testemunha dará o seu depoimento, e depois o julgamento terá uma pausa. Randy retornará aos Estados Unidos provavelmente na sexta-feira, 08/02, e ficará no país até o reinício dos trâmites..

Em um depoimento anterior, o cantor admitiu ter contato físico com outro fã, chamado Milan Poranek, durante o show, mas insistiu que não se envolveu em nenhum tipo de incidente com Daniel Nosek, o jovem que faleceu após a apresentação em decorrência de ferimentos sofridos no concerto.

Em depoimento hoje, 06/02, ao tribunal, Poranek admitiu que estava bêbado e incontrolável durante o show, e que Blythe estava no direito de contê-lo após ele ter subido ao palco. Ele também negou relatos de testemunhas que afirmaram que Randy o havia sufocado. “Eu queria fazer stagedive mas Blythe me puxou para o chão e não permitiu, pois eu estava muito bêbado. Ele fez isso devido à maneira que agi, e estava certo”.

É importante frisar que o julgamento é sobre a morte de Nosek, porém o depoimento de Poranek está sendo considerado crucial e decisivo pelos analistas, pois detalha o comportamento de Randy Blythe durante o show.

Com informações do Loudwire.

Randy Blythe se pronuncia sobre o julgamento

quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Randy Blythe, vocalista do Lamb of God, se pronunciou oficialmente sobre o julgamento que está sendo realizado essa semana em Praga, na República Checa, onde é acusado de homicídio culposo e apontado como o responsável pela morte de um fã de sua banda.

O texto de Blythe foi compartilhado por David Draiman, cantor do Disturbed, e diz o seguinte:

“Tenho lido um monte de notícias a respeito do meu julgamento, e confiem em mim: muitas delas estão incorretas. Mas isso é a internet, e aqui as coisas são sempre assim. Tenham em mente que a tradução é difícil, e muitas coisas podem se perder na tentativa de entender o que está sendo dito. O checo é uma língua muito, muito complicada. Então aguardem e observem, como eu estou fazendo. Isso é tudo o que posso fazer, além de ser honesto e lutar pela liberdade da minha própria maneira. Também ouvi que várias pessoas (não aqui) estão falando besteiras a respeito da República Checa, gritando ‘fodam-se os checos’ e outras bobagens. Isso não deve ser feito. Este é um caso muito triste, então não tenham raiva de pessoas que vocês não conhecem. Eu não estou chateado com os meus fãs checos. Um fã da minha banda está morto - que motivo eu tenho para estar zangado com eles? Eu sou um homem inocente, mas também um cara muito triste neste momento. E não ficar triste com toda essa situação não é ser humano. Mas insultar o povo checo, pessoal? Como eu poderia estar chateado com eles? A vida é bela, espero vê-los em breve”.

Aqui você pode ler um resumo sobre o que aconteceu nos dois primeiros dias do julgamento.

As Novas Caras do Metal - Parte 16

quarta-feira, fevereiro 06, 2013
O heavy metal e o hard rock estão em plena efervescência em todo o planeta. A quantidade de novas bandas produzindo música de qualidade é gigantesca, comprovando que o som pesado continua não apenas vivo, mas sempre apaixonante.

Aqui listamos mais 10 grupos dos mais variados países, com as mais diversas sonoridades dentro do espectro do metal e do hard, e que merecem uma conferida apurada por parte de quem curte guitarras distorcidas, riffs hipnotizantes e energia em estado puro.

Com essa edição já são 160 bandas catalogadas na série As Novas Caras do Metal. Para ler todas as edições da coluna, clique aqui


Aumente o volume e venha com a gente!

Bloody Hammers

Banda norte-americana, natural da cidade de Charlotte, na Carolina do Norte. O quarteto formado por Anders Manga (vocal e baixo), Zoltan (guitarra), Devallia (órgão e teclado) e Curse (bateria) executa um occult rock pra lá de cativante, com ótimas melodias e grandes composições. O primeiro disco saiu no final de novembro do ano passado e é muito bom. Se você curte Ghost, eis aqui um nome do mesmo quilate!


Clique aqui para ouvir uma música e conhecer a banda

Doublestone

Trio dinamarquês com dois discos nas costas, o Doublestone é formado por Bo Blond (vocal e guitarra), Kristian Blond (baixo) e Mike Bruun (bateria). Set the World Ablaze saiu em 2012, e o novo álbum, batizado apenas com nome do grupo, chegou às lojas no último dia 19 de janeiro. Hard rock solto e malandro, com uma certa influência southern. Som bom pra pegar o carro e sair sem rumo!


Clique aqui para ouvir uma música e conhecer a banda

General Lee

Sludge francês na ativa desde 2000, mas com o primeiro disco liberado só em 2008. Além de Hannibal Ad Portas, fazem parte da discografia Roads (2010) e Raiders of the Evil Eye (2012). Som extremo, vocal gritado e meio doentio, porém com passagens mais atmosféricas e calmas em momentos certeiros. Pode não ser original, mas é competente!

Clique aqui para ouvir uma música e conhecer a banda

Lord Fowl

Hard rock excelente vindo de New Haven, Connecticut. O quarteto já tem dois LPs, Endless Dynamite (2008) e Moon Queen (2012), e faz um som cativante, com abundância de riffs, ótimos vocais e refrões pra cantar junto. Agrada de imediato, fazendo o volume aumentar inconscientemente!

Clique aqui para ouvir uma música e conhecer a banda

Year of the Goat

Mais uma pérola vinda da Suécia. O Year of the Goat foi formado em 2006 e após dois EPs lançou o seu celebrado disco de estreia em 2012. O som é um metal tradicional com as onipresentes letras explorando temas ocultos. No instrumental, abundância de belas e grudentas melodias e um certo clima setentista, além do uso do vocal limpo. Uma banda pra figurar rapidamente entre as suas favoritas!


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Revoker

Quarteto britânico com apenas um disco no currículo - Revenge for the Ruthless (2011) -, o Revoker faz um metal atual, agressivo, mas que não perde o contato com o lado clássico do gênero, seja através dos ótimos riffs ou do uso e abuso de refrões fortes. O segundo disco dos caras está para sair e chegará às lojas nos próximos meses.


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Lord 13

Stoner grego, o Lord 13 nasceu em 1999, porém lançou o seu primeiro álbum auto-intitulado só em 2007, enquanto que o segundo LP saiu em 2011 e se chama 2013. A rifferama característica do estilo traz um tempero country nas composições mais calmas, o que faz com que a banda agrade desde fãs de Black Sabbath até os admiradores de Lynyrd Skynyrd.

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Red Lamb

Essa não é desconhecida pra quem está ligado no que anda rolando no metal atual, mas sempre vale a pena falar do Red Lamb. A banda é a nova encarnação de Dan Spitz, ex-guitarrista do Anthrax. O projeto nasceu em 2010 e lançou o seu primeiro disco, batizado apenas com o nome do grupo, em 2012. As letras, todas falando sobre o autismo (síndrome que afeta os dois filhos de Dan), foram compostas com uma grande ajuda e participação de Dave Mustaine, e o timbre do vocalista Don Chaffin lembra muito o do ruivo dono do Megadeth em diversas músicas. Bota já pra rodar!

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Asteroid

Hard psicodélico vindo do país que mais tem produzido bandas legais nos últimos anos, a Suécia. Dois discos já lançados - Asteroid (2007) e II (2010) -, ambos com uma música interessantíssima, que é a porta de entrada para uma viagem cheia de cores pelo mundo da música. Acende!

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Sahg

Misturando elementos de metal tradicional, doom e stoner, este excelente grupo norueguês tem conquistado cada vez mais fãs nos últimos anos. Com três discos na bagagem, todos batizados com o nome da banda, o som pode ser definido como uma mistura de Grand Magus com Ozzy. Bagulho é bom, experimente!
 

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"Anastasia”, o novo clipe de Slash

quarta-feira, fevereiro 06, 2013
O clipe de “Anastasia”, faixa de Apocalyptic Love, disco solo mais recente de Slash, foi lançado oficialmente na página oficial do guitarrista no Facebook. O vídeo traz imagens de Slash e sua banda de apoio em performance ao vivo.

Lançado em maio de 2012, Apocalyptic Love foi gravado pelo ex- Guns N' Roses ao lado da Myles Kennedy and the Conspirators, grupo que atualmente o acompanha pelos palcos. Segundo o Blabbermouth, o álbum vendeu cerca de 40 mil cópias nos Estados Unidos só na primeira semana após o lançamento, refletindo sua boa recepção junto ao público.

Assista ao clipe de “Anastasia” abaixo:



Por Nelson Junior

5 de fev de 2013

Serão essas as futuras atrações anunciadas para o Rock in Rio 2013?

terça-feira, fevereiro 05, 2013
Uma matéria investigativa (ou especulativa, depende do ponto de vista). Com base nos artistas e bandas citados no perfil do Rock in Rio no Twitter, chegamos a uma lista de nomes que podem indicar as futuras atrações que serão anunciadas nas próximas semanas e meses, e que tocarão na edição 2013 do festival, que acontece em setembro.

Porque tivemos essa ideia? Porque pensamos, aqui na redação, o que levaria a organização do festival a postar mensagens sobre nomes que não estejam, de alguma maneira, ligados ao evento. Ninguém faz propaganda gratuita, e, na nossa opinião, os caras não iriam falar, sem motivo, de artistas que não estariam ligados ao Rock in Rio.

Em suma, tudo isso pode ser uma grande bobagem, ou pode realmente apontar os artistas que o festival está negociando (ou já fechou e ainda não anunciou) para a edição deste ano.

Os nomes que encontramos foram esses:


Adele
Dave Grohl / Sound City Players
Lily Allen
Paramore
Justin Timberlake
David Bowie
Green Day
Rihanna
Katy Perry
Aerosmith


Na nossa opinião, com a presença já confirmada de Beyoncé, Muse, Bruce Springsteen, John Mayer, Metallica, Alice in Chains, Ghost, Sepultura, Ben Harper, Iron Maiden, Avenged Sevenfold e Slayer, o Rock in Rio caminha a passos largos para a melhor edição de sua história. E, se alguns dos nomes que levantamos também estiverem no festival, a coisa ficará melhor ainda.

Assista “Deathlike”, o novo clipe do Ancient VVisdom

terça-feira, fevereiro 05, 2013
A banda texana de occult rock Ancient VVidsom divulgou o clipe da faixa-título de seu novo disco, Deathlike, com data de lançamento marcada para 5 de fevereiro de 2013. A faixa que dá nome ao álbum é uma bela composição com bem encaixadas melodias e harmonias vocais.

Para quem não sabe, o Ancient VVisdom faz um som acústico e muito original, que une o folk ao heavy metal - as guitarras da banda ficam sempre em segundo plano. As composições dos caras parecem cânticos cerimoniais para rituais, principalmente pelas letras, sempre explorando temas ocultos.

Notícias sobre o julgamento de Randy Blythe, vocalista do Lamb of God

terça-feira, fevereiro 05, 2013
Ontem, segunda-feira, teve início o julgamento do vocalista Randy Blythe, do Lamb of God, por um tribunal na cidade de Praga, capital da República Checa. O julgamento deve ir até sexta, dia 8. O músico é acusado pela morte de um fã durante um show realizado pela banda norte-americana no país em 2010 - leia mais sobre o assunto aqui.

Antes do início da primeira sessão, Blythe postou uma foto em sua conta no Instagram, onde pode ser visto vestindo um terno formal e com um novo corte de cabelo, mais curto. Junto à imagem, escreveu a seguinte mensagem: “E assim começa. Estou calmo e preparado. A todos, obrigado por seus bons pensamentos e orações. Tenham um bom dia, pessoal!”.



A família do jovem morto, que se chamava Daniel, reclama uma compensação financeira de 530 mil dólares pela morte do filho. Já Blythe está sendo julgado por homicídio culposo e, se condenado, pode pegar de 5 a 10 anos de prisão.

Durante o primeiro dia do julgamento, Randy declarou perante o tribunal checo: “Cumpri a minha palavra. Disse que voltaria à corte hoje, e voltei. Não irei fugir da responsabilidade. Não sou uma pessoa que foge dos problemas. Mas eu não quero ser punido por algo que não fiz. A morte deste fã arrasou o meu coração. Porém, nunca vi Daniel e nunca entrei em contato com ele”.

O julgamento teve início com ambos os lados, defesa e acusação, apresentando ao júri o caso e defendendo os seus pontos de vista. A promotoria afirmou que Blythe empurrou o fã com grande força, o que o fez cair do palco e bater a cabeça no chão. Segundo o promotor, na queda Daniel bateu a parte de trás da cabeça, o que causou uma hemorragia interna que o levou à morte.

Em sua defesa, Blythe declarou que a segurança do clube onde foi realizado o show era insuficiente para o número de pessoas presentes na data, e que vários fãs tentaram invadir o palco. O baterista do Lamb of God, Chris Adler, bem como o manager da banda, Larry Mazer, testemunharam a favor de Randy, elogiando seu caráter e classificando-o como um indivíduo muito tranquilo, apesar da personalidade que ostenta no palco.



Hoje, segundo dia do julgamento, 12 testemunhas estiveram presentes, mas apenas três deram os seus depoimentos sobre o ocorrido. A esposa de Blythe, Cindy, esteve no tribunal, bem como Chris Adler, o único integrante do grupo presente nas sessões.

Diversos amigos do falecido fã falaram ao tribunal, afirmando que Blythe foi o responsável pela morte do jovem, já que a queda do palco causou traumatismo craniano, levando-o à morte. Uma das testemunhas declarou que “Randy Blythe o empurrou para fora do palco. Dan caiu com a parte de trás de sua cabeça. Depois que o show acabou, percebemos que algo não estava certo com ele e chamamos uma ambulância”. Outra testemunha afirmou que Blythe perguntou a Daniel se ele estava bem após a queda, e, com a resposta positiva do jovem, a banda continuou a sua apresentação.

Segundo o The Gauntlet e o Loudwire, que estão cobrindo o caso, cada uma das três testemunhas ouvidas até o momento deu versões diferentes sobre o que aconteceu, porém todos afirmaram, de maneira unânime, que Blythe estava “muito agressivo” durante o show. Todas as testemunhas também negaram a informação fornecida por uma equipe local de que os fãs partiram para cima dos seguranças, derrubando as barras de proteção que separavam o público e o palco.

Abaixo uma matéria sobre o julgamento veiculada em uma grande emissora de TV checa, que deixa clara a grande cobertura que a mídia do país está dando ao caso:

Meshuggah lança EP e libera música inédita

terça-feira, fevereiro 05, 2013
Os suecos do Meshuggah, que lançaram o seu sétimo disco, Koloss, em 2012, já estão de volta com material inédito. A banda colocou na roda o EP Pitch Black, que contém a inédita faixa-título e uma versão ao vivo para “Dancers to a Discordant System”, do álbum obZen (2008).

Ambas as faixas estão disponíveis para download na imagem abaixo:


E você pode ouvir os dois sons do EP Pitch Black aqui: 

Ouça “Bruane Brenn”, a nova música do Kvelertak

terça-feira, fevereiro 05, 2013
Meir, segundo disco da banda norueguesa Kvelertak, será lançado dia 26 de março pela Roadrunner Records. A bela capa (que você pode ver abaixo) foi criada por John Baizley, vocalista e guitarrista do Baroness. A produção é de Kurt Ballou (Converge) e o LP contém 11 faixas.

“Bruane Brenn”, presente no play, foi divulgada e pode ser degustada no player abaixo:

Lyric video de “In Due Time”, novo som do Killswitch Engage

terça-feira, fevereiro 05, 2013
O novo disco do Killswitch Engage, Disarm the Descent, tem data de lançamento marcada para 1 de abril pela Roadrunner. O play marca o retorno do vocalista original, Jesse Leach, e é aguardado com ansiedade pelos fãs. O último álbum do grupo a ter Leach nos vocais foi Alive or Just Breathing, de 2002.

“In Due Time”, o primeiro single do disco, ganhou um lyric video oficial. Trata-se de um metalcore inspirado e com todos os elementos que fizeram a fama do Killswitch Engage, desde os vocais alternando passagens guturais e limpas até o ótimo trampo das guitarras, passando por um arranjo cheio de detalhes.

Ouça! 

Tem rap bom chegando: Pazes, o primeiro CD solo de Sonic

terça-feira, fevereiro 05, 2013
Não falamos muito de rap e hip hop por aqui, mas às vezes saímos do comum e abrimos espaço pra quem merece. É o caso do rapper catarinense Anderson “Sonic” Fraga. Na luta desde 1997 e com passagens por diversos grupos, Sonic está dando os toques finais no seu primeiro disco solo, Pazes, que deve sair ainda em 2013. A gravação está sendo feita no estúdio UNSOM, do rapper Marrom Rima Viva.

O primeiro single da bolacha, “Pode se Render”, já está disponível e conta com as participações especiais dos chapas Goss e Rafa Assmus. Groove orgânico e letra esperta!

Pra sacar a qualidade do balanço de Sonic, aumente o volume e aperte o play:


O Ghost não existe mais, dêem as boas vindas ao Ghost B.C.

terça-feira, fevereiro 05, 2013
A banda sueca Ghost, um dos maiores fenômenos de popularidade surgidos nos últimos anos no cenário heavy metal, não existe mais.

Calma, explicamos: por motivos legais, o grupo foi forçado a mudar o seu nome para Ghost B.C.. Por enquanto, essa alteração vale apenas para o mercado norte-americano, mas é provável que seja aplicada a todo o mundo. A banda não deu maiores explicações sobre os tais “motivos legais” que levaram a essa mudança.

O novo álbum do Ghost, Infestissumam, será lançado em 9 de abril pela Loma Vista Recordings e terá distribuição mundial através da Universal Music. Vale lembrar que os suecos estão confirmados no Rock in Rio 2013 e tocarão dia 19/09 no festival, na mesma noite que Metallica, Alice in Chains e Sepultura + Tambours du Bronx.

Vida longa do Ghost B.C.!




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