15 de fev de 2013

Deicide inicia gravações do novo álbum

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Glen Benton e seus comparsas do Deicide estão novamente em estúdio. Mais uma vez a banda optou por trabalhar praticamente em casa, e o local escolhido para as gravações foi o AudioHammer Studios, em Sanford, na Flórida. A novidade fica por conta do novo produtor: Jason Suecof, que traz no currículo nomes como Trivium, All That Remains, The Black Dahlia Murder, dentre outros.

O sucessor de To Hell With God (2011), que dividiu opiniões entre fãs e crítica, ainda não teve seu nome divulgado. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2013 via Century Media. Antes, em março, a banda dá uma pausa e embarca na "The End Of The Word Tour".

Algo, no entanto, parece certo: Ralph Santolla está mesmo fora. Sua última "saída" - leia-se demissão - do Deicide havia sido um tanto quanto nebulosa e ainda pairava a dúvida se ele participaria das gravações do novo álbum. Ao que tudo indica, não.

Quem aparece no estúdio ao lado de Glen Benton e do produtor Jason Suecof é Kevin Quirion, guitarrista que já havia trabalhado com a banda anteriormente e que foi efetivado como novo parceiro de Jack Owen.

Até o momento, o único registro das gravações é um gif divulgado pela Century Media e que pode ser visto aqui.

Por Guilherme Gonçalves

Rival Sons tocando James Brown

sexta-feira, fevereiro 15, 2013
A gente baba o ovo e não cansa de elogiar o Rival Sons, mas os caras merecem. Os norte-americanos lançaram um dos melhores discos de 2012, o ótimo Head Down, e estão na ponta dos cascos. 


Saquem só a excelente versão da banda para a clássica “It’s a Man’s World”, de James Brown, gravada nos estúdios da rádio canadense Q107. 



Merecem ou não uma salva de palmas? 

Por Ricardo Seelig 
(via Van do Halen)

A ressurreição sombria do Black Sabbath

sexta-feira, fevereiro 15, 2013
É um dia ensolarado de janeiro em Los Angeles, mas, como é de se esperar, o mundo do Black Sabbath parece bastante sombrio. O guitarrista Tony Iommi está na Inglaterra passando por tratamento contra um linfoma diagnosticado no ano passado. Ozzy Osbourne, zanzando pelo estúdio Shangri-La, em Malibu, com um chapéu preto e terno, tem seus próprios problemas médicos: o braço está apoiado na tipoia depois de uma cirurgia na mão e, quatro dias antes, ele se transformou por um breve momento em tocha humana: “A minha mulher [Sharon] deixou uma vela acesa no andar de baixo e a mesinha de centro pegou fogo”, balbucia, afastando o cabelo da testa e revelando uma marca vermelha de queimadura. “Ela jogou água na madeira e foi como se napalm tivesse explodido.” Encolhe os ombros. “Um dia normal no lar Osbourne."

Pelo menos uma coisa está saindo do jeito do Sabbath: a banda está quase terminando 13, o primeiro álbum de estúdio com Osbourne em 35 anos. Gravado no final do ano passado no famoso estúdio de Los Angeles com o produtor Rick Rubin, 13 conta com Osbourne, Iommi, o baixista Geezer Butler e o baterista convidado Brad Wilk (do Rage Against the Machine) ressuscitando o som lamacento e ultra pesado dos primeiros discos do Sabbath. Em outra menção às suas raízes, faixas matadoras como "End of the Beginning" e "Age of Reason" duram até oito minutos. "Não sei o que está acontecendo no mundo da música”, diz Ozzy. "Minha mulher me fala sobre bandas e não faço ideia do que está dizendo. Só fazemos o que sempre fizemos."

Osbourne saiu em algumas turnês com o Sabbath nos últimos 15 anos, mas o caminho para uma reunião no estúdio foi particularmente longo e árduo. Eles se encontraram com Rubin pela primeira vez há mais de 10 anos, só que, segundo o produtor, “não deu liga na época”. Iommi afirma que o lançamento do reality show The Osbournes na MTV logo em seguida complicou as coisas: "Aquilo afastou o Ozzy. Quando ele estava para fazer o programa, pensei ‘Hmmm, não sei no que vai dar'. Deu no que deu, e agora é tarde demais".

Mesmo quando o projeto foi retomado em 2011, quase saiu dos trilhos. O baterista original Bill Ward, que havia participado dos primeiros ensaios para um novo disco, anunciou em fevereiro do ano passado que não participaria devido ao que chama de “dificuldades contratuais” (ele não quis dar declarações para esta matéria). Iommi diz que as exigências de Ward vieram do nada. "Não sabia que Bill estava tendo esses problemas quando nos reunimos – ele não falou nada para nós”, afirma. “Foi bastante confuso. Queríamos que estivesse envolvido, mas ficou difícil demais.” Ozzy acrescenta: "Você não pode dizer 'Bom, não gosto disso’. Você se levanta e dá um jeito nas coisas. A vida de um astro de rock boêmio acabou há muito tempo".

O diagnóstico do câncer de Iommi foi outro empecilho. “Não conseguia acreditar naquilo”, conta o vocalista. "Depois daquele tempo todo, estamos no mesmo barco e bang." As sessões foram adiadas por pouco tempo quando o guitarrista iniciou a quimioterapia no ano passado. Então, quando finalmente chegou a hora de gravar o álbum, Rubin deu sua contribuição aos problemas. Com a banda reunida em sua casa, em Los Angeles, ele tocou o primeiro álbum deles, o brutalmente primitivo Black Sabbath, de 1970. "Queria fazer um disco que pudesse ser comparado àqueles quatro primeiros”, conta Rubin. "O primeiro não era um álbum de heavy metal puro. Dava para ouvir a influência do jazz, então a meta era essa, e capturar aquela interação ao vivo."

Para a banda, o desafio de Rubin de fazer jus ao som de antigamente foi desconcertante, no começo. “Foi confuso", diz Butler. "Tivemos de desaprender tudo o que tínhamos aprendido.” O Sabbath recusou um dos pedidos de Rubin: que o constantemente volátil Ginger Baker ocupasse o posto de baterista. "Pensei: 'Mas que diabos?'", lembra Iommi. "Não conseguia imaginar aquilo." Rubin, então, sugeriu Wilk, que visitou a casa de Osbourne e tocou com ele, Iommi e Butler clássicos do Sabbath como "War Pigs". "Nunca ouvi instrumentos tão altos em toda a minha vida”, afirma o baterista do Rage, que acabou tocando em todo o álbum. "E já toquei em algumas bandas bem barulhentas."

Depois de ser chamado, Wilk foi sujeito ao equivalente do Sabbath ao trote. "Tony ficava constantemente implicando comigo”, conta. "Eu chegava e ele perguntava: ‘Você recebeu meu e-mail ontem à noite com aquela nova música?' Sou tremendamente ingênuo, então respondia 'Não, não recebi' e ele começava a tocar um riff que eu nunca tinha ouvido, daí comentava: 'Ahn, não – uau!' Ele ficava fazendo isso até eu perceber que era só uma brincadeira."

Quando as gravações começaram, Iommi só conseguiu trabalhar algumas semanas por vez antes de tirar uma semana de folga para tratamentos adicionais contra o câncer – um cronograma que irá adotar nos próximos dois anos. Até agora, a banda só anunciou uma turnê rápida no segundo trimestre no Japão, Austrália e na Nova Zelândia, com shows nos Estados Unidos acontecendo após o descanso de Iommi. "Eu me atreveria a dizer que as coisas estão bem boas no momento”, Iommi ri modestamente. "Ainda estou aqui, e está tudo ok. Tínhamos de fazer este álbum agora. Meu Deus, se acontecesse daqui a 10 anos, não sei se estaríamos vivos."

Embora Ozzy descreva o novo disco como "blues satânico", a doença de Iommi não é a única coisa que mudou no Sabbath. Ozzy admite que não é mais o “alcoólatra e drogado louco e furioso” que era durante a gravação de seu último álbum com o Sabbath, Never Say Die, de 1978 ("Deveria ter se chamado I Wish I Was Dead" [“Queria estar morto”], murmura), e até uma música nova do Sabbath como a provocantemente intitulada "God is Dead" faz uma virada inesperada. "Ela começa com 'God is Dead'", conta Osbourne, antes de acrescentar um tanto melancolicamente “mas, no final, diz 'I don't believe that God is dead'".


Por David Browne/ Tradução: Ligia Fonseca
Publicado originalmente pela Rolling Stone

Matanza: crítica de Thunder Dope (2013)

sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Nos últimos anos, parece que toda boa banda de rock resolveu revirar o seu baú de raridades e dar nova chance àquelas faixas que ficaram ali, perdidas no passado, algumas lançadas em demos obscuras, outras sem nem sequer ter sido formalmente gravadas ou mesmo finalizadas. Foi assim com o Van Halen (em algumas músicas do ótimo A Different Kind of Truth) e com o Aerosmith (em determinadas passagens do questionável Music From Another Dimension!). Aqui no Brasil, quem recorreu a este expediente foram os cariocas do Matanza. Mesmo mantendo uma discografia sólida e madura nos últimos anos, eles tiraram o poeira de canções de seu passado e geraram o poderoso Thunder Dope, recém-lançado pela gravadora Deck Disc. Definido pelos próprios músicos como uma espécie de apanhado da carreira da banda, Thunder Dope é um disco rápido e direto ao ponto, injetando a força de petardos recentes como Odiosa Natureza Humana e A Arte do Insulto em raridades de seu começo de carreira. O resultado é uma audição campeã - e que dura menos de uma hora.

Não se trata de sobra de estúdio, mas de músicas que ficaram incompletas, acabaram esquecidas mas que, de alguma forma, foram importantes pra que viéssemos a entender o nosso próprio som”, é o que diz o guitarrista Marco Donida, principal compositor do quarteto e seu músico apenas nas versões em estúdio. Estão presentes em Thunder Dope músicas que nunca ganharam registro em disco e boas faixas (como “Terror em Dashville” e “De Volta à Tombstone”) que podiam ser ouvidas nas longínquas fitas-demo de 1998 e 1999, quando o Matanza começava a lapidar a sua inusitada mistura de metal, hardcore e country, ainda aprendendo a desenvolver as letras que abordam seus temas favoritos de “vida na estrada”, “bebedeira” e “velho oeste sangrento”.

Com a tradicional saudação já conhecida de canções como “Bebe, Arrota e Peida”, o álbum abre com “Goreddom Jamboree”, praticamente um filhote de “Santa Madre Cassino” e um dos muitos sons em inglês que a banda dispara ao longo das treze faixas. Mas, no fim das contas, nada muda. Seja em inglês ou em português, o grandalhão ruivo Jimmy London mantém aquele mesmo estilão próprio na interpretação vocal. Dá para dizer, no entanto, que as músicas com sotaque gringo (a exemplo de “Alabama Death Tenebris”) soam exatamente como se o filho de Johnny Cash tivesse crescido ouvindo Motörhead, ou algo assim. O baixo encorpado a la Lemmy, aliás, abre os trabalhos de “Estrada de Ferro Thunder Dope”, um dos momentos que mais têm chance de se tornar hinos, com um refrão potente o suficiente para ser cantado a plenos pulmões pelos fãs nas apresentações ao vivo.

No entanto, nem tudo, ao longo de Thunder Dope, é acelerado e porradeiro como a mal educada (e genial) “Dashville Chainsaw Massacre”. É o caso do dançante ode à cachaça “My Old Friend Liver”; do blues-rock “Mulher Diabo”, sobre uma mulher maldosa que pode tornar a vida de qualquer bebum ainda pior; e o country demente, quase demoníaco, de “Devil Horse”, que transforma as guitarras em banjos para contar a trajetória de um alazão infernal.

Thunder Dope é uma adição de responsa a uma coleção de qualidade, que se conecta perfeitamente ao que o quarteto produziu nos últimos anos e mostra que o futuro promete continuar sendo velho, sujo e fedorento. Do jeito que o diabo (ou a Mulher Diabo, no caso) gosta.

Nota 8,5

Faixas:
1. Goreddom Jamboree
2. Matanza em Idaho
3. Mulher Diabo
4. Estrada de Ferro Thunder Dope
5. Devil Horse
6. Dashville Chainsaw Massacre
7. My Old Friend Liver
8. Country Core Funeral
9. Die Hillbilly
10. Alabama Death Tenebris
11. Sunday Morning After
12. She Is Evil But She Is Mine
13. Pane nos Quatro Motores

Por Thiago Cardim

Ouça “End of Disclosure”, a nova música do Hypocrisy

sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Com data de lançamento marcada para 22 de março na Europa e 2 de abril nos Estados Unidos, End of Disclosure, novo disco do Hypocrisy, já dá o gostinho de sua sonoridade. 

A banda divulgou um lyric video da faixa-título, uma composição mid-tempo que sacia um pouco a sede dos admiradores do grupo após quatro anos de silêncio desde o último álbum, A Taste of Extreme Divinity

Ouça abaixo:

  

Por Ricardo Seelig

“Kill (Those Who Oppose Me)”, novo clipe do Lost Society

sexta-feira, fevereiro 15, 2013
A banda finlandesa Lost Society, que assinou com a Nuclear Blast no ano passado, lançará o seu primeiro disco, Fast Loud Death, no dia 15 de março. O primeiro single do álbum, “Kill (Those Who Oppose Me)”, já está disponível em um clipe dirigido por Maurice Swinkels, vocalista do Legion of the Damned.

Metal moderno com acento thrash. Ouça abaixo:


Por Ricardo Seelig

"Invoked Infinity", o novo clipe do Incantation

sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Ícone do death metal americano, o Incantation divulgou o clipe de "Invoked Infinity", faixa que abre o aclamado Vanquish in Vengeance, seu mais recente disco de estúdio - lançado em novembro de 2012.

O vídeo foi desenvolvido pela Black Arts Media, empresa comandada pelo baixista Chuck Sherwood e pelo baterista Kyle Severn. Trata-se do primeiro clipe oficial da banda após um período de dez anos.

Um tanto quanto macabro, o vídeo mostra John McEntee e cia tocando em meio a uma espécie de ritual. Vale como um bom cartão de visitas para uma audição mais aprofundada de Vanquish in Vengeance, um dos melhores discos de death metal lançados no ano passado.

Confira!

Por Guilherme Gonçalves

14 de fev de 2013

Ouça “Blodsvept”, a nova música do Finntroll

quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Após três anos de silêncio, a banda finlandesa Finntroll lançará em 25 de março o sucessor de Nifelvind (2010). O novo discos dos caras se chama Blodsvept e chegará às lojas através da Century Media.

O play tem onze faixas, e a composição que dá nome ao trabalho acaba de ser divulgada.

Ouça abaixo e conte nos comentários o que achou desse retorno do Finntroll:


Por Ricardo Seelig

Enforcer: crítica de Death by Fire (2013)

quinta-feira, fevereiro 14, 2013
É justo, saudável e pertinente quationar qual é o objetivo, a razão de ser, de uma banda com o Enforcer. Os suecos lançaram o seu terceiro disco, Death by Fire, no início de fevereiro pela Nuclear Blast, e estão alçando vôos cada vez mais altos. A pergunta é: para onde?

O som do Enforcer é puro metal britânico vindo direto da clássica NWOBHM. A questão que incomoda é que a banda não é influenciada pelo movimento que deu ao mundo nomes como Iron Maiden e Saxon, mas sim apenas emula e copia o que os grupos daquele período faziam. Até a mixagem de Death by Fire é esteticamente atrasada, revivendo os timbres dos instrumentos do início da década de 1980. É um heavy metal xerocado, com pouca tinta e sem nenhuma originalidade.

E aí entra outra questão: uma parcela considerável do público consumidor de metal, principalmente aqui no Brasil e em alguns países europeus, está pouco se lixando se uma banda é original ou não, se ela soa requentada ou não. Há público para esse tipo de som, e ele é formado por indivíduos de tênis cano alto, coletes jeans cheios de patches e que vivem a ilusão coletiva de estarem dentro do Soundhouse (lendário clube londrino homenageado pelo Maiden em The Soundhouse Tapes) ouvindo as últimas novidades tocadas pelo DJ Neal Kay, enquanto na verdade estão em um buraco apertado na capital paulista negando tudo que soe minimamente atual.

As nove faixas de Death by Fire são cheias de melodia e riffs, vocais gritados e uma atitude e energia alheia. Tudo que sai dos alto falantes já foi feito antes, milhares de vezes e muito melhor. Isoladamente, canções como “Mesmerized by Fire” e “Take Me Out of This Nightmare” até funcionam, mas escutar o álbum todo é uma experiência pra lá de repetitiva e maçante.

Pessoalmente, não entendo o que leva jovens músicos a criar uma banda e não fazer um som original, não expressar o que sentem, mas sim apenas recriar o que foi produzido por seus ídolos. Isso não tem validade nenhuma, na maioria dos casos, e o Enforcer apenas atesta essa tese. E mais: apenas idolatrar o que foi feito lá atrás não é nada saudável e produtivo, pois deixa o cenário preso em um limbo com possibilidades limitadas, e o resultado disso é a estagnação como um todo. Quando caras como Kay e outros apresentavam novos grupos para os metalheads londrinos no final dos anos 1970 e início dos 1980, essas bandas que depois fariam história (como Iron Maiden, Diamond Head, Angel Witch, ...) eram cativantes porque traziam um grande sopro de novidade para a cena, colocando no universo do heavy metal e do hard rock novos elementos que influenciariam decisivamente os anos seguintes. Ou seja, é exatamente o oposto do que o Enforcer e outros nomes fazem hoje em dia, olhando para trás e somente para lá, se recusando a levar a sua música em frente e tendo asco e repulsa do menor sinal de evolução.

Se o objetivo de vida de uma parcela crescente de headbangers é se trancar em um boteco decadente, usar calças spandex e bandana na cabeça, que joguem a chave fora e fiquem por lá, pois se tem uma coisa que metal nunca foi é conservador. As inúmeras ramificações presentes no som pesado de hoje em dia nasceram da absoluta falta de preconceito com novas sonoridades e do desejo de tornar a música sempre mais pesada, agressiva, desafiadora e única. Negar essa característica histórica e onipresente é um erro que um número cada vez maior de headbangers estão cometendo, iludindo-se com bandas como o Enforcer, que nada mais é do que uma cópia escancarada de um dos períodos mais férteis da história do estilo.

Death by Fire tem tanta validade e é tão útil quanto um mero cinzeiro, onde cinzas são despejadas e jogadas fora, como os restos e migalhas que o compõe. Se você gosta de fumaça, até vale. Mas se o seu negócio é fogo de verdade, criatividade e música com personalidade, passe longe.

Nota 4

Faixas:
1 Bells of Hades
2 Death Rides This Night
3 Run For Your Life
4 Mesmerized by Fire
5 Take Me Out of This Nightmare
6 Crystal Suite
7 Sacrificed
8 Silent Hour / The Conjugation
9 Satan

Por Ricardo Seelig

As Velhas Caras do Hard - Parte 2

quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Dando sequência à sessão As Velhas Caras do Hard, mergulhei em meus arquivos e listei mais 10 bandas vindas direto dos anos 1970 e que merecem uma conferida. Nomes desconhecidos, mas com sons muito interessantes e que irão fazer a sua cabeça.

Aumenta!


Armaggedon

Este grupo alemão Armaggedon foi formado em janeiro de 1970 e encerrou suas atividades em dezembro do mesmo ano. Nesse curtíssimo período gravou seu único disco, uma mescla entre o peso do hard e a inovação do krautrock. Com apenas seis músicas, sendo que duas são covers ("Rice Pudding", do Jeff Beck Group, e "Better By You, Better Than Me", do Spooky Tooth), o álbum dá uma pequena amostra do que o Armaggedon poderia ser e representar não só para o rock alemão, mas para a cena pesada dos anos 1970.

Os solos constantes e criativos de Frank Diez são a marca registrada do grupo. O guitarrista não para um minuto sequer, alçando vôo a cada acorde. Influenciadíssimo por Jimi Hendrix, mostra uma ótima técnica e um grande senso de melodia, acrescentando um considerável diferencial às composições da banda. O outro destaque é o vocalista Peter Seeger, dono de um timbre chapado e muito característico que, em um primeiro momento, chega a incomodar um pouco, mas que se torna indispensável depois que você se habitua ao som dos caras.

Entre as faixas, as minhas preferidas são a abertura com "Round", "Oh Man", "People Talking" e a já citada "Better By You, Better Than Me".

Um ótimo disco de uma banda que infelizmente durou muito pouco tempo e tinha potencial para ser muito maior do que foi.

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Hard Meat

O Hard Meat é um grupo britânico natural de Birmingham que lançou apenas dois discos em sua breve carreira, o auto-intitulado debut em 1969 e Through a Window, em 1970. Formado por Mike Dolan (vocal, violão, guitarra e harmônica), Steve Dolan (baixo, violão e guitarra), Mick Carless (bateria e percussão), Pete Westbrook (flauta) e Phil Jump (teclados), a banda faz um rock psicodélico que flerta com o gard e cujo ponto de partida são os violões dos irmãos Dolan.

Assim, há um fascinante ar agreste e interiorano nas faixas de Through a Window, algo como se um artista folk tivesse sido levado em uma viagem cujo combustível é um poderoso ácido lisérgico. As composições são grudentas e viciantes, fazendo você abrir um sorriso de satisfação durante a audição do disco e gerando uma insaciável vontade de ouvi-lo novamente, de novo e mais uma vez.

"On the Road" abre o play com muito groove e passagens instrumentais perfeitas para cair na estrada. "New Day" é uma linda balada com excepcionais trechos acústicos, e um belo e intrincado solo de violões em seu miolo."Free Wheel" é uma faixa instrumental que parece saída de uma jam ao redor de uma fogueira, enquanto "Smile As You Go" é uma baladaça tipicamente setentista, com um ótimo acento folk.

A melhor faixa de Through a Window é "I Want You", um rock manhoso e sensual com muito balanço e ótimos solos de guitarra. O disco ainda tem bons momentos em "A Song of Summer" e na doce "The Ballad of Marmalade Emma and Teddy Grim", que fecha o álbum.

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Bloodrock

Formado na cidade texana de Fort Worth em 1969, o Bloodrock é um dos grupos mais cultuados do hard setentista. Descobertos pelo produtor Terry Knight (Grand Funk Railroad), o conjunto tinha como maiores características o grande groove de suas composições, ótimos solos de guitarra e um trabalho de Hammond cativante. Os três primeiros discos (Bloodrock de 1969, Bloodrock 2 de 1970 e Bloodrock 3 de 1971), todos produzidos por Knight, são excelentes e obrigatórios em qualquer coleção que se preze.

A música destes alucinados cowboys pode ser definida como um meio termo entre o hard rock e o então nascente heavy metal, com influências de nomes como Black Sabbath, Deep Purple e Grand Funk. Além disso, um dos grandes diferenciais do Bloodrock eram as letras, extremamente cínicas, críticas, ácidas e irônicas, chocando uma geração recém saída da ressaca pós-Woodstock.

O debut do grupo é um prazer sem fim para quem gosta do chamado hardão setentista. Com grandes riffs, passagens instrumentais interessantes e intervenções chapantes do Hammond de Stevie Hill, é um dos melhores trabalhos do então nascente heavy rock. Destaque para "Gotta Find A Way", "Castle of Thoughs", a sexy "Fatback", "Timepiece", "Wicked Truth" e "Melvin Laid an Egg".

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Jody Grind

Formado em Londres em 1968, o Jody Grind é a banda de Tim Hinkley (Graham Bell, Boxer, Dr Feelgood, Humble Pie, Alexis Korner, e muitos outros artistas), grande músico britânico, reconhecidíssimo entre seus pares e pesquisadores da música, mas que nunca alcançou destaque com o grande o público, o que acabou lhe conferindo um ar cult.

Contando em sua formação com Bernie Holland (Hummingbird, Humblebums) e Pete Gavin (Al Stewart, Long John Baldry e Albert Lee), o Jody Grind lançou em 1970 o seu segundo disco, Far Canal, sucessor da estreia On Step On, de 1969. O som pode ser definido com uma mistura de hard, blues e progressivo, tudo amarrado pelo teclado de Hinkley, que dá as diretrizes para os outros instrumentos. A guitarra de Bernie Holland, com ótimos e cativantes riffs, e a cozinha do próprio Hinkley e Gavin, dona de um groove hipnótico, elevam o som do Jody Grind a um patamar elevado, fazendo de Far Canal uma jóia desconhecida dos anos 1970. Como curiosidade, vale citar a excepcional versão para “Paint It Black” dos Stones, pintada com tons ainda mais psicodélicos que a original, além de um arranjo que une hard rock e big bands (!!!).

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Patto
Uma das bandas mais originais e incríveis que já tive o prazer de conhecer, o Patto foi formado em 1970 na capital inglesa, durou apenas quatro anos e deixou três discos na bagagem (a estreia de 1970, Hold Your Fire de 1971 e Roll ´Em Smoke ´Em Put Another Line Out de 1972).

O som pode ser definido com uma união personalíssima de elementos do hard, do blues e do jazz, que juntos formavam uma sonoridade única, totalmente livre e cativante. Os destaques principais são a voz rouca do líder Mike Patto, um dos melhores intérpretes do rock setentista, e a guitarra ímpar de Ollie Halsall, mais um músico talentosíssimo que perdeu a batalha para o vício devastador em heroína.

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Excalibur

Natural da cidade de Monchengladbach, o grupo alemão Excalibur foi descoberto pelo baterista Dicky Tarrach (The Rattles, Propeller, Wonderland e Brave New World) e lançou apenas um disco em sua carreira, The First Album, em 1971.

Produzido por Tarrach e gravado no Windrose Dumont Time Studio em Hamburgo, o álbum pode ser classificado como uma mistura de Birth Control com o boogie de grupos americanos do início dos anos 1970, como Ten Years After e Grand Funk Railroad. O principal destaque é o teclado de Hartmut Scholgens, que cria passagens e melodias típicas daqueles primeiros tempos do hard rock. Entre as faixas, destaque para "Get Me, If You Want", para a elaborada instrumental "Zamuno" (que irá fazer a alegria dos fãs do Birth Control), "Sure You Win", "Hollywood Dreams" e "Feelin´s".

Obscuro e desconhecido, o Excalibur reserva bons momentos para quem curte um hard com muita tecladeira, perfeito para pegar uma estrada e sair sem destino.

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Fraction

Natural de Los Angeles, o Fraction é responsável por um dos melhores registros obscuros do hard setentista. No verão de 1970, o quinteto formado pelo vocalista Jim Beach, pelos guitarristas Don Swanson e Robert Meinel, pelo baixista Victor Hemme e pelo baterista Curt Swanson entrou em estúdio e gravou o seu único disco.

Apenas 200 cópias de Moon Blood foram prensadas, fato que, aliado à grande qualidade das composições, transformou o disco em uma mega raridade ao longo dos anos, com uma cópia do vinil original lançado pelo selo Angelus valendo uma montanha de dólares.

Em 1999 a Rockaway relançou a bolacha em CD, disponibilizando o disco em formato digital pela primeira vez, e incluindo de lambuja três bônus tracks - "Prisms", "Dawning Light" e "Intercessor's Blues".

Musicalmente, os vocais de Jim Beach lembram o timbre de Jim Morrison, enquanto a parte instrumental une peso e psicodelia.

Se você curte a sonoridade do período, certamente irá gostar do Fraction!

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Fuzzy Duck

Eu gosto muito desse disco, desde a primeira vez que o ouvi. O som do Fuzzy Duck é um hard nitidamente orientado para o órgão Hammond. Lançado em 1971, em uma era, digamos, pré-Deep Purple, esse primeiro e único trabalho dos caras, batizado simplesmente como "Fuzzy Duck", traz grandes melodias e composições cativantes.

A capa, hilária e antológica, mostra o simpática pato que acabou se tornando o símbolo da banda. Entre as faixas, destaques para "Time Will Be Your Doctor", "More Than I Am", "Country Boy", "A Word From Big D" (com nosso amigo hippie duck fazendo uma participação especial nos vocais) e, principalmente, "Just Look Around You", uma pedrada que une em uma mesma canção guitarras gêmeas ao estilo Thin Lizzy com uma tecladeira infernal digna dos melhores momentos de Jon Lord e Ken Hensley.

Pra mim, um verdadeira pérola escondida!

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Salem Mass

Esse disco tem uma história interessante. Primeiro e único registro do grupo norte-americano Salem Mass, Witch Burning foi gravado dentro do bar favorito dos músicos, chamado The Red Bam, convertido em estúdio para a tarefa. Além disso, o órgão Moog com que o trabalho foi gravado tinha o número de série 023, ou seja, foi um dos primeiros a serem fabricados!

O som é um hard típico do início dos anos setenta, com grande influência da sonoridade psicodélica do final da década de sessenta, um gênero definido como heavy psych por alguns críticos. Os riffs de Mike Snead têm a mesma importância que as notas do teclado de Jim Klahr, dando um delicioso tempero vintage à música do Salem Mass.

Entre as faixas, destaque óbvio para a tour de force "Witch Burning", que batiza o álbum e tem mais de dez minutos de viagens instrumentais hipnotizantes. O típico som do Moog introduz a densa "My Sweet Jane", melancólica ao extremo, e que apresenta uma certa influência de Velvet Underground (não só no título, mas também na música).

"You Can´t Run My Life" tem um groove cadenciado perfeito para pegar a estrada, enquanto "You´re Just A Dream" é bem chiclete e poderia, sem medo, ter sido lançada como single, já que suas características tinham tudo para agradar, por exemplo, os órfãos fãs do Doors.

O disco fecha com "Bare Tree" e a quase pop "The Drifter", outra que apresenta um latente potencial comercial não explorado.

Enfim, Witch Burning é um álbum interessante, que proporciona uma audição agradável, principalmente para os fãs de Moog (que irão se deliciar com os solos de Klahr) e da estética sonora da virada dos anos 60 para os 70.

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Ferris

Esse grupo finlandês lançou apenas um disco, auto-intitulado, em maio de 1971, e pouco depois se dissolveu. O som é muito legal, uma mistura de hard orientado para o órgão, com algumas pitadas de progressivo e pop.

A figura central é o vocalista e tecladista Heikki Hiekkala. Na parte vocal, seu timbre é bem agradável e suas linhas vocais são quase faladas, o que agrega um diferencial ao som do Ferris. Em relação ao órgão, Hiekkala transforma o instrumento no principal elemento do grupo, com solos que nos fazem voltar ao tempo das batas e calças boca-de-sino.

O disco ganhou uma versão em CD em 1997, lançada pela mesma gravadora que havia colocado o vinil original no mercado, a finlandesa Love.

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Por Ricardo Seelig

Hellion Records anuncia novos lançamentos

quinta-feira, fevereiro 14, 2013
A Hellion Records, a principal gravadora brasileira dedicada ao hard rock e ao heavy metal, anunciou os seus primeiros lançamentos em 2013. O pacote inclui discos aguardados com ansiedade pelos fãs, que ganharão caprichadas edições nacionais. 

Vamos a eles:

Adrenaline Mob - Covertá

Novo EP do Adrenaline Mob, banda formada por Russel Allen (Symphony X), Mike Orlando, John Moyer (Disturbed) e Mike Portnoy (Dream Theater). Covertá traz oito versões para sons do Badlands, Dio, The Doors, Van Halen, Heart, Rainbow, Led Zeppelin e Black Sabbath, e terá lançamento nacional simultâneo ao mundial, chegando às lojas no dia 12 de março.


Deep Purple - Live in Paris 1975

CD duplo em embalagem digipak e com um recheio de dar água na boca. Live in Paris 1975 traz um show gravado no Palais des Sports, na capital francesa, com a chamada MK III do Deep Purple: David Coverdale, Ritchie Blackmore, Glenn Hughes, Jon Lord e Ian Paice. São dez faixas, incluindo versões ensandecidas de clássicos como “Burn”, “Stormbringer”, “Mistreated”, “Smoke on the Water” e “Highway Star”. Esse é o primeiro de uma série de dez discos ao vivo cobrindo toda a carreira do Deep Purple e que chegarão às lojas brasileiras nos próximos meses em lançamentos exclusivos da Hellion Records.


Gamma Ray - Live: Skeletons & Majesties

O novo CD e DVD ao vivo do Gamma Ray chegará ao Brasil no final de fevereiro através da Hellion Records. O registro traz um show gravado em 2011 na cidade suíça de Pratteln e tem a participação do vocalista Michael Kiske em três músicas - "Time to Break Free", "A While in Dreamland" e "Future World", essa última dos tempos de Kiske e Kai Hansen no Helloween. O CD e DVD tem também uma releitura para a faixa "Gamma Ray", da banda alemã Birth Control.


Jon Lord - Concerto for Group and Orchestra

A nova versão de Concerto For Group & Orchestra, último trabalho do imortal Jon Lord, é mais um lançamento exclusivo da Hellion no mercado brasileiro. O disco conta com participações especiais de lendas como Bruce Dickinson, Joe Bonamassa e o brother dos tempos do Deep Purple, Steve Morse. Mais que um disco, um verdadeiro testamento musical. Imperdível!


Marillion - Sounds That Can’t Be Made

Pra quem curte prog, a Hellion tem a honra de anunciar o lançamento no Brasil do trabalho mais recente da clássica banda inglesa Marillion, Songs That Can´t Be Made. O álbum desembarca nas lojas de todo o país na segunda quinzena do mês de fevereiro.


Circle II Circle - Seasons Will Fall

Seasons Will Fall, sexto álbum do Circle II Circle, será lançado no Brasil pela Hellion. O novo disco da banda do vocalista Zak Stevens (ex-Savatage) chegará às lojas brasileiras na segunda quinzena de fevereiro.


Stratovarius - Nemesis

Outro grande lançamento da Hellion agendado para o final de fevereiro é Nemesis, o aguardado novo disco do Stratovarius. Os mestres do power metal finlandês estão voltando com tudo, estreando o jovem baterista Rolf Pilve.


Tygers of Pan Tang - Ambush

Último disco da lendária banda britânica Tygers of Pan Tang, um dos maiores nomes da NWOBHM. Ambush saiu na Europa em 2012 e agora ganha edição nacional, para alegria de quem curte heavy metal.


Voivod - Target Earth

Décimo-sexto trabalho da clássica banda canadense, Target Earth é o primeiro álbum do Voivod desde a morte de Denis “Piggy” D’Amour. Daniel Mongrain (ex-Martyr) assumiu o posto. O disco marca também o retorno do baixista Jean-Yves Thériault. Target Earth foi muito bem recebido pela imprensa especializada lá fora, e agora chega ao Brasil para provar que o Voivod continua com tudo.


Por Ricardo Seelig




Roger Waters compõe música em homenagem a brasileiro morto em Londres

quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Desde o seu lançamento, em 1979, The Wall tem viajado por todo o mundo, tendo inclusive virado filme em 1981. Já há um bom tempo sem a companhia do Pink Floyd e preparando-se para embarcar na tour 2013 do mega espetáculo, Roger Waters adicionou uma nova canção ao setlist, que também passou pelo Brasil em 2012. 

Talvez alguns não não tenham percebido, mas no vídeo abaixo, capturado em uma apresentação nos Estados Unidos, também no ano passado, ele já tocava o novo som. Trata-se de "The Ballad of Jean Charles de Menezes", tema inspirado na morte do jovem brasileiro baleado pela polícia londrina após ser erroneamente identificado como um dos autores de uma tentativa de atentado. A canção está encaixada depois de "Another Brick in the Wall Part II". 

Bonita homenagem. 


Abaixo, Waters fala mais sobre sua obra e o próximo tour (sem legendas). 



Por Márcio Grings 

Novo álbum do Megadeth já tem título definido

quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Super Collider: este é o título do novo disco do Megadeth. O décimo-quarto trabalho da banda de Dave Mustaine sucede Thirteen (2011) e chegará às lojas em junho. Este será o primeiro álbum do grupo lançado pela Tradecraft, selo do próprio Mustaine e que conta com distribuição da poderosa Universal.

Uma curiosidade: Super Collider é o primeiro LP do Megadeth, desde Cryptic Writings (1997), em que a formação se manteve a mesma do anterior - completam o time Chris Broderick (guitarra), Dave Ellefson (baixo) e Shawn Drover (bateria).

Dave contou à NME que as novas composições variam entre faixas rápidas e outras mais sombrias. Uma dessas novas músicas já tem título definido e se chama “Forget to Remember”.

A produção de Super Collider está sendo feita por Johnny K, responsável por Thirteen, e que tem no currículo trabalhos para nomes como Machine Head, Mushroomhead e Disturbed.


Por Ricardo Seelig

Novo ao vivo do Whitesnake sairá em abril

quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Aproveitando a ótima fase vivida após o retorno e seus dois últimos discos - Good to Be Bad (2008) e Forevermore (2011) -, o Whitesnake anunciou um ao vivo registrando o momento.

Made in Japan será lançado dia 23 de abril em CD duplo, DVD, Blu-ray e em uma edição especial com CD e DVD. O pacote traz um show gravado em 15 de outubro de 2011 na Saitama Super Arena, no Japão, durante a turnê do álbum Forevermore. Na época, a banda contava com David Coverdale, Doug Aldrich (guitarra), Reb Beach (guitarra), Michael Devin (baixo) e Brian Tichy (bateria), além do convidado especial Brian Ruedy nos teclados. Tichy não faz mais parte do conjunto, sendo substituído pelo veterano Tommy Aldridge.



Abaixo o tracklist:

CD 1

1. Best Years
2. Give Me All Your Love Tonight
3. Love Ain't No Stranger
4. Is This Love
5. Steal Your Heart Away
6. Forevermore
7. Six String Showdown
8. Love Will Set You Free
9. Drum Solo
10. Fool For Your Loving
11. Here I Go Again
12. Still Of The Night

Bonus CD 2 - Soundcheck

1. Love Will Set You Free
2. Steal Your Heart Away
3. Fare Thee Well (Acoustic Version)
4. One Of These Days (Acoustic Version)
5. Lay Down Your Love
6. Evil Ways
7. Good To Be Bad (Acoustic Version)
8. Tell Me How (Acoustic Version)

DVD e Blu-ray:

1. Best Years
2. Give Me All Your Love Tonight
3. Love Ain't No Stranger
4. Is This Love
5. Steal Your Heart Away
6. Forevermore
7. Six String Showdown
8. Love Will Set You Free
9. Drum Solo
10. Fool For Your Loving
11. Here I Go Again
12. Still Of The Night
13. Forevermore (fan video)
14. Steal Your Heart Away (fan video)

Por Ricardo Seelig

13 de fev de 2013

Rob Zombie revela a capa de seu novo disco

quarta-feira, fevereiro 13, 2013
Com data de lançamento marcada para 23 de abril, Venomous Rat Regeneration Vendor, quinto álbum solo de Rob Zombie, teve a sua capa revelada. O disco será lançado pela Zodiac Swan, selo de propriedade de Rob, e foi produzido por Bob Marlette (Black Sabbath, Lynyrd Skynyrd, Alice Cooper).

Vale lembrar que The Lords of Salem, novo filme de Zombie, será lançado nos cinemas três dias após o LP chegar às lojas, em 26 de abril.


Por Ricardo Seelig

Live n’ Louder anuncia Loudness e Sodom e fecha atrações

quarta-feira, fevereiro 13, 2013
Cast fechado para a nova edição do festival Live n’ Louder. A produtora Top Link confirmou a presença da banda japonesa Loudness e do trio alemão Sodom, fechando assim as atrações do evento, que está sendo chamado de “Tiozão Open Air” nas redes sociais.

O Live n’ Louder teve as suas duas primeiras edições em 2005 e 2006, e retorna esse ano com data marcada para 14 de abril no Espaço das Américas, em São Paulo.

Sodom e Loudness juntam-se aos já confirmados Twisted Sister, Molly Hatchet e Metal Church.

Por Ricardo Seelig

Black Sabbath divulga vídeo com os bastidores da gravação do seu novo álbum

quarta-feira, fevereiro 13, 2013
No dia em que o seu icônico primeiro disco completa 43 anos de vida, o Black Sabbath divulgou um vídeo com pouco mais de 3 minutos com os bastidores da gravação do seu aguardado novo álbum, produzido por Rick Rubin.

Com entrevistas com Ozzy Osbourne, Tony Iommi (de boné devido ao tratamento para o câncer que o fez perder o cabelo) e Geezer Butler, o material lança um pouco de luz sobre o LP mais aguardado de 2013. Intitulado 13, o disco será lançado em junho.

Apenas um detalhe: não há NENHUM trecho de alguma composição inédita.

Acomode-se na cadeira, aumente o volume e assista abaixo:


Por Ricardo Seelig

Iron Maiden anuncia lançamento do DVD duplo Maiden England ’88

quarta-feira, fevereiro 13, 2013
A EMI anunciou o lançamento do DVD Maiden England '88 para o dia 25 de março. Disponível pela primeira vez em DVD, o show foi filmado em duas noites com ingressos esgotados na Birmingham N.E.C. Arena, no Reino Unido, em novembro de 1988, durante a Seventh Son of a Seventh Son World Tour.

O lançamento chega às lojas em formato duplo. O primeiro disco terá o show na íntegra, que foi especialmente atualizado e ampliado a partir do lançamento em VHS de 1989, que agora inclui três faixas inéditas - “Running Free”, “Run to the Hills” e “Sanctuary” -,exibindo pela primeira vez o show completo, totalizando 110 minutos.

O diretor e produtor original Andy Matthews reeditou os vídeos de 1988 cuidadosamente, remasterizando digitalmente todo o material, fazendo a correção de cores para recriar a melhor imagem possível daquele momento. O áudio original produzido por Martin Birch, produtor da banda entre 1981 e 1993, foi remixado no formato 5.1 pelo atual produtor, Kevin Shirley. O concerto foi dirigido e editado pelo baixista Steve Harris, de modo a captar o desempenho do ponto de vista dos fãs, concentrando-se totalmente na música, produção de palco e iluminação.

O DVD 2 é um disco bônus com um exclusivo documentário com a terceira parte da história do Iron Maiden. O vídeo de 40 minutos é composto por entrevistas recentes com os membros do grupo e o manager, Rod Smallwood. Continuando a história a partir da World Slavery Tour '84 / 85, este documentário é interessante e esclarecedor, e mostra a banda falando abertamente sobre suas memórias de um período excitante e por vezes turbulento, a partir do qual surgiriam os álbuns Somewhere in Time e Seventh Son of a Seventh Son.

Outros extras especiais no disco bônus incluem o vídeo 12 Wasted Years. Lançado originalmente como VHS em 1987 e disponível pela primeira vez em DVD, este documentário possui 90 minutos e inclui entrevistas, filmagens ao vivo dos primórdios no Ruskin Arms Pub e Marquee Club em Londres, além de cinco vídeos promocionais para os singles dos álbuns acima mencionados, que também foram cuidadosamente restaurados e melhorados a partir dos filmes originais.

Rod Smallwood comentou o lançamento: "Nós estivemos bastante ocupados atualizando este concerto filmado muito tempo atrás, com o nosso produtor e diretor de vídeo Andy Matthews trabalhando incansavelmente para trazer de volta a magia mais uma vez! O VHS de 1989 esteve amplamente disponível por muitos anos e sabemos como nossos fãs estão aguardando ansiosamente a nova versão, por isso quisemos dar-lhe o melhor tratamento possível. A atual turnê do Maiden, que continua este ano, revisita muito do setlist e produção do lançamento inicial de 1989, por isso vai ser interessante comparar o quanto mudou em termos de produção ao vivo em 2013, especialmente com todos os avanços da tecnologia e as melhorias que temos sido capazes de fazer para a banda".


 

Maiden England '88 também será disponibilizado em CD duplo e em uma edição limitada em LP picture duplo, além de formatos para download digital. O áudio, antes disponível em CD na EMI Sound and Vision Series de 1994, foi embalado juntamente com o VHS, mas com duas faixas a menos do que o vídeo. “Can I Play With Madness” e “Hallowed Be Thy Name” que ficaram de fora por falta de espaço no disco. Agora, com as três faixas extras o disco duplo oferece um total de cinco faixas anteriormente não disponíveis em CD, tornando este o primeiro registro completo em áudio desta tour histórica.

DVD 1 - Maiden England ’88
Moonchild
The Evil That Men Do
The Prisoner
Still Life
Die With Your Boots On
Infinite Dreams
Killers
Can I Play With Madness
Heaven Can Wait
Wasted Years
The Clairvoyant
Seventh Son Of A Seventh Son
The Number Of The Beast
Hallowed Be Thy Name
Iron Maiden
Run To The Hills*
Running Free*
Sanctuary*
*Inéditas

DVD 2 - The History of Iron Maiden Part 3
The History Of Iron Maiden - Part 3      
12 Wasted Years                                
Wasted Years promo video                
Stranger In A Strange Land promo video
Can I Play With Madness promo video
The Evil That Men Do promo video
The Clairvoyant promo video

Mais informações: IronMaiden.com

Tradução de Igor Soares

“Death March”, o novo clipe do The Gates of Slumber

quarta-feira, fevereiro 13, 2013
O trio norte-americano The Gates of Slumber está lançando um EP através da Scion A/V, um dos coletivos mais ativos do cenário do metal atualmente, e produziu um clipe para promover o disquinho.

A faixa de abertura, “Death March”, um doom arrastadão e com riffs capazes de orgulhar Tony Iommi, pode ser degustada no player abaixo.

E, para baixar o EP Stormcrow, é só clicar aqui.

Aumenta!


Por Ricardo Seelig

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