16 de mar de 2013

Kvelertak revela “Trepan”, mais uma música do seu novo disco

sábado, março 16, 2013
A banda norueguesa Kvelertak lançará o seu novo disco, Meir, no próximo dia 25 de março. Os caras divulgaram mais uma faixa do álbum, intitulada “Trepan”. Passagens extremas com outras mais calmas, atmosféricas e melódicas revelam mais uma grande canção do grupo.

Meir é o segundo disco do Kvelertak, e assim como a estreia auto-intitulada lançado em 2010, teve a sua capa criada por John Baizley, vocalista e guitarrista do Baroness.

Aumente!



Por Ricardo Seelig

Novo documentário sobre Jim Morrison

sábado, março 16, 2013
Novidade para os fãs do Doors. A vida do vocalista Jim Morrison é assunto para mais um documentário, que começou a ser produzido recentemente. Intititulado Before the End: Jim Morrison Comes of Age, o material tem como objetivo mostrar a vida do vocalista desde os primeiros anos da infância até a morte, em 3 de julho de 1971.

A produção é da Z-Machine, e o documentário irá trazer entrevistas com a família e amigos de Jim, incluindo Andy Morrison, seu irmão. O roadie Gareth Blyth, que trabalhou com o Doors, também falou ao filme, que contará com vídeos caseiros inéditos e fotos.

Ainda não há data prevista para o lançamento de Before the End: Jim Morrison Comes of Age.

Por Ricardo Seelig

26 Bandas para o Matias: B de Black Sabbath

sábado, março 16, 2013
Espumoso é uma pequena cidade localizada no norte do Rio Grande do Sul. Foi lá que eu nasci e vivi toda a minha adolescência. Meus pais e irmã, assim como diversos parentes, continuam residindo na cidade. O principal centro urbano da região, Passo Fundo, fica a aproximadamente 80 km de distância.

Desde que comecei a me interessar por música, fazia visitas frequentes a Passo Fundo para comprar discos. Não havia loja de discos em Espumoso, então precisava me deslocar até onde elas estavam. Encarava 2 horas de viagem em um ônibus “pinga-pinga” (que é como chamávamos as linhas que não eram diretas e faziam diversas paradas ao longo do trajeto) até chegar e sair em busca de novidades para minha coleção.

Foi em uma dessas primeiras incursões que conheci o Black Sabbath. Já havia lido algo sobre a banda em alguma revista cujo título não lembro mais, mas ainda não havia escutado o som. Passando pelo centro da cidade, entrei em uma loja de sapatos que, casualmente, também vendia LPs. Eles deviam ter uns dez discos expostos em uma estante lá no final do corredor, e um deles me chamou a atenção. Era o Paranoid, segundo do Sabbath, estalando de novo, na edição brasileira lançada pela RGE. Comprei na hora.



Voltei para casa com aquela preciosidade embaixo do braço e fui ouvir o LP no meu três em um. O choque foi grande, porém hipnótico. Não conseguia parar de escutar aquela música forte, poderosa, pesada, quase mística. Ouvia o lado A, virava o disco para o lado B, e colocava de novo o lado A. Fazia isso sucessivamente, quase literalmente furando o vinil. Aquela música me fascinou.

Comentei com um amigo, que respondeu: “É, o problema de ouvir Black Sabbath é que a gente não consegue parar de escutar tão cedo”. E sim, era isso mesmo. O primeiro contato com os riffs de Tony Iommi é como um rito de passagem na vida de quem gosta de música. Aquele som muda a sua percepção das coisas de forma definitiva.

Logo depois do Paranoid fui atrás de outros discos, e peguei o primeirão da banda. Na contracapa, o vocalista era apresentado como Ossie Osbourne, ao invés do popular Ozzy que conhecemos. E a música era ainda mais sombria e assustadora. Aquilo era do mal com nada havia sido antes. Pirei em “The Wizard” e, principalmente, em “N.I.B.”, que me soava familiar pela semelhança com o riff de “Cocaine”.



Lembro de ir com toda a família visitar parentes em Farroupilha, cidade da serra gaúcha. Lá moravam alguns tios e primos, e esses primos eram bem mais velhos do que eu. Na discoteca deles encontrei uma coletânea chamada We Sold Our Soul for Rock ‘n’ Roll (1975), e ela me mostrou mais sons que não conhecia. Músicas como “Changes”, “Sweet Leaf”, “Children of the Grave” e “Sabbath Bloody Sabbath” revelaram que a banda era ainda mais fascinante do que eu imaginava. Vendi minha alma para o rock and roll e aquele LP virou a trilha do fim de semana. Fim de semana que também revelou outra descoberta: ouvia o disco nos fones de ouvido e respondia gritando para poder me ouvir, enquanto meus primos riam sem eu entender porque. Lição aprendida, mico jamais repetido.

Ao longo da adolescência fui entrando em contato com outros álbuns do grupo. Master of Reality (1971) e seu peso e carisma cativantes. Never Say Die! (1978) com a belíssima “Air Dance”. Mob Rules (1981) com o metal puro e a voz divina de Ronnie James Dio. Seventh Star (1986) e suas músicas diferentes, mas mesmo assim ótimas, cantadas pela voz incrível de Glenn Hughes. E até mesmo The Eternal Idol (1987), cuja faixa de abertura, “The Shining”, logo se tornou uma das minhas favoritas.

Mas daí chegou uma época em que meio me afastei do Black Sabbath. Eram tantas bandas interessantes chegando e me cercando por todos os lados, que o apetite e curiosidade para degustar tudo aquilo me fez colocar de lado o que eu achava que já conhecia.




Então, cresci. Mais velho, comprei toda a discografia da banda - pelo menos a que importava, leia-se fase Ozzy e fase Dio, e mais alguns discos isolados - e senti o mesmo efeito que havia me fascinado mais de 10 anos antes. Nessa época, entendi discos como Vol. 4 (1972), Sabbath Bloody Sabbath (1973) e Heaven and Hell (1980) que, por algum motivo, tinham passado batido antes. A identificação foi tão forte que Sabbath Bloody Sabbath e Heaven and Hell se tornaram os meus álbuns favoritos da banda.

Hoje, a coleção do Black Sabbath ocupa lugar de destaque em minha estante, como uma espécie de base que não apenas sustenta tudo o que veio depois, mas também serve de refúgio quando estou cansado e quero apenas me sentir confortável em um lugar que conheço muito bem.




O Matias já descobriu o Black Sabbath. Desde pequeno, ele gosta de mexer nos meus discos. Vai lá, fuça aqui e ali, olha as capas e, ao se interessar por algum deles, pede para ouvir. Foi assim que ele chegou até o grupo. Pegou o Master of Reality e pediu para escutar. E adorou, tanto que se esvaiu em uma risada gostosa ao ouvir a tosse de Ozzy abrindo o disco. Daí veio a pergunta: “Pai, como é o nome dessa banda?”. “Black Sabbath, filho”, respondi. E ele: “Ah tá, Black Sabbathca”, e lançou outra gargalhada.

O Black Sabbath também serviu de ponto de partida para que o Matias, do alto dos seus 3 anos, construísse um raciocínio interessante. Ele já conhecia outras bandas, e as dividiu em duas categorias: rock feliz e rock brabo. No rock feliz, nomes como Beatles, Stones e AC/DC. Já no rock brabo, Black Sabbath, Iron Maiden e Kiss. Uma boa definição e que, na inocência e ingenuidade de uma criança, reduz tudo à sua essência.

O resumo disso tudo é que, mesmo passados mais de 40 anos do lançamento do primeiro LP do Black Sabbath, a sua música continua incrível. É tanto riff empolgante que não há como passar pelo som dos caras sem sentir alguma coisa. Tudo que importa no heavy metal, no rock, está ali: um vocalista carismático e que canta com a alma, um guitarrista que despeja riffs compulsivamente, um baixo pesado que reforça tudo e uma bateria quase primal, conduzida não pela técnica, mas pelo feeling puro.

Vai chegar uma hora em que o Matias vai entender o Black Sabbath em sua plenitude. E, quando isso acontecer, ele vai sentir a mesma sensação que eu, você e todo mundo naquela primeira vez: não tem como parar de ouvir. É hipnótico, mágico, uma experiência quase sobrenatural. É o rock em sua essência.

Por Ricardo Seelig

15 de mar de 2013

Entrevista exclusiva: Stian Fossum, guitarrista do Devil

sexta-feira, março 15, 2013
Em meio a vários bons lançamentos neste início de 2013, a próxima semana reserva algo especial para os amantes de doom metal: para além de novidades do Black Sabbath em estúdio, trará consigo o aguardado Gather the Sinners, segundo álbum do Devil.

O novo trabalho dos noruegueses, que já haviam se destacado com o debut Time to Repent (2011), sairá no dia 22 de março. Para saber mais sobre o disco, as influências da banda e o atual cenário musical do país que é berço do black metal, entrevistamos o guitarrista Stian Fossum.

Discípulo de Tony Iommi e responsável por alguns dos melhores riffs dos últimos anos, Stian desgrudou um pouco de sua (linda) Gibson SG preta e não economizou palavras para responder e explicar, via e-mail, tudo o que queríamos saber. Confira!



Qual a expectativa em relação à recepção do novo álbum? Como vocês o comparam com Time to Repent?

Acho que a recepção será basicamente a mesma do primeiro álbum: algumas pessoas irão gostar, outras não. Por várias razões, nunca seremos os favoritos em termos de crítica, mas esperamos angariar novos e fiéis seguidores. O intuito foi fazer um som puramente rock 'n' roll e, apesar de resenhas positivas serem algo legal, para nós é mais importante que o público goste.

Como o Devil cria as músicas? Há um típico processo de composição?

Geralmente, alguém aparece com um riff para uma música nova e tentamos desenvolvê-lo até termos uma boa estrutura. Em seguida, tentamos compor boas linhas vocais e escrever letras que se encaixem na melodia e em características particulares dessa canção. Às vezes, as músicas já vêm completas e, se forem boas o bastante, as usamos como estão.

Há também aquelas que surgem em alguma jam durante os ensaios. Esse é o jeito mais bacana, já que todos ficam envolvidos no processo. Um exemplo desse modelo é "Southern Sun" (que você pode ouvir aqui), feita em um único ensaio e baseada no riff que Kai (Wanderås, guitarra) e Thomas (Ljosåk, baixo) começaram a tocar. Anteriormente, já havíamos dito que queríamos ser mais produtivos trabalhando em conjunto e acho que, de certa forma, conseguimos isso na composição de Gather the Sinners.

Por falar em "Southern Sun", ela tem um refrão bem marcante. Por isso foi escolhida como primeiro single? Quão importante é a melodia na sonoridade do Devil?

A razão para escolhermos "Southern Sun" como primeiro single/teaser do álbum foi o fato de acharmos que ela representa tanto o lado mais doom como também o lado mais classic rock do Devil. Consideramos que é uma canção muito boa e quisemos verificar a reação dos fãs.

A melodia é MUITO (sic) importante para nós. Apesar de termos canções mais estáticas, como "I Made a Pact...", da demo, e "Mother Shipton Pt. II", do novo disco, que quebram um pouco disso, adoramos quando encontramos uma boa melodia, como vocês irão notar quando ouvirem o álbum por completo.

A música "Legacy" e o refrão de "Coffin Regatta" são, talvez, os melhores exemplos de como podemos extrair bastante de uma canção apenas adicionando uma boa melodia.

A arte da nova capa ficou excelente. Mas, afinal, quem são os "sinners" (pecadores) a que se referem? Há algum conceito específico por trás do título?

Os "pecadores" são aqueles que não se arrependeram após ouvirem nosso primeiro álbum, Time to Repent ("Hora de se Arrepender", em tradução livre). Haha! Na realidade, não há nenhum significado mais profundo em relação ao título, senão o fato de gostarmos de usar frases que soam meio sacras.

Quanto à capa, também ficamos muito satisfeitos. Foi desenvolvida pelo Adrian, da Coven Illustracion, que fez um ótimo trabalho.



Como está a cena norueguesa para o metal atualmente?

A cena metal na Noruega parece conter um fluxo infinito de ótimas bandas se levarmos em consideração o quanto nosso país é pequeno em termos de população. Sempre há novos grupos surgindo em todos os gêneros do metal.

Fico contente de o black metal não ser mais o único estilo com boas bandas por aqui e também por elas estarem conseguindo reconhecimento lá fora. Como exemplos, cito High Priest of Saturn, Nekromantheon, Tombstones e One Tail, One Head.

Mas, talvez, o público na Noruega se interesse mais por nomes já consagrados. Machine Head, Amon Amarth, W.A.S.P. e Nightwish são típicos exemplos que conseguem atrair uma multidão por aqui. Além, claro, daqueles grupos realmente grandes.

De qualquer forma, continuamos levando algumas pessoas aos shows menores, do underground. Para uma banda com o Devil, fora de Oslo, 50 pessoas já é um sucesso. Porém, não está fazendo ninguém ficar rico. Haha!

O que você acha dessa leva de bandas tocando occult rock atualmente? Ghost, The Devils' Blood, Blood Ceremony, Jess and The Ancient Ones, Kadavar, Year of the Goat e tantas outras... Como o Devil se insere nesse contexto?

Esse novo foco no doom, o qual se deve, em partes, pelo fato de grandes bandas terem acenado para os primórdios do hard rock, como fez o Wolfmother, tendo obtido bastante sucesso alguns anos atrás, e também pelo ressurgimento de velhos heróis como Pentagram, Black Sabbath e Saint Vitus, é, claro, visto com bons olhos por mim.

É um olhar que se concentra nos anos 70 e sempre volta de tempos em tempos. Adoro inúmeras bandas desse estilo, mas vejo o Devil um pouco à margem, já que não nos aprofundamos tanto na parte "oculta" do movimento. Somos apenas velhos cachaceiros fãs de metal e gostamos de tocar um hard rock sujo.

Se tivesse que apontar minhas favoritas dessa cena, seriam In Solitude e Year of the Goat, especialmente os últimos álbuns das duas. Mas quando você as escuta e compara com o Devil, não há absolutamente nada em comum. Haha! Então, realmente não sei como podemos fazer parte de um mesmo movimento, apesar de ficar lisonjeado, já que são bandas incríveis.

Gosta de Black Sabbath? O que espera desse retorno? O que Tony Iommi e Ozzy podem fazer juntos novamente?

Bom, já ouvi falar a respeito deles. Haha! Sou um grande fã de Black Sabbath, especialmente dos seis primeiros álbuns, assim como dos discos Heaven and Hell (1980), Mob Rules (1981) e Born Again (1983). Também adoro alguns dos primeiros trabalhos do Ozzy em carreira solo.

Infelizmente, não tenho grandes esperanças em relação a esse retorno, embora fosse matador poder vê-los ao vivo novamente.



Duas opções, uma resposta:

Ozzy ou Dio?


Ozzy. Cantou nos melhores discos do Sabbath e prefiro a carreira solo dele em comparação à do Dio. Mais alma, mais blues, etc. Dio era melhor em bandas, como Sabbath e Rainbow. Nunca fui um grande fã de seus discos solos.

Venom ou Bathory?

Bathory. Adoraria ser old school o bastante para responder Venom, mas Bathory teve um impacto quase divino sobre mim e me influencia há 25 anos ou mais. Nada se compara ao Bathory.

Black Metal (1981) ou Welcome to Hell (1982)?

Bastante apertado, mas tenho que responder Welcome to Hell por causa de "Witching Hour".

Hellhammer ou Celtic Frost?

Celtic Frost. Morbid Tales (1984) é a perfeição nesse gênero. Gênero que consiste apenas nessas duas bandas. Haha!

Pentagram ou Saint Vitus?

Pentagram. Também amo Saint Vitus, mas o Pentagram possui uma característica meio vulgar que é imbatível até hoje. Se você acha que as bandas glam ou sleaze têm um apelo sexual mórbido e perturbador, precisa ver o Pentagram ao vivo.

Darkthrone ou Mayhem?

Darkthrone. São amigos pessoais e uma das minhas bandas favoritas durante vários anos. Apesar de o Mayhem ter feito o clássico De Mysteriis Dom Sathanas (1994) e o totalmente cru Deathcrush (1987), os quais gosto bastante, há algo muito mais foda e assustador em Transylvania Hunger (1994) e A Blaze in the Northern Sky (1992), do Darkthrone.

Quais os cinco melhores álbuns de todos os tempos?

Odeio essa pergunta. Me faz querer ir pra casa e dar um abraço em cada um dos grandes álbuns que não mencionei. Mas aqui vai um top 5, não necessariamente na ordem.

Candlemass - Nightfall (1987)
Bathory - Under the Sign of the Black Mark (1987)
Metallica - Ride the Lightning (1984)
Black Sabbath - Vol 4 (1972)
Kiss - Music From the Elder (1981)

Quais os próximos passos do Devil? Uma visita à América do Sul, talvez?

Adoraríamos viajar para a América do Sul, especialmente Argentina e Brasil. Ouvimos coisas boas sobre as pessoas e a comida. Talvez até assistíssemos a uma partida de futebol. Mas, que me lembre agora, temos apenas dois shows agendados: no Inferno Festival e no Beyond the Gates Festival, ambos na Noruega.

Por Guilherme Gonçalves

Grandes Produtores: Rick Rubin

sexta-feira, março 15, 2013
Nascido em 10 de março de 1963 em Long Beach, Nova York, Frederick Jay Rubin é um dos mais conhecidos e respeitados produtores musicais há, pelo menos, 25 anos. Dono de uma carreira recheada de álbuns clássicos, Rick Rubin trabalhou com inúmeros artistas dos mais variados gêneros, demonstrando imensa habilidade e enorme intuição com cada um deles.

A carreira de Rubin teve início em meados da década de 1980, movida pelo envolvimento e pela paixão pela cena nova-iorquina de hip hop. Ao lado do amigo e DJ Jazzy Jay, criou em 1983 a Def Jam Recordings com o objetivo de dar voz e lançar discos dos artistas que faziam parte do então nascente cenário hip hop de Nova York. A primeira gravação da dupla foi “It’s Yours”, do rapper T La Rock. Esse trabalho abriu portas para a Def Jam, principalmente pelo apoio do renomado produtor Arthur Baker, que divulgou bastante a música. As produções seguintes de Rubin foram para artistas como LL Cool J, Public Enemy, Beastie Boys e Run D.M.C., estabelecendo o seu nome de maneira intrínseca ao rap.

Rubin deixou a Def Jam em 1988, mudou-se para Los Angeles e abriu a Def American Records. Na Califórnia distanciou-se do rap e aproximou-se do heavy metal, produzindo álbuns para bandas como Slayer, Danzig, The Four Horsemen, Masters of Reality e até mesmo para os então iniciantes ingleses do Wolfsbane.

Em 1993 decidiu tirar o “def” do nome da sua empresa, rebatizando-a como American Recordings. O primeiro projeto com a nova alcunha foi ao lado do lendário Johnny Cash e fez nascer o primeiro volume da premiada série de álbuns American Recordings, onde Cash gravou novas canções e deu a sua interpretação para composições de outros artistas. A parceria obteve grande sucesso de público e foi aclamada pela crítica, gerando seis discos: American Recordings (1994), Unchained (1996), American III: Solitary Man (2000), American IV: The Man Comes Around (2002), American V: A Hundres Highways (2006) e American VI: Ain’t No Grave (2010). Cash faleceu em 12 de setembro de 2003, mas deixou gravações que foram lançadas de maneira póstuma nos dois últimos discos da série. O trabalho ao lado de Johnny Cash reapresentou o “man in black” para o público e é considerado, de maneira unânime, como o maior feito da carreira de Rubin.



Mas a trajetória de Rick, como já dito, está repleta de discos que fizeram história. A sua parceria com o Slayer, iniciada no mais do que clássico Reign in Blood (1986), foi fundamental para transformar a banda em um dos maiores nomes da história do heavy metal. Rubin assinou a produção de grande parte da discografia do Slayer, incluindo outros discos excelentes e de grande repercussão como South of Heaven (1988), Seasons in the Abyss (1990) e Christ Illusion (2006). A sonoridade crua do Slayer deve muito a Rubin, que foi arquiteto da estética sonora particular do conjunto, diferente de tudo que havia no metal na época.

Outra banda que possui uma relação muito próxima e produtiva com o produtor é o System of a Down, que teve os seus principais álbuns assinados por Rubin. O mesmo vale para o Red Hot Chili Peppers, que virou mega banda sob a tutela de Rick em Blood Sugar Sex Magik (1991).

O estilo de trabalho de Rick Rubin é bastante particular. Como já revelado por vários músicos, ele não é o tipo de produtor que opera a mesa de som literalmente, muito pelo contrário. A atuação de Rubin se dá mais no campo das ideias, traçando um caminho para onde a banda deve seguir e mostrando como vê a sua essência sonora, como ela deve soar. Isso faz com que os discos produzidos por Rubin apresentem uma sonoridade autêntica, “verdadeira”, como se os grupos, ao trabalharem com ele, retomassem suas identidades. Talvez o maior exemplo disso seja Death Magnetic, álbum lançado pelo Metallica em 2008 e que mostrou que a banda ainda tem muito a dar aos fãs.

Vale lembrar que Rubin está produzindo 13, o disco que marca o retorno de Ozzy ao Black Sabbath após mais de 35 anos e é um dos mais aguardados de 2013.



Abaixo está uma discografia selecionada dos melhores e mais importantes discos produzidos por Rick Rubin. Por eles é possível não apenas perceber o impacto do produtor na música moderna, mas também entender as suas particularidades e principais características.

Para degustar o cardápio de Rick Rubin, ouça com atenção os LPs abaixo:

Run D.M.C. - Raising Hell (1986)
Slayer - Reign in Blood (1986)
Beatie Boys - Licensed to Ill (1986)
The Cult - Electric (1987)
Slayer - South of Heaven (1988)
Slayer - Seasons in the Abyss (1990)
Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik (1991)
Mick Jagger - Wandering Spirit (1993)
Johnny Cash - American Recordings (1994)
Tom Petty - Wallflowers (1994)
AC/DC - Ballbreaker (1995)
System of a Down - System of a Down (1998)
Red Hot Chili Peppers - Californication (1999)
Johnny Cash - American III: Solitary Man (2000)
System of a Down - Toxicity (2001)
Red Hot Chili Peppers - By the Way (2002)
Johnny Cash - American IV: The Man Comes Around (2002)
System of a Down - Steal This Album! (2002)
Jay-Z - The Black Album (2003)
Slipknot - Vol. 3: (The Subliminal Verses) (2004)
System of a Down - Mesmerize (2005)
System of a Down - Hypnotize (2005)
Metallica - Death Magnetic (2008)
Adele - 21 (2011)
ZZ Top - La Futura (2012)


Por Ricardo Seelig

Assista "All the Time", o novo clipe do The Strokes

sexta-feira, março 15, 2013
O The Strokes lançou um videoclipe para "All the Time", faixa de seu novo disco de estúdio, Comedown Machine, que será lançado em 26 de março.

A música já havia sido liberada em fevereiro para audição via streaming no site oficial. Do novo disco, o The Strokes também já divulgou "One Way Trigger".

No vídeo estão imagens de arquivo do grupo no palco e nos bastidores de várias de suas turnês.

A pré-venda de Comedown Machine já está acontecendo no site oficial da banda.



Por Nelson Júnior

Ouça a versão do Anthrax para “Smokin”, do Boston

sexta-feira, março 15, 2013
Outra faixa do EP Anthems, que o Anthrax lançará no próximo dia 19 de março, foi divulgada. A releitura para “Smokin”, do Boston, ficou muito boa, com bastante energia e pegada, ao contrário de algumas outras faixas do EP divulgadas nas últimas semanas.

O ótimo teclado foi gravado por Fred Mandel, músico que já tocou com nomes como Pink Floyd, Alice Cooper e Cheap Trick.

Ouça:

Por Ricardo Seelig

14 de mar de 2013

26 Bandas para o Matias: A de AC/DC

quinta-feira, março 14, 2013
Era um moleque com apenas 12 anos quando ouvi AC/DC pela primeira vez. Era o início de 1985, e assisti a banda pela TV, tocando no Rock in Rio. Aquilo mudou a minha vida. Foi ali que fui fisgado pelo rock.

Não tinha grana, era apenas um garoto. Ainda não trabalhava, e filho de professores nunca tem dinheiro sobrando. Assim, só fui colocar a mão em dois discos do grupo no final do ano, quando fiz aniversário. Estava em Pelotas, onde minha avó e tios moravam, e meu padrinho me levou em uma loja de departamentos para me dar um presente. Não sei se era Mesbla, Renner, não lembro. Mas não esqueço que saí de lá com dois LPs embaixo do braço: ’74 Jailbreak (1984) e For Those About to Rock (We Salute You) (1981).

A dupla entrou na minha história também por outro motivo: foram os dois primeiros discos de rock da minha coleção. Na verdade, foram o segundo e terceiro LPs da minha coleção. Antes deles tinha apenas o Thriller (1982), do Michael Jackson, que havia ganhado da minha madrinha, acho que no mesmo aniversário de 13 anos.

Ouvir as 15 faixas presentes nos dois álbuns foi como abrir um novo universo. O impacto de um riff em um garoto que está descobrindo o rock jamais deve ser subestimado. Foi uma sensação mágica, única, inesquecível. De cara, gostei mais do EP, com hinos como “Jailbreak”, “You Ain’t Got a Hold on Me” e “Soul Stripper”. Mas também mergulhei em For Those About Rock, primeiramente levado pela capa e pela imortal faixa-título, e depois por canções como “Put the Finger on You”, “Let’s Get It Up”, “Evil Walks”, “C.O.D.” e “Breaking the Rules”.

Nunca aprendi a tocar nada, nenhum instrumento. Pelo menos não efetivamente, já que esses dois discos me transformaram em exímio tocador de air guitar, antes mesmo do termo existir. Encontrei uma antiga raquete de tênis que era do meu falecido avô, fiz um cinta com fita adesiva e aquela Gibson imaginária me acompanhou por anos.

Cresci, e o AC/DC continuou um dos meus melhores amigos. Vivia em uma cidade pequena, com uns 10 mil habitantes, no interior do Rio Grande do Sul. Espumoso não tinha muito público para rock, mas todos os meus amigos, ao escutarem o AC/DC, também tiveram reações similares às minhas.

Curioso por natureza, aos poucos fui conhecendo os outros álbuns da banda. Minha coleção de LPs crescia a olhos vistos, e alguns deles foram inseridos no meio daquela montanha de vinis. O fenomenal Back in Black (1980), que no Brasil saiu com os lados A e B invertidos na época. O incrível Powerage (1978), até hoje um dos meus discos preferidos, com uma energia quase punk. O sangrento ao vivo If You Want Blood, You’ve Got It (1978) com sua antológica versão do hino “The Jack”.

Já adulto, e depois de ter feito a besteira de me desfazer de uma coleção de quase 2.500 LPs e substituí-la por CDs, redescobri novamente a banda. Comprei todos os discos em lindos digipaks, e mais uma vez o impacto, o efeito daquela música, foi acachapante. Nessa época ouvi melhor trabalhos que haviam me passado quase batidos, como o debut High Voltage (1975) - até hoje um dos meus favoritos -, o excepcional Highway to Hell (1979) e o menosprezado Flick of the Switch (1983). Quando Black Ice (2008) foi lançado, comprei três cópias diferentes, e de lambuja levei para casa um banner enorme falando do lançamento do álbum, que repousa orgulhoso ao lado da minha estante de discos. Algum tempo depois peguei o disco também em LP, e também com uma capa diferente.

Hoje sou um cara bem distante e diferente daquele garoto de 12 anos. Já ouvi literalmente milhares de discos, entrei em contato com centenas de sonoridades distintas. Essa experiência toda me fez um ouvinte melhor e mais maduro, e isso me faz entender como o AC/DC fascina, porque ele cativa e apaixona as pessoas. O hard rock do grupo, banhado em doses generosas de blues rock e conduzido com dedos ágeis pelas guitarras dos irmãos Angus e Malcolm Young, é um dos sons mais característicos do rock and roll. E, levando em conta os dois últimos discos - Stiff Upper Lip (2000) e Black Ice (2008) -, está ficando ainda melhor com a chegada dos cabelos brancos.

Tenho um filho chamado Matias. Ele nasceu em 2008, assim como o mais recente álbum do AC/DC. E desde cedo o Matias adora AC/DC. A primeira vez que ele viu e ouviu a banda foi através do DVD Family Jewels (2005), compilação de clipes do conjunto. Devia ter no máximo 2 anos. Ele adora “Back in Black”, e sabe inclusive tocar a música no tempo certo na guitarra. Aprendeu isso sozinho, com a memória musical diferenciada que dá dicas de possuir. E, claro, com uma mãozinha do pai número 2, o Chico, guitarrista e que, assim como eu, se enche de orgulho toda vez que ele menciona qualquer coisa relacionada à banda. Não posso esquecer também da mãe, Carla, outra grande fã da banda, e que, em uma viagem para Dubai, voltou com uma camiseta linda do grupo para o nosso pequeno rocker.

Entendo que o que atrai o Matias ao AC/DC é a energia, a simplicidade e a autenticidade da banda. Ele adora assistir, e se derrete em risadas, ao ver o strip tease de Angus Young na versão de “The Jack” que está no DVD Live at River Plate (2011). 

É isso: o AC/DC não enrola, vai sempre direto ao ponto, é despretencioso e não quer fazer outra coisa que não seja curtir o bom e velho rock and roll. Sensação que é compartilhada por ouvintes de todas as idades, tenham eles 4, 12 ou 40 anos.

Por Ricardo Seelig

Lista completa de lançamentos da edição 2013 do Record Store Day

quinta-feira, março 14, 2013
Desde 2008, o terceiro sábado de abril é especial para os colecionadores de discos. Foi naquele ano que aconteceu a primeira edição do Record Store Day, evento promovido pelas lojas de discos independentes dos Estados Unidos que cresceu enormemente até se tornar uma celebração de proporções quase mundiais.

A edição de 2013 acontece no próximo dia 20 de abril e tem Jack White como embaixador.

Como fazemos todos anos, estamos publicando a lista completa com os lançamentos em questão. Repleta de raridades e tiragens limitadas, os itens abaixo sãoé um deleite para quem luta com todas as forças para manter viva a milenar arte de não apenas colecionar, mas, sobretudo, ouvir LPs. Como sempre, coloquei em negrito os itens que acho mais interessantes.

Delicie-se!
 

CD RELEASES:
 Codeine What About the Lonely CD (1000 copies only–CONFIRMED)

 Grateful Dead are Cuts & Oddities 1966
 Half Japanese Half Gentlemen/Not Beasts 3xCD box with 32 page booklet and new tracks (2000 copies)

 Mumford & Sons Live at Bull Moose

 Scanner Hypertrace (1000 copies only–remastered with bonus track)

 Scanner Terminal Earth CD (1000 copies only—remastered with bonus track)

 **NEW** Ani DiFranco Buffalo 4/22/12 OFFICIAL BOOTLEG 2CD with 3 new tracks (3000 copies only)

 **NEW** King Crimson Going Schizoid with King Crimson Set (features CD, Graphic Novel, T-Shirt, sticker and poster)

 *NEW*  Built to Spill LIVE CD

7” RELEASES:
 

 Adrian Lloyd Lorna b/w Got a Little Woman Gold Vinyl (Sundazed)

 Alfred Hitchcock Presents b/w The Munsters (TV Theme Songs Death Waltz 7″–coming to U.S.)

 Best Coast Fear of My Identity b/w Who Have I Become 7”

 Billy Bragg No One Knows Anything Anymore b/w Song of the Iceburg 7″

 Bob Dylan Wigwam b/w Thirsty Boots from the forthcoming Bootleg Series Volume 10, features the demo version of Wigwam and the unreleased track from the Self Portrait sessions)

 Boy Sets Fire Bled Dry 7″ (1000 copies only, clear/colored vinyl)

 Brendon Benson Diamond b/w Good to Me (1997 Demo) 7″

 Chet Atkins Black Jack EP (Midnight, Boo Boo Stick Beat, Blackjack, Blue Moon of Kentucky) Red Vinyl (Sundazed)

 David Bowie Drive-In Saturday b/w Drive-In Saturday (Russel Harty Plus Pop Version) Picture Disc 7″

 David Bowie The Stars Are Out Tonight b/w Where Are We Now?  First vinyl single off new album!
 Doors / X Soul Kitchen (Side by Side Release) Split milky clear colored 7″

 Duran Duran Is There Something I Should Know? b/w Faith In this Colour  Blue Vinyl 7″

 Earth Crisis Firestorm 7″ 900 copies on red vinyl

 Frank Zappa & The Mothers of Invention I’m the Slime b/w Montana remastered from original analog source, Montana is a 2013 single edit with an additional 25 seconds of music)

 FUR, FAWN, The Hounds Below and Lightning Love split single

 Husker Du 2×7″ (featuring Amusement, Statues, Writer’s Cramp and Let’s Go Die (Blackberry Way Studio tracks)  4000 copies

 Ides of Gemini Hexagram 7″ (450 copies on clear vinyl)

 Ilsa The IVth Crusade/Seven Sisters of Sleep Messiah split 7″ (Limited to 666 copies on blood red vinyl with 24×36″ “horror movie” style poster)

 Jason Isbell Pancho & Lefty b/w Elizabeth Cook Tecumseh Valley split 7″

 Jimi Hendrix Hey Joe b/w Stone Free numbered 7″ with mono mixes
 Josh Rouse Julie (Come Out of the Rain) 7” – First 7” of career; B-side is new unreleased song

 Like Rats Like Rats 7″ colored vinyl

 Low & Dirty Three In the Fishtank Volume 7  Gold vinyl 7″ limited to 500 copies

 Luther How Can We Rest? b/w Astronomy in Color (Limited edition colored 7″)

 Neal Casal Mountains of the Moon b/w Grimes’ Surf Story 7″

 Phoenix Bankrupt Grey vinyl 7″ with patch

 Pretty & Nice Q _Q b/w On & On

 Public Image Ltd  Public Image b/w The Cowboy Song (4000 copies, each hand-numbered)

 Rifle Diet Abuse Begets Abuse b/w Inebriated 7″ (Part 4 of the Profane Existence Single Series on limited colored vinyl (either black, bruise violet, golden brew or opaque yellow)
 Ringworm 1991 Demos 7″ (black vinyl and colored vinyl versions)

 Roky Erickson  Mine Mine Mind b/w Bloody Hammer (4000 copies, each hand-numbered on psychedelic swirl colored vinyl)

 Say Anything/Eisley Try To Remember, Forget (Acoustic) b/w Lost and Found (acoustic) 7″ clear vinyl

 Sean Rowe To Leave Something Behind 7″

 Section 25 My Outrage Limited 7″ with exclusive b-side, 500 copies only (may be UK only…but did show up on one US distribution list I was sent)

 Sir Douglas Quintent Interpreta En Espanol 2×7″ (Sundazed)

 Snapcase Steps   900 copies on white vinyl

 Sonny & The Sunsets Imagine (John Lennon cover) b/w Surfer Girl (Beach Boys cover)

 Star Trek b/w Lost in Space (TV Theme Songs Death Waltz 7″–coming to U.S.)

 Supersuckers 7″ on Bloodshot Records–Thanks to Jon Harlson for the tip

 T.S.O.L. You Don’t Have to Die (1980 Demo–Previously Unreleased) b/w Property is Theft and Dance With Me (both b-sides are Live tracks from the Cuckoo’s Nest from 1981!) 7″ 1000 copies only

 Testament Animal Magnetism (Scorpions cover) b/w Powerslave (Iron Maiden cover) 7″ 1000 copies only Picture Disc
 The Atlas Moth Black Trees /Wolvhammer Burn split 7” (500 copies only, colored vinyl)

 The Seeds Bad Part of Town & Wish Me Up b/w Love in a Summer Basket & Did He Die 2×7″ (Sundazed)

 The Trashmen Mean Woman Blues b/w Big Boss Man Gold Vinyl (Sundazed)

 Toadies Down by the Water (PJ Harvey cover featuring Sarah Jaffe) b/w Rattler’s Revivial 7″

 Trey Anastasio Blue Ash & Other Suburbs 7″ Picture Disc (features 3 unreleased tracks from the Traveler Sessions—tracklisting: Blue Ash & Other Suburbs and  Gone b/w Tree and Can You See It?)

 Twilight Zone b/w Outer Limits (TV Theme Songs Death Waltz 7″–coming to U.S.)

 Whirr  Part Time Punks Sessions 500 copies only on “Black on Electric Blue” coloredl vinyl (originally released digitally to help fix the band’s van, features 4 tracks:  Blue, Flashback, Junebouvier and Twist)

 Willie Nelson Roll Me Up and Smoke Me When I Die 7″ (features Snoop Dogg, Jamey Johnson and Kris Kristofferson) on numbered green vinyl.

 *NEW* Golden Void Rise To The Out of Reach b/w Smiling Raven 7″ limited to 500 copies

 *NEW* Cooper I Wanna Love You b/w Baby I Love You

 *NEW* Los Straitjackets and Freddy Cannon The Sox Are Rockin’ b/w Red Sox Nation Limited 7″

 *NEW* Free Energy Girls Want Rock b/w Wild Life 7″

 *NEW* Small Faces Green Circles 7″ (Green vinyl 7″ with Mono and Stereo versions of title track)

 *NEW* Small Faces Here Comes the Nice b/w Talk to You (7″ reissue of 1967 debut US single)

 *NEW* Gil Scott Heron & Brian Jackson The Bottle b/w Your Daddy Loves You Green Vinyl 7″


 *NEW*  The Shangri-Las EP features Remember (Walkin’ in the Sand) and Out in the Streets b/w I Can Never Go Home Anymore and Past, Present and Future

 *NEW*  Katatonia Buildings Limited Edition transparent colored 7″

 *NEW*  Sophia Knapp Times Square b/w Sweet May 7″

 *NEW*  Trouble In Mind 4 Way Split featuring Jacco Gardner–(Always on My Mind:  Billy Nicholls), The Resonars (It’s Alright Ma, It’s Only Witchcraft: Fairpoint Convention), MMOSS (Cathy’s Clown:  Everly Brothers) and Maston (I Go to Sleep:  The Kinks)

 *NEW* Rolling Stones 5×5 EP…reissue of the 1964 Decca release.

 *NEW* Pink Floyd See Emily Play (Pink VInyl) 7″

 *NEW* Jethro Tull Living in the Past EP


 *NEW*  The Strokes All The Time 7” (might be UK only)

 *NEW*  Non Phixion I shot Reagan b/w Refuse to Lose

 *NEW*  Sharon Van Etten We are Fine 7″

 *NEW*  Ringo Starr Singles Box (3×7″ box featuring Photograph b/w Down and Out; It Don’t Come Easy b/w Early 1970; and (It’s All Down To) Goodnight Vienna b/w Oo-wee)

 *NEW*  Biffy Clyro Black Chandelier (LIVE from Switzerland–1/19/13 b/w City of Dreadful Night 7″ (2000 copies)

 *NEW*  Black Keys / Iggy & The Stooges No Fun Side by Side Split colored vinyl 7″ (7500 copies)
 *NEW*  Eli Paperboy Reed WooHoo b/w Call Your Boyfriend  7″ (3000 copies)

 *NEW*  Iron & Wine Next to Paradise b/w Dirty Ocean 7″ (3300 copies)

 *NEW*  Surfer Blood Demon Dance b/w Slow Six Tri-colored vinyl release (5000 copies)

 *NEW*  Avett Brothers and Randy Travis Music from CMT Crossroads–February Seven (featuring Randy Travis) b/w Three Wooden Crosses (Featuring Avett Brothers)
 *NEW*  Deep Purple/Type O Negative Highway Star Side By Side 7″ on purple/clear vinyl.

 *NEW*  Dio/Killswitch Engage Holy Diver Side by Side 7″ on oxblood red vinyl.


 *NEW*  Donny Hathaway Never My Love b/w Memories of My Love  2500 copies

 *NEW*  Misfits/Lemonheads Skulls Side by Side 7″ Picture Disc of various skulls.

 *NEW*  MYSTERY SIDE BY SIDE RELEASE—7″ SIDE BY SIDE sealed 7″ with artists kept a mystery to be a surprise to the buyer/listener….7″ is on Blue & Red splatter vinyl.

 *NEW*  SOUTH PARK  San Diego b/w Gay Fish 7′ picture disc featuring 2 songs from the TV show (2000 copies)

 *NEW*  Dan Deacon Konono Ripoff No 1 individually numbered 7″ (500 copies only)

 *NEW*  Cheech & Chong  Earache My Eye b/w Turn that Thing Down (limited Green vinyl LP)

  *NEW*  Superchunk Void b/w Faith Hand numbered 7″, limited to 1000 copies

  *NEW*  Shearwater & Sharon Van Etten Stop Draggin My Heart Around b/w A Wake for the Minotaur 7″ 3000 copies only

 *NEW*  O&S  Flowers Turn to Fire  colored vinyl 7″–1000 copies only

 *NEW*  Pujol Deep Cuts colored vinyl 7″–1000 copies only

 *NEW*  Thermals  Desperate Ground Demos 7″ EP 1000 copies only

 *NEW*  Black Lips/Icky Blossoms split—Black Lips Mamas Don’t Let Your Babies Grow Up to be Cowboys (Willie Nelson/Waylon Jennings cover) b/w Icky Blossoms Arabian Knights (Siouxsie & The Banshees cover) 7″–1000 copies only 

 *NEW*  Mike Watt & The Black Gang Rebel Girl b/w 30 Days in the Hole (2000 only)

 *NEW*  Patty Griffin Ohio

 *NEW*  Richard Thompson Salford Sunday

 *NEW*  Songs for Slim Volume 3–featuring the Minus 5 with Curtiss A performing “Rockin Here Tonight” and Tim O’Reagan & Jim Boquist performing “Cozy”

10” RELEASES:
 Marshall Crenshaw EP2 (1st was released on Black Friday 2012

 Ghoul Intermediate Level Hard-Core – A Clearview Records Music Primer Featuring Ghoul (Contains covers of GWAR, Dayglo Abortions, N.O.T.A., Willful Neglect, etc) Red Vinyl 10″ on 190g vinyl

 Josephine Foster Little Life (1st time on vinyl, originally released as a CD-R in 2001, comes with CD inside) 500 copies

 Lee Scratch Perry & The Upsetters Chapter 1 (3×10″ on Red, Green and Gold colored vinyl)

 Mumford & Sons Live at Bull Moose

 Scientist Scientific Dub 3×10″ box, limited to 2000 copies on Red, Green and Gold colored vinyl.

 *NEW*  Justin Townes Earle Yuma 10″ EP (debut EP, previously only available on CD, Opaque Gold vinyl–1000 copies only)

 *NEW* Alejandro Escovedo It’s A Sin (Eddy Arnold Cover) b/wChris Scruggs Just A Little Lovin’ (Will Go a Long Way) (Eddy Arnold Cover) 78RPM 10″

 *NEW* Little John’s Clark Booty 10″ Picture Disc featuring Little John and Scorcher

 *NEW* Face to Face The Other Half 10″ (500 copies only colored vinyl)

 *NEW*  Soundgarden King Animal Demos 10”

 *NEW*  Sly & The Family Stone I Want to Take You Higher 10”


 *NEW*  Bombino Azamane Tiliade/Si Chilan 10″ single (3000 copies)

 *NEW*  Punch Brothers Ahoy EP (features tracks by Josh Ritter, Mclusky, Gillian Welch and David Rawlings and more)

12” RELEASES:
 

 Bardo Pond Rise Above It All (features covers of Funkadelic’s “Maggot Brain” and Pharoah Sanders “the Creator has a Master Plan”) 500 copies

 Fela & Africa 70 Sorrow, Tears & Blood (original extended version–previously unreleased) b/w Perambulator

 G Love & Special Sauce Bloodshot & Blue Acoustic EP (produced by Jack Johnson)

 Giant Giant Sand Return to Tucson (revised versions of 2012′s Tucson) 1000 copies, with 100 having a screenprinted sleeve

 Goat Run to Your Mama Remixes Volume 2 12″ (Blue Vinyl, limited to 2000 copies)

 Owen Seaside EP 700 copies on Blue vinyl

 OWLSA Various Artists 12” (Skrillex, etc.)

 Paul McCartney & Wings Maybe I’m Amazed (live 12″)

 R15 Yep Roc Heresy/They Call It Rock 12” and DVD – First 300 include screen printed cover; All hand-numbered; DVD documentary of Yep Roc 15 artist recording session; Digital download of two additional bonus remixes

 Robyn Hitchcock There Goes the Ice 12”– 8 songs from his popular Digital Phantom 45 series, previously only available online; 2 new unreleased songs

 Smoke Fairies Upstairs At United Volume 6 (recorded at URP on 10/17/11).

 Their/They’re/There Debut EP (featuring Evan Weiss, Mike Kinsella and Matthew Frank) 1000 copies on clear seafoam colored vinyl

 Tift Merritt 12” – Acoustic version of title track from new album Traveling Alone, along with three unreleased songs; Handmade and numbered covers

 *NEW* Pussy Galore Groovy Hate Fuck EP reissue of the 1986 2nd release by Pussy Galore.

 *NEW* Chica Libre Quatra Tigres EP 4 track 12″ featuring the theme the band did for the Simpsons features a jacket designed by a famous South American artist.

 *NEW*  Steven Wilson Luminol (Demo Version) b/w The Watchmaker (Demo Version) 12″ featuring 2 unreleased demo tracks from the “Raven that Refused to Sing” sessions.

 *NEW* Tour only split EP featuring Kadavar, Blckwvs, The Tidal Sleep and Messer on colored vinyl limited to only 300 copies (previously only available in Europe before shows or through This Charming Man’s webstore afterwards, first time available in US)


 *NEW*  Beta Band Champion Versions 12″

 *NEW*  Beta Band The Patty Patty Sound 12″

 *NEW*  Beta Band Los Amigos Del Beta Bandados 12″

 *NEW*  Gary Clark Jr. Presents HWUL Raw Cuts Volume 2 colored vinyl 12” (1000 copies)

 *NEW*   Titus Andronicus Record Store Day EP 12”  (3 song EP, featuring the album track “Still Life with Hot Deuce and Silver Platter” and features 2 unreleased tracks–”(I’ve Got a) Date Tonight” and “The Dog”…limited to 2500 copies)

 *NEW*  Pulp After You 12” (4000 copies)

 *NEW*  The XX Jamie XX Edits  12” (4000 copies)

 *NEW* Avenged Sevenfold Carry On Call of Duty Picture Disc limited to 5000 copies

 *NEW* Dale Earnhardt Jr. Jr. Patterns 12″ limited to 3000 copies

 *NEW* Tegan & Sara Closer Remixes LP (5000 copies)

 *NEW*  Grouplove/Frightened Rabbit/Manchester Orchestra Make It To Me (Grouplove & Manchester Orchestra) b/w Architect (Frightened Rabbit & Manchester Orchestra) limited 12″ with TWO DIFFERENT COVERS

 *NEW*  Joy Formidable A Minute’s Silence b/w Badlands (Live from Sirius Radio)

 *NEW*  Austra + Gina X Mayan Drums 12″  (500 copies only)

 *NEW*  Junior Boys  Even Truer Remix EP (500 copies only)

 *NEW*  Turning Shrines Face of Another 12′ EP w/bonus 7″ (600 copies only)

 *NEW*   Refused  Everlasting EP (3000 copies with new artwork)

LP RELEASES:
 A. Vuolo / E. Grande Desert

 Across Tundras / Lark’s Tongue Split LP

 Akimbo Live to Crush

 All That Remains Fall of Ideals LP (1st time on vinyl)

 Aloha Here Comes Everyone limited Green vinyl LP

 Antonio Maiovvi Yellow–Music from the Short Film(Death Waltz LP on Yellow/Blood splatter vinyl)

 Arawak  Accadde A

 At the Drive-In Relationship of Command (Limited Colored RSD version)

 Bayside Live at the Bayside Social Club 2LP reissue  900 copies on white vinyl (1st time on vinyl, also includes acoustic tracks recorded at Looney Tunes Record Store)

 Between the Buried and Me Anatomy Of 2LP 900 copies on orange vinyl (1st time on vinyl)
 Big Mamma Thornton Jail

 Braid Frame and Canvas Limited, Numbered LP on colored vinyl with poster and download card.

 Buddy Guy Hold That Plane
 Calexico Spirtoso (LP + CD, Live tracks, previously only available on tour on vinyl)

 Codeine 1993 Live LP—What About the Lonely 150g LP (2000 copies)

 Corn on Macabre Discographic Violence LP (400 copies)

 Country Joe & the Fish  I Feel Like I”m Fixin to Die Remastered LP from the original tapes.
 Daniel Johnston Space Ducks Soundtrack LP (originally only available digitally)

 Daniel Johnston Fun (2000 copies only–originally supposed to be released for Black Friday RSD and cancelled, it will now officially come out!)

 Dio Magika Limited Picture Disc LP 500 copies only (features Japanese Bonus Track “Annica”)
 Durutti Column A Paean to Wilson 2LP Deluxe (may be UK/EU only)

 EmptyMansions (Interpol’s Sam Fogarino’s band)  Snakes/Vultures/Sulfate (1st 500 LPs on Gold colored 160g vinyl)

 Eric Church Caught in the Act:  Live (RSD version with 4 extra tracks and bonus 7″)

 Flaming Lips Zaireeka 4LP (random colored vinyl–7500 copies)
 Ghoul  Maniaxe (1st time on vinyl, this Colored LP features a 16 page comic book detailing the story of the album)

 Giant Henry Big Baby (Pre-Unwound Members in High School) Limited Edition hand-screened LP with 3 different covers.

 Grateful Dead Rare Cuts & Oddities 1966 180g 2LP, individually numbered.
 Grey Area Fanbelt Algebra 900 copies on white vinyl

 Grizzly Bear Horn of Plenty (vinyl reissue on Kanine Records)

 Headless Dogs 1-5 (Various Colors, 450 copies only)

 Ilsa The Maggots Are Hungry (remastered) LP (250 copies only)

 Joan Jett & The Blackhearts  s/t   180g LP with CD featuring live footage and bonus tracks, individually numbered

 Lamb of God New American Gospel  (500 copies only)

 Linkin Park Hybrid Theory  Colored Vinyl LP with poster and bonus 10″ of the “One Step Closer” single—3000 copies)

 LP Into the Wild–Live at EastWest Studios (2000 copies)

 Mad Season Above Deluxe 2LP Marco Benevento Invisible Baby  Blue vinyl LP (1st time on vinyl)

 Mercury Rev Deserted Songs (White/Clear Colored LP featuring outtakes from the 1998 Deserter’s Song sessions)

 OST–The Girl From UNCLE (Music from the TV Series The Girl From UNCLE) Remastered LP.

 Porno for Pyros S/T 20th Anniversary 180g Tie-Dye Colored Vinyl (1000 copies)

 Public Enemy Planet Earth-Rock & Roll Hall of Fame Greatest Rap Hits  (Picture Disc LP)

 R. Kelly Trapped in the Closet Gatefold with bonus 7″

 Rainer Ptackek Barefoot Rock (with Das Combo) (Originally released only in Germany, now remastered with bonus tracks) 1000 copies

 Replikas Biz Burada Yok Iken LP (1st time available in US)

 Small Faces There Are But Four Small Faces  Remastered LP
 Sonny & The Sunsets Tomorrow is Alright Colored Vinyl LP with new silk-screened cover.

 Spacemen 3 Perfect Prescription 180g Baby Blue Vinyl LP (2000 copies)

 Spacemen 3 Performance 180g Orange Vinyl LP (2000 copies)

 Spacemen 3 Sound of Confusion 180g White Vinyl LP (2000 copies)

 Stephen Malkmus & Friends Ege Bamyasi (Covering the classic CAN LP) Limited to 3500 copies, with Green vinyl in the US and Red Vinyl for the UK/EU.

 Steve Moore Horror Business (Death Waltz LP on colored vinyl)

 Straylight Run Prepare to be Wrong LP reissue 900 copies on red vinyl (1st time on vinyl)

 The Band The Last Waltz 3LP 180g deluxe version with 12 page booklet, individually numbered.
 Van Dyke Parks Song Cycle 180g Mono LP, individually numbered

 Velvet Underground & Nico (non-bootleg acetate version on Green Vinyl, plays at 33RPM)
 Von Grey Live & Criminal Records LP

 Wake A Light Far Out  500 copies only, New LP. (may be UK only…but did show up on one US distribution list I was sent)

 White Mystery Telepathic  Colored vinyl LP.

 Willie Nelson  Crazy:  The Demo Sessions

 *NEW* Elvis Costello & The Roots LP

 *NEW* Phosphorescent Aw Come Aw Wry LP reissue with tweaked cover and bonus download card that includes never before released live tracks

 *NEW* Black Swans Occasion for Song Deluxe Gatefold 2LP reissue limited to 500 copies

 *NEW* Brendon Benson & Willy Mason Upstairs at United Volume 7 LP

 *NEW* ISAN Beautronics 2LP remastered (1st time on vinyl)

 *NEW* Liquid Tension Experiment 2  180g Colored Vinyl 2LP in Gatefold sleeve (1st time on vinyl)

 *NEW* Barrington Levy’s Reggae Anthology:  Sweet Reggae Music (1979-84) LP

 *NEW* Winston Edwards’ Natty Locks Dub Reissue LP

 *NEW* King Tubby Meets the Upsetter at the Grass Roots of Dub (features Lee Scratch Perry) LP

 *NEW*  Damon & Naomi The Wonderous World of Damon & Naomi (Bootleg Edition) LP

 *NEW*  Nick Drake   Nick Drake  Limited Edition gatefold LP w/poster.

 *NEW*  Neil Young Old Ways

 *NEW*  Rufus Wainwright Want One LP

 *NEW*  Sting Ten Summoner’s Tales LP

 *NEW*  Elliott Smith Figure 8 LP

 *NEW*   Mamas & The Papas if You can Believe Your Eyes and Ears LP

 *NEW*  Counting Crows August and Everything After LP

 *NEW*  Dust S/T Remastered LP

 *NEW*  Dust Hard Attack Remastered LP


 *NEW*  Golden Gunn LP (Collaboration between Hiss Golden Messenger and Steve Gunn—140g LP with 900 copies only)

 *NEW*  Shuggie Otis Introducing Shuggie Otis LP
 *NEW*   Rockabye Baby songs of the White Stripes LP

 *NEW*   Casket Girls The Casket Girls (Beer & Mustard colored vinyl LP)

 *NEW*  Genius/GZA Liquid Swords—the Chess Vinyl Edition (Contains the entire Liquid Swords album and complete instrumentals as well as a in-depth, full color linear notes with contributions from GZA himself and a full-sized chess set)

 *NEW*   Blind Melon Blind Melon + Sippin Time Sessions EP 2LP

 *NEW*   Sigur Ros Agaetis Byrjun

 *NEW*   Ben Harper By My Side LP

 *NEW*   Cure Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me Individually Numbered, Red Vinyl LP

 *NEW*   Glove  Blue Sunshine Individually Numbered, Blue colored LP

 *NEW*   Big Star Nothing Can Hurt Me (Special Pressing 2LP)

 *NEW*   Orange Juice Rip It Up LP

 *NEW*   Orange Juice You Can’t Hide Your Love Forever LP

 *NEW*   Orange Texas Fever LP

 *NEW*   Orange Juice Self-Titled LP

 *NEW*   Avenged Sevenfold Live in the LBC & Diamonds in the Rough (LP w/DVD–limited to 3500 copies)

 *NEW*   Built to Spill LIVE 2LP w/CD (2500 copies)

 *NEW*   Cream Live at the Royal Albert Hall 3LP Deluxe Set on “Cream” colored vinyl

 *NEW*   Deftones Live Volume 1–Selections from Adrenaline LP (tracks are Minus Blindfold and Teething b/w Nosebleed and Engine No.9 all live from Buffalo, NY on 10/13/96)

 *NEW*   Foals Holy Fire LP w/bonus 7″ (5000 copies)

 *NEW*   The Notorious B.I.G. Ready to Die Individually Numbered LP on White Vinyl

*NEW*  Page McConnell (Phish Keyboardist) Unsung Cities and Movies Never Made (1000 copies, each numbered on 180g Red vinyl)

 *NEW*  PHISH LAWN BOY (Individually numbered pressing, out of 7500 copies, with 2 180g LPs with an etched D side….includes download card)

*NEW*   Destroyer  This Night (Remastered LP, 1st time available in US, limited to 2000 copies)

 *NEW*   White Stripes Elephant re-issue on colored vinyl



VARIOUS ARTIST RELEASES:
 Blues at Newport 1963

 Newport Folk Festival 1965


 Sub Pop 1000 (V/A LP) 5000 copies

 Windup Records 15th Anniversary 10″ (Colored vinyl 10″ featuring acoustic/rare tracks from Seether, Creed, Finger Eleven, The Darkness, the VirginMarys and more)

 *NEW*  Reason to Believe–The Songs of Tim Hardin

 *NEW*  ASTRALWERKS 20/20 (20th Anniversary 7×7″ box set with 20 Flexi discs featuring rare/unreleased tracks by Kraftwerk, Air, Chemical Bros. and more!)

  *NEW*  ORIGINAL SOUNDTRACK–DAZED AND CONFUSED (1st time on vinyl–features artists such as Black Sabbath, Kiss, Deep Purple, Alice Cooper, Foghat and more)  LP is individually numbered on GREEN vinyl
 *NEW*   Various Artists Factory Records: Communications 1978-1992 (Limited Edition 10″, limited to 3000 copies worldwide featuring She’s Lost Control by Joy Division, 1963 (12″ Remastered Version) by New Order, Otis by the Durutti Column and Loose Fit (12″ version by Happy Mondays)

BOX SET RELEASES
:

 Between the Buried and Me Parallax I & II Colored vinyl box set (Blue/Pink/White Splatter vinyl) 1000 copies only
 CAKE BOX SET (featuring new LP (b-sides maybe?) and a LIVE album recorded at the Crystal Palace in Bakersfield, CA from 2005)

 Doctor Ross The Sensational Harmonica Boss (3 x 7″ box set)

 Emerson, Lake & Palmer (ELP) The First Five–Picture Disc Collection–The first 5 ELP albums, as Picture Discs, in a individually numbered box (1250 copies total)

 Half Japanese Half Gentlemen / Not Beasts 4LP Box with 32 page booklet, fold out poster, download card and badge, featuring new exclusive tracks (1000 copies)

 Paul Weller Sonic Kicks 5×7” Box Set.  Colored Vinyl Box with autographed poster features 2 unreleased tracks (600 copies)

 *NEW* Cotillion Records (1968-1970) 10×7″ BOX SET (limited to 2500 copies worldwide, box features artists such as The Dynamics, Otis Clay, Lou Johnson, Walter Jackson and more!)

Por Ricardo Seelig

Ouça “Master of Confusion”, nova música do Gamma Ray

quinta-feira, março 14, 2013
O Gamma Ray deu uma inovada na hora de divulgar “Master of Confusion”, faixa-título de seu novo EP. Ao invés dos tradicionais lyric videos, a banda alemã aparece em seu local de ensaio tocando a música enquanto a letra surge na tela.

Master of Confusion será lançado dia 15/03 pela earMusic e trará, além da composição que dá nome ao álbum, apenas uma outra faixa inédita, “Empire of the Undead”. O tracklist traz também dois covers, “Death or Glory” (do Holocaust) e “Lost Angels”, (do Sweet). Fechando o pacote, seis faixas gravadas ao vivo que haviam sido lançadas apenas na versão Blu-ray de Skeletons & Majesties Live: “The Spirit”, “Wings of Destiny”, “Gamma Ray”, “Farewell”, “Time to Break Free” e “Insurrection”.



Por Ricardo Seelig

Biografia dos Beatles é relançada no Brasil

quinta-feira, março 14, 2013
A obrigatória e gigantesca The Beatles - A Biografia, está sendo relançada no Brasil pela Editora Lafonte. Com 1.024 páginas, o tomo escrito pelo jornalista norte-americano Bob Spitz foi publicado pela primeira vez em 2005 e logo se tornou um best seller em todo o mundo. Resultado de uma década de pesquisa e centenas de entrevistas, o livro apresenta inúmeros documentos e fatos nunca revelados sobre o Fab Four.

Leitura obrigatória para quem gosta de música, a obra é considerada, de forma unânima, como a mais completa biografia dos Beatles.

O livro volta às livrarias brasileiras em nova edição pela Lafonte, mantendo a capa dura e o apuro gráfico apresentado anteriormente. O preço sugerido também continua o mesmo, R$ 99, mas o livro vale cada centavo.

Se você ainda não tem em sua biblioteca, aproveite.

Por Ricardo Seelig

13 de mar de 2013

Adrenaline Mob: crítica de Covertá (2013)

quarta-feira, março 13, 2013
Gravar um álbum de covers é quase uma ciência. É preciso escolher bem as canções que serão relidas. Não é recomendado executá-las da mesma maneira que as gravações originais, mas sim imprimindo a personalidade de quem as toca. E, por fim, as faixas que serão reapresentadas ao mundo devem dizer algo sobre os músicos que as estão regravando, como uma espécie de declaração pública de influências.

Covertá, EP de covers recém-lançado pelo Adrenaline Mob, é exemplar em todos esses aspectos. As canções são muito bem escolhidas e fogem do comum. As releituras colocam a personalidade da banda andando lado a lado com as características originais de cada composição. E os nomes homenageados são claras influências dos músicos.

Repleto de energia e esbanjando tesão, Covertá é mais uma prova do imenso potencial que o Adrenaline Mob possui. A união de Russell Allen (vocal), Mike Orlando (guitarra), John Moyer (baixo) e Mike Portnoy (baterista) fez surgir uma banda com uma sonoridade cativante, que mostra que a técnica não precisa estar associada, necessariamente, a longas e complicadas faixas. Isso já havia ficado claro na ótima estreia do quarteto, Omertá (2012), e é atestada mais uma vez aqui.

O repertório é formado por “High Wire” (Badlands), “Stand Up and Shout” (Dio), “Break on Through” (Doors), “Romeo Delight” (Van Halen), “Barracuda” (Heart), “Kill the King” (Rainbow), “The Lemon Song” (Led Zeppelin) e “The Mob Rules” (Black Sabbath). Escolhas fora do comum, e que ganharam releituras muito boas.

Russell Allen brilha em interpretações excelentes, mostrando que, além de ótimo vocalista, é um intérprete pra lá de diferenciado. Portnoy, como já havia feito no debut, constrói linhas de bateria bem menos intrincadas do que aquelas dos tempos do Dream Theater, e essa decisão faz uma diferença danada no resultado final, tornando as canções mais diretas e efetivas. John Moyer, dono de um groove poderoso, põe o seu baixo em pé de igualdade com os demais músicos, mostrando o quão acertada foi a sua inclusão na banda. E Mike Orlando parece ter aprendido uma lição em Omertá, pois surge com solos menos fritados e mais melódicos.

Totalmente à vontade, o Adrenaline Mob executa as faixas como se fossem criações suas, inserindo pequenas alterações nos arranjos. “Romeo Delight”, por exemplo, conta com um pequeno trecho de “Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin. Não há como apontar destaques entre as faixas de Covertá, todas muito bem executadas. “High Wire” salta aos ouvidos por se tratar de uma escolha surpreendente. “Stand Up and Shout”, “Kill the King” e “The Mob Rules” apenas reafirmam o quão próximo o timbre de Allen é do imortal Ronnie James Dio. “Break on Through” está a anos-luz de sua gravação original, pesadíssima e empolgante. “Romeo Delight” traz os dois Mikes como protagonistas. "The Lemon Song" mostra que o quarteto tem doses imensas de feeling correndo nas veias. E “Barracuda” revela todo o lado heavy metal implícito desde que nasceu.

Covertá é um ótimo CD. Suas oito faixas descem redondo como uma boa e gelada cerveja, e caem bem a qualquer hora. Mais uma bola dentro do Adrenaline Mob, que nasceu como projeto paralelo mas cada vez mais ganha status e reconhecimento como a excelente banda que é.

Nota 9


Faixas:
1 High Wire
2 Stand Up and Shout
3 Break on Through
4 Romeo Delight
5 Barracuda
6 Kill the King
7 The Lemon Song
8 The Mob Rules

Por Ricardo Seelig

Black Sabbath divulga novo vídeo sobre as gravações do novo disco (com trechos de faixas inéditas)

quarta-feira, março 13, 2013
O Black Sabbath divulgou mais um vídeo sobre o processo de gravação de seu aguardado novo disco, 13, com data de lançamento marcada 11 de junho pela Vertigo / Universal

Nesse novo episódio, o produtor Rick Rubin fala sobre as gravações, e é possível ouvir a banda tocando trechos de seus clássicos ao lado do baterista Brad Wilk, que toca no álbum. Além disso, no vídeo também estão diversos trechos de composições inéditas que estarão no disco.

13 será lançado em CD normal, edição deluxe dupla, LP e em um box super deluxe. O álbum já está em pré-venda aqui.

Respire fundo e assista abaixo:


Por Ricardo Seelig

+ R.I.P. Clive Burr (08/03/1957 - 12/03/2013) +

quarta-feira, março 13, 2013
Faleceu hoje o baterista Clive Burr. O músico tinha 56 anos e ficou conhecido em todo o mundo devido a sua passagem pelo Iron Maiden, banda em que tocou entre 1979 e 1982. Com o grupo, Burr gravou os três primeiros e clássicos discos - Iron Maiden (1980), Killers (1981) e The Number of the Beast (1982) -, além dos ao vivos Maiden Japan (1981) e Beast Over Hammersmith (2002).

Após deixar o Maiden, Clive fez parte de diversas bandas, incluindo Trust, Gogmagog, Elixir, Desperado e Praying Mantis.

No início da década de 2000 foi diagnosticado com esclerose múltipla. O músico recebeu o apoio do Iron Maiden durante todo o seu tratamento, com a banda realizando diversos shows para arrecadar fundos para o baterista.

A notícia da morte de Clive Burr foi dada pelo próprio Iron Maiden, em comunicado oficial. Steve Harris, baixista e líder do grupo, fez a seguinte declaração: “É uma notícia terrivelmente triste. Ele era um velho amigo de todos nós. Uma pessoa maravilhosa e um incrível baterista, que contribuiu valorosamente com nossos primeiros anos. É um dia triste para todos na banda e aqueles ao seu redor. Enviamos condolências a sua parceira, Mimi, e família”. 


Bruce Dickinson também se pronunciou: “Conheci Clive quando ele estava saindo do Samson e se juntando ao Iron Maiden. Era um grande cara, que viveu sua vida ao extremo. Mesmo nos piores momentos de sua doença, nunca perdeu o senso de humor e irreverência. É um dia terrível, nossos pensamentos estão com Mimi e a família”.

Por Ricardo Seelig, com informações da Van do Halen

Ouça “Tower of Silence”, nova música do Cathedral

quarta-feira, março 13, 2013
The Last Spire, que promete ser o último disco do Cathedral, será lançado dia 29 de abril pela Metal Blade nos Estados Unidos e pela Nuclear Blast na Europa. Com sete faixas inéditas gravadas entre 2011 e 2012, o álbum encerra - pelo menos até segunda ordem - a carreira do Cathedral, uma das bandas pesadas mais influentes das últimas duas décadas.

Pra entrar no clima, ouça a inédita “Tower of Silence”, que estará no play.


Por Ricardo Seelig

“The Cape of Our Hero”, o novo clipe do Volbeat

quarta-feira, março 13, 2013
Os dinamarqueses do Volbeat divulgaram o clipe de “The Cape of Our Hero”, primeiro clipe de seu novo disco, Outlaw Gentlemen & Shady Ladies. O vídeo foi dirigido por Jakob Printzlau e mostra as lembranças de um filho em relação ao pai, que já não está ao seu lado.

Vale lembrar que o quinto álbum do Volbeat marca a estreia de por Rob Caggiano, ex-Anthrax, como guitarrista da banda. Rob também foi o produtor do trabalho.



Por Ricardo Seelig

Clutch divulga lyric videos de duas faixas de seu novo disco, Earth Rocker

quarta-feira, março 13, 2013
Após quatro anos de silêncio, o Clutch voltou com tudo. O novo disco do grupo, Earth Rocker, sairá dia 15 de março pela Weathermaker Music e trará onze faixas inéditas.

Duas delas, “Earth Rocker” e “Crucial Velocity”, ganharam lyric videos muito bem feitos pelo animador James Appleton.

Aumente o volume e assista abaixo:


Por Ricardo Seelig

Assista “Cyco Style”, o novo clipe do Suicidal Tendencies, filmado totalmente no Brasil

quarta-feira, março 13, 2013
A lendária banda norte-americana Suicidal Tendencies lançou o clipe de “Cyco Style”, primeiro single de seu novo disco, 13, que sairá dia 26 de março. O vídeo foi gravado durante a última passagem do grupo pelo Brasil e tem direção de Pep Williams.

Assista abaixo:


Por Ricardo Seelig

12 de mar de 2013

Top Collectors Room: os melhores discos de hard rock lançados nesta década

terça-feira, março 12, 2013


Post escrito a dez mãos pela equipe da Collector's Room. Ricardo Seelig, Guilherme Gonçalves, Rodrigo Simas, Rodrigo Carvalho e Nelson Júnior passaram as últimas semanas encarregados de responder a uma nova pergunta: depois de escolhermos os melhores discos de metal da década, quais seriam os melhores álbuns de hard rock lançados no mesmo período?

Cada um poderia indicar dez álbuns lançados entre 2011 e 2013, fazendo um breve texto sobre os títulos escolhidos. No final, chegamos aos discos citados por nossa equipe.

A lista (abaixo) está em ordem alfabética. Cada título conta com um comentário justificando a sua escolha, e os álbuns indicados mais vezes possuem mais textos sobre eles.

Não é uma lista definitiva, é claro, mas serve como um bom ponto de partida para você mergulhar no que de melhor está sendo produzido no hard atual. 


Aumente o volume e boa leitura!

Anjo Gabriel - O Culto Secreto do Anjo Gabriel (2011)

Sim, existe krautrock no Brasil. E, claro, só poderia vir da terra do sol. Moradores de Ripohlandya, uma comunidade hippie de Recife, esses pernambucanos desenvolveram um som hipnótico, psicodélico e cheio de ruídos esquisitos e dissonantes – na linha de Amon Düül II, Faust, Can e Neu!. Tudo sem deixar de apresentar uma forte veia nordestina.

O hard tradicional também se faz bastante presente via influências mais óbvias, como Black Sabbath e Deep Purple. Destaque para os riffs da Gibson SG de dois braços do guitarrista Cris Ras e o teclado de André Sette. "Peace Karma", "Sunshine in Outer Space" e "O Poder do Pássaro Flamejante" são ótimas viagens sonoras. (por Guilherme Gonçalves)

Ouça uma música do disco.


Audrey Horne - Youngblood (2013)

Melodias inspiradas, refrões grudentos e um excelente trabalho de guitarras gêmeas em composições muito bem feitas fazem de Youngblood, quarto disco do Audrey Horne, não apenas o melhor álbum da banda, mas um dos grandes CDs de hard rock lançados nos últimos anos. Excelente do início ao fim, é daqueles discos que teimam em não sair do player por semanas. Recomendadíssimo! (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.


Black Country Communion – 2 (2011)

Ótimos músicos tocando juntos é quase sempre garantia de um som com qualidade técnica impecável. No caso do Black Country Communion, o supergrupo capitaneado por Glenn Hughes, não só a qualidade técnica mas também a qualidade artística foi lapidada com o feeling que seus integrantes sabem muito bem usar. Dos três discos lançados pelo Black Country Communion até então, 2 é o mais coeso, onde a banda afinou definitivamente sua fórmula. (por Nelson Júnior)

Ouça uma música do disco.


Black Country Communion – Afterglow (2012)


Às vezes, em tempos de crise, é quando as melhores obras são feitas. Afterglow foi composto e gravado pouco antes das desavenças entre Glenn Hughes e Joe Bonamassa se tornarem públicas e mostra uma banda, em estúdio, mais coesa do que nunca, com composições maduras e sem alguns exageros dos discos anteriores. (por Rodrigo Simas)

Ouça uma música do disco.


Blackberry Smoke - The Whippoorwill (2012)

Southern rock do mais alto quilate, em um disco simplesmente brilhante. O terceiro álbum deste quinteto de Atlanta é um bálsamo para os ouvidos, com canções muito bem feitas e que grudam de imediato. Sem exageros, a associação é válida: The Whippoorwill é o melhor LP do Lynyrd Skynyrd desde Street Survivors, de 1977. (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.


Chris Robinson Brotherhood - Full Moon Ritual (2012)

O primeiro trabalho desta nova empreitada de Chris Robinson, vocalista do Black Crowes, soa psicodélico, com pegada folk e levada blues, em melodias para serem degustadas em um audição relaxada em sintonia com o que a banda propõe. (por Rodrigo Simas)

Ouça uma música do disco.


El Caco – Hatred, Love and Diagrams (2012)

Mesmo sendo um grande nome do hard rock dentro da Noruega, o El Caco alcançou projeção internacional apenas depois de assinar com a gravadora Indie Records (que apesar do nome, também já teve em seu casting bandas como Borknagar e Enslaved, por exemplo) para o lançamento deste que é o seu sexto álbum de estúdio. Hatred, Love and Diagrams traz um leque de influências praticamente infinito, o que explica a identidade musical única dos noruegueses. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


Europe - Bag of Bones (2012)

O melhor trabalho da carreira do Europe não lembra em nada a banda que ficou conhecida em todo o mundo com o hit “The Final Countdown”. Executando um hard maduro e muito próximo do blues rock, o grupo sueco chega a lembrar o Led Zeppelin em algumas passagens de Bag of Bones. Ouça e surpreenda-se! (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.


Graveyard - Hisingen Blues (2011)

Estonteante. Hisingen Blues superou o homônimo disco de estreia do Graveyard, que já havia dado o que falar em 2007, e aumentou a capacidade da banda de nos arrebatar de forma absurda. São nove canções irretocáveis, cada qual com uma qualidade em especial.

Hard mofado e setentista é o caminho das pedras num trabalho que encanta em todos os aspectos. Ora pela linha vocal carregada de sentimento, ora pela guitarra, fundindo blues e psicodelia em profusão, ou ainda pela percussão sincopada. Impossível ficar indiferente ao ouvir "Uncomfortably Numb", "No Good, Mr. Holden", "Hisingen Blues" e "The Siren". (por Guilherme Gonçalves)

Os suecos do Graveyard se tornaram um dos nomes mais conhecidos atualmente quando o assunto é o resgate do hard classudo e psicodélico dos anos setenta, principalmente graças ao impacto positivo que Hisingen Blues trouxe na época do seu lançamento, em abril de 2011. Esse, que é o segundo álbum na curta discografia do Graveyard, é uma evolução em relação ao debut, da mesma forma que serve como base para o que foi feito em Lights Out, do ano passado. (por Rodrigo Carvalho)

Uma surpresa incrível foi ouvir Hisingen Blues em meados de 2011 e ficar com o queixo caído com a musicalidade da banda. Com um inebriante apelo setentista, este quarteto sueco conquistou de imediato com um disco que virou uma das trilhas sonoras da vida. (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.


Graveyard - Lights Out (2012)

Depois de um álbum genial, a prova de fogo: conseguiria o Graveyard superar, ou pelo menos manter, o nível alcançado em Hisingen Blues? A resposta veio com o magnífico Lights Out.

Se uma análise comparativa com o disco anterior acaba sendo bastante particular e subjetiva, algo, no entanto, é universal: mais uma vez, os suecos conseguiram se reinventar e, revigorados, soltaram outro trabalho estupendo. Algo por si só louvável, ainda mais se lembrarmos que o intervalo foi de apenas um ano. Sem exagero, uma das melhores bandas da atualidade. "Slow Motion Countdown", "Goliath", "Hard Tomes Lovin" e "Endless Night" garantem isso. (por Guilherme Gonçalves)

Aguardado com enorme expectativa, o terceiro trabalho dos suecos do Graveyard mostrou o motivo do grande reconhecimento que a banda recebeu nos últimos anos. Hard rock setentista da melhor qualidade! (por Rodrigo Simas)

Ainda mais esfumaçado que o trabalho anterior, Lights Out trouxe o Graveyard dando um passo além em relação ao já excelente Hisingen Blues, alcançando resultados ainda melhores. Além disso, traz a espetacular “Slow Motion Countdown”, certamente a melhor música da carreira da banda. (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.


Gypsyhawk - Revelry & Resilience (2012)

Segundo disco da banda norte-americana Gypsyhawk, Revelry & Resilience atualiza uma das sonoridades mais cativantes da história do hard. Ouvir o álbum é como ouvir um trabalho do clássico Thin Lizzy da década de 1970 em pleno 2012. Com melodias incríveis e guitarras gêmeas inspiradíssimas, levará às lágrimas os admiradores do estilo. (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco. 


Howlin Rain - The Russian Wilds (2012)

Rock 70´s, funk, AOR, folk, country, psicodelia, soul, flamenco e outros ritmos latinos são apenas alguns dos ingredientes que tornam o hard rock praticado pelo Howlin Rain diversificado e irresistível. É essa amálgama que faz desses californianos uma das bandas mais originais e interessantes dessa virada de década.

Em The Russian Wilds, eles simplesmente atingem a estratosfera. Muita guitarra, muito teclado e linhas vocais sublimes - Ethan Miller canta que é um absurdo. Música surpreendente, sem qualquer tipo de rótulo e que a cada passo te mostra uma caminho diferente. Deixe-se levar com "Self Made Man", "Cherokee Werewolf", "Phantom in the Valley" e "Beneath Wild Wings". (por Guilherme Gonçalves)

Formado em 2004 em São Francisco, o Howlin Rain faz um clássico hard rock com um teclado que lembra alguns dos bons momentos do Deep Purple. A banda mistura a psicodelia moderada de seu som a algumas pitadas de influências menos convencionais para o rock, como a levada caribenha ao fim de “Phantom in the Valley”, canção de The Russian Wilds, seu quinto e melhor disco de estúdio. (por Nelson Júnior)

Ouça uma música do disco.


Imperial State Electric – Pop War (2012)

Projeto formado pelo vocalista e guitarrista Nicke Andersson depois da dissolução do The Hellacopters, o Imperial State Electric já lançou dois discos que soam como uma natural continuação da sonoridade da sua antiga banda. Indo mais fundo ainda em direção ao hard rock setentista em sua personificação mais simples e festeira, Pop War é um dos mais despojados e descompromissados álbuns de 2012, e exatamente por isso é ótimo. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


Jess and the Ancient Ones – Jess and the Ancient Ones (2012)

Jess e os seus asseclas finlandeses estrearam em 2012 com o excelente álbum auto-intitulado, que traz elementos de occult rock mesclados à folk, psicodélico e rock progressivo, acompanhados da belíssima e versátil voz da sua vocalista. A produção cristalina e equilibrada é um fator diferencial importantíssimo para o álbum se destacar entre outros trabakhos da mesma vertente lançados nos últimos anos. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


Joe Bonamassa - Driving Towards the Daylight (2012)

Joe Bonamassa parece incansável: com uma agenda absurda de shows e lançamentos em série, tanto de álbuns de estúdio como de gravações ao vivo, ele ainda consegue manter um nível excelente em tudo que leva seu nome. Driving Towards the Daylight se destaca nessa crescente discografia, com repertório bem escolhido que mescla covers e canções autorais. (por Rodrigo Simas)

Ouça uma música do disco.


Kadavar - Kadavar (2012)

Diretamente do país do krautrock, ou seja, apenas colocando em prática as influências sonoras que recebeu desde cedo, o Kadavar estreou muito bem com seu debut homônimo. Oriunda de Berlim, a banda traz um álbum de sete músicas bem interessantes, que mesclam o groove do hard e o experimentalismo do space rock, com direito a vários riffs com cara de Tony Iommi.

Cabe ressaltar ainda um tempero occult rock nas letras e no visual desse trio alemão, que promete bastante. Um som que agrada em cheio os amantes dos combos mais obscuros dos anos 70. "All Our Toughts", "Goddess of Dawn", "Living in Your Head" e "Black Sun" dão um bom panorama a respeito. (por Guilherme Gonçalves)

O primeiro disco do Kadavar surgiu ano passado como uma grande promessa, sendo vendido como uma banda que misturava o hard rock setentista com bem dosadas passagens de krautrock. Talvez dizer que eles tragam muito do estilo à sua sonoridade seja um pouco de exagero, porém, não se pode negar que o som dos alemães é diretamente influenciado pelas bandas germânicas e dos países baixos, com bons toques do blues rock americano e a sua inconfundível psicodelia. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


Lonely Kamel – Dust Devil (2011)

Basicamente, podemos dizer que o Lonely Kamel está mais para uma banda de blues com elementos de hard e stoner, do que o oposto. Em Dust Devil, terceiro álbum dos noruegueses, isso se torna ainda mais evidente, com faixas mais arrastadas e contemplativas, de forma que é impossível não se imaginar em um mal iluminado, esfumaçado e sujo bar no meio do nada. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


Michael Monroe - Sensory Overdrive (2011)

Michael Monroe foi vocalista do Hanoi Rocks, banda finlandesa que exerceu influência seminal sobre todo o hard rock americano da década de 1980. Sensory Overdrive, lançado em 2011, traz o cantor acompanhado de uma banda de primeira linha e mostrando que quem já foi rei jamais perde a majestade. Discaço! (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.


Orcus Chylde – Orcus Chylde (2012)

Uma das mais dinâmicas bandas dos últimos anos, o Orcus Chylde lançou o seu debut no início de 2012 e soa como um grupo de hard psicodélico de várias décadas atrás que se perdeu no tempo. Um notável trabalho dos sintetizadores e Hammond tão um toque ainda mais refinado no som dos caras, que por si só já é extremamente versátil e agrega influência de doom e folk em diversos momentos. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


Rival Sons - Pressure & Time (2011)

A aura “zeppeliana” em Pressure & Time fez o Rival Sons ser apontado como o “novo Led Zeppelin”. A despeito do exagero, a comparação é inevitável. Tudo remete à banda britânica. A faixa título caberia tranquilamente em qualquer um dos quatro primeiros discos do Led.

Em muitos casos, tanta semelhança pode ser prejudicial. Porém, esses californianos também souberam fazer sobressair suas qualidades próprias. Destaque inevitável para o vocalista Jay Buchanan. Além de cantar muito, o cara é o sincretismo entre o vocal de Robert Plant, a aparência de Jim Morrison e os trejeitos de Ozzy Osbourne. Comprove com "All Over the Road", "Young Love", "Burn Down Los Angeles" e "Pressure & Time". (por Guilherme Gonçalves)

Muito tem se falado sobre o Rival Sons nos últimos, e não é a toa: os californianos conseguiram lançar três discos de qualidade ímpar desde 2009, trazendo a descarada influência de Led Zeppelin (evidentemente, isso é dito de forma positiva) com uma veia blueseira e com alguns elementos de soul aqui e ali. E Pressure & Time foi a meia hora mais do que o suficiente para apresentar o seu som ao mundo e obter o reconhecimento. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


Rival Sons - Head Down (2012)

Assim como o Graveyard, o Rival Sons retornou em 2012 com um álbum tão poderoso quanto o que abriu a década para a banda. Em apenas um ano, compuseram canções vigorosas e acrescentaram novas influências, conseguindo fugir, ao menos um pouco, do estigma zeppeliano.

Principalmente no que se refere a Jay Buchanan, que explora novas formas de cantar e agrega algumas influências que antes não estavam tão latentes. Paul Rodgers, por exemplo, é uma delas. "Wild Animal", "Until the Sun Comes" "You Want To" e "Jordan" refletem um pouco dessa nova faceta do grupo. (por Guilherme Gonçalves)

Talvez a maior revelação do rock dos últimos anos e já tratados como uma das melhores bandas da atualidade, o Rival Sons não decepcionou com Head Down, mostrando um trabalho ainda melhor e mais coeso que Pressure & Time, sabendo mesclar suas influências sem perder sua essência. (por Rodrigo Simas)

O terceiro e melhor álbum do Rival Sons trouxe a banda se afastando da incômoda sombra do Led Zeppelin e diversificando a sua gama de influências, e o resultado disso foi um disco completo e dono de grande qualidade. A melhor banda de hard rock dos últimos anos em seu momento mais alto: este é Head Down. (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.


Rush - Clockwork Angels (2012)

Os álbuns clássicos do Rush estão, claro, nos anos 70 e 80. Só que é preciso ser surdo, ter um apego doentio pelo passado ou usar de muita má fé para não ver que Clockwork Angels foi direto para a linha de frente dos melhores trabalhos dos canadenses. Moving Pictures (1981), 2112 (1976), Fly By Night (1975), Permanent Waves (1980) e A Farewell to Kings (1977). Da extensa discografia da banda, com 19 discos de estúdio, penso que somente esses cinco são melhores ou fazem frente a Clockwork Angels.

As canções são inspiradíssimas, a produção é cristalina e há muito peso. Um disco no ponto exato de equilíbrio entre o hard rock e o progressivo. Além disso, feito por uma banda que vive sua melhor fase, inclusive recebendo o tardio reconhecimento de crítica e público. Ouça "Caravan", "BU2B", "The Wreckers", "Headlong Flight" ou "The Anarchist" e tente me provar o contrário. (por Guilherme Gonçalves)

O Rush foi a banda que melhor fundiu as viagens – muitas vezes – sem rumo do rock progressivo com o peso objetivo e certeiro do hard rock. É essa a fórmula de Clockwork Angels. Nada novo para quem faz isso desde o início dos anos 70, entre uma pausa e outra para experimentar novos sons.

O grande trunfo dos canadenses é explorar as nuances de sua música e criar novas misturas com velhos elementos. Em Clockwork Angels essa regra se repete criando mais um bom disco. Nada novo para quem também faz isso desde o início dos anos 70. (por Nelson Júnior)

O primeiro trabalho conceitual do Rush em décadas foi um dos mais esperados do ano e conseguiu suprir as expectativas da grande maioria dos fãs. Ainda em forma exemplar, o trio compôs uma obra que rivaliza com alguns de seus melhores momentos, apresentando músicas que só poderiam ser escritas por quem tem muito orgulho de sua história e ama o que faz. (por Rodrigo Simas)

Ouça uma música do disco.


Slash - Apocalyptic Love (2012)

Riffs certeiros, produção primorosa, grandes composições, uma performance vocal inspirada de Myles Kennedy e a guitarra marcante de um dos maiores ícones vivos do instrumento. O espírito do Guns N' Roses original ainda está vivo, mas em outra banda. (por Rodrigo Simas)

Ouça uma música do disco.


Status Quo - Quid Pro Quo (2011)

Depois de inúmeros percalços ao longo dos anos 80 e 90 (leia-se discos ruins), o Status Quo já havia conseguido retomar parte do fôlego com Heavy Traffic (2002). Em 2011, conseguiu se recuperar de vez com o excelente Quid Pro Quo.

Culpa de Francis Rossi, que, mesmo com 50 anos de carreira, acertou em cheio nesse mais recente trabalho do grupo. Nada além daquele hard/boogie rock primário e descompromissado que sempre caracterizou esses ingleses. Afinal, pra que mais? Das 15 canções, umas 11 são, no mínimo, ótimas. Casos de "Frozen Hero", "Leave a Little Light On", "Dust to Gold" e "Better Than That". (por Guilherme Gonçalves)

Ouça uma música do disco.


The Answer – Revival (2011)

O irlandês The Answer surgiu alguns anos atrás como o novo queridinho dos grandes veículos especializados, que alegavam que eles seriam a banda a resgatar o rock nos seus moldes clássicos e levar aos seus tempos áureos. Balelas a parte, completamente influenciado por AC/ DC e Led Zeppelin, eles cumprem de forma primorosa a proposta de trazer para o cenário atual essa sonoridade do hard setentista. Revival, de 2011, é o terceiro disco e soa ainda mais melódico, mais bluesy, com uma cuidadosa produção que, ao invés de comprometer, destaca ainda mais as suas influências. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


The Flying Eyes - Done So Wrong (2011)

Segundo álbum dessa banda de Baltimore. Dez canções de um som maldito, que mistura hard rock, blues e space rock, onde o ponto de convergência provavelmente seja The Doors. Muito talvez pelas linhas vocais de Will Kelly, às vezes parecidas com as de Jim Morrison.

No geral, o disco passa a impressão de ser uma grande jam, com vários caminhos sendo explorados. Sonoridade intrigante e bastante promissora. Dá pra perceber isso de cara com "Overboard", "Death Don't Make Me Cry" "Poison the Well" e "Sundrop". (por Guilherme Gonçalves)

Ouça uma música do disco.


The Sheepdogs – The Sheepdogs (2012)

Apesar de ser canadense, o The Sheepdogs bebe diretamente na fonte do southern e boogie rock sulista dos Estados Unidos, e foi um dos principais destaques na Rolling Stone, o que alavancou a sua popularidade em infinitas proporções. Seu quarto disco, auto-intitulado, de 2012, foi produzido pelo baterista do The Black Keys, Patrick Carney, o que explica os flertes que o quarteto deu com o indie nesse trabalho. Isso é ruim? Pelo contrário, tornou o som dos caras ainda mais dinâmico e interessante de se ouvir. (por Rodrigo Carvalho)

Ouça uma música do disco.


Van Halen – A Different Kind of Truth (2012)

A Different Kind of Truth é um prato com o ingrediente que fazia muita falta na cozinha do Van Halen: o vocalista Dave Lee Roth. Depois de parcerias equivocadas e um bom período de férias dos estúdios, a banda voltou em 2012 com um disco perfeitamente alinhado, tanto nas composições quanto na química entre seus integrantes. Sem fórmulas açucaradas, como costumava usar nas gravações com Sammy Hagar, o Van Halen abusou da energia e da capacidade de Eddie Van Hallen de compor empolgantes linhas de guitarra para criar um disco bom do início ao fim. (por Nelson Júnior)

O primeiro registro do Van Halen desde o retorno de David Lee Roth é um marco na história da grupo, que soa afiadíssimo e pronto para mais uma década de hard rock - se não implodir por desavenças internas novamente. (por Rodrigo Simas)

Ouça uma música do disco.


Von Hertzen Brothers - Stars Aligned (2011)

Influenciado por ícones como Queen, Yes e King Crimson, esta banda finlandesa gravou um álbum que explora ricos arranjos vocais com texturas surpreendentes, resultando em um disco belíssimo e arrepiante. Se você ainda não ouviu, ouça já! (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.


Whitesnake - Forevermore (2011)


Em grande forma desde o seu retorno com o bom Good to Be Bad, o Whitesnake acertou em cheio com Forevermore. David Coverdale comanda a festa com excelentes composições e a dupla de guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach desempenham seu papel em total sintonia, sem dever em nada para as fases anteriores do grupo. (por Rodrigo Simas)

Ouça uma música do disco.


ZZ Top - La Futura (2012)

O ZZ Top não precisa provar mais nada a ninguém há muito tempo. Mesmo assim, os veteranos barbudos provaram com o lançamento de La Futura que ainda sabem fazer um hard setentão sem parecerem datados. Aqui a guitarra de Billy Gibbons continua pesada o suficiente para não deixar ninguém sair do lugar, estimulando um headbanging lento e irresistível. (por Nelson Júnior)

O esperado retorno do ZZ Top foi ainda melhor do que muitos esperavam. Produzido por Rick Rubin com uma performance animal de Billy Gibbons, La Futura é cru, direto e muito inspirado. (por Rodrigo Simas)

Após 9 anos de silêncio, o trio texano voltou inspiradíssimo e entregou um dos seus melhores discos. La Futura é hard, é blues, é boogie, tudo temperado por riffs incríveis, malícia em doses cavalares e o melhor timbre de guitarra de 2012. (por Ricardo Seelig)

Ouça uma música do disco.

Por Ricardo Seelig, Guilherme Gonçalves, Nelson Júnior, Rodrigo Carvalho e Rodrigo Simas

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