30 de mar de 2013

Resultado da promoção Ghost + Collectors Room + Contra Grife Camiseteria

sábado, março 30, 2013
Chegou a hora de conhecer os ganhadores da promoção da semana em parceria com a Contra Grife Camiseteria. Perguntamos o que vocês esperam do novo disco do Ghost, Infestissumam, que sairá no início de abril.

Os autores das melhores respostas foram:

Eduardo Braun
Agito

Ambos ganharam uma camiseta exclusiva do Ghost criada pela Contra Grife, à sua escolha entre os cinco modelos disponibilizados. Por favor, enviem um e-mail para ricardoseelig@gmail.com que passarei as coordenadas explicando o que deve ser feito para receber o prêmio.

Parabéns aos ganhadores e obrigado a todos pela participação. E fiquem ligados nas matérias, pois novas promos com a Contra Grife aparecerão bem rapidinho.

Por Ricardo Seelig

28 de mar de 2013

Darkthrone: crítica de The Underground Resistance (2013)

quinta-feira, março 28, 2013
Metal demais para ser punk. Punk demais para ser metal. As duas afirmativas, comumente utilizadas para definir o Ratos de Porão, servem perfeitamente ao Darkthrone. Juntas, formam o paradoxo que sintetiza o que Fenriz e Nocturno Culto se propuseram a fazer há pelo menos sete anos e que aprimoram a cada novo lançamento.

Lá atrás, The Cult is Alive (2006) foi o embrião dessa nova faceta, que deixou de lado o puro e genuíno black metal norueguês para investir no sincretismo entre metal e punk. Coube à tríade constituída por F.O.A.D. (2007), Dark Thrones and Black Flags (2008) e Circle the Wagons (2010) desenvolver essa fórmula. Já o recém-lançado The Underground Resistance reduz um pouco o tempero punk, mas chega como obra máxima e definitiva desse Darkthrone atual, que disseca as entranhas do som criado pelo Black Sabbath em 1970.

O disco saiu pela Peaceville Records em 25 de fevereiro e é o décimo-sexto trabalho da banda, sendo, de longe, o que tem a melhor produção de estúdio. Além de otimizar a combinação entre os dois estilos, o grande mérito do álbum é conseguir agregar elementos característicos do próprio heavy metal, mas que estão ligados a vertentes mais tradicionais e que até então ainda não haviam sido tão exploradas.

É flagrante a inserção de inúmeros atributos de duas velhas escolas em especial: da NWOBHM e do power metal do início dos anos 80, quando o termo "power" referia-se a algo totalmente diferente em relação ao que convencionou-se chamar de "power" hoje em dia.

Por si só, o título do álbum também entrega o que Fenriz e Nocturno Culto entendem como uma condição natural do heavy metal. A resistência do underground nada mais é do que a manutenção dessa rede subterrânea que promove troca de experiência, postura crítica, produção contracultural, amizades, etc. Tudo em torno de um ponto comum, que é a música.

Aliás, musicalmente, The Underground Resistance é bem mais maduro que seus antecessores. Os elementos incorporados da NWOBHM e do power metal fazem com que quase todas as músicas tenham uma veia épica. Após um começo avassalador com "Dead Early", diretona e dona de riffs speed/thrash, tal característica pode ser percebida logo na segunda faixa: "Valkyrie", canção que começa com dedilhado, desemboca naquela bateria "cavalo manco", típica do d-beat, e traz os primeiros vocais limpos do disco. Seu refrão é matador.

"Lesser Men" e "The Ones You Left Behind" remetem aos primórdios do estilo e mostram que esse novo Darkthrone parece ter um estoque inesgotável de riffs. Só que, diferente de outrora, as linhas de guitarra não se restrigem a tremolos e power chords. Apresentam novas possibilidades e, em vários momentos, lembram Manilla Road, Saxon e até Iron Maiden.

Eis que, então, nos deparamos com as duas derradeiras músicas: "Come Warfare, The Entire Doom" e "Leave No Cross Unturned". Ambas são exatamente dois épicos do metal. A segunda, no entanto, merece um capítulo à parte. Com seus mais de 13 minutos, é a faixa mais longa já feita pelo Darkthrone. E não seria exagero algum afirmar que trata-se também da melhor composição saída das mentes doentias de Fenriz e Nocturno Culto. Para defini-la, basta uma equação simples: Slayer da fase Show No Mercy + Celtic Frost. Seu comecinho é a reencarnação de "Evil Has No Boundaries" e, ao longo de sua execução, ficamos com a sensação de que, a qualquer momento, Tom G. Warrior pode aparecer e soltar um "UH!".

No fim das contas, é claro que misturar heavy metal e punk está longe de ser um invento ou uma exclusividade do Darkthrone. Entretanto, poucos realmente mergulham na porção abissal dos dois gêneros com tanto conhecimento de causa.

Pode até ser que esse olhar voltado para o passado e seu constante resgate impeça Gylve Fenris Nagell e Ted Arvid Skjellum de fazerem algo totalmente inovador. Mas esse nunca foi o plano. O que sempre esteve em jogo é a pura e tão somente satisfação artística da dupla. O êxito na cruzada contra qualquer tipo de pseudo-evolução, vaidade e presunção no metal, como explícito no refrão de "I Am the Graves of the 80's", melhor música do disco anterior, Circle the Wagons: "I am the graves of the 80's; I am the risen dead; Destroy their modern metal; And bang your fucking head". Afinal, música boa jamais teve prazo de validade.

Nota 9,5



Faixas:

1 Dead Early 4:49
2 Valkyrie 5:14
3 Lesser Men 4:55
4 The Ones You Left Behind 4:16
5 Come Warfare, The Entire Doom 8:38
6 Leave No Cross Unturned 13:49

Por Guilherme Gonçalves

Assista ao lyric video de “Hell to Pay”, faixa que estará no novo álbum do Deep Purple

quinta-feira, março 28, 2013
O lendário Deep Purple divulgou o lyric video de mais uma música que estará em seu novo disco, NOW What?!. “Hell to Pay” traz o DNA da banda em um som que mostra que os velhinhos ainda tem lenha pra queimar.

NOW What?! será lançado nas seguintes datas:

26/04 - Finlândia, Espanha e Rússia
29/04 - Reino Unido, França, Polônia, República Checa, Noruega e Dinamarca
30/04 - América do Norte e Itália
01/05 - Suécia

No Brasil, o dia em que o disco pousa nas lojas ainda não foi divulgado.



Por Ricardo Seelig

Black Star Riders divulga capa e data de lançamento do disco de estreia

quinta-feira, março 28, 2013
O Black Star Riders, novo nome daquela que era a atual formação do Thin Lizzy, divulgou a capa do seu disco de estreia, All Hell Breaks Loose. A arte traz uma pintura de Gil Elvgren, falecido em 1980, famoso ilustrador norte-americano que ficou conhecido pelo seu trabalho com pin-ups. 

Segundo o vocalista Ricky Warwick, “eu estava assistindo a um documentário sobre a Segunda Guerra Mundial e vi a figura e a frase pintadas na lateral de um avião. O nome ressoou em mim e pareceu evocar a confusão que nós, como sociedade, estamos passando atualmente”.

All Hell Breaks Loose sairá no final de maio.

Por Ricardo Seelig

Assista “Tower of Silence”, o último clipe da carreira do Cathedral

quinta-feira, março 28, 2013
O Cathedral divulgou o clipe de “Tower of Silence”, o último vídeo de sua longa carreira iniciada em 1989 e que rendeu dez álbuns de estúdio que ajudaram a definir o doom metal como gênero.

Para quem ainda não sabe, a banda lançará The Last Spire em abril e depois encerrará a sua carreira.

O vídeo mostra o grupo contracenando com uma espécie de bruxa no que parece ser um ritual.



Por Ricardo Seelig

Sodom divuga trailer de novo álbum

quinta-feira, março 28, 2013
O Sodom divulgou o trailer de seu novo disco, Epitome of Torture, que será lançado dia 26 de abril na Alemanha e em 29/04 no restante da Europa. No vídeo é possível ouvir uma música do álbum, além de ver cenas que parecem ser de um futuro clipe.

Só dar play!



Por Ricardo Seelig

“Blue Collar Jane”, o novo clipe do The Strypes

quinta-feira, março 28, 2013
A melhor banda saída da Inglaterra nos últimos anos está de clipe novo. O The Strypes colocou na roda o vídeo de “Blue Collar Jane”, rhythm & blues violento e chiclete que remete aos primeiros anos do The Who e dos Rolling Stones.

Não consegui descobrir se “Blue Collar Jane” é uma música autoral dos moleques ou se mais um cover, mas o fato é que ficou demais.

Assista no volume máximo!



Por Ricardo Seelig

27 de mar de 2013

Ranking RYM: Iron Maiden

quarta-feira, março 27, 2013
O Rate Your Music é um site colaborativo onde os usuários podem cadastrar as suas coleções e avaliar os discos de suas bandas favoritas. Com milhares de usuários em todo o mundo, é também um ótimo guia para saber quais álbuns comprar de uma determinada banda, quais são os melhores e piores lançamentos de cada artista.

Sendo assim, resolvi iniciar mais uma coluna aqui no site, colocando os rankings do RYM para os leitores da Collectors.

Pra começar, segue abaixo o que o site diz sobre a discografia do Iron Maiden, provavelmente a banda mais amada pelos fãs de heavy metal brasileiros.

E pra coisa ficar mais completa, convido os leitores a postarem suas próprias listas sobre a discografia do Iron Maiden nos comentários.

Vamos lá!

Melhores Álbuns
1 Powerslave (1984)
2 Seventh Son of a Seventh Son (1988)
3 The Number of the Beast (1982)
4 Iron Maiden (1980)
5 Piece of Mind (1983)
6 Somewhere in Time (1986)
7 Killers (1981)
8 Brave New World (2000)
9 A Matter of Life and Death (2006)
10 Dance of Death (2003)
11 Fear of the Dark (1992)
12 The Final Frontier (2010)
13 No Prayer for the Dying (1990)
14 The X Factor (1995)
15 Virtual XI (1998)

Melhores Álbuns ao Vivo
1 Live After Death (1985)
2 Maiden Japan (1981)
3 Rock in Rio (2002)
4 Flight 666: The Original Soundtrack (2009)
5 En vivo! (2012)
6 Death on the Road (2005)
7 Live at Donington (1993)
8 A Real Dead One (1993)
9 A Real Live One (1993)

Melhores Coletâneas
1 Best of the Beast (1996)
2 Somewhere Back in Time (2008)
3 Ed Hunter (1999)
4 Edward the Great (2002)
5 From Fear to Eternity (2011)

Melhores DVDs
1 The Early Days (2004)
2 Live After Death (1985)
3 Flight 666: The Film (2009)
4 Rock in Rio (2002)
5 Maiden England ’88 (2013)
6 En vivo! (2012)
7 Visions of the Beast (2003)
8 Death on the Road (2006)


Por Ricardo Seelig

Glastonbury anuncia Rolling Stones e dezenas de outras atrações para a edição 2013 do festival

quarta-feira, março 27, 2013
O tradicional festival inglês Glastonbury anunciou hoje o line-up da edição 2013. A festa acontecerá no fim de semana de 28, 29 e 30 de junho em um local próximo à cidade de Pilton, o mesmo dos últimos anos. O Glastonbury teve a sua primeira edição em 1970.

Entre os principais destaques deste ano estão as presenças de nomes como Rolling Stones, Arctic Monkeys, Primal Scream, Smashing Pumpkins, Tame Impala, Alabama Shakes, Public Enemy, Sérgio Mendes, Dinosaur Jr., Johnny Marr, The Strypes, Charles Bradley, Stevie Winwood, Bill Wyman’s Rhythm Kings, Gary Clark Jr. e JJ Grey & Mofro.

O line-up completo pode ser visto na imagem abaixo:




Por Ricardo Seelig

Assista “Do Me a Favor”, o novo clipe do Stone Sour

quarta-feira, março 27, 2013
O Stone Sour divulgou o clipe de “Do Me a Favor”, primeiro single de seu novo álbum, House of Gold & Bones Part 2, que será lançado no próximo dia 9 de abril.

O vídeo é todo produzido em animação, em uma técnica que mescla ilustração com cenas reais “vetorizadas”. Em post no site oficial, o vocalista Corey Taylor informou que “todos os personagens da história (presente nos dois volumes de House of Gold & Bones) estão aqui: The Human, Allen, Peck, Black John”.

Assista ao belo trabalho abaixo:



Por Ricardo Seelig

Quer ser o novo baixista do Machine Head?

quarta-feira, março 27, 2013
Agora você pode. O Machine Head iniciou a procura por um baixista, a princípio temporário, para tocar com a banda no Rockstar Energy Drink Mayhem Festival, que rola durante o verão norte-americano em diversas cidades dos Estados Unidos. O primeiro show acontecerá no dia 29 de junho no San Manuel Amphitheater, em San Bernardino, Califórnia.

Os interessados devem gravar um vídeo tocando as faixas “This is the End”, “Halo” e “Beautiful Morning”, subir esse material no YouTube e enviar um e-mail com os links para o endereço MHBassAuditions@gmail.com. Os vídeos devem também conter uma pequena apresentação entre 1 e 2 minutos, com os candidatos falando sobre a sua experiência.

A banda avaliará o material recebido e, em um segundo momento, entrará em contato com os pré-selecionados para um encontro frente a frente em um local ainda indeterminado, onde tocarão juntos.

E aí, vai encarar?

Por Ricardo Seelig

Dark Tranquillity divulga capa, trailer e detalhes de seu novo disco

quarta-feira, março 27, 2013
A banda sueca Dark Tranquillity revelou hoje detalhes de seu nono álbum, Construct. O disco será lançado dia 27 de maio pela Century Media e foi produzido por Jens Bogren (Paradise Lost, Opeth).

O trabalho conta com doze faixas:

1 For Broken Words
2 The Science of Noise
3 Uniformity
4 The Silence is Between
5 Apathetic
6 What Only You Know
7 Endtime Hearts
8 State of Trust
9 Weight of the End
10 None Becoming
11 Immemorial (bônus na versão norte-americana)
12 Photon Dream (bônus na versão norte-americana)

O Dark Tranquillity divulgou também um trailer de Construct, que pode ser assistido abaixo:


Por Ricardo Seelig

Assista trecho do documentário presente em Maiden England ’88, novo vídeo do Iron Maiden

quarta-feira, março 27, 2013
Um dos maiores atrativos de Maiden England '88, novo DVD, Blu-ray, CD e LP ao vivo do Iron Maiden, é a terceira parte do documentário que conta a história da banda. Focado no período entre a gravação dos álbuns Somewhere in Time (1986) e Seventh Son of a Seventh Son (1988), o vídeo de 40 minutos traz entrevistas inéditas com todos os seis músicos e imagens da época.

Maiden England ’88 foi lançado em todos os seus formatos no último dia 25 de março.

Assista a uma prévia abaixo:



Por Ricardo Seelig

Avantasia: crítica de The Mystery of Time (2013)

quarta-feira, março 27, 2013
Tobias Sammet merece crédito e confiança. Seja à frente do Edguy ou no comando do Avantasia, o vocalista alemão é um dos responsáveis pela renovação que o power metal vem passando nos últimos anos, inserindo novos caminhos em uma sonoridade que há tempos necessita de renovação. E, em grande parte deste esforço, Sammet tem logrado êxito. 

The Mystery of Time é o sexto disco do Avantasia, projeto que iniciou em 2001 com o ótimo The Metal Opera e se manteve sempre surpreendente, com mudanças de direção inesperadas, porém sempre bem conduzidas. A banda base que acompanha Tobias neste disco é formada por Sascha Paeth (guitarra, também produtor), Miro (teclado) e Russell Gibrook (bateria) - o baixo foi tocado por Sammet. Guitarristas convidados batem ponto em algumas faixas, sendo eles Bruce Kullick, Oliver Hartmann e Arjen Lucassen.

O elenco de vozes merece um novo parágrafo. Um dos principais diferenciais da história do Avantasia foi sempre contar com excelentes vocalistas em suas fileiras. Algumas dos donos dessas vozes construíram uma relação duradoura com Sammet e viraram quase integrantes fixos do projeto, como é o caso de Michael Kiske e Bob Catley, que participam mais uma vez. No entanto, há uma queda evidente no elenco de cantores nesse novo capítulo do Avantasia. Vocalistas excelentes como Russell Allen, Roy Khan, Rob Rock e Jorn Lande, além de ícones como Alice Cooper, presentes em outros discos, não estão aqui. Em seus lugares surge uma lista claramente inferior formada por Joe Lynn Turner, Eric Martin, Cloudy Yang, Ronnie Atkins e Biff Byford. Com exceção dos dois últimos - principalmente Byford -, estes novos nomes pouco ou nada agregam ao álbum, não justificando a sua inclusão.

Musicalmente, The Mystery of Time varia entre canções mais power metal e outras que vão em direção ao hard, AOR e até mesmo ao pop. A grosso modo, as composições caminham pela identidade construída nos discos anteriores. Os destaques são “Black Orchid (com participação de Biff Byford), que mostra que o power metal pode ter elementos de AOR; “Where Clock Hands Freeze” (com Michael Kiske), metal melódico padrão Avantasia; e “Savior in the Clockwork”, que em seus mais de 10 minutos traz tudo o que se espera do Avantasia e conta com as vozes de Sammet, Turner, Byford e Kiske. A boa balada “What’s Left of Me”, com Eric Martin, também merece menção.

Em compensação, alguns momentos ficam bem abaixo de tudo que já foi feito antes. A abertura, com “Spectres”, é construída sobre melodias pra lá de previsíveis. O single “Sleepwalking” é surpreendente, uma balada pop com participação da vocalista Cloudy Yang, que difere totalmente do restante do tracklist e remete a bandas como o Bon Jovi. Bem feitinha, bem produzida - bonitinha, mas ordinária. “Invoke the Machine” e “The Great Mystery” apenas reciclam o que o Avantasia já fez antes, e com resultados inferiores.

Mais direto e coeso que os últimos discos, The Mystery of Time apresenta uma sonoridade menos pomposa e exagerada. O álbum prova, apesar da tradição de sempre contar com convidados especiais, que a grande estrela do Avantasia é e sempre será Tobias Sammet. Com uma habilidade enorme para escrever canções com grandes coros e ótimos refrãos, Sammet, mesmo com uma equipe de vocalistas claramente inferior aos discos anteriores, conseguiu fazer um bom trabalho novamente.

The Mystery of Time não é o melhor momento do Avantasia, mas garante diversão e ótimos momentos para quem curte power metal.

Nota 7





Faixas:
1 Spectres
2 The Watchmaker’s Dream
3 Black Orchid
4 Where Clock Hands Freeze
5 Sleepwalking
6 Savior in the Clockwork
7 Invoke the Machine
8 What’s Left of Me
9 Dweller in a Dream
10 The Great Mystery

Por Ricardo Seelig

A história de Houses of the Holy, do Led Zeppelin, na capa da nova Classic Rock

quarta-feira, março 27, 2013
A história do quinto disco do Led Zeppelin, Houses of the Holy (1973), é contada na nova edição da revista inglesa Classic Rock, considerada por muitos a melhor publicação dedicada ao rock em todo o planeta. Ao longo de nove páginas, o making of do álbum é destrinchado, revelando histórias por trás de cada música e tudo o que envolvia o Led Zeppelin na época.

A nova Classic Rock tem também matérias sobre David Bowie e os 40 anos de Aladin Sane, Mad Season, Steven Wilson, Saxon, HIM, Pink Floyd e o clássico The Dark Side of the Moon, Guia de Compras sobre Rick Rubin e outras, além de um CD intitulado Unleashed com 15 novas bandas inglesas, incluindo nomes como Voodoo Vegas, Electric River, Sondura e outros.


Garanta a sua no site oficial ou nas principais bancas e redes de livrarias brasileiras.

Por Ricardo Seelig

26 de mar de 2013

Rock in Rio anuncia todas as atrações do Palco Sunset com Rob Zombie, Vintage Trouble, Living Colour e muito mais

terça-feira, março 26, 2013
Em entrevista coletiva realizada agora há pouco no Rio de Janeiro, a organização do Rock in Rio anunciou todas as atrações que estarão no Sunset, o palco secundário do festival.

As atrações, dia a dia, podem ser vistas abaixo:




A edição 2015 já está confirmada, indicando a tendência do festival acontecer a cada dois anos no Rio de Janeiro, como evento fixo.

Por Ricardo Seelig

Top Collectors Room: os melhores discos de rock desta década

terça-feira, março 26, 2013
Rodrigo Simas, Nelson Júnior, Guilherme Gonçalves e Ricardo Seelig trabalharam juntos nos últimos dias com um único objetivo: escolher os melhores discos de rock lançados nesta década. Como nas listas anteriores - hard rock e heavy metal -, só valiam álbuns que chegaram às lojas entre 2011 e 2013.

E como todas as listas que adoramos fazer aqui na Collector's, essa também não tem nada de definitiva, mas muito de um guia inicial para você mergulhar no que de melhor foi produzido na música nos últimos anos.

Leia, concorde, discorde, diga o que pensa - mas com classe e argumentos, ok?


Alabama Shakes - Boys & Girls (2012)

O Alabama Shakes não foi uma das bandas mais comentadas de 2012 à toa. Foi porque tem em Brittany Howard uma cantora muito acima da média. Porque traz linhas de guitarra bem eficientes e interessantes. Porque explora uma certa influência clássica e a funde com melodias pop na medida exata. Em suma, porque faz uma música fácil, cativante e pra lá de bacana. O grande mérito de Boys & Girls para se tornar um dos melhores discos da ainda breve década foi mesclar tudo isso de um jeito irresistível. Um álbum de estreia que conseguiu a proeza de desbancar Adele no Reino Unido e atrair o foco para uma nova banda do Alabama. Tudo com talento e competência de sobra, como já fica claro em "Hang Loose", "I Ain't the Same" e "Hold On". (por Guilherme Gonçalves)

Misturando influências de southern rock e blues, o Alabama Shakes é um dos melhores grupos surgidos nos últimos anos. Boys & Girls é o álbum de estreia da banda, que foi formada em Athens, Alabama, em 2009, e rapidamente conseguiu reconhecimento graças às excelentes composições e à performance marcante da vocalista & guitarrista Brittany Howard. (por Rodrigo Simas)



Clique e ouça uma música do disco.


Beady Eye - Different Gear, Still Speeding (2011)

O primeiro disco do Beady Eye nasceu cercado de expectativas. Como Liam Gallagher, Andy Bell e Gem Archer, os membros remanescentes do Oasis se sairiam – e se comportariam - sem a sombra de Noel Gallagher? A resposta surgiu no excelente Different Gear, Still Speeding, que mostrou que a influência de Noel na qualidade final do trabalho do Oasis era, de fato, decisiva, mas não absoluta. Com os dois pés fincados na sonoridade rock dos anos 1950 e 1960, a cadência da estreia do Beady Eye segue o espírito “balde chutado” que Liam só mostrava no relativamente pequeno percentual de espaço criativo que lhe sobrava no Oasis. Quantidade que era ainda menor para Gem e Andy, que no Beady Eye ajudaram Liam a segurar as rédeas e criar canções elétricas como “Bring the Light”, “Four Letter Word”, “Beatles and Stones” e “Millionaire”. (por Nelson Júnior)


Clique e ouça uma música do disco.


Ben Harper & Charlie Musselwhite - Get Up! (2013)

Voltando as origens, Ben Harper se uniu ao mestre da gaita Charlie Musselwhite em um álbum basicamente de blues, onde o cantor abre mais uma vez sua alma com sua performance característica e muito feeling. (por Rodrigo Simas)


Clique e ouça uma música do disco.


Biffy Clyro - Opposites (2013)

Um álbum duplo que mistura diversos estilos musicais em mais de 20 faixas, indo do pop ou progressivo, passando pelo rock e metal. Difícil? Sim! Mas o trio conseguiu criar uma obra conceitual muito interessante, onde cada música tem uma identidade forte sem descaracterizar a coesão do disco. (por Rodrigo Simas)


Clique e ouça uma música do disco.


The Black Keys - El Camino (2011)

Nunca tinha dado qualquer atenção ao Black Keys. Até ouvir "Little Black Submarines" e achá-la totalmente Jethro Tull. Fui ouvir o resto do disco ainda com um pé atrás, mas depois não teve jeito. El Camino caiu nas graças da torcida. Hoje em dia, só lamento uma coisa: que isso não tenha acontecido mais rápido. São 38 minutos que passam voando enquanto Dan Auerbach e Patrick Carney dissipam a tríade formada por rock, blues e pop em 11 canções grudentas, dançantes e com ótimas melodias. Além da supracitada, "Gold on the Ceiling", "Nova Baby" e "Mind Eraser" me pegaram de jeito. (por Guilherme Gonçalves)

 
Brothers, de 2010, já havia sido espetacular. El Camino manteve o mesmo nível, mas com ainda mais apelo pop. Um disco excelente, difícil de parar de ouvir, e que colocou o Black Keys em um nível ainda mais alto. (por Ricardo Seelig)



Clique e ouça uma música do disco.


Blitzen Trapper – American Goldwing (2011)

Bob Dylan + Neil Young. Poderia ser essa a síntese do que é Blitzen Trapper. Mas é pouco. Pouco e, de certa forma, diminutivo, já que essa banda de Portland não apenas se assemelha, mas também se equipara aos ícones supracitados. Basta ver a sequência de ótimos discos dos caras. Rock/folk/country que te pega de jeito, com direito a doses de melancolia e tristeza à la Harvest (1972), do velho Young. Há também as canções que provocam aquele sorriso no canto do rosto, que inclusive me agradam ainda mais. São os casos das geniais "Fletcher", "Love The Way You Walk Away", "American Goldwing" e "My Home Town". (por Guilherme Gonçalves)



Clique e ouça uma música do disco.


Bruce Springsteen - Wrecking Ball (2012)

Bruce Springsteen talvez não seja aquele cara que vença pela genialidade absoluta, mas pelo esforço e dedicação. Wrecking Ball tem muito disso. Ademais, se atreve a questionar a dura realidade social numa época em que compor e cantar canções de protesto já não parece mais ter tanta importância. Ponto para o cara. Mesmo aos 63 anos, sua cruzada contra o establishment norte-americano ainda é o que norteia o conceito primordial de seu trabalho. Letra e concepção musical tentam se completar ao longo de versos ácidos e críticos ao governo. Nada disso, porém, seria eficaz se a música fosse ruim. E ela não é. Pelo contrário. Basta conferir "We Take Care of Our Own", "Jack of All Trades", "Easy Money", "Land of Hope and Dreams" e "Rocky Ground". (por Guilherme Gonçalves)

Sem diminuir o passo, Bruce Springsteen segue sua sequência inspirada de lançamentos, que não devem em nada aos seus clássicos. Perólas como "We Take Care of Our Own", a própria "Wrecking Ball" e a bela "This Depression" valem o álbum, que figura entre os melhores de sua discografia. (por Rodrigo Simas)


Bruce Springsteen faz parte do seleto grupo de artistas que tem envelhecido com dignidade, iniciando um novo capítulo em carreiras que não tem mais nada a provar à ninguém. Crítico voraz da sociedade norte-americana, Bruce segue com mais energia e inconformismo que uma matilha de punks, e usa a experiência e a maturidade para tornar as suas letras ainda mais ácidas e vorazes. (por Ricardo Seelig)



Clique e ouça uma música do disco.


Buffalo Killers - Dig. Sow. Love. Grow. (2012)

Dig. Sow. Love. Grow. conquista por ser um disco delicado e agradável demais de se ouvir. Mesmo com o freio de mão puxado em alguns momentos, o Buffalo Killers agregou mais um belo trabalho ao currículo, desta vez com um repertório repleto de canções singelas. Se vez ou outra falta uma certa dose de peso, o trio compensa com melodias cativantes e que impregnam no tímpano. Um disco meio que ensolarado e excelente para ser degustado na estrada com o vento batendo no rosto. Faça o teste com " I Am Always Here", "Moon Daisy" e "Hey Girl". (por Guilherme Gonçalves)



Clique e ouça uma música do disco.


Dave Matthews Band - Away From The World (2012)

A Dave Matthews Band surpreendeu ao lançar um CD que nada se assemelha ao anterior, Big Whiskey and the GrooGrux King, dando espaço a uma pegada mais progressiva, com maior destaque aos arranjos e melodias. Um daqueles trabalhos que cresce a cada audição, terminando com um épico de quase 10 minutos que mostra todas facetas da banda. (por Rodrigo Simas)



Clique e ouça uma música do disco.


David Bowie - The Next Day (2013)

Após hiato de dez anos, o camaleão está de volta. E sempre foi assim. De tempos em tempos, geralmente após atingir o ápice, David Bowie precisa destruir e aniquilar sua própria arte para sublimá-la e dar início a um novo ciclo. Só que desta vez a metamorfose não apresenta indumentária, personagens ou alter-egos novos. É apenas Bowie, difuso, com o rosto atrás de um quadro branco que esconde a faceta conhecida em Heroes (1977). É só e tão somente o velho Bowie, camuflado em 14 estupendas canções que perpassam a trajetória de um dos maiores artistas vivos. Canções que, na contramão do que se vê por aí, são todas inéditas e de autoria do próprio Bowie. Algo salutar e que o credencia como um músico que continua faminto. Até quando essa ressurreição irá durar? Pouco importa. "The Stars (Are Out Tonight)", "Boss of Me", "Love is Lost" e "(You Will) Set the World on Fire" são apenas algumas das que já o colocam novamente como um dos responsáveis por fazer da música a melhor expressão artística que se tem notícia. (por Guilherme Gonçalves)

Só faria sentido interromper o longo silêncio auto-imposto com algo que valesse a pena, e The Next Day vale MUITO a pena. Mais uma prova da genialidade de David Bowie, com canções antológicas como “Dirty Boys”, “The Stars (Are Out Tonight)” e “Love is Lost”. Provável álbum do ano de 2013. (por Ricardo Seelig)



Clique e ouça uma música do disco.


The Decemberists – The King is Dead (2011)

Disquinho bacana e que colocou a banda entre as mais legais dessa seara folk/country, ao lado do Blitzen Trapper. Canções que emocionam e mexem até com os mais insensíveis tímpanos. Tudo temperado com refrões inspirados e com aquela gaita típica nesse tipo de som. A influência de R.E.M. também se faz presente de forma bastante explícita. "Down by the Water", "This is Why We Fight" e "Don't Carry It All" sobressaem. (por Guilherme Gonçalves)

Rock rural na melhor tradição do R.E.M., com canções ganchudas e agradáveis, repletas de melodia e sentimento. The King is Dead é um dos melhores discos que você irá ouvir na vida. Experimente. (por Ricardo Seelig)


Clique e ouça uma música do disco.

El Efecto – Pedras e Sonhos (2012)

A banda El Efecto leva a mistura de ritmos a níveis extremos. Em Pedras e Sonhos o grupo adiciona ao seu rock doses cavalares de xaxado, forró e repente. Mas o grande talento da banda não são os arranjos empolgantes e a perfeita execução de seu naipe de instrumentos, que incluem alguns necessários para executar os citados ritmos nordestinos, como o triângulo. O toque de Midas do El Efecto são suas letras originais, que narram um encontro improvável, mas simbólico, entre Eike Batista e Virgulino Lampião (“O Encontro de Lampião com Eike Batista”), uma crítica ritualística à televisão (“N’aghadê”) e um verdadeiro tapa na cara do fanatismo religioso (“Adeus Adeus”). (por Nelson Júnior)



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Fiona Apple - The Idler Wheel is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do(2012)

Sempre polêmica e avessa a qualquer exposição pública, Fiona Apple estava há sete anos sem lançar um novo álbum. Com o absurdo título de The Idler Wheel is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do, a cantora continua com sua mistura nada comercial de rock, pop e jazz e parece não se abater por qualquer modismo da indústria musical. (por Rodrigo Simas)


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Foo Fighters - Wasting Light (2011)

Dave Grohl há muito tempo deixou de ser apenas o ex-baterista do Nirvana e se transformou em algo muito maior. O Lemmy da nova geração é um artista que ataca em várias frentes. Wasting Light, último disco do Foo Fighters, é provavelmente o melhor disco de sua banda, e só comprova a ótima fase vivida por Grohl nos últimos anos. (por Ricardo Seelig)



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Jack White – Blunderbuss (2012)

Que Jack White sabe transformar notas musicais em obras-primas todos já sabem. Difícil é entender como ele consegue fazer isso tantas vezes, e de tantas formas diferentes. Blunderbuss é o ápice criativo de um dos músicos mais inquietos que surgiram nos últimos anos. Experimentalismo é redundância nesse disco, onde White se reinventa 13 vezes. Em Blunderbuss há desde baladas soturnas, quase macabras, como a faixa-título e “Love Interruption”, até verdadeiras porradas sonoras, como “Freedom at 21” e “Sixteen Saltines”. Indispensável!  (por Nelson Júnior)

Jack White conseguiu fazer o melhor álbum de sua carreia, em um trabalho que aponta para várias direções mas não perde sua identidade. Sem medo de arriscar, soar controverso ou presunçoso, Blunderbuss mostra que ainda é possível fazer música sem seguir padrões ou gêneros pré-estabelecidos. (por Rodrigo Simas)



A prova definitiva do talento de Jack White. Formado apenas com canções excelentes, Blunderbluss é o melhor disco de rock da década até aqui, e com folga. (por Ricardo Seelig)



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Muse - The 2nd Law (2012)

Em seu oitavo disco, o Muse continuou transitando no limbo entre o rock tradicional e o rock progressivo contemporâneo. Não bastasse isso, os ingleses resolveram dar outra volta no plano da música eletrônica, com escala no dubstep, e da música erudita para entregar mais um disco apocalíptico. The 2nd Law é um álbum de propósito irregular, ao explorar no mesmo trabalho a frivolidade da política (“Supremacy”), o otimismo (“Survival”), a inconstância do amor (“Madness”) e uma suposta insustentabilidade do progresso tecnológico (a dobradinha “The 2 Law: Unsustainable” e “Isolated System).  Apesar disso, é difícil não se render a capacidade de Matt Bellamy e companhia de inovar e criar ótimas canções. (por Nelson Júnior)

É verdade que Muse nunca conseguiu alcançar a qualidade de Absolution, lançado em 2003, após alcançar o sucesso mundial, mas definitivamente The 2nd Law é um grande trabalho, que bota a banda de volta aos trilhos depois do fraco The Resistance. (por Rodrigo Simas)

Sou fã de bandas que não tem medo de experimentar, de mexer e adicionar novos elementos em sua música. O Muse fez isso de maneira exemplar em The 2nd Law, um álbum que, passada a pequena estranheza inicial, se revela um dos seus discos mais consistentes. (por Ricardo Seelig)



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Noel Gallagher - High Flying Birds (2011)

A estreia solo de Noel Gallagher também surgiu rodeada de expectativas. Não tanto quanto à qualidade, mas quanto ao gênero. O que a mente criativa por trás do Oasis faria sozinho? Nada de muito diferente do que fez na banda que o consagrou, o que por si só já seria suficiente para compor um grande álbum. Em High Flying Birds, Noel adicionou orquestrações e coros a sua habitual capacidade de criar músicas marcantes, de refrão certeiro, que instigam o ouvinte a revirar sentimentos e achar que aquele som é a trilha sonora de alguma fase de sua vida. Somando isso as grandes canções que conversam entre si (“If I Had a Gun”, “AKA ...  What a Life”, “The Death of You And Me”), a ótima estratégia de criar vídeo clipes sequenciais e o toque de mestre de incluir canções que foram demo do Oasis - (“I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine” e “Stop the Clocks” -, Noel mostrou que tem imaginação de sobra para muitos outros voos. (por Nelson Júnior)

Artesão pop, Noel Gallagher era a principal mente criativa por trás do Oasis. Em seu primeiro disco solo, isso ficou ainda mais evidente. Com canções memoráveis como “Dream On”, “The Death of You and Me” e “AKA ... What a Life”, acentuou ainda mais as suas influências do rock britânico sessentista e entregou um álbum sensacional. (por Ricardo Seelig)



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Patti Smith - Banga (2012)

Mesmo 37 anos depois, Patti Smith ainda manda bem demais. Banga, seu décimo primeiro trabalho, é uma infinidade de referências destiladas ao longo de um álbum excelente. Homenagens e/ou citações que transitam entre experiências de vida da própria cantora, que também é escritora, poetisa, ativista e "sacerdotisa punk". Quando tudo se junta, pouco importa. O primordial é que a poesia em forma de canção desenvolvida por Patti segue a mesma. Em certos momentos, até melhor. É só ouvir "April Fool", "Maria" "Fuji-san" e "Amerigo" para crer. (por Guilherme Gonçalves)
 

A poetisa pós-punk voltou a dar as caras com um disco digno de seus melhores trabalhos. Banga é carregado de sensibilidade e experiência, que vão de momentos raivosos (“Fuji-san”) a momentos que beiram ao desabafo (“This is a Girl” e “Amerigo”). Destaque para “Constantine Dream”, uma joia de mais de 10 minutos de lirismo, inspirada em um pesadelo que a cantora teve durante uma passagem pela Itália. (por Nelson Júnior)


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Primus - Green Naugahyde (2011)


O primeiro álbum completo de músicas inéditas da banda desde o regular Antipop, de 1999, traz o Primus em grande forma, com Les Claypool comandando os riffs no seu baixo, enquanto a guitarra certeira de Larry LaLonde e a bateria Jay Lane completam os arranjos cheios de grooves inspirados. (por Rodrigo Simas)



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Tame Impala - Lonerism (2012)

A gama de sons encontrada nos trabalhos do Tame Impala é tão grande que prefiro tentar sintetizar Lonerism, segundo álbum da banda, em apenas duas palavras: pop alucinógeno. Sem amarras, esses australianos trafegam pelos extremos, indo do psicodélico ao indie na velocidade da luz. Transitando do space rock à base de mescalina para um power pop despretensioso em questão de segundos. Apesar disso - ou, talvez, devido a isso -, colocaram na praça um disco fenomenal. Inebriante até dizer chega e forte candidato a trilha sonora ideal para os homéricos testes de ácido de Ken Kesey. "Feels Like We Only Go Backwards", "Elephant", "Music to Walk Home By" e "Why Won't They Talk to Me" mostram o caminho das pedras. (por Guilherme Gonçalves)

De tempos em tempos surgem músicos que, se não criam o seu próprio gênero, reinventam dignamente estilos já consagrados. O Tame Impala definiu a psicodelia do século XXI com o som multicolorido de seu segundo disco de estúdio, Lonerism. Com uma estética que une as viagens existenciais do Pink Floyd com Syd Barret, o timbre de guitarra de Tony Iommi (nítida na canção “Elephant”), o trio australiano produz um som difícil de classificar e mais difícil ainda de ignorar. Carregado de efeitos, a textura tecnológica de Lonerism faz dele um disco quase artificial, mas irresistível. (por Nelson Júnior)



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Tedeschi Trucks Band – Revelator (2011)

Tudo é belo em Revelator, álbum de estreia do casal Derek Trucks e Susan Tedeschi e seu combo de mais nove músicos. Desde a amálgama de rock, blues, soul e jazz, passando pelo excelente trabalho do conjunto de metais, pelas letras singelas e cativantes ou pela ótima arte da capa. Seria natural apontar a guitarra de Derek como destaque, não fosse a voz de Susan, certamente o que de mais valioso se encontra ao longo do disco. Que timbre e que interpretação! Revelator é mais um clássico absoluto do rock sulista norte-americano como um todo. Digno do que de melhor já se fez no delta do Mississipi em tempos passados. "Bound For Glory", "Midnight in Harlem", "Simple Things" e "Learn How to Love" que o digam. (por Guilherme Gonçalves)

Southern rock e blues com o casal Susan Tedeschi (cantando maravilhosamente) e Derek Trucks (provavelmente o melhor guitarrista da nova geração), acompanhados de uma bandaça e muita inspiração, em um trabalho lindíssimo. (por Rodrigo Simas)


Revelator é um lindo trabalho de soul e blues conduzido pelo casal Susan Tedeschi e Derek Trucks. Um disco onde o amor entre os dois se traduz em amor pela música, e nos deixa apaixonados logo na primeira audição. Um companheiro para toda a vida. (por Ricardo Seelig)



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Wilco - The Whole Love (2011)

The Whole Love não é o melhor disco do Wilco. Mas mesmo não sendo o momento mais alto da banda liderada pelo genial Jeff Tweedy, é superior a grande parte do rock produzido nas últimas décadas. Da abertura com a sensacional “Art of Almost”, passando por pérolas pop como “I Might” e “Dawned on Me” e fechando com a não menos que excelente “One Sunday Morning (Song for Jane Smiley’s Boyfriend)”, The Whole Love mantém o Wilco como uma das bandas mais interessantes surgidas no rock - e esse status permanece o mesmo já há um bom tempo. (por Ricardo Seelig)
 

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Por Ricardo Seelig, Guilherme Gonçalves, Nelson Júnior e Rodrigo Simas

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