31 de mai de 2013

A semana na Collectors Room

sexta-feira, maio 31, 2013
Uma repassada geral no que foi notícia essa semana na Collectors, pra você ficar por dentro de tudo e não deixar passar nada.

Novos clipes: "Insomniac" do Von Hertzen Brothers,"Traveller" do Jorn, "Keep Your Dream Alive" do Masterplan, "Brother" do Orphaned Land, "Singularity" do Tesseract e o  Beady Eye no Later ... with Jools Holand.

Novas músicas: Prince e sua versão instrumental para "Even Flow" do Pearl Jam, Ghost e sua releitura para "Waiting for the Night" do Depeche Mode e "Colors of Hate" do Violator.

Novos reviews: Skull do Evile,Construct do Dark Tranquillity e Victim of Love de Charles Bradley

Notícias: livro usa ícones do rock para educar as crianças, as capas das novas edições das principais revistas de música do mundo, a Metal Hammer resenhou o novo disco do Black Sabbath, campanha para levar o Pearl Jam pela primeira vez para Israel, Baroness lança EP ao vivo e Paul Bostaph retorna ao Slayer substituindo Dave Lombardo.

Por Ricardo Seelig

Slayer anuncia retorno de Paul Bostaph como substituto oficial de Dave Lombardo

sexta-feira, maio 31, 2013
O Slayer anunciou o substituto oficial do baterista Dave Lombardo, afastado da banda após questionar a maneira como os negócios do grupo são geridos - leia sobre o assunto aqui. O posto será ocupado por um velho conhecido: Paul Bostaph.

Bostaph retorna de maneira até segunda ordem definitiva ao grupo nessa que será a sua segunda passagem pelo Slayer. Ele substituiu o próprio Lombardo em 1992, permanecendo na banda até 2001, quando saiu e teve seu lugar ocupado novamente por Dave. Com o Slayer, Bostaph gravou os álbuns Divine Intervention (1994), Undisputed Attitude (1996), Diabolus in Musica (1998) e God Hates Us All (2001). Experiente e rodado, Paul Bostaph já passou por Forbidden, Exodus, Testament e diversas outras bandas. 

Com o retorno de Paul resta saber se Gary Holt será confirmado em definitivo no lugar do falecido Jeff Hanneman, se o Slayer seguirá com ele como interino ou se anunciará a entrada oficial de um outro guitarrista para o posto.

Por Ricardo Seelig

30 de mai de 2013

Assista ao Beady Eye no Later… with Jools Holland

quinta-feira, maio 30, 2013



O Beady Eye foi uma das atrações principais da edição mais recente do programa Later... with Jools Holland, transmitido pela BBC 2. O grupo gravou três canções para o programa: Flick of the Finger e Second Bite of the Apple, que foram ao ar na quarta-feira passada (29), e Soul Love que deve ser exibida nesta sexta (31).

A banda se apresentou acompanhada de um naipe e metais e de um baterista extra, Jay Sharrock, filho do baterista do grupo, Chris Sharrock. As três faixas fazem parte do novo disco do Beady Eye, “BE”, que será lançado em 10 junho.

Assista Flick of the Finger, ao vivo no Jools Holland:


Por Nelson Junior, com informações de Oasis News

29 de mai de 2013

Baroness anuncia lançamento de EP ao vivo

quarta-feira, maio 29, 2013
Após o terrível acidente sofrido na metade 2012, o Baroness vai aos poucos reativando a sua carreira. A banda liderada pelo vocalista e guitarrista John Baizley anunciou o lançamento do EP Live at Maida Vale, que chegará às lojas dia 23 de julho pela Relapse. O disco será lançado digitalmente e em uma edição limitada em LP 12 polegadas.

Live at Maida Vale traz quatro canções gravadas ao vivo durante a passagem da banda pela Radio 1 da BBC, em 13 de julho de 2012, alguns dias antes do acidente ocorrido no interior da Inglaterra. O tracklist conta com “Take My Bones Away”, “March to the Sea”, “Cocainium” e “The Line Between”, todas faixas do excelente último disco do quarteto, Yellow & Green (2012).


Por Ricardo Seelig

Charles Bradley: crítica de Victim of Love (2013)

quarta-feira, maio 29, 2013
Hoje em dia, Charles Bradley tem pressa. Afinal, passaram-se 62 longos anos até que fosse descoberto pela Dunham/Daptone Records e conseguisse lançar No Time For Dreaming(2011), seu primeiro álbum. Durante esse período, sua voz permaneceu intacta. Uma espécie de processo involuntário de preservação. E digamos que valeu a pena. Apenas dois anos após a estreia tardia, porém magistral, o negão já está de volta e novamente pede passagem com seu vozeirão cativante e um soul digno dos maiores mestres do gênero.

Aos 64 anos e tendo vivido boa parte deles em meio ao caos social, nada mais natural que Charles exale sofrimento. Na voz e na música, encharcadas pela miséria do Brooklyn, local em que o cantor, natural da Flórida, passou a morar com a mãe a partir dos oito anos. Entretanto, nem só de dor e raiva de espírito está preenchida a obra deste maníaco por James Brown. Há espaço também para o amor e a gratidão, valores que norteiam Victim of Love conceitualmente e o diferem da angústia quase que onipresente em seu debut.

Essa, talvez, pudesse ser a grande dicotomia entre os dois trabalhos, não fosse a assombrosa evolução no entrosamento entre Charles Bradley e a Menahan Street Band. O que já era bom em No Time For Dreaming ficou excelente no novo disco. Em plena sintonia, a voz aveludada do cantor e os arranjos de sua talentosa backing band se completam e fazem jus ao preceito básico do soul: música que vem da alma. Simples assim.

"Strictly Reserved for You", escolhido como primeiro single, tem também a tarefa de iniciar o track list. Trata-se de uma ótima música, mas que é inevitavelmente ofuscada assim que se ouve as primeiras notas da faixa seguinte: "You Put The Flame on It". Essa, sim, o verdadeiro carro-chefe do álbum. Que canção! É o símbolo da aura mais positiva supracitada e conta com backing vocals simplesmente arrebatadores. Em um exercício de sinestesia, dá até para visualizar as belas e avantajadas negras que detêm quase que com exclusividade esse dom.

"Let Love Stand a Chance" e "Victim of Love" são as duas mais tristes do disco. Destaque maior para a segunda: acústica, tocante, dona de ótimos coros e, se brincar, mais arcadista que o poema "Marília de Dirceu". Realmente muito bonita. Ambas abrem caminho para "Love Bug Blues", que tem a tarefa de retomar a faceta alegre/dançante e apresenta uma baita levada funky. Groove animal e destaque total para o trabalho de metais. Mais James Brown, impossível.

Eis que chegamos, então, a outro ponto alto de Victim of Love: "Dusty Blue", um paradoxo que merece parágrafo exclusivo. Afinal, quão improvável é uma canção instrumental se sobressair em meio a um trabalho que privilegia a voz do protagonista? Pois é justamente o que acontece. Soul psicodélico guiado por metais, incursões de flautas e um Hammond lisérgico. Menahan Street Band no ápice e em uma viagem de fazer inveja ao Tame Impala e seu Lonerism, disco mais psicodélico de 2012. Daquelas faixas para se deixar rolando no repeat. A cada audição, uma sensação nova.

Na segunda metade, temos as boas "Crying in the Chapel" e "Hurricane", mas é "Where Do We Go From Here" quem rouba a cena. Funk pesado, com baixo vibrante, bateria sincopada e muita alma. Se havia dúvida de que Victim of Love conseguiria superar No Time For Dreaming, ela morre aqui. O novo álbum vai muito além do primeiro e coloca Charles Bradley na linha de frente da música negra.

Quando o disco se encerra com "Through the Storm", uma música de gratidão, na qual Charles agradece a quem lhe ajudou a superar o passado traumático, o jogo já está mais do que ganho. Goleada a favor do soul, do R&B, do funk, das trilhas da Blaxploitation...

Talvez Charles Bradley não tenha tanto tempo para construir uma vasta obra ao longo dos anos. Tempo para experimentar, ousar, percorrer outros caminhos. Nosso herói já não é mais um garoto e a carreira, que se iniciou tarde, pode acabar sendo breve. Porém, com apenas dois álbuns, sua voz e sua música, além de terem aura própria, também já conseguiram evocar as melhores lembranças de Otis Redding, Marvin Gaye, James Brown, Shuggie Otis... Não é pouca coisa. Obrigado, Charles.

Nota: 9,5




Faixas:

1 Strictly Reserved for You 3:43
2 You Put the Flame on It 3:48
3 Let Love Stand a Chance 3:59
4 Victim of Love 3:29
5 Love Bug Blues 3:00
6 Dusty Blue 3:21
7 Confusion 3:45
8 Where Do We Go from Here 3:11
9 Crying in the Chapel 3:54
10 Hurricane 3:32
11 Through the Storm 4:42
 
Por Guilherme Gonçalves

Dark Tranquillity: Crítica de Construct (2013)

quarta-feira, maio 29, 2013

Um dos nomes originais da cena musical sueca de Gotemburgo e um dos pilares do chamado melodic death metal, o Dark Tranquillity construiu ao longo de mais de duas décadas uma discografia consistente, que explorou em cada um dos registros novas sonoridades e percorreu caminhos ainda mais diferentes no estilo que ele mesmo ajudou a formar.


Construct é apenas o décimo álbum de estúdio, em meio a incontáveis lançamentos de coletâneas e discos de raridades/sobras de estúdio, e vem sendo considerado pela banda como o material mais dinâmico que eles lançaram desde Projector, o divisor de águas de sua identidade musical. O novo trabalho foi produzido em conjunto com Jens Bogren e lançado pela Century Media, e pode ser considerado como mais um passo no que o Dark Tranquillity vem trilhando nos últimos anos (em específico, após o Fiction, de 2007).


Porém, ao contrário do que pode ser ouvido nos álbuns anteriores, a faixa escolhida para abrir o disco, “For Broken Words” traz um ritmo cadenciado e de tempos esquisitos, destacando ainda mais a atmosfera sonora criadas pelo tecladista Martin Brändström, cuja função na banda se torna ainda mais importante a cada registro. As tendências se mantêm imutáveis em “The Science Of Noise”, uma das faixas liberadas para divulgação, aonde é importante notar que a voz de Mikael Stanne voltou ao gutural de antes, deixando de lado o excessivamente rasgado de We Are The Void.


“Uniformity” desce ainda mais na profundidade e soa como um híbrido entre o Dark Tranquillity atual e a banda da época do Projector, com elementos de gothic metal e industrial em meio ao melodic death, enquanto “The Silence In Between” é o primeiro momento realmente agressivo em Construct, com uma daquelas faixas de margens pouco definidas entre cada seção. Com riffs que remetem ao som primordial da banda, “Apathetic” quase chega a esbarrar nas influências de black metal que eles tiveram em determinadas partes dos últimos álbuns, diferente da simplicidade instrumental em “What Only You Know”, algo que raramente se vê nas faixas padrão da banda.


E por falar em simplicidade, muito pouco do melodic death metal de outrora é identificável em “Endtime Hearts”, que carregada de elementos eletrônicos, se aproxima um pouco mais dos lances de industrial. Estes mesmos elementos são os principais condutores de “State of Trust”, possivelmente o mais próximo de uma balada que os suecos compuseram nos últimos anos (embora você não deva esperar batidinhas de violão ou letras melosas aqui), uma preparação para a excessivamente cadenciada “Weight Of The End”, e para “None Becoming”, faixa que encerra o álbum mantendo a tradição de ser arrastada, atmosférica, como uma proclamação desesperada em diversos momentos.


Alguns detalhes importantes devem ser levantados para que seja possível entender a sonoridade do Dark Tranquillity em Construct: o principal compositor nesse álbum é o tecladista Martin Brändström (ele assina oito das faixas), que além de ter esta função na banda, é um freak no que se trata de efeitos eletrônicos e criação de texturas e atmosferas; o guitarrista Niklas Sundin, responsável por algumas das mais soturnas composições na discografia do Dark Tranquillity, é o segundo que mais colabora; Martin Henriksson e Anders Jivarp, anteriormente os principais compositores, aparecem em proporção muito menor do que a de anos atrás.


Agora, qual o motivo de saber tudo isso? Simples: Construct é um disco muito mais simples, no que diz respeito à sua execução técnica, centrado na construção de camadas musicais e na atmosfera que os instrumentos criam, guiados pelas texturas eletrônicas e linhas de teclado. A virtuose e a perfeição teórica de álbuns como Character e Fiction foram deixadas consideravelmente de lado (trabalhos em que Henriksson participou mais ativamente), enquanto que o espírito negativista de We Are The Void foi mantido, porém colocado aqui sob outro ponto de vista.


O que pode ser ouvido neste disco, é um Dark Tranquillity retomando algo que fizeram há mais de uma década, nos álbuns Projector e Haven (pelo qual foram um tanto quanto criticados, na época), porém com a experiência e a maturidade musical em um patamar muito acima, equilibrando as suas mais diversas facetas, e caminhando, ainda que isso ainda seja meio nebuloso, para novos ares.


Ou seja, Construct não é o mais indicado para que se tenha o primeiro contato com a banda, pois exige um pouco para montar mentalmente as referências, e mesmo não sendo nada exatamente novo ou revolucionário, foca em outros aspectos da sua identidade. 


E, definitivamente, não há nenhum problema nisso.


Nota 8




Faixas:
01. For Broken Words
02. The Science Of Noise
03. Uniformity
04. The Silence In Between
05. Apathetic
06. What Only You Know
07. Endtime Hearts
08. State Of Trust
09. Weight Of The End
10. None Becoming

Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

Campanha quer levar show do Pearl Jam a Israel

quarta-feira, maio 29, 2013



Um grupo de fãs israelenses do Pearl Jam está se mobilizando na internet para levar uma apresentação da banda a seu país. Criada pelo DJ Ben Red, a campanha Bring Pearl Jam to Israel está reunindo voluntários e simpatizantes para promover o que seria o primeiro show da banda em solo israelense. 

Red começou a empreitada em janeiro com uma página no Facebook que está perto de chegar as 25 mil curtidas. Com ela o DJ começou a chamar a atenção da imprensa local e mobilizar cada vez mais simpatizantes, como o grupo de alunos de uma escola de música que gravou um cover para "Alive", um dos maiores sucessos do Pearl Jam. "O Pearl Jam é minha banda favorita, depois do Zeppelin", revela o criador do projeto na página do Facebook. Red, que comanda um programa de rock na rádio 88 FM, conta ainda que a banda é uma das favoritas também de seus ouvintes. “Quando eles alcançaram o topo das nossas paradas algo clicou em minha mente. Minha missão seria fazer todo o possível para corrigir o fato de a banda nunca ter tocado por aqui em mais de 20 anos de história”, completou. 

Mas nem só de comoção vive a campanha. Os fãs também estão promovendo festas e eventos temáticos para arrecadar fundos e financiar parte do show. A próxima acontece no próximo dia 31 de maio, em Tel Aviv (alguém se anima?). Apesar do esforço da moçada, nenhum dos membros do Pearl Jam se manifestou publicamente sobre o movimento. Ao menos ainda não. 

Assista “Alive”, pelos alunos da Olam Hamuzika 
 

Por Nelson Junior

28 de mai de 2013

Leia o review da Metal Hammer para 13, o aguardado novo disco do Black Sabbath

terça-feira, maio 28, 2013
A nova edição da Metal Hammer, com o Slipknot na capa, traz a análise da principal revista de heavy metal do planeta sobre o aguardado novo álbum do Black Sabbath, 13. O texto, assinado pelo veterano e respeitadíssimo jornalista Geoff Barton (com passagens pela Sounds e Kerrang! - que ajudou a fundar - e também na equipe da Classic Rock), aumenta ainda mais a expectativa sobre o disco.

Leia a íntegra abaixo:

O heavy metal passou por incalculáveis mudanças desde 1978, quando o Black Sabbath lançou o seu último álbum de estúdio com Ozzy Osbourne nos vocais. Intitulado Never Say Die!, esse que vos escreve esteve presente às sessões de mixagem. As fitas eram reproduzidas a um volume tão terrivelmente alto que Ozzy foi forçado a deixar a sala - e naquela ocasião aquilo soava como a melhor coisa que eles já tinham feito. Essa opinião veio abaixo quando o álbum foi lançado, mas isso é outra história ...

O Sabbath pode ser o pai fundador do metal, mas não havia como eles terem previsto como a cena se desenvolveria - melhor dizer “passaria por mutações” - ao longo das décadas. Dada a intensidade da cena moderna, a decisão de se reunir com três quartos de sua formação clássica é, no máximo, ambiciosa, e, no mínimo, mal orientada.

Ouvindo as duas primeiras faixas de 13, fica claro que a herança pesa muito na cabeça deles. “The End of the Beginning” é uma abertura curiosamente modesta, com o verso “rewind the future of the past” dstacando a dificuldade que o Sabbath encara ao tentar recapturar as glórias antigas. A seguir, “God is Dead?” faz o seu melhor para replicar a devastação de outrora, mas, de algum modo, soa como um xerox ruim.

E daí então algo - sabe lá Deus o que (poderia ter sido o momento em que Ozzy voltou a enfiar o pé na jaca) - acontece. “Loner” chega e traz o primeiro e legítimo arrepio na espinha. É repleta de uma levada ameaçadora. Tem aquele groove arquétipo, e até Ozzy vociferando “alright now!” como ele fizera em “Sweet Leaf”, em 1971. PQP! E melhora. “Zeitgeist”, uma derivada sonora de “Planet Caravan”, fornece uma deliciosa mudança de ritmo antes de “Age of Reason” enfiar um machado em sua bunda. Tony Iommi arregaça com um solo de clima sinuoso e ameaçador, e o baixo de Geezer Butler vibrando como o começo de um terremoto.

“Live Forever” mantém a intensidade, e, em seguida, “Damaged Souls” ergue a barra. Essa é uma faixa de destaque em 13: uma dose generosa e letal de blues doom que soa como se tivesse sido gravada à meia-noite em uma garagem de Solihull depois de um dia no matadouro. Ozzy entra sozinho, soprando a gaita e invocando sabbathismos clássicos; “dying is easy, it’s living that’s hard” e “I’m losing the battle between Satan and God, the cataract of darkness forms fully, the long black night begins ...”

O título piegas de “Dear Father” disfarça seu conto de vingança contra um pai abusivo. A entorpecida “Methademic” tem raízes em “Snowblind”, de Vol 4, enquanto “Peace of Mind” é ilustrada pelo lado ator de Ozzy, o que resulta em um belo efeuto. E se você ouvir atenciosamente “Pariah”, poderá ouvir as falanges plásticas de Iommi roçando nas cordas. Pode não ser perfeito, mas é um elemento assinatura do som do Sabbath.

Cagadas? Não tem Bill Ward. O baterista substituto, Brad Wilk, é meio firuleiro e não tem aquele feeling. Do mesmo modo que Rick Rubin não é nenhum Rodger Bain: a produção poderia ser muito mais primitiva. E, com uma duração de quase 70 minutos na edição de luxo, o álbum é longo demais.

Ainda assim, esse retorno é melhor do que qualquer um poderia esperar.

Uma certa banda paródia pode ter amplificadores que vão até o 11, mas os do Sabbath vão até 13.

Nota 9


Fonte: Metal Hammer

Tradução: Playa Del Nacho

“Singularity”, o sensual novo clipe do Tesseract

terça-feira, maio 28, 2013
A banda inglesa de prog metal Tesseract está de volta com o seu segundo disco, Altered State, lançado neste dia 27 de maio pela Century Media. Promovendo o trabalho, o grupo gravou um clipe para a faixa “Singularity”.

A história mostra uma bela loira em trajes sumários, enfrentando uma criatura estranha.

Caliente, muy caliente ...



Por Ricardo Seelig

Assista “Brother”, o novo clipe do Orphaned Land

terça-feira, maio 28, 2013
A banda israelense Orphaned Land divulgou hoje o clipe da bela “Brother”, música presente em seu novo disco, All is One. O quinto álbum do grupo, sucessor do ótimo The Never Ending Way of ORWarriOR (2010), será lançado dia 24 de junho pela Century Media.

O vídeo de “Brother” traz cenas da gravação da música, que contou com a participação de uma orquestra.

Assista abaixo:



Por Ricardo Seelig

Lá fora: quais são as capas de maio das principais revistas estrangeiras sobre música

terça-feira, maio 28, 2013
Fazendo um levantamento do que foi notícia em algumas das principais revistas estrangeiras sobre música nesse mês de maio. Lembrando que a maioria dessas publicações pode ser encontrada nas principais bancas das grandes cidades brasileiras, na APP Store da Apple e em sites que compartilham arquivos em PDF.

Os principais destaques de maio são o retorno do Black Sabbath, os Rolling Stones, a matéria de capa da Metal Hammer com o Slipknot e a Uncut com o chefão Bruce Springsteen.

Deliciem-se!



 

 
 


 
 
 

 
  
Por Ricardo Seelig


Assista “Keep Your Dream Alive”, o novo clipe do Masterplan

terça-feira, maio 28, 2013
O Masterplan divulgou hoje o clipe de “Keep Your Dream Alive”, primeiro single do seu quinto álbum, Novum Initium. O disco será lançado dia 14 de junho pela AFM Records e, como o título entrega, marca um novo começo para a banda liderada pelo guitarrista Roland Grapow.

A formação atual do Masterplan conta também com Rick Altzi (vocal), Axel Mackenrott (teclado), Jari Kainulainen (baixo) e Martin Skaroupka (bateria).

Assista ao clipe de “Keep Your Dream Alive” abaixo:



Por Ricardo Seelig

Livro usa ícones do rock para educar as crianças

terça-feira, maio 28, 2013
Em uma ideia muito interessante, a escritora Laura Macoriello está lançando o livro Rock para Pequenos; Um Livro Ilustrado para Futuros Roqueiros. Na obra, Laura usa as histórias vividas por grandes nomes do rock como exemplo para educar as crianças. Por exemplo: Ozzy nunca teve medo do escuro, os Beatles atravessavam a rua na faixa de segurança, e outras.

Com excelentes ilustrações feitas por Lucas Dutra, o livro tem textos curtos e diretos, que vão direto ao ponto ao mostrar situações que servem de exemplo e ponto de partida para falar sobre diversos temas com os pequenos.


 
Um ótimo livro para quem é pai e mãe, que podem unir a sua paixão pelo rock com a sempre necessária orientação para as crianças,

Gostei muito da ideia, parabéns a todos os envolvidos - Laura, Lucas e Edições Ideal, que está lançando a obra.

Por Ricardo Seelig

Assista “Traveller”, o novo clipe de Jorn

terça-feira, maio 28, 2013
O vocalista norueguês Jorn Lande divulgou o clipe da faixa “Traveller”, primeiro single de seu novo álbum - ainda sem título definido -, com lançamento marcado para o dia 11 de junho pela Frontiers. Ao lado do cantor estão atualmente os guitarristas Trond Holter e Jimmy Iversen, o baixista Bernt Jansen e o baterista Willy Bendiksen.

O vídeo mostra os músicos tocando no que parece ser a sala de uma casa antiga. Musicalmente, trata-se de um hard rock potente e com ótimos riffs.

Baita som, acreditem!



Por Ricardo Seelig

Violator divulga a inédita "Colors of Hate"

terça-feira, maio 28, 2013

Para felicidade da comunidade thrasher, o Violator divulgou mais uma música inédita e que estará presente em Scenarios of Brutality, seu próximo full length. "Colors of Hate" é a segunda faixa do novo trabalho a ser divulgada pelos brasilienses e se mostra um tanto quanto mais interessante que a primeira, "Endless Tyrannies".

Em suma, a música tem pegada e sonoridade bem parecidas com o Kreator da fase
Extreme Agression (1989). A letra também vai ao encontro da temática abordada no clássico álbum da lenda alemã. Destaque para a linha de bateria, realmente alucinante, e os vocais de Pedro Poney, propositalmente bem mais sujos que o usual.


Scenarios of Brutality
deve sair entre julho e agosto, pela Kill Again Records, de Ceilândia (DF). O álbum foi gravado no Stage One, na Alemanha, sob produção de Andy Classen (Mantic Ritual, Grave Desecrator, Krisiun, Tankard etc). A arte da capa é de Andrei Bouzikov.


Ouça "Colors of Hate":



Por Guilherme Gonçalves

27 de mai de 2013

Evile: crítica de Skull (2013)

segunda-feira, maio 27, 2013
Vou ser bem sincero com vocês: este é um disco complicado de avaliar. Escrever sobre Skull, quarto CD da banda inglesa Evile, não é tarefa das mais fáceis. O motivo são as sensações conflitantes que o álbum provoca. Se por um lado trata-se de um trabalho absolutamente empolgante, na mesma medida revela-se um disco que joga baldes de água fria sobre o ouvinte em diversos momentos. A razão: a extrema semelhança que o Evile apresenta com os três primeiros discos de uma certa banda norte-americana chamada Metallica. Do timbre vocal de Matt Drake, passando pela estrutura das faixas e até mesmo a produção, a sensação é que estamos ouvindo, novamente, o sucessor de Master of Puppets (1986) - novamente porque já era possível ter essa sensação com o último trabalho do grupo, Five Serpent’s Teeth (2011).

Essa dualidade de sentimentos faz com que Skull seja um disco controverso. Quem procura algo original ou com personalidade própria deve passar longe. Já quem não se importa com isso, venha bem pra pertinho. Aqui, vale um parênteses: não defendo a ideia de que uma banda deva reinventar a roda, fazer o que nunca foi feito antes. Afinal, já temos mais de cinco décadas de rock nas costas, e é realmente difícil ser original, criar algo novo. Entretanto, é necessário caminhar com as próprias pernas e não apenas seguir o caminho aberto por outros grupos.

Produzido por Russ Russell (Dimmu Borgir, Napalm Death, Amorphis), Skull foi gravado em fevereiro no Parlour Studios, localizado na cidade inglesa de Kettering, e traz nove faixas. Completam a banda, além de Matt Drake no vocal e guitarra, o guitarrista Ol Drake, o baixista Joel Graham e o baterista Ben Carter.

Volto lá para o primeiro parágrafo. Skull é difícil de ser avaliado porque está longe de ser um disco ruim, muito pelo contrário. As músicas que compõe o disco são thrash metal puro e eficiente, capazes de entortar pescoços e causar torcicolos persistentes. É um bom trabalho, isso é inegável, mas é também inegável que não há nada de original aqui. Ainda que a banda possua talento - todos são instrumentistas excelentes -, seria muito bem-vindo um distanciamento maior da sonoridade que consagrou o Metallica. É claro que, pelo passado afetivo que grande parte dos fãs de metal possui com os primeiros anos do grupo de James Hetfield e Lars Ulrich, e pelo abandono por parte do quarteto norte-americano dessa sonoridade a partir da morte de Cliff Burton, é reconfortante ouvir alguém retomar o caminho abortado pelo Metallica em 1986 - e, acima de tudo, fazer isso com competência. Mas é incômodo, por exemplo, ouvir uma música como “Head of the Demon” e identificar sem grande esforço um trecho idêntico a “For Whom the Bell Tolls”. Essa sensação se repete várias vezes durante a audição, o que, evidentemente, não conta pontos para o Evile.

Me parece que a avaliação de um disco como Skull passa por uma escolha que o ouvinte deve fazer não só ao escutar esse álbum, mas na forma como consome música de maneira geral. Quem procura algo com personalidade própria, uma sonoridade construída de forma singular, não ouvirá isso não só em Skull, mas em toda a discografia do Evile. Entretanto, quem não coloca esse quesito como essencial e quer apenas ouvir um bom disco - e repito mais uma vez, Skull é um bom disco -, certamente irá gostar bastante. Há ótimos riffs, as músicas são bem feitas, mudanças de andamento são constantes, a performance é contagiante, transformando a audição em um ato de bater cabeça de forma incessante.

Eu estou confuso, muito confuso. Esse disco mexeu com a minha cabeça. Há vezes que o coloco para rodar e fico empolgadíssimo com faixas como “Underworld”, “Skull” e “Words of the Dead”. Em outros momentos, me incomoda demais a semelhança e a falta de originalidade citadas durante todo esse review. Poderia dar uma nota alta ou baixa para Skull devido aos sentimentos opostos que ele me fez sentir, e foi muito difícil me decidir sobre qual seria a decisão correta.

No final das contas, a paixão pelo metal, o histórico de anos de fã do gênero, acabam pesando mais alto que o lado crítico. Skull me empolgou tremendamente em diversos momentos, independente de soar original ou não. Por essa razão, recomendo e dou a nota que dou. Mas que no próximo álbum o Evile poderia se afastar um pouquinho do universo do Metallica, ah isso podia ...

Nota 8




Faixas:
1 Underworld
2 Skull
3 The Naked Sun
4 Head of the Demon
5 Tomb
6 Words of the Dead
7 Outsider
8 What You Become
9 New Truths, Old Lies

Por Ricardo Seelig

Ghost regrava “Waiting for the Night”, do Depeche Mode

segunda-feira, maio 27, 2013
A versão japonesa de Infestissumam, novo disco do Ghost, conta com uma atrativo especial para os fãs. A banda sueca regravou “Waiting for the Night”, canção do Depeche Mode presente no álbum Violator, de 1990.

Como já haviam demonstrado nas releituras de “Here Comes the Sun”, dos Beatles, e “I’m a Marionette”, do ABBA, os mascarados liderados pelo vocalista Papa Emeritus comprovam mais uma vez que são muito bons em colocar a personalidade da banda em criações de terceiros.

Ouça o belo resultado final abaixo:


 
Por Ricardo Seelig

Prince faz versão instrumental para “Even Flow”, do Pearl Jam

segunda-feira, maio 27, 2013
Prince segue fazendo das suas, sempre surpreendendo. A mais nova do guitarrista é uma versão instrumental de “Even Flow”, do Pearl Jam. A releitura me remeteu ao jazz-rock do início da década de 1970. Posso estar viajando, ouçam a digam aí ...

Pena que é só um trecho, e não se sabe ainda se essa versão será lançada oficialmente, ou não.


Por Ricardo Seelig

Assista “Insomniac”, o novo clipe do Von Hertzen Brothers

segunda-feira, maio 27, 2013
Promovendo o seu novo disco, Nine Lives, a banda finlandesa Von Hertzen Brothers lançou um vídeo para a faixa “Insomniac”, uma das melhores do trabalho. O clipe intercala cenas da personagem principal, que sofre de insônia, com imagens da banda. 

Em relação ao último álbum, Stars Aligned (2011), nota-se um direcionamento mais pop e menos intrincado. Porém, a banda soube manter a sua música interessante, apesar do claro foco na acessibilidade.

Assista ao clipe de “Insomniac” abaixo:



Por Ricardo Seelig

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