12 de jul de 2013

A Semana na Collectors Room

sexta-feira, julho 12, 2013
Notícias: novas capas de revistas gringas, o teaser e a capa do novo disco do Carcass, J. Cole no topo da Billboard, o novo álbum e o novo single do Pearl Jam.

Novos clipes: “My Confession” do Kamelot e “Fault Line” do August Burns Red.

Novos reviews: Contra Rationem do Centurian e Magna Carta ... Holy Grail de Jay-Z.

Matérias especiais e colunas: a caçada infinita pelos discos de vinil e a banca do Seu Lima.

Galerias de fotos: os últimos anos dos Beatles.

Redes sociais: a Collectors agora está também no Instagram.

Por Ricardo Seelig
Foto: Dust & Grooves

Jay-Z: crítica de Magna Carta ... Holy Grail (2013)

sexta-feira, julho 12, 2013
Não me importa o que Jay-Z, ou qualquer outro rapper norte-americano, canta em suas letras. Assim como nunca me importou, de modo geral, o que o Led Zeppelin, o Black Sabbath, os Beatles, o Iron Maiden, cantavam em suas músicas. O que me interessa é a melodia, o refrão, os instrumentos, a colagem, o conjunto. Posso estar errado, mas é assim que eu consumo música. E acredito não ser o único.

Escrevi isso para dizer que, ao ler esse review sobre o novo álbum do marido de Beyoncé, você não irá encontrar uma análise literária sobre o discurso de Jay-Z. A intenção não é essa, e eu nem tenho conhecimento para fazer isso. E, além de tudo, existe uma distância cultural e comportamental que certamente influenciaria esse entendimento. O objetivo é analisar musicalmente o trabalho de Z, a construção que ele entrega em Magna Carta. Aí, a coisa já é outra.

Magna Carta ... Holy Grail é o décimo-segundo álbum de Shawn Corey Carter, provavelmente o mais poderoso - e rico - nome do rap. Como tal, chega cercado de expectativas, e com razão, afinal trata-se do primeiro trabalho solo de Jay-Z em quatro anos, desde The Blueprint 3 (2009) - ele lançou em 2011 o recomendado Watch the Throne ao lado de Kanye West. Produzido por Z ao lado de uma trupe que inclui nomes como Pharrell Williams e Timbaland, Magna Carta é um disco pesado e que transcende o rap. Não se trata de um trabalho exclusivamente do gênero, apesar de poder ser enquadrado como tal. Assim como o último disco do amigo Kanye West, é um trabalho de música eletrônica (menos) contemporânea (mais).

Você, fã de rock como eu, dispa-se de preconceitos. Coloque para rodar “Picasso Baby” e dê de cara com uma base de rachar o chão construída sobre baixo e bateria. Emocione-se com “Holy Grail”, música de abertura, com belíssimas linhas vocais de Justin Timberlake intercaladas com os versos de Carter. Relaxe, coloque o disco para rodar e ouça um trabalho bem feito, com diversos momentos interessantes em suas dezesseis faixas. Sons como “Somewhere in America”, “Versus”, “Jay Z Blue” e “Part II (On the Run)”, essa última com a participação de Beyoncé.

Jay-Z gravou um álbum que tem rap, tem pop, tem jazz, tem funk, tem rock. Em suma, Jay-Z gravou um disco que tem música, porque é exatamente isso que ele faz. Tire as teias de aranha do cérebro, você não vive mais nos anos 1980, quando era comum dizer que um rapper, ou um DJ, não faziam música. Sim, eles fazem, e das boas. Exemplos existem aos montes por aí. Beastie Boys, Chemical Brothers, Moby, Daft Punk, Kanye West, Ice Cube ... a lista não tem fim, e Jay-Z está nela.

Não me importa qual é o discurso de Magna Carta ... Holy Grail. Eu só quero boa música, e isso eu encontro aqui.

Nota 8

Faixas:
1 Holy Grail (Feat. Justin Timberlake)
2 Picasso Baby
3 Tom Ford
4 FuckWithMeYouKnowIGotIt (Feat. Rick Ross)
5 Oceans (Feat. Frank Ocean)
6 F.U.T.W.
7 Somewhere in America
8 Crown
9 Heaven
10 Versus
11 Part II (On the Run) (Feat. Beyoncé)
12 Beach is Better
13 BBC
14 Jay Z Blue
15 La Familia
16 Nickels and Dimes

Por Ricardo Seelig

Carcass: veja a capa do novo álbum, Surgical Steel, e os elos com a arte de Necroticism

sexta-feira, julho 12, 2013

Aos poucos, detalhes de Surgical Steel, primeiro álbum inédito do Carcass em 17 anos, foram sendo revelados e agora já se conhece praticamente tudo a respeito da nova bolacha dos pais do death/goregrind. Por último, foi divulgada a capa, que pode ser vista acima.

Os britânicos já haviam disponibilizado "Captive Bolt Pistol", primeiro single, e também o teaser do disco, deixando todos com água na boca. Previsto para ser lançado em setembro via Nuclear Blast, Surgical Steel marca um dos retornos mais aguardados dos últimos anos.

E o 'comeback' parece se refletir também no aspecto musical. A partir do single divulgado e de trechos de uma canção inédita que aparece no teaser, é possível perceber que o Carcass tende a retomar sua antiga sonoridade. Algo na linha de Necroticism - Descanting the Insalubrious (1991)? Ou mais para o lado de Heartwork (1993)? Aguardemos para chegar a uma conclusão.

O certo é que a arte da capa remete diretamente ao trabalho gráfico usado no interior de Necroticism. Mais precisamente, na pintura utilizada no respectivo cd. Se agora temos um círculo formado por vários instrumentos cirúrgicos feitos de aço - sugerido diretamente pelo nome do disco, Surgical Steel -, antes, em 1991, o mesmo círculo, uma marca tradicional e constantemente associada ao Carcass desde então, era criado a partir de ferramentas diversas, não apenas de aço, como pode ser visto abaixo.


Um das poucas informações ainda não confirmadas refere-se ao track list. Segundo a banda, 14 músicas foram gravadas durante as sessões, que teve produção de Colin Richardson e mixagem de Andy Sneap, mas não é certo que todas entrarão em Surgical Steel.

The Master Butcher's Apron
The Granulating Dark Satanic Mills
A Congealed Clot Of Blood
A Wraith In The Apparatus
316l Grade Surgical Steel
Cadaver Pouch Conveyor System
Captive Bolt Pistol
Intensive Battery Brooding
None Compliance To Astm F899-12 Standard
Mount Of Execution
1985/Thrasher's Abattoir
Unfit For Human Consumption
Zochrot
Livestock Marketplace


Por Guilherme Gonçalves

11 de jul de 2013

Pearl Jam lançará novo álbum em outubro

quinta-feira, julho 11, 2013
O Pearl Jam anunciou que o seu novo disco chegará às lojas nos próximos meses. Com o título de Lightning Bolt, o décimo álbum de estúdio da banda será lançado dia 15 de outubro. Produzido por Brendan O’Brien, o trabalho é o sucessor de Backspacer (2009) e já está em pré-venda no site do grupo.

O primeiro single, “Mind Your Manners”, estreará nas rádios norte-americanas na noite desta quinta-feira, 11 de julho.

Abaixo, o vídeo com o anúncio oficial do disco:



Por Ricardo Seelig

J. Cole assume o topo da Billboard esta semana

quinta-feira, julho 11, 2013
O rapper J. Cole assumiu a ponta do Top 200 da Billboard esta semana, vendendo 439 mil cópias do álbum Born Sinner. O número é superior a Yeezus, novo disco de Kanye West, que alcançou 431 mil cópias.

Abaixo os dados dos últimos sete dias:


Os discos mais vendidos esta semana segundo a Billboard:

1 J. Cole - Born Sinner
2 Wale - The Gifted
3 Kanye West - Yeezus
4 Imagine Dragons - Night Visions
5 Florida Georgia Line - Here’s to the Good Times
6 Joe - Doubleback: Evolution of R&B
7 Daft Punk - Random Access Memories
8 Macklemore & Ryan Lewis - The Heist
9 Bruno Mars - Unorthodox Jukebox
10 Blake Shelton - Based on a True Story


Os discos de rock mais vendidos esta semana segundo a Billboard:

1 Imagine Dragons - Night Visions
2 Skillet - Rise
3 Black Sabbath - 13
4 Relient K - Collapsible Lung
5 Vampire Weekend - Modern Vampires of the City
6 The Lumineers - The Lumineers
7 Mumford & Sons - Babel
8 Fall Out Boy - Save Rock and Roll
9 Phillip Phillips - The World From the Side of the Moon
10 John Fogerty - Wrote a Song for Everyone


Os discos de hard rock e heavy metal mais vendidos esta semana segundo a Billboard:

1 Skillet - Rise
2 Black Sabbath - 13
3 August Burns Red - Rescue & Restore
4 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
5 Amon Amarth - Deceiver of the Gods
6 Sleeping With Sirens - Feel
7 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
8 Queensryche - Queensryche
9 Falling in Reverse - Fashionably Late
10 Attila - About That Life


Por Ricardo Seelig

Vinil: a caçada que nunca acaba

quinta-feira, julho 11, 2013
Coleciono discos desde a minha adolescência. E desde essa época sinto o coração bater mais forte toda vez que entro em uma loja de discos. Comprar pela internet é mais cômodo, porém muito mais frio. Atrás do computador não há como sentir o frio na barriga, o imprevisível, que uma loja de discos oferece. Para um colecionador, estar em uma loja repleta de vinis é como estar em uma espécie de Disneylândia.

Com a chegada da vida adulta e da correria que sempre toma conta de nossas semanas, o sábado se transformou em um dia especial. É nele que saímos na busca por novos títulos, novos itens, novas peças, para os nossos acervos. Colecionar discos é divertido, ouvir música faz bem. Sempre.

Estou em um processo de paixonite aguda pelos meus LPs. Pra falar a verdade, estou comprando apenas vinis nos últimos meses. Para vocês terem uma ideia, comprei apenas três CDs este ano: os últimos do Black Sabbath, Ghost e Daft Punk. O resto, só vinil.

Houve uma alteração bem clara, e com cara de definitiva, no meu modo de ouvir música. Hoje, esse hábito saudável é dividido em diversas plataformas diferentes. No trabalho, ouço música no computador. Crio meus anúncios, comerciais e peças publicitárias com o fone no ouvido, com a música servindo como principal inspiração.


Indo ou voltando da agência, as coisas mudam. Nesses trajetos, meu companheiro é o iPhone, onde me revezo entre alguns álbuns que coloco nele e o sensacional aplicativo TuneIn, que possibilita sintonizar rádios de todo o planeta. Quando uso o carro, é ali que os CDs entram em cena. Ouço CDs apenas dentro dele, me deslocando de um lugar ao outro. Como utilizo o carro somente nos finais de semana, são somente nestes dois dias que uso os meus disquinhos.

E em casa, sentado tranquilamente na sala de estar, é que os LPs se tornam protagonistas. A experiência de ouvir música em vinil é totalmente diferente de escutar som em qualquer outra das formas citadas acima. O som é mais profundo, mais macio, mais cheio. Tudo é mais vivo. A experiência é mais completa, exigindo uma parceria ativa do ouvinte. Você escolhe o disco, tira o LP de dentro, coloca na vitrola, relaxa na poltrona e viaja junto. Depois, vira o lado para seguir navegando.

Todo essa sensação não encontra paralelo similar, pelo menos não um que eu conheça. E, para torná-la ainda mais rica, a busca constante, a caçada infinita por novos títulos, jamais acaba. Em minhas últimas aventuras, tenho encontrado LPs muito interessantes pelo caminho. O segundo disco solo de Tina Turner, Acid Queen (1975), foi um deles. Uma pérola de rock e funk com releituras matadoras para clássicos dos Stones (“Under My Thumb” e “Let’s Spend the Night Together”), The Who (“I Can See for Miles” e “Acid Queen”) e Led Zeppelin (“Whole Lotta Love”), em um LP original da época.

Outros desembarques de peso na minha prateleira foram O Inimitável (1968) de Roberto Carlos, Equinox (1967) de Sergio Mendes, The Creek Drank the Cradle (2002) do Iron & Wine, Greatest Hits (1978) do Steely Dan, Made in Europe (1976) do Deep Purple, Theatre of Fate (1989) do Viper, a estreia do Garotos da Rua (1986) e o duplo A Arte de Gal Costa (1975), todos em edições originais da época e em perfeito estado. O cheiro, a textura, o som, são únicos.

Para deixar esses discos em ponto de bala, tenho um ritual. Os LPs que apresentam algumas marcas de sujeira passam por um processo. Lavo esses títulos com uma esponja (usando o lado amarelo, macio, não preciso nem dizer, certo?) e detergente de côco, fazendo surgir muita espuma. Não há problema em colocá-los embaixo da água (fria, é claro). O selo central pode ser molhado, ele não descola. Depois de lavá-los, deixo-os secando ao natural no escorredor de louças. E, depois de prontos, vão para o player para serem tocados e devidamente apreciados. Esse processo de limpeza de LPs é encontrado facilmente em diversos vídeos no YouTube, e fez uma diferença enorme no resultado final.

A caçada por novos discos segue firme e forte, sem data para acabar. É essa busca infinita que move e motiva um colecionador como eu. Bater de frente com um LP inesperado em uma loja de discos é uma das sensações mais legais que existe. Você não estava esperando encontrá-lo, mas mesmo assim ele muda totalmente o seu estado de espírito.

É isso que a música faz comigo. É isso que ela faz com a gente.

Por Ricardo Seelig
Foto: Dust & Grooves

10 de jul de 2013

“Fault Line”, novo clipe do August Burns Red

quarta-feira, julho 10, 2013
Os norte-americanos do August Burns Red estão com clipe novo. A banda gravou um vídeo para a faixa “Fault Line”, presente em seu último álbum, Rescue & Restore, lançado em 25 de junho passado.

O clipe mostra os músicos tocando em um cenário escuro enquanto cenas de uma uma turma destruindo um carro são vistas. Detalhe: todas as cenas do carro estão apresentadas de trás para frente, o que dá um efeito muito legal.

Assista ao vídeo de “Fault Line” abaixo:



Por Ricardo Seelig

Assista ao teaser do novo álbum do Carcass

quarta-feira, julho 10, 2013
Após divulgar na última semana "Captive Bolt Pistol", primeiro single do aguardado Surgical Steel, desta vez o Carcass disponibilizou o teaser de seu novo trabalho. Assim como o nome do álbum sugere, o que se vê são instrumentos cirúrgicos em meio a uma progressão da banda tocando trechos de uma das músicas inéditas.

Surgical Steel será o sucessor do controverso Swansong (1996) e marca o retorno do Carcass após 17 anos. O disco está previsto para ser lançado em setembro via Nuclear Blast.


Por Guilherme Gonçalves

9 de jul de 2013

Lá fora: capas de revistas com Sabbath, The Band, Gojira e muito mais

terça-feira, julho 09, 2013
Segunda parte do nosso levantamento sobre as capas das edições de julho das principais revistas de música do mundo. Destaque para a nova Uncut com a The Band, Sabbath em dose dupla, Gojira na Terrorizer, novas Rolling Stone australiana e Classic Rock alemã e a edição especial da NME com tudo que rolou no Glastonbury 2013.

 
 
 

Por Ricardo Seelig

8 de jul de 2013

Centurian: crítica de Contra Rationem (2013)

segunda-feira, julho 08, 2013
O Centurian vem da Holanda, mas pratica um death metal totalmente calcado na escola americana. Há, claro, nuances que ligam a banda a nomes como Asphyx, Sinister, Gorefest, Pestilence e outros que moldaram a sonoridade do gênero nos Países Baixos - o chamado dutch death metal -, só que as principais referências para decifrar a proposta desses holandeses são mesmo os ícones da Flórida. Morbid Angel e Deicide, para ser mais exato.

Lançado em 28 de janeiro pela Listenable Records, Contra Rationem marca o retorno do Centurian após hiato de 12 anos. Formada em 1997, a banda lançou apenas Choronzonic Chaos Gods (1999) e Liber Zar Zax (2001) antes que seus integrantes se dispersassem por grupos como Severe Torture e Infected Flesh, ou montassem o Nox, que, na verdade, foi apenas um outro nome dado ao próprio Centurian.

Neste período, o Nox foi, portanto, uma espécie de alter ego, já que contou com as duas principais mentes pensantes da banda: o guitarrista Rob Oorthuis e o baterista/vocalista Seth Van de Loo. Lançou apenas um álbum, Ixaxaar (2007), e durou de 2003 a 2011, ano em que Oorthuis e Van de Loo resolveram retomar a alcunha original. Para tanto, recrutaram novamente o baixista Patrick Boleij e acrescentaram Niels Adams, que já vinha cantando com eles no próprio Nox.

Com menos de 30 minutos de duração, percebe-se rapidamente que Contra Rationem é um disco direto e intenso, mas nem por isso menos marcante. Boa parte das nove faixas não ultrapassa três minutos, o que torna o desfile de tremolos, blast beats e vocais guturais extremamente eficiente. Geralmente, tais elementos tornam-se maçantes quando em demasia, mas aqui aparecem bem aplicados e dosados na medida certa. As letras, por sua vez, são densas, anticristãs e abordam temas relacionados ao ocultismo.

Logo após a abertura com "Thou Shallt Bleed for the Lord Thy God", temos os dois principais destaques do disco: "Crown of Bones" e "Feast of the Cross". Simplesmente esmagadoras, ambas provam o imenso poder de fogo do Centurian e poderiam figurar tranquilamente em pelo menos dois clássicos do Morbid Angel: Altars of Madness (1989) ou Covenant (1993).

Não há dúvidas de que Rob Oorthuis e Seth Van de Loo são discípulos, respectivamente, de Trey Azagthoth e Pete Sandoval. E, obviamente, não há o menor problema nisso. Pelo contrário. Trata-se de uma constatação que avaliza a qualidade dos riffs intrincados de Oorthuis, além da batida e do pedal duplo ultraveloz de Van de Loo. Beberam na fonte certa.

Se por um lado o Morbid Angel pode ser apontado como o espelho para a guitarra e a bateria do Centurian, cabe ao Deicide ser a principal referência quando da análise do vocal, muitas vezes dobrado, de Niels Adams. Com certeza o holandês já dispôs boa parte de seu tempo ouvindo os melhores trabalhos do polêmico Glen Benton.

"Antinomian", "Sin Upon Man" e "Damnatio Memoriae" são outras que merecem menção especial, assim como também vale registrar que é possível ouvir, ainda que em menor escala, ecos de influência do Krisiun no som do Centurian. Aliás, difícil hoje em dia é apontar quais bandas de death metal não têm o olhar atento ao que vem sendo feito pelos gaúchos.

Contra Rationem é um álbum mais do que coerente com o legado que já havia sido deixado pelo Centurian em sua primeira era e coloca novamente em voga um dos melhores nomes da segunda geração do death metal holandês. Pequenos detalhes na mixagem, que deixou os vocais e o instrumental embolados em alguns momentos, são os únicos reparos a serem feitos em futuros trabalhos da banda. De resto, o disco é altamente certeiro no que se propõe. Talvez não seja dos mais indicados aos não iniciados, mas naturalmente fará a cabeça dos veteranos do metal da morte.

Nota: 8,0


Faixas:

1 Thou Shallt Bleed For the Lord Thy God 02:14
2 Crown of Bones 03:05
3 Feast of the Cross 04:56
4 Judas Among Twelve 02:46
5 Antinomian 03:58
6 The Will of the Torch 03:25
7 Sin Upon Man 02:23
8 Damnatio Memoriae 04:13
9 Adversus 02:55

Por Guilherme Gonçalves

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