19 de jul de 2013

A semana na Collectors Room

sexta-feira, julho 19, 2013
Notícias: quem mais faturou com venda de ingressos para shows no primeiro semestre, o novo álbum do Sarke, a prisão de Varg Vikernes, novidades nas bancas de revistas, edição especial do novo disco do Avenged Sevenfold, “Get Lucky” em versão heavy metal, Jay Z no topo da Billboard e Michael Jackson em lançamento digital.

Novas músicas: “An Ocean of Wisdom” do Gorguts, “Hail to the King” do Avenged Sevenfold, “Killing You” do Asking Alexandria, “Supersoaker” do Kings of Leon e “2013” do Arctic Monkeys.   

Novos clipes: “All is One” do Orphaned Land, “Valentine’s Day” de David Bowie e “We’re an American Band” de Rob Zombie.

Matérias especiais e colunas: cinco álbuns do Rush que poderiam virar filmes, encontrando pepitas vinílicas pelo caminho, a letra H da série 26 Bandas para o Matias e o ouro de Ryan Adams.  
   
Novos reviews: Walk Through Exits Only de Phil Anselmo, With Them You Walk Alone do The Crystal Caravan, Ultraviolet do Kylesa e The Eldritch Dark do Blood Ceremony.

Por Ricardo Seelig
Foto: Dust & Grooves

Blood Ceremony: crítica de The Eldritch Dark (2013)

sexta-feira, julho 19, 2013
Você já ouviu falar do Jethro Tull. É, aquela banda inglesa do cara cabeludo que toca flauta. Os caras de “Aqualung”, lembra? Os autores de “Cross-Eyed Mary”, que o Iron Maiden regravou na década de 1980. A banda que venceu o Metallica na categoria heavy metal em uma das edições do Grammy. O grupo que tem aquele disco com capa de jornal e uma música de cada lado. Lembrou?

E o Coven, você sabe quem é? Era uma banda norte-americana que lançou um disco clássico em 1969 chamado Witchcraft Destroys Minds & Reap Souls, que tinha uma foto de um ritual com uma mulher nua cercada de caveiras e velas no seu encarte. Que tinha uma loira como vocalista, que, dizem, mergulhou valendo no ocultismo e nunca mais foi vista. Sem o Coven e seu primeiro álbum, toda essa cena de occult rock que vemos hoje em dia com nomes como Ghost, Year of the Goat, The Devil’s Blood e mais um monte de gente, provavelmente não existiria.

E o Blood Ceremony, já ouviu falar? Eu conto. Eles são do Canadá e estão na ativa desde 2006. A banda é formada por Alia O’Brien (vocal, flauta e órgão), Sean Kennedy (guitarra), Lucas Gadke (baixo) e Michael Carrillo (bateria). Eles já gravaram três discos. A estreia batizada apenas com o nome saiu em 2008. Em 2011 foi a vez de Living with the Ancients. E o mais recente, The Eldritch Dark, saiu no final de maio pela Rise Above e pela Metal Blade.

O que essas três bandas têm em comum? Muito. O Blood Ceremony é o ponto de intersecção entre o Jethro Tull e o Coven. Do primeiro, pegou uma boa parcela da sonoridade, o flerte com o folk e, claro, a presença da flauta. Do segundo, traz laços fortes com a temática das letras, sempre falando sobre temas sombrios, soturnos, ocultos. Em suma: pactos, sacrifícios e rituais embalados em uma música agradável, cheia de melodia e guiada por uma flauta doce hipnótica. O Blood Ceremony é o filho que o Jethro Tull e o Coven tiveram em seu primeiro encontro.

Tendo na vocalista e flautista Alia O’Brien a sua figura principal, o Blood Ceremony chama a atenção pela capacidade de criar canções cativantes e com belos arranjos. Optando por uma estética bem setentista, com timbres que remetem ao início daquela década, a banda proporciona uma viagem no tempo. A flauta de Alia marca presença em todas as composições, dando um toque único à uma sonoridade por si só já interessante. É a cereja do bolo. E uma cereja da qual conhecemos o gosto, já que os trechos instrumentais parecem saídos diretamente de algum disco perdido do Jethro Tull. A forte presença do órgão também colabora para evidenciar ainda mais esse tempero vintage, trazendo à tona influências como Uriah Heep e Deep Purple.

Com categoria e talento, o Blood Ceremony entrega outra vez um disco muito bom, gostoso de ouvir e agradável em sua totalidade. Um disco que não nasceu com a pretensão de mudar nada, apenas proporcionar boa música. E nesse quesito, que é o que importa, The Eldritch Dark é bastante pródigo. “Witchwood” abre o play com um riff saído das catacumbas e é uma das melhores músicas do disco. A atmosférica “Lord Summerisle” parece um outtake do clássico The Magician’s Birthday, disco de 1972 do Uriah Heep. “Ballad of the Weird Sisters” desenvolve-se sem pressa, com belas linhas vocais e passagens instrumentais bastante ricas. “Faunus” é uma espécie de folk blues instrumental onde a flauta de O’Brien reclama o seu protagonismo. E a coisa toda segue com um desfile de fortes canções, em um conjunto homogêneo onde é difícil apontar destaques individuais.

Se você nunca ouviu falar do Blood Ceremony, chegou a hora de conhecer a banda. Ouça The Eldritch Dark e descubra um dos nomes mais singulares do occult rock. E aproveite a ocasião para ir atrás também do Coven e seu clássico Witchcraft Destroys Minds & Reap Souls (1969) e para redescobrir a sensacional discografia do Jethro Tull, repleta de pérolas perdidas em discos que fazem parte do guia prático de como o rock deve soar.

Discão!

Nota 8

Faixas:
1 Witchwood
2 Goodbye Gemini
3 Lord Summerisle
4 Ballad of the Weird Sisters
5 Eldritch Dark
6 Drawing Down the Moon
7 Faunus
8 The Magician

Por Ricardo Seelig

Discos clássicos e raridades de Michael Jackson reunidos em boxes digitais

sexta-feira, julho 19, 2013
Prato cheio pra quem gosta de música: dois boxes abrangendo a obra de Michael Jackson estão sendo lançados exclusivamente para o iTunes. Os álbuns receberam uma masterização especial, preparada para otimizar o som através do software da Apple (iniciativa similar já havia sido feita no lançamento de toda a obra dos Rolling Stones em formado digital, no ano passado).

Intitulados The Indispensable Collection e The Ultimate Fan Extras Collection, os dois boxes contém faixas gravadas a partir de 1979. A primeira caixa contém a nata da produção musical do falecido Rei do Pop, com canções que mudaram a história da indústria musical. Já The Ultimate Fan Extras Collection traz nada mais nada menos do que 162 faixas contendo muito material raro de Michael Jackson.

Mereciam um lançamento físico, não?

Confira abaixo os tracklists completos:

The Indispensable Collection (Epic/MJJ/Legacy, 2013) 

Off the Wall (1979)
Thriller (1982)
Bad (1987)
Dangerous (1991)
HIStory: Past Present and Future – Book I (1995)
Blood on the Dance Floor: HIStory in the Mix (1997)
Invincible (2001)
Live At Wembley – July 16, 1988 (2012)

 

The Ultimate Fan Extras Collection (Epic/MJJ/Legacy, 2013)
 

Off the Wall extras:
Don’t Stop ‘Til You Get Enough (Original Demo from 1978)
Workin’ Day and Night (Original Demo from 1978)
Rock with You (Single Version)
Off the Wall (Single Version)
She’s Out of My Life (Single Version)

 

Thriller extras:
Billie Jean (Home Demo from 1981)
Billie Jean (Single Version)
Billie Jean (Long Version)
Billie Jean (Underground Mix)
Beat It (Single Version)
Beat It 2008 (feat. Fergie)
P.Y.T. 2008 (feat. will.i.am)
The Girl is Mine 2008 (feat. will.i.am)
Wanna Be Startin’ Somethin’ 2008 (feat. Akon)
For All Time
Got the Hots
Someone in the Dark
Carousel
Thriller (Instrumental)

 

Bad extras:
Don’t Be Messin’ ‘Round
I’m So Blue
Song Groove (a/k/a Abortion Papers)
Free
Price of Fame
Al Capone
Streetwalker
Fly Away
I Just Can’t Stop Loving You (LP Version with Spoken Intro)
Todo Mi Amor Eres Tu
Je Ne Veux Pas La Fin de Nous
Bad (Afrojack Remix feat. Pitbull – DJ Buddha Edit)
Speed Demon (Nero Remix)
Bad (Afrojack Club Mix)

 

The Ultimate Collection:
Ease On Down the Road – Diana Ross & Michael Jackson
You Can’t Win
Shake a Body (Early Demo) – The Jacksons
Shake Your Body (Down to the Ground) (Single Edit) – The Jacksons
P.Y.T. (Pretty Young Thing) (Demo)
Sunset Driver (Demo)
Scared of the Moon (Demo)
State of Shock (with Mick Jagger) – The Jacksons
We Are the World (Demo)
We Are Here to Change the World
Cheater (Demo)
Monkey Business
Dangerous (Early Version)
Who is It (IHS Mix)
Someone Put Your Hand Out
On the Line
Fall Again (Demo)
In the Back
Beautiful Girl (Demo)
The Way You Love Me (Demo)
We’ve Had Enough
You Rock My World (with Intro)
Enjoy Yourself – The Jacksons
Lovely One – The Jacksons
This Place Hotel (a/k/a Heartbreak Hotel) – The Jacksons

 

This is It extras:
This is It
This is It (Orchestra Version)
She’s Out of My Life (Demo)
Beat It (Demo)
Wanna Be Startin’ Somethin’ (Demo)
Smooth Criminal (Radio Edit)
Planet Earth (Poem)

 

Michael:
Hold My Hand
Hollywood Tonight
Keep Your Head Up
(I Like) The Way You Love Me
Monster
Best of Joy
Breaking News
(I Can’t Make It) Another Day
Behind the Mask
Much Too Soon

 

Immortal:
Workin’ Day and Night (Immortal Version)
The Immortal Intro (Immortal Version)
Childhood (Immortal Version)
Wanna Be Startin’ Somethin’ (Immortal Version)
Shake Your Body (Down to the Ground) (Immortal Version)
Dancing Machine/Blame It on the Boogie (Immortal Version)
Ben (Immortal Version)
This Place Hotel (Immortal Version)
Smooth Criminal (Immortal Version)
Dangerous (Immortal Version)
The Mime Segment: (I Like) The Way You Love Me/Speed Demon/Another Part of Me (Immortal Version)
The Jackson 5 Medley (Immortal Version)
Speechless/Human Nature (Immortal Version)
Is It Scary/Threatened (Immortal Version
Thriller (Immortal Version)
You Are Not Alone/I Just Can’t Stop Loving You (Immortal Version)
Beat It/State of Shock (Immortal Version)
Jam (Immortal Version)
Planet Earth/Earth Song (Immortal Version)
Scream/Little Susie (Immortal Version)
Gone Too Soon (Immortal Version)
They Don’t Care About Us (Immortal Version)
Will You Be There (Immortal Version)
I’ll Be There (Immortal Version)
Immortal Megamix
Man in the Mirror (Immortal Version)
Remember the Time/Bad (Immortal Version)
 

Remixes, Rarities & Gems:
Can You Feel It – The Jacksons
Don’t Stop ‘Til You Get Enough (Live) – The Jacksons
Don’t Stop ‘Till You Get Enough (Roger’s Underground Solution Mix)
Rock with You (Frankie Knuckles Radio Mix)
Rock with You (Frankie’s Favorite Club Mix)
Rock with You (Masters at Work Remix)
Rock with You (Live) – The Jacksons
Off the Wall (Live) – The Jacksons
She’s Out of My Life (Live) – The Jacksons
Working Day and Night (Live) – The Jacksons
Can’t Get Outta the Rain
Say Say Say – Paul McCartney & Michael Jackson
Beat It (Moby’s Sub Mix)
Wanna Be Startin’ Somethin’ (Brothers in Rhythm House Mix)
Wanna Be Startin’ Somethin’ (Instrumental)
Thriller Megamix
Bad (Dance Extended Mix includes ‘False Fade’)
The Way You Make Me Feel (Dance Extended Mix)
The Way You Make Me Feel (Instrumental)
Man in the Mirror (Instrumental)
Dirty Diana (Instrumental)
Another Part of Me (Extended Dance Mix)
Another Part of Me (Instrumental)
Smooth Criminal (Dance Radio Edit)
Smooth Criminal (Extended Dance Mix)
Smooth Criminal (Instrumental)
Liberian Girl (U.K. Edit)
Black or White (The Clivillés & Cole Radio Mix)
Black or White (The Clivillés & Cole House/Club Mix)
Black or White (House With Guitar Radio Mix)
Black or White (The Underground Club Mix)
Black or White (Instrumental)
Remember the Time (New Jack Radio Mix)
Remember the Time (Silky Soul 7”)
Remember the Time (12″ Main Mix)
Remember the Time (Maurice’s Underground)
Remember the Time (E-Smoove’s Late Nite Mix)
In the Closet (Radio Edit)
In the Closet (The Underground Mix)
Jam (Silky 12″ Mix)
Dangerous (Roger’s Dangerous Edit)
Who is It (Brothers in Rhythm House Mix)
Will You Be There (Instrumental)
Gone Too Soon (Instrumental)
Scream Louder (Flyte Tyme Remix)
Scream (Classic Club Mix)
Earth Song (Radio Edit)
Earth Song (Hani’s Extended Radio Experience)
They Don’t Care About Us (Love to Infinity’s Walk in the Park Mix)
Stranger in Moscow (Tee’s Radio Mix)
Smile (Short Version)
Is It Scary (Radio Edit)
Is It Scary (Deep Dish Dark and Scary Radio Edit)
Shout
One More Chance
One More Chance (Metro Remix)
One More Chance (Paul Oakenfold Mix)
One More Chance (Paul Oakenfold Urban Mix)
One More Chance (Ron G Club Remix)
Michael Jackson DMC Megamix


Por Ricardo Seelig

Novo disco de Jay Z estreia na primeira posição da Billboard

sexta-feira, julho 19, 2013
O novo álbum de Jay-Z, Magna Carta ... Holy Grail, estreou na primeira posição da Billboard com impressionantes 528.000 cópias vendidas na primeira semana nos Estados Unidos. Com esse número, o rapper alcançou a segunda melhor venda semanal em todo o ano, ficando atrás apenas de The 20/20 Experience, de Justin Timberlake, que vendeu 968.000 cópias em seus primeiros sete dias. Magna Carta superou o então segundo colocado no quesito, Random Access Memories, do Daft Punk, que havia alcançado a marca de 339.000.

Abaixo, os números desta semana:


Os discos mais vendidos esta semana

1 Jay X - Magna Carta ... Holy Grail
2 Ciara - Ciara
3 J. Cole - Born Sinner
4 Florida Georgia Line - Here’s to the Good Times
5 Imagine Dragons - Night Visions
6 Kanye West - Yeezus
7 Wale - The Gifted
8 Skylar Grey - Don’t Look Down
9 Daft Punk - Random Access Memories
10 Macklemore & Ryan Lewis - The Heist


Os discos de rock mais vendidos esta semana

1 Imagine Dragons - Night Visions
2 Skillet - Rise
3 Black Sabbath - 13
4 Mumford & Sons - Babel
5 Phillip Phillips - The World From the Side of the Moon
6 Ed Sheeran - +
7 Vampire Weekend - Modern Vampires of the City
8 The Lumineers - The Lumineers
9 Fall Out Boy - Save Rock and Roll
10 fun. - Some Nights


Por Ricardo Seelig

Kylesa: crítica de Ultraviolet (2013)

sexta-feira, julho 19, 2013

A mais velha cidade do estado americano de Georgia e uma região aonde a industrialização e os centros históricos estão separados apenas por algumas ruas, Savannah também tem se destacado nos últimos anos por se revelar o berço de toda uma nova geração de bandas nos Estados Unidos.


Entre bandas de punk, progressivo, stoner e, mais notavelmente, sludge, representada por nomes como Black Tusk e Baroness, o Kylesa se destacou pela forte presença vocal da guitarrista Laura Pleasants e por contar com dois bateristas em sua formação, contribuindo em muito para os aspectos imundos dos ritmos que eles constroem. Em 2013, a banda lança Ultraviolet, o seu sexto trabalho de estúdio, o terceiro pela Season of Mist (gravadora que tem catalogado alguns dos mais ascendentes artistas da última década, aliás), representando uma mudança em sua forma de funcionamento e raciocínio na composição.


Apesar da pouca duração, “Exhale” não apenas é um ótimo documento de apresentação para o álbum, como também apresenta algumas de suas mais interessantes características: a união da sujeira empoeirada do sludge com esfumaçados toques de stoner e psicodélico, além do sutilmente presente progressivo. A produção, ainda mais suja do que o habitual (se é que isso era possível, sem parecer uma colmeia enfurecida) acaba por criar uma interessante aura ao fazer o contraponto com a voz surpreendentemente hipnótica adotada por Laura Pleasants, como pode ser ouvido na cadenciada “Unspoken” e na confusa “Grounded”, dona de um dos riffs mais Sabbathicos do álbum.


Com uma esquisita base etérea, “We’re Taking This” soa quase como uma viagem transcendental de ácido até uma garagem apertada nos subúrbios de Savannah, em meados da década de noventa. No mesmo pé, “Long Gone” segue por ritmos ainda mais arrastados e distorcidos, aonde as vozes funcionam mais como um ingrediente atmosférico, em combinação com os ruídos, bem diferente de “What Does It Take”, aonde eles parecem retornar um pouco às origens punk hardcore do Damad, o embrião que se tornaria o Kylesa anos mais tarde.


Voltando ao lado mais psicodélico do som dos americanos, “Steady Breakdown” deixa aquela ligeira sensação flutuante, esbarrando por diversos momentos no melhor que o space rock tem a oferecer. Estes elementos se mantém no loop de “Low Tide”, dominado pelas vozes do guitarrista Phillip Cope, que parecem afundadas na água.


“Vulture’s Landing” novamente mistura stoner, punk e muita lama, aonde os timbres quase adolescentes na forma como Laura canta são suplantados pela sensação claustrofóbica em cada riff. A sensação de desespero permanece na curta e arrastada “Quicksand”, e também em “Drifting”, como era de se esperar (a julgar pelos títulos), encerrando o curto álbum com uma sonoridade que lembra, ainda que vagamente, a sonoridade dos seus conterrâneos do Baroness.


Ao compararmos Ultraviolet com os últimos trabalhos da banda, é notável que a mudança no método de composição e gravação no álbum abriu a oportunidade para que todos colaborassem, resultando em um álbum ainda mais variado e heterogêneo, com influências que oscilam ao longo de cada uma das faixas e criam uma verdadeira viagem ácida de pouco mais de trinta minutos.


Se é o suficiente para levar o som do Kylesa para um público maior, a exemplo do que vem ocorrendo com outras bandas semelhantes em estilo e experimentos? Talvez. Mesmo mantida a sujeira primordial da sua sonoridade, a exploração de novos timbres proporcionou um álbum rico e diferenciado. A principal questão é que, aparentemente, esse não é nem de longe o limite até onde a banda pretende ir.


Nota 7,5


Faixas:
1. Exhale
2. Unspoken
3. Grounded
4. We're Taking This
5. Long Gone
6. What Does It Take
7. Steady Breakdown
8. Low Tide
9. Vulture's Landing
10. Quicksand
11. Drifting


Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

18 de jul de 2013

26 Bandas para o Matias: H de Helloween

quinta-feira, julho 18, 2013
Passei imune pelo Helloween por muito tempo. Apesar de ser um grande fã do Iron Maiden, nunca me senti atraído pela banda alemã, apesar da insistente babação das revistas especializadas brasileiras em cima do grupo, notadamente a finada Rock Brigade. Até que ...

Não lembro bem por qual motivo, mas estava em uma loja de discos e avistei o então novo álbum da banda em uma prateleira. Era 1998 e o tal disco se chamava Better Than Raw. Achei a capa espetacular, e, repetindo um gesto que fiz muito na vida, comprei o CD só por causa da capa. Chegando em casa, coloquei o dito cujo para rodar e levei um susto: aquilo não soava nada com o som que me foi vendido durante anos. Não havia nada limpo ali. Era uma música pesada, agressiva, até mesmo áspera em alguns momentos. E foi isso que me cativou na banda. “Push” era uma paulada. “Revelation” tinha uma bateria absolutamente incrível. “Time” era muito boa. E assim por diante.

Após ouvir pra caramba Better Than Raw, finalmente me interessei pelo grupo e fui atrás dos seus discos. Só que o que eu gostava nos alemães era a fase com Andi Deris à frente. Sendo assim, adquiri o Master of the Rings (1994) e o The Time of the Oath (1996). Curti muito ambos. Aquele som era muito legal, principalmente por ter melodia e peso ao mesmo tempo. E, claro, pela presença de um polvo atrás das bateria, o ótimo Uli Kusch.


E então veio a revelação ...

Estava em uma viagem para Porto Alegre e encontrei os dois volumes de Keeper of the Seven the Keys em uma loja, ambos em CD importado. Era a época da equivalência do real com o dólar, então era muito barato ter esses discos. E foi isso que eu fiz. Coloquei os álbuns para tocar na sequência: primeiro o 1, depois o 2. O primeiro disco era legal, gostei, mas não me chamou muita atenção. Mas quando coloquei a tal parte dois no player ...

Foi ali que entendi o que o Helloween representava. Keeper of the Seven Keys Part II era um disco brilhante, e continuo pensando isso sobre ele. Um trabalho que faz parte da rara categoria que pode ser enquadrada como o ponto zero de um gênero, o momento quando um novo estilo surge, é definido e mostra todas as suas cartas. O metal melódico, o power metal, é aquilo que está nas nove músicas do Keeper 2. “Eagle Fly Free” é a gênese do estilo, com seu andamento rapidíssimo, guitarras cheias de melodia e um vocalista cantando muitos tons acima do normal. “Dr. Stein” antecipou em quase duas décadas o caminho que as bandas de metal melódico seguiriam no final dos anos 2000, quando o gênero foi ficando estagnado e nomes como Edguy e Avantasia começaram a se aproximar do hard rock. “I Want Out” era um paraíso para mim, fã do Maiden, com aquelas guitarras derramando tonéis de melodia durante os seus quase cinco minutos. A música que dava nome ao álbum era outra obra-prima, com mudanças de andamento incríveis que faziam os seus mais de 13 minutos passarem voando. E ainda tinha “You Always Walk Alone”, “Rise and Fall”, “We Got the Right” e “March of Time”. Que disco!

Após esse choque, ouvi e comprei tudo o que o Helloween lançou. Mas, com o passar dos anos, a música que fazia todo o sentido do mundo foi perdendo todo o seu sentido para os meus ouvidos. Hoje, a minha coleção só conta com os dois volumes de Keeper, álbuns históricos, clássicos e obrigatórios para qualquer fã de heavy metal. Os outros me desfiz, trocando em negócios ou simplesmente me desfazendo.

O Matias ainda não ouviu o Helloween. O motivo para isso é simples: eu não ouço mais Helloween. Então, ela não tem como ouvir. Mas um dia, quando for mais velho, certamente irá fuçar a nossa coleção e se deparará com a magia de Keeper of the Seven Keys Part II, que começa na linda capa e se desenvolve nas canções. Nesse dia talvez ele sinta o mesmo que eu senti ao ouvir o disco pela primeira vez, e faça o seu velho pai voltar a escutar uma das bandas que mais curtiu em um período de sua vida.

Até lá, sigo esperando o dia em que o metal melódico volte a ficar atraente aos meus ouvidos. Se é que esse momento chegará ...

Por Ricardo Seelig

Ouça “2013”, lado B do novo single do Arctic Monkeys

quinta-feira, julho 18, 2013
O novo disco do Arctic Monkeys, AM, será lançado somente em 10 de setembro, mas já é possível ir sacando o que a turma de Alex Turner preparou. Depois do single “Do I Wanna Know?”, surgiu agora o seu lado B.

“2013” é uma faixa arrastada, pesada e chapada, com um trecho em que a voz de Turner soa muito similar a de um certo John Lennon. Ou estou viajando?

Ouça e dê o seu veredito:



Por Ricardo Seelig

Ouça “Supersoaker”, nova música do Kings of Leon

quinta-feira, julho 18, 2013
O Kings of Leon divulgou o primeiro single do seu sexto disco, Mechanical Bull. “Supersoaker” é um rock simpático, menos pomposo que os últimos trabalhos do quarteto e que remete, ainda que de maneira tímida, aos primeiros álbuns da banda.

Mechanical Bull será lançado dia 24 de setembro e tem produção de Angelo Petraglia, parceiro de longa data do grupo. Ele é o sucessor de Come Around Sundown (2010).

Enquanto esperamos, vamos ouvindo “Supersoaker” no player abaixo:



Por Ricardo Seelig

The Crystal Caravan: crítica de With Them You Walk Alone (2013)

quinta-feira, julho 18, 2013
Terceiro disco do banda sueca The Crystal Caravan, With Them You Walk Alone foi lançado em abril pela Transubstans Records. O álbum é o sucessor da auto-intitulada estreia (2009) e de Against the Rising Tide (2010).

Executando um rock psicodélico com elementos de hard e blues rock, o The Crystal Caravan é mais uma das excelentes bandas saídas da Suécia nos anos 2000. Na ativa desde 2002 e formado por Niklas Gustafsson (vocal), Björn Lohmander (guitarra), Stefan Bränberg (guitarra), Jonas Lindsköld (teclado), Pierre Svensson (baixo), Annika Bränberg (percussão) e Christopher Olsson (bateria), o grupo apresenta influências de nomes como Uriah Heep, Deep Purple, Atomic Rooster, Steppenwolf e Free, tudo unido em uma sonoridade cativante.

With Them You Walk Alone possui apenas seis faixas. Parece pouco, mas não é. Não há exageros, não há momentos desnecessários. Tudo está no seu lugar. A abertura com “Hour of the Wolf” é um rockão construído a partir de um belo riff de guitarra, desenvolvendo-se sobre uma estrutura arejada e que apresenta tudo o que um fã do gênero quer ouvir. Os vocais do excelente Niklas Gustafsson são um destaque à parte, assim como as certeiras intervenções do teclado, que dão um clima espacial à faixa. A parte final possui uma passagem que traz à mente a clássica “Gipsy”, do Uriah Heep - não há similaridades entre as duas, apenas um pequeno detalhe que leva à associação.

Ecos de The Doors surgem fortes em “Brick by Brick”, enquanto a faixa que dá nome ao álbum é uma pérola psicodélica e pesada. “Against the Rising Tide” possui um certo tempero folk inserido em meio à névoa de psicodelia e conta com um bem-vindo vocal feminino cantando junto com Niklas. Já em “Roses and Morphine” temos um exemplo do que ouviríamos se Doors, Jefferson Airplane e Black Sabbath fossem uma mesma banda. Grande canção! O disco se encerra com “Drifting”, composição contemplativa em que Niklas dá uma aula de interpretação derramando versos cheios de sentimento, e que conta com um belíssimo solo de guitarra.

Já era possível afirmar que o The Crystal Caravan se tratava de uma banda interessante ao ouvir os seus dois primeiros discos. Agora, após degustar o seu terceiro trabalho, fica a certeza de que estamos diante de um dos melhores nomes vindos não apenas da Suécia, mas de toda a Europa, nos últimos dez anos. Uma banda com personalidade, com alma e feeling, que faz música do jeito antigo sem soar datada, ultrapassada ou fora do tempo. With Them You Walk Alone é um álbum muito bom - muito bom mesmo. Daqueles que dá gosto colocar para rodar, relaxar na poltrona e se afundar no meio das almofadas enquanto o som rola solto pelo ar.

Um terceiro ato excelente!

Nota 9

Faixas:
1 Hour of the Wolf
2 With Them You Walk Alone
3 Against the Rising Tide
4 Roses and Morphine
5 Brick by Brick
6 Drifting

Por Ricardo Seelig

17 de jul de 2013

“Get Lucky”, do Daft Punk, ganha versão heavy metal

quarta-feira, julho 17, 2013
“Get Lucky”, principal single do último disco do Daft Punk, Random Access Memories, é uma das músicas de 2013. Pegajosa e grudenta, a canção conta com os vocais de Pharrell Williams e é um dos destaques da carreira da dupla de robôs franceses.

Pois bem. E se ela ganhasse uma versão heavy metal? Pois bem, tiveram essa ideia. O guitarrista do Kobra and the Lotus, Charlie Parra del Riego, e o vocalista norueguês Pellek, fizeram uma versão pesada para a música. Com um arranjo power metal e vocais de qualidade discutível, a tal versão metal de “Get Lucky” ficou, na minha opinião, constrangedoramente ruim.

Mas vocês podem discordar ouvindo a original e a releitura heavy metal nos player abaixo:


Por Ricardo Seelig

Vinil: encontrando pepitas pelo caminho

quarta-feira, julho 17, 2013
Como escrevi nesse texto, quem coleciona LPs está sempre atento e na caça de novos itens interessantes para o seu acervo. O garimpo de vinil nunca acaba. E é recompensador quando topamos com verdadeiras pepitas pelo caminho.

Foi o que aconteceu comigo essa semana. Fuçando em um sebo de discos aqui em Florianópolis, encontrei três itens que colocaram um sorriso imenso no meu rosto. O primeiro deles foi a primeira prensagem alemã do terceiro disco do Rainbow, Long Live Rock ‘n’ Roll, lançado em 1978. Encontrei essa pepita em perfeito estado de conservação. A capa com alguns pequenos sinais da passagem do tempo, o que imprime ainda mais charme à peça. E o vinil, que é o que importa, está como novo. O som é divino, vindo de um LP produzido pela Polydor e que dá mais profundidade a maravilhas como a faixa-título e, principalmente, a fenomenal “Gates of Babylon”. O legal é que a edição tem a capa dupla original - a chamada gatefold -, com a clássica foto do público segurando uma faixa com o título do álbum. Já foi direto para o posto de um dos itens mais legais que tenho em minha recém ressuscitada coleção de LPs, que hoje conta com aproximadamente uma centena de títulos. O preço? R$ 60.

A próxima jóia foi uma edição japonesa do sexto trabalho do Rush, Hemispheres, também de 1978. Essa sim está literalmente como nova, como se tivesse saído de uma loja naquela época, viajado no tempo e pousado em minhas mãos. Capa em estado de nova, disco brilhando. Coisa linda! A única ausência é o obi, aquela tira de papel comum aos discos produzidos no Japão e que vem com um texto em japonês com informações sobre o título. Tem colecionadores que dão mais grana por um item com obi, mas para mim não faz a menor diferença. O legal é que, como todo item vindo da terra do sol nascente, esta edição de Hemispheres possui requintes de crueldade. O papel em que a capa foi impressa é mais grosso e duro do que aquele que encontramos em geral nos LPs, dando uma solidez incrível para o conjunto. Também com capa gatefold, possui uma foto da banda na capa interna, os títulos das faixas e os créditos. O LP tem o selo da Mercury, é ligeiramente mais pesado que os LPs comuns e tem uma sonoridade absolutamente incrível, com um som cristalino capaz de dar outra dimensão às composições do Rush. Isso fica especialmente evidenciado em “La Villa Strangiato”, faixa que fecha o play, e que nesta edição soa ainda mais alucinante. Pra fechar o pacote, um encarte simples com todas as letras em japonês. Tudo isso também por honestos R$ 60.

E, a última das joias, Concerto for Group and Orchestra, do Deep Purple, em um LP alemão. Este item tem, na capa, a logo da gravadora Fame impresso discretamente, enquanto o selo interno do LP é da Harvest. Não consegui precisar de que ano é essa prensagem, mas o fato é que ela também soa muito bem. Nunca havia possuído o Concerto em um disco original, seja ele CD ou LP, então fiquei muito contente em encontrá-lo pelo caminho. Fazia também décadas que não o escutava - ouvi na adolescência, pra falar a verdade, quando estava descobrindo o Purple -, e hoje ele me soa bem diferente daquela época. É, indiscutivelmente, o ponto de transição entre o Purple inocente e quase juvenil dos primeiros anos e o monstro pesado que surgiria na década de 1970. Sem encarte, apenas com um envelope de papel com outros títulos da gravadora Fame onde é possível guardar o disco dentro. Capa como nova, incrivelmente conservada, e o disco também brilhando. Tudo por míseros R$ 30.

Três novos itens que já chegaram e foram direto para lugares de destaque na estante. Três novos itens que não estava procurando, mas que, ao bater o olho, não pude deixar passar. Três novos itens que realçam a magia que o vinil possui, nunca perdeu e jamais perderá.

Vamos ver quais serão os próximos títulos que encontrarei pelo caminho.


Por Ricardo Seelig
Foto do topo: Dust & Grooves

Rob Zombie divulga lyric video para versão de clássico do Grand Funk Railroad

quarta-feira, julho 17, 2013
O sempre ativo Rob Zombie colocou na roda hoje o lyric video com a sua versão para a clássica “We’re An American Band”, provavelmente a música mais conhecida do lendário Grand Funk Railroad, um dos alicerces do hard rock norte-americano.

Como curiosidade, vale mencionar que Zombie fez uma pequena alteração em uma frase da letra, cantando “up all night with Kerry King I got to tell you, poker's his thing” ao invés do original “up all night with Freddie King I got to tell you, poker's his thing”.

Aumenta que é bom!



Por Ricardo Seelig

Novo álbum do Avenged Sevenfold sairá também em box de luxo limitado

quarta-feira, julho 17, 2013
O novo disco do Avenged Sevenfold, Hail to the King, tem data marcada para chegar às lojas em 26 de agosto. E, junto com o CD normal, será lançado também um luxuoso box cheio de itens especiais para os colecionadores.

Batizada como Hail to the King Treasure Box, a caixa vem em uma embalagem de alumínio com acabamento que imita o aspecto do ouro antigo, relevo com o nome do álbum, edição deluxe do disco em CD em digipak incluindo um cartão para o download de uma faixa extra, livro de fotos, arte da capa impressa em tamanho grande, duas moedas exclusivas e uma chave com a caveira símbolo da banda, além de conteúdo digital.

Belo presente para os fãs.


Ainda sobre Hail to the King, a banda informou que houve uma confusão com a arte da capa do disco. A que foi divulgada nas últimas semanas trata-se da capa do single da música que dá nome ao álbum. A capa correta de Hail to the King, o disco, é essa abaixo:


Por Ricardo Seelig

Ouça “Killing You”, nova música do Asking Alexandria

quarta-feira, julho 17, 2013
A banda inglesa Asking Alexandria divulgou a inédita “Killing You”, primeira amostra do seu terceiro disco, From Death to Destiny. O álbum será lançado dia 6 de agosto pela Sumerian Records.

Em “Killing You” é possível perceber uma mudança no som do grupo, deixando de lado os flertes com a música eletrônica oitentista dos dois primeiros CDs e apostando em uma sonoridade que remete, ainda que timidamente, ao metalcore. Fica a dúvida se isso acontece só no single ou no disco todo.

Ouça abaixo:



Por Ricardo Seelig

16 de jul de 2013

Lá fora (e aqui dentro): as novas edições da Prog, Rolling Stone, RockHard, Billboard e muito mais

terça-feira, julho 16, 2013
Mais capas das edições de julho das principais revistas de música do planeta. Destaque para a nova edição da Prog (com um especial sobre o ano de 1973), a Metal Hammer alemã com Jason Newsted, Rolling Stone brasileira com Bruce Lee e muito mais.

Qual a sua capa preferida?


 
 
 
 
Por Ricardo Seelig

Phil Anselmo & The Illegals: crítica de Walk Through Exits Only (2013)

terça-feira, julho 16, 2013
É preciso respeitar um cara como Philip Hansen Anselmo. Não só pela sua história, mas por ele possuir a rara capacidade de conseguir imprimir uma personalidade distinta em cada projeto musical em que se envolve. Walk Through Exits Only, seu primeiro disco solo, é mais uma prova disso. Nas 8 faixas do álbum nada soa como o Pantera ou com o Down, as associações diretas que fazemos ao pensar em Phil.

Ao lado do vocalista estão Marzi Montazeri (guitarra), Bennett Barley (baixo) e Jose Manuel Gonzalez (bateria), trio que atende pelo nome de The Illegals. Produzido por Anselmo e Michael Thompson, Walk Through Exits Only foi gravado durante os dois últimos anos no estúdio do próprio vocalista, localizado em New Orleans.

Trata-se de um disco tenso, agressivo. Com momentos que se alternam entre o groove intenso (“Usurper Bastard’s Rant”) e andamentos que flertam com o death metal (“Battalion of Zero”), Walk Through Exits Only mostra Phil Anselmo transitando pelos diversos caminhos do metal extremo. Inquieto, o cantor arrisca-se por subgêneros diferentes a cada canção, construindo a unidade do trabalho sobre características sempre inesperadas.

Como já dito, não há nada aqui que lembre o Pantera ou o Down. As composições mais arrastadas de sua banda ao lado de Pepper Keenan e Kirk Windstein passam longe de Walk Through Exits Only. A história aqui é outra, com a pancadaria rolando solta enquanto Anselmo rosna suas letras.

Em relação ao Pantera, a alma da banda era a guitarra de Dimebag, responsável por imprimir uma identidade sonora única ao grupo natural de Arlington, no Texas - identidade essa que influenciou enormemente todo o heavy metal subsequente. Não existem nas faixas desse primeiro álbum solo de Phil Anselmo os riffs sincopados de Darrell Abbott e a bateria trigada de Vinnie Paul. A única ligação com o passado é a presença de Anselmo, que hoje em dia canta de uma forma muito diferente daquela dos tempos do Pantera. Se você está esperando ouvir algo similar, esqueça.

Isoladamente, as composições de Walk Through Exits Only me parecem mais fortes. No conjunto, soam demasiadamente semelhantes, apesar da já comentada variação que apresentam dentro do metal extremo. Essa sensação se dá pela forma como as faixas são construídas, sempre com inícios violentos e agressivíssimos. As variações ocorrem no centro, no meio das composições. Esse fato, somado à ausência de riffs inspirados (ou memoráveis, chame como quiser), puxa o resultado final para baixo. Resumindo: em doses homeopáticas, Walk Through Exits Only funciona muito bem. Já em doses maiores, faz você olhar para o relógio de maneira insistente.

Veredito: em se tratando de um cara com a história de Phil Anselmo, esperava muito mais. Não estamos falando de um disco ruim, muito pelo contrário, mas toda a expectativa e a falação do próprio vocalista em cima desta sua estreia solo nos dava a entender que seria um trabalho antológico, o que Walk Through Exits Only está longe de ser.

Nota 7

1 Music Media is My Whore
2 Battalion of Zero
3 Betrayed
4 Usurper Bastard’s Rant
5 Walk Through Exits Only
6 Bedroom Destroyer
7 Bedridden
8 Irrelevant Walls and Computer Screens

Por Ricardo Seelig

“Valentine’s Day”, o novo clipe de David Bowie

terça-feira, julho 16, 2013
David Bowie continua promovendo e colhendo os frutos de seu excelente último disco, The Next Day. O músico inglês lançou nesta terça-feira o vídeo da faixa “Valentine’s Day”, uma das melhores do álbum.

Simples, o clipe mostra apenas Bowie cantando a canção enquanto derrama expressões faciais sobre o espectador.

Assista abaixo:



Por Ricardo Seelig

Assista “All is One”, o novo clipe do Orphaned Land

terça-feira, julho 16, 2013
A banda israelense Orphaned Land lançou o clipe da faixa “All is One”, faixa que dá nome ao seu novo disco, que chegou às lojas dia 24 de junho pela Century Media. 

O vídeo traduz em imagens não apenas o conceito do novo álbum, mas a própria visão que conduz a carreira do Orphaned Land: a união entre os diferentes povos, religiões e visões de mundo.

Ótima música!



Por Ricardo Seelig

Polícia francesa prende e acusa Varg Vikernes, do Burzum, de planejar massacre

terça-feira, julho 16, 2013
O músico norueguês Varg Vikernes, do Burzum, foi preso esta manhã pela polícia francesa acusado de planejar um “massacre em um grande ato terrorista”, nas palavras da Agência France Press. Varg foi preso em sua casa na cidade de Salon-la-Tour em uma ação coordenada por oficiais da inteligência do país. Em declaração do Ministério do Interior francês, Vikernes foi classificado como “simpatizando do movimento neo-nazista”.

De acordo com a informação postada pela Euronews, Varg foi uma das pessoas que receberam o manifesto escrito por Anders Behring Breivik, o terrorista de extrema direita que assassinou 77 pessoas em Oslo, em 2011. Naquele ano, Vikernes postou em seu blog que Breivik era apenas “o fantoche de uma vasta e sinistra conspiração judaica para dominar os pagãos”.

Varg Vikernes reside atualmente na França, para onde se mudou após cumprir a sua pena na Noruega. Através de posts em seu blog, Varg segue publicando textos que demonstram a sua visão extremista, propagando o ódio aos judeus e pregando o “renascimento de uma nova Europa”.

Por Ricardo Seelig

Sarke lançará novo álbum em setembro

terça-feira, julho 16, 2013
Ótima notícia para os amantes do black/thrash classudo e imponente do Sarke, que anunciou para 20 de setembro o lançamento de Aruagint, terceiro álbum da banda e que sairá pela Indie Recordings. O novo trabalho foi gravado no estúdio H-10, em Oslo, capital da Noruega, sob a batuta do produtor Lars Erik Westby.

Apesar de passar batido por aí, o Sarke figura como uma das bandas mais bacanas surgidas no fim da última década e traz no currículo os ótimos Vorunah (2009) e Oldarhian (2011).

Por trás de tudo estão Nocturno Culto, do Darkthrone, e, principalmente, Thomas "Sarke" Berglie, que se mostra, cada vez mais, um monstro na arte de compor riffs. Completam a banda Steinar Gundersen (guitarra), Asgeir Mickelson (bateria) e Anders Hunstad (teclado).

Além da capa e dos detalhes técnicos, o track list de Aruagint também foi revelado:

1 Jaunt of the Obsessed
2 Jodau Aura
3 Ugly
4 Strange Pungent Odyssey
5 Walls of Ru
6 Salvation
7 Skeleton Sand
8 Icon Usurper
9 Rabid Hunger

Por Guilherme Gonçalves

15 de jul de 2013

Cinco álbuns do Rush que poderiam virar filmes

segunda-feira, julho 15, 2013
Recentemente, a banda canadense de rock progressivo mais conhecida do mundo entrou no hall da fama musical, sendo finalmente selecionada e congratulada no Rock & Roll Hall of Fame, espaço dedicado a homenagear os maiores artistas da música mundial. Mesmo que tardia, a presença do power trio do Canadá foi mais do que merecida.

E já que o Rush entrou na calçada da fama do rock, porque não sonhar com ela também na calçada da fama de Hollywood? Inspirados pelo anseio dos rush maníacos, separamos cinco álbuns e músicas do grupo que poderiam sair da discografia direto para as telas de cinema, com direito a diretor e elenco comentados pelo cineasta Marcelo Paradella.

Vamos estabelecer logo de cara que tanto Terry Gilliam quanto Ridley Scott poderiam dirigir todos os filmes aqui colocados. Os temas abordados em todos os álbuns citados abaixo encontram total ressonância na cinematografia dos dois diretores, embora Gilliam vá mais para o lado artístico da coisa enquanto Scott acabaria fazendo algo um pouco mais “massavéio”. Mas repare que histórias de alienação e embate do solitário personagem principal contra um sistema e/ou sociedade, utilizando um viés de fábula/ficção científica, são recorrentes nas obras dos dois.


2112

A música composta pelo baixista/vocalista Geddy Lee e pelo guitarrista Alex Lifeson, com letra do baterista Neil Peart, narra uma história que se passa no ano 2112 em um mundo controlado pelos sacerdotes dos templos de Syrinx, que determinam tudo o que pode ou não ser lido, escutado ou feito. Mas tudo começa a mudar quando o protagonista encontra um violão.

Diretor

Oliver Stone - Veja como é freqüente nas obras de Stone a questão do controle governamental (Nixon, Salvador, Alexandre) e também como ele realiza obras que justapõe um idealista frente a um sistema opressivo (Platoon, JFK, Nascido em 4 de Julho). É também interessante o fato de que Stone adora lidar com a morte de um personagem puro para simbolizar não o triunfo da opressão, mas sua derrocada (o Sargento Elias de Platoon). E, mesmo que ficção científica/fábula não seja a seara frequente desse diretor, nada o impede de realizá-lo (lembrando que ele já passou por diferentes gêneros, incluindo aí sua estreia com o terror A Mão).

Elenco


O Herói
Aaron Johnson – Precisamos de um jovem talentoso que segure o filme inteiro. Stone tentou utilizar Shia LaBoeuf em Wall Street 2 e, se não fosse pelo Michael Douglas, teria quebrado a cara. Porém, ele acaba de trabalhar com o talentoso Johnson (Kick-Ass) em Selvagens e se ele atuar 10% do que entrega em O Garoto de Liverpool, o diretor pode ficar sossegado.

Vilão
Anthony Hopkins, Nick Nolte, Ed Harris, James Cromwell ou James Woods - Para o principal personagem de oposição, precisamos de alguém que seja talentoso, competente e, principalmente, que segure o diálogo (pois além de ameaça, também tem de fazer um pouco de exposição). De todos os citados, Hopkins ainda é o mais interessante, capaz de recitar a lista telefônica e fazer isso parecer atrativo. Porém, todos os outros conseguem fazer um papel ameaçador, com Harris passando muita humanidade, Cromwell o maquiavelismo, Woods a canalhice sedutora e Nolte a piração absurda.

Oráculo
Rosario Dawson - O Oráculo grego sempre passou uma ideia de sensualidade feminina. E nesse quesito o pessoal do Rush seria bem tradicional. Seria interessante utilizar Rosario Dawson no ingrato papel expositivo, mas que ela já demonstrou segurar bem, como em O Sequestro do Metrô 123.


Clockwork Angels

O álbum conta a história de um jovem homem viajando por cidades perdidas, passando por piratas e anarquistas em um mundo dito "liberal e colorido", que tem um observador que impõe precisão em cada aspecto da vida.

Diretor
Christopher Nolan – Um homem encontrando piratas e anarquistas? Ora, o que são os vilões de Gotham City? Um mundo de mentiras, que não passa de um simulacro? Ora, o que vimos em Amnésia, Origem e, em parte, em O Grande Truque e Insônia? Um observador que impõe a ordem? Ora, esse não seria o Batman? Oras...

Elenco
 

Jovem herói 
Joseph Gordon-Levitt - Mais uma vez, o fato de ser um JOVEM herói impede que ele trabalhe com Christian Bale neste projeto. Porém, é um papel que caberia tanto a Leonardo Di Caprio (que ainda tem cara de bebê) quanto a Gordon-Levitt, que caiu nas graças de Hollywood e de Nolan, que o colocou na luta mais marcante de A Origem e depois o transformou no Robin de seu Batman realista.

Observador 

Michael Caine, Liam Neeson ou Gary Oldman    
 

Pirata
Michael Caine, Liam Neeson ou Gary Oldman

Anarquista

Liam Neeson, Michael Caine ou Gary Oldman

Aqui, os papéis podem variar entre os colaboradores frequentes de Nolan. Tanto Caine quanto Neeson e Oldman podem oferecer rendições inusitadas e marcantes de qualquer um dos personagens (Caine, um pirata velho? Oldman voltando a fazer, depois de eras, um personagem malucão? Neeson, um personagem calculado? E isso é apenas uma das variáveis).


A Farewell to the Kings (Cygnus X-1: Book I The Voyage)

Um buraco negro misterioso, chamado Cygnus X-1 (acredita-se ser um buraco negro real), situa-se na constelação de Cygnus. Um explorador Rocinante a bordo de uma nave é atraído pelo buraco negro. Quando ele se aproxima, torna-se cada vez mais difícil de controlar o veículo e ele acaba sendo atraído pela força da gravidade.

Diretor
Francis Ford Coppola - Coppola vira e mexe ameaça o mundo (na verdade sua conta bancária) com a ideia de fazer sua epopéia sci-fi Megalopolis. Portanto, sci-fi é algo que sabemos que ele adoraria fazer, ponto pacífico. Outra verdade é a alegoria presente em obras como O Poderoso Chefão e Drácula. E o tema de solidão e alienação é algo que ele vem explorando em seus filmes mais recentes, como Velha Juventude e Tetro.

Elenco

Johnny Depp, Matt Damon ou Edward Norton – Coppola ultimamente tem variado o trabalho com atores. Talvez Matt Damon, presente em Velha Juventude e O Homem Que Fazia Chover, seja o mais constante, mas lembremos que ele já produziu A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça com Depp e que ele tem tesão por trabalhar com atores brilhantes porém “complicados”, como Marlon Brando e Dennis Hopper. Portanto, escalar Edward Norton, ótimo ator, mas que também dá seus pitis em set, soa como algo normal para o diretor.


Hemispheres (Cygnus X-1: Book II Hemispheres)

"Cygnus X-1 Book II: Hemispheres" começa o disco falando de um buraco negro em uma galáxia chamada Cygnus, em um épico inspirado em uma música do álbum A Farewell to the Kings contando, literalmente, a história espacial de um livro. A letra é recheada de referências aos mitos gregos e até ao clássico de Miguel de Cervantes, Dom Quixote.

Diretor
Jean-Pierre Jeunet – Por ser uma continuação duvido que Coppola topasse, a não ser se o filme fosse algo muito pessoal para ele (entra aí o quesito Dom Quixote). Já que é assim, quem toparia pegar uma continuação e mesmo assim colocar suas próprias influências na história, com muitas referências europeias? Jeunet, de Amelie Poulain, parece ser a resposta, ao lembrarmos que ele fez exatamente isso em Alien – A Ressurreição. Ok,  deu tudo errado ali, mas convenhamos que a série já tinha degringolado no capítulo anterior (assinada por David Fincher). O roteiro (do Sr. Vingadores Joss Whedon) era bem cretino e a Fox não ajudou em nada mexendo no filme a toda hora.

Elenco
Audrey Tatou e Ron Perlman
Ambos são colaboradores constantes de Jeunet. E toda vez que você põe o Perlman num filme, não importa se ele se esforça ou está canastra, é imperdível (sim, até mesmo em Alien – A Ressurreição).


Caress of Steel (The Necromancer e Fountain of Lamneth)

“The Necromancer” inicia-se através de uma estranha introdução vocal sobre três viajantes, Os Homens de Willowdale. Ela é composta por três partes que são unidas pela batalha entre By-Tor and e o Necromancer. A canção traz uma forte influência de J.R.R. Tolkien ao falar de magos, fantasmas e torres de fortalezas, sendo a primeira obra do Rush que se estendia de um disco para o outro.

Diretor
Peter Jackson
Elenco


Necromancer – Benedict Cumberbatch
Homens de Willowdale – Sean Astin, Elijah Wood e Andy Serkis
By-Tor – Viggo Mortensen
Magos - Ian McKellen e Christopher Lee

Vamos lá: a faixa claramente é uma óbvia referência a O Senhor dos Anéis. Então, quem sou eu pra contestar uma trilogia que já rendeu bilhões? Os Homens de Willowdale claramente são Frodo, Sam e Gollum. By-Tor é o Aragorn com outro nome. E magos? Torres? Chama o Peter Jackson para roteirizar e dirigir isso e põe o Cumberbatch (o Sherlock da BBC) como o Necromancer, papel que ele está fazendo já em O Hobbit. E chama de volta a gangue toda dos filmes.

Fountain of Lamneth fala da compulsão de um homem em ver e experimentar o mundo, e se é possível entender o que essas experiências significam. O viajante encontra como chave o próprio fim, ou seja, a resposta é que não existe resposta alguma.

Diretor
David Fincher  – Como o Darren Aronofsky e o Terence Malick já filmaram isso recentemente, sobrou pro David Fincher (que por sinal já filmou isso também em Benjamin Button, mas disfarçou como um romance).

Elenco
Brad Pitt - O ator preferido de Fincher. Não tem nem o que discutir.

É claro que a obra do trio canadense tem inúmeras músicas que fazem referência a obras literárias ou mesmo criam cenários fantásticos, mas espero que a breve lista tenha agradado aos fãs de rock progressivo, cinema e de Rush, claro.

Por Diego Ramos

Ouça “Hail to the King”, a nova música do Avenged Sevenfold

segunda-feira, julho 15, 2013
O Avenged Sevenfold acaba de divulgar a faixa-título do seu novo disco. “Hail to the King” dá nome ao sexto álbum da banda norte-americana, com data marcada para chegar às lojas no dia 27 de agosto.

Com boas melodias e solos de guitarra, a faixa tem um clima bem anos 1980 e elementos de NWOBHM - apenas quem é muito contrário à banda se fingirá de surdo e não perceberá isso. O que chama a atenção, de forma negativa, é o trabalho extremamente burocrático de bateria. Reta e simples, a performance de Arin Ilejay, novo integrante do grupo, contrasta violentamente com a exuberância percussiva mostrada por Mike Portnoy em Nightmare (2010), último disco do grupo, e também com a pegada do falecido James Sullivan.

Ouça abaixo:



Por Ricardo Seelig

Gorguts divulga a inédita "An Ocean Of Wisdom"

segunda-feira, julho 15, 2013
Na expectativa do lançamento de Colored Sands, primeiro álbum de estúdio após hiato de 12 anos, o Gorguts divulgou mais uma música inédita e que estará na nova bolacha. Trata-se de "An Ocean of Wisdom", com mais de sete minutos de um death metal intrincado e esmagador.

Anteriormente, o Gorguts já havia divulgado "Forgotten Arrows", bem como revelado a capa e outros detalhes de Colored Sands, que está previsto para sair no dia 30 de agosto (Europa) e em 3 de setembro (Estados Unidos) via Season of Mist.

O streaming de "An Ocean of Wisdom" ainda não pode ser compartilhado, mas é possível ouvir a nova música do Gorguts no site da britânica Terrorizer, dentre outros endereços.

Por Guilherme Gonçalves

Os 20 artistas de rock que mais faturaram com venda de ingressos no primeiro semestre

segunda-feira, julho 15, 2013
A Pollstar publicou o seu tradicional levantamento sobre os artistas que mais faturaram com venda de ingressos para shows no primeiro semestre de 2013. O Bon Jovi, dono de um imenso público apesar dos discutíveis últimos discos de estúdio, ficou em primeiro lugar com larga vantagem sobre o segundo colocado. A banda de New Jersey vendeu 1.486.726 ingressos para os 60 shows que realizou nos primeiros seis meses do ano, alcançando uma média de público de 24.778 por apresentação.

A lista completa, com artistas de vários gêneros, pode ser vista neste link.

Abaixo, você tem o top 20 com os artistas de rock que mais faturaram com a venda de ingressos na primeira metade do ano. Um ótimo parâmetro para entender o tamanho e o que cada nome representa na indústria da música:

1 Bon Jovi - US$ 142,1 milhões
2 Bruce Springsteen - US$ 103,9 milhões
3 The Rolling Stones - US$ 87,7 milhões
4 Fleetwood Mac - US$ 58,1 milhões
5 Paul McCartney - US$ 43,5 milhões
6 Eric Clapton - US$ 28,4 milhões
7 The Killers - US$ 28,3 milhões
8 Muse - US$ 25,1 US$ milhões
9 The Who - US$ 23,5 milhões
10 Dave Matthews Band - US$ 18,6 milhões
11 The Cure - US$ 18,3 milhões
12 Mark Knopfler - US$ 17,0 milhões
13 Bob Seger & The Silver Bullet Band - US$ 16,1 milhões
14 Joe Cocker - US$ 15,3 milhões
15 Leonard Cohen - US$ 14,9 milhões
16 Zac Brown Band - US$ 14,8 milhões
17 Red Hot Chili Peppers - US$ 12,9 milhões
18 Black Sabbath - US$ 12,2 milhões
19 Rush - US$ 11,3 milhões
20 Tool - US$ 9,3 milhões


Por Ricardo Seelig

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