22 de nov de 2013

E se alguns dos discos clássicos do black metal se transformassem em livros infantis?

sexta-feira, novembro 22, 2013
Saiu no Metal Sucks e é tão bom que colocamos aqui também: e se alguns dos álbuns clássicos do black e do death metal fossem livros infantis? Como eles seriam?

Os caras imaginaram as capas baseadas na estética das obras feitas para crianças. E ficou legal e divertido pra caramba!

Divirtam-se abaixo:











Por Ricardo Seelig

Made in Japan, clássico ao vivo do Deep Purple, ganhará edição comemorativa

sexta-feira, novembro 22, 2013
Um dos álbuns ao vivo mais celebrados do rock, Made in Japan, lançado em 1972 pelo Deep Purple, ganhará uma edição tardia comemorativa aos seus 40 anos.

A nova versão será lançada em março de 2014 e ainda não há muitas informações sobre o seu conteúdo. O que se sabe é que a banda trabalhou em novas mixagens para as três noites que deram origem ao disco, mas não foi revelado se os três shows originais serão lançados na íntegra. O material virá ainda com um documentário que traz entrevistas com a banda, além de um encarte com nada mais nada menos que 60 páginas.

Para atiçar a curiosidade dos fãs, foi disponibilizada uma imagem mostrando como será a edição de quatro décadas de Made in Japan.

Deu água na boca, não?

Por Ricardo Seelig

Lá fora (e aqui dentro): veja as capas de 19 revistas sobre música que acabaram de chegar às bancas

sexta-feira, novembro 22, 2013
Nossa passadinha habitual nas bancas. Desta vez, destaque para as novas edições da Rolling Stone ao redor do mundo (com direito a uma especial na Argentina), o incrível faturamente do falecido Michael Jackson na Billboard (mais de US$ 160 milhões) e o retorno do Pixies na NME.

Qual a sua capa preferida?












 







Por Ricardo Seelig

Ouça "Ordinary Love", a nova música do U2

sexta-feira, novembro 22, 2013
E agora em versão integral, com lyric video e tudo!

Os fãs já tinham ouvido um pedacinho de “Ordinary Love”, canção inédita dos irlandeses do U2, no trailer da cinebiografia Mandela: Long Walk to Freedom. Agora, eles acabam de liberar um lyric video no qual é possível escutar a íntegra de música, composta especialmente para o filme que conta a história do líder sul-africano Nelson Mandela. Já se sabe que deve ser liberada, ainda este mês, uma outra nova canção, “Breath”, que também vai integrar a trilha da película.

O filme é baseado na autobiografia de Mandela, Longa Caminhada Até a Liberdade, e traz Idris Elba (o Heimdall dos filmes do Thor) no papel principal.




No próximo dia 29 (não por acaso o chamado Black Friday, que traz diversas promoções exclusivas nas maiores redes varejistas do planeta), as duas canções do U2 serão lançadas no mercado estrangeiro em formato físico - além de ganharem 10 mil cópias exclusivas em vinil que poderão ser escontradas por colecionadores em diversos países do mundo.


O último disco de estúdio lançado pelo U2 foi No Line on the Horizon, de 2009. Existem especulações a respeito do lançamento de um novo álbum entre o final deste ano e o começo do ano que vem.



Por Thiago Cardim

21 de nov de 2013

Entrevista com o colecionador Fernando Bueno

quinta-feira, novembro 21, 2013
A paixão pelo Iron Maiden está presente em gerações de fãs e colecionadores de discos não só brasileiros, mas de todo o mundo. Um deles é o Fernando Bueno, que já colaborou com a Collectors Room há alguns anos atrás e hoje faz parte do blog Consultoria do Rock.

Tivemos uma longa conversa, onde falamos sobre discos, coleções, internet, blogs e um monte de coisas.

Boa leitura!



Fale um pouco de você, Fernando. Qual é a sua formação e porque decidiu escolher essa profissão?

Sou de Itapetininga, cidade do interior de São Paulo a cerca de 180 km da capital. Tenho 35 anos, completados há alguns dias atrás. Formei-me em Engenharia Civil pela USP de São Carlos (SP) e tenho mestrado em hidráulica e saneamento também pela mesma universidade. Quando era criança sempre fiquei fascinado com obras, reformas e coisas do tipo, mas durante a faculdade fiquei interessado em tratamento de água e esgoto. Moro em Porto Velho (RO) desde dezembro de 2006. Vim para cá junto com a minha esposa, Cristiane. No conhecemos em São Carlos em 2001 e em 2006 resolvemos vir, já que a família dela tem negócios aqui e também porque a cidade estava em desenvolvimento por conta das duas usinas hidrelétricas que estavam/estão sendo construídas no Rio Madeira. Apesar de ter trabalhado com engenharia aqui, hoje atuo no comércio no ramo de tintas imobiliárias e automotivas, e faço alguns projetos quando eles aparecem. 




Com que idade você começou a se interessar pela música e pelo rock?


Quando criança ganhei de presente de uns tios uma pequena coleção de LPs junto de uma vitrola antiga. Os discos eram de todos os tipos de música possíveis: trilhas de novelas, Tim Maia, Roberto Carlos, coletâneas de rádios, música brasileira dos anos 60, etc ... Porém, um daqueles discos eu ouvi até cansar: era o Saltimbancos, adaptado por Chico Buarque. Na época o Rock in Rio recentemente tinha acontecido, e eu fiquei sabendo que existia uma coisa chamada heavy metal e ouvi falar dos metaleiros, mas nem entendia o que era aquilo e o que estava acontecendo na verdade. Ouvia muita música da rádio também. Ficava esperando horas por alguma música que eu gostava para gravar em k7. Tinha uns primos mais velhos que ouviam Titãs, Legião e outras bandas de rock nacional, e sempre que eu ia à casa deles acabava gravando uma fitinha. Algum tempo depois, outro primo mostrou uma pequena coleção de discos de metal. Foi meu primeiro contato físico com esse tipo de música. Fiquei fascinado pelas capas e, claro, pela figura do Eddie. Daí, quando estava para fazer 10 anos de idade, um tio, o mesmo que me deu os discos, me perguntou o que eu queria de presente e eu respondi que queria dinheiro suficiente para comprar um disco. Fui para uma loja decidido que compraria alguma coisa do Iron Maiden. Lembro-me que tinham alguns e, como não conhecia nada, escolhi pela capa que achei mais legal. Assim levei para a casa o The Number of the Beast.
 


Quando você começou a se interessar pelo jornalismo musical? Onde os seus primeiros textos foram publicados?


Conversava muito com um amigo sobre música. Depois que fui para a faculdade e comecei a usar e-mail para me corresponder com ele, costumávamos trocar mensagens com pequenas resenhas de discos um para o outro. Eu sempre gostei de discutir, debater e conversar sobre música. Mas na faculdade não encontrava tantas pessoas com o mesmo interesse, ou pelo menos com a mesma disposição, para debater horas e horas. A gente sempre acha que o povo é doido como a gente. Na época do Orkut e das comunidades isso acontecia muito. Inclusive, acho que a dinâmica do Orkut era melhor que a do Facebook para esse tipo de discussão. Lembro que haviam tópicos que eram eternamente atualizados com as conversas, e eu gostava muito. Também trocava informações pelo Soulseek e gostava de conversar com pessoas de outros países, mesmo em um inglês meio tosco. Depois de um tempo, quando ficou fácil, criei um blog chamado Jogando por Música. Falava de futebol, cornetando o Corinthians, e sobre música. Mas não era nada elaborado e sem critério algum. Depois disso você já conhece a história: nos conhecemos pela internet e de alguma forma você me convidou para publicar alguns textos. Passei a contribuir um pouco com a Collectors Room e acabei gostando. Acho que o ano era de 2008, e isso durou até o final de 2009.





Você faz parte hoje da Consultoria do Rock, blog criado por antigos colaboradores da Collectors e que vem se destacando cada vez mais. A produção de vocês é conjunta, certo? Como funciona essa dinâmica?


É bom dizer que apesar de fazermos de forma coletiva, moramos cada um em um lugar do país. Pessoalmente, nem conheço todo mundo. Também mudamos para um domínio próprio há quase um ano. Nós trabalhamos com um cronograma que tentamos seguir rigorosamente. Passamos a programação das matérias já agendadas para todo mundo com as datas que ainda estão disponíveis para entrar algum texto. Cada um se propõe a escrever alguma coisa para os dias que faltam, e assim vamos tocando. Também usamos o cronograma para que todos saibam o que cada um está escrevendo para não acontecer de duas pessoas trabalharem no mesmo assunto. Pode parecer impossível se repetir sobre um assunto tão amplo como a música, mas acontece. Temos algumas colunas que saem em dias específicos, e a principal delas é a de Discografias Comentadas, publicadas sempre aos domingos.


O que existe de melhor em produzir um site de forma coletiva, e o que te incomoda nesse modo de fazer as coisas?



A melhor parte, pelo menos no nosso caso, é a convivência com um grupo seleto de pessoas que respiram música. É muito difícil algum de nós não conhecer determinada banda ou artista. Mesmo assim, vem alguém como o Marco Gaspari que volta e meia desenterra alguma obscuridade que a gente nunca imaginava que existia. Acho que se morássemos todos em uma cidade seríamos capazes de passar horas conversando sobre um tema e nunca esgotá-lo. Incomoda um pouco quando temos assuntos que não me interessam muito, sempre tem alguém que se incomoda, mas esse é o ônus de ter um grupo tão eclético quanto o que temos. Também ocorre de alguém ficar sobrecarregado, o que acontece com alguns colaboradores como o Mairon e o Micael.

Qual a audiência média da Consultoria do Rock?



Já foi bem mais alta na época do blog. Inclusive o blog ainda recebe muitas visitas diárias, mesmo que a gente tenha parado de publicar lá desde o início desse ano, porque as buscas acabam levando para lá. No site hoje temos em torno de 10.000 visitas por mês, e acho que estamos criando um grupo legal de leitores assíduos.


Na sua opinião, o que a Consultoria oferece aos seus leitores em relação aos outros sites/blogs sobre música?



Antes de mais nada, é bom dizer que todos nossos textos são produções autorais inéditas. Também tem o fato de não termos como objetivo principal a divulgação de notícias, assim não nos prendemos a nenhum assunto. Podemos publicar uma resenha de um lançamento hoje e amanhã a história de um músico desconhecido, de uma caverna prog lá dos anos 70. Nós também não temos uma vertente específica dentro do rock. Falamos de rock e tudo o que foi importante para o estilo, como o blues, o jazz, o funk e até mesmo o pop. O nome do nosso site é um pouco pretensioso, mas acho que é adequado. Estudamos bastante o assunto. Por sermos uma equipe de várias pessoas, temos especialistas em quase todos os estilos do rock. Agora falando por mim, não tenho pretensão em ser crítico musical. O leitor pode ver em mim apenas um fã passando informações. Pra quem é só fã talvez seja legal ver a opinião de outro fã. Tanto que dificilmente eu escrevo sobre uma banda ou disco que não gosto.





Quais são as suas referências no jornalismo e na crítica musical? 


Comecei lendo a Rock Brigade, revista que fui assinante por muito e muito tempo. Também acompanhei a Top Rock e até hoje guardo muitas dessas revistas. Já assinei a poeira Zine durante um tempo também, e se tiver que citar apenas o nome de alguém, acho que seria o Bento Araújo. Hoje acompanho mensalmente a Roadie Crew e a Classic Rock Magazine.



Quais sites e blogs sobre música você costuma ler em busca de informação?


Como não sou só eu que escrevo para o nosso site, a própria Consultoria do Rock é o site que eu mais leio, mas acompanho diariamente a Collectors Room e a Van do Halen. Esses sites são para me informar sobre o que está acontecendo e para ler análises e textos sobre música, pois quando quero informações mais técnicas, discografias, ano e uma possível indicação de por onde começar a ouvir determinada banda, uso muito o Rate Your Music.


Quando você ouve um disco, que elementos usa para analisar o álbum? O que pesa mais na sua análise: a qualidade das músicas, os arranjos, as inovações?


Para falar a verdade eu tento avaliar tudo isso aí nas abordagens que faço, mas se tiver que citar em um elemento seria um bem subjetivo: a minha afinidade com o disco. Como disse, prefiro resenhar discos que eu gosto e já conheço. Como faço poucas resenhas com o objetivo de divulgar um lançamento, tento passar o motivo de eu gostar de determinado álbum e o por que de eu achar que as pessoas devem ouvi-lo também.



No jornalismo musical, quais as matérias que você mais gosta de produzir?



Tenho que dizer que é até estranho alguém relacionar o que faço com “jornalismo musical”. Acho que são as resenhas dos discos mesmo, mas fico bastante satisfeito quando faço as discografias comentadas, já que normalmente são textos mais detalhados, porque a ideia é tentar passar como a banda se desenvolveu durante os seus anos. Acabo conhecendo muito.



Que dicas e conselhos que você dá para quem quer criar um site sobre música?



Quer escrever sobre música? Esqueça os radicalismos. Digo isso já que, por mais que você não goste de determinado estilo ou alguma banda, não use isso para enaltecer o que você está escrevendo. Ter que diminuir uma banda ou estilo para enaltecer o outro não é mérito algum.





Quais são as suas bandas preferidas, Fernando?


Esse é o tipo de pergunta, assim no plural, que é muito difícil de responder. Fácil de responder é que a minha banda preferida é o Iron Maiden. Eu tenho fases em que acabo descobrindo um grupo e fico ouvindo ele sem parar, e acabo só falando nele. Mas se tiver que citar outros para não ficar em cima do muro, citaria Pink Floyd, Metallica, Deep Purple, Yes, Helloween e Rush.


Sei que você gosta muito de heavy metal, principalmente do Iron Maiden. Qual o impacto que o gênero e a banda tem na sua vida?


O heavy metal teve muita importância na minha vida. No início dos turbulentos anos da adolescência eu tinha como melhores amigos aqueles caras que estampavam as capas dos meus discos. Na época que comecei a ouvir metal eu tinha me mudado de bairro e não conhecia quase ninguém por ali. Como não tinha muitos e muitos discos, eu não me desgrudava deles. Era frequente me deslocar para a casa de meus familiares em outras cidades levando duas malas: a de roupas e a de discos. Muita das minhas opiniões sobre o mundo acabaram sendo influenciadas, de alguma maneira, pelas coisas que aprendi ouvindo música. Se atualmente eu sou gosto de história é porque me interessava pelo que determinada música estava falando. Isso aconteceu, por exemplo, com a história da Inquisição, que aprendi com o The Eye, do King Diamond. A história da Segunda Guerra Mundial me chamou atenção depois que traduzi a música “Take no Prisoners”, do Megadeth. Muitos autores literários eu conheci por conta de citações em diversas músicas de diversos artistas. Vários amigos foram feitos por conta de gostos musicais semelhantes. Mas acho que não só o heavy metal teve esse impacto em mim. Quando comecei a ouvir rock progressivo descobri diversas formas diferentes de se tocar, novos instrumentos sendo inseridos nas músicas e toda uma diversidade que o progressivo tem, que acabou me tornando muito mais aberto para outros estilos musicais. Se eu tivesse ficado apenas no heavy metal lá no fim dos anos 1990 eu não conheceria nem 30% do que conheço hoje. Ainda não tenho vontade de ouvir pop, samba e outros gêneros, e acho que isso nunca vai acontecer, mas hoje consigo identificar qualidade mesmo em músicas que eu não gosto.





Como todo fã de rock, você tem uma coleção de discos. Qual o tamanho do seu acervo e quais as características da sua coleção?


O CD predomina na minha coleção. Apesar de ter começado com os vinis, eu vivenciei muito o surgimento dessa mídia digital, que tem na praticidade sua maior qualidade. Tenho cerca de 1.600 CDs, 100 LPs e 150 DVDs. Eu só compro LP hoje em dia do Iron Maiden e algum disco muito importante para mim. como o Close to the Edge, do Yes. Outro formatos como K7, VHS e compactos de 7” são basicamente todos do Maiden. No final, a conta de itens do Iron Maiden mais discos solos de integrantes dá 135 CDs, 52 LPs, 16 K7s, 7 VHS, 30 DVDs e 35 compactos 7”, fora alguns boxes, os bonecos, livros, revistas, camisas de futebol e outras quinquilharias. No fim das contas, eu tenho duas coleções: uma de CDs de várias e várias bandas e outra de itens do Maiden. Tenho também vários boxes de bandas diversas e livros sobre música, biografias, história de determinados estilos, etc. Sei que é algo sempre polêmico quando estamos falando de coleção de discos, mas tenho um arquivo digital gigantesco. Costumo apagar as pastas dos discos depois que compro o físico, mas hoje ainda tenho cerca de 5.000 álbuns em arquivo digital. Muitos e muitos deles eu quero comprar e ter aqui na minha prateleira, mas os arquivos digitais são bastante importante para mim, até porque durante um período da minha vida essa foi o único formato que tive para ouvir música, e hoje é a forma que uso para conhecer bandas e, aí sim, ir atrás dos CDs. 



Qual foi o primeiro disco que você comprou?



Como disse antes, o primeiro disco que comprei foi o The Number of the Beast, mas vou citar também os dois seguintes: Maiden Japan e o Killers.

E o último, qual foi?


Comprei ontem pelo site da Amoeba um do Humble Pie, o Smokin. Mas é certo que até isso ser publicado esse disco não terá chegado ainda graças aos nossos Correios. Então, o último que recebi foi o Live + One, aquele LP do Iron Maiden lançado no Japão. Tenho que pedir esse novo do Paul McCartney, que está ótimo.



Além do Iron Maiden, de quais outras bandas/artistas você tem mais itens?

Não tem nenhuma outra banda que tenho uma coleção tão ampla quanto tenho do Iron Maiden. A única banda que eu ainda compro singles, LPs e alguma coisa diferente é o Helloween, mas nada parecido. Porém tenho coleções completas de álbuns de estúdio de várias bandas. Algumas como o Rush, o Black Sabbath, o Deep Purple e o Kiss, possuem discografias extensas, então acabam se destacando. Outras que possuem 3-4-5 discos lançados posso dizer que tenho TUDO deles (risos).




Como você organiza a sua coleção?


Em uma bagunça organizada que só eu entendo (risos). Essa é uma pergunta difícil de responder e pode até ficar um pouco extensa. Primeiramente, tenho uma separação física de Iron Maiden com o resto das bandas. Tenho uma prateleira só para eles e bandas de ex e atuais integrantes. O resto eu separo em grandes grupos: classic rock, progressivo, hard rock, metal inglês, metal europeu e songwriters. A ordem alfabética eu uso apenas para ordenar, mas eu junto bandas que tem os mesmos integrantes principais, o que eu chamo de famílias. Por exemplo: meus discos do Dream Theater estão colados com os do Transatlantic. Mas daí eu coloco junto o Spock’s Beard e o Flying Colors também. Como o Portnoy recentemente saiu do Adrenaline Mob, os álbuns da banda foram “rebaixados” para ao grupo do Symphony X, já que antes ficavam junto com esse grupo do Dream Theater. O meu critério é usar o componente mais importante: se o Portnoy não faz mais parte do Adrenaline Mob, acabo relacionando a banda com o Russel Allen. Essa ideia eu sigo para todas as outras bandas. Também deixo os discos da santíssima trindade (Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin) em outra prateleira, mas isso acabou acontecendo por pura falta de espaço na prateleira principal. Desse modo, com os discos do Deep Purple estão os do Rainbow, os do Whitesnake, Trapeze e carreiras solos de todos esses caras. Separar tudo em ordem alfabética faria com que os discos solos de Steve Howe, Jon Anderson e Rick Wakeman ficassem longe dos do Yes e eu não consigo entender como alguém fica confortável com isso (risos). Dá para guardar longe os discos do King Diamond dos do Mercyful Fate? Claro que não! Quem coleciona sabe que encontrar um móvel adequado é complicado. Eu mandei fazer um mais ou menos da maneira que eu achava que ficaria bom. O problema é que alguns formatos não se adequam ao tamanho normal de um CD, alguns digipaks e mini LPs tem tamanho maior, já que algumas edições especiais de CDs são mais gordos. Daí ele não cabe e você tem que rearranjar tudo de novo. Ou seja, muitas vezes o modo com o organizo também é influenciado pelo móvel que tenho.



Quais os discos mais raros que você possui em sua coleção?

Tá aí outra questão complicada. Hoje a gente acaba confundindo raridade com preços altos, já que é possível encontrar quase tudo no ebay. Tenho vários itens que paguei uma nota, mas não sei se posso dizer que eles são raros. Alguns LPs do Iron Maiden, aquele Box quádruplo em vinil do Best of The Beast, por exemplo. Em alguns lugares chegam a vender ele por mil reais, e isso é uma grana doida. Eu ainda não tenho o The Soundhouse Tapes original, mas já vi diversas vezes ele para vender e acabei não comprando, porque estava sem a grana toda no momento. O Daniel, que também já contribuiu para a Collectors e para a Consultoria, uma vez me disse que o importante era você mesmo curtir sua coleção, e acho que esse é um pensamento legal. Posso citar que o meu xodó é a coleção de compactos de 7 polegadas do Iron Maiden. Tenho todos os oficiais e às vezes fico manuseando eles por um tempão. Acho eles demais e gostaria muito de ter tido a oportunidade de ouvi-los na época de seus lançamentos. Aqui no Brasil as pessoas não ligavam muito para esse formato, então fui conhecer eles depois que comecei a colecionar.




Qual álbum você procura há anos e até hoje não conseguiu comprar para a sua coleção?

Já falei do The Soundhouse Tapes, mas tem aquele “maldito” Maiden Japan venezuelano que me deixa doido (risos). Eu acho que já vi para vender quase tudo que eu queria ou que sabia que queria, mas como sou muito pão duro muitas vezes deixei passar e muito deles eu me arrependo demais.





Quais são os seus dez discos favoritos de todos os tempos?


Vou aproveitar para citar a mesma lista que usei em uma matéria recente da Consultoria do Rock, mas vou acrescentar dois só para fugir da regra:



Iron Maiden – The Number of the Beast


Iron Maiden – Seventh Son of a Seventh Son

Metallica – Ride the Lightnning

Megadeth – Rust in Peace

Pink Floyd – Dark Side of the Moon

Yes – Close to the Edge

Marillion – Misplaced Childhood

Viper – Theatre of Fate

Rush – Moving Pictures

Guns N’ Roses – Appetitte for Destruction

Helloween – Keeper of the Seven Keys Part II

King Crimson – In the Court of Crimson King

Onde você compra os seus discos?


Em vários lugares, mas principalmente pela internet. Já disse diversas vezes que o eBay é coisa do DEMO!!! Como é fácil comprar por lá a gente acaba exagerando e só percebe quando chega a fatura do cartão. Comprei bastante da Amazon, tanto a americana quanto a inglesa. Tem outro lugar que uso e que não é tão lembrado, chama-se Musicstack. Os preços lá são até melhores que os do eBay. Aproveito todas as promoções dos grandes sites nacionais. Gosto de ir à Galeria do Rock todas as vezes que vou a São Paulo e já comprei in loco em algumas lojas no exterior, como a Amoeba em Los Angeles. Nessa ocasião adquiri 116 CDs. O maior número que já comprei de uma vez, e dificilmente farei outra compra parecida.

O que a sua coleção de discos diz sobre você, Fernando?

Se avaliarmos no aspecto físico e de organização, diz que sou metódico. Se a avaliação for feita pela abrangência musical, que eu gosto de muita coisa diferente, de Billy Joel a Sarcófago. E para quem não entende o prazer de acumular discos, que sou louco e jogo dinheiro fora.

Como a paixão pela música afeta os outros aspectos da sua vida?


Acho que em todos os sentidos. Como disse, os discos me fizeram companhia quando estive sozinho. Ela me fez escolher amigos durante toda a vida. Hoje quase que a totalidade dos meus amigos virtuais, que converso frequentemente pela internet, tem a música como ligação. Muitas vezes eu preferi ficar em casa num sábado à noite para ouvir música ao invés de ir a algum lugar que a galera estava indo. Conheço diversas cidades e lugares do Brasil porque viajei pra lá atrás de um show. Em viagens ao exterior eu tenho que tirar um dia praticamente só para mim, porque ninguém quer ir comigo à alguma loja de discos famosa ou mesmo ver alguma banda que está tocando na cidade. Inclusive essas viagens são marcadas para coincidir com algum show. Dizem que o álcool é o melhor lubrificante social que existe, o que eu concordo completamente, até porque adoro cerveja, mas diria que no meu caso a música é até mais importante. Já fui em diversos shows sozinho e com 15 minutos já estava conversando com as pessoas em volta. No exterior isso aconteceu algumas vezes. A música afeta até em besteiras como as pequenas discussões que tenho com a Cristiane semanalmente porque quero ir DE NOVO com alguma camiseta de banda para as reuniões familiares de domingo. Até a arquitetura da casa que estamos planejando construir está sendo afetada, já que preciso de um local para guardar o que tenho e o quer vou ter no futuro.     





Qual disco e qual música definem a sua vida?


Nunca pensei nisso. E não sei se conseguiria citar um. Para fazer aquela lista de doze discos já foi um sacrifício.



O que você gostaria de ver com mais frequência aqui na Collectors Room?



Já te disse diversas vezes que gostaria que as entrevistas com colecionadores voltassem mais frequentemente. As diversas histórias que li aqui me incentivaram e inspiraram em ter a minha própria coleção. Muitas vezes me desanimaram também, porque tem cara que não tem noção, mas tem muita grana (risos).



Quais são os planos da Consultoria do Rock para o futuro, Fernando? Até onde você acha que o site pode chegar?



No meu caso o site é puro hobby e acho que alguns que participam dele pensam assim também. Eu sou engenheiro e trabalho no comércio, o Mairon é físico e o Micael é professor. Dos que tocam o barco os únicos que são jornalistas são o Diogo e o Bruno. Nós sempre falamos entre a gente que queríamos ser reconhecidos como produtores de conteúdo original. Tentar participar do meio cultural e divulgar o rock como o importante estilo que é. Não queremos polemizar nem reproduzir matérias. Já publicamos mais de 1.100 artigos e mudamos para o .com em março desse ano. Temos uma abrangência grande em termos de artistas e podemos agradar muita gente. O site tem potencial para atrair mais leitores e, porque não, parcerias e anunciantes.



Encerrando, qual é o seu objetivo como colecionador de discos e o que falta para você se sentir plenamente realizado com isso?



Lembrei-me de uma frase que você mesmo disse certa vez: “quero todos os discos do mundo”. Mas como isso não é possível e nem me interessaria por tudo, tenho como objetivo ter todos os álbuns de estúdio das bandas que mais gosto. Mantenho uma lista com os discos que faltam para completar a coleção de cerca de 50 bandas. Para muitas delas já consegui completar e hoje essa lista de faltas tem 32 discos. Mas com o tempo certamente o interesse por determinado grupo vai aumentar, e de 50 posso passar para 70-80, sei lá. Mas a ideia principal é ter todos os discos possíveis que eu ache relevante. Essas bandas que eu tenho a discografia toda são só das que eu realmente gosto de tudo. Não quero ter todos os discos de determinadas bandas sendo que só gosto de 3 ou 4 deles. Não quero apenas ter por ter. Quero uma coleção que tenha os discos mais importantes do rock, por exemplo, o Let’s Get it On, do Marvin Gaye. Não quero ter tudo dele, mas esse é um disco não pode ficar de fora. Já a coleção do Iron Maiden é outra história. Como colecionar itens da banda é um tarefa sem fim, planejo objetivos e tento manter o foco o máximo possível. 

Por Ricardo Seelig

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