7 de dez de 2013

Grammy 2014: conheça os discos e músicas indicados na edição 2014 da premiação

sábado, dezembro 07, 2013
Mesmo após receber um Oscar pela trilha do filme Round Midnight (1986), Herbie Hancock falou com convicção: "Nada se compara ao que senti ao ganhar o Grammy de álbum do ano". Ele estava se referindo ao disco River: The Joni Letters (2008), lançado em 2008 e composto por releituras de canções de Joni Mitchell. Portanto, eis a lição: se um cara como Hancock, parceiro de Miles Davis em duas ou três mudanças de rumo na música ocidental, sente isso, quem somos nós, meros ouvintes, para discordar?

Então, sem mais delongas, vamos aos discos e canções indicados à edição 2014 do Grammy, gravados por artistas que poderão sentir em sua plenitude a emoção citada por Hancock:

Disco do Ano

Sara Bareilles - Brave
Daft Punk - Random Access Memories
Kendrick Lamar - Good Kid, M.A.A.D City
Macklemore and Ryan Lewis - The Heist
Taylor Swift - Red

Gravação do Ano

Daft Punk - Get Lucky
Imagine Dragons - Radioactive
Lorde - Royals
Bruno Mars - Locked Out of Heaven
Robin Thicke - Blurred Lines

Música do Ano

Pink - Just Give Me a Reason
Bruno Mars - Locked Out of Heaven
Katy Perry - Roar
Lorde - Royals
Macklemore and Ryan Lewis - Same Love

E não, também não sei qual é a diferença entre música e gravação do ano.

E sim, ganha o Daft Punk. E onde os capacetes franceses não estão, a Lorde leva.

Por Ricardo Seelig

Informações sobre o novo disco do Machine Head

sábado, dezembro 07, 2013
A melhor banda de heavy metal do planeta - pelo menos para esse que vos escreve - deu mais pistas sobre o seu aguardado novo disco. Robb Flynn, vocalista, guitarrista, principal compositor e manda-chuva do Machine Head, informou que o próximo disco do grupo será atemporal e que não há pressa para lançá-lo.

"Estamos em uma nova gravadora, temos um novo baixista e estamos gravando o sucessor de Unto the Locust. Não há pressa no processo. Já temos cinco ou seis novas músicas em processos diferentes de desenvolvimento. O novo álbum pode ser lançado entre abril e agosto de 2014 ou daqui há cinco anos, mas o certo é que terá a sonoridade clássica do Machine Head".

Estamos esperando ansiosamente, Robb. Não nos decepcione.

Por Ricardo Seelig

Vader começa a gravar novo álbum

sábado, dezembro 07, 2013
O violento Vader, um dos nomes mais fortes da cena death metal em todo o planeta, iniciou a gravação do seu novo disco. Os poloneses estão no Hertz Studio, na cidade de Bialystok, onde devem registrar quatorze nove faixas para o álbum.

O novo trabalho do Vader deverá se chamar Tibi Et Igni, frase em latim que significa For You and Fire. O disco será o sucessor de Welcome to the Morbid Reich, que saiu em agosto de 2011. O álbum marcará a estreia do novo baterista, o inglês James Stewart, que substituiu Pawel Jarosewicz.

Aguardemos.

Por Ricardo Seelig

Veja quem são os indicados para o Grammy 2014 de Melhor Performance de Metal

sábado, dezembro 07, 2013
A organização do Grammy, a mais badalada premiação musical do planeta, revelou os indicados na categoria Best Metal Performance da edição 2014 do evento. Anota aí: Anthrax com "T.N.T.", Black Sabbath com "God is Dead?", Killswitch Engage com "In Due Time", Dream Theater com "The Enemy Inside" e o Volbeat com "Room 24", está última com a participação do lendário King Diamond.

Alguns comentários:

- a versão do Anthrax para o clássico do AC/DC, presente no EP de covers Anthems, é fraca e sem inspiração. Não entendi o que faz nesta lista

- a presença do Black Sabbath aponta para o favorito para ganhar o prêmio. O Sabbath deve vencer, e isso terá um simbolismo bastante grande

- o Killswitch Engage gravou realmente um bom disco em Disarm the Descent, mas não tem força para bater os pesos pesados que também estão no páreo

- por tudo o que representa no mercado fonográfico, o Dream Theater me parece a única banda com condições de vencer o Black Sabbath neste prêmio. Mesmo assim, larga atrás e é zebra

- e a indicação do Volbeat é a prova concreta do enorme crescimento alcançado pela banda dinamarquesa no mercado norte-americano

Aposto todas as minhas fichas no Sabbath. E vocês?

Por Ricardo Seelig

6 de dez de 2013

Top 2013 Collectors Room: Marcelo Vieira revela os seus melhores do ano

sexta-feira, dezembro 06, 2013
Integrante da equipe da Collectors Room, Marcelo Vieira é jornalista, DJ, músico e colecionador de discos. Profundo conhecedor do chamado hair metal, colaborou com sites como a Van do Halen e diversos outros, e hoje une o prazer de escrever sobre música com a atividade de editor assistente em uma editora de livros.

Abaixo, o que de melhor aconteceu em 2013 na sua opinião.



Black Sabbath - 13

O livro do Apocalipse da Bíblia do heavy metal. Sem mais.



Houston - II

AOR de primeira reunindo clichês do gênero e fator novidade. E ainda conta com o selo Suécia de qualidade.



Fates Warning - Darkness in a Different Light

A melhor banda de metal progressivo do mundo. Aperte o play e volte aos tempos de No Exit, só que com uma produção muito mais caprichada.



Ghost - Infestissumam

Menos pesado que Opus Eponymous, mas tão cativante quanto, mostra porque o Ghost é a banda mais legal dos últimos tempos.



Reckless Love - Spirit

Sem medo de ser feliz e glam, o quarteto finlandês incorpora ingredientes que vão do metal ao pop e lança seu melhor trabalho. Um chiclete em formato de disco.



The Winery Dogs - The Winery Dogs

Kotzen, Sheehan e Portnoy não tinha como dar errado. E não tinha como ser melhor.


Daft Punk - Random Access Memories

Guilty pleasure que a gente faz questão de manter na cabeceira para todo mundo ver.



Justin Timberlake - The 20/20 Experience

Um retrato do que na minha cabeça seria o pop ideal: capaz de atrair ouvintes de outros gêneros e ser representado em espetáculos de forte apelo visual.


Hugh Laurie - Didn't It Rain

O eterno Dr. House dá a receita de como ser elegante sem soar datado.



Stryper - No More Hell to Pay

Depois de uma sequência de álbuns mornos, o Stryper quita a dívida com os fãs e demonstra que todo o seu poder de fogo estava, apenas, de férias.



Retorno do Ano: Carcass - Surgical Steel
 

Se a minha concepção de retorno não previsse continuidade, o Sabbath levaria. Como prevê, medalha de ouro para o Carcass, que voltou com força total e, pelo visto, ainda fará mais e melhor.


Decepção do Ano: Beady Eye - Be

Eu poderia dizer Bon Jovi se discos decepcionantes não fossem uma certeza há pelo menos uns 10 anos — tirando Lost Highway (2007), que eu confesso, adoro. O prêmio vai para o Beady Eye, que perdeu totalmente os culhões e migrou para o lado indie da força num disco torturante de se ouvir.


Melhor CD/DVD ao Vivo: Peter Frampton - FCA! 35 Tour: An Evening With Peter Frampton

Meu artista favorito celebra o 35º aniversário de seu maior clássico resgatando sons que enlouqueciam a molecada nos anos 1970 com uma energia que dá gosto de assistir.


Melhor Livro: A Arrasadora Trajetória do Furacão The New York Dolls (Nina Antonia, Madras)
 

Livro capaz de transformar um reles ouvinte num fã de carteirinha de uma banda. Nina Antonia narra uma história breve e controversa de maneira envolvente e fácil de assimilar.

Melhor Show: Aerosmith (Monsters of Rock, São Paulo)
 

Entre a cruz e a caldeirinha, nomeio aquele que manteve meu coração disparado do início ao fim.

Cinco melhores sites de música:
 

Van do Halen
SPIN
Ultimate Guitar
Coluna do Regis Tadeu no Yahoo!
Whiplash


Tedeschi Trucks Band: crítica de Made Up Mind (2013)

sexta-feira, dezembro 06, 2013
Superar o dito teste do segundo disco foi das tarefas mais fáceis para a Tedeschi Trucks Band. Basta ouvir as primeiras notas de "Made Up Mind", canção que abre e dá nome ao novo álbum, para rapidamente perceber que o duo Derek Trucks e Susan Tedeschi é realmente iluminado. Tão iluminado a ponto de, em apenas dois anos, retornar com um trabalho estupendo e igualmente genial à estreia com Revelator (2011).

Se alguém tinha dúvida de que o casal conseguiria manter o elevado nível em sua nova incursão, pode se preparar para vê-la sendo dissipada ao longo de onze belas canções que mostram uma mistura única de blues, soul, southern rock, jazz, country e generosas doses de pop. Apontar se
Made Up Mind é superior ou inferior a Revelator é, basicamente, um exercício de puro gosto pessoal. De concreto, fica o fato de que ele é tão rico e encantador quanto o antecessor.


O que é plausível de análise e se apresenta bastante nítido é que Made Up Mind é bem mais ganchudo. Mais cativante no sentido de ir direto ao ponto e ser um tanto quanto fácil de digerir. As músicas são mais simples e fisgam de imediato. Não que a veia experimental e jazzística de Revelator tenha sido limada, abandonada. Ela apenas não é mais o ponto central da música idealizada pela Tedeschi Trucks em estúdio. Jams e longas improvisações são guardadas para o palco, como no ao vivo Everybody's Talking' (2012). Uma decisão acertada e que abre caminho para a banda ser alçada ao mainstream a qualquer momento.

Como supracitado, "Made Up Mind" abre o homônimo disco com a energia lá em cima. Simples, direta e, sobretudo, animada. O jogo já começa ganho. É uma espécie de "Bound For Glory" do novo trabalho. Aliás, essa correlação entre as músicas dos dois albuns acontece em diversos momentos. Alguns exemplos são: "Idle Wind" e sua proximidade com "Midnight in Harlem", a melancolia de "It's so Heavy", já vista anteriormente em "Simple Things", o peso e a guitarra incendiária em "Whiskey Legs", quase idêntica a "Learn How To Love", dentre outros. Não que a banda esteja tão somente se repetindo. Tem muito mais a ver com a identidade que se criou. Marcas que remetem ao próprio som.


"Do I Look Worried", a segunda do tracklist, lembra "Don't Let Me Slide", mas se destaca mesmo é por escancarar toda a beleza da guitarra de Derek Trucks, que apresenta com destreza o que talvez seja seu melhor solo no disco. Simplesmente acachapante. Falar da qualidade de Derek é chover no molhado, mas necessário. Ainda com apenas 34 anos, o guitarrista, além de ser o principal nome de sua geração, caminha a passos largos para figurar entre os grandes do instrumento em todos os tempos. Mais alguns trabalhos nesse mesmo ritmo, e isso estará consumado. Derek é a prova viva da força do legado de Duane Allman.


"Misunderstood" possui um groove matador. Mais soul sulista impossível. "Part of Me" retoma o clima ensolarado e é a mais dançante do disco. Bastante próxima do que o Alabama Shakes fez em
Boys and Girls (2012), é a faixa certa para você apresentar a banda para aquela garota que há tempos quer conquistar. James Brown ficaria lisonjeado. "All That I Need" tem o melhor refrão do álbum, bem como o poder de salvar um dia que esteja péssimo. É a síntese do som da Tedeschi Trucks Band: alegria, vento no rosto e a sensação de estar vivo.


Porém, não se pode falar de Derek Trucks e Susan Tedeschi sem mencionar o combo de nove músicos que os acompanha desde o início dessa trajetória retumbante. Instrumentistas de alto quilate, que fazem a cama para que o casal sobressaia. Seja nos teclados, nos backing vocals ou no naipe de metais. Escolhendo apenas uma das onze canções para exemplificar a concretização desse processo, não resta dúvidas de que a mais apropriada é "Idle Wind", dona de flautas em profusão e um excelente trabalho de arranjos.


A cereja do bolo fica com a voz de Susan e sua interpretação, verdadeiro show à parte. Tudo é belo em
Made Up Mind, mas nada se compara ao encanto da americana de 43 anos. Lançado em 19 de agosto, o disco se encerra com a singela "Calling Out To You", que comprova a excelência da cantora em uma música bucólica à la "Over The Hills and Far Way", do Led zeppelin. Convenhamos, não dava para o desfecho ser melhor. Vida longa ao casal e sua trupe.


Nota: 9,5




Faixas


1 Made Up Mind 3:53

2 Do I Look Worried 4:33
3 Idle Wind 5:10
4 Misunderstood 5:41
5 Part of Me 4:06
6 Whiskey Legs 4:04
7 It's So Heavy 4:56
8 All That I Need 5:11
9 Sweet And Low 5:02
10 The Storm 6:34
11 Calling Out To You 3:46

Por
Guilherme Gonçalves

Os 20 melhores discos de heavy metal de 2013 na opinião do PopMatters

sexta-feira, dezembro 06, 2013
O PopMatters divulgou a sua lista com os melhores discos de heavy metal de 2013 na opinião de sua equipe. São vinte títulos, com a predominância de sons extremos e inovadores. A matéria original, em inglês, está aqui.

O primeiro posto dado ao In Solitude faz justiça a um dos grandes álbuns lançados este ano. Aliás, a lista inteira está repleta de pedradas sônicas.

Aqui você tem as listas de 2012 e 2011, e, abaixo, o top 20 de 2013 segundo o site:

20 Dark Tranquility - Construct
19 Heaven Shall Burn - Veto
18 Atlantean Kodex - The White Goddess
17 Exhumed - Necrocracy
16 Shooting Guns - Brotherhood of the Ram
15 Lycus - Tempest
14 Kataklysm - Waiting for the End to Come
13 Deafheaven - Sunbather
12 Russian Circles - Memorial
11 Clutch - Earth Rocker
10 Skeletonwitch - Serpents Unleashed
9 Kvelertak - Meir
8 Oranssi Pazuzu - Valonielu
7 Altar of Plagues - Teethed Glory and Injury
6 Darkthrone - The Underground Resistance
5 Gorguts - Colored Sands
4 Shining - One One One
3 Carcass - Surgical Steel
2 SubRosa - More Constant Than the Gods
1 In Solitude - Sister


Por Ricardo Seelig

Time revela a sua lista de melhores do ano

sexta-feira, dezembro 06, 2013
A tradicional revista norte-americana Time, uma das publicações mais respeitadas do planeta, também entrou na onda e divulgou a sua lista com os melhores discos de 2013. A matéria completa, com comentários sobre cada um dos títulos, pode ser lida aqui.

A maioria dos dez álbuns listados pela Time não tinham aparecido no top 10 de nenhuma lista até agora, fato que por si só já torna as escolhas bastante interessante.

Confira abaixo quais foram os dez melhores discos de 2013 na opinião da Time:

10 M.I.A. - Matangi
9 Quasi - Mole City
8 Janelle Monáe - The Electric Lady
7 Kelela - Cut 4 Me
6 Alex Chilton - Electricity by Candlelight
5 Neko Case - The Worse Things Get, The Harder I Fight, The Harder I Fight, The More I Love You
4 William Onyeabor - Who is William Onyeabor?
3 My Bloody Valentine - m b v
2 Vampire Weekend - Modern Vampires of the City
1 Kanye West - Yeezus


Por Ricardo Seelig

Os 10 melhores discos de 2013 segundo o NoiseCreep

sexta-feira, dezembro 06, 2013
O site norte-americano NoiseCreep, especializado em rock e heavy metal, divulgou a sua lista de melhores do ano. Entre os dez títulos escolhidos, equilíbrio entre nomes veteranos e alguns mais recentes, evidenciando a diversidade da cena atual.

A matéria completa, com comentários sobre cada um dos álbuns, pode ser lida aqui.

Abaixo, os 10 melhores discos de 2013 segundo o NoiseCreep:

10 Killswitch Engage - Disarm the Descent
9 Stone Sour - House of Gold & Bones Part 2
8 Children of Bodom - Halo of Blood
7 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
6 Clutch - Earth Rocker
5 Motörhead - Aftershock
4 Palms - Palms
3 Black Sabbath - 13
2 The Dillinger Escape Plan - One of Us is the Killer
1 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork


Por Ricardo Seelig

5 de dez de 2013

Top 2013 Collectors Room: os melhores do ano na opinião de Diogo Salles, do Geek Musical

quinta-feira, dezembro 05, 2013
O Geek Musical é um site de duas cabeças. Criado e levado a cabo por Diogo Salles e Rafael Fernandes, é uma evolução do trabalho da dupla no Digestivo Cultural e no podcast Tungcast. Com textos sempre críticos porém bem humorados, o Geek Musical possui uma linha editorial distinta da grande massa de sites e blogs musicais brasileiros, entregando um conteúdo diferenciado e nada raso.

Uma das cabeças do site, Diogo Salles participa do nosso Top 2013 revelando para os leitores da Collectors Room quais foram os melhores discos do ano na sua opinião.


Deep Purple - NOW What?!


Esse foi o disco que mais me surpreendeu em 2013. Tal qual havia acontecido com o Van Halen em 2012, eu não achava que eles fossem capazes de se reinventar dessa forma. Por isso, não tive dúvida em cravar este como o melhor álbum do Purple desde Perfect Strangers (1984). Muito de seu sucesso se deve à ousadia do produtor Bob Ezrin e do tecladista Don Airey.


David Bowie - The Next Day


Outro que já não inspirava mais grandes expectativas era o Bowie, que viveu os últimos dez anos longe da música. The Next Day marcou a sua volta com outra faceta: a do Bowie que nega o showbizz e se concentra apenas na música. E, nesse sentido, o disco já fala por si, com produção caprichada (mas sem firulas), ótimos arranjos e refrões marcantes.


Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here


Esse foi o disco que consolidou o Alice In Chains como banda, depois da entrada de William DuVall. Mantendo o mesmo nível de Black Gives Way to Blue (2009), Jerry Cantrell mostra porque é um dos melhores guitarristas de sua geração e o AIC prova aos críticos que esse retorno não foi caça-níqueis nem oportunismo.


Daft Punk - Random Access Memories


Sem vergonha de fazer um disco brilhante, o Daft Punk arriscou e triunfou. Há muito não se ouvia um álbum que se propunha retrabalhar as sonoridades dos anos 70 e 80 de forma tão inovadora. "Giorgio by Moroder" é, provavelmente, a grande sacada musical do ano. Nile Rodgers prova que é mesmo um gênio, sabendo polir o som da dupla e ainda contribuir de forma decisiva com alguns grooves, que fazem desse o disco pop de 2013.

Deventter - Empty Set


Havia muito tempo eu sentia que a “cena” roqueira no Brasil havia caído no limbo. A meu ver, não havia uma banda nacional que fizesse o seu som, independente dessa briga entre “venais” e “puristas”. Foi exatamente isso que me chamou a atenção no Deventter. Preservaram o lado autoral e fazem um som que é só deles, ficando entre o hard, o prog e o alternativo, mas sem fincar o pé em nenhum deles. Trazem suas influências, claro, mas sabem usá-las com inteligência, sem deixar que transbordem. Destaque para a extrema felicidade das letras, que refletem toda a indignação da sociedade contra a classe política nas manifestações levadas às ruas em 2013.


Jimi Hendrix - People, Hell and Angels


Um disco apenas para quem é fã de carteirinha do guitarrista. Mas aí é que está: quem não é? Constituído de mais uma catadão de jams realizadas em estúdio no fim dos anos 60, o álbum nos traz um bom retrato do caminho que Hendrix trilhava antes de formar a Band of Gypsys, com um clima de R&B e muita diversidade sonora trazida por seus convidados.


Rush - Clockwork Angels Tour

Mesmo sem trazer muita novidade, é o álbum ao vivo do ano. Confirma a boa fase da banda, marca sua consagração no Rock and Roll Hall of Fame e ainda traz o novo repertório acompanhado de uma orquestra, para encorpar ainda mais o som e fazer um contraponto aos teclados.



Cellardoor - Random Alarms


Em seu sétimo álbum, o projeto musical ganha participações de músicos, produtores e designers vindos todos do cenário independente, o que contribuiu ainda mais para a seriedade e o profissionalismo do trabalho. E o que é melhor: sem perder o idealismo. O resultado é uma bem sucedida mistura de pop com música eletrônica, mostrando o melhor lado da Cauda Longa.

Black Sabbath - 13


Aqui o destaque não é nem pelo disco em si, mas pelo simbolismo do retorno do Sabbath com Ozzy ao estúdio. O álbum é arrastado, a banda soa envelhecida, mas e daí? Mesmo não soando brilhante, o importante foi voltar ao marco zero do metal e revisitarmos a origem de todo o som pesado que se fez desde 1969. Melhor ainda que trouxe a banda ao Brasil, constituindo-se numa oportunidade única para erradicarmos o analfabetismo musical que assola as novas gerações de ouvintes.


The Winery Dogs - The Winery Dogs


Como entusiasta das “superbandas”, destaco o Winery Dogs como a boa surpresa de 2013 no gênero, assim como o Flying Colors tinha sido em 2012, Black Country Communion em 2010 e Chickenfoot e Them Crooked Vultures em 2009. Apesar de trazer baladas irrelevantes como “Damaged”, destaque para a quebradeira hard e a competência dos três integrantes. Me impressionou o desempenho vocal de Richie Kotzen, lembrando em alguns momentos David Coverdale em seus melhores dias.

Os melhores discos e músicas de 2013 segundo a Classic Rock Magazine

quinta-feira, dezembro 05, 2013
A revista inglesa Classic Rock traz em sua nova edição a tradicional lista com os melhores discos e músicas do ano escolhidos pela sua equipe. Focada totalmente no rock, blues e heavy metal, as escolhas trazem álbuns que não estavam sendo citados nas listas já divulgadas de outras publicações.

Há diversas bandas pouco conhecidas no Brasil e com um som excelente em ambas as listas da Classic Rock, convivendo ao lado de nomes veteranos. Ou seja: pra quem curte, está aí um prato cheio para descobrir e garimpar novos sons.



Abaixo, os 50 melhores discos de 2013 na opinião da Classic Rock:

50 Nato Coles and The Blue Diamond Band - Promises to Deliver
49 Coney Hatch - Four
48 Avantasia - The Mystery of Time
47 Amplifier - Echo Street
46 The Civil Wars - The Civil Wars
45 FM - Rockville
44 The Answer - New Horizon
43 Wolf People - Fain
42 Purson - The Circle and the Blue Door
41 Houndmouth - From the Hills Bellow the City
40 Tedeschi Trucks Band - Made Up Mind
39 Avenged Sevenfold - Hail to the King
38 W.E.T. - Rise Up
37 The Winery Dogs - The Winery Dogs
36 Shovels & Rope - O’Be Joyful
35 Airbourne - Black Dog
34 Sammy Hagar - Sammy Hagar & Friends
33 Volbeat - Outlaw Gentlemen and Shady Ladies
32 Hidden Masters - Of This and Other Worlds
31 Freefall - Power and Volume
30 Beware of Darkness - Orthodox
29 White Denim - Corsicana Lemonade
28 Black Spiders - This Savage Land
27 Fish - A Feast of Consequences
26 The Graveltones - Don’t Wait Down
25 Monster Magnet - Last Patrol
24 Hey! Hello! - Hey! Hello!
23 Saxon - Sacrifice
22 Deaf Havana - Old Souls
21 Shooter Jennings - The Other Life
20 Dream Theater - Dream Theater
19 Monster Truck - Furiosity
18 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
17 Roy Harper - Man and Myth
16 Von Hertzen Brothers - Nine Lives
15 Scorpion Child - Scorpion Child
14 The Strypes - Snapshot
13 Deep Purple - Now What?!
12 The Virginmarys - King of Conflict
11 Black Star Riders - All Hell Breaks Loose
10 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
9 Gary Clark Jr - Blak N’ Blu
8 Alter Bridge - Fortress
7 Motörhead - Aftershock
6 Pearl Jam - Lightning Bolt
5 Steven Wilson - The Raven That Refused to Sing (And Other Stories)
4 The Temperance Movement - The Temperance Movement
3 David Bowie - The Next Day
2 Clutch - Earth Rocker
1 Black Sabbath - 13



E aqui as 30 melhores músicas do ano na opinião da revista:

30 Mad Season - Slip Away
29 Star & Dagger - Your Mama Was a Grifter
28 Stone Temple Pilots - Out of Time
27 Bass Drum of Death - Shattered Me
26 Beth Hart & Joe Bonamassa - Strange Fruit
25 Dregen - Just Life Death
24 Uncle Acid and The Deadbeats - Mind Crawler
23 JJ Grey & Mofro - 99 Shades of Crazy
22 Tracer - Now I Ride
21 Hell - The Age of Nefarious
20 Beastmilk - Death Reflects Us
19 The Besnard Lakes - The Sceptre
18 Houston - I’m Coming Home
17 The Velcro Lewis Group - Inside My Dream
16 The Hoax - Hipslicker
15 KoRn - Love and Meth
14 The Deafening - Death, Rattle ‘N’ Roll
13 Pixies - Bagboy
12 Ghost - Secular Haze
11 Leslie West feat. Johnny Winter - Busted, Disgusted or Dead
10 Cadillac Three - Back It Up
9 Black Robot - Louise
8 Lissie - Further Away (Romance Police)
7 Buddy Guy - Evil Twin
6 Dave Hause - We Could Be Kings
5 Prince - Screwdriver
4 Blues Pills - Devil Man
3 Deap Vally - End of the World
2 Manic Street Preachers - Show Me the Wonder
1 Michael Monroe - The Ballad of the Lower East Side

Por Ricardo Seelig

O rock progressivo ano após ano: 15 discos para entender 1967

quinta-feira, dezembro 05, 2013
Comecei este artigo inicialmente para o meu site, o www.progshine.net, mas de uma maneira diferente. Por lá apenas listo os 50 discos mais bem posicionados em diversos sites e dou links para ouvir/comprar os discos através de fontes oficiais.

 No entanto, vendo que a Collectors Room é carente no que diz respeito ao rock progressivo, resolvi levar essa ideia ao fundador do site, Ricardo Seelig, que aceitou. Então, aqui estamos!
 
A ideia é listar, ano após ano, os 15 discos essenciais para entender o gênero. Preparem-se, pois eu pretendo escrever 46 listas (de 1967 a 2013 e, possivelmente, 2014).

Parte 1 - Por que 1967?



Muitos podem argumentar ou perguntar: “Por que começar por 1967?”. É verdade que o rock progressivo da maneira que a maioria de nós conhece começou entre os anos de 1969 e 1970. No entanto, pra tentar entender de onde vieram as bandas e como elas começaram a desenvolver o som que criaram, é bom que comecemos na raiz da questão, e pra mim 1967 é essa raiz.



Parte 2 - Por que então não começar em 1965 ou 1966?


A resposta é simples. Apesar da psicodelia ter começado em meados de 1965 e ter aflorado de verdade em 1966, foi apenas em 1967 que os primeiros “pirados” apareceram e as primeiras ideias realmente avançadas deram seus primeiros frutos. Não só isso: bandas importantes no futuro do rock progressivo lançaram seus primeiros discos nesse ano, como Pink Floyd, The Nice (futuramente ELP), Procol Harum, etc.

 

1967 não pode ser considerado um ano onde bandas lançaram trabalhos progressivos, mas como eu disse, pra entender o que vem a seguir, esse ano é extremamente importante.

Baseados quase que totalmente na psicodelia, os trabalhos a seguir seriam grandes influências no futuro do gênero.

Parte 3 - O flautista nas portas do amanhecer e outras histórias:



The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band


Não seria errado dizer que tudo nasceu com os Beatles. Não que sonoramente Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band seja um disco progressivo, de maneira nenhuma. Mas a música contida nesse álbum é completamente diferente de tudo lançado até então, incluindo a maravilhosa arte do LP que viria a inspirar tantas bandas prog nos próximos anos. Tudo que viria depois desse disco dentro do cenário rock seria influenciado e aumentado em escala industrial. Apesar de Sgt. Pepper’s não ser exatamente um disco conceitual no que diz respeito a contar uma história, havia todo um conceito por trás do LP, e isso incitou ideias ao redor do mundo. O fato de Paul McCartney querer se “esconder” sob o pseudônimo de uma outra banda e tentar criar um disco onde cada música contaria uma parte de uma história acabou gerando zilhões de álbuns desde então. Ainda hoje, Sgt. Pepper’s é surpreendentemente moderno em peças como “Lucy in the Sky with Diamonds” e “A Day in the Life”, por exemplo.

Como diz o ditado: “Quem não gosta de Beatles ,bom sujeito não é!

Ouça Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band aqui.


Pink Floyd – The Piper at the Gates of Dawn


O primeiro trabalho da maior banda que o rock progressivo produziu não tem nada a ver com o som que você com certeza conhece de anos mais tarde. A estreia do Pink Floyd foi quase que totalmente concebida pelo Madcap Syd Barrett, mentor e compositor da banda até então. Calcado em loucas e esquisitíssimas músicas e muito ácido, o disco marca o início da alta experimentação dentro do rock com faixas como “Astronomy Domine”, “Pow R. Toc H.” e “Interstellar Overdrive’. Menos de um ano depois do lançamento, Syd tinha comsumido tanto LSD que era incapaz de continuar com a banda de maneira sã e profissional. Então, um novo guitarrista - David Gilmour - foi adicionado, Syd acabou sendo chutado do grupo e um gigante nasceria alguns anos depois.



Ouça The Piper at the Gates of Dawn aqui.



The Moody Blues – Days of Future Passed


Influenciado pela psicodelia, o Moody Blues deixou de ser a simples banda de rhythm and blues de dois anos antes e começou a compor seriamente. Altamente inspirados pelos Beatles e seu Sgt. Pepper’s, a banda inglesa lançaria em dezembro de 1967 um disco que é tido como um marco para o rock progressivo: Days of Future Passed. Neste disco, o Moody Blues pega a ideia de álbum conceitual e leva ao extremo, contando a história de um dia de trabalho de uma pessoa normal. O LP é apontado como sendo o responsável pelo nascimento do progressivo sinfônico, já que a banda trabalhou com uma orquestra completa em sua gravação. Days of Future Passed rendeu ao Moody Blues o super hit “Nights in White Satin”.



Ouça Days of Future Passed aqui.


The Nice – The Thoughts of Emerlist Davjack

A estreia em LP do grupo de Keith Emerson (que mais tarde fundaria o Emerson, Lake & Palmer) é tida como outro marco para o gênero. Apesar de ainda ensopado no rock psicodélico vigente na época, o The Nice trazia novidade para o seu som, como as adaptações clássicas da faixa “Rondo”, fator que alguns anos mais tarde seria altamente utilizado pelo ELP. A título de curiosidade, o título do álbum, especialmente o pseudônimo Emerlist Davjack, foi criado juntando os nomes dos integrantes da banda (Keith Emerson, David O'List, Brian Davison e Lee Jackson).

 

Ouça The Thoughts of Emerlist Davjack aqui.

Procol Harum – Procol Harum


O Procol Harum acabou sendo deixado para trás no que costumo chamar de Panteão do Prog Rock. Bandas como King Crimson, Pink Floyd, Genesis e Yes são mencionadas o tempo todo. No entanto, o grupo que acredito ter feito rock progressivo antes de todos acabou não rendendo da mesma maneira. Foi com o single “A Whiter Shade of Pale”, lançado em maio de 1967, que o mundo ouviu algo REALMENTE novo no universo da música. A edição original inglesa não tinha o single, porém a edição americana trazia a canção, que acabou se transformando em um grande hit. No ano seguinte o Procol Harum iria alcançar mais um primeiro lugar, mas isso são detalhes para o próximo artigo.

 

Ouça Procol Harum aqui.

Frank Zappa – Absolutely Free


Frank Zappa raramente precisa de introduções ou apresentações. Toda alma que se preza e que se diz ouvinte de rock obrigatoriamente TEM que conhecer o cara. Não necessariamente gostar, mas TEM que conhecer. O motivo é simples: Zappa foi um desbravador, um lunático, um gênio, um indomável. Fez o que quis e como quis. É exatamente por isso que o segundo disco de sua banda, The Mothers of Invention, se chama Absolutely Free (Absolutamente Livre). O álbum, lançado em maio, foi um dos primeiros a trazer suítes, com cada lado do LP contendo uma música dividida em várias partes.

Ouça Absolutely Free aqui.



Captain Beefheart – Safe As Milk


Captain Beefheart é da mesma safra que Zappa, até mesmo amigo do mesmo. Logo, é “doidão” também. O líder da banda, que mais tarde – tal como Alice Cooper – acabou adotando o nome do grupo para si próprio, Don Glen Vliet, nunca se acomodou em um só som e fez de tudo: psicodelia, avant garde, blues, jazz, etc. Para justificar a banda nessa lista, as demos originais do álbum foram apresentadas à gravadora na época (A&M) e eles foram demitidos porque o material era “negativo demais”.

 

Ouça Safe As Milk aqui.


Love – Forever Changes


O Love, liderado por Arthur Lee, não teve sucesso comercial na época do lançamento deste disco. A banda também não seguiu um caminho progressivo em álbuns posteriores. No entanto, Forever Changes influenciou muitas cabeças da época, que posteriormente iriam gravar seus próprios trabalhos.



Ouça Forever Changes aqui.


Cream – Disraeli Gears


O Cream nunca foi uma banda prog, mas seu segundo álbum vinha recheado de psicodelia e bluee rock. Músicas como “Tales of Brave Ulysses” e “Swlabr” abriam portas para o surrealismo em seus textos, e os músicos (Ginger Baker, Eric Clapton e Jack Bruce) foram influência para grande parte da cena prog, em especial o baixista e vocalista Jack Bruce, que está na lista de influências de Geddy Lee e Chris Squire.



Ouça Disraeli Gears aqui.




Jimi Hendrix – Axis: Bold As Love


Jimi Hendrix, assim como Frank Zappa, não precisa de apresentações no mundo do rock.
 Axis: Bold As Love entra na minha lista de essenciais (e não o disco de estreia, apesar de ótimo), pois nele Hendrix se mostra como um grande compositor e não apenas como guitarrista. A grande maioria das faixas tem o estúdio como “instrumento” adicional, levando as experimentações sonoras aos mais altos níveis possíveis. O álbum acabou sendo influência para meio mundo.



Ouça Axis: Bold As Love aqui.



Jefferson Airplane – After Bathing At Baxter’s


Outra banda que, assim como o Cream, apresentava um som 50/50. Metade da música do Jefferson Airplane era altamente psicodélica e inovadora, enquanto a outra metade era carregada de blues rock básico. O fato de ter uma mulher nos vocais fez também que o som da banda fosse diferente dos outros grupos psicodélicos. O álbum anterior, Surrealistic Pillow, havia sido lançado em fevereiro e trazia, entre outras faixas, “White Rabbit”. Essa música abria portas para viagens ao mundo dos livros (no caso, Alice no País das Maravilhas), fato que seria muito usado pelas bandas prog nos anos vindouros.
 Mas foi em After Bathing At Baxter’s, lançado em dezembro, que a banda foi adiante em seu som. Composto por suítes e faixas mais longas (como os nove minutos de “Spare Chaynge”), After Bathing At Baxter’s foi um trabalho de ruptura para o Jefferson Airplane.



Ouça After Bathing At Baxter’s aqui.


Traffic – Mr. Fantasy


Mr. Fantasy é o álbum de estreia do Traffic. O disco foi o pontapé inicial para a imersão no som mais progressivo que viria em discos posteriores como John Barleycorn Must Die (1970) e The Low Spark of High Heeled Boys (1971). Em tempo: Steve Winwood também gravaria o único álbum do Blind Faith, lançado em 1969.



Ouça Mr. Fantasy aqui
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The Strawberry Alarm Clock – Incense and Peppermints


O Despertador de Morango é uma banda americana que estava completamente imersa na psicodelia e no acid rock já em seu disco de estreia, Incense and Peppermints. O álbum teve um hit número um nas paradas com a faixa-título, o que acabou colocando a banda em maus lençóis quando a mesma resolveu experimentar ainda mais no trabalho seguinte, Wake Up… It’s Tomorrow (1968).

 

Ouça Incense and Peppermints aqui.


Red Krayola - The Parable of Arable Land


O Red Krayola (às vezes escrito como Red Crayola) foi uma banda norte-americana liderada por Mayo Thompson. O som estava absurdamente à frente do seu tempo, e todo o contexto do disco The Parable of Arable Land é estranho. Por exemplo: entre cada uma das faixas o álbum possui interlúdios chamados de "Free Form Freak-Out". Esses interlúdios foram criados convidando diversos amigos da banda a virem ao estúdio para fazerem o que bem entendessem. Não só isso: cada uma das faixas tem longos e estranhos subtítulos como “Parable of Arable Land (And the End Shall Be Signaled by the Breaking of a Twig)”. Musicalmente falando, o disco estava muito mais para avant garde e Zappa do que para a psicodelia.



Ouça The Parable of Arable Land
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Donovan - A Gift From a Flower to a Garden


Donovan de maneira alguma fez uma música que chegasse perto do que seria o rock progressivo. Na verdade, ele estava metido no Verão do Amor, e isso acabou refletindo em suas composições. Seu disco de 1967, A Gift From a Flower to a Garden, é uma coleção de músicas em um álbum duplo. O primeiro reflete sua linha musical já conhecida, enquanto o segundo conta com faixas compostas para o público infantil.
Donovan entra na lista porque o disco foi um dos primeiros na história do rock a ser lançado em formato box set, fato esse que nos anos 1970 renderia ao rock progressivo todo o material visual extra para complementar o lado musical.



Ouça A Gift From a Flower to a Garden aqui
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Epílogo:

 

Como disse no começo do texto, o ano de 1967 não tem nenhum lançamento de rock progressivo, pelo menos não do tipo que ficou famoso durante os anos 1970. A intenção aqui foi listar álbuns essenciais para que pudéssemos entender o que viria a seguir.

Não concorda? Acha que está faltando alguma coisa? A seção de comentários te espera para que possamos conhecer outras pérolas de 1967 que influenciaram os proggers de plantão!

Por Diego Camargo, do Progshine

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