19 de abr de 2014

Focus (Teatro Rival Petrobras, Rio de Janeiro, 15/04/2014)

sábado, abril 19, 2014

Na última terça-feira, o palco do Teatro Rival Petrobras recebeu os holandeses do Focus em sua única apresentação em solo carioca pela turnê de divulgação de seu novo trabalho, Focus X. Mesmo sob forte chuva e num horário que não facilitava muito a vida de quem talvez tivesse de cruzar a cidade para prestigiar seus ídolos, o que se viu foi a casa lotada a aguardar quase 40 minutos até os primeiros acordes de “Focus”, a primeira da noite. 

Thijs van Leer é uma figura caricata; um Chacrinha da Renascença com um quê de vovô legal que ensina os netos a jogar futebol de botão. Seu domínio tanto do teclado quanto da flauta — adquirido ao longo de anos de estudo em conservatório de música — só não é maior que a sua capacidade de entreter o público. Comunicativo, arrisca algumas palavras em português e procura fazer uma graça ou outra durante as músicas. Sorte de quem adquiriu as mesas do lado esquerdo do palco e pode ver suas caras e bocas bem de pertinho. 

Acompanhando o bom velhinho estavam o guitarrista Menno Gootjes, o baixista Bobby Jacobs e outro integrante que já pegaria ônibus de graça na cidade: Pierre van der Linden, batera que deixou sua marca em quatro álbuns da banda nos anos 1970, entre eles, a obra-prima Moving Picures. E foi justamente este o álbum que compareceu com mais músicas no repertório: “Focus II”, “Eruption” (tocada na íntegra, com impressionante fidelidade à gravação original) e, é claro, “Hocus Pocus”, com o novato Gootjes navegando pela escala de sua Les Paul seguindo o mapa desenhado por Jan Akkerman e van der Linden perdendo a noção num solo de quase 10 minutos. 

Do álbum que motiva a turnê, apenas uma canção, a modernosa “All Hens on Deck”, que van Leer dedicou aos presentes. Shows de rock progressivo como este equivalem a rituais de necromancia: assim como mortos que ressurgem de seus túmulos, aquele pessoal que aparentemente havia aposentado o hábito de ver bandas ao vivo, comparece em massa. O bom dessa gente é que respondem ao menor estímulo — vide a euforia que a dedicatória que ninguém entendeu provocou. 

Porém, os mesmos eufóricos são também os mais suscetíveis à dispersão. A noção de show é diferente para esta galera que não consegue esperar o intervalo entre uma música e outra para chamar o garçom ou levantar para ir ao banheiro. Agora, ninguém foi ousado o suficiente para interromper o silêncio que antecedeu a belíssima “La Cathedrale de Strasbourg”. Seguindo a ordem inversa de Hamburger Concerto, uma “Harem Scarem” repleta de improvisos individuais veio na sequência. 

O intervalo entre o set normal e o bis foi ínfimo, mas já se via gente levantando para ir embora (!). A saideira veio na forma de “Focus III”, faixa homônima ao álbum que contém o hit “Sylvia”, que aliás, pegou todo mundo de surpresa ao ser executado logo no comecinho da apresentação. Em pouco mais de duas horas, o Focus transmitiu sua mensagem de nostalgia para os mais velhos quanto disse aos mais novos, em tom de ensinamento, que muito antes dos neoclássicos voarem baixo em seus instrumentos nos anos 1980, houve quem pensasse fora da caixa na década anterior e incorporasse de maneira acessível e surpreendente a música erudita ao rock.

Texto: Marcelo Vieira
Foto: Divulgação Teatro Rival Petrobras

17 de abr de 2014

poeira Zine discute: com o afastamento de Malcolm Young, o AC/DC deveria encerrar as atividades?

quinta-feira, abril 17, 2014
O assunto da semana no mundo do rock é, indubitavelmente, a revelação da doença e o afastamento do guitarrista Malcolm Young do AC/DC. Líder e principal compositor do grupo, Malcolm está passando por sérios problemas de saúde e não tem mais condições de tocar.

Os amigos Bento Araújo e Ricardo Alpendre, da poeira Zine, discutiram em um vídeo do quadro Papo Poeira se o AC/DC deve ou não continuar sem a presença de Malcolm. Minha opinião: não, a banda não deve seguir sem o seu guitarrista base. Acredito, inclusive, que os próprios músicos pensam dessa maneira e lançaram o comunicado oficial sobre o assunto apenas para acalmar os rumores que cresciam sem parar. Imaginem Angus, que criou a banda com o seu irmão Malcolm e há 40 anos toca com ele, viajando ao redor do mundo sem a sua companhia?

Abaixo, Bento e Cadinho discutem o assunto e mostram os seus pontos de vista. E nós queremos saber também o que você pensa: sem Malcolm Young, o AC/DC deve parar ou deve seguir em frente?



Por Ricardo Seelig

“High Road”, nova do Mastodon (agora com qualidade sonora decente)

quinta-feira, abril 17, 2014
O Mastodon publicou em seu perfil no Soundcloud a inédita “High Road”, faixa que estará em seu próximo disco, Once More Round the Sun. Já havíamos postado a canção ontem, mas fomos obrigados a retirar o player do ar por uma solicitação da gravadora.

Agora, é possível ouvir “High Road” com qualidade de som muito superior ao link anteriormente postado.

Once More Round the Sun, sexto álbum do Mastodon, foi produzido por Nick Raskulinecz (Rush, Foo Fighters, Alice in Chais) e será lançado em junho - a data ainda não foi revelada. Uma dica: prestem atenção na imagem que está atrás do player do Soundcloud: seria um pedaço da capa do álbum?

Enquanto divagamos e esperamos, bora aumentar o volume porque o som é muito bom!


Por Ricardo Seelig

16 de abr de 2014

Ouça “High Road”, nova música do Mastodon

quarta-feira, abril 16, 2014
A rádio norte-americana 98.9 The Rock tocou hoje em sua programação uma nova canção do Mastodon. “High Road” estará no novo disco da banda, Once More Round the Sun, que será lançado em junho.

“High Road” pode ser ouvida no player abaixo (não conseguimos desligar o autoplay, sorry ...). E lembrem-se: a faixa está com a qualidade sonora comprometida, então não julguem mixagem e produção. Mesmo assim, é arrepiante!

P.S.: recebemos uma solicitação da Warner Music para retirar o player do ar. Foi o que fizemos.

P.S. II: há um link nos comentários direcionado para outro endereço, onde é possível ouvir a música completa. Agradecemos a compreensão.

Por Ricardo Seelig

Ouça “Electric Man”, primeiro single do novo disco do Rival Sons

quarta-feira, abril 16, 2014
O quarteto californiano Rival Sons, uma das melhores bandas da atualidade, divulgou o primeiro single do seu novo álbum, Great Western Valkyrie. “Electric Man”, um hard cheio de swing e com a cara da banda, pode ser ouvido no player abaixo.

Great Western Valkyrie, quarto disco do grupo, será lançado dia 9 de junho pela Earache Records.



Por Ricardo Seelig

AC/DC publica comunicado oficial confirmando afastamento de Malcolm Young

quarta-feira, abril 16, 2014
Confirmando as informações surgidas desde ontem, 15/04, o AC/DC publicou uma nota em seu site oficial informando que o fundador e guitarrista, Malcolm Young, não continuará com a banda devido aos seus problemas de saúdo. O texto também afirma que o grupo seguirá na ativa. Leia abaixo:

Após quarenta anos dedicados à banda, o guitarrista e membro fundados Malcolm Young está se afastando devido a problemas de saúde. Malcolm gostaria de agradecer à legião de fanáticos fãs ao redor do mundo pelo amor e apoio. O AC/DC pede que a privacidade da família seja respeitada. A banda seguirá fazendo música”.

Notem que não há nada confirmando um novo álbum com canções inéditas, uma possível turnê comemorativa aos 40 anos da banda e a quem substituiria Malcolm nos shows.

Nós, da Collectors Room, que temos o AC/DC como parte de nossas vidas, desejamos que Malcolm Young tenha o melhor para enfrentar a sua doença e viver com qualidade.

Por Ricardo Seelig

Brian Johnson confirma doença séria de integrante do AC/DC e deixa dúvida sobre o futuro da banda

quarta-feira, abril 16, 2014
O vocalista do AC/DC, Brian Johnson, deu uma declaração ao jornal inglês Telegraph e falou sobre as notícias sobre o estado de saúde do guitarrista Malcolm Young e as especulações sobre o futuro da banda.

Segundo Brian, “estaremos com certeza juntos em maio em Vancouver. Vamos tocar algumas coisas, ver se temos algumas ideias. Se elas forem boas, gravaremos um novo álbum. Eu não quero falar nada sobre o futuro da banda. Um dos caras está com uma doença debilitante bastante séria, mas não quero falar muito sobre isso. Ele é muito orgulhoso e reservado, um cara maravilhoso. Somos amigos há 35 anos e eu o respeito muito”.

Sobre o futuro do AC/DC, Brian foi bastante evasivo: “Uma turnê comemorativa aos 40 anos da banda seria uma maneira maravilhosa de dizer adeus. Nós gostaríamos muito de fazer isso, mas está tudo apenas no ar por enquanto”.

Como dá para perceber pelas palavras do vocalista, a coisa é séria e há um integrante da banda com sérios problemas de saúde. Ao que tudo indica, trata-se de Malcolm Young, que teria sofrido um derrame cerebral que deixou com sequela um coágulo no cérebro, causando problemas motores que o impossibilitam de tocar. Além disso, Malcolm não estaria reconhecendo amigos e familiares, em uma situação similar ao Alzheimer.

Por Ricardo Seelig

Espaço do Leitor: o preço abusivo dos CDs e o eterno dilema dos downloads

quarta-feira, abril 16, 2014

Olá Ricardo e a todos do Collectors Room. 

Sou leitor assíduo do site e um apaixonado por hard rock e heavy metal. Estou sempre atento às novidades e agradeço a vocês por terem me apresentado bandas que hoje viraram minhas favoritas. 

Não sou um colecionador como vocês, pois o preço dos CDs , DVDs e LPs são altíssimos. E é essa pergunta que eu faço a todos. Com o preço da importação, e raros novos álbuns lançados no Brasil, se torna muito difícil não partir para os downloads. O que vocês acham dos downloads ilegais? 

É válido ser fã de uma banda e não gastar nada com ela, mesmo sendo por que não há condições? 

Abraços a todos!

Murilo Tinoco
Rio de Janeiro (RJ)

Salve Murilo, tudo na paz?

Obrigado por participar do Espaço do Leitor, e por acompanhar e curtir as novidades que buscamos trazer para os nossos leitores. Assim como você, também conheci muitas bandas legais por intermédio da Collectors Room, e essa troca de experiências musicais é muito gratificante para todos nós.

Até alguns anos atrás, eu tinha a mesma opinião que a sua sobre o preço dos itens que tanto gostamos de colecionar, como CDs e DVDs. Em alguns casos, lojistas realmente cobram preços exorbitantes sobre discos que não possuem nenhum atrativo a mais para nós, colecionadores. Considero um absurdo pagar mais de R$ 30,00 por um cd simples e em jewel case (aquelas caixinhas de acrílico que tanto preservamos e procuramos trocar quando quebram). Para mim, esse valor se justifica apenas em lançamentos duplos ou que apresentem algum tipo de diferencial, seja ele uma edição em digipack, um encarte bem caprichado ou uma edição importada. É um critério absolutamente pessoal, mas que serve de parâmetro para adquirir itens que realmente tenham relevância na minha coleção.

Por outro lado, pesquisando bem e com uma busca mais apurada pela internet em sites nacionais ou estrangeiros é possível encontrar várias lojas virtuais com itens a preços bem interessantes. Ultimamente tenho adquirido vários itens on line, que garantem além de praticidade, uma economia absurda em relação ao preço que via de regra é praticado por aí. Até mesmo em algumas lojas físicas e grandes redes varejistas é possível comprar itens a preços que caibam dentro do nosso limitado orçamento. Nada que uma pesquisa (e um pouco de tempo) não resolva.

Sobre sua dúvida a respeito dos downloads, taí um assunto que dá uma discussão bem bacana. Em primeiro lugar, discordo de você, Murilo, quando afirma que são raros os lançamentos por aqui no Brasil. Nos dias atuais, cada vez mais discos são disponibilizados pelas gravadoras em edição nacional, principalmente de artistas considerados do mainstream de seus segmentos musicais. Tudo bem que nem sempre eles saem por aqui com o capricho de uma edição importada, mas na maioria das vezes os encontramos em versão brazuca.

Seria hipocrisia de nossa parte dizer que não fazemos downloads dos discos que “vazam na rede” antes de seu lançamento oficial. Em tempos como esses que, ao contrário da época das fitas cassete e dos discos de vinil, é cada vez mais rápido e ágil conseguir ouvir aquele lançamento que tanto aguardamos, considero muito útil a audição de um disco antes de seu lançamento, até para termos certeza se vale a pena ou não comprar o mesmo em formato físico. Se valer a pena, adquiro o disco. Se não, excluo o arquivo. Acho muito estranho quando alguém diz que têm uma coleção de música, e ao ser perguntado sobre o tamanho dela, respondem em gigas ou terabytes. Por outro lado há vários sites de streaming de música a preços justíssimos, tendo como principais expoentes desse gênero o Deezer e o Rdio, que disponibilizam quase que simultaneamente ao lançamento físico a versão digital de uma infinidade de artistas dos mais variados gêneros musicais, além daqueles discos clássicos que adoramos ouvir de vez em quando. Recomendo demais, vale a pena!

E quanto ao seu último questionamento, deixo aqui uma reflexão que acredito servir como resposta. As bandas, principalmente aquelas não estabelecidas pelas vendas de seus discos quando esse formato ainda era a principal fonte de renda das mesmas, sobrevivem exclusivamente de seus shows e dos royalities gerados sobre a receita da venda de discos (tudo bem, esse último nem tanto assim atualmente). Como admiradores de seu trabalho, cabe a nós decidir se queremos que os conjuntos tenham sobrevida ou não. E essa decisão está exclusivamente implícita no comparecimento a suas apresentações e na compra de seus discos, camisetas, material promocional, etc. Uma coisa está diretamente ligada a outra, uma vez que, sem receita, os artistas não se mantém. Pense nisso!

Abraço! (Tiago Neves)

Participe você também do Espaço do Leitor enviando críticas, sugestões, pedidos e o que mais imaginar para o e-mail falacollectorsroom@gmail.com

Fonte próxima à família revela mais detalhes sobre o estado de saúde de Malcolm Young

quarta-feira, abril 16, 2014
A agência de notícias Fairfax, uma das maiores empresas midiáticas da Austrália, teve acesso a uma fonte da família Young, que deu mais informações sobre o estado atual de Malcolm. Embora ainda não haja um diagnóstico claro, o músico dá sinais claros de demências como Alzheimer e outras do gênero, tendo dificuldades para reconhecer pessoas próximas e se comunicar com clareza. A esposa do guitarrista já providenciou equipe e estrutura para cuidados intensivos e ininterruptos.

Em relação ao fim da banda, a mesma pessoa declarou que o grupo ainda não discutiu o assunto, priorizando o bem-estar de seu membro fundador. Porém, desde os tempos com Bon Scott, Angus e o falecido vocalista entendiam que não poderia haver um AC/DC sem a presença de Malcolm, devido a sua liderança sobre todos. O músico não sai de Sydney desde que retornou pouco antes do último natal.

Por João Renato Alves
www.vandohalen.com.br

15 de abr de 2014

Amigo próximo confirma estado de saúde delicado de Malcolm Young

terça-feira, abril 15, 2014
O vocalista Mark Gable, da banda australiana The Choirboys, amigo próximo da família Young, confirmou à ABC Radio a doença do guitarrista Malcolm Young, que deve dar um fim às atividades do AC/DC.

"É verdade, ele está muito doente. A informação já foi confirmada por seu filho, Ross. Não se trata apenas de não estar se sentindo bem, é algo muito mais sério. Ele não poderá nem se apresentar ao vivo nem gravar mais”, declarou o músico. 

Um pronunciamento oficial por parte do AC/DC é aguardado para esta quarta-feira, 16 de abril.

Por João Renato Alves
www.vandohalen.com.br


Malcolm Young teria tido um derrame cerebral, e isso alterou os planos do AC/DC

terça-feira, abril 15, 2014
Mais informações sobre o estado de saúde de Malcolm Young e o futuro do AC/DC. Segundo o jornalista australiano Darryl Mason, do The Orstrahyun, Malcolm sofreu um derrame cerebral há cerca de três semanas atrás, que deixou como sequela um coágulo em seu cérebro. A banda, que tinha planos de entrar em estúdio no dia 1 de maio e gravar o seu novo álbum até o final de junho, foi obrigada a mudar os seus planos quando, no início de abril, ao se reunir para ensaiar e discutir ideias para o novo disco, Malcolm descobriu, surpreso, que não conseguia mais tocar a sua guitarra da mesma maneira que tocava antes. Os demais músicos então se reuniram e decidiram não seguir com o AC/DC sem Malcolm Young, que é o membro fundador do grupo junto com o seu irmão Angus.

O ex-baixista do AC/DC, Mark Evans, informou que conversou com o filho do ex-vocalista Dave Evans e ele confirmou a história, afirmando que seu pai ligou para a família Young assim que soube do estado de saúde de Malcolm e que foi informado que o guitarrista está muito doente. Ross Young, irmão de Angus e Malcolm, confirmou para Evans que a banda não fará mais shows e nem gravará mais discos, e que um anúncio será feito em breve (provavelmente nas próximas horas) informando a decisão de maneira oficial.

Seguimos buscando mais informações, e assim que as tivermos postaremos.

Por Ricardo Seelig



Mais informações sobre o estado de saúde de Malcolm Young e o possível fim do AC/DC

terça-feira, abril 15, 2014
O AC/DC estava pronto para começar a gravar um novo álbum e ensaiar para a turnê comemorativa de 40 anos. Mas assim que a banda se reuniu, foi constatado que Malcolm Young não conseguiria mais tocar. 

O músico possui um coágulo cerebral, resultado dos anos ininterruptos de tabagismo, e simplesmente não possui mais a habilidade motora e a memória para fazer o trabalho da maneira correta. Como ele é o fundador do grupo, o responsável por encorajar seu irmão Angus a entrar no meio musical, os outros membros sequer cogitam a possibilidade de seguir sem sua presença. Em 1988, enquanto tratava de seu alcoolismo, Malcolm chegou a ser substituído em alguns shows por seu sobrinho, Stevie, filho de Alex Young, irmão da dupla. Mas era algo temporário, com data para acabar, o contrário do que aconteceria agora. 

A informação vem se espalhando e sendo confirmada entre parentes e amigos próximos. O jornalista Darryl Mason foi o responsável por trazer a público esta informação mais detalhada. Como no momento em que postamos essa informação já é noite na Austrália, um comunicado oficial deve acontecer apenas amanhã – ou mais tarde, no caso, quando for um novo dia por lá.

Por João Renato Alves
www.vandohalen.com.br

Doença de Malcolm Young deve fazer AC/DC anunciar o fim das atividades

terça-feira, abril 15, 2014
Nas últimas horas, uma série de informações tem surgido dando conta de que o AC/DC anunciará o fim de suas atividades nos próximos dias. Diversos jornais e sites australianos noticiaram que a razão para isso seria o estado de saúde do guitarrista Malcolm Young, um dos fundadores da banda. Segundo relatam esses veículos, Malcolm estaria sofrendo um câncer em estágio terminal e teria decidido passar os seus últimos meses de vida ao lado da família. Malcolm Young tem 61 anos de idade, é um fumante inveterado e luta há vários anos contra o alcoolismo.

Os jornalistas australianos que deram a informação revelaram também que a banda tem um pacto de parar caso algum dos integrantes não possa mais continuar. Essa seria a razão para o ponto final na carreira de um dos mais importantes nomes do rock and roll.

No entanto, há informações conflitantes. Uma parcela dos veículos informa também que o AC/DC reservou dois meses de estúdio, com início no próximo dia 1 de maio e indo até o final de junho, para gravar o seu novo disco, o sucessor de Black Ice (2008). O próprio vocalista Brian Johnson confirmou isso, e noticiamos o fato há algumas semanas atrás. Pode ter havido uma piora no estado de saúde de Malcolm, alterando os planos iniciais da banda.

Toda essa história explicaria o longo período que o AC/DC passou longe dos estúdios nós últimos anos.

A banda deve fazer um comunicado oficial nas próximas horas esclarecendo os fatos, e, muito provavelmente, anunciando definitivamente o seu fim.

Mais notícias assim que tivermos.

Por Ricardo Seelig

14 de abr de 2014

Os melhores discos de março segundo a equipe da Collectors Room

segunda-feira, abril 14, 2014
Mais uma novidade no site: a partir de agora, publicaremos todos os meses uma lista com os melhores álbuns lançados nos últimos 30 dias segundo a nossa equipe. Cada um dos redatores apontará um título e fará uma breve resenha do mesmo, tornando o caminho mais fácil para você saber o que vale a pena ouvir. Além de novos discos, valem também edições especiais, boxes e afins.

Para começar, os melhores discos lançados em março.

Morbus Chron - Sweven

Se no debut Sleepers in the Rift (2011) o Morbus Chron apostava alto nos ensinamentos de Entombed, Grave, Carnage e Dismember, tornando-se até um forte candidato ao posto de clássico contemporâneo da escola sueca do death metal, com Sweven a banda rompe esse caráter de simples tributo, extrapola a zona de conforto e expande com louvor as fronteiras do gênero. Ousa e acerta justamente por não se prender em uma fórmula vigente. Uma fórmula de sucesso, mas já um pouco cansada. Apesar de depender de algumas audições para ser entendido por completo - a princípio, dá a impressão de ser pouco energético e não tão contundente -, Sweven cresce ao ponto em que vai sendo destrinchado. Em seguida, torna-se uma obra-prima. Uma pedra rara. O disco mais desafiador de 2014 até agora. E também o melhor. (Guilherme Gonçalves)

Pantera - Far Beyond Driven 20th Anniversary Deluxe Edition
Comemorando os vinte anos de seu disco mais bem sucedido, o Pantera soltou no final de março uma edição especial de Far Beyond Driven. A nova versão traz as 12 faixas originais e mais um CD extra com nova músicas gravadas ao vivo em Donington, em 1994. O álbum resgata uma das sonoridades mais originais, influentes e inovadoras do heavy metal, encerrada abruptamente com o assassinato de Dimebag Darrell em 2004. Passadas duas décadas de sua gravação, Far Beyond Driven segue soando como um soco na cara, um pataço no estômago, um sacode geral. Faixas como “Becoming”, “5 Minutes Alone” e, principalmente, “I’m Broken”, são provas vivas do poder de fogo do Pantera no auge dos seus poderes. Indicadíssimo! (Ricardo Seelig)

Destrage - Are You Kidding Me? No.

Imagine que este quinteto italiano convide você para acompanhar como o seu novo disco é preparado. Primeiramente, você deve separar um post hardcore com ares progressivos no melhor estilo Protest The Hero e misturar com a complexidade rítmica de um Between The Buried and Me, em cima de uma forma untada com aquela quebradeira inesperada típicas do SiKth ou do Strapping Young Lad. Feito isso, em uma tigela separada adicione livremente o avant garde a lá Diablo Swing Orchestra ou Dog Fashion Disco, pitadas de technical death metal e dubstep orquestrado extraído do mais fino Born of Osiris, além de milimetricamente calculadas doses de música tradicional italiana e espanhola. Junte tudo e cubra com o bom humor satírico típico da safra noventista de um Faith No More ou um Green Jelly.  O resultado? Bem, uma massa disforme, de coloração esquisita e com odor que praticamente contrai o nariz. Mas basta provar apenas por um segundo a receita de Are You Kidding Me? No. para que se convença de que está a frente de um dos mais intrigantes e dinâmicos trabalhos do ano até o momento (talvez desta década). Apesar dos controversos ingredientes, é como se, ao ser absorvido, cada um dos sabores apareça de forma totalmente encaixada em seu devido momento. Você apenas quer repetir a degustação, com medo de que alguma das sensações tenha passado despercebida. O Destrage pode ter iniciado sua carreira como uma banda de post hardcore e thrash metal, apenas com ligeiras inserções destas influências citadas acima (vide Urban Being, de 2009, e The King is Fat’n’Old, de 2010), mas foi em 2014 que chutaram o balde de uma vez por todas com Are You Kidding Me? No.. E o balde foi direto na minha testa, na sua testa, e na testa de todos que não esperavam algo realmente genuíno já no início do ano. (Rodrigo Carvalho)

Cage The Gods – Badlands

A edição de janeiro da Classic Rock aponta o Cage The Gods como uma das grandes promessas para 2014 — "these British rockers could be huge", assegura a publicação. De fato, o quarteto mostra para o que veio em Badlands, seu disco de estreia, lançado no último dia 25. O som é como se fosse um tratado entre o velho e o novo — o vocal Peter Comerford busca incessantemente soar feito um Jon Bon Jovi das antigas enquanto a instrumental de timbres gordos e potentes sintoniza com o hard rock contemporâneo. Faltou apenas alguém gabaritado para lapidar as músicas que, certas horas, pecam por serem jovens demais. Mas se a largada foi dada com tamanha qualidade, só nos resta esperar tempos ainda melhores ao longo da prova. O vídeo para a música "Favourite Sin", previamente lançada num EP em novembro do ano passado, já ultrapassou as 20 mil visualizações no YouTube e a banda está confirmada no line-up do próximo Download Festival, em junho. (Marcelo Vieira)

Equipe Collectors Room

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