20 de fev de 2015

Debate Collectors Room: o thrash metal está estagnado?

sexta-feira, fevereiro 20, 2015
O thrash é uma das ramificações mais populares do metal. Surgido durante os anos 1980, teve a sua cena principal nos Estados Unidos, principalmente em São Francisco. Simultaneamente, novas bandas europeias começaram a se aventurar pelo estilo, a maioria vindas da Alemanha.

Marcado por riffs contagiantes, agressividade, velocidade e constantes mudanças de andamento, além de letras críticas e que retratavam o dia a dia da juventude da época, o gênero alcançou o seu ápice durante as décadas de 1980 e 1990 através de discos clássicos como Master of Puppets, Reign in Blood, Rust in Peace e esses outros que você está lembrando agora, enquanto lê este texto.

No entanto, já há alguns anos, percebe-se uma certa estagnação no thrash metal, com a grande maioria das bandas olhando para o passado e vivendo um revival do gênero (Toxic Holocaust, Violator e outras), enquanto algumas poucas buscam inserir elementos mais atuais no estilo, aproximando-o do groove e inserindo elementos de outros gêneros como death e black (Machine Head, Chimaira, Vektor, …).

A discussão que lançamos neste Debate Collectors Room é a seguinte: o thrash está estagnado? É possível levar o estilo para um caminho mais atual, desprendendo-o da sonoridade oitentista, tão amada pelos fãs? Que bandas estão conseguindo renovar o estilo? Quem está conseguindo soar inovador e original atualmente, dentro do thrash metal?

A sua opinião é que irá conduzir este debate. Vá até os comentários e exponha o seu ponto de vista, compartilhe os seus argumentos, e juntos vamos tentar encontrar a resposta.

Quando os deuses tornam-se humanos

sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Quando estamos crescendo, é não apenas natural, mas diria até mesmo vital, espelhar-nos em algumas figuras. Os pais, amigos mais velhos, irmãos, tornam-se referências e inspirações em nossas vidas.

Para o fã de música, a identificação com os ídolos exerce papel semelhante. Você passa a adolescência toda descobrindo um novo mundo repleto de sons, e alguns batem tão forte que acabam tornando a relação fã-ídolo algo extremamente próximo no campo emocional, ainda que ambos nunca tenham se encontrado pessoalmente.

No meu caso, os Beatles mostraram um novo mundo, o Led Zeppelin revelou que tudo era possível, e o Iron Maiden impregnou o amor pelo heavy metal em todo o meu DNA. Por essa razão, três figuras em especial representam mais do que apenas ídolos para mim: Paul McCartney, Jimmy Page e Bruce Dickinson. Dois deles já vi ao vivo, enquanto Page, apesar de fazer parte dos meus dias desde sempre, jamais esteve fisicamente ao meu lado.

A música é mágica. Ela nos conduz por sentimentos, traz à mente momentos passados, faz com que a memória seja sempre reativada ao escutar determinadas canções. E essa relação do fã com o ídolo, muitas vezes, faz com que a gente que está do lado de cá se esqueça que eles, do lado de lá, também são humanos. Que Paul, Jimmy e Bruce também sentem o mesmo que os nossos corações sentem. Que John, Miles e Tony são pessoas como nós, feitas de carne e osso.

Para a minha geração, formada por esses caras na faixa dos 40 anos que olham para si mesmos e se enxergam mais como adolescentes maduros do que homens feitos, a morte de Ronnie James Dio em 2010 fez cair a ficha de que os músicos responsáveis pela trilha de nossas vidas não eram imortais. A doença de Tony Iommi, que hoje convive com um linfoma todos os dias e se equilibra nos fios que o conduzem, revelou que, mais do que uma hipótese distante, uma verdade que julgávamos estar longe de chegar, a possibilidade da perda destes ícones estava mais próxima do que a gente pensava.

E então surgiu a notícia de que Bruce Dickinson está com um câncer na língua. Bruce, o Air Raid Siren, a voz de uma geração, talvez o vocalista mais emblemático do heavy metal. No meu caso, aquele irmão mais velho que nunca tive, que me mostrou não apenas a música, mas me conduziu por suas outras paixões, como a literatura e o rádio. O cara hiperativo, que pula de um lado para o outro do palco sem jamais perder o tom. Que leva a sua voz às alturas. Que é a cara do Iron Maiden, caminhando lado a lado com o seu coração, representado por Steve Harris.

Esse cara, que eu e você julgávamos, de maneira inconsciente e inocente, ser imortal, não é. Esse cara, que representa muito mais do que apenas um simples cantor de uma banda de rock para milhões de pessoas, subitamente cai do olimpo e se revela um mortal como nós, e não um deus como imaginávamos.

Por mais que soe estranho o que irei dizer, senti a notícia da doença de Bruce de maneira surpreendentemente forte. Não sei se é o momento que estou vivendo, já que meu pai também está passando por um problema sério de saúde, se todo esse contexto me deixou mais frágil emocionalmente, mas o fato é que a notícia de que Bruce está com câncer bateu mais forte do que o normal. Mais forte do que deveria. Podem ser os anos e anos de convívio próximo mesmo estando longe. Pode ser a associação direta com a música que amo e a figura deste pequeno inglês. Não sei. O que sei é que o meu dia se estragou com o anúncio do câncer de Dickinson.

E no final, não há nada que nós, milhões de fãs espalhados pelo mundo, possamos fazer. A corrente é espontânea. O pensamento positivo, onisciente. O Iron Maiden, no final das contas, não importa. Não quero saber se o Maiden vai gravar outro disco, sair em outra turnê. Isso tudo é pequeno, muito pequeno, perto do que está acontecendo com Bruce Dickinson. O que desejo e espero é que o meu hipotético irmão mais velho supere esse problema de saúde e siga vivendo a pleno vapor como sempre fez, envolvido em dez coisas ao mesmo tempo e realizando todas elas com perfeição.

Esse é Bruce Dickinson. Ao mesmo tempo um deus, ao mesmo tempo um homem comum. Mas, sempre, uma inspiração e um exemplo. 

Estamos com você, velho amigo. Hoje e sempre.

19 de fev de 2015

Playlist Collectors Room: Power Metal

quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Discutimos sobre o futuro do power metal em alto nível na estreia do Debate Collectors Room. Nossos leitores expuseram as suas ideias, e cada um trouxe pontos de vista distintos para o debate. Foi uma experiência muito interessante, que agradou a toda a equipe do site e, acreditamos, também aos leitores.

Pra fechar o assunto, preparamos uma longa playlist com mais de 100 faixas e 10 horas de duração, totalmente dedicado ao power metal. A nossa ideia foi criar uma seleção evolutiva, partindo de meados dos anos 1980 até 2015. O ponto de partida foi a estreia do Helloween, que é a banda definitiva e mais importante do gênero em nossa opinião.

Esperamos que você curta, vista a sua armadura e empunhe a sua espada sem medo -> pode ser aquela velha air guitar, não tem problema ;-)

Checklist #010

quinta-feira, fevereiro 19, 2015
O destaque da semana vai para a nova Blues Magazine com Hendrix e para a nova Mojo com o Led Zeppelin, além da edição brasileira da Rolling Stone com um certo Bob Marley em sua capa.


Confira abaixo o que de melhor está rolando nas bancas de revistas de todo o planeta.







Bruce Dickinson diagnosticado com câncer

quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Notícia bomba do dia: o Iron Maiden informou através de uma nota oficial que Bruce Dickinson foi diagnosticado com câncer. Segundo a banda, um tumor localizado atrás da língua do vocalista foi encontrado em um exame realizado no final de 2014. Desde então, Bruce realizou um tratamento de sete semanas incluindo sessões de radio e quimioterapia, que chegou ao seu final ontem, dia 18/02.

Novos exames para detectar se o tumor e a doença foram tratados e extinguidos serão realizados em maio. A banda e a família Dickinson pediram, em comunicado oficial, que seja respeitada a privacidade de Bruce, seus familiares e dos músicos.

Bruce Dickinson é uma das figuras mais importantes em minha trajetória musical. É como um irmão mais velho para mim. Por mais que já não ouça tanto Iron Maiden quanto ouvia antes, a banda é parte fundamental da minha história na música. É uma notícia triste, mas esperamos que o tratamento seja eficaz e Bruce seja curado plenamente.

Up the Irons!!!

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