20 de nov de 2015

Adele - 25 (2015)

sexta-feira, novembro 20, 2015

Adele Laurie Blue Adkins é um fenômeno. Um fenômeno pop que tem como principal qualidade a sua voz. O timbre, a rouquidão sutil, a força do vocal de Adele, quando embalada em canções inspiradas, é capaz de arrebatar multidões em todos os cantos do planeta. 

Foi o que aconteceu com 21, seu segundo disco, lançado no início de 2011. Puxado pelo single “Rolling in the Deep”, o trabalho se tornou o álbum mais vendido do século XXI, superando Back to Black, de sua conterrânea Amy Winehouse. Com estimados 40 milhões de discos e 50 milhões de singles vendidos em toda a sua carreira, o sucesso de Adele foi tamanho que, praticamente sozinha, a cantora injetou doses generosas de combustível na moribunda indústria fonográfica. E tudo isso em uma época onde a grande maioria do público não compra mais discos.

São quatro anos de diferença entre 21 e 25, o novo disco da inglesa. Quatro longos anos, diga-se de passagem. No período, Adele virou mãe com o nascimento do seu primeiro filho, fez um cirurgia nas cordas vocais e se afastou dos holofotes, aparecendo apenas com a gravação da música tema de 007: Operação Skyfall.

Por isso, a expectativa, tanto de fãs quanto da indústria, é gigantesca em torno de 25. Um disco aguardado com ansiedade, e do qual se espera uma performance tão forte quanto 21. Tanto que, na data do seu lançamento mundial (hoje, 20/11), 25 não está disponível em nenhum serviço de streaming - nada de Spotify, nada de Deezer, nada de Apple Music. Tem que comprar o item físico mesmo pra poder ouvir o álbum, em uma estratégia agressiva para uma época onde o streaming substituiu quase totalmente a mídia física, seja ela um LP ou um CD.

Há alguns problemas nas onze faixas de 25. Talvez o principal deles seja o que podemos chamar de uma espécie de “desprezo pelo fator Rolling in the Deep”. O que isso quer dizer? O seguinte: 21 também era um álbum repleto de baladas, assim como 25. No entanto, o seu primeiro e principal single era uma canção agitada, com um irresistível acento soul e com um refrão feito na medida para ser cantado por multidões. Junto com ela, havia faixas como a releitura para “Lovesong”, do The Cure, que inseriam variedade no repertório, fazendo com que 21 fosse capaz de transmitir emoções variadas no decorrer de sua audição: alegria, tristeza, esperança, bem estar.

Mora aí o calcanhar de Aquiles de 25. O novo álbum de Adele é homogêneo em demasia. E isso se dá pelo fato de suas faixas serem muito semelhantes entre si. O que temos são onze baladas densas, invariavelmente levadas ao piano e com a inglesa soltando a voz nos refrãos. Funciona com “Hello”, funciona com “When We Were Young”, e começa a parar de funcionar conforme o disco vai caminhando por suas faixas. Essa impressão se intensifica também pelo fato de não haver em 25 refrãos com a força de “Set Fire to the Rain” e “Someone Like You”, canções que também foram marcantes em 21.

É claro que tudo é muito bem feito, a produção é sublime, só tem fera na jogada, em todos os aspectos. Os vocais são tecnicamente perfeitos, não há falhas nesse quesito. A música, no entanto, não se resume à técnica, não é pura matemática. Falta em 25 o fator que foi fundamental na equação que transformou 21 em um sucesso mundial: a emoção. Foi a emoção transmitida por Adele nas canções daquele disco que causaram a identificação de milhões de pessoas, que sentiram essa emoção bater forte em seus corações. E isso não acontece em 25. Não quer dizer que as canções sejam ruins, mas elas, sem dúvida, não são tão acolhedoras e arrebatadoras quanto no trabalho anterior. E essa diferença, para uma artista que construiu a sua música e carreira muito pela capacidade de tocar o coração dos fãs, faz uma diferença danada no resultado final.

Todos esses fatores fazem com que a audição de 25 acabe se tornando muito cansativa. As canções apresentam praticamente os mesmos elementos, sempre com versos que conduzem a um refrão onde Adele solta a voz. É tudo muito preso à fórmula das “baladas emocionantes”, mas com um problema fundamental: essas baladas não emocionam, apenas cansam. As coisas até funcionam de maneira isolada, como é o caso de “Hello” e da deliciosa “Million Years Ago”, mas quando ouvidas em conjunto torna-se um parto chegar até o final do trabalho.

Isso acaba fazendo com que a voz de Adele, que é belíssima, soe cansativa. Os versos calmos que levam a refrãos onde a inglesa solta a voz são executados de tal maneira que lá pela faixa 6 ou 7 você não aguenta mais ouvir a menina cantar, o que é uma pena.

25 vai vender muito. Tá saindo no final de novembro, vai pegar todo o mercado de Natal. Muita gente talvez até reative o saudável costume de dar discos de presente motivada por esse título. Isso é bom. Mas o álbum poderia ser muito melhor se tivesse uma pluralidade maior, se arriscasse mais e não ficasse sempre dando voltas ao redor da mesma ideia.

Abaixo da expectativa, infelizmente.

Os 40 melhores discos de 2015 segundo a Decibel Magazine

sexta-feira, novembro 20, 2015

Começou: em sua nova edição, a revista norte-americana Decibel publicou a lista com os melhores discos do ano segundo a sua equipe. Focada em metal extremo, a publicação é uma das mais importantes dos EUA, e traz uma seleção de álbuns pra lá de interessante.

Esses foram os 40 melhores discos de 2015 de acordo com a Decibel Magazine:

40 Cruciamentum – Charnel Passages
39 Author & Punisher – Melk En Honing
38 Shape of Despair – Monotony Fields
37 Enslaved – In Times
36 Cult Leader – Lightless Walk
35 Spectral Voice – Necrotic Doom
34 Ghost – Meliora
33 Prurient – Frozen Niagara Falls
32 Swallow the Sun – Songs from the North I, II & III
31 Crypt Sermon – Out of the Garden
30 Dead to a Dying World – Litany
29 With the Dead – With the Dead
28 Myrkur – M
27 Uncle Acid and the Deadbeats – The Nigh Creepr
26 Hate Eternal – Infernus
25 Napalm Death – Apex Predator – Easy Meat
24 Intronaut – The Direction of Last Things
23 Iron Maiden – The Book of Souls
22 Failure – The Heart Is A Monster
21 Bosse-de-Nage – All Fours
20 Cattle Decapitation – The Anthropocene Extinction
19 Deafheaven – New Bermuda
18 Noisem – Blossoming Decay
17 My Dying Bride – Feel the Misery
16 Leviathan – Scar Sighted
15 Refused – Freedom
14 Mgla – Exercises in Futility
13 False – Untitled
12 Satan – Atom by Atom
11 Sarpanitum – Blessed Be My Brothers..
10 Killing Joke – Pylon
9 Khemmis – Absolution
8 Panopticon – Autumn Eternal
7 Skepticism – Ordeal
6 Baroness – Purple
5 Lucifer – Lucifer I
4 High on Fire – Luminiferous
3 Paradise Lost – The Plague Within
2 Tribulation – The Children of the Night
1 Horrendous – Anareta

Foo Fighters libera prévia de nova canção que estará em EP inédito

sexta-feira, novembro 20, 2015

Ao que tudo indica, o Foo Fighters lançará na próxima sexta um EP inédito. O disco terá o provável título de 2nd Century A.D., e será disponibilizado durante o Record Store Day Black Friday, no dia 27 de novembro.

A banda liberou uma prévia da faixa “Nothing's Set in Stone?”, que fará parte do EP.

Pra ouvir, só dar play abaixo:

David Bowie lança novo single em formato de curta-metragem

sexta-feira, novembro 20, 2015

David Bowie liberou um curta para promover o primeiro single de seu novo álbum, intitulado Blackstar. O disco será lançado dia 8 de janeiro e foi gravado, de acordo com o produtor Tony Visconti, com uma banda formada inteiramente por músicos de jazz.

O curta-metragem que traz a faixa-título, primeiro single do trabalho, pode ser assistido abaixo:

19 de nov de 2015

10 opiniões sobre 25, novo álbum de Adele

quinta-feira, novembro 19, 2015

25, o aguardadíssimo novo disco de Adele, será lançado nesta sexta, dia 20/11. Antecipando o que você encontrará em suas faixas, listamos abaixo trechos de reviews publicados em uma dezena de veículos diferentes. Enjoy!

Musicalmente, ela está bem no meio da estrada, e é apenas a sua forte personalidade e a honestidade soul de sua voz que lhe empresta qualquer sensação de vanguarda. Para uma estrela pop contemporânea, Adele nunca se aventura além do que foi feito nos anos 1980.
The Daily Telegraph

Parece óbvio atribuir a um disco tão antecipadamente aguardado como esse uma avaliação cinco estrelas. Mas devido à sua simplicidade e feeling, o álbum realmente merece isso.
Digital Spy

Com um profissionalismo ao estilo de Barbra Streisand, Adele lançou um álbum que oferece algumas surpresas - mas calma, ela nunca iria gravar algo heavy metal, você sabe disso. Há uma abundância de grandes baladas aqui. 25 fala ao coração de uma forma universal e coloca o pop britânico de volta ao centro da vida moderna, o lugar que ele pertence.
The Independent

O pop sofre movimentos e mutações, mas Adele passa ao largo dessas variações. Ainda que intitule seus discos com as diferentes idades que os gravou, eles não indicam mudanças radicais de uma época para outra, mas sim reforçam a marcha tranquilizadora do tempo. Sua música é como uma fotografia em time-lapse de uma rua movimentada: pequenas peças se movem, mas a estrutura de toda a imagem permanece essencialmente intacta.
The New York Times

Com exceção de um par de faixas fracas, 25 é uma coleção de belas canções que levam a cantora mais aclamada da Inglaterra em uma direção pop surpreendente, porém muito bem-vinda.
The Sun

Os melhores momentos de 25 acontecem quando alguém empurra Adele, ou a própria artista faz isso, em direção a novos caminhos que vão além de recriar antigas glórias.
The Guardian

Quando coloca uma suave guitarra acústica em “Million Years Ago”, Adele canaliza a sensualidade silenciosa de uma pinup vinda diretamente do jazz da década de 1950, lembrando Julie London com um resultado gloriosamente íntimo. No entanto, fica claro que ela caminha por estradas totalmente seguras durante todo o trabalho.
NME

Aquela voz está de volta. Em 25, o material é ocasionalmente inspirado, às vezes chato, mas sempre prestativo - e em se tratando de Adele, isso é suficiente. Baladas como “Love in the Dark” e “Sweetest Devotion” revisitam temas gastos, mas com a voz de Adele envolta em eco, soando como se ela estivesse cantando sob as abóbadas de uma catedral de cristal, tudo muda de figura. A história nos ensina que o poder de soprar de volta aos ouvidos é o poder que empurra nossas lágrimas para fora, e que o público pop anseia por uma catarse emocional ainda mais do que por um novo ritmo de dança. Isso não está prestes a mudar: não há razão alguma para acreditar que seja diferente quando o título do novo disco de Adele for 78.
Billboard

Apesar de passar por uma cirurgia em 2012, os vocais de Adele seguem incríveis, transmitindo tristeza, alegria, sinceridade e calor, muitas vezes no espaço de uma única frase. E os hit-makers que povoam o álbum sabem construir canções em torno disso tudo. Nem toda faixa é perfeita, mas, no geral, trata-se de um digno sucessor para 21. Ao contrário de Michael Jackson, que passou a carreira perseguindo um novo Thriller, Adele tem evitado a tentação de fazer uma “grande declaração” com seu novo álbum. Em vez disso, ela soa relaxada e inspirada, em um conjunto de canções que vem direto do coração.
BBC

Patreon CollectorsRoom: com a sua ajuda, o site vai ficar ainda melhor

quinta-feira, novembro 19, 2015

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18 de nov de 2015

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1973

quarta-feira, novembro 18, 2015

O ano foi do Pink Floyd. A banda de Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason dominou as paradas com o estouro mundial do clássico The Dark Side of the Moon, disco que mudou suas vidas (e as dos fãs) para sempre.

Outros eventos marcantes de 1973 foram a prisão de Phil Lesh (Grateful Dead) por porte de drogas, o colapso por exaustão sofrido por David Bowie depois de um show no Madison Squase Garden, o primeiro show da carreira do Kiss, o Led Zeppelin superando o recorde de público de um show em solo norte-americano (marca que antes pertencia aos Beatles), a saída de Ian Gillan do Deep Purple e a ‘morte' de Ziggy Stardust, entre outros.

Foram formadas em 1973 as bandas AC/DC, Bachman-Turner Overdrive, Casa das Máquinas, Heart, Journey, Kansas, KC and The Sunshine Band, Kiss, Los Lobos, Montrose, Quiet Riot e Television. Chegaram ao fim durante o ano o Bread, The Byrds, The Doors, Flower Travellin’ Band, Free, Patto, Pentangle, Spirit, Stone the Crows e The Velvet Underground.

Os maiores hits de 1973 foram “Angie" dos Rolling Stones, “Tie a Yellow Ribbon ‘Round the Old Oak Tree” de Tony Orlando & Dawn, “The Ballroom Blitz” do Sweet, “Crocodile Rock” de Elton John e “Killing Me Softly with This Song” de Roberta Flack. Outros grandes sucessos de 1973: “48 Crash” (Suzi Quatro), “Also Sprach Zarathustra” (Deodato), “Candle in the Wind”, “Daniel”, “Goodbye Yellow Brick Road" (Elton John), “Cum on Feel the Noize” (Slade), “Do You Wanna Touch Me” (Gary Glitter), “Dream On” (Aerosmith), “D'yer Mak’er" (Led Zeppelin), “Frankenstein" (Edgar Winter), “Higher Ground” (Stevie Wonder), “The Joker” (Steve Miller), “Live and Let Die” (Wings), “Mind Games” (John Lennon), “Money" (Pink Floyd), “No More Mr. Nice Guy” (Alice Cooper), “Ramblin’ Man” (Allman Brothers Band), “Rocky Mountain Way” (Joe Walsh), “Stuck in the Middle with You” (Stealers Wheel), “We're an American Band” (Grand Funk Railroad) e “Whisky in the Jar” (Thin Lizzy).

Entre os principais nascimentos do ano estão Anders Fridén (25/03), Dani Filth (25/07), Mick Thomson (03/11) e Corey Taylor (08/12). Faleceram em 1973 Gram Parsons (19/09), Jim Croce (20/09), Ben Webster (20/09) e Gene Krupa (16/10).

A décima-quinta edição do Grammy premiou “The First Time Ever I Saw Your Face”, de Roberta Flack, como a Gravação do Ano e Canção do Ano. O prêmio de Álbum do Ano foi para Concert for Bangladesh, idealizado por George Harrison, e a estatueta de Melhor Artista Novo foi para o America.


Elaboramos uma pré-lista com quase uma centena de títulos, aplicamos as notas de alguns dos principais veículos especializados em música do planeta, e chegamos à lista abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1973:

50 Rory Gallagher - Tattoo
49 Alice Cooper - Billion Dollar Babies
48 Secos & Molhados - Secos & Molhados
47 Elton John - Goodbye Yellow Brick Road
46 ZZ Top - Tres Hombres
45 Paul McCartney & Wings - Band on the Run
44 Betty Davis - Batty Davis
43 Mott the Hoople - Mott
42 David Bowie - Aladdin Sane
41 Grand Funk Railroad - We’re an American Band
40 Budgie - Never Turn Your Back on a Friend
39 Gentle Giant - In a Glass House
38 Tom Waits - Closing Time
37 John Cale - Paris 1919
36 Frank Zappa - Over-Nite Sensation
35 Bruce Springsteen - The Wild, The Innocent & The E Street Shuffle
34 Buffalo - Volcanic Rock
33 The Kinks - The Great Lost Kinks Album
32 Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath
31 King Crimson - Lark’s Tongues in Aspic
30 The Marshall Tucker Band - The Marshall Tucker Band
29 Mike Oldfield - Tubular Bells
28 Joe Henderson - Multiple
27 Steely Dan - Countdown to Ecstasy
26 Willie Nelson - Shotgun Willie
25 Waylon Jennings - Honk Tonky Heroes
24 The Allman Brothers Band - Brothers and Sisters
23 Todd Rundgren - A Wizard, A True Star
22 Little Feat - Dixie Chicken
21 James Brown - The Payback
20 Billy Cobham - Spectrum
19 Mahavishnu Orchestra - Birds of Fire
18 New York Dolls - New York Dolls
17 The Wailers - Burnin’
16 Lynyrd Skynyrd - (pronounced ‘leh-‘nérd ‘skin-‘nérd)
15 Roxy Music - For Your Pleasure
14 Marvin Gaye - Let’s Get It On
13 David Holland - Conference of the Birds
12 Herbie Hancock - Head Hunters
11 The Who - Quadrophenia
10 Gram Parsons - GP
9 Al Green - Call Me
8 Bob Marley & The Wailers - Catch a Fire
7 Genesis - Selling England by the Pound
6 Led Zeppelin - Houses of the Holy
5 Stevie Wonder - Innervisions
4 Fela Kuti - Gentleman
3 Iggy and The Stooges - Raw Power
2 Can - Future Days
1 Pink Floyd - The Dark Side of the Moon

A quantidade de ótimos e clássicos álbuns lançados em 1973 é gigantesca. Meu top 10 do ano é esse:

1 Pink Floyd - The Dark Side of the Moon
2 Genesis - Selling England by the Pound
3 Lynyrd Skynyrd - (pronounced ‘leh-‘nérd ‘skin-‘nérd)
4 Herbie Hancock - Head Hunters
5 Led Zeppelin - Houses of the Holy
6 Bob Marley & The Wailers - Catch a Fire
7 Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath
8 Grand Funk Railroad - We’re an American Band
9 Paul McCartney & Wings - Band on the Run
10  ZZ Top - Tres Hombres

Ouça a playlist com as músicas mais marcantes de 1973 e poste nos comentários a sua lista com os melhores discos do ano na sua opinião.

O que quer um crítico de música, afinal de contas?

quarta-feira, novembro 18, 2015

A internet deu voz à muita gente. Com as facilidades de publicação da rede, ficou muito mais simples expressar uma opinião sobre qualquer assunto. Ficou simples criar um blog e escrever sobre o que você sempre quis. No meu caso, sobre música.

Mas o que deseja quem escreve sobre música? O que essa pessoa quer expressar? Falo por mim e só por mim, então vamos lá. Sempre gostei de escrever. Ao comprar uma revista, a primeira seção que devorara eram os reviews. E, com o tempo, fui amadurecendo a ideia de colocar no papel a opinião que tinha sobre cada disco que ouvia. Só que, no caso, essa opinião acabou não indo literalmente para o papel, mas sim para a tela do computador.

Mas o que eu desejo com isso? As respostas já foram muitas, e foram mudando durante os anos. No início, era simplesmente ter o prazer de ver um texto publicado em um veículo. Depois, era a alegria de dividir o amor pela música com os leitores. Hoje, é a sensação de apresentar algo novo que me motiva a escrever. É fugir das pautas comuns, tentando sempre ir além do óbvio. É falar sobre o Iron Maiden com a mesma profundidade que falo sobre o Graveyard. É dar a mesma importância, ou pelo tentar, para nomes consagrados e também para os novos.

Qual é o papel de um crítico de música? A minha relação com os críticos que admiro foi construída ao longo dos anos. Lia os textos de um cara e gostava do que ele escrevia, de suas opiniões. De outro, curtia o estilo de escrever. De alguns, as opiniões nunca batiam com a minha, mas sabia que o cara que estava lá do outro lado tinha um conhecimento enorme sobre música e que, mesmo não concordando com ele, havia muito que aprender com o sujeito. Com o tempo, fui identificando aqueles caras cuja opinião batia mais com o que eu pensava, e fui pesando mais a opinião destes indivíduos na hora de ler um review sobre um álbum. É uma espécie de relação de confiança construída entre o crítico e o leitor. Algo que, depois de mais de 10 anos nessa aventura de colocar em palavras o que a música me faz sentir, tenho a oportunidade de também receber de volta dos meus próprios leitores.

É justamente essa troca com os leitores, esse retorno, que se transforma no combustível para manter tudo funcionando. Já desanimei, já parei de escrever por alguns períodos, mas o retorno é sempre tão positivo que não dá pra ficar longe. 

O que eu quero, atualmente, é apenas continuar fazendo com prazer e certa qualidade algo que é fundamental para mim: ouvir música e escrever sobre ela.

Afinal, a vida fica muito mais completa e interessante com uma bela trilha sonora.

Eagles of Death Metal divulga comunicado oficial sobre os eventos ocorridos em Paris

quarta-feira, novembro 18, 2015

A banda norte-americana Eagles of Death Metal divulgou um comunicado oficial falando a respeito dos eventos ocorridos durante o show realizado pelo grupo no Le Bataclan, em Paris, no último dia 13 de novembro, quando integrantes do grupo terrorista Estado Islâmico abriram fogo contra o público, resultando em um massacre com mais de 100 mortes.

Leia abaixo a íntegra da declaração do grupo:

Enquanto a banda está agora em casa e segura, continuamos aterrorizados e tentando entender o que aconteceu em Paris. Nossos pensamentos e corações estão em primeiro lugar com o nosso irmão Nick Alexander, nossos camaradas da gravadora Thomas Ayad, Marie Mosser e Manu Perez, e com todos os amigos e fãs cujas vidas foram tiradas, bem como seus amigos, famílias e entes queridos.

Embora sigamos ligados no luto pelas vítimas, fãs, famílias e cidadãos de Paris, e todos aqueles afetados pelo terrorismo, estamos orgulhosos de estarmos juntos com nossas famílias, agora ainda mais unidos por um objetivo comum de amor e compaixão.

Gostaríamos de agradecer a polícia francesa, o FBI e os departamentos de estado dos Estados Unidos e da França, e especialmente todos aqueles que estiveram no local conosco, nos ajudamos uns aos outros da melhor maneira possível durante essa provação inimaginável, comprovando mais uma vez que o bem sempre ofusca o mal.

Todos os shows do Eagles of Death Metal a partir de agora estão cancelados por tempo indeterminado.

Vive la musique, vive la liberté, vive la France, and vive Eagles of Death Metal!

Anthrax revela capa de seu novo disco, For All Kings

quarta-feira, novembro 18, 2015

A banda norte-americana Anthrax divulgou a capa de seu novo álbum, intitulado For All Kings. O trabalho será lançado dia 26 de fevereiro pela Megaforce nos Estados Unidos e pela Nuclear Blast na Europa. 

A capa foi criada pelo renomado artista de HQs Alex Ross - que já havia trabalhado com a banda em We’ve Come for You All, de 2003 - e traz as imagens de Charlie Benante e Scott Ian em destaque, seguidas pelos outros integrantes, como gigantescas esculturas religiosas.

O álbum é o sucessor de Worship Music, disco lançado em 2011 e que marcou o retorno do vocalista Joey Belladona. Jon Donais (também no Shadows Fall) fará a sua estreia em estúdio com o Anthrax em For All Kings. Ele substituiu Rob Caggiano, atualmente no Volbeat, em 2013.

17 de nov de 2015

Intronaut - The Direction of Last Things (2015)

terça-feira, novembro 17, 2015

Algumas bandas usam o heavy metal como uma plataforma de experimentação. Uma base sólida da qual jamais perdem contato, mesmo em seus vôos mais altos. É o caso do quarteto norte-americano Intronaut. Natural de Los Angeles, o grupo chega ao seu quinto álbum alcançando o ápice de sua trajetória até o momento.

Sucessor de Habitual Levitations (Instilling Words with Tones), de 2013, The Direction of Last Things saiu na sexta, 13 de novembro, pela Century Media. O disco traz sete faixas excelentes, que mostram a banda sempre arriscando e buscando novos caminhos. Como a excelente abertura com “Fast Worms”, onde o metal técnico e agressivo da primeira parte da canção se transforma em um trecho instrumental que é puro jazz, entregando generosas doses de deleite auditivo.

Mixado por Devin Townsend, o disco é sólido, consistente e mais resolvido que o trabalho de 2013. As ideias são processadas e traduzidas em soluções amistosas e que sempre caem bem aos ouvidos. O que quero dizer com isso é que não há aqui aquelas experimentações densas e que afastam os ouvidos não habituados com uma sonoridade específica. O Intronaut já cometeu esse deslize no passado, e hoje sabe como caminhar para frente, como evoluir, sem abrir mão de sua ambição artística e sem assustar os fãs.

Dá pra dizer, e em muitos aspectos apenas como elemento para situar o leitor, que a sonoridade atual do Intronaut traz traços de Cynic, Gojira e Between the Buried and Me, e, mais de leve, alguns toques que remetem ao Meshuggah e ao Tool. Mas isso são apenas devaneios meus. Os timbres dos instrumentos, por exemplo, trazem à mente o que o Anciients alcançou em Heart of Oak (2013), enquanto os backing vocals remetem ao Mastodon mais experimental e aventureiro dos tempos de Crack the Skye (2009).

Com performances exemplares de todos os instrumentistas, The Direction of Last Things traz o Intronaut alcançando o seu auge, o topo como banda. É o refinamento de tudo que a banda gravou em seus quatro álbuns anteriores, aqui condensando e traduzido em uma música cativante, inovadora, rica e que alia o requinte técnico com doses enormes de sentimento.

Se o Intronaut ainda não chegou aos seus ouvidos, esse é o álbum para conhecer e se apaixonar por esta banda norte-americana.

Ouça. Não há como se arrepender.


Fotógrafo divulga e libera uso de imagens do show do Eagles of Death Metal em Paris

terça-feira, novembro 17, 2015

O fotógrafo Manu Wino, que estava cobrindo o show do Eagles of Death Metal realizado no Le Bataclan, em Paris, na sexta 13/11, divulgou e liberou o uso das imagens que clicou antes da apresentação ser interrompida pelo ataque do grupo terrorista Estado Islâmico, que fez dezenas de vítimas.

Segundo o Wino, as imagens foram disponibilizadas porque “A vida continua. Porque eles não pode vencer. Porque é apenas rock and roll”. As fotos podem ser vistas e baixadas no Facebook de Manu Wino.

Vale lembrar que, apesar do nome, o Eagles of Death Metal não é uma banda de heavy metal, e sim um grupo de hard rock com uma sonoridade bem garageira e que faz um revival de décadas passadas, sempre com muito alto astral e bom humor. O núcleo central conta com Jesse Hughes (vocal e guitarra) e Josh Homme (guitarra e mais um monte de instrumentos), mas o líder do Queens of the Stone Age não costuma se apresentar ao vivo com a banda, ficando apenas nos discos de estúdio. Já fizeram participações especiais nos quatro álbuns lançados pelo Eagles of Death Metal nomes de peso como Jack Black, Dave Grohl, Taylor Hawkins, Nick Olivieiri, Mark Lanegan e outros.

Bonito gesto, bela atitude.


Adele divulga nova música: “When We Were Young”

terça-feira, novembro 17, 2015

Mais uma música do novo disco de Adele foi divulgada. O vídeo de “When We Were Young” traz a cantora inglesa acompanhada de sua banda em uma igreja, executando a canção. Outra balada com interpretação vocal primorosa, como de costume.

25, o novo álbum de Adele, será lançado dia 20 de novembro.

Assista ao vídeo de “When We Were Young” abaixo:

16 de nov de 2015

Pra tirar o mofo do ouvido: 9 bons discos lançados nas últimas semanas

segunda-feira, novembro 16, 2015

Um post especial pra você que, sabe-se lá por qual motivo, pensa e acredita que nada de bom é produzido na música atual. 

Abaixo estão os novos discos do Devil You Know, Intronaut, Swallon the Sun, Born of Osiris, Billy Gibbons, Kurt Cobain, Coheed and Cambria, Deerhunter e Deafheaven. Todos cheios de ótimas canções. Trabalhos consistentes, de artistas que estão fazendo um som legal pra cacete bem agora, embaixo do seu nariz. 

Tem rock. Tem pop. E tem metal. 

É só dar play, ouvir e dividir as suas impressões com os demais leitores nos comentários.

Vem junto?

“Fast Worms”, novo clipe do Intronaut

segunda-feira, novembro 16, 2015

O quinto e novo álbum do Intronaut, The Direction of Last Things, foi lançado no último dia 13 de novembro e a banda gravou um clipe para divulgar o trabalho. O vídeo da faixa “Fast Worms” traz as aventuras de um simpático golfinho-humano, no que pode ser interpretado com uma espécie de homenagem ao personagem Flipper.

The Directions of Last Things foi mixado por Devin Townsend e saiu pela Century Media.

Divirta-se abaixo:

Ouça “Shock Me”, nova música do Baroness

segunda-feira, novembro 16, 2015

O Baroness divulgou o segundo single de seu novo disco, Purple. “Shock Me” é uma canção mais direta que “Chlorine & Wine”, revelada anteriormente, e traz as principais características da banda norte-americana: belas linhas vocais, melodia onipresente e um exemplar trabalho de guitarras.

O novo álbum do Baroness será lançado dia 18 de dezembro e marcará a estreia da nova formação do grupo, atualmente formado por John Baizley (vocal e guitarra), Pete Adams (guitarra), Nick Jost (baixo e teclado) e Sebastian Thomson (bateria).

O quarteto publicou um longo texto em sua página no Facebook a respeito dos eventos ocorridos em Paris na sexta, dia 13/11, durante o show do Eagles of Death Metal. A declaração da banda pode ser lida abaixo:


E aqui, o lyric vídeo de “Shock Me”:

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