1 de abr de 2016

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1982

sexta-feira, abril 01, 2016


1982 foi um ano bastante emblemático para a música. O disco mais vendido de todos os tempos, Thriller, foi lançado por Michael Jackson. Outro best seller do pop, Madonna, colocou nas lojas o seu single de estreia. Bruce Springsteen entregou um de seus álbuns mais sombrios e intimistas. 

O Iron Maiden reinventou a sua carreira e deu início a uma escalada sem pausas até o topo do heavy metal. O Judas Priest fez algo semelhante, atualizando o seu som e mantendo-se em alta. Já o Kiss renasceu após um período conturbado e iniciou uma nova temporada de sucesso.

Simultaneamente, a popularidade cada vez maior de bandas com sonoridade AOR influenciava significativamente o cenário do rock, com nomes como John Cougar, Toto e Survivor lançando alguns de seus discos de maior sucesso.

No pop, além do turbilhão de Michael Jackson, fomos apresentados aos australianos do Men at Work e seus hits instantâneos, assim como à comprovação de que o Duran Duran havia chegado para ficar. Afrika Bambaataa e Grandmaster Flash lançaram canções que alicerçaram e influenciaram profundamente o nascimento do hip-hop, impacto semelhante obtido pelo Yazoo na música pop eletrônica.

No pós-punk, o The Cure iniciava a sua subida ao topo, acompanhado de nomes que seriam muito populares nos anos seguintes, como Simple Minds e Midnight Oil. Isso sem falar em Prince, que deu uma generosa amostra de sua genialidade no sensacional álbum duplo 1999.

Os principais fatos de 1982 na música foram:

  • Ozzy Osbourne arrancou a cabeça de um morcego vivo em um show realizado em Des Moines, no Iowa, no dia 20/01. O vocalista precisou ser vacinado contra a raiva após o ocorrido
  • no dia 21 de janeiro, B.B. King doou a sua coleção de discos, contendo mais de 7 mil títulos raros de blues, para o Centro de Estudos sobre a Cultura Sulista de Universidade do Mississippi
  • Ozzy seguiu aprontando: no dia 19 de fevereiro, o vocalista foi preso após urinar no monumento The Alamo, um dos símbolos da cultura norte-americana, localizado na cidade texana de San Antonio
  • John Belushi, comediante do Saturday Night Live e vocalista dos The Blues Brothers, foi encontrado morto no dia 5 de março no Chateau Marmont Hotel, em Los Angeles. A causa foi uma overdose de drogas
  • o ano de Ozzy seguiu péssimo: no dia 19/03, o guitarrista de sua banda, Randy Rhoads, faleceu após um bizarro acidente de avião
  • no dia 22/03 chegou às lojas o terceiro álbum do Iron Maiden, The Number of the Beast
  • Joe Strummer, vocalista e guitarrista do The Clash, foi declarado desaparecido no dia 26/04, forçando a banda a cancelar a turnê que faria pela Inglaterra. Três semanas depois, o músico foi encontrado em Paris, vivendo com a namorada em um apartamento na capital francesa
  • Lester Bangs, um dos mais respeitados e controversos críticos de rock da época, faleceu no dia 30/04. O jornalista foi encontrado sem vida em seu apartamento em Nova York, após uma overdose
  • o guitarrista do Pretenders, James Honeyman-Scott, morreu  no dia 16/06 após uma crise cardíaca causada por intolerância à cocaína. Ele tinha 25 anos
  • no dia 04/06, Ozzy e Sharon Osbourne casaram-se em Maui, no Hawaii
  • no dia 31 de agosto, Ronnie James Dio realizou o seu último show com o Black Sabbath. O vocalista retornaria à banda somente dez anos depois
  • os primeiros CDs da história foram colocados à venda no dia 1 de outubro, em uma japonesa
  • “Everybody”, single de estreia de Madonna, foi lançado no dia 06/10 pela Sire Records
  • Thriller, sexto álbum de Michael Jackson, chegou às lojas no dia 30 de novembro. O disco se tornou o mais vendido de todos os tempos
  • em dezembro, o Iron Maiden anunciou a substituição de seu baterista, trocando Clive Burr por Nicko McBrain, ex-Trust

As principais bandas formadas em 1982 foram o A-ha, Alien Sex Fiend, Alphaville, Armored Saint, Camisa de Vênus, Capital Inicial, Lloyd Cole and The Commotions, Concrete Blonde, Corrosion of Conformity, D.R.I., Death Angel, Destruction, Dio, Garotos Podres, Kreator, Legião Urbana, The Pogues, Primal Scream, Public Enemy, Queensrÿche, W.A.S.P. e The Smiths. Encerraram suas atividades durante o ano nomes como ABBA, Bad Company, Blondie, Captain Beefheart, The Doobie Brothers, The Jam, The Shirelles, Squeeze, The Sweet e The Who (a banda retornaria para uma turnê comemorativa em 1999 e lançaria um novo álbum, Endless Wire, apenas em 2006).

Segundo dados oficiais do RIAA, órgão que representa as gravadoras sediadas nos Estados Unidos, foram lançados 2.630 LPs, 2.710 fitas-cassetes e 2.285 singles no mercado norte-americano durante o ano de 1982.

Os cinco maiores hits do ano foram “Eye of the Tiger” do Survivor, “Down Under” do Men ar Work, “I Love Rock ’n' Roll” de Joan Jett, “Come on Eileen” do Dexys Midnight Runners e “Ebony and Ivory”, parceria de Paul McCartney com Stevie Wonder. Outros grandes sucessos de 1982 foram “Town Called Malice”, “Beat Surrender" (ambas do The Jam), “Pass the Dutchie” (Musical Youth), “Do You Really Want to Hurt Me?” (Culture Club), “I Don’t Wanna Dance” (Eddy Grant), “Abracadabra" (Steve Miller Band), “Jack and Diane”, “Hurts So Good" (John Cougar), “Who Can It Be Now?” (Men at Work), “Meneater" (Daryl Hall & John Oates), “Africa" (Toto), “Back on the Chain Gang” (Pretenders), “Bad to the Bone” (George Thorogood), “Everybody” (Madonna), “Gypsy" (Fleetwood Mac), “Heat of the Moment”, “Only Time Will Tell" (Asia), “Hungry Like the Wolf”, “Save a Prayer" (Duran Duran), “I Love It Loud” (Kiss), “It's Raining Again” (Supertramp), “The Message” (Grandmaster Flash), “The Number of the Beast”, “Run to the Hills" (Iron Maiden), “Planet Rock” (Afrika Bambaataa), “Pretty Woman” (Van Halen), “Rock the Casbah”, “Should I Stay or Should I Go" (The Clash), “Situation" (Yazoo), “Under Pressure” (Queen & David Bowie) e “Valley Girl” (Frank Zappa).

Nasceram em 1982 músicos como Caleb Followill (14/01), Adam Lambert (29/01) e Lil Wayne (27/09). Faleceram durante o ano Elis Regina (19/01), Lightnin’ Hopkins (30/01), Alex Harvey (04/02), Thelonious Monk (17/02), John Belushi (05/03), Randy Rhoads (19/03), Carl Orff (29/03), Neil Bogart (08/05) e Art Pepper (15/06).

Os vencedores das principais categorias da 24ª edição do Grammy foram:

  • Gravação do Ano e Música do Ano: “Bette Davis Eyes”, de Kim Carnes
  • Álbum do Ano: Double Fantasy, de John Lennon & Yoko Ono
  • Melhor Artista Novo: Sheena Easton

Após pesquisa em estudos similares chegamos a mais de uma centena de álbuns selecionados, que foram submetidos às avaliações de diversos veículos e revistas sobre música. Então, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Seguindo esta metodologia, estes foram os melhores discos de 1982:

50 Motörhead - Iron Fist
49 Kate Bush - The Dreaming
48 George Thorogood - Bad to the Bone
47 Paul McCartney - Tug of War
46 Yazoo - Upstairs at Eric’s
45 Kiss - Creatures of the Night
44 Pete Townshend - All the Best Cowboys Have Chinese Eyes
43 Rush - Signals
42 Dire Straits - Love Over Gold
41 The Alan Parsons Project - Eye in the Sky
40 Christian Death - Only Theatre of Pain
39 Manowar - Battle Hymns
38 XTC - English Settlement
37 Lou Reed - The Blue Mask
36 Billy Idol - Billy Idol
35 Midnight Oil - 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1
34 Whitesnake - Saints & Sinners
33 Duran Duran - Rio
32 The Church - The Blurred Crusade
31 Scorpions - Blackout
30 Discharge - Hear Nothing See Nothing Say Nothing
29 Marvin Gaye - Midnight Love
28 Judas Priest - Screaming for Vengeance
27 Flipper - Generic
26 Donald Fagen - The Nightfly
25 Pretenders - Learning to Crawl
24 Simple Minds - New Gold Dream (81-82-83-84)
23 Venom - Black Metal
22 Accept - Restless and Wild
21 Men at Work - Business as Usual
20 John Cougar - American Fool
19 Kevin Rowland & Dexys Midnight Runners - Too-Rye-Ay
18 Toto - Toto IV
17 Marshall Crenshaw - Marshall Crenshaw
16 The Gun Club - Miami
15 The Cure - Pornography
14 ABC - The Lexicon of Love
13 Descendents - Milo Goes to College
12 Roxy Music - Avalon
11 Dead Kennedys - Plastic Surgery Disasters
10 Bad Brains - Bad Brains
9 Misfits - Walk Among Us
8 Elvis Costello - Imperial Bedroom
7 Iron Maiden - The Number of the Beast
6 X - Under the Big Black Sun
5 Prince - 1999
4 Richard & Linda Thompson - Shoot Out the Lights
3 Bruce Springsteen - Nebraska
2 The Dream Syndicate - The Days of Wine and Roses
1 Michael Jackson - Thriller

Meu top de 1982 ficaria assim:

1 Michael Jackson - Thriller
2 Iron Maiden - The Number of the Beast
3 Accept - Restless and Wild
4 Judas Priest - Screaming for Vengeance
5 Toto - Toto IV
6 John Cougar - American Fool
7 Duran Duran - Rio
8 Billy Idol - Billy Idol
9 Yazoo - Upstairs at Eric’s
10 The Alan Parsons Project - Eye in the Sky

Abaixo você tem uma playlist com as músicas mais marcantes do ano. E, como sempre, um convite: poste nos comentários o seu top 10 e diga pra gente quais foram os seus discos preferidos de 1982.

Os melhores discos lançados em março segundo o About Heavy Metal

sexta-feira, abril 01, 2016

Março foi um mês forte em novos lançamentos. Havia pelo menos uma dúzia de concorrentes para este top 5. Depois de uma cuidadosa audição, esses foram os nossos escolhidos. A lista inclui bandas já veteranas como Spiritual Beggars e Rotten Sound, e novos nomes como Ocean of Slumber.


Cobalt - Slow Forever

Se há um ponto onde não há nenhum alívio em Slow Forever, este é a voz de Charlie Fell. Seu trabalho traduz o Cobalt muito bem. Salvo o timbre melódico utilizado em “Siege”, faixa escondida no final do disco dois, Fell nunca cede e sempre vomita letras sombrias e temas niilistas. Slow Forever coloca o Cobalt mais uma vez na vanguarda do black metal. Quase sete anos após o último disco, Gin (2009), a banda empurra seus limites para territórios cada vez mais desconhecidos. Se é um álbum melhor que o último, não sei, mas Slow Forever está ao menos em pé de igualdade com tudo o que o Cobalt fez antes.


The Body - No One Deserves Happiness

O The Body vai ao encontro do pop em No One Deserves Happiness - pelo menos em como o pop soaria filtrado pela mente de um lunático. Batidas pulsantes, coros pegajosos e chifres no comando são confrontados com um quociente de ruído incorrigível. A percussão de clube de dança em “Two Snakes”, o legítimo piano balada de “The Fall and the Guilt” e os vocais melodiosos do cantor convidado Maralie Armstrong (Humanbeast) não deveriam funcionar, mas funcionam. O mesmo vale para todas as tentativas do The Body neste disco impecável.


Rotten Sound - Abuse to Suffer

Abuse to Suffer mostra a instituição finlandesa Rotten Sound continuando a adicionar vitalidade para o gênero que a banda já domina há vinte anos. Ele possui o mesmo peso corajoso de seu último disco, Cursed (2011), mas com um impulso revigorado. O Rotten Sound ainda consegue mudar a sua música sem abrir mão dos abençoados blastbeats, e canções como “Yellow Pain” trazem a banda experimentando em alguns dos seus materiais mais lentos. Mas ainda é pesado e, de alguma forma, moedor. O Rotten Sound nunca desaponta, e estão longe disso em seu novo disco.


Spiritual Beggars - Sunrise to Sundown

O Spiritual Beggars está de volta com seu novo disco, Sunrise to Sundown. A banda concebida pelo guitarrista Michael Amott traz também músicos do Arch Enemy e do Opeth e possui um estilo muito diferente do outro grupo de Amott. Na verdade, Sunrise to Sundown poderia ser considerado, sem muito esforço, como um dos melhores discos do Deep Purple. O órgão Hammond de Per Wiberg brilha estridentemente, e não é apenas isso que faz o álbum ser excelente. As guitarras de Amott estão fantásticas, a seção rítmica é espessa e carnuda e os vocais são perfeitos para essa mistura de rock setentista retrô com  stoner rock. 


Oceans of Slumber - Winter

Embora considerado como metal progressivo, Winter transcende o rótulo com um afluxo diverso de estilos, indo do death/doom até o clássico. A banda não permanece confinada, o que torna a capa inspirada no clássico do Moody Blues “Night in White Satin” servir confortavelmente. Winter é um grande disco, em parte por causa de Cammie Gilbert, um cantor maravilhoso e que entrega tudo que tem em cada canção. Partes do álbum, como a retrospectiva “… This Road”, poderiam soar mais açucaradas e descartáveis em mãos menos talentosas.


Discoteca Básica Bizz #038: Novos Baianos - Acabou Chorare (1972)

sexta-feira, abril 01, 2016


A década de 1960 acabou seis meses antes, nas noites de 20 e 21 de julho, no Teatro Castro Alves, em Salvador, no show de despedida de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Na plateia, do poeta Augusto de Campos a inúmeros órfãos. No palco, Gil, Caetano e o grupo Os Liefs (Pepeu, Lico, Carlinhos e Jorginho). O show-réquiem dava o sinal: a Navilouca antropófago-tropicalista devia seguir.

Os Novos Baianos surgem, num batismo de fogo, nestas noites negras. O cantor, compositor e violonista Moraes Moreira, o poeta-agrônomo Galvão, o crooner de baile Paulinho Boca de Cantor e a cantora Baby Consuelo, inicialmente acompanhados dos Liefs, seguem transformando cinzas em melodias. Desclassificação em festival, shows-happenings, um LP e dois compactos serviriam de ensaio geral.

Em 1972, já ocupando um apart-tribo no Rio, os Novos Baianos gestavam um manifesto. Uma ilustre visita daria o toque final: a do mago João Gilberto. João abre seu baú de canções dos anos 1930 e 1940 e se mistura ao rockarnaval dos Novos Baianos. O LP Acabou Chorare, primeiro lançamento da gravadora Som Livre, seria a síntese desta viagem hard-pós-Tropicália-João Gilberto. O título sairia de um brinde-balbucio de bebê, que Bebel Gilberto - née Isabel -, filha de João e Miúcha, sussurraria nas jams.



O samba-batucada "Brasil Pandeiro", de Assis Valente, lançado em 1940 por um dos mitos de João, o grupo Anjos do Inferno, abre o disco. O grande hit "Preta Pretinha", uma colagem cinematográfica saída de algum alto-falante do interior, serve de abre-alas e dá passagem a "Tinindo Trincando", uma bossa-baião-hard com texto mínimo e onomatopéico, que Baby pulveriza sobre A Cor do Som, isto é, Pepeu, Dadi, Jorginho e Baixinho, a parte elétrica dos Novos Baianos.


"Swing de Campo Grande" e "Acabou Chorare", entregue à parte acústica do grupo, fecham o lado A, zanzando entre o batuque e a seresta-bossa. "O Mistério do Planeta", na voz de Paulinho, relê uma velha canção do grupo Mini Planeta Íris, o texto confessional dá um grito de basta na barra lúcifer da época. A canção seguinte, na voz de Baby, "A Menina Dança", continua o desnudar de barras: "... só entro no jogo / porque estou / estou mesmo depois / depois de esgotar / o tempo regulamentar...".

"Besta é Tu", com Moraes, em ironia máxima ("... não viver este / se não há outro mundo ..."), transpirava, naquele negro tempo, uma linguagem cifrada pela sua desconcertante simplicidade carnavalesca. "Um Bilhete pra Didi", única música instrumental, serve de território para A Cor do Som dar seu vôo. Uma versão de "Preta Pretinha" fecha o disco, sendo que, no show, "Preta Pretinha" entra em um pout-pourri-bricolagem com "29 Beijos", do primeiro compacto, e "Oba-Lá-Lá", bossa-baião de e do antológico primeiro disco de João Gilberto. Era a proposta sintetizada em som e cena.

Acabou Chorare, além da síntese sonora - Jimi Hendrix empunhando um cavaquinho (por sinal, presente de Paulinho da Viola a Pepeu) e João Gilberto uma guitarra distorcida -, traz, em sua primeira edição (em 1984 foi relançado com capa simples), uma das mais interessantes e surpreendentes capas. Um texto de Augusto de Campos dá o tom, outro de Galvão explica a antifamília Novos Baianos e várias fotos quebram os olhos dos censores. Na contracapa, uma superposição: um Novo Baiano e um dos filhos da troupe fumam o mesmo baseado, como se ilustrassem, em silêncio, o projeto obra-viagem do grupo.

Barras se sucederam a barras. Acabou Chorare, em som, imagem e silêncio, foi um de seus melhores closes.

(Texto escrito por Marcelo Dolabela, Bizz #038, setembro de 1988)

31 de mar de 2016

Iron Maiden: está na Inglaterra e quer roupas limpas? A Donzela resolve!

quinta-feira, março 31, 2016


Que o Iron Maiden é uma das maiores bandas do planeta, todo mundo sabe. Mas na Inglaterra, país natal do grupo, a coisa vai um pouco mais além. Em um caso bastante curioso, diversas redes de lojas que prestam serviço profissional especializado em lavar, engomar e passar roupas utilizam o nome da banda ou variações para batizar seus estabelecimentos (ou talvez seja uma expressão inglesa para definir o serviço e que soa curiosa aqui pra gente, vai saber ...)

Alguns exemplos: a Iron Maidens fica em Nottingham, norte do país, berço do Robin Hood e famosa pelo Nottingham Forest, time de futebol que fez muito sucesso nas décadas de 1970 e 1980 e hoje disputa a Championship, segunda divisão inglesa. A loja foi fundada em 1995 e oferece serviço completo, buscando e entregando as roupas na casa do cliente. Se você for passar uma temporada em Nottingham, aqui está o site deles pra dar uma conferida.



Já a Iron Maiden Professional Ironing Service fica em Lancashire, também no norte, e, segundo o seu site, possui modernas instalações e estacionamento privativo. Contando também com serviço de coleta e entrega de roupas, a loja afirma possuir os equipamentos mais atuais do mercado, garantindo a qualidade de seu serviço, que é realizado em um ambiente totalmente limpo e livre de fumo.

Uma pesquisa rápida no Google mostra diversas outras opções por toda a Inglaterra. Ou seja: em sua próxima visita ao país, você, caro fã da Donzela, já sabe onde lavar as suas roupas :-)



Discoteca Básica Bizz #037: The Stooges - The Stooges (1969)

quinta-feira, março 31, 2016


Uma bomba de efeito retroativo, fora de lugar, fora do tempo. Começa num ritmo preguiçoso, a guitarra miando através do wah wah. Alright! Ritmo e guitarra adotam uma pulsação básica que se convencionou chamar de punk rock, e pronto: "Bem, é 1969, / através dos USA / é um outro ano / para mim e para você / outro ano sem nada para fazer".

Ele, creditado na capa como Iggy Stooge, está furiosamente morrendo de tédio. Os outros três "patetas" (Ron Asheton na guitarra, Dave Alexander no baixo e Scott Asheton na bateria) num esporro elétrico com a adrenalina de um Cro-Magnon que sente o bafo do mamute na sua cola. Obviamente os Estados Unidos de 1969 não estavam preparados para os Stooges.

P.S.: a influência histórica óbvia, os Ramones tirando o visual das fotos de capa e contracapa de The Stooges, os Sex Pistols tirando o som de "No Fun" e "I Wanna Be Your Dog" (também faixas deste LP, que volta e meia apareciam nos shows de Joãozinho Lydon e companhia), tudo isso não pesa muito sobre o disco. Ainda que eterno, espanta qualquer cheiro de bolor assim que começa a massacrar os falantes da caixa.

Tédio, desprezo e adrenalina. A química antes de virar fórmula composta, sem alvo definido. A faísca acendeu um fogo que nunca esteve apagado - ainda que os discos do Joy Division exibam as cinzas. Ian Curtis simplesmente idolatrava Iggy Pop, e os reflexos de ambos estão vagando a terra como mortos-vivos. Fazer o que? Tédio e ódio continuam vivos, mas sua expressão está mais que cristalizada.



Uma banda de garagem comandada por um alucinado. Algo assim devia passar pela cabeça do pessoal do selo Elektra, que rescindiu o contrato dos Stooges antes de seu terceiro disco. Uma banda de garagem apontando para o futuro. Em todo o LP, apenas "We Will Fall" dá bandeira dos elos que ligavam os Stooges ao passado - às feridas incicatrizáveis chamadas (que tédio repetir isso em 1988!) Doors e Velvet Underground. Com mais de dez minutos de um apocalíptico mantra quase gregoriano, "We Will Fall" é a "The End" dos Stooges, e a única faixa em que o produtor do disco, John Cale (então com um pé fora do Velvet), deixa sua marca: num drone zumbindo ininterruptamente e na aparição de sua inconfundível viola nos minutos finais.


No lado dois, tudo volta ao normal com "No Fun", outra ode ao tédio mortal movida por um riff histórico. "Não tem graça ficar sozinho / não tem graça sair por aí / não tem graça!". Segue "Real Cool Time", outra ode ao sexo como único antídoto para o tédio mortal, que culmina numa das mais estridentes paredes de guitarras da história do heavy metal. E surge então a segunda anomalia do disco. "Ann" seria apenas mais uma balada romântica com guitarras em changalanga, se estas não estivessem amplificadas demais e se Iggy não estivesse inaugurando no vinil um lamento de bezerro desmamado que atinge crescendos epilépticos e se tornaria uma de suas marcas registradas: uivos viram bocejos, urros cospem sussurros (também imitados ad nauseam).

O segundo LP, Funhouse (também lançado no Brasil, por encomenda da cadeia Museu do Disco), expande tudo isto para uma selvageria ainda mais catártica, fluída e madura. Merece igualmente o selo Discoteca Básica. Assim como a segunda encarnação dos Stooges (com James Williamson na guitarra), produzida por David Bowie no treme-terra Raw Power. Essencial também o semipirata Metallic K.O., onde se tem a revelação da intensidade que isto atingia ao vivo - para alguns, os verdadeiros Stooges. 

Mas foi aqui que tudo começou.

(Texto escrito por José Augusto Lemos, Bizz #037, agosto de 1988)

30 de mar de 2016

Pra entender: o que é AOR?

quarta-feira, março 30, 2016

Literalmente, a sigla AOR significa “adult oriented rock” (rock direcionado para adultos). Musicalmente, trata-se de uma fusão entre rock, hard e progressivo surgida no final dos anos 1970 e início da década de 1980, caracterizada por uma sonoridade rica e cheia de camadas, produção cristalina e uma forte presença de melodia e refrãos fortes.

O uso marcante de sintetizadores é recorrente entre as bandas de AOR, assim como a presença de harmonias vocais. Os fortes ganchos melódicos e refrãos atraentes, combinado à canções variando entre 3 e 4 minutos, tornam tudo muito agradável e de fácil assimilação auditiva. O AOR é, em sua essência, um gênero moldado para as rádios, para a construção de hits marcantes e, consequentemente, a venda de milhares de discos e a lotação de arenas - não à toa, alguns chamam o estilo de “rock de arena”.

Entre os pioneiros e mais conhecidos nomes do estilo estão bandas como Journey, Kansas, Toto, Survivor, Foreigner, Styx, Boston, Asia e REO Speedwagon. Canções como “Don't Stop Believin”, “Carry On Waynard Son”, “Dust in the Wind”, “Africa”, “Rosanna”, “Hold the Line”, “Eye of the Tiger”, “Burning Heart”, “More Than a Feeling”, “Heat of the Moment” e “Only Time Will Tell” estão entre os maiores clássicos do estilo.



A influência do AOR foi bastante perceptível durante a década de 1980, levando ao surgimento de bandas como Magnum, FM, Red Rider, Honeymoon Suite e outras, além da inserção cada vez maior de características do gênero na música de grupos que originalmente não partiram do estilo, como foi o caso do Def Leppard e do Bon Jovi. 

Durante os anos 1990 e 2000 o AOR perdeu significativamente a sua popularidade, o que não representou, necessariamente, a ausência de bandas e artistas de qualidade, como comprovaram Harem Scarem, Tyketto, Talisman e House of Lords. Mais recentemente, nomes como Gotthard, Pride of Lions, W.E.T., Brother Firetribe, H.E.A.T. e Place Vendome têm conseguindo atrair uma nova geração de admiradores para o gênero, rejuvenescendo o estilo em discos marcantes.



Para quem quer conhecer mais sobre AOR, abaixo está uma discografia selecionada do estilo:

Boston - Boston (1976)
Kansas - Leftoverture (1976)
Styx - The Grand Illusion (1977)
Foreigner - Foreigner (1977)
Kansas - Point of No Return (1977)
Toto - Toto (1978)
Journey - Infinity (1978)
Boston - Don’t Look Back (1978)
Rainbow - Down to Earth (1979)
REO Speedwagon - Hi Infidelity (1980)
Journey - Escape (1981)
Foreigner - 4 (1981)
Asia - Asia (1982)
Survivor - Eye of the Tiger (1982)
Rainbow - Straight Between the Eyes (1982)
Hughes / Thrall - Hughes / Thrall (1982)
Toto - IV (1982)
Journey - Frontiers (1983)
Rainbow - Bent Out of Shape (1983)
Survivor - Vital Signs (1984)
Phenomena - Phenomena (1985)
The Outfield - Play Deep (1985)
Magnum - On a Storyteller’s Night (1985)
Europe - The Final Countdown (1986)
Def Leppard - Hysteria (1987)
Strangeways - Walk in the Fire (1989)
FM - Tough It Out (1989)
Treat - Organized Crime (1989)
Talisman - Talisman (1990)
Tyketto - Don’t Come Easy (1991)
Hardline - Double Eclipse (1992)
Mitch Malloy - Mitch Malloy (1992)
Bon Jovi - Keep the Faith (1992)
Harem Scarem - Harem Scarem (1993)
Talisman - Genesis (1993)
Pride of Lions - Pride of Lions (2003)
Gotthard - Lipservice (2005)
Place Vendome - Place Vendome (2005)
House of Lords - World Upside Down (2006)
Brother Firetribe - Heart Full of Fire (2008)
H.E.A.T. - Freedom Rock (2010)
The Night Flight Orchestra - Internal Affairs (2012)

E pra acompanhar e entrar no clima de vez, uma playlist com alguns dos maiores clássicos do AOR, de todas as épocas. Vem junto!



Os 40 anos do punk celebrados na nova Rolling Stone italiana

quarta-feira, março 30, 2016

Com uma capa sensacional, a nova edição da Rolling Stone italiana traz uma matéria especial sobre os 40 anos do punk rock, que tomou conta da Inglaterra em 1976. O single de estreia dos Sex Pistols, “Anarchy in the UK”, chegou às lojas em 26 de novembro daquele ano, levando até o público toda a raiva e frustração de uma geração. O texto fala também da influência do punk na moda, na cultura e na sociedade como um todo.




Polêmica: canção do Oasis é eleita a melhor da história do rock inglês

quarta-feira, março 30, 2016

A londrina Radio X promoveu uma enquete em seu site, perguntando aos leitores e ouvintes quais seriam as melhores canções da história do rock inglês. O resultado é, no mínimo, polêmico, com o Oasis faturando as quatro primeiras posições.

Só pra tirar a poeira da memória, vale lembrar que a Inglaterra é a terra de lendas como Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd, David Bowie, Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Queen, Kinks, The Who, Iron Maiden, Judas Priest, Sex Pistols, The Clash e mais uma enormidade de bandas fundamentais para a história da música. 

Nada contra o Oasis, que tem a sua importância e gravou discos excelentes, mas … enfim … é isso o que dá quando deixam o povo votar, não é mesmo ;-)

Abaixo, as 20 melhores canções da história da Inglaterra segundo os leitores da Radio X:

1 Oasis - Wonderwall
2 Oasis - Don’t Look Back in Anger
3 Oasis - Champagne Supernova
4 Oasis - Live Forever
5 The Stone Roses - I Am the Resurrection
6 Arctic Monkeys - I Bet You Look Good on the Dancefloor
7 David Bowie - Heroes
8 David Bowie - Life on Mars?
9 The Verve - Bittersweet Symphony
10 The Rolling Stones - Gimme Shelter
11 Elbow - One Day Like This
12 Queen - Bohemian Rhapsody
13 The Beatles - Hey Jude
14 Pulp - Common People
15 The Smiths - There is a Light That Never Goes Out
16 Oasis - Slide Away
17 The Stone Roses - Fool’s Gold
18 The Smiths - How Soon is Now
19 The Beatles - A Day in the Life
20 Joy Division - Love Will Tear Us Apart

Como contraponto, acho que vale postar um top 10 de canções compostas por artistas ingleses, né não? O meu seria esse:

1 Led Zeppelin - Stairway to Heaven
2 The Beatles - A Day in the Life
3 Queen - Bohemian Rhapsody
4 The Rolling Stones - Gimme Shelter
5 David Bowie - Life on Mars?
6 Pink Floyd - Comfortably Numb
7 The Who - Behind Blue Eyes
8 Iron Maiden - Hallowed Be Thy Name
9 Black Sabbath - Black Sabbath
10 Deep Purple - Smoke on the Water

E pra vocês, quais são as melhores músicas da história do rock inglês? Comentários ao seu dispor, pois não.


29 de mar de 2016

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1981

terça-feira, março 29, 2016

O ano anterior já havia dado a dica, e 1981 intensificou a tendência, com o lançamento de diversos álbuns que mostraram o quanto o heavy metal seria importante, popular e influente durante toda a década de 1980. Ao mesmo tempo, o hardcore chegava forte através de nomes seminais como Black Fag, Discharge e Agent Orange, mostrando que o espírito questionador e crítico do movimento punk seguia vivo e pulsante.

Outro gênero que dava os primeiros passos em seu desenvolvimento era o glam metal, com o lançamento dos discos de estreia do Hanoi Rocks e do Mötley Crüe, além do crescimento gradual do Def Leppard (ainda que a banda inglesa não mergulhasse de vez nessa sonoridade nos primeiros anos de sua carreira).

Para os apreciadores do rock progressivo, o Rush reconfigurava a sua música e lançava o seu álbum de maior sucesso, enquanto o King Crimson mostrava que ainda tinha muita criatividade pra queimar. 

O pós-punk seguia o seu desenvolvimento e alcançava cada vez mais popularidade, com bandas como Siouxie & The Banshees, The Cure e Echo & The Bunnymen escrevendo grandes histórias através de discos emblemáticos. Enquanto isso, no pop a eletrônica era cada vez mais protagonista ao lado da popularização do new romantic, pintando paisagens distintas em trabalhos de nomes como Grace Jones, Kraftwerk, The Human League, Soft Cell e Duran Duran.

E no meio disso tudo, gigantes como os Rolling Stones desembarcavam na nova década com trabalhos dignos de sua rica história.

Os principais fatos de 1981 na música foram:
  • Steven Tyler sofreu um grave acidente de moto no dia 24 de janeiro, ficando de molho em um hospital por mais de dois meses até se recuperar plenamente
  • Billy Idol saiu fora do Generation X e iniciou a sua bem sucedida carreira solo
  • no dia 27 de março, em uma reunião com executivos da gravadora CBS, um embriagado Ozzy Osbourne arrancou a cabeça de uma pomba com os dentes pensando que se tratava de um animal de brinquedo
  • Eddie Van Halen e a atriz Valerie Bertinelli casaram-se no dia 11 de abril. O casal teve um único filho, Wolfgang, hoje baixista do Van Halen
  • no dia 18 de abril o Yes anunciou que estava encerrando as suas atividades. Apesar disso, nos anos seguintes a banda se reuniria diversas vezes, tanto no palco quanto em estúdios
  • a primeira edição da revista inglesa Kerrang!, a principal publicação especializada em heavy metal de década de 1980, foi lançada no dia 6 de junho. A capa trazia o AC/DC
  • o Iron Maiden anunciou a saída do vocalista Paul Di’Anno no dia 11 de setembro
  • no dia 19/09 ocorreu o famoso Concert in Central Park, onde a dupla Simon & Garfunkel se apresentou gratuitamente para mais de 500 mil pessoas. O show de reunião do grupo foi lançado em um álbum duplo ao vivo em fevereiro de 1982
  • no dia 26/10 de setembro o Iron Maiden realizou o primeiro show com o seu novo vocalista, Bruce Dickinson, ex-Samson. A apresentação aconteceu na cidade italiana de Bologna
  • aproximadamente 35 milhões de pessoas em todo o mundo assistiram a transmissão ao vivo do show de Rod Stewart no Los Angeles Forum, no dia 18 de dezembro

As principais bandas formadas em 1981 foram 10,000 Maniacs, Anthrax, Asia, Aztec Camera, The Bangles, Barão Vermelho, Beastie Boys, Butthole Surfers, Culture Club, Hoodoo Gurus, Ira!, Mercyful Fate, Metallica, Ministry, Mötley Crüe, Napalm Death, Pantera, Pet Shop Boys, Plebe Rude, Ratos de Porão, Slayer, Sonic Youth, Tears for Fears, Titãs e Wham!. Encerraram suas atividades durante o ano nomes como The Buzzcocks, Generation X, The Knack, Steely Dan, Toots & The Maytals e Wings.

Os cinco maiores hits de 1981 foram “Bette Davis Eyes” de Kim Carnes, “Tainted Love” do Soft Cell, “In the Air Tonight” de Phil Collins, “Woman" de John Lennon e “Medley” do Stars on 45. Também fizeram muito sucesso durante o ano as músicas “The Tide is High”, "Rapture" (Blondie), “Celebration" (Kool & The Gang), “Keep on Loving You” (REO Speedwagon), “Jessie's Girl” (Rick Springfield), “Endless Love” (Diana Ross & Lionel Richie), “Physical" (Olivia Newton-John), “Every Little Thing She Does is Magic”, “Spirits in the Material World" (The Police), “Under Pressure” (Queen & David Bowie), “Don't You Want Me” (The Human League), “Burnin' For You” (Blue Öyster Cult), “Centerfold" (The J. Geils Band), “Ceremony" (New Order), “Chariots of Fire” (Vangelis), “Dancing with Myself” (Billy Idol), “Der Kommissar” (Falco), “Don't Stop Believin” (Journey), “Edge of Seventeen” (Stevie Nicks), “Errol" (Australian Crawl), “Flying High Again”, “Over the Mountain" (Ozzy Osbourne), “For Those About to Rock” (AC/DC), “Girls on Film” (Duran Duran), “Gloria" (U2), “I Surrender” (Rainbow), “Mean Street” (Van Halen), “Pearl Necklace” (ZZ Top), “Rock This Joint” (Stray Cats), “Start Me Up” (The Rolling Stones), “The Stroke” (Billy Squier), “Super Freak” (Rick James), “Tom Sawyer” (Rush) e “Working for the Weekend” (Loverboy).

Nasceram durante 1981 artistas como Jonny Lang (29/01), The Rev (09/02), Brandon Flowers (21/06), M. Shadows (31/07), Beyoncé Knowles (04/09), Britney Spears (02/12) e Amy Lee (13/12). Faleceram durante o ano Bill Haley (09/02), Mike Bloomfield (15/02), Bob Hite (05/04) e Bob Marley (11/05).

Os vencedores das principais categorias da 23ª edição do Grammy foram:

  • Gravação do Ano e Canção do Ano: “Sailing”, de Christopher Cross
  • Álbum do Ano: Christopher Cross, de Christopher Cross
  • Melhor Artista Novo: Christopher Cross

Pesquisamos levantamentos semelhantes e chegamos a uma lista preliminar com mais de 100 discos marcantes lançados em 1981. Aplicamos as avaliações de diversos veículos e revistas sobre música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado final abaixo.

Seguindo essa metodologia, esses foram os melhores discos lançados em 1981:

50 ZZ Top - El Loco
49 Foreigner - 4
48 Blue Öyster Cult - Fire of Unknown Origin
47 X - Wild Gift
46 Stevie Nicks - Bella Donna
45 AC/DC - For Those About to Rock (We Salute You)
44 The Ramones - Pleasant Dreams
43 Venom - Welcome to Hell
42 Bauhaus - Mask
41 The Go-Go’s - Beauty and the Beat
40 Tom Petty - Hard Promises
39 Billy Squier - Don’t Say No
38 Triumph - Allied Forces
37 Stiff Little Fingers - Go for It
36 The Gun Club - Fire of Love
35 Phil Collins - Face Value
34 The Cramps - Psychedelic Jungle
33 Discharge - Why
32 The Psychedelic Furs - Talk Talk Talk
31 Van Halen - Fair Warning
30 The Police - Ghost in the Machine
29 Duran Duran - Duran Duran
28 Radio Birdman - Living Eyes
27 Saxon - Denim and Leather
26 Gang of Four - Solid Gold
25 Siouxie and The Banshees - Juju
24 Television Personalities - … And Don’t the Kids Just Love It
23 Grace Jones - Nightclubbing
22 Au Pairs - Playing With a Different Sex
21 Stray Cats - Stray Cats
20 Orchestral Manoeuvres in the Dark - Architecture & Morality
19 Echo and The Bunnymen - Heaven Up Here
18 Adolescents - Adolescents
17 King Crimson - Discipline
16 Soft Cell - Non-Stop Erotic Cabaret
15 Riot - Fire Down Under
14 Journey - Escape
13 Squeeze - East Side Story
12 The Human League - Dare
11 Elvis Costello - Trust
10 Ozzy Osbourne - Diary of a Madman
9 Black Sabbath - Mob Rules
8 Agent Orange - Living in Darkness
7 Rick James - Street Songs
6 Iron Maiden - Killers
5 Kraftwerk - Computer World
4 The Rolling Stones - Tattoo You
3 Brian Eno & David Byrne - My Life in the Bush of Ghosts
2 Black Fag - Damaged
1 Rush - Moving Pictures

Um ano de ótimos discos, sem dúvida. Meu top 10 do ano ficaria assim:

1 Rush - Moving Pictures
2 The Rolling Stones - Tattoo You
3 Black Sabbath - Mob Rules
4 Iron Maiden - Killers
5 ZZ Top - El Loco
6 Riot - Fire Down Under
7 Van Halen - Fair Warning
8 AC/DC - For Those About to Rock (We Salute You)
9 The Go-Go’s - The Beauty and the Beat
10 Ramones - Pleasant Dreams

Pra você curtir e ouvir enquanto pensa no seu top 10 de 1981, uma playlist com os sons mais marcantes do ano. E, claro, use os comentários para postar quais foram os seus discos favoritos lançados em 1981.

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE