8 de abr de 2016

The Blues Magazine: revista escolhe os 100 maiores vocalistas do estilo

sexta-feira, abril 08, 2016

A nova edição da revista inglesa The Blues Magazine traz como destaque de capa uma lista com os 100 maiores vocalistas de blues de todos os tempos, escolhidos por músicos e pelos leitores. Nomes como Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Eric Clapton, Robert Plant e Paul Rodgers marcam presença entre os eleitos.

O número 29 da publicação vem acompanhado por um CD com 12 faixas da cena atual do estilo.



7 de abr de 2016

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1983

quinta-feira, abril 07, 2016


1983 foi o ano da explosão comercial do glam metal. Metal Health, terceiro álbum do Quiet Riot, fez história ao se tornar o primeiro disco de heavy metal a alcançar o topo da Billboard - o LP recebeu seis discos de platina por suas vendas. Esse sucesso arrebatador teve um profundo reflexo nos anos seguintes, com uma enxurrada de bandas (a maioria norte-americanas) explorando a sonoridade, em uma popularidade tão grande que fez até com que nomes consagrados incluíssem elementos do estilo em seus discos (Turbo, lançado pelo Judas Priest em 1986, talvez seja o exemplo mais emblemático).

No outro lado da moeda, o ano também foi ótimo para os fãs de metal mais agressivo e extremo, com as estreias do Metallica e do Slayer. O AOR seguiu em alta e ganhou uma de suas melhores interpretações com o ZZ Top lançando o seu disco de maior sucesso. E tivemos a estreia da nova banda de Ronnie James Dio e o Iron Maiden fazendo bonito outra vez.

Em outra transformação incrível, David Bowie remodelou sua música e gravou Let’s Dance com um certo Stevie Ray Vaughan na guitarra. O próprio Vaughan, pra não deixar por menos, lançou um primeiro disco pra encher de orgulho Hendrix e os gigantes do blues. Outros veteranos como os Stones e Rod Stewart inseriram elementos eletrônicos em sua música, fato não muito bem aceito pelos fãs.

Com o The Police seguindo arrebatando multidões, tivemos também o U2 seguindo o mesmo caminho e lançando o seu primeiro disco de grande sucesso. O R.E.M., que alcançaria o topo do mundo alguns anos mais tarde, estreou com o ótimo Murmur.

No pop, o primeiro LP de Madonna marcou o início de uma carreira que rivalizaria com a de Michael Jackson nos anos seguintes. Cyndi Lauper também chegou chegando, emplacando hit atrás de hit.





Os principais fatos do ano foram:

  • a Menudomania tomou conta de Nova York, com 3.500 fãs invadindo o Aeroporto John Kennedy no dia 2 de fevereiro para receber o grupo porto-riquenho Menudo. A banda realizou seis shows totalmente lotados nos dias seguintes, todos no Felt Forum
  • Karen Carpenter, vocalista do The Carpenters, faleceu no dia 04/02 vítima de problemas cardíacos causados pela anorexia
  • Thriller, de Michael Jackson, chegou ao topo da parada norte-americana no dia 26/02, permanecendo lá por 37 semanas. O disco, lançado em novembro de 1982, se tornaria o mais vendido de todos os tempos
  • no dia 28/02 o U2 lançou o seu terceiro álbum, War, e alcançou pela primeira vez o topo da parada inglesa. O álbum também trouxe o primeiro sucesso internacional da banda irlandesa, a faixa “New Year’s Day”
  • os CDs começaram a ser vendidos oficialmente nos Estados Unidos no dia 2 de março
  • Dave Mustaine foi demitido do Metallica no dia 11 de abril. Kirk Hammett, do Exodus, foi escolhido como seu substituto
  • após o sucesso inicial, o Menudo retornou a Nova York no dia 18 de junho para quatro shows no Madison Square Garden. Todos os 80 mil ingressos disponibilizados para as apresentações foram vendidos 
  • em 16/08 Johnny Ramone, guitarrista dos Ramones, sofreu um ferimento quase fatal na cabeça após brigar com uma garota na frente do seu apartamento, em Nova York
  • o casamento de Paul Simon e Carrie Fischer (a Princesa Leia de Star Wars) foi realizado no dia 16 de agosto. A união durou apenas dois anos, e o casal se separou em 1984
  • o maior contrato da história da indústria musical (até então) foi efetivado no dia 20 de agosto, quando os Rolling Stones assinaram um acordo no valor de 28 milhões de dólares com a gravadora CBS
  • no dia 1 de setembro, Joe Strummer e Paul Simonon concederam entrevista coletiva informando que o guitarrista Mick Jones não fazia mais parte do The Clash
  • em 4 de setembro o Thin Lizzy realizou o seu último show com Phil Lynott. O vocalista, baixista e compositor faleceria em 1986, vítima de seu vício em drogas 
  • após anos escondidos atrás de maquiagens, os integrantes do Kiss mostraram pela primeira vez seus rostos limpos no dia 18 de setembro, em um especial da MTV promovendo o novo álbum da banda, Lick It Up
  • Metal Health, do Quiet Riot, tornou-se o primeiro álbum de heavy metal a alcançar o número 1 nas paradas norte-americanas no dia 26 de novembro, fato que confirmou o crescimento do glam metal nos Estados Unidos. O gênero seria um dos mais populares do país nos próximos 8 anos, perdendo popularidade somente a partir da década de 1990
  • Michael Jackson lançou no dia 2 de dezembro o vídeo da faixa “Thriller”. O clip, com 14 minutos de duração, é um dos mais conhecidos e importantes da história da música

Foram formadas em 1983 bandas que seriam bastante populares e influentes nos anos seguintes, como Art of Noise, Autograph, Bathory, The Bolshoi, Bon Jovi, Cinderella, The Cult, Dark Angel, Death, Fastway, The Flaming Lips, Inspiral Carpets, The Jesus and Mary Chain, Korzus, L.A. Guns, Megadeth, Melvins, My Bloody Valentine, Nick Cave and The Bad Seeds, NOFX, The Outfield, Poison, Possessed, Red Hot Chili Peppers, Soul Asylum, The Stone Roses, Stryper, Testament, Vader e The Waterboys. Durante o ano, encerraram suas atividades nomes como The Carpenters, Descendents, Gang of Four, Humble Pie, Misfits, Roxy Music, Simon & Garfunkel, Sly and The Family Stone, Thin Lizzy e Yazoo. Em uma tendência que seria intensificada nos anos seguintes, The Animals e The Everly Brothers anunciaram o seu retorno com a reunião de seus principais integrantes.

Nasceram em 1983 músicos como Andrew VanWyngarden (01/02), Taylor Hanson (14/03), Mika (18/08), Amy Winehouse (14/09), Flying Lotus (07/10) e Miranda Lambert (10/11). Faleceram durante o ano Karen Carpenter (04/02), Pete Farndon (14/04), Felix Pappalardi (17/04), Muddy Waters (30/04), Tommy Evans (19/11) e Dennis Wilson (28/12).

Os vencedores das principais categorias da 25ª edição do Grammy foram:

  • Gravação do Ano - Toto, com "Rosanna"
  • Disco do Ano - Toto, com Toto IV
  • Canção do Ano - “Always on My Mind”, com Willie Nelson
  • Melhor Artista Novo - Men At Work


Os cinco maiores hits de 1983 foram “Karma Chameleon” do Culture Club, “Billie Jean” de Michael Jackson, “Flashdance … What a Feeling” de Irene Cara, “Let's Dance” de David Bowie e “Every Breath You Take” do The Police.

Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

  • “Africa”, do Toto
  • “All Night Long (All Night)”, de Lionel Richie
  • “Baby Jane”, de Rod Stewart
  • “Bark at the Moon”, de Ozzy Osbourne
  • “Blue Monday”, do New Order
  • “Burning Down the House”, do Talking Heads
  • “China Girl” e “Modern Love", de David Bowie
  • “Cum on Fell the Noize” e “Metal Health (Bang Your Head)", do Quiet Riot
  • “Dear Prudence”, de Siouxie and The Banshees
  • “Dr. Heckyll and Mr. Jive”, “It’s a Mistake” e “Overkill”, do Men At Work
  • “Electric Avenue”, de Eddy Grant
  • “Faithfully” e “Separate Ways (Worlds Apart)”, do Journey
  • “Foolin’” e "Photograph", do Def Leppard
  • “Gimme All Your Lovin’”, “Sharp Dressed Man” e "Legs", do ZZ Top
  • “Gloria”, de Laura Branigan
  • “Heart and Soul”, de Huey Lewis and The News
  • “Holiday”, de Madonna
  • “Holy Diver” e “Rainbow in the Dark", do Dio
  • “Home by the Sea”, “Mama” e “That's All”, do Genesis
  • “Human Nature”, de Michael Jackson
  • “Johnny B. Goode”, de Peter Tosh
  • “Jokerman”, de Bob Dylan
  • “King of Pain”, do The Police
  • “Legal Tender”, do The B-52's
  • “Lick It Up”, do Kiss
  • “Little Red Corvette”, do Prince
  • “Looks That Kill” e “Shout at the Devil”, do Mötley Crüe
  • “Major Tom (Coming Home)”, de Peter Schilling
  • “Maniac”, de Michael Sembello
  • “Mr. Roboto”, do Styx
  • “My Oh My”, do Slade
  • “New Year’s Day” e “Sunday Bloody Sunday”, do U2
  • “No Te Reprimas”, do Menudo
  • “Owner of a Lonely Heart” e “Leave It", do Yes
  • “Pink House”, de John Cougar Mellencamp
  • “Pride and Joy” e “Mary Had a Little Lamb”, de Stevie Ray Vaughan
  • “Radio Free Europe”, do R.E.M.
  • “Rebel Yell”, “Eyes Without a Face” e “Catch My Fall”, de Billy Idol
  • “Red Red Wine”, do UB40
  • “Rock ’n' Roll is King”, da Electric Light Orchestra
  • “Rockit”, de Herbie Hancock
  • “Save by Zero” e “One Thing Leads to Another", do The Fixx
  • “Say Say Say”, dueto de Paul McCartney e Michael Jackson
  • “She Works Hard For the Money”, de Donna Summer
  • “Straight from the Heart”, de Bryan Adams
  • “Sweet Dreams (Are Made of This)” e “Here Comes the Rain Again", do Eurythmics
  • “The Girl is Mine”, dueto de Michael Jackson e Paul McCartney
  • “The Love Cats”, do The Cure
  • “The Reflex”, do Duran Duran
  • “The Trooper” e “Flight of Icarus”, do Iron Maiden
  • “Time After Time”, “She Bop” e “Girls Just Want to Have Fun”, de Cyndi Lauper
  • “Total Eclipse of the Heart”, de Bonnie Tyler
  • “True”, do Spandau Ballet
  • “Twisting by the Pool”, do Dire Straits
  • “Undercover of the Night”, dos Rolling Stones
  • “Uptown Girl”, de Billy Joel
  • “Vamos A La Play”, de Righeira


Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas dadas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1983:

50 John Cougar Mellencamp - Uh-Huh
49 Yes - 90125
48 The Fixx - Reach the Beach
47 Quiet Riot - Metal Health
46 Social Distortion - Mommy’s Little Monster
45 Orchestral Manoeuvres in the Dark - Dazzle Ships
44 Kiss - Lick It Up
43 Gary Moore - Victims of the Future
42 Talking Heads - Speaking in Tongues
41 Peter Tosh - Mama Africa
40 Manilla Road - Crystal Logic
39 Raven - All For One
38 The Police - Synchronicity
37 Bad Brains - Rock For Light
36 Genesis - Genesis
35 Mötley Crüe - Shout at the Devil
34 Richard Thompson - Hand of Kindness
33 X - More Fun in the New World
32 Satan - Court in the Act
31 The Fall - Perverted by Language
30 Suicidal Tendencies - Suicidal Tendencies
29 Billy Bragg - Life’s a Riot Why Spy vs Spy
28 Accept - Balls to the Wall
27 Marillion - Script for a Jester’s Tear
26 Slayer - Show No Mercy
25 Cocteau Twins - Head Over Heels
24 Cyndi Lauper - She’s So Unusual
23 Sad Lovers & Giants - Feeding the Flame
22 Journey - Frontiers
21 Tears For Fears - The Hurting
20 Def Leppard - Pyromania
19 Madonna - Madonna
18 Tom Waits - Swordfishtrombones
17 Minutemen - What Makes a Man Start Fires?
16 Mercyful Fate - Melissa
15 Misfits - Earth A.D. / Wolfs Blood
14 Huey Lewis & The News - Sports
13 Aztec Camera - High Land, Hard Rain
12 New Order - Power, Corruption & Lies
11 Billy Idol - Rebel Yell
10 Men At Work - Cargo
9 Iron Maiden - Piece of Mind
8 U2 - War
7 Dio - Holy Diver
6 ZZ Top - Eliminator
5 David Bowie - Let’s Dance
4 Metallica - Kill ‘Em All
3 R.E.M. - Murmur
2 Violent Femmes - Violent Femmes
1 Stevie Ray Vaughan - Texas Flood

Gostei do resultado final, mas o meu top 10 de 1983 seria um pouco diferente:

1 Metallica - Kill ‘Em All
2 ZZ Top - Eliminator
3 Stevie Ray Vaughan - Texas Flood
4 David Bowie - Let’s Dance
5 Dio - Holy Diver
6 Iron Maiden - Piece of Mind
7 U2 - War
8 Billy Idol - Rebel Yell
9 Madonna - Madonna
10 Quiet Riot - Metal Health

Abaixo você tem uma playlist com os maiores hits e as músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1983 na sua opinião. Enjoy!

Discoteca Básica Bizz #040: Nico - Chelsea Girl (1967)

quinta-feira, abril 07, 2016


Manhã de 18 de julho de 1988, Ibiza. Nico, a femme fatale do Velvet Underground, estava morta. Vítima de uma hemorragia cerebral após uma queda de bicicleta. 

Às vezes, a vida prega peças extremamente irônicas. Justamente ela, uma notívaga por excelência, alcoólatra e junkie, despede-se num ensolarado passeio matinal. No dia seguinte, em Berlim, o cobiçado corpo de Christa Päffgen estava cremado. A idade e a nacionalidade de Nico (um anagrama de icon) é tema de discussão, pois uns dizem que ela nasceu em outubro em Colônia, Alemanha, em 1938 ou 1944, enquanto outros afirmam que foi em março em Budapeste, Hungria, em 1943.

Dúvidas à parte, sabe-se que a incursão musical dessa modelo e atriz (sua primeira aparição cinematográfica foi no filme La Dolce Vita, de Fellini), educada entre a França e a Itália, foi em 1964, quando se mandou para Nova York e arrumou emprego como cantora de bar. Conheceu e fascinou Bob Dylan, que levou-a a Andy Warhol, que, por sua vez, nos idos de 1965, apresentou-a ao recém-fundado Velvet Underground, em que permaneceu como cantora até 1967, tendo participado apenas do primeiro LP da psicodelia americana. Ainda em 1967, após sua participação no Exploding Plastic Inevitable (projeto multimídia do Velvet concebido por Warhol), a chanteuse optou pela carreira solo.

Dona de uma personalidade febril e suicida, era bastante descolada no jet set musical, se já não bastasse ser apadrinhada pelo mestre da pop art e ter adquirido uma controvertida fama com o Velvet. Tendo o badalado cineasta Paul Morrissey como manager, não foi difícil convencer o produtor Tom Wilson a gravar seu debut como solista.



Chelsea Girl, o disco em questão, lançado em fins de 1967, cujo título é quase homônimo ao filme de Andy Warhol (Chelsea Girls), é um dos trabalhos mais sensíveis e cinzentos da década de 1960. Uma obra lapidada por sua insofismável melancolia, (re)visitando os porões proibidos da paixão, plenos de mistérios, medo e tristeza. Com cinco canções escritas pelos integrantes do Velvet - cujos destaques são a cold-ballad "The Winter Song" (John Cale) e a hipnótica "Chelsea Girls" (Lou Reed/Sterling Morrison) -, três do então adolescente Jackson Browne (entre elas a arrepiante "These Days"), uma do outsider Tim Hardin e outra de Bob Dylan ("I´ll Keep It With Mine") feita especialmente para ela, Chelsea Girl é um LP em que Nico, com sua voz suave e penetrante, melancólica e glacial, personifica-se como uma idiossincrática folk singer, ladeada por arranjos orquestrais, sutis nuances psicodélicas e um rockmântico gosto amargo de 60s beat-ballads.

Após a estreia em 1967, a noir chanteuse (ilu)minada por uma vida errática, gravou até sua morte um total de nove LPs, sendo que durante sete anos esteve afastada da música, graças a sucessivas crises existenciais, sublimadas em gim e heroína. Entre seus memoráveis LPs, temos o folk-minimal The Marble Index (produzido por John Cale, que sobre o fracasso comercial do disco declarou: "Como é possível vender o suicídio?"), o delicado semi-experimentalista Desertshore, o clássico The End … (em que fincada em seu harmônio minimal regrava "The End" dos Doors e a tradicional "Das Lied der Deutschen"), o gótico-claustrofóbico Drama of Exile (demonstrando também que, sem querer, apenas por uma questão de natureza, foi precursora da dark music) e o doloroso Camera Obscura (um trabalho que, além da sublime cover de "My Funny Valentine", conta com inserções de elementos do gênero pós-industrial). 

Hoje, sua obra, embora um tanto quanto obscura, legou uma irreparável influência que cantoras/compositoras contemporâneas como Danielle Dax e Diamanda Galas continuam a reciclar sob uma nova ótica.

(Texto escrito por Fernando Naporano, Bizz #040, novembro de 1988)

Led Zeppelin: a incrível estátua em homenagem à banda

quinta-feira, abril 07, 2016

O Led Zeppelin é uma banda mítica. Para alguns, a maior e melhor da história do rock. Opiniões à parte, o fato é que tudo que envolve o grupo vem sempre cercado de grandiosidade e mistério, características que fazem parte do DNA do grupo.

Led Zeppelin IV, quarto álbum do quarteto, foi lançado em 1971 e é o seu disco de maior sucesso. Estão lá “Black Dog”, “Rock and Roll”, “When the Leeve Breaks” e o best seller enigmático “Stairway to Heaven”, a música mais tocada em todo o mundo durante a década de 1970.

E também está em Led Zeppelin IV a enigmática ilustração de um ancião postado no topo de uma montanha, aguardando com uma lamparina aqueles que a conseguirem escalar. Dizem que a figura tem ligação com os estudos e envolvimento de Jimmy Page com ocultismo e com a obra do mago inglês Aleister Crowley. O próprio Page escala uma montanha semelhante no filme The Song Remains the Same.

Teorias à parte, a figura está entre os símbolos mais fortes da banda. E recebeu uma linda estátua em sua homanagem. Localizado no Hard Rock Cafe de Myrtle Beach, na Carolina do Sul, a obra retrata com impressionante fidelidade o ancião do Led IV, e é um belíssimo tributo ao Led Zeppelin e seus fãs.

Neurosis: a banda que mudou o mundo, segundo a Terrorizer

quinta-feira, abril 07, 2016

A edição 269 da Terrorizer traz na capa a banda norte-americana Neurosis. Intitulada Como Uma Banda Mudou o Mundo, a matéria da revista britânica analisa a carreira e a influência do Neurosis, um dos nomes pioneiros do post-metal e do sludge e que está comemorando 30 anos em 2016.

Textos sobre Cobalt, Amon Amarth, Monster Magnet, Killswitch Engage, Church of Misery, Spiritual Beggars e outros, além de dois CDs de brinde, completam a edição.



6 de abr de 2016

Nirvana: os 25 anos de 'Nevermind' (e do grunge) na nova Q Magazine

quarta-feira, abril 06, 2016

A nova edição da revista inglesa Q tem como destaque uma matéria especial sobre os 25 anos do nascimento do grunge e do álbum Nevermind, lançado em 1991 pelo Nirvana. O texto de 20 páginas cobre tudo o que aconteceu em 1991 e mostra como o disco mudou o rock da década de 1990.

A revista traz também matérias com Jake Bugg, Manics, The 1975, Anohni, John Cale e Elvis Costello, entre outros.




Playlist: Mulheres (e uns caras) Tocando Blues

quarta-feira, abril 06, 2016

Uma playlist dando uma passada geral pela nova geração de blueswomen norte-americanas, que vem fazendo bonito já há alguns anos, com discos e sons que merecem chegar aos ouvidos de quem gosta de música. 

No meio disso tudo também tem umas bandas inglesas com mulheres nos vocais, além de alguns representantes masculinos. Tudo recente, pra dar uma atualizada no ouvido.

Aumente o volume e pé na tábua! 

Electric Light Orchestra: carreira da banda é celebrada na nova Prog

quarta-feira, abril 06, 2016

Os mais de 40 anos de carreira da Electric Light Orchestra são celebrados na nova edição da revista inglesa Prog. A trajetória de Jeff Lynne e companhia é contada nos mínimos detalhes, passando pela análise de todos os discos do grupo e o recente retorno de Lynne com um álbum inédito.

A edição 65 da Prog tem também matérias com Steve Howe, Haken, Supertramp, The Coral, Mogwai e outros, além de um CD com novos sons de artistas como Gandalf’s Fist, Southern Empire e Andy Summers.


Amon Amarth, Zakk Wylde e Motörhead: os destaques da nova Metal Hammer grega

quarta-feira, abril 06, 2016


Os suecos do Amon Amarth são o principal destaque da nova edição da Metal Hammer grega. O número mais recente da revista traz a banda em sua capa, em matéria que passa a limpo o novo disco dos caras, Jomsviking

A edição 376 da publicação também dá grande foco para Zakk Wylde e seu novo disco solo, Book of Shadows II, além de trazer matérias com Monster Magnet, Myrath, Ihsahn e Voivod, uma lista especial trazendo os 20 álbuns de viking metal que todo headbanger deve possuir e pôsteres do Rush e do Rotting Christ.




Um grande atrativo do novo número da Metal Hammer grega é o CD que acompanha a revista, um tributo ao Motörhead com quatorze faixas interpretadas por nomes como Heritage, Blues Wire e Chainsaw.




5 de abr de 2016

Uma coleção de street arts homenageando ícones do rock

terça-feira, abril 05, 2016

O rock é pop. É um fenômeno popular. Faz parte da cultura pop. E, como tal, está sujeito às mais diversas reações. 

O que temos abaixo é uma compilação de street arts trazendo ícones da música. Homenagens e tributos traduzidos através do talento de seus autores, resultando em belas telas presentes em nosso cotidiano.


Aumente o volume de seus olhos e curta!

















Discoteca Básica Bizz #039: Marvin Gaye - What's Going On (1971)

terça-feira, abril 05, 2016

Quando, em 1985, o staff do New Musical Express elegeu este O Melhor LP de Todos os Tempos, houve alguma surpresa e nenhuma contestação. Afinal, a primeira coisa que se pode dizer sobre o disco é que nunca houve tamanha síntese - gospel, rhythm and blues, jazz e doo-wop na mútua fertilização de uma soul music 24 quilates e 1.001 filigranas.

Marvin Gaye atravessara a década de 1960 como um curinga no celeiro/linha-de-montagem da Motown - além de gravar como cantor, participava aqui e ali como compositor, arranjador, produtor e instrumentista (além de piano, toca bateria em vários dos hits das Supremes). Todos os contratados da gravadora tinham, porém, de se encaixar no rígido molde pop ditado e concebido por Berry Gordy Jr. Do repertório ao vestuário, passando por aulas de dicção e boas maneiras, todas as arestas de negritude eram aparadas em nome de um romantismo platônico e doce (mas nunca meloso). O transe carnal dos blues e spirituals do gospel ainda estava lá, mas em baixíssimos teores.

Com essa fórmula, Gordy - tendo iniciado seu selo independente a partir de sua loja de discos - tomou conta das eletrolas e radinhos de pilha do universo. Pop clássico, eterno - mas uma camisa-de-força para talentos como Marvin Gaye e Stevie Wonder, cujo potencial só seria revelado no começo dos anos 1970, quando conquistaram sua autonomia dentro da gravadora.



What's Going On foi a primeira batalha ganha nessa guerra e custou todo o cacife do cantor. O lançamento atrasou alguns meses porque a Motown não queria editá-lo de jeito nenhum, alegando que as músicas eram longas demais; não tinham começo, nem meio, nem fim; não falavam de amor, e sim de religião, política, drogas, ecologia. Marvin ameaçou não gravar mais uma nota sequer pela gravadora, e fez pé firme. Ganhou estourando a banca. Três das faixas - a título, mais "Mercy, Mercy Me" e "Inner City Blues" - viraram hits singles e, até hoje, as vendas do LP somam oito milhões de cópias só nos EUA.

Venceu, assim, a visão de um gênio que confessou ter passado a segunda metade dos 60s atormentado com a irrelevância do que estava gravando, diante da revolução de consciência que ocorria no mundo e do surgimento do selo Stax, afiando todas as arestas que a Motown limara. Dirigindo-se, desde os primeiros sulcos, aos brothers e sisters, Marvin compõe um manifesto panorâmico da vida no gueto - pobreza, violência e drogas - antes de atacar as questões universais que tinham arrepiado a diretoria da Motown.

Musicalmente, não existe nada mais doce. As faixas se interligam numa só levada, lânguida e hipnoticamente esticada numa espécie de suíte. Tudo flui numa textura de cordas e metais que Paddy McAloon, do Prefab Sprout, definiu como Mozart de patins. Marvin não escrevia, mas contornou o problema gravando fitas e fitas assobiando as frases dos violinos, transcritas então pelo regente/orquestrador David van DePitte. Produzido pelo próprio cantor, o disco exibe uma maestria instrumental certamente assimilada no trabalho com Norman Whitfield, que um dia ainda será reconhecido como um dos maiores gênios da música do século XX. Sua entrada na Motown como compositor/arranjador/produtor redefiniu o pop como a marca registrada da gravadora, principalmente com os Temptations. Com Marvin, desenvolveu o monumento "I Heard It Through the Grapevine", o que já bastaria como credencial. 

Em What's Going On, porém, Marvin mostra que já não precisava dele, nem de ninguém. Os vários canais de gravação são utilizados num show vocal, algo como um grupo doo-wop de um homem só, em contracantos e harmonias que talvez só Sam Cooke poderia igualar, houvesse em sua época tecnologia para isso.

(Texto escrito por José Augusto Lemos, Bizz #039, outubro de 1988)

4 de abr de 2016

Vinyl: uma passada geral na série da HBO

segunda-feira, abril 04, 2016

Produzida pela dupla Mick Jagger e Martin Scorcese, Vinyl estreou mundialmente dia 14 de fevereiro com um épico episódio com 2 horas de duração. A trama conta a história de Richie Finestra, principal executivo da American Century, fictícia gravadora que atravessa um difícil momento financeiro. Ambientado no início da década de 1970, o seriado retrata o cotidiano do pessoal envolvido com música no período, sejam eles executivos, produtores ou os próprios músicos em si. Tudo, é claro, com o típico exagero da época, traduzido em doses generosas de sexo, drogas e rock and roll em cada episódio.

Em relação ao casting, alguns nomes merecem destaque. Bobby Cannavale está ótimo no papel de Finestra, entregando uma atuação contagiante, que faz com que o espectador se identifique bastante com o personagem. Juno Temple, filha do diretor Julian Temple, também convence no papel de Jamie Vine, espécie de faz tudo da gravadora e uma ambiciosa garota que quer muito mais do que já conseguiu. E há Olivia Wilde, mais bela do que nunca e encantadora como sempre no papel de Devon Finestra, esposa de Richie. Temos ainda James Jagger, filho de Mick, como líder dos Nasty Beats, banda punk fictícia que faz parte da trama.



É preciso mencionar também Ray Romano, que interpreta Zak Yankovich, um dos sócios de Finestra. Reconhecidamente um ator excelente, Romano passa a sensação de estar sendo mal aproveitado na trama, não tendo como assumir o protagonismo que um indivíduo com a sua história e talento naturalmente abocanha em projetos similares.


Como já dito, Vinyl estreou com um grandioso episódio com quase 2 horas de duração, e onde ficou claro a fórmula que a série seguiria: uma banda/artista como pano de fundo em cada episódio, reconstituição primorosa da época (figurino, cenografia e fotografia exemplares neste aspecto), nudez onipresente (como em toda produção da HBO, diga-se de passagem) e consumo explícito de álcool e, principalmente, cocaína (seguindo a cartilha de Mad Men, apenas trocando o cigarro pelo pó).


Seguindo essa linha de raciocínio, tivemos a participação de fictícios New York Dolls e Led Zeppelin no primeiro episódio, Andy Warhol e o Velvet Underground no segundo, Alice Cooper no terceiro, o hipotético Hannibal no quarto e quinto episódios (um personagem que representa os grandes nomes do funk surgidos na época, e que é claramente inspirado em Sly Stone), David Bowie no sexto e Elvis Presley no sétimo. Além disso, nomes como Ramones, Neil Young, Mamas & Papas e outros surgem na tela como figurantes da trama. Esse costume de espalhar referências pelos episódios faz a alegria de nós, apaixonados por música, que identificamos os artistas retratados bem como as histórias e curiosidades vividas por eles. Além disso, cada episódio costuma trazer números musicais com canções do período, reinterpretadas por novos nomes em performances excelentes. 





O mesmo cuidado e apreço é verificado na trilha sonora de Vinyl, repleta de canções da época e também versões para antigos sucessos, em um trabalho de pesquisa e garimpo que faz a alegria de colecionadores. A estratégia para divulgação dessas faixas também é interessante, com um EP sendo liberado toda semana no perfil da série no Spotify, sempre com novas canções.



A trama, no entanto, merece alguns comentários à parte. Ainda que, como já dito, a série mostre a paixão pela música e seja claramente direcionada a um público que possui um grande conhecimento sobre o assunto (é claro que qualquer pessoa pode assistir, mas entender as inúmeras referências presentes em cada episódio é uma das partes mais legais da coisa toda), o enredo escorrega em diversos momentos. Os dois primeiros episódios são ótimos, com o primeiro apresentando o universo de maneira ostensiva e o segundo trazendo a melhor interpretação de Cannavale, totalmente enlouquecido após consumir doses industriais de cocaína. Entretanto, após esse início, a série cai em uma sequência irregular de episódios, que vão gradativamente tirando o foco da música e passando o protagonismo para os problemas que o vício de Finestra acarreta. Essa escolha revela-se cansativa, e passa a sensação de que a série não está indo para lugar algum. Vinyl retoma o rumo a partir do sexto episódio, e mantém a trajetória no sétimo.



Apesar destes problemas e da necessidade de um foco maior em certos momentos, Vinyl é uma delícia pra quem vive a música de maneira intensa como a gente. Chegando próximo da conclusão de sua primeira temporada (são dez episódios), a série já foi renovada pela HBO para um segundo período, o que garante para os espectadores a transcrição para a tela de um momento importante do rock, com o nascimento do punk, a cena do CBGB, o pós-punk, a disco music e tudo que envolveu o cenário musical durante a década de 1970 (o fato de a American Century ter a sua sede em Nova York, cidade que viveu uma forte cena musical no período, é um grande acerto dos produtores).



Gosta de música? Assista Vinyl. Ainda não assistiu? Então corra que ainda dá tempo. Vale muito a pena.

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE