15 de abr de 2016

Galeria de Fotos: as belas capas da AOR Magazine

sexta-feira, abril 15, 2016

Publicada entre 2012 e 2014, a AOR foi uma revista derivada da Classic Rock Magazine com conteúdo abordando exclusivamente o gênero musical explicitado em seu título. 

Mantendo o padrão gráfico e o ótimo nível das matérias presentes na Classic Rock (que faz parte da mesma editora que publica a Metal Hammer), a AOR caiu nas graças do público do estilo, mas acabou sendo extinta após o lançamento de pouco mais de dez edições.

Relembrando essa excelente publicação, trazemos abaixo uma galeria com algumas das capas que ilustraram suas edições. 

Aprecie!













Review: Ben Harper & The Innocent Criminals - Call It What It Is (2016)

sexta-feira, abril 15, 2016

Call It What It Is é o primeiro álbum de Ben Harper com o The Innocent Criminals em quase uma década - Lifeline, última parceria do norte-americano com a melhor banda que já teve ao seu lado, saiu em 2007. Os excelentes The Will to Live (2004) e Burn to Shine (1999) são outros belos frutos desta relação, presente também nos demais discos de Harper através do comparecimento de músicos que fazem parte dos Innocent Criminals nos line-ups de álbuns como Both Sides of the Gun (2006), Diamonds on the Inside (2003) e Fight For Your Mind (1995).

Décimo-terceiro álbum de Ben Harper, Call It What It Is tem a produção assinada por todos os músicos, em um trabalho conjunto que reflete na sonoridade do disco como um topo. Os timbres são orgânicos, vivos e com uma certa dose de sujeira que combina perfeitamente com o seu conteúdo. 

O trabalho é um dos mais políticos da carreira de Harper, com letras que criticam de forma aberta e direta o racismo e outras chagas da sociedade norte-americana. O sensacional primeiro single e música que dá nome ao álbum, por exemplo, fala da brutalidade da polícia em relação aos negros, citando os casos marcantes ocorridos com Rodney King e Michael Brown. 

O próprio Harper viveu essa experiência na pele, tanto em sua adolescência durante a década de 1980 quanto mais tarde, já músico. Em 1999, o vocalista e guitarrista estava indo para o estúdio gravar a canção “Steal My Kisses” quando um helicóptero da polícia começou a segui-lo pelas ruas e avenidas californianas. Os policiais haviam recebido um telefonema informando sobre um caminhão azul que tinha sido roubado. O carro de Harper era da mesma cor. E, claro, era um negro dirigindo. Resultado: Ben Harper no chão, algemado e cercado por quinze policiais e mais uma dezena de atiradores esperando a ordem para finalizar o trabalho. A confusão foi esclarecida e o capitão da operação em pessoa foi pedir desculpas para Ben, mas o estrago estava feito e é mais um exemplo do racismo onipresente na sociedade norte-americana. Hoje todo mundo conhece Ben Harper e ela não passa mais por situações como essa, certo? Errado: há oito meses ele e sua esposa foram seguidos por policiais por várias milhas, até que um deles encostou o carro ao lado do veículo de Harper, reconheceu o músico e a perseguição foi encerrada.

Ser negro na América, como se vê, não é fácil, nem em tempos de Obama. Situação semelhante à que vivemos no Brasil, mas com uma diferença gritante: nos Estados Unidos os cidadãos sabem que existem milhares de racistas pelo país, tanto em organizações como a Ku Klux Klan quanto em grupos que pregam a supremacia branca. No Brasil, fazemos de conta que isso não existe, ignoramos esse problema, tapamos o sol com a peneira.

Musicalmente, Call It What It Is é um disco imprevisível, que reflete o seu processo de gravação, realizado durante vários meses e em diferentes estúdios. Mas, mesmo assim, trata-se de um álbum brilhante, como há bastante tempo Ben Harper não entregava aos seus admiradores. Onze canções fortíssimas e cheias de momentos marcantes, tocadas com sangue nos olhos e abordando temas que precisam sempre estar em pauta. E, como cereja do bolo, Harper dando umas filosofadas sobre o envelhecimento - ele está com 46 anos - e não faz a menor questão de disfarçar os efeitos da passagem do tempo em sua voz.

Discão. Discaço. Do caramba. Pra ouvir todo dia. E por toda a vida. 


14 de abr de 2016

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1984

quinta-feira, abril 14, 2016


O heavy metal teve um grande ano em 1984. Afinal, dois dos maiores clássicos de duas das maiores bandas do gênero foram lançados durante o ano - Ride the Lightning, do Metallica, e Powerslave, do Iron Maiden. O Mercyful Fate mostrou que havia chegado pra ficar com Don’t Break the Oath, enquanto Yngwie Malmsteen deixava o mundo de queixo caído com a estreia de sua própria banda, dando origem ao metal neoclássico. Ronnie James Dio continuou construindo seu universo particular repleto de fantasia com The Last in Line, enquanto Judas Priest, Metal Church e W.A.S.P. também lançaram excelentes álbuns.

Um pouco mais leve e festeiro, o glam metal seguiu no topo após a explosão de vendas do ano anterior. Enquanto o Ratt e o Twisted Sister lançavam seus discos de maior sucesso, o Van Halen se beneficiava do terreno favorável com o fenomenal 1984 e David Coverdale percebia que o Whitesnake poderia vender muito mais com o sucesso de Slide It In, puxado pela clássica “Love Ain’t No Stranger”. Isso sem falar do Scorpions com o multiplatinado Love at First Sting.

No rock, o The Smiths chegou com tudo, lançando dois LPs excelentes. Enquanto isso, o U2 crescia ainda mais com o sucesso de The Unforgettable Fire, preparando o terreno para a explosão definitiva que viria nos anos seguintes. No outro lado da moeda, o já veterano Queen reinventava a sua música inserindo batidas eletrônicas em The Works e o Deep Purple matava a saudade dos fãs com Perfect Strangers.

Madonna foi o grande nome do pop em 1984, ano em que lançou um de seus discos de maior sucesso, Like a Virgin. Lionel Richie também vendeu horrores com o sucesso de “Hello”, enquanto Sade trouxe classe e bom gosto para o jogo com a sua estreia em Diamond Life. Tina Turner, já veterana, saiu das sombras com Private Dancer. As melodias dançantes do Alphaville conquistaram corações no mesmo ritmo em que as batidas do Run D.M.C. ajudaram a definir o que era o ainda nascente hip-hop.


Uma característica marcante de 1984 foi a grande quantidade de filmes com trilhas sonoras marcantes e de muito sucesso. Purple Rain, de Prince, foi um best seller, assim como Footloose (nos cinemas e nos toca-discos). Outros exemplos foram Ruas de Fogo, Os Caça-Fantasmas, Amadeus e This is Spinal Tap.



Os principais fatos do ano foram:

  • Michael Jackson sofreu uma séria queimadura na cabeça no dia 27 ’e janeiro, durante a gravação de um comercial para a Pepsi
  • Joe Perry e Brad Whitford assistem a um show do Aerosmith no dia 14 de fevereiro e decidem retornar à banda. O resultado foi a turnê Back in the Saddle, que iniciou no segundo semestre e marcou a reunião do grupo
  • um mês após as lesões causadas durante a gravação do comercial da Pepsi, Michael Jackson recebe 8 prêmios e 12 indicações no Grammy, quebrando o recorde de maior vencedor em um único ano
  • Sting fez seus últimos shows com o The Police no dia 1 de março, no final da turnê Synchronicity. A banda então resolveu dar uma pausa, que só foi quebrada com a turnê de retorno realizada 23 anos depois, em 2007
  • após uma discussão com seu pai, Marvin Gaye foi assassinado no dia 1 de abril por um tiro disparado pelo seu progenitor
  • Mick Fleetwood, baterista do Fleetwood Mac, entrou com um pedido de falência no dia 1 de maio
  • “Hello”, de Lionel Richie, alcançou no dia 2 de maio a marca de 1 milhão de singles vendidos. Foi a primeira vez que Motown alcançou tal feito
  • Chrissie Hynde e Jim Kerr, vocalistas do Pretenders e do Simple Minds, casaram-se no dia 5 de maio. O casal ficou junto até 1990
  • em um show realizado pelo Judas Priest no Madison Square Garden no dia 18 de junho, os fãs começaram a arrancar as almofadas dos assentos e a jogá-las no palco. A banda pagou o prejuízo e foi proibida eternamente de tocar no local
  • no dia 25 de junho chegou às lojas Purple Rain, sexto álbum de Prince. O disco vendeu mais de 20 milhões de cópias e rendeu dois singles na primeira posição nos Estados Unidos, “When Doves Cry” e “Let’s Go Crazy”
  • Eddie Van Halen fez uma aparição surpresa no show do The Jackson em Dallas, no dia 14 de julho, subindo ao palco para tocar o solo de “Beat It”. A música faz parte de Thriller e teve seu solo composto e gravado pelo próprio Eddie
  • no dia 9 de agosto teve início a World Slavery Tour, nova turnê do Iron Maiden, com um show realizado em Varsóvia, na Polônia. A turnê durou 331 dias, teve 187 concertos, foi registrada no duplo ao vivo Live After Death e trouxe o Maiden pela primeira vez ao Brasil, para tocar no dia 11 de janeiro no primeiro Rock in Rio
  • no dia 10 de agosto foi lançado o primeiro disco do Red Hot Chilli Peppers, batizado apenas com o nome da banda
  • encerrando a turnê do álbum 1984, o Van Halen tocou no dia 2 de setembro no Monsters of Rock alemão, realizado em Nuremberg. Essa seria a última apresentação da banda com David Lee Roth, que retornaria apenas em 2007
  • a MTV realizou no dia 14 de setembro a primeira edição do MTV Video Music Awards, que nos anos seguintes se tornaria uma das principais premiações da indústria musical. O principal vencedor foi Herbie Hancock com cinco troféus. O Vídeo do Ano foi para “You Might Think” do The Cars, mas quem roubou a cena foi Madonna com uma performance cheia de sensualidade para “Like a Virgin”
  • no dia 21 de setembro foi inaugurada a primeira fábrica de CDs nos Estados Unidos, no estado da Indiana. Até então, os disquinhos eram importados do Japão e da Alemanha. O primeiro CD fabricado em solo norte-americano foi Born in the U.S.A., de Bruce Springsteen
  • no dia 23 de outubro foi ao ar na BBC uma reportagem do jornalista Michael Buerk mostrando a fome na Etiópia. A matéria causou uma grande comoção e motivou o músico Bob Geldof a realizar uma gravação reunindo diversos músicos para ajudar o país africano
  • em 5 de novembro chegou às lojas o quarto álbum de Bryan Adams, Reckless. O disco rendeu vários singles de sucesso e alcançou o topo das paradas canadense e americana
  • Michael Jackson recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood no dia 20 de novembro
  • um mês após a matéria da BBC, no dia 25 de novembro foi gravado o single “Do They Know It’s Christmas?” pela Band Aid, idealizada por Bob Geldof e contando por músicos como Bono, Phil Collins, Sting, Simon Le Bon, Paul Weller e Boy George, entre outros
  • Tipper Gore cria o PMRC - Parents Music Resource Center no início de dezembro, em resposta ao choque que teve ao ouvir o disco Purple Rain de Prince, que era de sua filha. Gore tentaria censurar diversos músicos nos meses seguintes
  • “Do They Know It’s Christimas?” é lançado e torna-se o single com a venda mais rápida da história do Reino Unido
  • Vince Neil, vocalista do Mötley Crüe, envolveu-se em um grave acidente de carro no dia 8 de dezembro. Bêbado, o cantor conduzia o veículo ao lado de Razzle, baterista do Hanoi Rocks, que faleceu no local
  • Cyndi Lauper fez história no dia 8 de dezembro ao se tornar a primeira mulher da história a ter quatro singles no Hot 100 da Billboard
  • George Harrison fez uma rara aparição pública no dia 13 de dezembro, ao subir ao palco com o Deep Purple em Sydney, na Austrália, para tocar uma versão de “Lucille”, de Little Richard
  • Rick Allen sofreu um grave acidente automobilístico no dia 31 de dezembro e teve que amputar o seu braço esquerdo. A banda estava confirmada para tocar no Rock in Rio e precisou ser substituída pelo Whitesnake


Foram formadas em 1984 bandas como Atheist, Big Audio Dynamite, Blind Guardian, Celtic Frost, Dinosaur Jr., Fields of Nephilim, Fine Young Cannibals, The Firm, Frehley’s Comet, Gang Gajang, Gwar, Helloween, Keel, Live, Living Colour, Mayhem, Modern Talking, Morbid Angel, Mundo Livre S/A, New Kids on the Block, Nuclear Assault, Offspring, Pain of Salvation, Phenomena, Primus, Rage, Sepultura, Simply Red, Soundgarden, Stratovarius, Warrant e Yo La Tengo. Encerraram atividades durante o ano Foghat, Hellhammer, Jefferson Starship, Kansas, King Crimson, L.A. Guns, Rainbow, Soft Machine, Split Enz, Styx e Vanilla Fudge, entre outras. O ano também marcou o retorno do Deep Purple com a clássica MK II: Ian Gillan, Ritchie Blackmore, Roger Glover, Jon Lord e Ian Paice.

Nasceram em 1984: Calvin Harris (17/01), Mandy Moore (10/04), Avril Lavigne (27/09), Ashlee Simpson (03/10), Katy Perry (25/10), Kelly Osbourne (27/10) e Johnny Christ (18/11). Faleceram durante o ano Alexis Korner (01/01), Marvin Gaye (01/04), Count Basie (26/04), Big Mama Thornton (25/07) e Nicholas “Razzle" Dingley (09/12).

Os vencedores das principais categorias da 26ª edição do Grammy foram:

Gravação do Ano - “Beat It”, de Michael Jackson
Álbum do Ano - Thriller, de Michael Jackson
Canção do Ano - “Every Breath You Take”, do The Police
Melhor Artista Novo - Culture Club



Os cinco maiores hits de 1984 foram “Careless Whisper” e “Wake Me Up Before You Go-Go” do Wham!, “I Just Called to Say I Love You” de Stevie Wonder, “Girls Just Want to Have Fun” de Cyndi Lauper e “Relax" do Frankie Goes to Hollywood.



Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

  • “Against All Odds (Takes a Look at Me Now)”, de Phil Collins
  • “All Through the Night”, de Cyndi Lauper
  • “Better Be Good to Me”, de Tina Turner
  • “Big City Nights” e “Rock You Like a Hurricane", do Scorpions
  • “Big in Japan” e “Forever Young", do Alphaville
  • “Borderline”, “Like a Virgin” e “Material Girl”, de Madonna
  • “Born in the U.S.A.”, “Cover Me” e “Dancing in the Dark", de Bruce Springsteen
  • “Cherry Oh Baby”, do UB40
  • “Distant Early Warning”, do Rush
  • “Drive”, ”Magic” e “You Might Think", do The Cars
  • “Easy Lover”, de Phillip Bailey e Phil Collins
  • “Footloose”, de Kenny Loggins
  • “For Whom the Bell Tolls”, do Metallica
  • “Ghostbusters”, de Ray Parker Jr.
  • “Hammer to Fall”, “I Want to Break Free” e “Radio Ga Ga", do Queen
  • “Heaven's on Fire”, do Kiss
  • “Hello”, de Lionel Richie
  • “Heaven” e “Summer of 69", de Bryan Adams
  • “I Feel for You”, de Chaka Khan
  • “I Wanna Rock” e “We're Not Gonna Take It", do Twisted Sister
  • “I'll Wait”, ”Jump” e "Panama", do Van Halen
  • “It's a Miracle”, do Culture Club
  • “Jokerman”, de Bob Dylan
  • “Let's Go Crazy”, “Purple Rain” e “When Doves Cry", de Prince and The Revolution
  • “My Oh My”, do Slade
  • “No More Lonely Night”, de Paul McCartney
  • “Oh Sherrie”, de Steve Perry
  • “Original Sin”, do INXS
  • “Pride (In the Name of Love)”, do U2
  • “Round and Round”, do Ratt
  • “Runaway”, do Bon Jovi
  • “Self Control”, de Laura Branigan
  • “Shout”, do Tears for Fears
  • “Smalltown Boy”, do Bronski Beat
  • “Smooth Operator”, da Sade
  • “Somebody’s Watching Me”, de Rockwell com Michael Jackson
  • “Stranger in Town”, do Toto
  • “The Killing Moon”, do Echo & The Bunnymen
  • “The Reflex”, do Duran Duran
  • “This Charming Man” e “What Difference Does It Make?”, do The Smiths
  • “TV Dinners”, do ZZ Top
  • "We Rock”, do Dio

De janeiro até meados de abril, Thriller, de Michael Jackson, seguiu na primeira posição nos Estados Unidos. O disco só saiu de lá porque a trilha de Footloose foi um fenômeno de vendas e permaneceu da segunda quinzena de abril até o final de junho no número 1. Sports, de Huey Lewis and The News, assumiu a ponta durante a última semana de junho, enquanto Born in the U.S.A. de Bruce Springsteen tomou conta do primeiro lugar durante julho. E então, com o início de agosto veio Purple Rain, de Prince, que ficou com a primeira posição até o final do ano. Em relação aos singles, tanto “Jump" do Van Halen quanto “When Doves Cry” de Prince foram os principais destaques, ficando durante cinco semanas consecutivas na primeira posição - “Jump" entre o final de fevereiro e o início de março, e “When Doves Cry” durante todo o mês de julho e a primeira semana de agosto.

Na Inglaterra, a coletânea Legend, de Bob Marley, foi o best seller, permanecendo por 12 semanas no topo das paradas, entre os meses de maio e agosto. Nos singles, os britânicos ouviram sem parar o Frankie Goes to Hollywood, que emplacou “Relax”, “Two Tribes” e “The Power of Love”. Além disso, “Hello”, de Lionel Richie, ficou seis semanas no topo, entre a segunda quinzena de março e o final de abril, enquanto “Do They Know It’s Christmas?”, da Band Aid, lançado no final do ano, foi o single mais vendido do ano (e teve a sua renda revertida para as vítimas da fome na Etiópia).

Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas dadas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1984:

50 New Model Army - Vengeance
49 The Cars - Drive
48 Queen - The Works
47 Tina Turner - Private Dancer
46 Manowar - Hail to England
45 Roger Hodgson - In the Eye of the Storm
44 Marillion - Fugazi
43 Rush - Grace Under Pressure
42 Ratt - Out of the Cellar
41 Bryan Adams - Reckless
40 Midnight Oil - Red Sails in the Sunset
39 Ramones - Too Tough to Die
38 W.A.S.P. - W.A.S.P.
37 Judas Priest - Defenders of the Faith
36 Whitesnake - Slide It In
35 Metal Church - Metal Church
34 Twisted Sister - Stay Hungry
33 Alphaville - Forever Young
32 Roger Waters - The Props and Cons of Hitch Hiking
31 Stevie Ray Vaughan - Couldn’t Stand the Weather
30 Scorpions - Love at First Sting
29 Deep Purple - Perfect Strangers
28 U2 - The Unforgettable Fire
27 Nick Drake and The Bad Seeds - From Her to Eternity
26 Lloyd Cole and The Commotions - Rattlesnakes
25 Dio - The Last in Line
24 Sade - Diamond Life
23 Cocteau Twins - Treasure
22 Violent Femmes - Hallowed Ground
21 Hoodoo Gurus - Stoneage Romeos
20 Depeche Mode - Some Great Reward
19 The Smiths - The Smiths
18 Yngwie Malmsteen - Rising Force
17 Madonna - Like a Virgin
16 Meat Puppets - Meat Puppets II
15 Robyn Hitchcock - I Often Dream of Trains
14 Ini Kamoze - Ini Kamoze
13 Run D.M.C. - Run D.M.C.
12 Echo & The Bunnymen - Ocean Rain
11 R.E.M. - Reckoning
10 Mercyful Fate - Don’t Break the Oath
9 Bruce Springsteen - Born in the U.S.A.
8 The Smiths - Hatful of Hollow
7 Prince and The Revolution - Purple Rain
6 Hüsker Dü - Zen Arcade
5 Minutemen - Double Nickels on the Dime
4 The Replacements - Let It Be
3 Iron Maiden - Powerslave
2 Metallica - Ride the Lightning
1 Van Halen - 1984

Meu top 10 do ano ficaria assim:

1 Iron Maiden - Powerslave
2 Metallica - Ride the Lightning
3 Van Halen - 1984
4 Bruce Springsteen - Born in the U.S.A.
5 U2 - The Unforgettable Fire
6 Scorpions - Love at First Sting
7 Whitesnake - Slide It In
8 Twisted Sister - Stay Hungry
9 Judas Priest - Defenders of the Faith
10 Madonna - Like a Virgin

Abaixo você tem uma playlist com os maiores hits e as músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1984 na sua opinião. Poste a sua lista!

13 de abr de 2016

Rainbow: banda estampa a capa da nova Rock Hard italiana

quarta-feira, abril 13, 2016

A nova edição da Rock Hard italiana vem com o Rainbow na capa. A publicação repassa a carreira da banda liderada por Ritchie Blackmore enquanto prepara o terreno para o volta do grupo, que tocará nos festivais do verão europeu.

Deftones, Black Stone Cherry, Treat, BabyMetal, Ihshan, Spiritual Beggars, Blood Ceremony e Avantasia também marcam presença neste novo número da Rock Hard italiana, além de um especial sobre os 20 anos do festival Roadburn.



Vinyl: as histórias e personagens reais que inspiraram a série

quarta-feira, abril 13, 2016


Produzida pela dupla Mick Jagger e Martin Scorcese, Vinyl estreou mundialmente dia 14 de fevereiro com um épico episódio com 2 horas de duração. A trama conta a história de Richie Finestra, principal executivo da American Century, fictícia gravadora que atravessa um difícil momento financeiro. Ambientado no início da década de 1970, o seriado retrata o cotidiano do pessoal envolvido com música no período, sejam eles executivos, produtores ou os próprios músicos em si. Tudo, é claro, com o típico exagero da época, traduzido em doses generosas de sexo, drogas e rock and roll em cada episódio.

Abaixo, listamos algumas curiosidades e alusões a histórias e personagens reais que são mostrados nos episódios de Vinyl:

Os New York Dolls foram, por um breve período, a banda residente do The Mercer Arts Center, tocando todas às terças à noite na Sala Oscar Wilde da casa de shows. No entanto, a administração da casa expulsou a banda em 1972 porque não queria a imagem do local “manchada" pelo selvagem público do rock and roll. Isso se deu pelo fato de o Mercers ficar em uma região central de Nova York, cheia de eventos culturais. O prédio abrigava também o Grand Central Hotel, que funcionava há 123 anos e havia sido construído no mesmo local do antigo Winter Garden Theatre, destruído por um incêndio em 23 de março de 1867. Na época da sua construção, o Grand Central foi um dos maiores e mais incríveis hotéis do mundo, mas no final dos anos 1960 havia se transformado uma espécie de hotel-moradia. O prédio entrou em colapso e desabou por volta das cinco da tarde da sexta-feira, 9 de agosto de 1973. Essa história é citada no episódio de abertura de Vinyl, com a diferença de que, ao contrário do que foi mostrado na série, o New York Dolls não estava tocando no local na hora do acidente. Esse evento fez com que fosse criada uma comissão para avaliar as estruturas de todas as construções pré-1901 da cidade de Nova York.



Após horas e horas de cocaína, o personagem principal de Vinyl, Richard Finestra, inicia o episódio 2 em uma sala de cinema assistindo ao filme Enter the Dragon (Operação Dragão no Brasil), lançado em 1973 e escrito, dirigido e estrelado por Bruce Lee. Lee faleceu em 20 de julho de 1973 aos 32 anos, vítima de um edema cerebral.

Enquanto isso, os sócios de Finestra aguardam o executivo na sede da American Century para finalizar a venda da gravadora para a Polygram. Na tentativa de entreter os executivos alemães enquanto Finestra não chega, Zak Yankovich, um dos sócios (interpretado pelo ator Ray Romano), conta uma história envolvendo Keith Moon, baterista do The Who. Conhecido pelo temperamento selvagem e imprevisível, o músico era famoso por destruir quartos de hotéis, jogar TVs pela janela e por, certa vez, mergulhado seu Rolls Royce em uma piscina ao dirigir completamente bêbado.

Após decidir não vender a American Century para a Polygram, Richie Finestra convoca uma reunião com o departamento de A&R da gravadora (responsável por encontrar novos artistas) para ver como as coisas andam e passar novas diretrizes. No início da reunião, fica irritado com o que está rolando na vitrola, tira o LP e quebra o disco. O álbum em questão é Passion Play, sexto do Jethro Tull e sucessor do clássico Thick as a Brick.





No episódio 4 temos uma alusão ao DJ Kool Herc (Clive Campbell no batismo), apontado por pesquisadores e historiadores como o precursor do hip-hop na cena do Bronx. Em Vinyl, ele aparece tocando vários discos em suas pick-ups, um atrás do outro, sempre mixando as faixas e entregando groove atrás de groove.

No episódio 5 temos uma alusão a Scott Muni, lendário DJ de rock com uma longa carreira do rádio, quando Finestra leva os Nasty Bits, banda que está lançando, para uma entrevista no programa de rádio de Scott. Depois de anos trabalhando na TOP 40 AM, Muni revolucionou a linguagem das rádios FM ao dar liberdade total para que os DJs (que hoje chamamos de comunicadores) tocassem o que quisessem no ar e conversassem com o público de forma descontraída e informal, ao invés dos famosos timbres empostados dos famosos DJs de décadas anteriores. 



Representações

A atriz dinamarquesa Birgitte Hjort Sørensen interpreta Ingrid, personagem inspirado em Nico Päffgen, cantora alemã que fez parte do Velvet Underground. Birgitte pode ser vista em episódios de Game of Thrones e Borgen, além de diversos filmes.

Andy Warhol é interpretado por John Cameron Mitchell. O norte-americano apareceu bastante em outra série da HBO, Girls, além de filmes como Hedwig - Rock, Amor e Traição (2001) e Reencontrando a Felicidade (2010).

No episódio 3 vemos um dos funcionários da American Century tentando levar Alice Cooper para a American Century. O vocalista é interpretado por Dustin Ingram, ator norte-americano que já participou de séries como True Blood, Bones, Castle e NCIS: Los Angeles.


O episódio 6 é dedicado a David Bowie, interpretado por Noah Bean. O ator norte-americano é figura frequente em séries, já tendo participado de episódios de Once Upon a Time, Cold Case, Damages, Medium, Joan of Arcadia e outros seriados.

Lou Reed é interpretado por Connor Hanwick, enquanto Julian Casablancas, vocalista do Strokes, é o responsável pela voz de Reed nas canções apresentadas na série.





Daniel J. Watts faz o papel de Hannibal, cantor de funk e soul que é uma representação de diversos artistas do período, como Sly Stone, James Brown e outros. Watts já participou de seriados como The Good Wife, Boardwalk Empire e Smash.

Outros músicos e personalidades representados nos episódios da primeira temporada de Vinyl foram David Crosby (vivido por Richard Cline), Peter Grant (Ian Hart), Elvis Presley (Shawn Wayne Klush), Coronel Tom Parker (Gene Jones), Robert Plant (Zebedee Row), Mick Ronson (Mike Dudolevitch), John Lennon (Stephen Sullivan), May Pang (Celia Au), Gram Parsons (Wesley Tunison), Stephen Stills (Brett Schneider), Johnny Thunders (Jonny D’Ambrosio), Jackson Browne (Dylan Nowik), Jerry Nolan (Martin Cartegena), Karen Carpenter (Natalia Prass), Jimmy Page (Harrison Cofer), Tito Puente (Guillermo Acevedo), John Cale (Sean Dylan Kraft), Bob Marley (Leslie Kujo), Sterling Morrison (Daniel Crosby), Howlin’ Wolf (Irving Louis Lattin), Peter Tosh (Aku Orraca-Tetteh), Maureen Tucker (Erin Birgy), Janis Joplin (Catherine Stephen), Otis Redding (Delius Doherty), John Paul Jones (Ben Foley), Glen Buxton (Wesley Miles), Mike Bruce (Jon Campolo), Ruth Brown (Catherine Harris-White), John Bonham (Vince Nudo), David Johansen (Christian Peslak), Sylvain Sylvain (Jonathan Rose), Buddy Holly (Philip Radiotes), Bo Diddley (Kareem Bunton), Jerry Lee Lewis (Lance Lapinsky) e Little Richard (C.P. Lacey), entre outros.



Abaixo, uma playlist com as músicas que apareceram em todos os episódios de Vinyl, pra você curtir a rica pesquisa musical desenvolvida pela produção da série.

Review: Charles Bradley - Changes (2016)

quarta-feira, abril 13, 2016


A história de Charles Bradley parece um filme. Em 1962, após assistir a uma das performances incendiárias de James Brown no Apollo Theater, o jovem Bradley sentiu o impacto e começou a cantar e a desenvolver uma linguagem corporal inspirada em seu ídolo. Pobre pra caramba, conseguiu espaço e tocou algumas vezes em clubes, mas viu o sonho acabar quando foi convocado para a Guerra do Vietnã.

Então voltou para os Estados Unidos após o fim do conflito, seguiu perseguindo o objetivo de ser um cantor de soul, mas era preciso conseguir viver. E, aos poucos, o sonho foi ficando de lado. Charles acabou se estabilizando como cozinheiro de um restaurante nova-iorquino, e viveu durante anos assim. Mas aquela pulga sempre esteve atrás da orelha, e o cara foi conseguindo espaço cantando em bandas tributo a James Brown aqui e ali. 

Até que, em uma dessas noites que parecem saídas da cabeça de um roteirista, a vida deu uma virada quando Gabriel Roth, um dos fundadores da Daptone Records, assisti e ficou impressionado com Bradley, tanto que o levou para a gravadora, apresentou-o ao produtor Tom Brenneck e ao pessoal da Menahan Street Band. A turma fez um ensaio, Charles soltou a voz e deixou todos de queixo caído. 

Foi só aí, aos 62 anos, que Charles Bradley viu o sonho de viver de música se transformar em realidade. Seu primeiro disco, No Time for Dreaming, foi lançado em 2011. O segundo, Victim of Love, saiu em 2013. E Changes, seu terceiro trabalho, acaba de vir ao mundo.

Batizado com a clássica canção do Black Sabbath - e que está no disco em uma releitura simplesmente sensacional -, Changes segue a sonoridade apresentada por Bradley nos álbuns anteriores, ou seja, um soul orgânico e cru, com forte presença de metais e doses de funk pra fechar o tempero. Com 11 faixas, o álbum mantém viva a tradição da música negra em um resultado pra lá de bonito, construído com canções contemplativas e fortemente emocionais.

Com Changes, Charles Bradley segue sua tardia e deliciosa carreira musical, e mais uma vez deixa uma lição: nunca é tarde pra acreditar e, sobretudo, viver nossos sonhos.

12 de abr de 2016

Review: Spiritual Beggars - Sunrise to Sundown (2016)

terça-feira, abril 12, 2016

Nono álbum do Spiritual Beggars, Sunrise to Sundown quebra um silêncio de três anos e é o sucessor de Earth Blues (2013). Uma parada que fez bem para a banda liderada pelo guitarrista Michael Amott, que voltou com uma sonoridade arejada e mais solta.

Contando com uma formação excepcional - Apollo Papathanasio nos vocais, Sharlee D’Angelo no baixo, Per Wiberg nos teclados e Ludwig Witt na bateria, todos excelentes -, o Spiritual Beggars demonstra mais uma vez que a qualidade de seus músicos não fica apenas no papel. Sunrise to Sundown traz onze faixas inspiradas, seguindo o caminho dos últimos trabalhos e deixando a psicodelia de outrora de lado em favor de doses maiores de peso e feeling. Ainda que não seja agressivo quanto Return to Zero (2010), o novo disco compensa colocando Wiberg em primeiro plano e vestindo uma muito bem-vinda influência do Deep Purple.

O teclado e a guitarra são os elementos condutores, levando os músicos por caminhos sempre interesantes. Amott apresenta solos que trazem elementos orientais em diversas faixas, enquanto Wiberg desliza sobre as teclas com classe e enorme talento. Fechando o pacote, Apollo mostra que fez a escolha certa ao sair do Firewind e focar todas as suas forças no Spiritual Beggars. Cantando como nunca, o grego encontrou na banda o veículo ideal para explorar todas as possibilidades de sua voz.

Sem exageros, dá pra dizer que Sunrise to Sundown é o melhor disco lançado pelo Deep Purple em décadas (para o meu gosto pessoal, desde Stormbringer, de 1974). Isso não quer dizer que estamos diante de uma cópia do grupo de Blackmore e Lord, mas sim de um trabalho que não esconde a sua inspiração e insere boas doses de criatividade para criar canções fortes pra caramba. Entre elas, pedradas cativantes como a música título, “Diamond Under Pressure” (filha de “Might Just Take Your Life”, lá do Burn), “Hard Road” e “Lonely Freedom”.

Mesmo sem disfarçar o aroma de dejá-vù, Sunrise to Sundown tem um saldo final extremamente positivo, e que deve colocar o disco entre os preferidos de quem curte um hard bem feito.

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