6 de mai de 2016

Pink Floyd: banda relançará todos os seus álbuns em vinil

sexta-feira, maio 06, 2016

Inicia dia 3 de junho o relançamento de toda a discografia do Pink Floyd no formato vinil. Os discos serão colocados no mercado pela Pink Floyd Records, e o lote inicial trará os quatro primeiros álbuns da banda: The Piper at the Gates of Dawn (1967), A Saucerful of Secrets (1968), More (1969) e o duplo Ummagumma (1969).

Será a primeira vez em duas décadas que a discografia do Pink Floyd será relançada em LP. Todos os títulos foram masterizados pelo trio James Guthrie, Joel Plante e Berbie Grundman, serão prensados em vinil de 180 gramas e manterão as artes e encartes originais. 

Respeitando intervalos de tempo, os títulos serão recolocados no mercado em grupos, com as datas dos demais relançamentos sendo anunciadas futuramente.

Sala de Som: ‘Electric’, a usina de riffs do The Cult

sexta-feira, maio 06, 2016

Atendendo a pedidos e dando mais um passo pra tornar a Collectors Room ainda melhor, estamos estreando o nosso canal no You Tube, o Sala de Som.

Vamos falar de música, é claro, levando a qualidade que você vê aqui no site também para os nossos vídeos. Não teremos uma periodicidade definida, mas a ideia é produzir material interessante sobre bandas, discos, histórias, canções, e até mesmo falar um pouco sobre outros assuntos como quadrinhos, filmes, livros e séries.

Pra começar, o Sala de Som estreia contando a história de Electric, o excelente terceiro álbum do The Cult e um dos melhores discos da década de 1980.

Assista no player abaixo, deixe o seu like e assine o canal. E, mais uma vez, obrigado pelo apoio e pela parceria durante todos esses anos.

5 de mai de 2016

AC/DC: banda publica primeira foto oficial com Axl Rose

quinta-feira, maio 05, 2016

Acontece neste sábado, dia 7 de maio, em Lisboa, o primeiro show do AC/DC com Axl Rose nos vocais. O cantor do Guns N’ Roses terá o papel de vocalista convidado na perna final da turnê do álbum Rock or Bust, paralisada desde que Brian Johnson saiu da banda (ou foi saído, ou está doente, ou brigou com Angus, ninguém sabe muito bem o que aconteceu).

Promovendo o concerto, o AC/DC publicou em suas redes sociais a primeira imagem oficial da nova formação. E, a julgar pelos áudios que vazaram dos ensaios e pelos shows realizados recentemente pelo Guns, além de Axl Rose estar cantando muito bem, o negócio parece que vai funcionar para o AC/DC, apesar da, ao meu ver, injustificada resistência em relação ao novo vocal. 

Pense bem: quer você queira ou não, Axl é um ícone, é o líder de uma das maiores bandas das últimas décadas e tem um timbre similar a Brian Johnson. Alguém me explica a resistência dos fãs do AC/DC, por favor? Pessoalmente, achei uma jogada de mestre e que tem tudo pra dar certo.

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1988

quinta-feira, maio 05, 2016

1988 foi o ano em que o heavy metal, que nunca foi muito distante do rock progressivo, aproximou-se de maneira definitiva do gênero. Iron Maiden e Metallica, duas das maiores bandas da história do estilo, lançaram discos com muita influência de prog, repletos de canções complexas e cheias de movimentos. Enquanto o Maiden alcançou um de seus maiores ápices com o sublime Seventh Son of a Seventh Son, o Metallica seguiu em frente após a perda traumática de Cliff Burton e intensificou a complexidade de sua música com … And Justice For All, em um esforço (consciente ou não) para provar que poderia continuar sem um dos seus mais importantes integrantes.

Já o Queensrÿche trouxe Operation: Mindcrime para o ordem do dia, com uma abordagem que uniu o prog metal à ópera rock em um trabalho inovador e que influenciou toda uma geração. Até mesmo o Slayer, após a pancadaria onipresente de Reign in Blood, soou mais melódico e harmônico em South of Heaven, em um processo que no início chocou os fãs mais ortodoxos. E, por falar no assunto, os alemães do Helloween refinaram a fórmula apresentada no ano anterior e alcançaram a alquimia perfeita entre peso e melodia em Keeper of the Seven Keys Part II, provavelmente o mais importante álbum de power metal já lançado.

A cena glam metal manteve-se forte com Bon Jovi, Cinderella, Poison e Guns N’ Roses gravando discos marcantes, além da ótima estreia do Winger. O Van Halen deu mais um passo na evolução de sua música com OU812, soando mais AOR do que nunca. O rock pesado ganhou bandas inovadoras e que buscavam fugir do padrão como o King’s X, o Fishbone e o Living Colour, cada uma inserindo novos elementos no gênero à sua maneira.

Após um período onde a inspiração não foi necessariamente protagonista, o AC/DC recolocou a sua locomotiva nos trilhos em Blow Up Your Video. Iggy Pop injetou doses enormes de hard rock no seu punk característico e surpreendeu com Instinct. Embalado pelo sucesso de The Joshua Tree, o U2 decidiu explorar de maneira mais profunda as influências da música norte-americana em sua identidade e soltou o duplo Rattle and Hum, enquanto o R.E.M. veio com Green, um disco de cair o queixo e que antecipou a aclamação de público e crítica que aconteceria poucos anos depois. E ainda tivemos Pixies, Jane’s Addiction e Sonic Youth brilhando intensamente, além da estreia solo de Morrissey após o fim dos Smiths.

O ano foi essencial para o hip-hop, com o lançamento de discos que definiram de vez o ainda nascente estilo. O Public Enemy se posicionou de forma agressiva com o seu melhor trabalho, enquanto o N.W.A. não deixou por menos e intensificou o discurso crítico explicitando as diferenças raciais da sociedade ianque em um álbum antológico. Run-D.M.C. e Ice-T mantiveram-se em alta com LPs consistentes, mostrando a força de um gênero que não apenas havia chegado pra ficar, mas que influenciaria de maneira profunda a música pop.



Os principais fatos do ano foram:
  • Alice Cooper quase perdeu a vida no dia 7 de abril quando, em pleno show, a forca que o vocalista sempre utilizava não funcionou como deveria, dando um tremendo susto no músico e no público
  • em 14 de maio foi realizado no Madison Square Garden o show de comemoração aos 40 anos da Atlantic Records. Subiram ao palco nomes como Crosby Stiils & Nash, Iron Butterfly, Foreigner e Wilson Pickett, mas a principal atração foi o Led Zeppelin, que se apresentou com Jason Bonham no lugar de seu falecido pai
  • a MCA anunciou a compra da Motown Records em 27 de junho. O valor da transação não foi divulgado, mas a nova proprietária investiu quase que imediatamente cerca de 61 milhões de dólares no selo
  • em um ato de grande repercussão, no dia 12 de agosto o Public Enemy tocou na prisão da Ilha Rikers, em Nova York, uma das mais famosas dos Estados Unidos. A banda se apresentou para um público estimado em 250 presos e 100 jornalistas
  • em uma história pra lá de insólita, John Fogerty conseguiu vencer a Fantasy Records em um processo de auto-plágio movido pela gravadora, que o acusou de usar os mesmos elementos e acordes da clássica “Run Through the Jungle” em “The Old Man Down the Road”, canção de 1985. O veredito saiu no dia 7 de novembro
  • Rattle and Hum, álbum duplo meio de estúdio e meio ao vivo do U2, alcançou a primeira posição da Billboard no dia 12 de novembro. O título foi o primeiro disco duplo a chegar ao topo desde The River, álbum de Bruce Springsteen lançado em 1980
  • Roy Orbison realizou o seu último show no dia 4 de dezembro em Akron, no estado de Ohio. O músico faleceu no dia 6 de dezembro após um ataque cardíaco fulminante



Foram formadas em 1988 bandas como Arrested Development, Badlands, Barenaked Ladies, Benediction, Big Mountain, Blue Murder, Blur, Breeders, Burzum, Cannibal Corpse, Deftones, Gamma Ray, Godflesh, Madball, Massive Attack, Milli Vanilli, Mother Love Bone, Mudhoney, Nine Inch Nails, Paradise Lost, Racionais MC’s, Smashing Pumpkins, Travelling Wilburys e Vital Remains. Encerraram as atividades durante o ano o The Cars, Descendents, Frehley’s Comet, Supertramp, Vanilla Fudge e Warlock.

Nasceram em 1988 Jordy Lemoine (14/01), Rihanna (20/02), Adele (05/05) e Hayley Williams (27/12). Faleceram durante o ano Andy Gibb (15/01), Memphis Slim (24/02), Gil Evans (20/03), Chet Baker (13/05), Hillel Slovak (25/06), Nico (18/07), Roy Buchanan (14/08), Son House (19/10) e Roy Orbison (06/12).

Foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 1988:

  • The Beach Boys
  • The Beatles
  • The Drifters
  • Bob Dylan
  • The Supremes

Os vencedores das principais categorias da 30ª edição do Grammy foram:

Gravação do Ano: “Graceland”, de Paul Simon
Álbum do Ano: The Joshua Tree, do U2
Canção do Ano: “Somewhere Out There”, de Linda Ronstadt
Melhor Artista Novo: Jody Watley

Nas listas dos melhores do ano das principais revistas de música do período, os vencedores foram:

Kerrang!: Out of the Silent Planet, do King’s X
Melody Maker: Surfer Rosa, do Pixies
NME: It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back, do Public Enemy
Rolling Stone: Diesel and Dust, do Midnight Oil



Os cinco maiores hits de 1988 foram “A Groovy Kind of Love” de Phil Collins, “Don't Worry Be Happy” de Bobby McFerrin, “Always on My Mind” do Pet Shop Boys, “Heaven is a Place on Earth” de Belinda Carlisle e “Take Me to Your Heart” de Rick Astley.

Também fizeram bastante sucesso durante o ano as seguintes músicas:

  • “A Little Respect”, do Erasure
  • “Angel of Harlem” e "Desire", do U2
  • “Bad Medicine”, “Born to Be My Baby” e “I'll Be There for You", do Bon Jovi
  • “Beat Dis”, do Bomb The Bass
  • “Blue Monday 1988”, do New Order
  • “Bring the Noise” e “Don't Believe the Hype", do Public Enemy
  • “Cherish", da Madonna
  • “Crash”, do The Primitives
  • “Cult of Personality”, do Living Colour
  • “Domino Dancing”, do Pet Shop Boys
  • “Every Rose Has Its Thorn”, do Poison
  • “Fast Car”, de Tracy Chapman
  • “Just Like Paradise”, de David Lee Roth
  • “One”, do Metallica
  • “Orange Crush” e "Stand", do R.E.M.
  • “Paradise”, da Sade
  • “Patience”, do Guns N’ Roses
  • “People Have the Power”, de Patti Smith
  • “Roll With It”, de Steve Winwood
  • “Ship of Fools”, de Robert Plant
  • “Sidewalking”, do The Jesus and Mary Chain
  • “Stay on These Roads”, do a-ha
  • “Suedehead”, do Morrissey
  • “Superstitious”, do Europe
  • “That's the Way I Wanna Rock ’n' Roll”, do AC/DC
  • “What's On Your Mind (Pure Energy)”, do Information Society


O single com o maior número de semanas no número 1 da Billboard foi ‘Faith”, de George Michael, que permaneceu durante quatro semanas no topo. Os outros destaques foram “Take Me to Your Heart” de Rick Astley e “Spotlight" de Madonna, ambos com duas semanas na primeira posição. 

Nos álbuns, George Michael também dominou o ano. Sua estreia solo, Faith, permaneceu durante 12 semanas na primeira posição. A trilha de Dirty Dancing manteve a bela performance do final de 1987 e ficou 11 semanas no primeiro lugar. O Van Halen demonstrou a força comercial da formação com Sammy Hagar colocando o segundo álbum com o vocalista, OU812, durante 4 semanas no topo. Hysteria, do Def Leppard, também fez bonito, liderando durante 6 semanas, enquanto Appetite for Destruction do Guns N’ Roses ficou 4 semanas no número 1, seguido por outras quatro de New Jersey, do Bon Jovi, na liderança. O final do ano foi dominado pelo U2, com Rattle and Hum permanecendo durante 6 semanas na primeira posição.

Tanto o single quanto o álbum mais vendido de 1988 no mercado norte-americano foram de George Michael, com Faith e a música que deu nome ao disco.

No Reino Unido, o single mais vendido foi “Mistletoe and Wine” de Cliff Richard, enquanto o título de disco mais vendido do ano ficou com Kylie, álbum de estreia de Kylie Minogue.



Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas atribuídas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1988 (apenas discos de estúdio, pois como é padrão neste tipo de listas, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 Fields of Nephilim - The Nephilim
49 Iggy Pop - Instinct
48 Bad Religion - Suffer
47 The Sugarcubes - Life’s Too Good
46 Fishbone - Truth and Soul
45 Living Colour - Vivid
44 The Smithereens - Green Thoughts
43 Keith Richards - Talk is Cheap
42 Erasure - The Innocents
41 Bathory - Blood Fire Death
40 Bon Jovi - New Jersey
39 Winger - Winger
38 Leonard Cohen - I’m Your Man
37 The Church -Starfish
36 L.A. Guns - L.A. Guns
35 Ministry - The Land of Rape and Honey
34 Cinderella - Long Cold Winter
33 The Traveling Wilburys - The Traveling Wilburys, Vol. 1
32 The Waterboys - Fisherman’s Blues
31 Guns N’ Roses - G N’ R Lies
30 Napalm Death - From Enslavement to Obliteration
29 The Pogues - If I Should Fall From Grace With God
28 Gipsy Kings - Gipsy Kings
27 Van Halen - OU812
26 The Jeff Healey Band - See the Light
25 Suicidal Tendencies - How Will I Laugh Tomorrow When I Can’t Even Smile Today
24 Testament - The New Order
23 Morrissey - Viva Hate
22 Lucinda Williams - Lucinda Williams
21 Cowboy Junkies - The Trinity Session
20 King’s X - Out of the Silent Planet
19 AC/DC - Blow Up Your Video
18 Sonic Youth - Daydream Nation
17 Death - Leprosy
16 Crimson Glory - Transcendence
15 Riot - Thundersteel
14 Eric B. & Rakim - Follow the Leader
13 Widespread Panic - Space Wrangler
12 N.W.A. - Straight Outta Compton
11 Tracy Chapman - Tracy Chapman
10 Queensrÿche - Operation: Mindcrime
9 Helloween - Keeper of the Seven Keys Part II
8 Jane’s Addiction - Nothing’s Shocking
7 Slayer - South of Heaven
6 U2 - Rattle and Hum
5 Metallica - … And Justice for All
4 Public Enemy - It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back
3 Pixies - Surfer Rosa
2 R.E.M. - Green
1 Iron Maiden - Seventh Son of a Seventh Son

Meu top 10 do ano é esse:

1 R.E.M. - Green
2 Iron Maiden - Seventh Son of a Seventh Son
3 Van Halen - OU812
4 U2 - Rattle and Hum
5 Helloween - Keeper of the Seven Keys Part II
6 Metallica - … And Justice for All
7 Guns N’ Roses - G N’ R Lies
8 The Waterboys - Fisherman’s Blues
9 The Smithereens - Green Thoughts
10 Iggy Pop - Instinct

Abaixo você tem uma playlist com os maiores hits e as músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1988 na sua opinião. Poste a sua lista!

4 de mai de 2016

Os 20 discos de metal e hard rock mais vendidos nos EUA em 2016

quarta-feira, maio 04, 2016

Lista compilada pelo Metal Insider, e que revela aspectos bem interessantes. O principal talvez seja o fato de o álbum mais vendido de rock e metal no mercado norte-americano em 2016 é de uma banda que praticamente passa batido aqui pelo Brasil: o Disturbed. Há anos extremamente popular nos Estados Unidos, o quarteto liderado pelo vocalista David Draiman é figura rara em sites, revistas e nas conversas entre metalheads tupiniquins, que seguem preferindo sonoridades mais tradicionais e preferencialmente vindas da cena europeia. Dentro dessa linha de raciocínio estão também outros nomes que são bastante populares entre os ianques e ainda não pegaram de vez aqui no Brasil, como Five Finger Death Punh, Shinedown, Killswitch Engage, Asking Alexandria e Disturbed.

Outro ponto que chama a atenção é a presença de diversos títulos do Metallica, colocando quatro álbuns entre os vinte mais vendidos até agora em 2016, o que demonstra a enorme força que a banda possui na indústria musical. Dystopia, novo do Megadeth, também merece destaque, em uma belíssima segunda colocação, assim como o último do Anthrax, For All Kings

Entre os títulos de catálogo, além dos álbuns do Metallica chamam a atenção duas compilações - uma do Journey (provavelmente puxada pelo efeito Glee, seriado que transformou “Don't Stop Believin'" em um hino maior do que já era, dando uma proporção gigantesca para a canção) e outra do Guns N’ Roses (o retorno já dá resultado, como previsto) - e os multi-platinados Back in Black e Slippery When Wet, eternos campeões de vendas do AC/DC e do Bon Jovi, respectivamente.


Abaixo, a lista com os 20 discos de hard rock e metal mais vendidos no mercado norte-americano em 2016 (até agora, é claro), bem como a quantia de cópias comercializadas de cada título:

Disturbed, Immortalized (Warner Bros) 112,500 sold
Megadeth, Dystopia (Tradecraft/uME) 108,400 sold
Metallica, Metallica (Blackened), 90,000 sold
Deftones, Gore (Reprise) 80,400 sold
Five Finger Death Punch, Got Your Six (Prospect Park) 58,500 sold
Metallica, Master of Puppets (Blackened) 58,200 sold
Anthrax, For All Kings (Megaforce) 57,500 sold
Shinedown, Threat to Survival (Atlantic) 54,500 sold
Metallica, …And Justice For All (Blackened) 54,250 sold
Killswitch Engage, Incarnate (Roadrunner) 52,250 sold
Dream Theater, Astonishing (Roadrunner) 50,000 sold
Metallica, Ride the Lightning (Blackened) 47,000 sold
Journey, Greatest Hits (Columbia) 45,650 sold
Nirvana, Nevermind (Interscope) 40,600 sold
AC/DC, Back in Black (Columbia) 40,000 sold
Guns N’ Roses, Greatest Hits (Interscope) 38,500 sold
Asking Alexandria, The Black (Sumerian)  38,000 sold
Guns N’ Roses, Appetite For Destruction (Interscope) 34,500 sold
Bon Jovi, Slippery When Wet (Island) 33,200 sold
Nirvana, Unplugged in New York (Interscope) 33,100 sold

3 de mai de 2016

Três novas bandas pra você ouvir: The Blank Tapes, Moldragon e Rei Pelicano

terça-feira, maio 03, 2016

Como todo site de música, recebemos muitos e-mails com releases de novas bandas por aqui. E tem tanta banda boa procurando que resolvemos criar uma seção pra divulgar tudo isso pra você, que nos acompanha. 

A ideia é a seguinte: todo material de novas bandas (com um mínimo de qualidade, é claro) que chegar aqui pra gente via e-mail será repassado para os leitores do site. De preferência, que as músicas e/ou vídeos estejam hospedadas no YouTube, porque assim facilita bastante o trabalho de passar adiante. E você, que está lendo este post, é nosso convidado pra colocar nos comentários a sua opinião e veredito sobre cada um desses novos artistas, dizendo se eles tem futuro, potencial, dando dicas, essas coisas. Tudo com educação e argumentos, é claro.

Pra começar, o The Blank Tapes tem como cabeça o multi-instrumentista norte-americano Matt Adams. O lançamento é do selo gaúcho Honey Bomb Records e o som é um indie/alternativo com influência de folk dos anos 1960. Interessante.




Já o Moldragon é um trio que vem de Porto Alegre, canta em inglês e é um lançamento da Lezma Records. A proposta aqui é um som low-fi, com guitarras e violões e um ar bem melancólico, além da onipresente estética indie.




Enquanto isso, o Rei Pelicano vem de São Paulo e acaba de lançar o EP O Que Nos Cerca, com cinco canções inéditas. Letras em português, bonitos arranjos, backing vocals pontuando tudo em um som com influência de Arctic Monkeys e ecos tímidos da psicodelia dos Mutantes. Gostei bastante do som!

Radiohead: assista ao clipe da inédita “Burn the Witch”

terça-feira, maio 03, 2016

O Radiohead vem causando nas redes sociais nos últimos dias. A banda apagou todo o conteúdo de seus perfis sem aviso prévio e acaba de surpreender todo mundo com um vídeo do que deve ser uma das canções do seu novo disco.

“Burn the Witch” vem com um belo clipe em stop motion dirigido por Chris Hopewell e, ao que tudo indica, estará  no novo álbum da banda inglesa, ainda sem título. O disco será o sucessor de The King of Limbs, lançado em 2011.

Assista ao clipe de “Burn the Witch” abaixo:

Um papo revelador com Vitão Bonesso no Veja Música

terça-feira, maio 03, 2016

Sergio Martins, que na minha opinião é o melhor e mais completo crítico musical do Brasil, recebe nessa semana no seu programa Veja Música o radialista Vitão Bonesso, apresentador do programa Backstage e um dos mais longevos divulgadores do heavy metal no Brasil.

O papo, repleto de histórias interessantes e causos de bastidores, além de revelações sobre o mercado da música pesada no Brasil, pode ser assistido neste link.

Vale a pena!

Axl e AC/DC: ouça 11 minutos do ensaio do cantor com a banda

terça-feira, maio 03, 2016

O áudio não é dos melhores, mas nos vídeos abaixo dá pra ouvir o AC/DC ensaiando com Axl Rose nos vocais, tocando as clássicas “Hells Bells”, “Back in Black” e “Hell Ain’t a Bad Place to Be”. Fica clara a proximidade dos timbres de Axl e Brian Johnson, o que me faz crer que a união dará muito sucesso.

Vale lembrar que a estreia da parceria entre o vocalista do Guns N’ Roses e a lendária banda australiana será neste sábado, 7 de maio, em show no Passeio Marítimo de Algés, em Lisboa.

Desert Trip: confirmado festival reunindo lendas do rock na Califórnia

terça-feira, maio 03, 2016

Especulado nos últimos dias, o Desert Trip foi finalmente confirmado hoje. O festival acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de outubro em Indigo, no deserto californiano, no mesmo local onde há anos ocorre o Coachella, e contará com um cast formado exclusivamente por ícones do rock and roll.

O evento terá o seu início na sexta, 7 de outubro, com Bob Dylan e Rolling Stones. No sábado, a festa começa com Neil Young e depois vem Paul McCartney. E no domingo teremos The Who e Roger Waters fechando o festival.

Todas as seis bandas tocarão depois do sol se pôr e realizarão um show completo. 





Discoteca Básica Bizz #044: Gang of Four - Entertainment! (1979)

terça-feira, maio 03, 2016


"Se os membros do Clash eram os guerrilheiros urbanos do rock and roll, os da Gang of Four eram teóricos do movimento revolucionário", já dizia o Truser Press Record Guide, com acerto. Uma primeira leva do pós-punk britânico - que trouxe essas duas bandas e o PiL, entre outras - se atirava com a mesma fúria contra os fundamentos da sociedade burguesa, fossem eles destrutíveis ou não. Não eram. Mas isso só se soube depois.

As marcas da artilharia ainda estão aí. Uma das mais eloquentes é Entertainment!, primeiro LP da Gang, que viria a ser chamado pelo Melody Maker de “o guia jovem para sobrevivência em tempos de recessão" (!). 

O grupo surgiu em 1977 na cidade portuária e industrial de Leeds. O baterista Hugo Burnham, o guitarrista Andy Gill e o vocalista Jon King - todos egressos da universidade local - recrutaram Dave Allen (esse, o único proletário de verdade da banda) para o baixo. E em poucos meses já lançavam um primeiro LP, Damaged Goods, pelo selo independente Fast Products. O sucesso de crítica do disco e o furor que as apresentações ao vivo sempre causavam em clubes ou escolas deixaram a EMI interessada no grupo. A "camarilha dos quatro" (xingamento cunhado pelo governo chinês para o grupo político da viúva de Mao Tse Tung, expurgada do poder tempos depois da morte do marido) se garantiu, exigindo da gravadora - a mesma que rompeu com os Sex Pistols em 1976 - controle total sobre o produto: repertório, capa, produção e divulgação. A EMI pagou para ver.



O aperitivo já causou encrenca: o single "At Home He's a Tourist" esbarrou na censura do programa de TV Top of the Pops, por uma referência, na letra, a camisinhas. O LP confirmou a porrada. Numa espécie de lapidação do diamante cristalizado no carvão punk, o som da Gang não é mero suporte para textos de agitação. Ele é político: sintético, reduzindo ao mínimo essencial, valorizando cada elemento musical e não fazendo concessões a fórmulas ou estilos convencionalmente aceitos - ainda que seja perfeitamente rock. A base sonora das faixas resume-se praticamente a baixo e bateria - uma cozinha que conseguiu juntar de forma única simplicidade, criatividade e peso - e é apenas pontuada pela guitarra de Gill, pelos vocais e por uma eventual escaleta (monocórdica) de King. Apesar das intervenções brutais dos instrumentos, o silêncio também é ostensivamente usado na texto musical, criando climas inusitados a partir da formação mais tradicional do rock.

Gill, o guitarrista, uma das promessas da década (não realizada desde que ele se afastou para tratar de um câncer), mantém-se nos acordes - ao contrário dos próximos discos da banda, onde predominariam riffs e notas musicais como "Natural's Not in It" e "Damaged Goods" (regravada), que, por incrível que pareça, resumem-se a dois acordes básicos de guitarra - todo o clima se baseia na dinâmica dos instrumentos. 

Mas Gill também tinha outras cartas na manga (ou entre os dedos). Basta observar suas intervenções insólitas no (anti) funk "Not Great Men" ou o puro noise que encerra "Guns Before Butter", numa dissonância que também aparece em "Ether" e "Glass". No início de "Anthrax", parece que iremos escutar a versão de "Star Spangled Banner" de Jimi Hendrix, tal a brilhante manipulação do feedback. Mas logo surge um beat tribal de Allen e Burnham, seguido da dupla vocalização de King e Gill (à maneira de "The Murder Mistery", do terceiro LP do Velvet Underground).

Um perfeito veículo para a visão (eminentemente marxista) da banda, a da "política em microcosmo" das relações humanas em uma sociedade capitalista: o casamento como posse, o trabalho alienado, a tortura como rotina (nas prisões políticas) e a rotina como tortura, lá e cá. 

Num lampejo de inconformismo: that's not entertainment!

(Texto escrito por Celso Pucci e Alex Antunes, Bizz #044, março de 1989)

2 de mai de 2016

Festival reunindo ícones do rock deve acontecer em outubro

segunda-feira, maio 02, 2016

Nos últimos dias, Paul McCartney, Rolling Stones, Roger Waters, Bob Dylan e The Who publicaram em suas redes sociais teasers com a palavra “October" em destaque, aumentando as especulações de que um mega festival deve acontecer nos Estados Unidos naquele mês.

Segundo o Los Angeles Times, a Goldenvoice, empresa responsável pelo Coachella, está por trás de um evento que teria seis dias de duração (três em uma semana e mais três uma semana depois) e deverá acontecer em Indio, na California, mesmo local onde o Coachella Valley Music and Arts é realizado todo ano.

Cinco se pronunciaram, e seriam seis noites, certo? Correto: o sexto artista seria Neil Young, mas o canadense não seguiu o comportamento dos demais e ainda não colocou nada em suas redes sociais.

Se realmente acontecer, o Olchella - como já vem sendo chamado - seria realizado entre os dias 7 e 9 de outubro e entre 14 e 16 de outubro. Como curiosidade, o evento marcaria o primeiro encontro entre Paul McCartney e Bob Dylan dividindo o line-up de um mesmo festival.

AC/DC: estátua de Bon Scott é inaugurada em sua cidade natal

segunda-feira, maio 02, 2016


Foi apresentada ao público neste sábado, 30 de abril, durante o festival BonFest, a estátua em memória a Bon Scott localizada na cidade natal do falecido vocalista do AC/DC.

A bela homenagem está na cidade escocesa de Kirriemuir e foi totalmente financiada pelos fãs. Com custo de 45 mil libras, totalmente em bronze e pesando 450 kilos, o projeto contou com o apoio de aficcionados pelo AC/DC de 32 países diferentes.

Abaixo, algumas fotos do evento:




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