24 de jun de 2016

Spoiler: SNARKY PUPPY

sexta-feira, junho 24, 2016

Uma dica legal pra você que quer começar a ouvir jazz ou já é fã do gênero. O Snarky Puppy vem fazendo um trabalho muito bom, e certamente frequentará os seus ouvidos nos próximos anos.

Snarky Puppy

Para saber mais:

Precisamos falar sobre o Snarky Puppy

Playlist Jazz 2014

Playlist Pra Que Voz?

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23 de jun de 2016

Novas bandas pra você ouvir: Supersonido, Capitão Bala e Os Telúricos

quinta-feira, junho 23, 2016

O Supersonido vem do Rio de Janeiro e a proposta é um hard rock cantado em português, calcado em bons riffs e bastante energia. A banda acaba de lançar o seu primeiro disco, que está disponível tanto em mídia física quanto nas plataformas digitais e serviços de streaming. Na pegada de bandas clássicas de hard brasileiras como Made in Brazil e Casa das Máquinas, vale o play!

Facebook - www.facebook.com/supersonidorock





O Capitão Bala é de Florianópolis e está na estrada desde 2001. A banda surgiu no campus da Universidade Federal de Santa Catarina e lançou o EP de estreia em 2015, intitulado Esperem por Nós. Atualmente os caras estão trabalhando em novas canções que farão parte de seu segundo EP, Nós Não Esquecemos. A proposta é unir o rock a ritmos brasileiros, enquanto liricamente a banda trabalha temas atuais como amor, melancolia e aspectos políticos - o segundo EP, inclusive, será temático e trará canções explorando aspectos envolvendo a realização da Copa do Mundo e as Olimpíadas. Abaixo está o clipe da faixa “Vendo o Dia Amanhecer” pra você sentir qual é a do Capitão Bala.






Bebendo direto na rica tradição tropicalista, Os Telúricos vem do Maranhão e mostram criatividade e experimentalismo em seu disco de estreia, Experimente a Mente, lançado em 2015. A influência de Caetano, Gil e Mutantes é onipresente, mas também atualizada e alinhada a nomes atuais como Boogarins. Multicolorido, o debut do grupo mostra que o cenário musical de São Luiz tem muito o que dar para o Brasil.


Review: Republique du Salem - RDS (2015)

quinta-feira, junho 23, 2016

Com produção do guitarrista norte-americano Marc Ford (The Black Crowes, Ben Harper), o auto-intitulado segundo disco da banda paulista Republique du Salem é um ponto fora da curva no atual cenário do rock nacional. Lançado no primeiro semestre de 2015, chegou somente agora aos meus ouvidos, através de uma gentil lembrança da própria banda que me enviou o CD para audição.

Vamos começar falando a respeito do projeto gráfico. Esbanjando bom gosto, o disco traz uma arte muito legal, sem exageros, que se destaca por detalhes que enchem os olhos de qualque ouvinte de música, como a luva no encarte interno onde o CD é acondicionado, cuja arte remete a um disco de vinil. A própria mídia do CD brinca com os clichês e a memória afetiva do ouvinte, e ao invés de trazer o nome do disco impresso tem a inscrição Master#1 impressa em uma fonte que traz à mente aqueles CD-Rs que a gente gravava há mais de uma década atrás. Fechando o pacote, o CD vem com uma palheta personalizada da banda, autografada pelo guitarrista Guido Lopes.

Musicalmente, trata-se de uma banda de rock vintage, em todos os sentidos. Da estrutura das músicas à abordagem instrumental, passando pela timbragem dos instrumentos e pela mixagem propositalmente suja, o RDS exala poeira e naftalina. Essa escolha, quando feita de maneira inócua e visando apenas seguir a corrente de outros artistas, de maneira geral não alcança bons resultados. Mas quando ela reflete o modo como os músicos se relacionam com a sua arte, a fonte de suas inspirações e o seu próprio modo de vida, o que temos é um trabalho que exala autenticidade. O Republique du Salem se enquadra no segundo grupo.




Contando com a experiência de Marc Ford na produção (o guitarrista também participa da última faixa do disco, “Go Ye and Preach My Gospel”, releitura para a canção do gaitista Rev. Dan Smith), a banda reafirma suas influências (Led Zeppelin, Black Crowes, Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd) e entrega um álbum muito mais maduro, consistente e interessante que a estreia, lançada em 2013. Gravado inteiramente nos Estados Unidos, o disco é totalmente composto em inglês (a excessão é “Latindo”, única cantada em português) e transita entre o clássico blues rock setentista e faixas que metem o pé mais fundo no blues. No meio do caminho, momentos pulsantes e swingados como “What You’re Like”, com influências de Jimi Hendrix, Funkadelic e James Brown.

O saldo final é extremamente positivo, e mostra uma banda que teve coragem para se reinventar totalmente. Este segundo disco do RDS está muito alinhado com o cenário atual de bandas que exploram uma sonoridade propositalmente vintage, e tem tudo para agradar tanto os fãs de bandas clássicas quanto os apreciadores de nomes contemporâneos como Rival Sons.

Com o seu segundo disco, o Republique du Salem faz uma aposta corajosa e digna de elogios. A banda sabe que o estilo de música que almeja produzir não tem penetração no mercado brasileiro e está restrita a um nicho de ouvintes. No entanto, foca com sabedoria exatamente neste nicho, do qual os próprios músicos fazem parte e conhecem com precisão. Pra deixar bem claro: o nome deste nicho é rock and roll puro e simples. Se você faz parte deste povo, a satisfação será imensa ao ouvir o novo trabalho do RDS.

Discoteca Básica Bizz #048: Prince - Dirty Mind (1980)

quinta-feira, junho 23, 2016


Ele entra na década com um salto, um bote. O que diferencia este seu terceiro LP dos dois anteriores? Está na capa, está no título: a definição de uma identidade - ou imagem ? - e, como frisa seu biógrafo Dave Hill, uma atitude. Um ex-menino prodígio enxuga todos os possíveis excessos cabíveis em um multiinstrumentista que é arranjador de sete fôlegos e infinitas filigranas, vocalista de todas as máscaras, gritos e sussurros e seu próprio produtor. Se há algo que incomoda em Dirty Mind - e até compromete em Purple Rain - é a impressão de se ouvir alguém que pode fazer, em música, tudo o que quiser sem o menor esforço para ser o mais contemporâneo, o mais simples e direto - mais pop, enfim - possível.

Tudo isso é verdade, mas se limita ao primeiro lado do disco. A abertura com a faixa-título não deixa dúvidas. Tudo que era difuso no Prince anterior ganha contornos nítidos e, pela primeira vez, a pulsação de baixo, caixa e bumbo vem descarnada e destacada como esqueleto, um chassi aerodinâmico: o groove, a levada, em sua essência. Um susto maior: a óbvia influência da new wave então vigente, ritmo robótico e pop plástico. Uma ousadia perigosa: talvez o primeiro negro a escancarar influências brancas (a faixa seguinte, "When You Were Mine", vai ainda mais fundo: parece puro The B-52's!).

E, voltando à abertura, o que quer esta "mente suja”? Sexo e confronto. Sexo no banco traseiro do carro do papai (dela). Sexo e saúde, perversão sem neurose, liberdade, igualdade. É na terceira faixa, "Do It All Night", que a farra vai começar: sai o rockinho wave e assume o funkaço que se solta, estica, liquefaz; à tona as fontes básicas, a comunhão desvairada na trilha aberta por Sly Stone nos sessenta e George Clinton nos setenta. Prince Rogers Nelson fixa no terceiro ponto uma linha reta e, a partir daí, vai expandi-lo com a mania perfeccionista de quem constrói um universo.



A base está toda no segundo lado - é quase um disco diferente, como se tivesse passado o lado um a dar munição certeira para programadores de FM e, cumprida a missão, soltasse todas as amarras - menos a da dança compulsiva.

São quatro faixas que se fundem num crescendo acumulativo e de tamanha luxúria que seria capaz de levar um convento à orgia, porque ela é a nova utopia. Entre a cruz e o clitóris, Prince não faz nenhuma opção excludente, e ainda enxerga um casamento livre das angústias que esse conflito - na cultura negra americana, presente desde sempre na divisão entre blues e gospel - trazia a um Marvin Gaye, por exemplo.

"Uptown" remete a um lugar, não identificado, qualquer centro de cidade onde haja gente, festa, dança - nos créditos da capa, "gravado em alguma parte de uptown" - uma folia na qual não haja a menor distinção entre sexo e cor. Ela emenda com as duas canções do miolo - "Head" e "Sister" -, que estigmatizam Prince até hoje. Quando você ler o clichê jornalístico "canções que falam de incesto a sexo oral", saiba que são essas duas. Em inglês coloquial, a expressão "give head" ("dar a cabeça") abrange todas as modalidades possíveis de sexo oral. A letra apresenta uma garota - interpretada por Lisa Coleman - que quer casar virgem. Daí a apologia feita por Prince do sexo oral como capaz de satisfazer ambos, com maior prazer (no fim, ele ainda pede desculpas por ejacular no véu do vestido de noiva). Já "Sister" lista as vantagens de se ter uma irmã mais velha, generosa o bastante pra ensinar tudo que um garoto precisa saber. Desse duplo retiro ente quatro paredes vem o transporte para o transe coletivo iniciando em "Uptown".

Dirty Mind encerra com "Partyup", cantos e contracantos de uma nova explosão impossível de ignorar.

(Texto escrito por José Augusto Lemos, Bizz #048, julho de 1989)

22 de jun de 2016

Sala de Som | Roadie Metal, République du Salém e unboxing da Hellion

quarta-feira, junho 22, 2016

Um vídeo mostrando os materiais que recebi nas últimas semanas. Falo sobre a excelente iniciativa do Roadie Metal, o novo disco do République du Salém e um unboxing mostrando o que a gravadora Hellion Records enviou para cá - apesar da tentativa dos Correios em detonar o pacote, ele chegou são e salvo.

Para saber mais:

Roadie Metal:

République du Salém:

Hellion Records:



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Vinyl: série é cancelada pela HBO

quarta-feira, junho 22, 2016

Mesmo tendo anunciado que a série já estava renovada para a segunda temporada, a HBO surpreendeu e soltou hoje a confirmação de que Vinyl foi cancelada e não terá, consequentemente, sequência.

Produzida por Mick Jagger e Martin Scorcese e focada no cenário musical do início da década de 1970, a série foi bastante elogiada pela crítica e trouxe uma bela reconstituição de época acompanhada por uma primorosa pesquisa musical e trilha sonora.

Uma pena, mas se analisarmos a relação entre custos de produção e audiência, a decisão da HBO faz um certo sentido, já que Vinyl era uma série bastante cara para produzir e não obteve índices de audiência tão altos assim.

Pra recordar, ouça abaixo a nossa playlist especial com as canções que estiveram nos dez episódios da primeira - e infelizmente única - temporada de Vinyl.

Os 20 melhores discos de 2016 (até agora) segundo a Metal Hammer

quarta-feira, junho 22, 2016

A exemplo de sua irmã Classic Rock (ambas as revistas são publicadas pela mesma editora), a Metal Hammer também divulgou uma lista que é uma espécie de balanço do primeiro semestre. A lista mostra quais foram os 20 melhores discos de heavy metal lançados em 2016 de acordo com a revista inglesa - matéria original aqui.

Abaixo, os títulos escolhidos:

1 Oceans of Slumber - Winter
2 Anthrax - For All Kings
3 Ihsahn - Arktis
4 Rotting Christ - Rituals
5 Inter Arma - Paradise Gallows
6 Gojira - Magma
7 Architects - All Our Gods Have Abandoned Us
8 Letlive - If I’m the Devil
9 Deftones -Gore
10 Messenger - Threnodies
11 Cobalt - Slow Forever
12 Inverloch - Distance | Collapsed
13 Megadeth - Dystopia
14 Hexvessel - When We Are Death
15 Grand Magus - Sword Songs
16 Jonestown - Aokigahara
17 Heck - Instructions
18 The King is Blind - Our Father
19 Babymetal - Metal Resistance
20 Ivar Bjornson & Einar Selvik’s Skuggsjá - Skuggsjá



Quadrinhos: os quatro primeiros volumes de Vagabond, de Takehiko Inoue

quarta-feira, junho 22, 2016

Sou um leitor assíduo de quadrinhos, mas nunca havia lido mangás. Com o relançamento de Vagabond no Brasil, resolvi experimentar esse universo. Vamos a ele.

Vagabond é um dos mangás mais clássicos já lançados. Ele é escrito e desenhado por Takehiko Inoue (Slam Dunk) e começou a ser publicado em 1998. A trama conta a história de Miyamoto Musashi, um dos mais famosos samurais da história, que viveu entre 1584 e 1645. Inoue se inspirou na biografia de Musashi para escrever o mangá, que contém algumas partes ficcionais mas é em boa parte muito fiel à história real.

Apesar de ter a sua publicação iniciada há quase vinte anos, Vagabond segue sendo produzido e está atualmente no volume 37 no Japão. Aqui no Brasil foi lançado inicialmente pela Conrad em 2001, que publicou 45 volumes com 112 páginas até 2006, quando interrompeu a série. Entre 2005 a 2007 a mesma Conrad trouxe mais 14 volumes de Vagabond, em formato maior e com 224 páginas capa, também interrompendo a sua publicação. E a Nova Sampa colocou quatro volumes nas bancas em 2014, com 198 páginas cada, parando logo em seguida. Segundo dados do site Guia dos Quadrinhos, mesmo com toda essa confusão de editoras Vagabond foi publicado no Brasil até o equivalente à edição 22 original japonesa.

A boa notícia é que a Panini conseguiu os direitos e está republicando Vagabond no mercado brasileiro. A julgar pela qualidade da editora, que é a líder no mercado de quadrinhos nacional e conseguiu organizar a publicação de outros títulos que tinham uma cronologia bastante confusa por aqui como Preacher e Patrulha do Destino, podemos esperar um trabalho não apenas de qualidade, mas que traga, finalmente, toda a saga para o público brasileiro.



Esse novo início se deu a partir de fevereiro de 2016, quando o número 1 de Vagabond voltou às bancas de todo o país. A edição da Panini tem o formato 13,5x20cm, 256 páginas por volume, circulação mensal e é em preto e branco (a segundo edição traz um poster como brinde). Aqui, um parênteses: a Panini segue o original japonês, que é predominantemente em P&B, trazendo esporadicamente algumas páginas coloridas, que também estão presentes nas novas edições nacionais. Com acabamento de luxo, as novas edições possuem lombada quadrada, capas com aplicação de verniz, orelhas com poemas e textos escritos pelo próprio Takehiko Inoue, glossário de termos e foram impressas em papel offset de boa gramatura. Tudo isso deixa a arte, que é absolutamente incrível e detalhista, ainda mais impressionante.

Como disse lá em cima, nunca havia lido um mangá antes. Tem toda essa história de a leitura ser de trás para frente, com a direção dos balões indo da direita para a esquerda, essa coisa toda. Mas são aspectos que você assimila facilmente com o decorrer da trama, e logo nem percebe mais a mudança. 

A história de Miyamoto Musashi é apaixonante, contendo diversos elementos que tornam a leitura cativante: lutas, duelos, questionamentos pessoais, romance, amizade, tudo amarrado com os valores da sociedade medieval japonesa, o que imprime uma bem-vinda profundidade para a trama. A arte de Inoue, como já dita, é de cair o queixo, tornando cada virada de página uma surpresa de encher os olhos.

Comprei os quatro primeiros volumes de ume só vez, e os devorei em dois dias. No primeiro, somos apresentados aos personagens. No segundo, temos Musashi conhecendo o monge que mudará sua vida e valores. No terceiro, vemos o samurai desafiando toda uma academia de espadachins, e no quarto somos apresentados às consequências de suas atitudes. Tudo amarrado com um texto inspirado e ilustrações antológicas.

Vagabond é realmente obrigatório. Uma história linda e inspiradora, que vai muito além da diversão de um mero quadrinho e é capaz de, volume a volume, mudar o modo de vida e de pensar do leitor. Aproveite que a série está sendo republicada no Brasil e faça como eu: comece a devorar a história de Miyamoto Musashi. Vale a pena, garanto!




The Shrine: banda californiana vem pela primeira vez ao Brasil

quarta-feira, junho 22, 2016

O The Shrine é uma máquina de riffs roqueiros secos e cortantes, conjugados com a visceral dinâmica do punk e metal das pistas de skate e por uma atmosfera psicodélica. Um pacote completo que contempla as principais nuances do rock, principalmente das décadas de 1970 a 1990.   

Com produção da Abraxas, que em maio passado trouxe pela primeira vez ao Brasil os ucranianos do Stoned Jesus, o role do The Shrine começa por Belo Horizonte, passa por Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e, no dia 5 de agosto, a banda faz sua última apresentação no Brasil, no tradicional Goiânia Noise Festival, ao lado de Sepultura, Nação Zumbi, Matanza e outros nomes de peso, finalizando a turnê com shows em Buenos Aires e Montevideo. As datas você confere no pôster abaixo, e as informações de cada show ao final da matéria.

Josh Landau (guitarra/vocal), Court Murphy (baixo) e Jeff Murray (bateria) invadem a América do Sul no melhor momento da carreira. Com um show com referências de Black Sabbath, Black Flag a Fu Manchu, com interlúdios, jams e vibrações descompromissadas, o trio de Venice (Califórnia, Estados Unidos) está na estrada desde 2008 e nos próximos meses viaja pela primeira vez à América do Sul para promover o mais recente álbum Rare Breed, o terceiro da carreira e o primeiro lançado na Europa pela major Century Media.    

Em Rare Breed, no mercado europeu desde outubro do ano passado e lançado em janeiro deste ano nos EUA, o The Shrine manteve em parte das composições o seu ritmo acelerado e ‘engordou’ outras com o groove do stoner rock. E para a estreia em palcos brasileiros, o trio prepara um setlist que terá também os hits dos álbuns anteriores Primitive Blast (2011) e, claro, o colossal Bless Off (2014). 

A produtora Abraxas ainda anunciará nas próximas semanas duas skate jams com a banda californiana e outras atrações locais, que acontecerão no Rio de Janeiro e em São Paulo. A proposta é unir a cultura do skate (principal referência de formação tanto dos gringos quanto dos produtores da Abraxas) a essa nova cena musical que cresce de forma fértil no país (assim como no resto do mundo) e proporcionar ao público e, principalmente, aos praticantes do esporte a mesma sensação de assistir em vídeo aquele role cabuloso com a sua trilha sonora preferida, só que dessa vez ao vivo, a cores e com o som no talo! 

Acompanhe a página da Abraxas - facebook.com/abraxasevents e abraxas.fm - para mais informações. 


21 de jun de 2016

Os melhores discos de 2016 (até agora) segundo a Classic Rock

terça-feira, junho 21, 2016

A respeitada revista inglesa publicou em seu site uma lista com os melhores discos lançados em 2016 até o momento, na opinião de sua equipe. O balanço do primeiro semestre do ano pela Classic Rock, com breves comentários sobre cada um dos títulos.

Estes são os melhores álbuns lançados nos primeiros seis meses segundo a Classic Rock Magazine:

1 The Temperance Movement - White Bear
2 Brian Fallon - Painkillers
3 David Bowie - Blackstar
4 Ginger Wildheart - Year of the Fanclub
5 Hawkwind - The Machine Stops
6 Iggy Pop - Post-Pop Depression
7 Zakk Wylde - Book of Shadows II
8 Megadeth - Dystopia
9 Tax The Heat - Fed to the Lions
10 Purson - Desire’s Magic Theatre
11 The Virginmarys - Divides
12 Rival Sons - Hollow Bones
13 Eric Clapton - I Still Do
14 Red Hot Chili Peppers - The Getaway
15 Black Stone Cherry - Kentucky
16 Steven Wilson - 4 1/2
17 Babymetal - Metal Resistance
18 Sixx: A.M. - Prayers for the Damned

Um, dois, três: Wilco

terça-feira, junho 21, 2016

O Wilco foi formado em 1994 na cidade norte-americana de Chicago. No início a banda era associada à cena do alt country, formada por uma nova geração de artistas que buscavam atualizar o tradicional gênero e torná-lo mais atraente para novos ouvintes ao aproximá-lo de estilos como rock alternativo, indie e southern.

A origem do Wilco está no Uncle Tupelo, um dos nomes pioneiros e mais legais do country alternativo (a dica pra saber mais sobre o gênero é ouvir o próprio Uncle Tupelo e também o Whiskeytown, cujo destaque era o vocalista e guitarrista Ryan Adams). Após a saída do vocalista Jay Farrar, os integrantes do Uncle Tupelo decidiram seguir em frente e rebatizaram o grupo, adotando o nome Wilco.

A espinha dorsal, a alma e o coração do Wilco atendem pelo mesmo nome: Jeff Tweedy. Vocalista, guitarrista e compositor, Tweedy é o centro da banda. É a partir dele e ao seu redor que tudo se desenvolve. Em um primeiro momento, a parceria com o guitarrista Jay Bennett foi a força motriz do grupo. Inclusive, é possível dividir a carreira do Wilco em duas fases distintas: a primeira, com Bennett na guitarra, e a segunda, onde Nels Cline assume o posto.

Com nove álbuns na carreira, o Wilco iniciou a sua trajetória seguindo a cartilha do alt country, mas foi desenvolvendo uma identidade própria com o passar dos anos. Talvez o principal elemento de sua música seja a melancolia, onipresente e traduzida através de lindas melodias e arranjos que, invariavelmente, tocam a alma do ouvinte. Uma música que vai muito além da atração inicial, tornando-se parte do que o ouvinte é como indivíduo e assumindo diferentes significados ao longo de sua vida.

Com Bennett, o Wilco gravou quatro álbuns: A.M. (1995), Being There (1996), Summerteeth (1999) e Yankee Hotel Foxtrot (2011). A estreia foi uma grata surpresa, que se transformou em certeza com o duplo Being There, lançado em 29 de outubro de 1996. Produzido pela própria banda, o disco é um dos maiores clássicos do alt country e um dos grandes discos da década de 1990. Foi com Being There e suas excelentes canções que o Wilco chamou pela primeira vez a atenção de um público além do seu próprio nicho. Se nunca ouviu, está aí um disco para ser descoberto.

Summerteeth, que chegou às lojas em 9 de março de 1999, tem algumas das mais belas canções da banda, como a ótima “She's a Jar”. Mas o maior destaque é a transcendental “How to Fight Loneliness”, incluída na trilha do filme Garota Interrompida. Nela, Tweedy canta sobre a dor da solidão, apresentando a sua fórmula cínica de como vencê-la. Uma canção que possui diversos significados, que se revelam a cada nova audição.



E chegamos a Yankee Hotel Foxtrot, o disco que mostrou ao mundo do que o Wilco era capaz. A banda gravou o álbum, mas a gravadora o reprovou alegando que ele não tinha força comercial suficiente. Então, após uma batalha jurídica, a banda saiu fora da Reprise e lançou o trabalho primeiramente de forma independente, e logo após através da Nonesuch. Trata-se de um álbum bastante experimental, mas que consegue equilibrar o minimalismo dos arranjos e da instrumentação com momentos de brilhantismo pop como “Kamera”, “War on War”, “Heavy Metal Drummer” e “Pot Kettle Black”. O grande destaque, no entanto, é a faixa cinco, “Jesus, etc”, levada por uma lindíssima melodia de violinos e com uma letra sensacional escrita por Tweedy. É a minha música preferida do Wilco, e uma das canções que tenho certeza que estará ao meu lado até o final dos meus dias.

Bennett deixou a banda em 2001, levando o Wilco a um breve hiato. Nels Cline, músico com origem no jazz e que havia realizado colaborações com gente como Mike Watt (Minutemen) e Thurston Moore (Sonic Youth), veio para o Wilco em 2004, iniciando uma nova fase na carreira dos norte-americanos. O primeiro disco dessa nova fase foi A Ghost is Born, lançado em 22 de junho de 2004 e um dos meus preferidos. O álbum traz uma influência muito grande de Neil Young e dos Beatles, e soa, em alguns momentos, como se o bardo canadense fosse o guitarrista do Fab Four. A faixa de abertura, “At Least That’s What You Said”, funciona como uma espécie de carta de intenções, com Tweedy declamando a letra de forma calma e quase sussurrada até ser interrompido de forma violenta por Cline, que despeja um solo orgásmico repleto de dissonância e microfonia, fazendo jus ao status de 82º melhor guitarrista de todos os tempos atribuído pela Rolling Stone. Além disso, temos canções deliciosas como “Hummingbird" e “Theologians”, onde a melodia assume o protagonismo em um resultado incrível.


Veio então aquele que é, na minha opinião, o melhor álbum do Wilco: Sky Blue Sky. Lançado em 15 de maio de 2007, o disco é o ponto de partida perfeito para quem nunca ouviu a banda. São doze canções excelentes, mantendo a influência Beatle do trabalho anterior e incrementando a mistura com um belíssimo trabalho de guitarra. “Impossible Germany” é o ápice dessa alquimia, uma canção cativante construída a partir de um inspirado arranjo de seis cordas. Já com três guitarristas em sua formação - além de Tweedy e Cline, Pat Sansone também empunha o instrumento -, o Wilco explora todas as possibilidades que um trio de guitarras pode proporcionar, alcançando um resultado que soa como uma espécie de country tocado por um Lynyrd Skynyrd adolescente. Sensacional!

Se você nunca ouviu o Wilco, a tríade Yankee Hotel Foxtrot, A Ghost is Born e Sky Blue Sky é uma bela indicação.

Em 2009 a banda lançou o consistente Wilco (The Album), que trouxe boas canções como “One Wing”, “Bull Black Nova”, “You and I” e “I'll Fight”, e que foi seguido por um retorno ao experimentalismo de Yankee Hotel Foxtrot em The Whole Love (2011), expressado através da genial faixa de abertura, “Art of Almost”. Star Wars (2015) completa a discografia de estúdio da banda, mas confesso que passei meio batido por esse disco e não tenho como falar muito a seu respeito.


Como dica final fica a coletânea What’s Your 20? Essential Tracks 1994-2014, lançada em formato duplo no ano de 2014. Como o próprio título deixa claro, trata-se de uma compilação trazendo duas dezenas de canções que repassam os primeiros vinte anos da carreira da banda. Nunca ouviu Wilco? Também dá pra começar por aqui.

A banda retornará ao Brasil no final do ano após mais de uma década, para se apresentar no Popload Festival, que acontece no dia 8 de outubro em São Paulo. Até lá, vale revisitar ou ter o primeiro contato com a discografia do grupo, que é sensacional. Ainda que esteja ligada equivocadamente ao cenário indie em nosso país, o Wilco vai muito além e é muito maior que o mundo hipster, e possui um trabalho sólido que vale muito a pena ser conhecido por quem ama a música. 

Experimente, você vai curtir!

20 de jun de 2016

Sala de Som | Review: Gojira - Magma (2016)

segunda-feira, junho 20, 2016


Análise do álbum Magma, sexto disco da banda francesa Gojira, lançado em 17 de junho pela Roadrunner.

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