2 de dez de 2016

Os 20 melhores discos de metal de 2016 segundo o PopMatters

sexta-feira, dezembro 02, 2016

O PopMatters nasceu em 1999 e é uma site multinacional de cultura pop, com matérias sobre música, TV, cinema, literatura, games, quadrinhos, esportes, teatro, artes visuais, viagens e internet.

Tradicionalmente, publica listas de melhores do ano abrangendo gêneros musicais específicos, e, seguindo essa linha, divulgou a sua lista sobre o heavy metal em 2016. 

Abaixo estão os 20 melhores álbuns de metal lançados em 2016, segundo o PopMatters - matéria original aqui:

20 Voivod - Post Society
19 Oceans of Slumber - Winter
18 Gorguts - Pleiade’s Dust
17 Vektor - Terminal Redux
16 Oranssi Pazuzu - Värähtelijä
15 Grand Magus - Sword Songs
14 Amon Amarth - Jomsviking
13 Anciients - Voice of the Void
12 Aluk Todolo - Voix
11 Psalm Zero - Stranger to Violence
10 Sabaton - The Last Stand
9 Katatonia - The Fall of Hearts
8 Cobalt - Slow Forever
7 Khemmis - Hunted
6 SubRosa - For This We Fought the Battle of Ages
5 Gojira - Magma
4 Opeth - Sorceress
3 High Spirits - Motivator
2 Meshuggah - The Violent Sleep of Reason 
1 Metallica - Hardwired … To Self-Destruct



O melhor do rock progressivo em 2016 segundo o PopMatters

sexta-feira, dezembro 02, 2016

O PopMatters, site norte-americano de cultura pop, publicou em seu levantamento do ano uma lista com os melhores discos de rock e metal progressivo lançados em 2016. 

Tem sons mais tradicionais, outros mais experimentais, assim como sonoridades mais leves ao lado de outras bem mais pesadas.

Abaixo estão os 10 melhores álbuns prog de 2016 na opinião da equipe do PopMatters - matéria original aqui:

10 Cosmograf - The Unreasonable Silence
9 Haken - Affinity
8 Bent Knee - Say So
7 Knifeworld - Bottled Out of Eden
6 Nosound - Scintilla
5 Opeth - Sorceress
4 The Neal Morse Band - The Similitude of a Dream
3 Marillion - F E A R (Fuck Everyone and Run)
2 Big Big Train - Folklore
1 The Dear Hunter - Act V: Hymns with the Devil in Confessional

American Songwriter revela sua lista de melhores do ano

sexta-feira, dezembro 02, 2016

A American Songwriter foi criada em 1984 e é uma publicação bimestral norte-americana. O foco, como o título deixa claro, é o processo de composição musical com análises sobre os diferentes processos criativos dos artistas, além de reviews, entrevistas e afins. A revista cobre todos os gêneros musicais, mas com um foco um pouco maior no country.

Abaixo estão os 50 melhores discos de 2016 segundo a American Songwriter - matéria original aqui:

50 Twin Peaks - Down in Heaven
49 Kanye West - The Life of Pablo
48 Brothers Osborne - Pawn Shop
47 Margaret Glaspy - Emotions and Math
46 Felice Brothers - Life in the Dark
45 Frank Ocean - Blonde
44 Pinegrove - Cardinal
43 Amanda Shires - My Piece of Land
42 Conor Oberst - Ruminations
41 Lera Lynn - Resistor
40 Maren Morris - Hero
39 Warpaint - Heads Up
38 Courtney Marie Andrews - Honest Life
37 Hamilton Leithauser + Rostam - I Had a Dream That You Were Mine
36 Car Seat Headrest - Teens of Denial
35 Radiohead - A Moon Shaped Pool
34 Savages - Adore Life
33 Cass McCombs - Mangy Love
32 Kelsey Waldon - I’ve Got a Way
31 Lambchop - FLOTUS
30 Against Me! - Shape Shift With Me
29 Brian Fallon - Painkillers
28 Miranda Lambert - The Weight of These Wings
27 Dawes - We’re All Gonna Die
26 Lydia Loveless - Real
25 Bonnie Raitt - Dig in Deep
24 Hiss Golden Messenger - Heart Like a Levee
23 Beyoncé - Lemonade
22 Robert Ellis - Robert Ellis
21 Brandy Clark - Bid Day in a Small Town
20 Paul Simon - Stranger to Stranger
19 Mitski - Puberty 2
18 Aaron Lee Tasjan - Silver Tears
17 Hayes Carll - Lovers and Leavers
16 William Bell - This is Where I Live
15 Lucinda Williams - The Ghosts of Highway 20
14 Bon Iver - 20, A Million
13 Mudcrutch - Mudcrutch 2
12 Chance the Rapper - Coloring Book
11 Parker Millsap - The Very Last Day 
10 Dori Freeman - Dori Freeman
9 A Tribe Called Quest - We Got If From Here … Thank You 4 Your Service
8 Leonard Cohen - You Want It Darker
7 Drive-By Truckers - American Band
6 David Bowie - Blackstar
5 Case/Lang/Veirs - Case/Lang/Viers
4 Sturgill Simpson - A Sailor’s Guide to Earth
3 Margo Price - Midwest Farmer’s Daughter
2 Michael Kiwanuka - Love & Hate
1 Angel Olsen - My Woman



Show: Adrian Belew Power Trio | 27 de novembro de 2016 | Carioca Club | São Paulo

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Não foram muitos os que presenciaram o show do power trio de Adrian Belew na festiva e quente noite do título palmeirense do último domingo de novembro em São Paulo. As aproximadamente 400 pessoas, maioria de homens nos seus 40 anos de idade, ocupavam, sem aperto, metade da pista do Carioca Club, e dividiam o espaço com algumas mesas ao fundo. Pouco para o que representa o lendário guitarrista. Menos ainda pela qualidade de sua apresentação.

Adrian Belew, hoje com 66 anos, aprendeu os truques do rock and roll com Frank Zappa e David Bowie nos anos 1970, colaborou com outros ícones como Talking Heads, Nine Inch Nails e Paul Simon, mas fez mesmo seu nome como o mais longevo parceiro de Robert Fripp no King Crimson, banda da qual fez parte entre 1981 e 2009. Desse período compreendeu quase a metade do repertório do show em São Paulo.

O power trio é completado por Tobias Ralph na bateria e pela baixista Julie Slick. Enquanto a moça usava seu instrumento mais como um espinha dorsal do som da banda, Tobias Ralph brilhava na reprodução dos complexos arranjos originais, bem como destruía seu kit sem dó quando os momentos de improvisação assim permitiam. Só um monstro chamaria mais a atenção do que o baterista. E, como esperado, Adrian Belew provou que não fez a sua carreira por acaso.


Mostrando carisma, bom humor e certa introversão aliada a um exibicionismo elegante e contido, Belew desfilou sua técnica que equilibra intensidade selvagem e inventividade minimalista de acento pop, exposta numa relação de certa forma lúdica com seu instrumento, às vezes empunhando-o no ar ou explorando diferentes texturas através de efeitos gerados por um iPad, sem deixar cair o ânimo em momento algum das quase duas horas de sua apresentação, dividida em dois sets e incluindo um pequeno intervalo entre eles.

Se a resposta do público às suas canções solo como "Young Lions", "Men in Helicopters" e "Ampersand" soava como um educado silêncio contemplativo à criatividade do guitarrista, a técnica do baterista e o visual e atitude despojada da baixista, quando faixas mais conhecidas de sua celebrada fase no King Crimson eram executadas, o clima para muitos ali era de realização de sonho.

Infelizmente, outras bandas das quais o guitarrista participou não foram contempladas no repertório. E, numa formação com apenas três músicos, fica impossível reproduzir com precisão os detalhados arranjos de composições do King Crimson como "Frame by Frame", "Neurotica" e "Three of a Perfect Pair", executadas em versões mais diretas sem soarem descaracterizadas, ou o interlúdio cheio de camadas e sons da pesada "Dinosaur", deixado de lado na apresentação. Momentos teoricamente mais simples como o medley com "Heartbeat" e "Walking On Air" ou a introspectiva "One Time", por outro lado, ganharam faceta ainda mais emotiva no palco.

O final do show veio com a clássica "Indiscipline" do disco quase homônimo de 1981, repleta de berros do público acompanhando as falas do empolgado Belew e um espetáculo inesquecível do baterista Tobias Ralph destruindo os conceitos de tempo e contratempo de quem teve a sorte de presenciar uma lenda no palco e ainda guarda uma esperança de um dia ver o King Crimson com toda sua produção num palco brasileiro. Mas, com menos de quinhentos pagantes, vai ser impossível.


Por Thiago Martins


1 de dez de 2016

Os 50 melhores discos de 2016 segundo o Stereogum

quinta-feira, dezembro 01, 2016

O Stereogum é um site norte-americano de cultura pop que faz parte do grupo Spin Media, responsável pela SPIN, Vibe e The Frisky. Criado em 2002, é focado em notícias e lançamentos, e é conhecido pela irreverência de seus textos e comentários.

Abaixo está a lista de melhores do ano do Stereogum, com títulos que vão do metal ao pop, passando por um monte de gêneros no meio do caminho - matéria original aqui

50 Modern Baseball - Holy Ghost
49 Kvelertak - Nattesferd
48 Tim Hecker - Love Streams
47 Lydia Loveless - Real
46 Touché Amoré - Stage Four
45 Margaret Glaspy - Emotions and Math
44 Frankie Cosmos - Next Thing
43 M83 - Junk
42 James Blake - The Colour in Anything
41 Crying - Beyond the Fleeting Gales
40 Kendrick Lamar - Untitled Unmastered
39 The Hotelier - Goodness
38 Jenny Hval - Blood Bitch
37 Jamila Woods - HEAVN
36 Kaytranada - 99.9%
35 Mannequin Pussy - Romantic
34 Leonard Cohen - You Want It Darker
33 Ian Sweet - Shapeshifter
32 YG - Still Brazy
31 Cass McCombs - Mangy Love
30 Abi Reimold - Wriggling
29 Mal Devisa - Kiid
28 Noname - Telefone
27 Japanese Breakfast - Psychopomp
26 Sturgill Simpson - A Sailor’s Guide to Earth
25 Cobalt - Slow Forever
24 Pinegrove - Cardinal
23 Nick Cave & The Bad Seeds - Skeleton Tree
22 PUP - The Dream is Over
21 The 1975 - I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware of It
20 Rihanna - Anti
19 ANOHNI - Hopelessness
18 Katie Dey - Flood Network
17 White Lung - Paradise
16 Kamaiyah - A Good Night in the Ghetto
15 Bon Iver - 22, A Million
14 Schoolboy Q - Black Face LP
13 Radiohead - A Moon Shaped Pool
12 Anderson Paak - Malibu
11 Car Seat Headrest - Teens of Denial
10 Danny Brown - Atrocity Exhibition
9 Kanye West - The Life of Pablo
8 Mitski - Puberty 2
7 Angel Olsen - My Woman
6 Solange - A Seat at the Table
5 David Bowie - Blackstar
4 A Tribe Called Quest - We Got It From Here … Thank You 4 Your Service
3 Chance the Rapper - Coloring Book
2 Frank Ocean - Blonde
1 Beyoncé - Lemonade




Os 20 melhores discos de hard rock e heavy metal de 2016 segundo o What Culture

quinta-feira, dezembro 01, 2016

O What Culture é um site norte-americano especializado em cultura pop. No ar desde 2006, possui editorias nas mais variadas áreas, sempre trazendo matérias interessantes sobre música, cinema, literatura, quadrinhos, games e os mais diversos assuntos.

Passadas as apresentações, vamos ao que interessa: a lista de melhores discos de hard rock e heavy metal divulgada pela equipe do What Culture. Como sempre, aquela dica esperta: vale muito mais a pena gastar energia abrindo a cabeça e conhecendo sons que você ainda não ouviu do que ficar reclamando porque essa ou aquela banda não entrou.

Divirtam-se - matéria original aqui:

20 Lost Society - Braindead
19 Holy Grail - Times of Pride and Peril
18 Death Angel - The Evil Divide
17 Devin Townsend Project - Transcendence
16 Barishi - Blood From the Lion’s Mouth
15 KoRn - The Serenity of Suffering
14 Take Over and Destroy - Take Over and Destroy
13 Opeth - Sorceress
12 Anthrax - For All Kings
11 Dead Label - Throne of Bones
10 Tremonti - Dust
9 Metallica - Hardwired … To Self-Destruct
8 Avatar - Feathers & Flesh
7 Schammasch - Triangle
6 Allegaeon - Proponent for Sentience
5 Alter Bridge - The Last Hero
4 Dark Tranquillity - Atoma
3 Ihsahn - Arktis
2 Testament - Brotherhood of the Snake
1 Gojira - Magma

Os 10 melhores discos de metal de 2016 segundo o Consequence of Sound

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Após liberar a sua lista de melhores do ano - veja aqui -, o Consequence of Sound divulgou um levantamento falando exclusivamente sobre o metal.

O site listou os dez melhores discos de heavy metal lançados em 2016 na opinião de sua equipe. Confira a lista abaixo - matéria original aqui:

10 Astronoid - Air
9 Oathbreaker - Rheia
8 Ustalost - The Spoor of Vipers
7 Eight Bells - Landless
6 Khemmis - Hunted
5 Mizmor - Yodh
4 Alcest - Kodama
3 Deftones - Gore
2 Gojira - Magma
1 The Body - No One Deserves Happiness

30 de nov de 2016

A transformação dos canais de quadrinhos brasileiros em meras (e irritantes) vitrines da Amazon

quarta-feira, novembro 30, 2016

Ler é fundamental. Ler quadrinhos é divertido pra caramba. Você entra em universos incríveis, repletos de histórias apaixonantes que ajudam a deixar os dias mais fáceis e agradáveis. Sempre li muito. Tenho uma grande biblioteca sobre música e uma coleção de HQs que muito me orgulha e diverte.

Mas é preciso falar um pouco sobre o que está acontecendo no mercado de quadrinhos brasileiro. Pra começar, nunca tivemos tantos títulos disponíveis nas bancas e livrarias, e isso é muito bom. A participação cada vez maior dos encadernados na distribuição do mercado, que nos últimos anos abocanharam uma fatia cada vez maior das vendas, mostra o quanto o foco saiu do leitor casual e entrou fundo no colecionador. As revistas mensais perderam muita venda, e o fato da Panini - atualmente, a principal editora de HQs do Brasil - ainda usar o papel jornal na grande maioria dos títulos mensais não ajuda muito. Ainda mais porque, quando decide encadernar os arcos que saíram originalmente com papel inferior, sempre opta por um LWC ou couché nos encadernados, fazendo com que quem comprou a edição mensal saia sempre perdendo.

O outro fator são as coleções da Salvat e da Eaglemoss, que se mostraram um sucesso mas que são, a longo prazo, inviáveis para uma parcela considerável de leitores. Para o leitor alheio, tratam-se de coleções com histórias clássicas (e outras nem tanto) da Marvel e da DC, relançadas em arcos fechados com capa dura e preço médio de R$ 40. Com periodicidade quinzenal, atualmente são quatro coleções em andamento nas bancas - três da Salvat e uma da Eaglemoss -, o que acaba ajudando a tornar o processo meio proibitivo para quem não está com o bolso tão cheio assim.

Mas o assunto aqui, na verdade, é outro ponto. Algo que tem me incomodado bastante nos últimos meses, e que queria dividir com você que está lendo este texto. Em uma estratégia inteligente, a Amazon está utilizando os principais canais brasileiros sobre quadrinhos como veículos para suas promoções. A princípio, nada demais. O problema é que isso está interferindo na qualidade do material produzido por esses canais. Pipoca & Nanquim e 2 Quadrinhos são os dois melhores canais sobre HQs do Brasil, com ótimas pautas, dicas sempre úteis, um conhecimento imenso (principalmente o pessoal do PN) e uma facilidade enorme de comunicação (notadamente no 2Q). Só que mesmo esses canais passam a sensação de estarem forçando a mão ao inserir em praticamente todos os seus vídeos algo sobre a Amazon. E isso, pra quem acompanha o trabalho de ambos há bastante tempo, acaba não apenas ficando cansativo como, em alguns casos, irritante e desnecessário.

Não me entendam mal. Eu entendo o mercado. Eu trabalho com isso. Sou publicitário, o meu dia a dia é criar alternativas para falar com o consumidor de maneira criativa e eficiente. Então, não tenho o ranço que alguns tem com a profissão. O que me incomoda é a alteração de foco: deixa-se de produzir algo de inegável qualidade, e passa-se a entregar anúncios disfarçados de pautas. Outra coisa: é claro que produzir vídeos de qualidade, tanto tecnicamente quanto em relação ao conteúdo, demanda tempo, esforço e custo (sei disso na prática, e inclusive esse é um dos motivos para o próprio canal de vídeos da Collectors estar parado atualmente), mas acho que as coisas passaram um pouco do ponto.

Essa situação toda estava me incomodando há bastante tempo, mas a gota d’água foi a Black Friday. Todo mundo sabe que o Brasil atravessa uma crise econômica. Todo mundo está sentindo isso no bolso. Mas o que vimos nos canais de quadrinhos durante a Black Friday foi justamente o oposto: tudo era “imperdível”, todos os preços estavam “incríveis”, tudo estava “muito barato”. Um incentivo desmedido ao consumismo desenfreado, como que jogando um fósforo em um monte de folhas secas sem conseguir mensurar o tamanho do estrago que isso poderia causar. 

Voltando lá para o início deste texto, é muito legar ler quadrinhos e tudo o que for. Mas comprar apenas por comprar, pra “aproveitar" e “não deixar passar”, além de transformar leitores e colecionadores em acumuladores banais, incentiva um consumo feroz e sem limites, que contrasta de maneira violenta e incômoda com a situação que vivemos em todo o país. É claro que cada um é responsável pelo seu próprio bolso, cada um sabe quais são as suas prioridades, mas esse foco excessivo em precisar vender, em precisar anunciar, em precisar fazer isso para “viabilizar o próprio canal” está chegando no limite, fazendo com que canais interessantíssimos e que sempre abordaram temas legais estejam se transformando em vitrines de vídeo totalmente dispensáveis.

Este texto, por mais que possa ser duro e um tanto direto demais em alguns pontos, é um desabafo de quem sempre acompanhou esses canais e sente que as coisas estão saindo dos eixos, e por motivos bastante discutíveis. 

Vamos voltar a falar de quadrinhos, amigos. A paixão pelas HQs e a vontade de compartilhar e dividir esse sentimento, esse conhecimento, sempre foi o combustível que levou tanto o Pipoca & Nanquim quanto o 2 Quadrinhos ao posto que estão hoje. Não deixem que isso se perca.

A lista de melhores do ano da Paste Magazine

quarta-feira, novembro 30, 2016

A Paste é uma revista americana nascida em julho de 2002 e que fala de música, cinema e cultura pop. Até 2010 ela foi 
publicada no formato impresso, e desde então sai mensalmente apenas no formato digital.

O título é publicado pelo Wolfgang’s Vault, grupo criado em 2003 com o objetivo de administrar o legado de Bill Graham, o lendário proprietário da casa de shows Fillmore, palco de antológicas apresentações durante as décadas de 1960 e 1970.

Abaixo estão os 50 melhores discos de 2016 segundo a Paste - matéria original aqui:

50 Courtney Marie Andrews - Honest Life
49 Fruit Bats - Absolute Lover
48 Drive-By Truckers - American Band
47 St. Paul & The Broken Bones - Sea of Noise
46 Hamilton Leithauser + Rostam - I Had a Dream That You Were Mine
45 Hiss Golden Messenger - Heart Like a Leeve
44 The Coathangers - Nosebleed Weekend
43 Charles Bradley - Changes
42 Jenny Hval - Blood Bitch
41 Margaret Glaspy - Emotions and Math
40 Dawn Richard - Redemption
39 Paul Simon - Stranger to Stranger
38 ANOHNI - Hopelessness
37 Whitney - Light Upon the Lake
36 Kendrick Lamar - Untitled Unmastered
35 Lake Street Dive - Side Pony
34 Sam Beam and Jesca Hoop - Love Letter for Fire
33 Hinds - Leave Me Alone
32 Case/Lang/Viers - Case/Lang/Viers
31 Japanese Breakfast - Psychopomp
30 Thao and the Get Down Stay Down - A Man Alive
29 Frankie Cosmos - Next Thing
28 Tegan and Sara - Love You to Death
27 Tacocat - Lost Time
26 Wilco - Schmilco
25 The Avalanches - Wildflower
24 Andrew Bird - Are You Serious
23 Nick Cave & The Bad Seeds - Skeleton Tree
22 Lucius - Good Grief
21 Danny Brown - Atrocity Exhibition
20 Parquet Courts - Human Performance
19 Sturgill Simpson - A Sailor’s Guide to Earth
18 Blood Orange - Freetown Sound
17 Leonard Cohen - You Want It Darker
16 Anderson Paak - Malibu
15 Chance the Rapper - Coloring Book
14 Pinegrove - Cardinal
13 Solange - A Seat at the Table
12 Margo Price - Midwest Farmer’s Daughter
11 Kanye West - The Life of Pablo
10 Frank Ocean - Blonde
9 Bon Iver - 22, A Million
8 Lucy Dacus - No Burden
7 Angel Olsen - My Woman
6 Radiohead - A Moon Shaped Pool
5 Mitski - Puberty 2
4 A Tribe Called Quest - We Got It From Here … Thank You 4 Your Service
3 Car Seat Headrest - Teens of Denial
2 Beyoncé - Lemonade
1 David Bowie - Blackstar


29 de nov de 2016

Review: Sonata Arctica - The Ninth Hour (2016)

terça-feira, novembro 29, 2016

Se você acha que as eleições estadunidenses dividiram as pessoas, experimente irromper em uma assembleia de fãs de power metal e perguntar se o Sonata Arctica anda prestando ou não. Caso os frequentadores comecem a exibir facas e tacos de beisebol, jogue umas cópias do Silence (2001) ou do Winterheart’s Guild (2003) para restaurar a paz.

Este prólogo serviu apenas para lembrar que estamos tratando aqui de uma das bandas mais polêmicas do power metal. Não por causa das coisas que diz, mas por causa da música que faz. Já faz tempo que adotaram um direcionamento único que se mostrou uma faca de dois gumes: transformou-os num nome bastante autêntico do gênero, mas alienou parte da comunidade de fãs.

The Ninth Hour, nono trabalho de estúdio dos finlandeses, dá seguimento a essa lógica. O som geral dele reproduz aquela coisa peculiar que o Sonata virou nos últimos dez anos. Ao mesmo tempo em que entrega faixas bem sonolentas, mostra também alguns retornos à era clássica da banda.

“Closer to an Animal”, a abertura e primeiro single, tem uma introdução promissora, mas logo se perde em clichês comerciais nos quais os artistas de power metal apostam para que seus vídeos ultrapassem 100 mil visualizações no YouTube em um prazo razoável.

“Life” é, para The Ninth Hour, o que “Love” foi para o lançamento anterior, Pariah’s Child (2014): boba (a própria letra admite), levinha, lenta e emotiva. E por incrível que pareça, isto não é uma crítica. É uma das faixas que eu jogaria no meu carrinho de compras se o disco fosse um mercado. Mas para uma faixa que, segundo a banda, foi tão alterada durante as gravações, eu esperava mais … A ela, faz companhia “We Are What We Are”, que traz a tímida participação do flautista Troy Donockley, do Nightwish, e uma mensagem de preservação da Terra e essa coisa toda.

“Fairytale” esboçaria uma leve reação por parte de quem prefere o antigo Sonata Arctica. Não tem nada de fritação, mas a velocidade e o peso elevados chamam a atenção. Mais atenção ainda chama a letra, com uma clara mensagem anti-Trump – posicionamentos do tipo são bem raros no power metal em geral. O site oficial do quinteto coloca até uma citação do ditador Joseph Stalin ao final da letra desta canção! “Till Death’s Done Us Apart” é reminiscente dos dois álbuns anteriores – e talvez por isso, agrada também. É marcada por uma alternância de momentos lentos e frenéticos.

A primeira faixa que realmente se destaca no álbum é “Rise a Night”. Tem velocidade, pedais duplos e duelos de guitarra e teclado pra saudosista nenhum botar defeito. Só poderia ter recebido uma performance mais inspirada de Tony. Ela é seguida por “Fly, Navigate, Communicate”, que mescla com maestria os elementos antigos e modernos da banda. Os próprios membros consideraram-na tão estranha que inicialmente preferiram que ela não fosse incluída no disco ou que fosse lançada como bônus – graças a Dio, não cometeram o que seria um erro imperdoável.

Entre “Candle Lawns” e “White Pearl, Black Oceans – Part II, ‘By the Grace of the Ocean'”, os japoneses – sempre eles – ganham um ótimo presente: “The Elephant”. Um instrumental forte e rápido cria a base para uma letra com mais uma mensagem crítica sobre guerras, mencionando o mito do bombardeio a Berlim em 1945 que supostamente matou o único elefante do zoológico da capital alemã.

Você pode até achar “White Pearl, Black Oceans – Part II, ‘By the Grace of the Ocean'” chata em seus primeiros minutos (se não tiver um mínimo de paciência, pode ser que nem chegue a ela), mas dê uma chance, ouça a segunda metade e delicie-se com um dos melhores momentos da banda em anos, com um duelo de guitarra e teclado inspirado pelas fritações de Jani Liimatainen e Mikko Härkin em Silence. Aparentemente, os protagonistas da história não morreram, como sugere a letra da primeira parte. A moça sobreviveu ao naufrágio e o rapaz não morreu ao se jogar no mar. O que isso tem a ver com o álbum? Nada. Por que o vocalista, tecladista e compositor Tony Kakko resolveu inventar uma continuação com final alegrinho para uma história que já estava teoricamente encerrada de forma cinematograficamente trágica? Não sei. Mas é uma baita música…

Os patinhos feitos do álbum ficam por conta de “Among the Shooting Stars”, “Candle Lawns” e “On the Faultline (Closure to an Animal)” (que reprisa a introdução), além do insosso cover de “Run to You”, de Bryan Adams, que tirou da canção o que ela tinha de melhor: aquele “quê” de anos 1980. Todas tão emocionantes quanto uma corrida de barcos encalhados.

Alguns poderiam apontar o dedo para este que vos escreve com o manjado (e patético) argumento “vai lá e faz melhor”. Ora, é uma recomendação tola, pois a própria banda já o fez! É verdade que The Ninth Hour tem momentos memoráveis, mas eu não o indicaria para alguém que ainda não os conhece. Inclusive na discografia mais recente do grupo, já nesta fase de exploração de um caminho inédito no gênero, podemos encontrar itens mais respeitosos.

Além disso, considere o seguinte: um grupo de headbangers finlandeses reclusos em uma cabana no meio da exuberante natureza escandinava para criar um álbum que fale da natureza. Endless Forms Most Beautiful parte II? Coincidências à parte, se o trabalho se propunha a colocar na mesa questões relevantes sobre o impacto do homem na natureza hoje, acertou na trave. É uma compilação de faixas que tratam do tema de forma mais ou menos contundente, mas a capa e o marketing da obra sugeriam algo bem mais coeso e aprofundado.

Nenhum fã do Sonata Arctica deverá desprezar The Ninth Hour, sob pena de perder algumas pérolas. Mas até o mais fissurado deles precisa perceber quando o ídolo não está com a bola toda. Aqui, o quinteto definitivamente não está.




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