20 de set de 2017

Novo álbum ao vivo do Iron Maiden

quarta-feira, setembro 20, 2017

Seguindo o que tem feito desde o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith em fevereiro de 1999, o Iron Maiden anunciou um novo álbum ao vivo após o seu último disco de estúdio, The Book of Souls (2015). Desde Brave New World (2000), cada álbum da banda ganhou um registro de sua turnê.

The Book of Souls: Live Chapter será lançado dia 17/11 e trará quinze músicas registradas durante a The Book of Souls World Tour, que passou por 39 países de seis continentes durante 2016 e 2017. O material será disponibilizado em CD duplo, CD deluxe digibook com capa dura e LP triplo. Teremos também uma versão em vídeo, que estará disponível em streaming.

A produção é de Tony Newton e Steve Harris. Cada música foi gravada em uma cidade diferente, e o tracklist inclui seis faixas de The Book of Souls. Para os fãs brasileiros, destaque para as versões de “Fear of the Dark” ao vivo em Fortaleza e “Wasted Years” gravada no Rio de Janeiro. Outra boa surpresa do setlist é a inclusão de “Children of the Damned”, uma das melhores músicas do clássico The Number of the Beast (1982).




Abaixo está o tracklist completo de The Book of Souls: Live Chapter, bem como o vídeo de “Speed of Light” ao vivo:

01. If Eternity Should Fail - Sydney, Australia
02. Speed Of Light - Cape Town, South Africa
03. Wrathchild - Dublin, Ireland
04. Children Of The Damned - Montreal, Canada
05. Death Or Glory - Wroclaw, Poland
06. The Red And The Black - Tokyo, Japan
07. The Trooper - San Salvador, El Salvador
08. Powerslave - Trieste, Italy
09. The Great Unknown - Newcastle, UK
10. The Book Of Souls - Donington, UK
11. Fear Of The Dark - Fortaleza, Brazil
12. Iron Maiden - Buenos Aires, Argentina
13. Number Of The Beast - Wacken, Germany
14. Blood Brothers - Donington, UK
15. Wasted Years - Rio de Janeiro, Brazil

Cinquentenário do Led Zeppelin será comemorado com eventos especiais em 2018

quarta-feira, setembro 20, 2017

Em uma carta escrita por Tim Fraser-Harding, executivo do alto escalão da Warner Music, chamou atenção a informação de que uma série de eventos celebrando os 50 anos do Led Zeppelin serão realizados em 2018.

A correspondência de Harding foi enviada para o Conselho Municipal de Redditch, cidade inglesa onde nasceu o baterista John Bonham, solicitando o apoio para a construção de uma estátua em homenagem ao lendário músico, falecido em 1980. No texto, Harding cita que “uma série de eventos de alto perfil” estão sendo planejados para o ano que vem.

Ainda não há nada, nenhuma e nem pista do que pode estar por vir, mas é evidente que as expectativas subiram muito e já estamos esperando a comemoração em alto estilo do cinquentenário de uma das mais importantes bandas de rock de todos os tempos.

Abaixo está a carte enviada por Tim Fraser-Harding, o projeto e o estágio atual da estátua em homenagem a John Bonham:





Carreira de Gary Moore ganha caixa comemorativa

quarta-feira, setembro 20, 2017

A BMG anunciou o lançamento do box Blues and Beyond, compilação que cobre toda a carreira do guitarrista irlandês Gary Moore. 

O material será disponibilizado em CD duplo, LP quádruplo e também em uma caixa, incluindo gravações ao vivo inéditas e a biografia oficial do músico, I Can’t Wait Until Tomorrow, escrita por Harry Shapiro.


Abaixo está o tracklist completo:

Blues and Beyond track listing:

CD1
1. Enough Of The Blues
2. Tell Me Woman
3. Stormy Monday
4. That's Why I Play The Blues
5. Power Of The Blues
6. Ball And Chain
7. Looking Back
8. Surrender
9. Cold Black Night
10. There's A Hole
11. Getaway Blues
12. We Want Love
13. Memory Pain
14. The Prophet

CD2
1. You Upset Me Baby
2. Bring My Baby Back
3. I Can't Quit You Baby
4. World Of Confusion
5. Picture Of The Moon
6. Can't Find My Baby
7. Drowning In Tears
8. Evil
9. My Baby (She's So Good To Me)
10. Ain't Got You
11. Just Can't Let You Go
12. How Many Lies
13. Torn Inside
14. Parisienne Walkways (Live)

CD3 (box set only)
Blues And Beyond Live: (previously unreleased)
1. Walking By Myself
2. Oh Pretty Woman
3. Need Your Love So Bad
4. Since I Met You Baby
5. Surrender
6. Cold Black Night
7. All Your Love
8. Still Got The Blues

CD4 (box set only)
Blues And Beyond Live: (previously unreleased)
1. Too Tired
2. The Sky Is Crying
3. Further On Up The Road
4. Fire
5. The Blues Is Alright
6. Enough Of The Blues (Alternative)
7. The Prophet

19 de set de 2017

Darkside Books lança no Brasil HQ escrita por Stephen King

terça-feira, setembro 19, 2017

A editora Darkside Books anunciou o lançamento no Brasil da HQ Creepshow - Show de Horrores, escrita pelo aclamado autor norte-americano Stephen King, um dos maiores nomes da literatura de horror.

Inédito no Brasil, o quadrinho nasceu em 1982, quando King juntou forças com o diretor George Romero para a realização de um filme inspirado nas HQs clássicas dos anos 1950, como Contos da Cripta. Seguindo na onda, King adaptou o roteiro do cinema para os quadrinhos em uma história com arte de Bernie Wrightson (um dos criadores e primeiro ilustrador de Monstro do Pântano) e capa de Jack Kamen. Creepshow reúne cinco histórias, duas delas adaptadas de contos de Stephen King: Weeds e The Crate. 

Creepshow - Show de Horrores está sendo lançada pelo selo Darkside Graphic Novel em uma edição em capa dura, formato 21,2 x 27,6 cm e 64 páginas. A tradução é de Érico Assis, um dos principais tradutores de quadrinhos do Brasil.


Novo disco traz Joe Satriani acompanhado por Glenn Hughes e Chad Smith

terça-feira, setembro 19, 2017

O décimo-sexto álbum de Joe Satriani, What Happens Next, será lançado dia 12 de janeiro pela Sony/Legacy Recordings. O disco vem com 12 faixas e traz o guitarrista acompanhado do baixista Glenn Hughes e do baterista Chad Smith.

A turnê de divulgação contará com novos shows do projeto G3, desta vez com as participações de John Petrucci e Phil Collen, respectivamente guitarristas do Dream Theater e do Def Leppard.

Review: Foo Fighters - Concrete and Gold (2017)

terça-feira, setembro 19, 2017

Não sei quem cunhou essa definição, mas ela é cirúrgica: o Foo Fighters se acha uma banda melhor do que realmente é. Nascido das cinzas do Nirvana e elevado a potência mundial muito pelo senso melódico e pela energia onipresente de Dave Grohl, o agora sexteto chega ao seu nono álbum com Concrete and Gold. Produzido por Greg Kurstin (Adele, Beck, Pink), o disco traz onze músicas e as participações especiais de Justin Timberlake (no backing vocal de “Make It Right”) e Paul McCartney (na bateria de “Sunday Rain”). Além disso, o CD marca a estreia do tecladista Rami Jaffee (The Wallflowers, Stone Sour, Coheed and Cambria), agora um integrante oficial da banda.

A simpatia e o bom relacionamento de Grohl entre os mais variados músicos faz surgir outra alcunha para o ex-baterista do Nirvana: ele é uma espécie de Lemmy do novo milênio. Está em todas, sempre sorrindo e fazendo som com quem quiser fazer um som. As provas estão aí, e são fartas: da bateria do ótimo Songs for the Deaf (2002) do Queens of the Stone Age ao resgate de John Paul Jones com o Them Crooked Vultures, Dave se envolveu em dezenas de projetos e discos. Tanto que, de certa forma, o próprio Foo Fighters chegou a ficar em segundo plano há alguns anos atrás.

Concrete and Gold foi vendido como um disco grandioso, dono de uma sonoridade eloquente e tudo mais. Assim como o Foo Fighters é colocado na roda como uma das salvações do rock, e todo mundo sabe que isso não passa de um devaneio exagerado, o mesmo vale para o álbum. Trata-se de um trabalho pretensioso e irregular, como sempre. Entre as faixas, os destaques ficam com a épica “The Sky is a Neighborhood” (com cara de hino de estádio), com a grudenta "The Line" e com a simpática e Beatle “Sunday Rain”, não por acaso com a participação de Paul McCartney.

De modo geral, o Foo Fighters aposta em uma sonoridade que não traz grandes inovações para o universo da banda e que proporcionará aos fãs uma audição segura e sem sustos. No entanto, a sensação é de que estamos diante do formato padrão da grande maioria dos álbuns lançados nos últimos anos: aqueles que fazem um enorme barulho antes de serem lançados, criam uma baita expectativa alimentados por declarações dos próprios músicos e que poucas semanas após o seu lançamento acabam esquecidos na prateleira (física ou da memória, você escolhe). 

Com Concrete and Gold, o Foo Fighters segue tendo como seu melhor momento The Colour and the Shape, lançado há exatos vinte anos. Convenhamos que isso é muito pouco para uma banda saudada aos quatro ventos como um dos maiores nomes do rock contemporâneo, não é mesmo?

Morrissey anuncia novo disco e mostra nova música

terça-feira, setembro 19, 2017

Low in High School, novo álbum de Morrissey, será lançado no dia 17 de novembro. O primeiro single do disco, a classuda “Spent the Day in Bed”, já foi divulgada através de um lyric video.

O trabalho vem com 12 novas músicas e será disponibilizado em CD e LP, além de 16 outras edições diferentes incluindo um box com compactos de 7 polegadas, LPs coloridos, fita-cassete e outros.

Abaixo você confere o tracklist e ouve pela primeira vez “Spent the Day in Bed”:

18 de set de 2017

Quadrinhos: Wilson, de Daniel Clowes

segunda-feira, setembro 18, 2017

Fazia tempo que eu queria ler esse quadrinho. Consegui finalmente encontrá-lo durante a ComicCon Floripa, e por um ótimo preço. Então, vamos a ele.

Wilson, obra do escritor e ilustrador norte-americano Daniel Clowes, foi publicada no Brasil em fevereiro de 2012 pelo selo Quadrinhos na Cia, da Cia. das Letras. O álbum saiu no formato 27,5 x 20,5 cm, 80 páginas e acabamento brochura. A tradução é de Érico Assis, um dos maiores pesquisadores brasileiros de quadrinhos.

Clowes, que também é autor de Paciência, publicado no Brasil recentemente pela editora Nemo, é um dos principals nomes do quadrinho alternativo dos Estados Unidos. Ácido e sentimental, azedo e doce, é um autor que possui um estilo próprio e cheio de personalidade, o que torna suas obras peças singulares no mercado.

Wilson foi escrita de maneira peculiar. O pai de Clowes estava com um sério problema de saúde, internado em um hospital, e Daniel passou semanas cuidando de seu progenitor. Para passar o tempo, começou a escrever e desenhar. E surgiu Wilson. O próprio Clowes admite que o personagem é uma espécie de lado mais sombrio da sua personalidade. Irônico, dono de uma sinceridade muitas vezes constrangedora, individualista e narcisista, é um cara pelo qual você em um primeiro momento não nutre nenhuma empatia. Porém, o desenrolar da história vai mudando a opinião inicial.



A HQ é estruturada em um formato diferente. Em uma primeira olhada, o que temos são tiras de seis quadros em cada página, com início, meio e fim. Porém, pouco a pouco você começa a perceber que essas tiras são, na verdade, fragmentos de uma história muito maior. E então o personagem vai se revelando cada vez mais, como uma versão de nós mesmos, questionando a tudo e a todos e colocando mil perguntas na cabeça do leitor. Ao final da HQ, é impossível não ter um sentimento de vazio e perguntar a si mesmo: afinal, estou vivendo a vida que gostaria de viver?

Wilson tem um certo tempero autobiográfico, mas é muito mais do que isso. É uma história adulta, que toca de maneira profunda quem se aventura por suas páginas. E aqui, tenho que citar outra de suas singularidades: cada uma das páginas da graphic novel possui um estilo de ilustração, com Clowes explorando o seu traço de maneiras tão distintas que você chega a se perguntar se não há outros artistas trabalhando junto com ele - e não, não há.

Uma curiosidade: a história foi adaptada para o cinema este ano, com Woody Harrelson e Laura Dern nos papéis principais.

Assim como discos, livros e filmes, existem HQs que marcam profundamente o leitor e acabam se tornando referências perenes em suas áreas. Wilson é um destes casos. Um quadrinho incrível, dono de enorme personalidade e excelente como poucos. 

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Review: Gerson Werlang - Sistema Solar (2017)

segunda-feira, setembro 18, 2017

Algumas palavras precisam ser ditas sobre este disco. Segundo álbum solo do músico gaúcho Gerson Werlang, Sistema Solar saiu originalmente em 2015, somente em CD. Agora, acaba de ganhar uma bela edição em vinil a cargo do 180 Selo Fonográfico. O trabalho sucede a estreia solo do artista, Memórias do Tempo (2008).

O rock brasileiro atual, em sua grande maioria, anda discutível. Além de o gênero ter perdido o protagonismo como música da juventude, perdeu também qualidade entre os seus mais conhecidos representantes. Enquanto uma parcela vive com as mesmas bandas de sempre _ Paralamas, Barão e afins -, outros tentam emergir com um trabalho legal mas que não chega até os ouvidos das pessoas. A facilidade de acesso através dos serviços de streaming parece estar produzindo uma geração de ouvintes preguiçosos e que, sem um canal de difusão para sons interessantes (papel que era cumprido pelas boas rádios há alguns anos atrás), navega perdido em um mar de sons. É claro que existem boas bandas fazendo bons discos agora mesmo (e elas sempre existirão), e muitas delas estamos falando aqui mesmo no site, mas esse som não vai além do que uma parcela reduzida de ouvintes, infelizmente.

O lance de Gerson Werlang é o rock progressivo. Vindo de Santa Maria, integrou durante quase trinta anos o Poços & Nuvens, banda que conseguiu um certo destaque internacional no início dos anos 2000. Em Sistema Solar, Gerson entrega um trabalho diferenciado, musicalmente lindo e que vai muito além do que encontramos na cena brasileira. Trata-se de um disco com sonoridade clássica, influenciado simultaneamente por nomes como Yes e por referências nacionais e regionais, como a cena vinda do Rio Grande do Sul. Assim como as passagens instrumentais trazem à mente lembranças dos gentis gigantes do prog inglês, as harmonias acústicas mostram que Werlang bebeu da mesma inspiração que Vitor Ramil, por exemplo.

Diversos interlúdios colam as faixas, apresentando-as como movimentos sonoros de uma peça maior. É como se uma pequena ópera se desenrolasse sobre o ouvinte, com letras que discutem a vida e o universo. A predominância de instrumentos acústicos, sempre presentes, dá um clima agreste ao trabalho, tornando-o ainda mais melancólico e bonito. 

Sistema Solar é um disco realmente excepcional, e que ganha na edição em LP uma mídia que talvez soe mais adequada à sua proposta do que o CD. Mas o fato é que, independentemente do formato, trata-se de um álbum incrível e que precisa chegar aos ouvidos de todo fã de música. Se você se considera um, aproveite que o álbum está nos streamings e delicie-se.

John Fogerty assina com a BMG, anuncia relançamentos e confirma novo disco

segunda-feira, setembro 18, 2017

O lendário John Fogerty assinou um novo contrato com a gravadora BMG e anunciou que lançará um novo álbum em 2018. O disco será o primeiro disco do vocalista e guitarrista do Creedence Clearwater Revival desde Wrote a Song for Everyone (2013).

Além disso, o acordo também confirma o relançamento de todo o catálogo solo de Fogerty. O pontapé inicial será dado dia 17 de novembro com a edição de vinte anos do clássico Blue Moon Swamp, que chegou às lojas originalmente em 1997. A nova versão virá em diversos formatos e com uma nova arte de capa.

Von Hertzen Brothers mostra nova música

segunda-feira, setembro 18, 2017

A banda finlandesa Von Hertzen Brothers mostrou o primeiro single do seu novo disco, War is Over. Sétimo trabalho do grupo, o álbum será lançado dia 03/11 e é o sucessor de New Day Rising (2015).

Um dos nomes mais legais do prog contemporâneo, o Von Hertzen Brothers possui uma carreira longa e com ótimos discos, que merecem uma audição de quem gosta de boa música.

Ouça “The Arsonist” no player abaixo:

Machine Head lançará novo disco em janeiro

segunda-feira, setembro 18, 2017

O Machine Head lançará em janeiro o seu novo disco. O álbum tem o título de Catharsis e é o sucessor de Bloodstone & Diamonds (2014).

Nono trabalho da banda norte-americana, Catharsis tem produção de Robb Flynn e Zack Ohren, e foi gravado no Sharkbite Studios em Oakland, na California. O disco será lançado pela Nuclear Blast, mas ainda não teve a sua data anunciada. Como a banda também já revelou as datas da turnê norte-americana de promoção do trabalho, que iniciará dia 25/01 em Phoenix, é correto supor que o álbum será lançado na segunda quinzena de janeiro. 

A capa de Catharsis também não foi divulgada até o momento, mas a arte do pôster da tour traz uma imagem que pode indicar como será a capa do disco.


Novo disco do Ghost será lançado em abril

segunda-feira, setembro 18, 2017

Segundo o vocalista Tobias Forge, AKA Papa Emeritus, o novo álbum do Ghost será lançado em abril de 2018.

Conversando com a Metal Hammer alemã, o papa fez a revelação: “Estamos no estúdio a cerca de um mês. Até o final do ano, se tudo ocorrer de acordo com o plano, vamos ter um novo disco. Ainda não para lançá-lo para o público, mas já gravado, mixado e entregue. Seguindo esse planejamento, o novo álbum deve ser lançado em abril. Estamos com muitas ideias e adicionando novos ingredientes à mistura. Penso sempre lá na frente e já estou com algumas ideias para o nosso quinto disco, já que algumas músicas que estamos compondo agora acho que não se encaixam no direcionamento do novo trabalho. No último CD as letras exploraram a ausência de Deus e da fé, e este novo será sobre o retorno de Deus. Todos conhecem a ira divina lançada sobre os humanos, então será um trabalho um pouco mais bíblico nesse sentido, o que, por sua vez, faz com que tudo soe um pouco mais sombrio e apolíptico, pensou eu”.

O disco mais recente do Ghost, Meliora, foi lançado em agosto de 2015. E há exato um ano, em setembro de 2016, os suecos colocaram nas lojas o seu segundo EP, Popestar.

16 de set de 2017

Quadrinhos: Atômica - A Cidade Mais Fria, de Antony Johnston e Sam Hart

sábado, setembro 16, 2017

Atômica - A Cidade Mais Fria é uma graphic novel escrita por Antony Johnston (Wasteland, Demolidor, Fashion Beast) e ilustrada pelo artista anglo-brasileiro Sam Hart (Juiz Dredd, Excalibur: The Legend of King Arthur, Messenger: The Legend of Joan of Arc). A história presente na HQ serviu de inspiração para o filme Atômica, lançado em 2017 e com Charlize Theron no papel principal.

A graphic novel foi lançada no Brasil pela Darkside e é o quarto título do selo editorial Darkside Graphic Novel. A publicação chega ao Brasil em uma edição em capa dura, 176 páginas, formato 16 x 23 cm e papel offset de alta gramatura, além da já conhecida e aclamada excelência editorial da Darkside Books.

A trama se passa em 1989, bem na época da queda do Muro de Berlim, e é uma história de espionagem com o melhor que esse gênero pode entregar. Acompanhamos a trajetória de uma espiã inglesa que é enviada para a Alemanha para investigar a morte de um colega e a possível traição de outro. E, à medida que o roteiro se desenvolve, somos apresentados à uma teia de traições, segredos e intrigas digna dos melhores filmes de James Bond.

O texto de Johnston é cheio de segundas intenções, fazendo com que o leitor prenda a atenção nos diálogos para perceber pequenas pistas que são colocadas em cada conversa. O quadrinho alterna entre momentos no presente e flashbacks, montando um quebra-cabeça a cada nova página em uma construção fascinante.




Já a arte de Sam Hart, toda em preto e branco, é minimalista e bastante expressiva. Não há o preciosismo na construção de cenários detalhistas, porém isso não significa que estamos diante de um trabalho pobre. Hart cativa o leitor com ilustrações fortes, além de uma narrativa gráfica que casa como uma luva com o texto de Johnston. Na essência, o que temos em Atômica é uma excelente aventura noir detetivesca. Ainda não assisti ao filme, mas o próprio Hart admitiu que a pegada do cinema é mais explícita, sexy e violenta do que a HQ, que é muito mais elegante e contida, porém não menos fascinante.

Atômica - A Cidade Mais Fria é mais um ótimo lançamento da linha de quadrinhos da Darkside, e vem em uma belíssima edição, como de costume nos títulos dos caras. Além disso, a leitura é ótima e proporciona muita diversão. Vale, e muito, a pena!

Compre a sua aqui.

R.E.M. anuncia edição especial de Automatic for the People

sábado, setembro 16, 2017

Em 10/11 desembarcará nas lojas uma edição especial de Automatic for the People, um dos melhores discos do R.E.M., lançado originalmente em 1992.

A nova versão vem com 3 CDs e 1 blu-ray, passou por um processo de remasterização e inclui faixas raras e ao vivo.

Abaixo está o tracklist:

CD1 – Automatic For The People (2017 remaster)

1. Drive
2. Try Not To Breathe
3. The Sidewinder Sleeps Tonite
4. Everybody Hurts
5. New Orleans Instrumental No. 1
6. Sweetness Follows
7. Monty Got A Raw Deal
8. Ignoreland
9. Star Me Kitten
10. Man On The Moon
11. Nightswimming
12. Find The River

CD2

1. Drive (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
2. Monty Got A Raw Deal (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
3. Everybody Hurts (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
4. Man On The Moon (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
5. Losing My Religion (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
6. Country Feedback (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
7. Begin The Begin (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
8. Fall On Me (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
9. Me In Honey (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
10. Finest Worksong (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
11. Love Is All Around (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
12. Funtime (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
13. Radio Free Europe (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)

CD 3

1. Drive (Demo)
2. Wake Her Up (Demo) (The Sidewinder Sleeps Tonite)
3. Mike’s Pop Song (Demo)
4. C To D Slide 13 (Demo) (Man On The Moon)
5. Cello Scud (Demo) (Sweetness Follows)
6. 10K Minimal (Demo) (Find The River)
7. Peter’s New Song (Demo)
8. Eastern 93111 (Demo)
9. Bill’s Acoustic (Demo)
10. Arabic Feedback (Demo) (Fruity Organ)
11. Howler Monkey (Demo) (Ignoreland)
12. Pakiderm (Demo)
13. Afterthought (Demo)
14. Bazouki Song (Demo) (Monty Got A Raw Deal)
15. Photograph (Demo)
16. Michael’s Organ (Demo) (Everybody Hurts)
17. Pete’s Acoustic Idea (Demo)
18. 6-8 Passion & Voc (Demo) (Try Not To Breathe)
19 . Hey Love (Mike Voc / Demo) (Star Me Kitten)
20. Devil Rides Backwards (Demo) (Big Talk)

[Blu-ray]
1. Drive (Dolby Atmos Mix)
2. Try Not To Breathe (Dolby Atmos Mix)
3. The Sidewinder Sleeps Tonite (Dolby Atmos Mix)
4. Everybody Hurts (Dolby Atmos Mix)
5. New Orleans Instrumental No. 1 (Dolby Atmos Mix)
6. Sweetness Follows (Dolby Atmos Mix)
7. Monty Got A Raw Deal (Dolby Atmos Mix)
8. Ignoreland (Dolby Atmos Mix)
9. Star Me Kitten (Dolby Atmos Mix)
10. Man On The Moon (Dolby Atmos Mix)
11. Nightswimming (Dolby Atmos Mix)
12. Find The River (Dolby Atmos Mix)
13. Photograph (Dolby Atmos Mix)
14. Drive (hi-res stereo)
15. Try Not To Breathe (hi-res stereo)
16. The Sidewinder Sleeps Tonite (hi-res stereo)
17. Everybody Hurts (hi-res stereo)
18. New Orleans Instrumental No. 1 (hi-res stereo)
19. Sweetness Follows (hi-res stereo)
20. Monty Got A Raw Deal (hi-res stereo)
21. Ignoreland (hi-res stereo)
22. Star Me Kitten (hi-res stereo)
23. Man On The Moon (hi-res stereo)
24. Nightswimming (hi-res stereo)
25. Find The River (hi-res stereo)
26. Photograph (hi-res stereo)

Videos
27. Drive
28. The Sidewinder Sleeps Tonite
29. Everybody Hurts
30. Man On The Moon
31. Nightswimming (British Version)
32. Find The River
33. Nightswimming (R Version)
34. Automatic For The People Press Kit

Novo álbum do Destruction

sábado, setembro 16, 2017

A banda alemã Destruction lançará em novembro o seu novo disco. O álbum tem o título de Thrash Anthems II e chegará às lojas dia 10/11 pela Nuclear Blast.

O material dá sequência ao projeto do trio de regravar canções de seu repertório lançadas nos anos 1980, dando roupagens mais atuais para essas faixas. O primeiro volume do projeto saiu há dez anos atrás, em 2007.

Abaixo está o tracklist:

01. Confused Mind
02. Black Mass
03. Frontbeast
04. Dissatisfied Existence
05. United By Hatred
06. The Ritual
07. Black Death
08. The Antichrist
09. Confound Games
10. Ripping You Off Blind
11. Satan's Vengeance
12. Holiday in Cambodia (Dead Kennedys cover) (bonus track)

15 de set de 2017

Playlist Collectors Room: Funk

sexta-feira, setembro 15, 2017

O funk surgiu em meados dos anos 1960, por músicos que começaram a misturar gêneros como rhythm & blues, soul e jazz. O gênero é caracterizado por um forte groove geralmente centrado no baixo e na bateria, pelo uso proeminente de acordes estendidos e por uma abordagem percussiva na guitarra, calcada no uso do pedal wah-wah. O funk geralmente concentra-se menos na melodia e mais no balanço e no ritmo dançantes.

Um dos fundadores do funk foi James Brown, que implementou uma sonoridade groovy como assinatura, enfatizando o downbeat e cantando com uma voz claramente enfática. Outros nomes seminais do gênero são Sly & The Family Stone, The Meters, Funkadelic e Parliament (os dois últimos liderados por George Clinton). 

O funk também foi fundido a outros estilos musicais ao longo dos anos, como jazz (fazendo surgir o jazz-funk), música latina (o latin funk) e o rock (o funk rock). Durante o final dos anos 1970 e o início da década de 1980 o funk expandiu-se ainda mais, incorporando elementos de disco music, electro e hip-hop. Durante esse período, Prince e Rick James foram vitais para o desenvolvimento do synth funk.

O funk também avançou para países além dos Estados Unidos. Na África Ocidental surgiu uma mistura particular de vodun e funk, resultando no que muitos chamam de Afro-Funk. O artista mais importante deste estilo foi a T.P. Orchestre Poly-Rytmo de Cotonou. Na Nigéria, Fela Kuti fundiu a Highlife, a música yoruba e o funk para criar o que é conhecido como afrobeat. Índia, Etiópia e alguns países europeus também desenvolveram estilos distintos de funk, que se separaram da maneira americana de executar o gênero.

Abaixo você tem uma longa playlist com mais de 12 horas de duração, organizada em ordem cronológica, com os maiores clássicos do funk. Ela é uma excelente porta de entrada para este gênero musical tão rico e apaixonante, que vai muito além de apenas música para dançar e impactou profundamente a cultura popular e influenciou diversos estilos musicais.

Tire as crianças da sala e caia no groove!

Sons of Apollo mostra nova música, “Coming Home”

sexta-feira, setembro 15, 2017

O supergrupo Sons of Apollo publicou um novo vídeo, mostrando a inédita “Coming Home”, música que estará no auto-intitulado disco da banda. O álbum chegará às lojas dia 20/10 e sairá no Brasil pela Hellion Records.

O que temos é um prog metal bem acessível, com boas linhas vocais e um refrão bem legal.

Assista abaixo:

Evanescence mostra nova música

sexta-feira, setembro 15, 2017

O Evanescence lançará dia 10/11 o seu novo disco, Synthesis. O álbum é o primeiro trabalho inédito da banda em seis anos, desde o auto-intitulado CD lançado em 2011.

Synthesis é um disco que equilibra faixas inéditas, remixes e versões orquestradas, concebido em parceria com o produtor David Campbell.

Abaixo está “Imperfection”, primeira prévia:

Foo Fighters lança documentário em animação sobre o seu novo disco

sexta-feira, setembro 15, 2017

Concrete and Gold, novo álbum do Foo Fighters, foi lançado hoje (15/09) e já está disponível nas lojas e nos serviços de streaming.

Celebrando a data, a banda lançou um documentário com pouco mais de 6 minutos todo feito em animação, onde fala sobre o processo de gravação do disco.

O vídeo por ser assistido no player abaixo:

Heavy Metal Rock celebra aniversário e festeja disco clássico do Vulcano

sexta-feira, setembro 15, 2017

Comemorando 34 anos, a loja e selo Heavy Metal Rock preparou um show histórico. Dia 21/10 a festa vai rolar com a presença do Vulcano, Pop Javali e Circle of Infinity no palco do No Canto, em Nova Odessa (SP).

Atuando desde 1983, a Heavy Metal Rock é uma das lojas mais tradicionais do cenário brasileiro. Na ativa desde a época das cartas e fitas K7, passando pelos LPs, CDs e formatos digitais, a loja e, mais recentemente, o selo, sempre se caracterizaram por um trabalho sério e apaixonado, que trouxe muitas novidades e discos excelentes para o público brasileiro.

Além de celebrar o aniversário da Heavy Metal Rock, o show também festejará os 35 anos do clássico álbum Live, lançado pelo Vulcano em 1982 e um dos discos mais icônicos do metal extremo brasileiro. Lembrando que, após um hiato, o Vulcano voltou à ativa já há alguns anos e tem mantido vivo o seu legado, que influenciou bandas brasileiras e de todo o mundo.

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14 de set de 2017

Quadrinhos: Superman - Entre a Foice e o Martelo, de Mark Millar, Dave Johnson e Killian Plunkett

quinta-feira, setembro 14, 2017

Uma das histórias mais celebradas do Superman, Entre a Foice e o Martelo está voltando às bancas e livrarias brasileiras. A HQ foi publicada pela primeira vez no Brasil pela própria Panini entre abril e junho de 2004, em uma minissérie em três edições. Dois anos depois, saiu em um encadernado com capa cartão em junho de 2006, e desde então estava fora de catálogo. Como a demanda era alta, os preços dessas edições no Mercado Livre eram estratosféricas. Recentemente, a Panini Comics realizou uma enquete em suas redes sociais perguntando para os leitores quais títulos da DC eles gostariam que fossem relançados, e Entre a Foice e o Martelo ganhou de lavada, ganhando uma nova reimpressão.

A nova edição vem em um álbum de luxo no formato 17 x 26 cm, capa dura, 172 páginas e papel couché. Escrita por Mark Millar (Os Supremos, Authority, O Velho Logan) e ilustrada por Dave Johnson e Killian Plunkett, Superman: Entre a Foice e o Martelo (Superman: Red Son no título original) foi publicada nos Estados Unidos em três edições lançadas entre junho e agosto de 2003. Aclamada pela crítica e pelo público, a série foi indicada ao Eisner Awards em 2004.


A trama imaginada por Millar responde a um questionamento comum entre os fãs de quadrinhos: e se a nave que trouxe de Krypton o jovem Kal-El não tivesse caído no interior do Kansas, mas em outro local? E se esse local fosse a então União Soviética, protagonista de uma Guerra Fria com os Estados Unidos por décadas?

É justamente a esse cenário que somos apresentados nas páginas de Entre a Foice e o Martelo. O jovem kryptoniano (aqui não mais chamado de Clark Kent por razões óbvias) aterrissou na URSS nos anos 1930 e foi criado em uma fazenda coletiva no interior da Ucrânia. Ao chegar à puberdade, teve os seus poderes manifestados e foi para Moscou, onde instantaneamente foi agregado ao círculo restrito do Partido Comunista e passou a conviver diariamente com Joseph Stalin. Após a morte de Stalin, assumiu ele mesmo o controle, viu que literalmente poderia mudar o mundo devido ao seu imenso poder e empreendeu uma jornada pela construção de uma sociedade mais justa. No outro lado da moeda, um Lex Luthor com uma mente genial surgiu nos Estados Unidos e tornou-se o seu antagonista.

Durante a roteiro, somos apresentados a vários personagens do universo DC e também a inúmeras referências a histórias antigas, além de personagens históricos reais, o que torna a leitura ainda mais interessante. A construção de nomes como Batman, Mulher-Maravilha, Brainiac e outros intensifica características já conhecidas destes personagens, que aqui acabam se tornando os aspectos definidores de suas personalidades. O Batman, por exemplo, logicamente é o lado contrário do Superman. Com o poder que possui e uma enorme força política por trás, Kal-El impõe aquilo que acredita, queiram ou não os indivíduos viverem na sociedade idealizada por ele. O Batman, do outro lado da moeda, luta para devolver a liberdade para um povo vigiado 24 horas por dia, já que a onipresença do Superman o transformou na manifestação física do Grande Irmão de George Orwell. E aqui vale a pergunta: o filho de Krypton constrói uma utopia ou uma tirania?


Entre a Foice e o Martelo é dividida em três volumes, todos reunidos neste novo encadernado da Panini. São três movimentos de uma mesma história, que mostram o surgimento, a consolidação e a conclusão da trajetória deste Superman soviético. O texto de Millar constrói uma narrativa repleta de crítica política a ambos os lados, tanto a sociedade capitalista norte-americana quanto o mundo comunista da URSS. Já a arte de Johnson e Plunkett é competente e nada fora da curva, ainda que muito estilizada em certas passagens.

O principal problema de Entre a Foice e o Martelo está no texto de Mark Millar. Geralmente inspirado e criador de tramas repletas de massaveísmo (Kingsman, O Procurado, O Assalto), aqui as palavras de Millar surgem muito pesadas. Há momentos na história onde os diálogos beiram o constrangimento, soando extremamente forçados e nada naturais. Além disso, Millar peca pela construção de personagens extremamente caricatos, e o maior exemplo disso é o seu Lex Luthor. Ok que o início da história se passa nos anos 1940 e 1950 e talvez a ideia fosse explorar o espírito das Eras de Ouro e Prata dos quadrinhos, mas as soluções e as ideias vindas da mente de Luthor são exageradas ao extremo. 

Achei que essa sensação iria me acompanhar até o final da HQ, mas não. De maneira surpreendentemente, Mark Millar consegue colocar a trama nos trilhos e constrói um final excelente e inesperado, que soa crível ao leitor e respeita a mitologia dos personagens envolvidos, principalmente Luthor e Superman. E, como cereja do bolo, ainda homenageia a própria trajetória do Homem de Aço.



Entre a Foice e o Martelo é frequentemente citada como uma das melhores histórias do Superman, tanto pelos leitores quanto pelos críticos. Ela não está nem próxima da reinterpretação que Grant Morrison fez em Grandes Astros Superman, por exemplo, e que é na minha opinião a melhor apresentação do personagem. Mesmo assim, trata-se de uma bela história que, apesar das escorregadas de Millar no início e no meio da trama, consegue se encerrar de maneira apoteótica, proporcionando uma leitura que deixa uma agradável sensação.

Leia, pois vale muito a pena!


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