3 de fev de 2017

Discoteca Básica Bizz #072: Little Richard - Here's Little Richard (1957)

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

"A wop-bop-a-loo-bop-a-lop-bam-boom!... Tutti frutti, awrooty!": o que exatamente quer dizer esta espécie de esperanto da selva, o mais célebre grito de guerra do rock and roll roll?

Exegetas atenciosos concordariam que tem algo a ver com o poder feminino, pelos parcos versos em inglês e suas referências a mulheres que jogam os quadris para o leste e oeste, garotas como "Sue ... ela sabe exatamente o que fazer" e "Daisy ... ela sempre me leva à loucura". Versos cuspidos como que por uma metralhadora encharcada de adrenalina, pelo homem que - ao trocar o rock pelo gospel - declarou: "Eu era um homossexual descarado até Deus me transformar."

O compacto contendo "Tutti Frutti" surgiu do nada, em 1955, para vender mais de um milhão de cópias. Como a garotada poderia permanecer imune? O próprio Elvis parecia uma freira perto de Little Richard, com seu ritmo atropelador, cabelo armado num pompadour, rosto maquiado e dois faróis de pura ameaça no lugar dos olhos. Os limites estavam traçados: até hoje não apareceu nada tão selvagem ou brutal no picadeiro pop. O fato de o próprio Prince lembrar tanto a "ambiguidade-com-bigodinho" de Richard fala por si só. Assim como o gesto de seu conterrâneo James Brown - ambos, assim como Otis Redding, nasceram em Macon, Geórgia -, capturando os Upsetters, banda de apoio de Richard, quando este trocou os palcos profanos pelos púlpitos do circuito evangélico.


Entre 1955 e 1958 (data de sua primeira conversão à igreja), a fórmula mágica do primeiro single rendeu uma saraivada de hits clássicos. "Long Tall Sally" - apesar de posteriormente gravada por Elvis e pelos Beatles - consagrou-se como vítima de uma das maiores injustiças/ironias da civilização: a gravação mais vendida mundialmente foi a de Pat Boone. Seguiram-se "Slippin' and Slidin", "Ready Teddy", "Jenny Jenny", "Good Golly Miss Molly" e "Lucille".

As últimas duas não foram incluídas neste LP, mas aqui estão gravações originais para o selo Specialty. Em 1964, Little Richard as regravaria para a Vee-Jay, responsável pelo Greatest Hits disponível - lançado aqui em 1988, pela Som Livre, com o título Os Grandes Sucessos. Por outro lado, esta pseudo coletânea da Vee-Jay contém uma preciosidade que não pode ser desprezada, o único Little Richard pós-1958 realmente fundamental: “I Don't Know What Got You But It's Got Me". Segundo o expert Peter Guralnick, "junto com 'The Dark End of the Street', de James Carr, talvez a maior balada soul de todos os tempos" - com um detalhe: Jimi Hendrix na guitarra.

As outras faixas de Here's Little Richard apresentam um contraste interessante com a histeria de "Tutti Frutti" e derivadas, deixando à mostra o débito para com a tradição rhythm ’n blueseira de Nova Orleans - especialmente o boogie woogie preguiçoso de Fats Domino. Esta cidade, tão importante para a música negra norte-americana, também foi sempre rica em excêntricos, extravagantes e aloprados como Professor Longhair - e duas figuras desta galeria são apontadas como fontes para a taquicardia sonora de Little Richard: Billy Wright (para o vocal) e Esquerita (piano, pompadour e bigodinho). Mas não há como compará-los à força bruta do "pequeno" Richard Penniman. Paul McCartney - que passou a vida imitando seu uivo em falsete - que o diga.

Texto escrito por José Augusto Lemos e publicado na Bizz #072, de julho de 1991

Ouça “Where's the Revolution”, novo single do Depeche Mode

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

O Depeche Mode liberou o primeiro single de seu novo álbum, Spirit. O disco será lançado dia 17 de março.

Primeira música inédita dos caras em quatro anos, “Where's the Revolution” vem com uma letra política e um clima bem denso, mas mantendo o contorno pop sempre presente nas canções da banda.

O Depeche Mode soltou também o tracklist de Spirit, que tem a produção assinada por James Ford (Arctic Monkeys). Confira abaixo:

1. Going Backwards
2. Where’s the Revolution
3. The Worst Crime
4. Scum
5. You Move
6. Cover Me
7. Eternal
8. Poison Heart
9. So Much Love
10. Poorman
11. No More (This is the Last Time)
12. Fail

Eric Clapton ganhará documentário produzido por vencedora do Oscar

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

A vida de Eric Clapton, um dos músicos mais influentes da história do blues e do rock e figura fundamental na evolução da guitarra, ganhará um documentário. Batizado como Eric Clapton: A Life in 12 Bars, o filme tem produção de Lili Fini Zanuck (vencedora do Oscar por Conduzindo Miss Daisy) e John Battsek (Munique, 1972: Um Dia em Setembro).

A ideia é contar toda a trajetória de Clapton, de sua conturbada infância (pra quem não sabe, o músico descobriu apenas na adolescência que sua irmã era, na verdade, a sua mãe), passando por sua carreira musical e momentos emblemáticos como o vício em drogas e álcool, além da morte traumática do seu filho Connor, aos 4 anos, em 1991 - o garoto foi homenageado por Clapton em “Tears in Heaven”. 

Battsek revelou que a equipe de produção está tendo acesso exclusivo ao arquivo pessoal de Clapton, incluindo clipes de shows clássicos, cenas de bastidores, fotos, cartazes, cartas, desenhos e registros de seu diário.

Eric Clapton: A Life in 12 Bars ainda não tem data de lançamento definida.

Review: Xandria - Theater of Dimensions (2017)

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Considerando de antemão o fato de um ouvinte de música se afinar com o segmento symphonic metal, se deve ao mesmo admirar simultaneamente o peso e por vezes celeridade combinados com a elaboração, o erudito e sequências harmônico-orquestradas, regadas a corais lírico-gregorianos e tudo isso com uma bella primadonna nos microfones.

Dito isso, os fãs do estilo e em particular da banda germânica Xandria, devem ter ótimos motivos para estarem adorando o mais recente lançamento do grupo, o álbum Theater of Dimensions, que chegou no último dia 27 de janeiro. Este é o segundo trabalho com a bela frontwoman Dianne van Giersbergen, que substituíra Manuella Kraller em 2013.

Depois de uns tempos gravando algumas águas com açúcar até o disco Salomé The Seventh Veil (2010), a banda vem num movimento de melhor elaboração e “sinfonização”, acrescidas de bom peso. Foi assim em Neverworld’s End (2012), despedida de Kraller, e na estreia de Giersbergen, Sacrificium (2014). 

Agora com Theater of Dimensions não foi diferente, ao contrário. Trata-se de um belo trabalho, bem produzido, tudo com muito bom gosto. Os corais estão perfeitamente encaixados nas canções, postados no tempo apropriado juntamente com a voz de Dianne, que neste álbum está impecável, tanto em seu lirismo como em momentos um pouco mais rasgados.

As faixas “Where the Heart is Home” e “Death to the Holy”, que abrem o o disco, já ilustram o que fora dito acima, com direito à pancadas elaboradas, bons solos de guitarra, naipe de violões e muita harmonia.

Seguindo a audição, “Forsaken Love” suaviza um pouco ouvido do ouvinte com uma pegada mais melódica e tenra. A quarta faixa, “Call of Destiny”, é possivelmente a melhor do trabalho, ao menos dentre as mais curtas, tendo sido lançada previamente como single e videoclipe. Música linda, com Dianne dando show de interpretação junto aos corais. “We Are Murderers (We All)” foi a primeira canção a ser mostrada via lyric video, e a escolha não foi à toa. Ela daria perfeitamente o tom do que deveríamos esperar do álbum.

O disco segue, alternando ótimas canções com bom peso, outras nem tanto (mas nunca água com açúcar), incluindo a ótima instrumental “Céilí” (muito mais que o simples interlúdio), até chegar na última, a faixa-título, grande no tamanho e na qualidade, 14 minutos de um som bem trabalhado, escrito e produzido, alternando várias cadências, um prato cheio para quem gosta de som elaborado.

A versão deluxe traz cinco canções no formato acústico.

Concluindo, o Xandria nos entregou um grande disco de symphonic metal, num momento de imensa maturidade e felicidade deles, mostrando que estão entre as melhores bandas deste nicho.




Vamos dançar: ouça “Show Yourself”, nova música do Mastodon

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

O Mastodon divulgou mais uma música de seu novo disco, Emperor of Sand, com data de lançamento marcada para 31 de março.

“Show Yourself” é uma faixa bem pra cima e alegre para os padrões da banda norte-americana, meio na linha do que o grupo já havia feito no disco anterior, Once More ‘Round the Sun (2014), com “The Motherload”. Não se trata de uma semelhança nos acordes e nas melodias, mas sim no clima da canção, que é bem positiva e alto astral.

Ouça “Show Yourself” no player abaixo, e deixe a sua opinião sobre a faixa nos comentários:

2 de fev de 2017

Dirty Glory grava versão pesada para clássico de Marina Lima

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

“Uma Note e Meia” é uma das canções mais conhecidas de Marina Lima. Lançada pela cantora carioca em 1987, a música acaba de ganhar uma versão bem legal gravada pela banda paulista Dirty Glory.

Seguindo a sonoridade do grupo, os caras regravaram “Uma Noite e Meia” com uma bela pegada hard rock, o que casou perfeitamente com a composição de Marina. Uma releitura que honra a tradição da canção e é um belo hino para o verão.

Assista ao clipe abaixo - nós achamos legal pra caramba!

A surreal coleção de discos do saxofonista sueco Mats Gustafsson

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Mats Gustafsson, saxofonista sueco que trilha pelos caminhos do free jazz e da improvisação, possui uma das mais fabulosas coleções de discos da Europa. Sua “caverna do vinil” fica na região rural da Áustria, de onde o músico dirige o seu site, Discaholic, local de troca de títulos na seara de quatro dígitos com caras como Thurston Moore, do Sonic Youth, e Stephen O’Malley, do Sun O))).

Desde os 12 anos Gustafsson compra LPs de free jazz. Hoje, quando não consegue os itens que deseja através da internet, aproveita os shows que faz pelo continente europeu para garimpar raridades.

Questionado sobre quantos discos possui, responde que tem algo em torno de “duas toneladas e meia” de LPs. Instigado a colocar isso em números, afirma: “Me recuso a colocar meu acervo em números, isso é coisa de amadores”.

Abaixo estão algumas fotos do acervo de Mats. A matéria completa, com uma entrevista com o músico, pode ser conferida no The Vinyl Factory.










Soen explora seu lado sombrio em novo disco, revela vocalista

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Com o título de Lykaia, o terceiro álbum do supergrupo sueco Soen está sendo lançado hoje. 3 de fevereiro, sucedendo Cognitive (2012) e Tellurian (2014). O título vem da mitologia grega, de um festival homônimo que acontecia nas encostas do Monte Lykaion, e onde supostamente ocorriam lutas envolvendo canibalismo, sacrifícios humanos e até mesmo a presença de lobisomens.

O disco foi gravado de forma totalmente analógica, tornando a sonoridade da banda ainda mais coesa. Em entrevista à Metal Hammer, o vocalista Joel Ekelöf revelou que “as músicas foram colocadas acima das partes individuais, para que pudéssemos nos concentrar nas emoções. Estamos nos sentindo fortes e confiantes como banda no momento, e as pessoas estão se dando conta de que o Soen é tudo, menos um projeto paralelo ou temporário. Este é um disco baseado em nossas experiências pessoais. Estamos fechando um capítulo em nossas vidas, então este é um trabalho bastante direto em relação aos nossos discos anteriores, que eram mais filosóficos e conceituais”.


Questionado se o lado mais sombrio do ser humano serviu de inspiração para Lykaia, Joel respondeu: “A escuridão é, na maioria das vezes, mais complexa e fascinante. Acredito que precisamos explorar nosso próprio lado negro para sermos cada vez melhores. Uma dose saudável de pensamento negativo ajuda as pessoas a reconhecerem o que realmente são por dentro”.

Sobre a imagem da capa do álbum, Joel explicou que “o lobo evita a interação com os seres humanos, enquanto o cão simplesmente nos segue cegamente. Em situações como essa acho que o mais importante é buscar o consentimento entre ambos os lados. Mas devemos buscar isso por conta própria, não apenas seguindo um líder”.

A formação atual do Soen conta com Joel Ekelöf (vocal), Marcus Jidell (guitarra), Lars Ahlund (guitarra, teclado), Stefan Stenberg (baixo) e Martin Lopez (bateria).

Project Black Pantera confirmado no Download Festival

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A banda mineira Project Black Pantera, natural de Uberaba, foi confirmada na edição francesa do Download Festival, que acontecerá de 9 a 11 de junho em Paris. O trio tocará ao lado de grandes nomes como System of a Down, Slayer, Gojira e dezenas de outros, neste que é um dos maiores festivais do verão europeu.

Para saber mais sobre o Black Pantera, leia o nosso review sobre o disco de estreia do grupo.

À banda, os nossos parabéns por essa bela conquista.


All That Remains divulga duas novas músicas

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A banda norte-americana All That Remains colocou na rede hoje duas novas músicas. Ambas estarão no novo álbum do grupo, ainda sem título e com previsão de lançamento para maio. 

O trabalho, que está sendo produzido por Howard Benson (Motörhead, Halestorm, Papa Roach) é o sucessor de The Order of Things (2015) e marca a estreia do baixista Aaron Patrick (DevilDriver, Bury Your Dead), que substituiu Jeanne Sagan.

Ouça “Madness" e “Safe House” abaixo:

Os 11 discos essenciais do prog metal segundo a BangerTV

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A BangerTV, produtora encabeçada por Sam Dunn, diretor dos documentários Metal: A Hendbanger’s Journey e Global Metal, publicou uma lista com os discos essenciais do prog metal na opinião de sua equipe.

As escolhas da Banger, com títulos bastante interessantes, estão abaixo.

1 Queensrÿche - Operation: Mindcrime (1988)
2 Cynic - Focus (1993)
3 Dream Theater - Images and Words (1992)
4 Opeth - Blackwater Park (2001)
5 Voivod - Nothingface (1989)
6 Devin Townsend - Ocean Machine (1997)
7 Fates Warning - Perfect Symmetry (1989)
8 Mastodon - Leviathan (2004)
9 Meshuggah - Destroy Erase Improve (1995)
10 Tool - Lateralus (2001)
11 Between the Buried and Me - Colors (2007)

E diga aí: para você, quais são os discos essenciais do prog metal?

Relacionamento entre John Lennon e Yoko Ono vai virar filme

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A relação entre John Lennon e Yoko Ono está indo para as telonas. Com produção da própria Yoko, o filme, ainda sem título, está sendo escrito por Anthony McCarten (A Teoria de Tudo). Michael De Luca (Rede Social, Capitão Phillips) e Josh Bratman, este último da Immersive Pictures, também estão envolvidos na produção.

O foco será, segundo De Luca, em temas importantes como o amor, a coragem e o ativismo do casal, e busca inspirar novas gerações a buscarem e lutarem pelo mundo que desejam. Ainda não há previsão de estreia.

John Lennon e Yoko Ono se conheceram em novembro de 1966, em uma exposição que a artista japonesa estava fazendo em Londres. Na época John estava casado com Cynthia, sua primeira esposa, mãe de Julian, seu primogênito. O casal se casou em março de 1968, enquanto o divórcio com Cynthia saiu em agosto daquele ano. John e Yoko ficaram juntos por onze anos, e seu relacionamento teve impacto direto nos Beatles. Os dois tiveram um filho, Sean, hoje músico e produtor.

John Lennon foi assassinado por um fã na porta do Edifício Dakota, onde morava em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980.

Novo álbum do Depeche Mode

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Spirit, primeiro disco do Depeche Mode em quatro anos, chegará às lojas dia 17 de março. O sucessor de Delta Machine (2013) foi produzido por James Ford (Foals, Arctic Monkeys, Florence & The Machine) e terá seu primeiro single, “Where's the Revolution”, divulgado nesta sexta, 03/02.

Segundo a revista inglesa Q Magazine, que já ouviu o álbum, trata-se do trabalho do Depeche Mode com mais energia em anos.

Promovendo o play, a banda iniciará uma turnê mundial dia 5 de maio. O primeiro show da Global Spirit Tour será em Estocolmo, e contará com 34 shows em 21 países europeus em sua primeira parte. Na sequência, a banda virá para a América do Norte e do Sul, o que deve render uma passagem pelo Brasil.







Empresa francesa lança disco metade vinil, metade CD

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

O consumo de música em formato físico pode ter caído muito nos últimos anos, mas a indústria continua tentando criar alternativas para cativar a parcela do público que não consegue e acha estranho ouvir música sem algo tangível nas mãos. 

A nova aposta vem do grupo francês MPO, tradicional fabricante de LPs, CDs e outras mídias e que atua no mercado desde 1954. Os franceses lançaram um novo produto que é um híbrido entre LP e CD. Batizado como Compact Vinyl, de um lado o disco é um CD, e do outro é um vinil de 7 polegadas. Segundo a empresa, o lado LP pode ser escutado normalmente em um toca-discos, enquanto a face dedicada ao compact disc roda tranquila em qualquer CD player. 

Um dos primeiros títulos disponibilizados no formato é o novo álbum do Justice, Woman, lançado em 2016.

E aí, será que pega?


1 de fev de 2017

Nickelback anuncia novo disco e mostra canção inédita

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

O quarteto canadense Nickelback lançará em junho o seu nono álbum. Com o título de Feed the Machine, o disco é o sucessor de No Fixed Address, de 2014. 

A turnê de divulgação começará dia 23/06 na cidade de Noblesville, na Indiana, e já conta com 44 datas marcadas nos Estados Unidos e no Canadá. A tour contará com o Daughtry como banda de abertura nos shows realizados em solo norte-americano, enquanto em terras canadenses o Shaman’s Harvest fará esse papel.

A música que dá nome ao disco também foi divulgada através de um lyric video, que você pode assistir abaixo:

Brent Hinds, vocalista e guitarrista do Mastodon, lançará seu primeiro álbum solo este ano

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Quando as primeiras notícias sobre o novo disco do Mastodon, Emperor of Sand, começaram a sair na imprensa, a informação era de que se tratava de um álbum duplo. Pois bem: a banda revelou a capa, o título e a lista de faixas, e temos um disco simples. O que aconteceu com a ideia original?

A resposta está aqui. O segundo disco tem o título de A Cold, Dark Place e foi todo composto pelo vocalista e guitarrista Brent Hinds. Em entrevista ao Loadwire, o músico revelou que essas músicas serão lançadas como um trabalho solo seu, a ser disponibilizado no Record Store Day deste ano. O evento acontece sempre no terceiro sábado de abril, então dá pra supor que o disco deve ser lançado ou dia 15 ou dia 22/04, poucas semanas após Emperor of Sand, que chegará às lojas dia 31/03.

A entrevista completa com Brent Hinds pode ser assistida no player abaixo:

Deep Purple revela tracklist e mostra música de seu novo disco

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Infinite, vigésimo disco do Deep Purple, será lançado dia 7 de abril pela earMUSIC. O álbum tem produção do experiente Bob Ezrin (Pink Floyd, Kiss, Alice Cooper) e traz dez composições inéditas.

Chama a atenção na lista de faixas do trabalho uma com o título de “Roadhouse Blues”. Não sabemos se é a mesma canção composta por Jim Morrison, Robby Krieger, Ray Manzarek e John Densmore e que faz parte do álbum Morrison Hotel, lançado pela banda norte-americana em março de 1970. Achamos que não, mas a curiosidade fica atrás da orelha.

Abaixo está o tracklist completo de Infinite, bem como o lyric video de “Time For Bedlam”, música de abertura divulgada ainda em 2016, mas que ainda não havíamos publicado aqui no site:

1. Time For Bedlam
2. Hip Boots
3. All I've Got is You
4. One Night in Vegas
5. Get Me Outta Here
6. The Surprising
7. Johnny's Band
8. On Top of the World
9. Birds of Prey
10. Roadhouse Blues

Discoteca Básica Bizz #071: Suicide - Suicide (1977)

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Eles formavam um par esquisitão: Martin Rev (teclados) era um experimentalista que tivera lições formais com o beboper Lennie Tristano, enquanto Alan Vega (voz), de ascendência hispânica e polaca, se iniciara nas artes como escultor, criando peças apenas com os estilhaços de lâmpadas quebradas. 

Em 1971, ano de ascensão do bitter sweet rock e da derrocada dos mega festivais pop, a lapidar frase "the dream is over" - que o ex-Beatle acabara de enunciar - parecia justificar a criação do Suicide: um pesadelo escuro como breu que no futuro tornar-se-ia o modelo para 99% das bandas ligadas à eletrônica (das brigadas tecno da década de 1980 à entourage cyberpunk dos anos 1990 entrincheirada no selo Wax Trax - todos, sem exceção, devem tributo à dupla).

Naquela época, Vega vivia num ateliê em Manhattan - um lugar podre, aberto 24 horas por dia para um seleto bando de heroinômanos, bêbados e degenerados em geral. Um belo dia, Rev apareceu lá, simpatizou com Vega e chamou-o para ver um show do seu grupo, o Revend V. Este tinha três baterias, três clarinetas, quatro trompetes, sax e órgão, que - óbvio - faziam um barulho terrível. Excitadíssimo com a coisa, Vega propôs a Rev um novo projeto a dois. E assim foi.

Meses depois, o Suicide estreou no Ungano, um night club para lá de caído, em Nova York. Conta a lenda que metade da plateia - vinte cobaias, ao todo - fugiu esbaforida no terceiro número. Esse padrão de rejeição seria uma constante na carreira do duo. Não fossem as noitadas no Mercer Arts Center e no CBGB's, ou as caóticas turnês pela Europa em 1978 (junto com Elvis Costello e The Clash), eles sempre foram os alvos favoritos do público, que lhes atirava pedras, garrafas, cusparadas e outros projéteis. Também, seus sets jamais primaram pela acessibilidade. Na verdade, houve um tempo em que nem sequer tinham canções: tudo que havia era um zumbido metalizante inominável, de timbre, amplitude e matiz transmutados das litanias negras do Velvet Underground, das trips opiáceas de Albert Ayler e John Coltrane e das labaredas rock and roll de obscuridades dos anos cinquenta.


Em 1977 a ira punk pareceu mera traquinagem diante de seu primeiro LP, Suicide (do selo Red Star). Aquilo era realmente assustador. Suas sete faixas liberavam uma torrente de ruídos atávicos, vomitados pelo "synth" de Rev (na prática, um velho órgão Farfisa avariado). Sons bestiais, reduzidos ao básico, que impulsionavam Vega a se entregar - entre urros e gemidos - a um ritual de niilismo, autoflagelação e morbidez estertorantes.

O festim se abria aos acordes de "Ghost Rider", um boogie à la T. Rex (após um choque elétrico de dez mil volts!) que expunha as chagas que os napalms ianques deixaram no Vietnã. Em "Rocket USA", a beat box hipnotizava a mente em eternas reverberações, enquanto "Cheree" e "Girl" - em clima cabaré-terminal - inauguravam a trilha nice 'n' sleazy, pela qual Soft Cell e afins seguiriam anos depois. No outro lado, os dez minutos de "Frankie Teardrop" redimensionavam a tragédia grega ao minimalismo, deixando um vácuo para a irrupção da funérea "Che".

Nos anos seguintes, o Suicide continuou amargando o desdém das massas, colaborou com Fassbinder (na trilha de In a Year of Thirteen Moons), registrou bissextas gravações, acabou, renasceu das próprias cinzas e, enfim, imortalizou-se.

Texto escrito por Arthur G. Couto Duarte e publicado na Bizz #071, de junho de 1991

Clássico disco de estreia do The Mist ganha relançamento mundial

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Uma das melhores e menos faladas bandas da cena de Belo Horizonte, o The Mist possui uma legião fiel de fãs que ficarão felizes da vida com o relançamento mundial do disco de estreia do grupo, Phantasmagoria. O álbum ganhará uma nova edição em CD, LP e K7, lançada em todo o planeta pela gravadora norte-americana Greyhaze Records. O disco já está em pré-venda aqui.

Tendo o vocalista Vladimir Korg (ex-Chakal) à frente, o The Mist executava um thrash metal com letras que exploravam temas mais sombrios e de ocultismo. Phantasmagoria marcou pelos vocais de Korg e pelas batidas certeiras do baterista Cristiano Salles - completavam a formação o baixista Marcello Diaz e a dupla de guitarristas Reynaldo Bedram e Roberto Lima -, e tinha potencial para alcançar um reconhecimento muito maior do que recebeu. Objeto de culto entre colecionadores de todo o mundo, o álbum finalmente está ganhando o lançamento internacional que sempre mereceu.

Se você nunca ouviu o disco, aproveite que ele está disponível para streaming no player abaixo:

31 de jan de 2017

Anthrax anuncia edição especial incrível de seu último disco

terça-feira, janeiro 31, 2017

O Anthrax anunciou o lançamento de uma edição especial, e nada convencional, de seu último álbum, For All Kings (2016). Disponível apenas na América do Norte, For All Kings 7-Inch Box Set será disponibilizado pela Megaforce em 24 de março e trará dez discos de sete polegadas - o formato chamado de “compacto" aqui no Brasil - trazendo vinte faixas. 

Fazem parte do tracklist as 11 músicas presentes no disco normal, mais dois novos covers - para “Black Math” do The White Stripes e “Carry On Wayward Son” do Kansas -, seis versões demo para canções de For All Kings e “Vice of the People”, faixa bônus lançada anteriormente apenas no mercado japonês.


A capa do box traz uma lente removível, bem como um sketch da ilustração que compõe, criada pelo ilustrador Alex Ross. Todos os dez discos vem com capas duplas coloridas com artes criadas pelo artista Stephen Thompson, além de novas fotos da banda, clicadas por Jimmy Hubbard. Fechando o pacote, cada vinil vem com uma cor diferente.

Pra você entender melhor tudo isso, a banda produziu um vídeo onde o baterista Charlie Benante faz um unboxing da nova edição de For All Kings. Assista abaixo:

Bob Dylan anuncia álbum triplo com versões para standards da música norte-americana

terça-feira, janeiro 31, 2017

Será lançado dia 31 de março o novo trabalho do lendário Bob Dylan, Prêmio Nobel de Literatura em 2016. Com o título de Triplicate, o álbum será triplo e trará versões de Dylan para trinta standards da música norte-americana.

Cada um dos discos de Triplicate explorará uma temática, separando as canções em três grupos de dez faixas intitulados ’Til the Sun Goes Down, Devil Dolls e Comin’ Home Late



Primeiro álbum triplo da carreira de Dylan, Triplicate foi produzido por Jack Frost e é o 38º disco do artista norte-americano. O trabalho foi gravado no Capitol Studios em Hollywood e traz releituras para composições de Charles Strouse e Lee Adams (“Once Upon a Time”), Harold Arlen e Ted Koehler (“Stormy Weather”), Harold Hupfield (“As Time Goes By”) e Cy Coleman e Carolyn Leigh (“The Best is Yet to Come”).

“I Could Have Told You”, primeira prévia de Triplicate, pode ser ouvida no player abaixo:

Review: Kreator - Gods of Violence (2017)

terça-feira, janeiro 31, 2017

Décimo-quarto álbum do Kreator, Gods of Violence funciona como uma espécie de carta de intenções da banda alemã: sempre estivemos aqui, sempre faremos as coisas do nosso jeito, não deixaremos nunca de ser agressivos! Lançado em 27 de janeiro, o disco traz onze canções produzidas por Jens Bogren (Haken, Fleshgod Apocalypse, Moonspell) e é uma pedrada sensacional.

Dando sequência ao que já havia mostrado em Phantom Antichrist (2012), o quarteto liderado por Mille Petrozza (vocal e guitarra) - completam a banda o guitarrista Sami Yli-Sirniö, o baixista Christian Giesler e o baterista Ventor - segue com o pé no fundo, equilibrando a agressividade inerente de sua música à intervenções de melodia sempre certeiras, alcançando um resultado final que reafirma a ótima fase vivida pela banda nos últimos anos.

O trabalho de guitarras presente em Gods of Violence é de cair o queixo, e é uma das razões que fazem o disco tão especial. A interação entre Mille e Sami é quase telepática, em uma parceria que já dura dezesseis anos e acrescentou muito à sonoridade da banda. Isso, aliado ao trabalho de composição extremamente bem executado, faz com que tenhamos uma coleção de faixas não apenas empolgante, daquelas que colocam sorrisos contínuos no rosto durante a audição, mas também um conjunto de canções com potencial para figurar entre os grandes momentos da trajetória do Kreator.

De modo geral, temos em Gods of Violence um disco no mesmo nível de Phantom Antichrist, o que quer dizer muita coisa. O álbum de 2012 foi excelente, e a principal diferença percebida em relação ao novo disco é a presença maior de melodia em Gods of Violence, enquanto em Phantom Antichrist fomos brindados com uma violência genuína e onipresente. Essa mudança em um dos eixos principais das canções pode fazer com que uns prefiram um trabalho ao outro, conforme o seu gosto pessoal. No entanto, o Kreator conseguiu alcançar, em ambos os casos, resultados sensacionais, demonstrando a capacidade que Mille e sua turma possuem em explorar os diferentes ingredientes que compõe o thrash metal.

Entre as faixas, as minhas preferidas são “World War Now”, “Satan is Real”, “Totalitarian Terror”, “Army of Storms” e “Fallen Brother” (que ganhou um clipe bem legal homenageando ícones falecidos do metal como Dio, Lemmy e outros). Chama a atenção também a sutil semelhança, em um pequeno trecho nos acordes da introdução acústica da música que dá nome ao disco, com a clássica “Fade to Black”, do Metallica. Uma pequena curiosidade em outra das ótimas canções que fazem de Gods of Violence um dos grandes momentos da carreira do Kreator.

Desde já, um dos pontos altos do metal em 2017.

Empresa lança meias com estampas do Iron Maiden, Motörhead e Slayer

terça-feira, janeiro 31, 2017

Agora você pode curtir o som de suas bandas favoritas e bater o seu pezinho no ritmo de suas canções prediletas. A Stance, marca de meias de luxo norte-americana, está lançando três modelos dedicados a nomes lendários do rock pesado: Iron Maiden, Motörhead e Slayer.

As meias estão disponíveis para venda aqui e trazem ilustrações de discos clássicos dos grupos. Vale mencionar que a marca está disponível no Brasil - siga o Facebook deles.

Pra bater o pezinho e deixar ele quentinho ;-)



30 de jan de 2017

Novidades sonoras do Kreator, Black Star Riders, Danko Jones e Arch Enemy

segunda-feira, janeiro 30, 2017

Uma rápida compilação com clipes e novidades sonoras que saíram nos últimos dias. O Kreator, lenda do thrash germânico, está com disco novo - Gods of Violence - e para promover o álbum lançou o clipe da faixa “Fallen Brother”. O vídeo da canção homenageia ídolos da banda - e de todos nós - como Lemmy Kilmister, Jeff Hanneman, Cliff Burton, Chuck Schuldiner, Peter Steele, David Bowie e Bon Scott, entre outros. Legal pra caramba!

Já o Black Star Riders liberou o lyric video de “Heavy Fire”, música que estará no novo trabalho da banda, batizado com o nome da canção. Hard rock direto ao ponto, com pegada e melodia. O disco será lançado dia 3 de fevereiro pela Nuclear Blast.

Outro que tem novidades é o Danko Jones. O trio canadense soltou “My Little RnR”, primeira prévia de seu novo álbum, Wild Cat, com data de lançamento marcada para 3 de março. Nada de novo no front: tudo vem com a mesma pegada contagiante e energética característica da banda, para alegria de quem curte um hard sem frescuras e invenções.

Indo para os terrenos mais extremos, o Arch Enemy divulgou o vídeo de “War Eternal” gravado ao vivo durante a última edição do Wacken Open Air. A música faz parte de As the Stages Burn!, novo DVD dos suecos, que chegará às lojas dia 31 de março pela Century Media. Só duas coisas: como é bonita e como canta essa Alissa White-Gluz, né não? E preste atenção no segundo guitarrista: Jeff Loomis, ex-Nevermore.

[LISTA ATUALIZADA] Lojinha Collectors Room - Revistas Classic Rock

segunda-feira, janeiro 30, 2017

Abaixo estão várias edições da revista inglesa Classic Rock, vindas da minha coleção pessoal. Estou vendendo todas elas, pelos preços especificados em cada edição abaixo. Envio gratuito para todo o Brasil.

Para comprar, basta enviar um e-mail para falacollectorsroom@gmail.com. Dúvidas e perguntas também podem ser enviadas através deste e-mail.

Importante: CDs e pôsteres não estão incluídos.



Classic Rock #160 (julho de 2011)
Capa com Guns N' Roses
Matérias com Guns N' Roses, Judas Priest, AC/DC, Black Country Communion e outros
R$ 25,00


Classic Rock #161 (agosto de 2011)
Capa com Led Zeppelin
Matérias com Led Zeppelin, Ozzy Osbourne, Red Hot Chili Peppers, Yes, Steven Tyler e outros
R$ 25,00


Classic Rock #162 (setembro de 2011)
Capa com AC/DC
Matérias com AC/DC, Kiss, Deep Purple, Faces, Queen, Lou Reed com Metallica, Jane´s Addiction, Captain Beyond e outros
R$ 25,00


Classic Rock #163 (outubro de 2011)
Capa com Jimi Hendrix
Matéria sobre as histórias mais bizarras do rock, Jimi Hendrix, Guns N´ Roses, Leslie West, Pink Floyd e outros
R$ 25,00


Classic Rock #164 (novembro de 2011)
Capa com Pearl Jam
Matérias com Pearl Jam, Lou Reed com Metallica, Peter Gabriel, Rod Stewart, Tony Iommi, Rolling Stones e outros
R$ 25,00


Classic Rock #165 (dezembro de 2011)
Capa com Jeff Beck
Matérias com Jeff Beck, Foo Fighters, The Who, Scorpions, Queen e outros
R$ 25,00


Classic Rock #166 (janeiro de 2012)
Capa especial thrash metal
Matérias sobre a história do thrash metal, AC/DC, Axl Rose, Allman Brothers e outros
R$ 25,00


Classic Rock #167 (fevereiro de 2012)
Capa com Joe Bonamassa
Matérias com Joe Bonamassa, Aerosmith, Thin Lizzy, Slash, Kiss, Black Sabbath, ZZ Top, Judas Priest e outros
R$ 25,00



Classic Rock #170 (maio de 2012)
Capa com AC/DC
Matérias com Rory Gallagher, Black Stone Cherry, Rival Sons, Ghost, The Answer, Iron Maiden e outros
R$ 25,00


Classic Rock #171 (junho de 2012)
Capa com Slash
Matérias com Slash, Pink Floyd, The Cult, T. Rex, Uriah Heep, Europe e outros
R$ 25,00


Classic Rock #172 (julho de 2012)
Capa com Rush
Matérias com Rush, Led Zeppelin, Black Sabbath, Neil Young, turnê conjunta entre Guns N´Roses e Metallica, e outros
R$ 25,00




Classic Rock #173 (agosto de 2012)
Capa com Robert Plant
Matéria especial sobre o ano de 1977, David Bowie, Heart, The Damned, Journey, Muddy Waters e outros
R$ 25,00

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