3 de jun de 2017

Steven Wilson divulga segunda música de novo disco

sábado, junho 03, 2017

Steven Wilson colocou na rede mais uma música de seu novo álbum, To the Bone, que tem data de lançamento marcada para o dia 13 de agosto. "The Same Asylum As Before" tem um certo ar do Genesis de Peter Gabriel e traz algumas guitarras bem legais. 

A banda que está ao lado de Wilson no disco é formada por Jeremy Stacey (bateria), Robin Mullarkey (baixo), Adam Holzman (piano Wurlitzer), Nina Tayeb (backing vocals) e Dave Kilminster (backing vocals). Os arranjos de cordas do trabalho foram criados por Dave Stewart e executados pela London Session Orchestra.


Ouça abaixo:


Eloy, nome clássico do prog, anuncia novo álbum conceitual

sábado, junho 03, 2017

A banda alemã Eloy dará fim a oito anos sem material inédito com o lançamento, dia 25 de agosto, de seu novo disco. The Vision, The Sword and The Pyre é um trabalho conceitual e o primeiro de dois discos que que contarão a história de Joana D´Arc. A cantora canadense Alice Merton interpreta o papel de Joana.

Este é o primeiro disco do Eloy desde Visionary, lançado em 2009.  A formação atual do grupo conta com Frank Bornemann (vocal e guitarra), Michael Gerlach (teclado), Klaus-Peter Matziol (baixo), Bodo Schopf (bateria), Hannes Folberth (teclado) e Steve Mann (guitarra).

Como foi o funeral de Gregg Allman

sábado, junho 03, 2017

Aconteceu na tarde deste sábado em Macon, Georgia, o funeral de Gregg Allman, falecido no último dia 27 de maio aos 69 anos. O vocalista e tecladista da Allman Brothers Band foi enterrado ao lado de seu irmão Duane, que morreu em 1971, e do baixista da banda, Barry Oakley, falecido em 1972.

A cerimônia contou com a presença do ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, e da ex-esposa de Gregg, a cantora e atriz Cher. Além disso, amigos e companheiros de banda como Derek Trucks estiveram no funeral para dar o último adeus a Allman.




Devon, Layla e Delilah Island, filhos de Gregg Allman, falaram palavras emocionadas ao se despedirem do pai. Galadrielle, sobrinha de Gregg e filha de Duane, também falou algumas palavras sobre o tio, assim como o amigo de longa data Chank Middleton e o manager Michael Lehman. A pedido do próprio Gregg Allman, todos os presentes estavam trajando jeans e nenhum vestiu um terno.

Após o cerimônia para a família, centenas de fãs, a maiora vestindo camisetas da Allman Brother Band e ouvindo músicas da lendária banda norte-americana, se dirigiram ao túmulo de Gregg para homenagear o músico.





Sin City, uma das melhores obras de Frank Miller, vai ganhar uma série de TV

sábado, junho 03, 2017

Um dos grandes trabalhos de Frank Miller, Sin City nasceu nas HQs e já chegou aos cinemas em dois filmes dirigidos por Miller em parceria com Robert Rodriguez.

Agora, os fãs de Marv e companhia terão também uma série de TV para curtir o universo noir criado pelo autor norte-americano.

Glen Mazzara, de The Shield e The Walking Dead, encabeçca o projeto, que terá a direção de Len Wiseman (Sleepy Hollow, Lucifer). A produção ficará sob responsabilidade de Stehen L´Heureux (que produziu as adaptações para o cinema) e do próprio Frank Miller.

Bloody Hammers anuncia EP e lança novo vídeo

sábado, junho 03, 2017

Um dos nomes mais legais do metal gótico atual tem novidades para os ouvidos. O Bloody Hammers lançará dia 14 de julho o EP The Horrific Case of Bloody Hammers. O disco terá uma prensagem limitada de apenas 300 cópias e trará seis faixas.

Abaixo você confere o tracklist e também assiste ao vídeo de "Blood", uma das músicas do EP:


1 Gates Of Hell

2 Blood
3 The Beyond
4 Vultures Circle Overland
5 All The Colors Of The Dark
6 The Bloodsucker Leads The Dance

Marty Friedman anuncia novo disco e mostra nova música

sábado, junho 03, 2017

Marty Friedman, ex-guitarrista do Megadeth, lançará dia 4 de agosto o seu novo disco solo. O álbum tem o título de Wall of Sound e é o sucessor de Inferno, liberado em 2014.

No trabalho, Friedman contou com a participação especial de músicos como Shiv Mehra (Deafheaven), Jorgen Munkeby (Shining) e Jinxx (Black Beil Brides).


O guitarrista divilgou também a faixa de abertura de Wall of Sound, "Self Pollution". Ouça abaixo:


Passaportes, documentos e objetos pessoais do Saxon são roubados em festival sueco

sábado, junho 03, 2017

O Saxon tocou nesta quinta, 01/06, no U Rock Festival, evento que aconteceu na cidade sueca de Umeå. 

Porém, durante a apresentação da banda, alguém invadiu o camarim do grupo e roubou os passaportes, documentos, telefones celulares e objetos pessoais dos músicos.  

A polícia sueca está investigando o caso para que a banda inglesa possa dar seguimento em sua turnê.

O Them Crooked Vultures está preparando o seu retorno

sábado, junho 03, 2017

Segundo Dave Grohl, as conversas com Josh Homme e John Paul Jones para um retorno do Them Crooked Vultures estão avançadas. 

De acordo com o líder do Foo Fighters, mesmo com a agenda do trio estando ocupada - o Foo Fighters e o Queens of the Stone Age estão trabalhando em novos discos e John Paul Jones estaria envolvido em uma reunião do Led Zeppelin para comemorar o cinquentenário da banda em 2018 -, o desejo dos três é retomar o TCV e gravar um novo álbum no futuro.

O auto-intitulado disco de estreia do trio saiu em 2009. 

Resultado de exame toxicológico de Chris Cornell revela coquetel de drogas

sábado, junho 03, 2017

O exame toxicológico no corpo de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e do Audioslave, foi divulgado. E o resultado mostrou que o músico utilizou um coquetel de drogas controladas antes de morrer. Foram encontrados na corrente sanguínea de Cornell traços do sedativo Butalbital, do ansiolítico Lorapezam, do descongestionante Pseudoefedrina e outros barbitúricos.

Vicky, esposa de Cornell, acredita que o músico estava desorientado devido ao abuso das substâncias e que não tinha o desejo de tirar a própria vida: "Muitos de nós que conhecíamos bem o Chris percebemos que ele não era o mesmo nas suas últimas horas e que algo estava errado. Aprendemos com esse relatório que várias substâncias foram encontradas em seu sistema. Após anos de sobriedade, esse momento de terrível julgamento parece ter afetado e alterado seu estado mental. Algo claramente deu muito errado e eu e meus filhos estamos com os corações partidos e devastados pelo fato desse momento não poder ser voltado atrás. Apreciamos todo o amor que recebemos durante esse período extremamente difícil e estamos dedicados em ajudar outras pessoas para que esse tipo de tragédia não aconteça", declarou a viúva do vocalista.

Rock am Ring, maior festival de rock da Alemanha, é evacuado após ameaça terrorista

sábado, junho 03, 2017

Começaria nesta sexta, 02/06, a edição 2017 do Rock am Ring, o maior festival de rock da Alemanha. Com público estimado superior a 80 mil pessoas por dia, o festival iria até domingo e teria atrações como Rammstein, Liam Gallagher, In Flames, Rival Sons, System of a Down, Alter Bridge, Gojira e outros.

Pois o festival precisou ser evacuado após a polícia alemã receber fortes indícios de que um ataque terrorista estava prestes a acontecer. O local do festival e as proximidades foram esvaziados, com mais de 80 mil pessoas sendo retiradas. Um número superior a 1.200 policiais trabalhou na operação e seguiu no local após o público ser retirado.


Três pessoas foram detidas após investigação. Os indivíduos fazem parte do movimento salafista presente no estado de Hesse, na região central da Alemanha. Após interrogatório, o trio foi liberado.

O festival continuará neste sábado, segundo anúncio feito pelas autoridades que investigaram o caso e pela organização do Rock am Ring. Após buscas intensas no local, nada foi encontrado.

2 de jun de 2017

Minha Coleção: conheça Anderson Oliveira, o maior colecionador de Black Crowes do mundo (e que por esta razão acabou trabalhando com a própria banda)

sexta-feira, junho 02, 2017

Anderson, nós nos conhecemos na faculdade, já que éramos colegas de curso. Depois, você saiu do Brasil e foi para San Francisco. Conte um pouco disto tudo apresentando-se aos nossos leitores.

Meu nome é Anderson Oliveira, tenho 43 anos e sou Director of Creative Technology em uma agência de publicidade aqui em San Francisco, na California. Me formei em Publicidade e Propaganda em 1999 e voltei para minha cidade natal no interior do Rio Grande do Sul, chamada Santa Rosa. Em 2005 fiz pós-graduacão em Publicidade e Cultura Contemporânea e acabei me mudando para Passo Fundo (RS). No final de 2007 recebi uma proposta de trabalho em San Francisco e acabei me mudando de mala e cuia, como diz o gaúcho. Sou casado e tenho um daschund chamado Willie.

Quantos discos você tem em sua coleção?

Huuumm, difícil dizer. Aproximadamente uns 2.000 LPs e uns 5.000 CDs. Até tentei catalogar tudo, mas como sempre estou comprando discos estava ficando difícil. Pelo menos uma vez por semana recebo alguns LPs e CDs. Chega final de semana e começo a escutar o que recebi na semana. Mas vou ter que começar de novo. Às vezes acontece de comprar um disco que já tenho. Deixei muitos CDs e LPs no Brasil, mas sempre quando dá trago alguns pra cá.

Quando você começou a colecionar discos?

Comecei a colecionar discos quando tinha uns 11 anos mais ou menos. Música sempre foi parte da minha vida. Meu pai tinha LPs do Chico Buarque e Roberto Carlos, e minha mãe dos Beatles e Elvis Presley. Ainda me lembro até hoje do tocador de disco da época.


Você lembra qual foi o seu primeiro disco? Ainda o tem em sua coleção?

Com certeza. Estava jogando bola com um amigo que era mais velho (uns 2-3 anos) e o pai dele tinha uma boate e sempre levava discos pra casa. Ele sempre estava escutando música. Éramos vizinhos e podia escutar. Na época ele me perguntou se eu conhecia Peter Frampton e a música "Breaking All the Rules". Acho porque sempre aparecia nos comerciais de cigarros da Hollywood (risos). Uns dias mais tarde acabei achando uma loja de discos na cidade e achei o Peter Frampton Special em LP. Está comigo até hoje. Tinha uns 11 anos mais ou menos.

Quando caiu a ficha e você percebeu que não era só um ouvinte de música, mas sim um colecionador de discos?

Depois que comprei o Peter Frampton, comecei a me interessar mais mas não tinha grana para comprar. Quando completei 13 anos consegui um emprego de menor estagiário no Banco do Brasil. Aí a ficha caiu :) … Todo meu salário era gasto em discos. LPs, CDs e cassette. Comprava muito. Na época o CD era muito caro e você só conseguia coisa importada. Lembro até hoje quando recebi meu primeiro salário. Peguei todo o dinheiro e fui direto em uma loja de discos. Aí começou a paixão. Hoje não posso gastar tudo, mas reservo uma boa parte do meu salário só para música. Shows, discos, VIP’s, … Também lembro que na época meu primo vinha nos visitar e ele era fã de Led Zeppelin e Hendrix. Colocava a fita-cassette e me dizia: "Escuta isso". Isso ajudou também.


Você sempre foi um grande colecionador de material do The Black Crowes. Quando surgiu a paixão pela banda?

Na época que morava em Santa Rosa meu pai colocou uma parabólica em casa. MTV rolava direto. Um dia vi o clipe de "She Talks to Angels" e resolvi saber mais da banda. Morando em uma cidade pequena e sem internet era muito difícil, mas sempre quando viajava para outra cidade começava a procurar lojas de discos para ver se eles tinha algo do The Black Crowes. Em 1992 lembro que fomos a Balneário Camboriú passar umas férias e tinha uma loja de discos. Na mesma época eles estavam lançado o Southern Harmony and Musical Companion. Estava procurando o primeiro disco, Shake Your Money Maker, mas não existia. Acabei achando uma fita K7 do SHAMC. A fita rolava o dia inteiro. Um ano mais tarde acabei achando o SYMM também em Balneário, mas desta vez era um CD importado, muito caro por sinal. Anos mais tarde fui fazer cursinho em Santa Maria para estudar para o vestibular. Guri do interior em cidade maior e com loja de discos aí você ja viu o que ia dar (risos). Ficava sempre procurando por material do The Black Crowes.  Fiquei algumas semanas deixando de comer para guardar grana para comprar algo deles. Valeu cada centavo.

Sei que essa relação com o Black Crowes rendeu um convite para trabalhar com a própria banda durante anos. Como foi isso?

Na época de 90 comecei a colecionar material da banda. Eles sempre apoiaram os fãs a gravar os shows e trocar com outras pessoas/fãs. Comecei a me conectar com pessoas dos Estados Unidos e na época eles faziam o B&P (Blank and Postage). Você mandava os CDs virgens e o dinheiro da postagem e eles gravavam e mandavam de volta. Na mesma época começou a febre do Napster. Aí ficava fácil de colecionar MP3 deles. Meu computador ficava ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana. Chegou um ponto que eu não sabia mais o que eu tinha da banda e o que eu gostaria de ter - minha wishlist. Resolvi então fazer um site onde catalogava minha coleção para outros fãs verem e trocar CDs, DVDs, K7s, pôsteres. 

Um dia recebi um e-mail da tour manager do The Black Crowes (Amy Finkle) e do webmaster Robert Garthe (Boa) dizendo que gostariam de entrar em contato comigo e falar sobre meu site. Achei que era uma pegadinha. Marcamos um horário e eles ligaram. Lembro até hoje, foi no dia 19 de novembro de 2004, às 13h30. Falaram que gostaram muito do site e perguntaram se eu gostaria de ‘ceder’ o site para a banda, para ser o oficial deles. Eles estavam em um período de ‘hiatus’ e voltariam em 2005. Um sonho para qualquer fã, com certeza. A partir daí fui o responsável do site da banda, Facebook, Twitter, Instagram. Quando a banda acabou em 2013, comecei a fazer trabalhos para o Chris Robinson Brotherhood e para o Rich Robinson. 



Como estar lado a lado com seus ídolos e conhecê-los pessoalmente influenciou o seu entendimento da obra dos Crowes?

Absolutamente. Conversar com eles e ter um contato influenciou muito. Comecei a ir nas passagens de som antes dos shows, perguntar mais sobre certa época, conversar com as pessoas que trabalham com a banda. Com isso consegui muita coisa que nenhum fã tem. Gravações que nunca foram divulgadas, artes que nunca foram usadas. Como coleciono LPs, CDs, cassettes, DVDs, acabei comprando tudo do The Black Crowes. Material feito na Europa, Japão, Argentina, México. A lista é enorme. Muita coisa eles mesmonão tem nem ideia que existe. Conheci muita coisa através deles também, não só material do The Black Crowes, mas outros artistas. O Chris Robinson sempre levava LPs ou MP3 para escutar entre a passagem de som e o show. Conheci muitos artistas através dele também. Alguns ele produziu, outros ele mostrava o que ele gostava. Ou falava: ‘Hey, listen this guy.’

Você mora nos Estados Unidos há anos. Quais as principais diferenças que vê entre o mercado de discos norte-americano e o brasileiro?

Muita. Uma é o preço. ☺ O mercado de records nos EUA está crescendo muito. Hoje em dia até adolescentes estão saindo nas lojas para comprar LPs. O vinil voltou a ser a mídia preferida. Gravadoras estão relançando muita coisa que foi lançada antigamente. Estão lançando muita coisa que nunca foi prensada em vinil. Isso é maravilhoso.

Uma das coisas que está influenciando muito neste aspecto é o Record Store Day. Muitos artistas estão lançando material inédito somente em LP. Se você não tem o LP, não vai escutar em nenhum outro lugar. O Record Store Day acontece uma vez por ano, sempre no terceiro sábado de abril. Aqui em San Francisco tem duas lojas muito boas, a Amoeba e a Rasputin. Eu acordava às 3 da manhã e ia para a frente da loja pra ficar na fila. Normalmente as lojas abrem às 10 da manhã. Os records são limitados, entre 1.000 e 2.000 cópias para os Estados Unidos inteiro. Se você não ficar na fila e conseguir comprar, pode pagar muito mais depois. Normalmente as lojas só tem uma cópia de cada LP.





Como você organiza a sua coleção? Por ordem alfabética, de gêneros ou usa algum outro critério?

Tento organizer por ordem alfabética, mas fica difícil. Como compro records cada semana, fica meio complicado arrumar tudo em ordem alfabética, porque minhas estantes ja estão cheias. Aí tenho que mudar discos de lugar e tal. 

Onde você guarda a sua coleção? Foi preciso construir um móvel exclusivo pra guardar tudo, ou você conseguiu resolver com estantes mesmo?

No início comprei uma estante da Ikea (Kallax), mas como só podia guardar uns 300 LPs nela, acabei comprando duas maiores, mas já estão cheias. Uma coisa boa das estantes da Ikea é que elas são modulares/cubo. Você compra uma e pode comprar mais depois e ir montando conforme seu espaço. Tenho records espalhado pela casa inteira. Minhas estantes ja estão cheias, aí começo a colocar em outros lugares. Meus CDs estão todos sem a embalagem de acrílico. Coloco dentro de uns plásticos específicos para CD, assim me ajuda a poupar lugar na estante.






Que dica de conservação você dá para quem também coleciona discos?

Principal: guarde em um local onde não tenha contato com a poeira e a umidade. Há uns anos atrás comprei o Spin Clean MKII Record Washing System para limpar meus records. Funciona, mas não é muito prático. Uns meses depois comprei o Record Doctor V Cleaning Machine. Esse me ajudou muito para limpar aqueles LP que achava em garagens, brechós e porões, pois usa um sistema a vácuo. Sempre que compro um LP procuro limpar antes de escutar, seja novo ou usado. Deste jeito já fica limpo para a próxima vez que for escutar.

Você já ouviu tudo que tem? Consegue ouvir os títulos que tem em sua coleção frequentemente?

Não, e não sei se vou conseguir. Tenho muita coisa lacrada ainda. Normalmente compro CD e LP. Escuto o CD e deixo o LP lacrado. Mas depende. Muitas vezes prefiro escutar o LP e deixo o CD lacrado (risos). Quem sabe um dia não precise mais trabalhar e posso começar a escutar todos os discos que possuo (risos).




Qual o seu gênero musical favorito e a sua banda preferida?

Pergunta difícil, depende o dia. Tem dias que gosto de heavy metal, tem dias que prefiro o blues, dias de rock, dias de soul music. Mas nunca vai ter um dia de axé, pagode ou sertanejo (risos). A minha banda preferida é o The Black Crowes, mas gosto muito também de Megadeth, Sepultura, Iron Maiden, Metallica, Soudgarden, Pearl Jam, Temple of the Dog, Robert Johnson.

De qual banda você tem mais itens em sua coleção?

The Black Crowes, com certeza. Mas também tenho muita coisa do Pearl Jam, Iron Maiden, Metallica, Motorhead e AC/DC. The Black Crowes parei de contar, mas creio que cerca de uns 1.200 CDs e uns 200 LPs. Eles vendem os CDs dos shows no liveblackcrowes.com e livechrisrobinsonbrotherhood.com





Quais são os itens mais raros, e também aqueles que você mais gosta, na sua coleção?

Tenho vários, mas alguns que lembro agora:

Pearl Jam Benaroya Hall LP Box Set – 2.000 cópias numeradas produzidas. Lacrado.

Robert Johnson – The Complete Original Masters Centennial Edition lacrado – 12 LPs de 10 polegadas e 45 RPM.

Chris Robinson – The Destruction of the Cities by Space Vehicles - Live in Paris LP lacrado e autografado – 30 cópias feitas. A gravadora faliu e não distribuíram. As únicas cópias que estão circulando foram resgatadas do lixo quando a gravadora colocou fora, em 2001. 

The Black Crowes Southern Harmony and Musical Companion Box Set promocional – 100 cópias produzidas e numeradas. Autografado.

Chris Robinson Brotherhood – Betty’s Blend Vol. 1 LP – 2.000 cópias produzidas.

Todos LPs do Black Rebel Motorcycle autografados.

Alguns do Ozzy, Zakk Wylde e Black Label Society autografados.

Alguns LPs do Stereophonics autografados.

Alguns test pressing LPs do The Black Crowes – Fazem umas 3 ou 4 cópias para aprovar a produção.

Pearl Jam Greatest Hits em LP

Você é daqueles que precisa ter várias versões do mesmo disco em seu acervo, ou se contenta em completar as discografias das bandas que mais curte?

Ainda pergunta? (risos) Claro! Tenho muita coisa do The Black Crowes em várias versões. SHAMC tenho umas 20 cópias do LP. SYMM tenho umas 15 cópias do LP. Amorica tenho umas 20 cópias do LP. Mas todas as cópias são de outros países. Tenho de outras bandas também. 
Agora, com o Record Store Day, costuma comprar duas cópias de cada título: uma fica lacrada e a outro eu escuto. Isso se conseguir achar 2 cópias, claro (risos). Tenho algumas cópias extras do CRB, Motorhead, Pearl Jam, Rich Robinson, Jimmy Page.





Além de discos (CDs, LPs), você possui alguma outra coleção?

Pôsteres. Além de colecionar tudo do The Black Crowes (no momento tenho cerca de 400 pôsteres da banda), coleciono pôsteres de shows que eu vou aqui na California. Em todos os shows as bandas vendem pôsteres. Pelo menos aqui em San Francisco as venues/clubes também distribuem pôsteres no final dos shows.

Em uma época como essa, onde as lojas de discos estão em extinção, como você faz para comprar discos? Ainda frequente alguma loja física ou é tudo pela internet?

Sim. Como disse anteriormente, tem muita coisa sendo prensada novamente. Não acredito que esteja em extinção. Pelo menos aqui abre muita loja de vinil. San Francisco tem muita loja de bandas independentes. Costumo ir na Amoeba sempre que dá um tempinho. Muita coisa compro pelo eBay ou no Yahoo Japão. Mas gosto de ir na loja e procurar. Record digging. Você encontra mais as primeiras edições e não a repress. 

Aqui pelo menos a venda do formato físico cresceu muito nos últimos anos. A venda de records cresçeu mais do que a venda de MP3/iTunes. Umas das pessoas que ajudou e influenciou isso, além do Record Store Day, foi o Jack White do White Stripes. Ele montou uma record plant em Nashville uns anos atrás só para produzir LPs (a Third Man Records). Hoje você pode ser um membro do clube e receber vinis em casa. Neil Young, Pearl Jam, Willie Nelson, muitos artistas estão fazendo records com ele, muitas vezes somente para os membros do clube, outros para serem vendidos em lojas, versões limitadas e tal.





Que loja de discos você indica para os nossos leitores? 

Amoeba e Rasputin. As duas estão localizadas na Haight Street, em San Francisco. Amoeba é a maior. Se forem lá, programem-se para ficar algumas horas. Tem uma outra loja aqui em San Francisco chamada 101 Music. Poucas pessoas conhecem. A loja é de instrumentos musicais e aparelhos eletrônicos, mas se você for no fundo da loja e descer uma escada minúscula vai encontrar caixas e caixas de LPs. A última vez eles tinham cerca de 30.000 records. Fiquei um dia inteiro lá e não cheguei a olhar 1/3. Eles não organizaram por gênero, então está tudo misturado.

Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou discos?

Não foi muito estranho, na verdade. Fui passar férias no Brasil e acabei indo a Passo Fundo. Comecei a procurar lojas de LPs e achei uma por engano, eu acho.(risos) A loja só vendia móveis antigos. Entrei e no porão e tinha mais ou menos umas 10 caixas de LPs. Consegui comprar alguma coisa. 

O que as pessoas pensam da sua coleção de discos, já que vivemos um tempo em que o formato físico tem caído em desuso e a música migrou para o formato digital?

Meus amigos gostam. Eles ainda perguntam quando vou emprestar alguns discos. Eles admiram o tempo que eu gasto na fila para o Record Store Day. Um deles até me disse um dia: "Se você for na Amoeba e achar tal disco, pode comprar para mim? Não tenho muito tempo de ir lá”. 

Minha esposa disse: "Não temos mais espaço para LPs. Se comprar mais um vinil, um tem que sair”. Impossível. Mas quando saímos e visitamos alguma Record Store, ela esquece e também começa a procurar coisas que ela gosta. Meus pais estiveram aqui uns meses atrás e já queriam fazer planos para montar uma estante para quando eu for ao Brasil e poder levar alguns records para escutar lá (risos).





Você se espelha em alguma outra coleção de discos, ou outro colecionador, para seguir com a sua? Alguém o inspira nessa jornada?

Na verdade, não. Procuro colecionar algo que gosto, bandas que curto. Uns anos atrás me inspirava em um fã do The Black Crowes que tinha quase tudo. Hoje o papel se inverteu e ele se inspira em mim. Algumas vezes minha esposa acha algo que gosto e me manda um link para comprar ou ver se não tenho. Ela estava em Portugal uns meses atrás e pedi para ela ver se achava alguma Record Store. Ia fazer um Facetime e dizer qual ela deveria comprar.

Qual o valor cultural, e não apenas financeiro, que você vê em uma coleção de discos?

O que gosto muito é ver a arte do LP.  Deste o encarte, capa. Escutar um disco e estar com a capa na mão e aproveitar não tem explicação. Me sinto feliz quando chego em casa e vejo os records na estante e penso: O que vou escutar hoje?





Vai chegar uma hora em que você vai dizer "pronto, tenho tudo o que queria e não preciso comprar mais discos", ou isso é uma utopia para um colecionador?

Nunca. Sempre vai ter algo para comprar. Sempre vai ter uma banda nova. Sempre vai ter um novo lançamento de alguma coisa que você não tem. Um ano atrás comprei uma Presto 1940 Record Lathe. Para quem não sabe, é uma máquina para fazer records. Na época (1940), as estações de rádio utilizavam para gravar os programas. Cada vinil é feito em tempo real. Se um record tem 50 minutos, demora 50 minutos para fazer. Comprei para fazer os títulos que gostaria de escutar e que nunca foram lançados em vinil.

O que significa ser um colecionador de discos?

Sempre estar com os ouvidos abertos. Buscar coisas novas. Colecionar me ensinou a aproveitar mais a mídia. Um LP tem um som diferente do CD e isso não tem como substituir. Você tirar o LP da capa, colocar no toca-disco, trocar de lado, limpar o disco, …





Qual o papel da música na sua vida?

Música me inspira. Música me alegra. Como trabalho com tecnologia aqui em San Francisco, costumo escutar muita música enquanto trabalho. Me ajuda a resolver problemas, tirar o stress do dia a dia. Uma terapia. Gasto com records e não com o terapeuta (risos).

Pra fechar: o que você está ouvindo e o que recomenda para os nossos leitores?

No momento estou escutando Chis Robinson Brotherhood (Betty’s Blend Vol.1 e Vol.3).

Recomendo:
Black Rebel Motorcycle Club (banda aqui de San Francisco)
Black Label Society
The Black Crowes – Southern Harmony and Musical Companion 
Kadavar
Graveyard
Blue Pills
London Souls








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