5 de ago de 2017

Documentário conta a história da guitarra a partir da revolução dos guitar heroes

sábado, agosto 05, 2017

O documentário Blood, Frets and Tears: In the Hands of Gods será lançado dia 11 de novembro e tem como objetivo contar a evolução da guitarra tendo como foco narrativo as revoluções causadas por guitar heroes como Eric Clapton, Jimi Hendrix, Jeff Beck, Jimmy Page, Eddie Van Halen, Yngwie Malmsteen e Slash, entre outros.


O filme traz entrevistas com dezenas de músicos e ainda não tem previsão de exibição no Brasil.


Para saber mais, assista ao trailer abaixo:


4 de ago de 2017

Review: Accept - The Rise of Chaos (2017)

sexta-feira, agosto 04, 2017

Alguns renascimentos que a gente assiste no mundo do rock são tão improváveis que conseguem rivalizar com a mais poderosa das fênix. E o caso do Accept certamente se enquadra entre eles. Uma das melhores e mais influentes bandas do heavy metal, os alemães alcançaram o auge durante os anos 1980 com discos clássicos como Restless and Wild (1982), Balls to the Wall (1983) e Metal Heart (1985). No entanto, as constantes e infinitas brigas com o vocalista Udo Dirkschneider levaram o cantor, uma das marcas registradas do som do grupo, a trilhar outros caminhos.

Sem um de seus principais integrantes, o Accept entrou em hiato por longos 14 anos, ficando sem lançar nenhum material inédito entre 1996 e 2010. Até que, surpreendendo até o mais cético dos fãs, ressurgiu das cinzas com o excelente Blood of the Nations (2010), que trouxe Mark Tornillo no lugar de Udo. E, desde então, vem lançando bons discos em sequência.

The Rise of Chaos é o quarto álbum com Tornillo e o décimo-quinto trabalho da carreira dos alemães. Produzido por Andy Sneap, o disco está sendo lançado em todo o mundo pela Nuclear Blast e traz dez novas canções. O álbum marca também as estreias do guitarrista Uwe Lulis e do baterista Christopher Williams, que assumiram os postos anteriormente ocupados por Herman Frank e Stefan Schwarzmann. O guitarrista e líder Wolf Hoffmann e o baixista Peter Baltes completam o time.

Musicalmente, temos um álbum que mantém a mesma pegada adotada desde Blood of the Nations, honrando a sonoridade de metal clássico que sempre esteve associada à banda. No entanto, é possível perceber uma inserção maior de elementos mais rock and roll, responsáveis por tornar o som mais direto em músicas como as ótimas “Koolaid" e “Analog Man”. 

Como em todo o disco dos alemães, as guitarras ditam a sonoridade, seja através dos riffs ou com os solos, que seguem mantendo características de música clássica (paixão declarada de Hoffmann), ainda que de maneira mais sutil se comparamos com os álbuns anteriores. Outro ponto marcante da música do Accept, os refrãos, surgem firmes e fortes, imprimindo aquele agradável clima de “chamada e resposta” em várias das faixas.

The Rise of Chaos é mais um ótimo disco de uma banda que soube se levantar e recomeçar como poucas. O álbum é um triunfo à altura de um dos maiores nomes da história do metal, e agradará em cheio headbangers de todas as idades.

Documentário mostra como foi a passagem do filho de Robert Trujillo pela KoRn

sexta-feira, agosto 04, 2017

A Rolling Stone colocou no ar um documentário de 15 minutos intitulado KoRn and the Prodigy Son. O filme mostra como foi a passagem de Tye Trujillo, o filho de 12 anos de Robert Trujillo, do Metallica, que tocou com o KoRn na recente turnê sul-americana da banda.

O doc foi dirigido por Sébastien Paquet, videomaker que acompanha todas as turnês do KoRn.

Você pode assistir a KoRn and the Prodigy Son no player abaixo:

Ouça “Die Baby Die”, nova música do Kadavar

sexta-feira, agosto 04, 2017

Os alemães do Kadavar liberaram a primeira prévia de seu novo disco, Rough Times, e ela é ótima. “Die Baby Die”, que pode ser conferida no player abaixo, traz a característica união entre hard rock e psicodelia do trio germânico, e é uma ótima composição.

O quarto álbum do Kadavar será lançado dia 29 de setembro pela Nuclear Blast.

Assista no volume máximo:

Novidades para os fãs do Montrose

sexta-feira, agosto 04, 2017

O último disco de Ronnie Montrose, falecido em 2012, finalmente verá a luz do dia. 10x10 será lançado dia 29 de setembro e traz o guitarrista ao lado do baixista Ricky Phillips (do Styx) e do baterista Eric Singer (do Kiss). Além disso, o álbum conta com as participações especiais de Sammy Hagar, Glenn Hughes, Phil Collen, Tommy Shaw e Edgar Winter.

Já para os fãs da banda Montrose, a boa nova é que o álbum de estreia do grupo (lançado em 1973) e Paper Money (1974) estão ganhando novas edições repletas de músicas bônus e raridades. 

Pra quem não sabe, o Montrose foi um dos grandes nomes do hard durante os anos 1970 e revelou o vocalista e guitarrista Sammy Hagar para o mundo, que mais tarde teria uma prolífica carreira solo e integraria o Van Halen.

Novo ao vivo dos Stones resgata o clássico Sticky Fingers

sexta-feira, agosto 04, 2017

Chegará às lojas no dia 29/09 o ao vivo Sticky Fingers: Live at the Fonda Theatre 2015. O material será lançado em DVD, Blu-ray, CD e LP.

O título traz a íntegra do show que os Rolling Stones fizeram no dia 20 de maio de 2015 no teatro de Los Angeles, onde a banda tocou pela primeira vez o clássico Sticky Fingers (1971) na íntegra, com direito à primeira execução de “You Gotta Move” desde 1976.

Abaixo estão os tracklists e a prévia do material:

DVD 
1) Start Me Up   2) Sway   3) Dead Flowers   4) Wild Horses   5) Sister Morphine   6) You Gotta Move   7) Bitch   8) Can’t You Hear Me Knocking   9) I Got The Blues   10) Moonlight Mile   11) Brown Sugar    12) Rock Me Baby   13) Jumpin’ Jack Flash

CD
1) Start Me Up   2) When The Whip Comes Down   3) All Down The Line   4) Sway   5) Dead Flowers   6) Wild Horses   7) Sister Morphine   8) You Gotta Move   9) Bitch   10) Can’t You Hear Me Knocking      11) I Got The Blues   12) Moonlight Mile   13) Brown Sugar   14) Rock Me Baby   15) Jumpin’ Jack Flash   16) I Can’t  Turn You Loose

3LP 
Side A: 
1) Start Me Up   2) When The Whip Comes Down   3) All Down The Line   

Side B: 
1) Sway   2) Dead Flowers   3) Wild Horses   

Side C: 
1) Sister Morphine   2) You Gotta Move   3) Bitch

Side D: 
1) Can’t You Hear Me Knocking   2) I Got The Blues   

Side E: 
1) Moonlight Mile   2) Brown Sugar   

Side F: 
1) Rock Me Baby   2) Jumpin’ Jack Flash   3) I Can’t  Turn You Loose

Ouça “Hitchhiker”, nova música de Neil Young

sexta-feira, agosto 04, 2017

O genial Neil Young decidiu lançar o álbum acústico que gravou em 1976 chamado Hitchhiker, e que até então era inédito. O disco chegará às lojas dia 8 de setembro pela Reprise.

A música que dá nome ao trabalho traz o melhor do DNA folk do bardo canadense, em uma canção que remete aos clássicos Harvest (1972) e Comes a Time (1978).

Ouça abaixo:

3 de ago de 2017

Review: Arcade Fire - Everything Now (2017)

quinta-feira, agosto 03, 2017

É fácil criar uma antipatia com o Arcade Fire, principalmente se você for um cara “do rock”. Motivos para isso não faltam: os canadenses são idolatrados como uma das bandas mais criativas do chamado indie rock, qualquer nota tocada pelo grupo soa sempre genial para parte da crítica e do público e o sexteto transmite uma prepotência e arrogância constantes.

No entanto, ao ouvir a música do Arcade Fire, também é bastante fácil identificar e perceber as qualidades do grupo. E mesmo com uma trajetória relativamente curta - o primeiro disco saiu em 2004 -, os caras já produziram uma discografia de respeito. 

Everything Now, quinto álbum da banda, foi lançado no final de julho e segue a cartilha do grupo: reinvenção. Mais uma vez, o Arcade Fire muda o que tinha feito antes e aposta em novos caminhos sonoros. E isso, por si só, sempre será motivo de elogios. Em Everything Now, temos uma sonoridade muito mais dançante que nos trabalhos anteriores, ainda que este aspecto já tivesse sido apontado em Reflektor (2013). Há menos guitarras e mais groove. Há menos energia e mais refinamento. Há menos juventude e mais vida adulta. E isso, como bem sabemos nós que já passamos dos 30 ou 40 anos, não é algo necessariamente ruim.

Tendo entre seus produtores o Daft Punk Thomas Bangalter, Everything Now traz treze faixas (que na prática são onze se descontarmos os interlúdios que abrem e fecham o disco) dançantes e que apresentam um pop de muito bom gosto e bastante acessível. É música não apenas para sacudir o corpo, mas sobretudo para encarar o ritmo cada vez mais frenético dos nossos tempos, que aliás é a principal inspiração lírica do álbum, ainda que o discurso das letras explore o tema de uma maneira bastante rasa, de modo geral.

A mixagem é algo digno de elogios, com timbres que, ainda que coloquem teclados e outros gadgets eletrônicos como protagonistas, jamais soam amorfos e sem vida. O baixo é o principal instrumento do disco, pulsando e conduzindo todas as canções em uma performance digna de elogios. 

De modo geral, temos em Everything Now um álbum redondo e na medida. Ainda que uma ou outra música pudesse ser cortada para que o resultado final ficasse mais enxuto e eficiente, isso não compromete o resultado final. A banda entrega doses generosas de melodia, com arranjos que bebem direto de inspirações como David Bowie e ABBA. 

Com Everything Now, o Arcade Fire conseguiu colocar mais um ponto alto em sua discografia. Sem se repetir ou apelar para soluções fáceis como emular fórmulas que já funcionaram no passado, os canadenses mostram que são dignos de todos os elogios, por mais exagerados que alguns possam ser.

Discão, mais uma vez.

Confirmado: Arcade Fire tocará no Brasil em dezembro

quinta-feira, agosto 03, 2017

O Arcade Fire fará dois shows no Brasil em dezembro. As apresentações fazem parte da turnê do recém-lançado Everything Now e acontecerão nas datas e locais abaixo:

08/12 - Rio de Janeiro - Jeunesse Arena
09/12 - São Paulo - Arena Anhembi

Ambas as datas terão como abertura a banda colombiana Bomba Estéreo.

A pré-venda, exclusiva para clientes Banco do Brasil com cartão Ourocard, estará aberta a partir do dia 7 de agosto, às 10hs, até às 9h59 do dia 10 de agosto, pelo site www.livepass.com.br. A venda para o público em geral, também pelo site da Livepass, inicia-se às 10h do dia 10 de agosto.

Para Steve Harris, a única maneira de tocar as músicas da era Blaze é trabalhando novamente com Blaze Bayley

quinta-feira, agosto 03, 2017

Em entrevista ao eonmusic, Steve Harris falou sobre a possibilidade de o Iron Maiden tocar algumas músicas dos discos The X Factor e Virtual XI, gravados com Blaze Bayley, nos shows atuais. E a resposta do baixista foi surpreendente.

Segundo Harris: “Seria muito fácil fazer isso, mas acho que algumas músicas da era Blaze jamais verão a luz do dia com o Maiden novamente. As pessoas me perguntam o tempo todo, mas acho que, se eu decidisse tocá-las novamente, teria que fazer isso em um novo projeto. São coisas bem mais rock and roll do que o metal, e se eu resolvesse tocá-las teria que chamar o próprio Blaze ou outra pessoa para isso. Não sei, não é algo que eu esteja pensando em fazer, e nem tenho tempo para isso no momento. Mas se você quer saber o que penso, acho que o caminho seria esse, trazendo Blaze para um novo projeto, porque é uma coisa totalmente separada do Iron Maiden atual”.

E aí, você gostaria de ver um projeto novo com Steve Harris e Blaze Bayley?

Ouça a versão do Motörhead para “Heroes”, clássico de David Bowie

quinta-feira, agosto 03, 2017

O Motörhead divulgou a versão que o trio registrou para “Heroes”, um dos maiores clássicos de David Bowie. A música estará em Under Cöver, disco de covers da banda inglesa que será lançado em setembro.

Vale lembrar que Bowie e Lemmy Kilmister faleceram em datas próximas, entre o final de 2015 e o início de 2016, causando comoção no cenário do rock. Lemmy nos deixou no dia 28 de dezembro de 2015, enquanto David Bowie partiu em 10 de janeiro de 2016.

A regravação de “Heroes" pelo Motörhead vem com direito a um emocionante clipe, que você pode assistir abaixo:

Podcast Collectors Room #007: começa com James Gang e termina com Survivor

quinta-feira, agosto 03, 2017

No episódio desta semana do nosso podcast temos um programa com mais de 1h30 de duração com muita música, em uma tracklist que passa pelo hard setentista, nomes clássicos, uma pérola do rock alternativo norte-americano e um dos discos mais legais porém pouco conhecidos de um gigante do progressivo.

E a trilha do imortal That 70s Show marca presença pra animar a festa!

Para baixar, clique aqui. Para ouvir, dê play abaixo.

E abaixo está a lista de músicas tocadas no programa:

James Gang - Funk #49
Blue Öyster Cult - Cities on Flame with Rock and Roll
Ted Nugent - Hey Baby
Johnny Winter - Good Morning Little School Girl
Free - The Hunter
Cream - Tales of Brave Ulysses
Creedence Clearwater Revival - (Wish I Could) Hideaway
Led Zeppelin - Down by the Seaside
Grand Funk Railroad - I Can Feel Him in the Morning
Concrete Blonde y Los Illegals - La Llorona
Concrete Blonde - Bajo la Lune Mexicana
Concrete Blonde - Tomorrow, Wendy
Concrete Blonde - Joey
Jethro Tull - Too Old to Rock ’n' Roll, Too Young to Die!
Jethro Tull - Rocks on the Road
Scorpions - Big City Nights
Bon Jovi - Runaway
Survivor - Burning Heart

2 de ago de 2017

Disco ao vivo celebra os 50 anos de carreira de Jeff Beck

quarta-feira, agosto 02, 2017

Com data de lançamento marcada para 6 de outubro, Live at the Hollywood Bowl, novo ao vivo de Jeff Beck, será disponibilizado em diversos formatos como CD/DVD, CD/Blu-ray e vinil triplo.

O material comemora os 50 anos de carreira do guitarrista inglês e foi gravado no verão de 2016 na lendária casa de shows californiana. 

O show traz as participações de Buddy Guy, Billy Gibbons e Steven Tyler, entre outros convidados. O setlist conta com versões para canções do Jeff Beck Group, da carreira solo de Beck e clássicos dos Yardbirds, Beatles e Prince.

Um vídeo promovendo Live at the Hollywood Bowl foi divulgado, bem como o tracklist:

“The Revolution Will Be Televised”
“Over Under Sideways Down”
“Heart Full of Soul”
“For Your Love”
“Beck’s Bolero”
“Rice Pudding / Morning Dew”
“Freeway Jam”
“You Never Know”
“‘Cause We’ve Ended As Lovers”
“Star Cycle”
“Blue Wind”
“Big Block”
“I’d Rather Go Blind”
“Let Me Love You”
“Live in the Dark”
“Scared for the Children”
“Rough Boy”
“Train Kept A’Rollin’”
“Shapes of Things”
“A Day in the Life”
“Purple Rain”

Documentário sobre a vida de Eric Clapton estreará em setembro

quarta-feira, agosto 02, 2017

O Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 7 e 17 de setembro na cidade canadense, terá entre as suas estreias o aguardado documentário sobre a vida de Eric Clapton.

Com o título de Eric Clapton: Life in 12 Bars, o doc foi dirigido por Lili Fini Zanuck (ganhadora do Oscar em 1989 por Conduzindo Miss Daisy) e está sendo anunciado como “uma jornada implacável e profundamente pessoal pela vida do vencedor de 18 Grammys”. A produção é de John Battsek (Searching For Sugar Man) e a edição ficou com Chris King, dos ótimos Amy e Senna.

O filme traz entrevistas inéditas com Clapton, família e amigos, arquivos pessoais e conversas com os artistas que inspiraram Eric ao longo de sua carreira. 

O foco é a vida pessoal de Eric Clapton, passando por seus problemas com drogas e álcool, a perda de amigos próximos e a morte trágica de seu filho Connor, e em como a música sempre foi o combustível que deu forças para o guitarrista seguir em frente.

Ainda não há previsão de quando o documentário chegará aos cinemas, bem como se terá exibição em salas brasileiras, canais por assinatura ou serviços de streaming.

Paul McCartney toca bateria em uma das músicas do novo disco do Foo Fighters

quarta-feira, agosto 02, 2017

Dave Grohl revelou que Paul McCartney participa do novo álbum do Foo Fighters. O lendário Beatles toca bateria em uma das músicas do disco.

Segundo Dave: “Paul é um amigo. Nós o conhecemos há muito tempo. Ele é ótimo. É a pessoa mais maravilhosa do mundo. Ele sentou na bateria, fez duas tomadas e pronto”.

Vale lembrar que Grohl e McCartney já trabalharam juntos na música “Cut Me Some Slack”, lançada na trilha do documentário Sound City (2014). A canção trouxe a dupla ao lado de Krist Novoselic e Pat Smear, ambos companheiros de Dave nos tempos do Nirvana.

O novo disco do Foo Fighters, Concrete and Gold, será lançado no dia 15 de setembro.

“Collide”, nova música do Black Country Communion

quarta-feira, agosto 02, 2017

O Black Country Communion lançará dia 22 de setembro o seu novo disco, BBCIV, após passar por uma pausa devido a divergências entre Glenn Hughes e Joe Bonamassa.

A banda já disponibilizou o primeiro single, “Collide”, que ganhou também um vídeo mostrando o processo de gravação no estúdio.

Assista abaixo:

Shows inéditos do Grateful Dead são reunidos em box

quarta-feira, agosto 02, 2017

Chegará às lojas dia 10 de novembro RFK Stadium 1989 Box, caixa que traz a íntegra de dois shows realizados pelo Grateful Dead no Robert F. Kennedy Stadium, em Washington, nos dias 12 e 13 de julho de 1989. O material é inédito e nunca foi lançado de maneira oficial. 

As fitas originais foram mixadas pelo produtor Jeffrey Norman e masterizadas por David Glasser. Ao todo, são 37 faixas distribuídas em dois CDs. O box vem em uma embalagem slipcase com arte criada pelo artista Justin Helton e textos escritos por Dean Budnick, editor-chefe da revista Relix. 


As listas de faixas dos dois shows estão abaixo:

R.F.K. Stadium, Washington, D.C. (7/12/89)

1. Touch Of Grey 
2. New Minglewood Blues 
3. Mississippi Half-Step Uptown Toodeloo 
4. Just Like Tom Thumb's Blues 
5. Far From Me 
6. Cassidy 
7. Friend Of The Devil 
8. Promised Land 
9. Sugaree
10. Man Smart, Woman Smarter 
11. Ship Of Fools 
12. Estimated Prophet 
13. Eyes Of The World 
14. Drums 
15. I Need A Miracle 
16. Dear Mr. Fantasy 
17. Black Peter 
18. Turn On Your Lovelight 
19. Black Muddy River 

R.F.K. Stadium, Washington, D.C. (7/13/89)

1. Hell In A Bucket 
2. Cold Rain And Snow 
3. Little Red Rooster 
4. Tennessee Jed 
5. Stuck Inside Of Mobile With The Memphis Blues Again 
6. To Lay Me Down
7. Let It Grow
8. He's Gone 
9. Looks Like Rain 
10. Terrapin Station 
11. Drums 
12. Space 
13. I Will Take You Home 
14. The Other One 
15. Wharf Rat 
16. Throwing Stones 
17. Good Lovin' 
18. U.S. Blues 

Assista ao clipe de “The Sin and the Sentence”, nova música do Trivium

quarta-feira, agosto 02, 2017

Baldes de melodia e um clima épico permeiam “The Sin and the Sentence”, nova música do Trivium. Além disso, percebe-se uma aproximação com a sonoridade do Volbeat em algumas passagens.

A música é o primeiro registro com o baterista Alex Bent (Battlecross, Decrepit Birth), que entrou no grupo em 2016.

“The Sin and the Sentence” foi lançada como single digital e está disponível nos serviços de streaming. A música estará no novo álbum da banda norte-americana, ainda sem data de lançamento confirmada. O disco será o sucessor de Silence in the Snow, lançado em 2015.

Assista ao clipe abaixo (achei a música legal pra caramba):

1 de ago de 2017

Quadrinhos: Cannon, de Wallace Wood

terça-feira, agosto 01, 2017

Dando seguimento ao seu braço editorial, o Pipoca & Nanquim lançou no início de junho o seu segundo quadrinho. E o escolhido pelo trio Alexandre Callari, Bruno Zago e Daniel Lopes foi Cannon, antologia que traz as histórias do espião criado pelo norte-americano Wallace Wood.

Antes de falar da HQ, é preciso contextualizar um pouco as coisas. A criação de John Cannon, personagem principal das histórias, foi uma solicitação do exército dos Estados Unidos para Wood, com o objetivo de entreter e animar as tropas americanas que lutavam a Guerra do Vietnã. Trata-se de um quadrinho escrito nos anos 1970, originalmente para tiras de jornal, e que é exagerado em todos os aspectos.

John Cannon coloca no chinelo qualquer personagem durão que você possa imaginar. James Bond, o Cobra de Stallone, Dirty Harry, qualquer um: Cannon é mais foda, mais forte, mais inteligente, mais tudo que todos os outros juntos. Ele é a representação no papel do que os soldados deveriam ser: destemidos, fortes e dispostos a tudo para defender o seu país. Esse é a parte “para entreter” listada na solicitação enviada a Wood.




A parte “para animar” vem com inúmeras mulheres, todas sempre gostosas e voluptuosas, e que, invariavelmente, estão com pouca ou nenhuma roupa em praticamente todas as páginas da HQ. E elas não precisam ter motivos muito críveis para isso: o motivo maior é apenas dar aos soldados das trincheiras algo para fantasiar e tirá-los da realidade sufocante encontrada no país asiático. O traço de Wood, limpo e clássico, torna esse aspecto ainda mais evidente.

Tendo isso em mente, entendendo todo o contexto em que Cannon surgiu, você tem as ferramentas para curtir a criação de Wally Wood. E ela é viciante. O ritmo das tramas - cujos enredos são bastante simples - é frenético, com lutas, intrigas, explosões e conflitos constantes. E mulheres com seios de fora e corpos lindos pipocando em todos os cantos. 

Ainda que a pegada de Wood possa levantar questionamentos no público contemporâneo, acostumado com um mundo onde o politicamente correto e a busca pela igualdade de gêneros é uma regra (muito bem-vinda, por sinal), é evidente que a proposta das aventuras de John Cannon caiu como uma luva entre os soldados norte-americanos, servindo-lhes de apoio para o duro dia a dia da guerra. Neste aspecto, a leitura da exemplar introdução escrita por Callari é extremamente recomendável, pois coloca na mesa toda a realidade na qual o quadrinho surgiu.

A edição brasileira de Cannon reúne todas as tiras criadas por Wallace Wood entre 1970 e 1973, publicadas em um período de 30 meses. O material vem em capa dura e no formato horizontal, com 276 páginas em preto e branco impressas em papel pisa brite de alta gramatura. O acabamento gráfico mantém o ótimo padrão apresentado no lançamento anterior da editora, Espadas e Bruxas, e mostra o cuidado com que o Pipoca & Nanquim tem feito a sua entrada no mercado de quadrinhos brasileiro, publicando títulos que suprem lacunas históricas e vem em edições que enchem os olhos.

O resultado é mais uma ótima HQ, e que reforça a pegada “de fã para fã” que os títulos do Pipoca & Nanquim tem apresentado.

Diversão garantida e entretenimento sem compromisso. Vale a leitura!

Minha Coleção: conheça a linda coleção de discos do paulista Luciano Assis

terça-feira, agosto 01, 2017

De colecionador pra colecionador, faça uma breve apresentação para os nossos leitores.

Meu nome é Luciano Assis, tenho 39 anos e sou jornalista. Nasci em São Paulo, mas moro em uma pequena cidade do interior paulista chamada Capivari, na região de Campinas. Escrevi sobre música brasileira para uma revista francesa chamada Space Latinos e sobre rock alternativo para o site Senhor F, mas já há alguns anos edito o Caderno de Cultura do Jornal O Liberal, da cidade de Americana. 

Quantos discos você tem em sua coleção?

Nunca contei ou cadastrei, mas calculo algo em torno de 4 mil, contando vinis e CDs.  

Quando você começou a colecionar discos?

Gosto de música desde criança e sempre que me sobrava algum dinheiro, economizado de passes de ônibus ou de compra de lanches na escola, comprava discos. Com o tempo fui somando algumas dezenas, que depois virou centenas e chegou aos milhares. Acho que é uma história parecida com a de muitos outros apaixonados por música. 




Você lembra qual foi o seu primeiro disco? Ainda o tem em sua coleção?

Provavelmente foi algum disco de novela dos anos 1980, mas o primeiro que me marcou foi uma coletânea dos Beatles chamada Greatest Hits. Eu havia recém-descoberto a banda por causa de uma matéria que vi na TV falando sobre os 5 anos de morte do John Lennon, em dezembro de 1985. Falei deles para um amigo como quem havia descoberto uma banda obscura do País de Gales (risos). Mas esse amigo disse que tinha um disco deles e me emprestou. Bom, aí vem a parte triste: infelizmente, esse amigo faleceu, ainda criança, de uma complicação de saúde rara e eu fiquei com esse disco até os dias de hoje. Tenho todos os discos dos Beatles em vinil, em CD e alguns em edições especiais, mas ainda guardo essa coletânea super básica. 

Quando caiu a ficha e você percebeu que não era só um ouvinte de música, mas sim um colecionador de discos?

Pra ser sincero, acho estranho ser chamado de colecionador. Gosto de pensar em mim como uma pessoa que gosta muito de música e tem apresso por possuir as músicas que gosto fisicamente, sem a impessoalidade dos formatos digitais.  

Como você organiza a sua coleção? Por ordem alfabética, de gêneros ou usa algum outro critério?

Durante muito tempo guardava por gênero, mas quando comecei a me perder adotei a ordem alfabética. É mais prático e também divertido, porque em coleções amplas como a minha o João Gilberto fica lado a lado com o Joy Division, e a discografia do Miles Davis está colada ao do Ministry. 


Onde você guarda a sua coleção? Foi preciso construir um móvel exclusivo pra guardar tudo, ou você conseguiu resolver com estantes mesmo?

Tem um móvel exclusivo, sim. Caso contrário iria precisar de muitas estantes para armazenar tudo. Fora que ocuparia o quádruplo do espaço que ocupa hoje. 

Que dica de conservação você dá para quem também coleciona discos?

Use plásticos internos e externos, não deixe acumular pó e tenha cuidado máximo no manuseio. E não deixe aquele amigo desastrado colocar a mão. 

Você já ouviu tudo que tem? Consegue ouvir os títulos que tem em sua coleção frequentemente?

Sim, tudo. Conheço cada acorde de tudo que tenho. Ouço algum dos meus discos todos os dias, nem que seja por alguns minutos. 




Qual o seu gênero musical favorito e a sua banda preferida?

Sei que falar rock é abrangente demais, mas diria que todos os outros gêneros que gosto, e são muitos, eu cheguei pelo rock. Por exemplo: adoro jazz, mas comecei ouvir porque o pessoal do The Byrds, do The Doors e dos Stooges dizia que gostava. Fui me embrenhar no blues porque o pessoal da British Invasion ou do Led Zeppelin exaltava os velhos bluesmen. Ah, minha banda preferida... Poxa, tá ai uma pergunta difícil. Tenho carinho e admiração por muitas. Acho impossível citar menos de 100 pra tentar responder essa questão (risos). 

De qual banda você tem mais itens em sua coleção?

Acho que deve ser de Bob Dylan, Eric Clapton ou Neil Young. Não só porque eu admiro todos eles, mas em razão deles terem uma carreira muito prolixa, lançando discos quase anualmente há mais de cinquenta anos. 

Quais são os itens mais raros, e também aqueles que você mais gosta, na sua coleção?

Mais raro talvez seja o Elvis’ Greatest Shit, do Elvis Presley. É um disco pirata horrível só com outtakes do Elvis desafinando, falando palavrões e até arrotando. Os fãs mais hardcore pagam uma fortuna nesse disco só para quebrá-lo. Por isso mesmo devem existir pouquíssimas unidades no mundo. Ainda na seara dos bootlegs tenho um registro do último show dos Yardbirds, no começo de 1968, em Nova York. Logo em seguida o grupo iria se separar e o Jimmy Page montaria o Led Zeppelin. Nesse show tem uma versão de “Dazed and Confused”, que seria regravada no disco de estreia do Led poucos meses depois.  




Você é daqueles que precisa ter várias versões do mesmo disco em seu acervo, ou se contenta em completar as discografias das bandas que mais curte?

Quando é lançada uma versão remasterizada com uma sonoridade muito superior eu compro, mas repasso a que tinha a algum sebo. Mas com o estreitamento do mercado e a falta de interesse da maioria das pessoas por bandas novas, os relançamentos viraram a tábua de salvação das gravadoras, então há muitos relançamentos baseados em efemérides cujo único objetivo é fazer as pessoas recomprarem o que já têm pela décima vez. É preciso tomar cuidado para não cair nessa armadilha puramente consumista. 

Além de discos (CDs, LPs), você possui alguma outra coleção?

Tenho muitos livros. 

Em uma época como essa, onde as lojas de discos estão em extinção, como você faz para comprar discos? Ainda frequente alguma loja física ou é tudo pela internet?

Raramente compro pela internet. Ainda gosto de caminhar por lojas e sebos, conversar com os vendedores. Em viagens também sempre volto com algo. 


Que loja de discos você indica para os nossos leitores?

Felizmente ainda tem muitas boas lojas de discos funcionando em todo o Brasil. As lojas de São Paulo, por exemplo, não ficam a dever a de nenhuma outra capital do mundo. Evidente que aqui temos a questão dos preços, sempre mais elevados, mas aí entramos em terreno mais complexo de impostos, taxações e outras complicações.  As indicações... vou citar duas aqui do interior paulista para quem por acaso vier pra esses lados: Mutantes, de Piracicaba, e a Riva Rock Discos, de Campinas. São locais tocados por pessoas que gostam e entendem de música de verdade.  

Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou discos?

Não chega a ser estranho, mas no final dos anos 1990, na época da baixa dos vinis, cansei de comprar discos em calçadas do Centro de São Paulo. Achei verdadeiras raridades por até R$ 1. Bons tempos que não voltam mais (risos). 




O que as pessoas pensam da sua coleção de discos, já que vivemos um tempo em que o formato físico tem caído em desuso e a música migrou para o formato digital?

Acho que deve ser um misto de estranhamento e curiosidade. 

Você se espelha em alguma outra coleção de discos, ou outro colecionador, para seguir com a sua? Alguém o inspira nessa jornada?

Coleções costumam ser bem pessoais, mas é claro faz parte da brincadeira ter curiosidade e admirar outros doidos com essa mesma doença (risos). Lembro que a primeira coleção que me impressionou foi a do Marcelo Nova, que certa vez foi mostrada em uma matéria de TV lá nos anos 1980. Atualmente, no Instagram, tem vários perfis legais de pessoas que postam seus discos e é bem divertido acompanhar. Tem um maluco, por exemplo, que só faz posts de discos lançados em 1967, que foi o ano que ele nasceu. Pô, isso é fantástico!   

Qual o valor cultural, e não apenas financeiro, que você vê em uma coleção de discos?

Hoje sei muito mais sobre literatura, história, política e vários outros assuntos porque os milhares de discos que ouvi na vida foram me ajudando a descobrir algo que ia além do meu cotidiano. É para isso que a música, o cinema, o teatro, a literatura e as artes plásticas servem. 



Vai chegar uma hora em que você vai dizer "pronto, tenho tudo o que queria e não preciso comprar mais discos", ou isso é uma utopia para um colecionador?

Acho difícil isso acontecer, pois cada coisa que você descobre abre uma porta para um novo ambiente que você vai querer adentrar. É praticamente um moto-perpétuo.  

Pra fechar: o que você está ouvindo e o que recomenda para os nossos leitores?

Na última semana ouvi bastante Chuck, o último disco do Chuck Berry. É uma bela despedida. De novidades estou ouvindo uma banda suíça de rockabilly chamada Hillbilly Moon Explosion e um quarteto dinamarquês chamado Motorpsyco - eles fazem um som que lembra o Pink Floyd pré-The Dark Side of the Moon. Ah, e tem um norte-americano caipirão que é contratado pela lendária gravadora Stax, o Nathaniel Rateliff. 


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