16 de nov de 2018

Os 40 melhores discos de 2018 segundo a Decibel

sexta-feira, novembro 16, 2018

Como já é tradição, a revista norte-americana Decibel foi a primeira a divulgar a lista de melhores discos do ano. Especializada em metal extremo, logicamente a publicação prioriza álbuns nessa linha em suas escolhas.


Com vocês, os melhores discos de 2018 na opinião da Decibel:

40 Panopticon - The Scars of Man on the Once Nameless Wilderness I and II
39 Hate Eternal - Upon Desolate Sands
38 Cosmic Church - Tattymys
37 KEN mode - Loved
36 Monster Magnet - Mindfucker
35 Wake - Misery Rites
34 Thou - Magus
33 Zeal and Ardor - Stranger Fruit
32 Devouring Star - The Arteries of Heresy
31 Corrosion of Conformity - No Cross No Crown
30 Sepulcher - Panoptic Horror
29 Svalbard - It’s Hard to Have Hope
28 Horrendous - Idol
27 Abhorrence - Megalohydrothalassophobic
26 Visigoth - Conqueror’s Oath
25 Mortuous - Through Wilderness
24 Portal - Ion
23 Mournful Congregation - The Incubus of Karma
22 Sleep - The Sciences
21 Funeral Mist - Hekatomb
20 Outer Heaven - Realms of Eternal Decay
19 Varathron - Patriarchs of Evil
18 The Atlas Moth - Coma Noir
17 Tomb Mold - Manor of Infinite Forms
16 Satan - Cruel Magic
15 Chapel of Disease - …And as We Have Seen the Storm, We Have Embraced the Eye
14 Deafheaven - Ordinary Corrupt Human Love
13 Voivod - The Wake
12 Haunt - Burst Into Flames
11 At the Gates - To Drink from the Night Itself
10 Pig Destroyer - Head Cage
9 Khemmis - Desolation
8 Immortal - Northern Chaos Gods
7 Uncle Acid & the Deadbeats - Wasteland
6 Skeletonwitch - Devouring Radiant Light
5 Judas Priest - Firepower
4 Evoken - Hypnagogia
3 UADA - Cult of a Dying Sun
2 Tribulation - Down Below
1 YOB - Our Raw Heart

Novo disco de Negra Li trata da essência de ser negro

sexta-feira, novembro 16, 2018

Com foto do conceituado Maurício Nahas e arte de Ciro Girard, a capa do novo álbum de Negra Li traduz o conteúdo de seu novo álbum, Raízes. A ideia é retratar a essência da cantora, enaltecendo suas raízes como sua pele, seu cabelo, sua origem e toda sua verdade. É a afirmação da sua ancestralidade. A luta da mulher negra guerreira e mãe, trazendo a sensação de força e longevidade.

Raízes será lançado em todas as mídias digitais dia 23/11 e vem com 11 faixas inéditas. Trata-se de um trabalho único e diferenciado, e que traz a cantora aos 39 anos, muito mais experiente e apresenta um trabalho musical vibrante, mesclando sons e testando beats eletrônicos inusitados. R&B, trap, reggae, pop, rap, ritmo latinos e africanos são conectados pela sonoridade brasileira.

Negra Li fala emocionada e com muito orgulho de seu novo trabalho. ”Eu esperei muito por este momento. Batalhei durante vinte anos. E, apesar das boas fases no cenário musical do país, nunca tive a possibilidade de fazer um disco do meu jeito com plena liberdade de criação e de inovação. E melhor. Com grandes e talentosos parceiros. Agora é a hora. Estou voltando para as minhas raízes, criando uma nova referência musical. O que está acontecendo nesse meu momento é um sonho. Estou ansiosa. Foi muita resistência e luta. Estou pronta e inspirada para ocupar o meu lugar”, destaca a cantora. Raízes traz participações especiais de Rael, Seu Jorge, Cynthia Luz e Gaab. E um coletivo gabaritado de produtores que inclui Pedro Lotto, Caio Paiva, o DJ Gustah e Duani.

Com letra poética forte, o single “Raízes” já está disponível nos apps de streaming e ganhará também um videoclipe. Na música, Negra Li canta a força e a luta dos negros desde a época da escravidão, mesclando sons africanos à sonoridade brasileira com beats eletrônicos modernos e um coral impecável. A cantora provoca o público ao questionar o preconceito: “Você ri da minha pele / Você ri do meu cabelo... / Já é tempo de sonhar / Superar o pesadelo / Ninguém mais vai nos calar e acorrentar o meu tornozelo”. A letra faz referência à ancestralidade ao relatar a luta milenar: “Sou rainha de Sabá / Coroa é o meu cabelo / O meu canto milenar / Ninguém pode interrompê-lo”. E o refrão prossegue instigante: “Minha dor é de cativeiro / A sua é de cotovelo”.

Você pode ouvir “Raízes" no player abaixo:

Panini vai lançar dois boxes reunindo histórias da Turma da Mônica

sexta-feira, novembro 16, 2018

A Panini registrou no ISBN dois novos lançamentos do universo criado por Mauricio de Sousa. O primeiro tem o título de Graphic MSP: Laços, Lições e Lembranças, e ao que tudo indica é um box reunindo as três graphic novels que trazem a interpretação dos irmãos Lu e Vitor Cafaggi para a Turma da Mônica. 

Laços foi o segundo título da iniciativa Graphic MSP e foi lançada em junho de 2013. Na história, Mônica, Cebolinha, Magali e Gastão ficam perdidos e as adversidades fortalecem os laços de amizade entre eles. Lições saiu em julho de 2015 e traz as consequências da primeira graphic, e foca nos problemas escolares e no bullying que os personagens enfrentam na escola e em como essas experiências os ensinam valiosas lições. E Lembranças chegou às bancas e livrarias em dezembro de 2017 fechando a trilogia. O material ainda não tem data de lançamento confirmada e não há maiores detalhes, a não ser que o material sairá este ano e terá 274 páginas no total.


O outro lançamento é Grande Encontro Turma da Mônica e Liga da Justiça, material com 1280 páginas e que, como o título indica, trará todas as edições do encontro entre os personagens da Mauricio de Sousa e da DC Comics. Estes títulos estão sendo lançados agora aqui no Brasil nas revistas individuais dos personagens da MSP, e a caixa reunirá todos eles em uma edição de colecionador. 

Muito provavelmente, essas duas caixas estarão à venda através do site da Panini e durante a CCXP, e fazem parte da recente estratégia da editora em lançar boxes reunindo sagas e títulos de sucesso, como as já anunciadas caixas de Sandman, Noite de Trevas: Metal e Aquaman.

O fim do U2?

sexta-feira, novembro 16, 2018

O U2 encerrou a sua turnê atual na última terça, 13/11, com um show em Berlim. O concerto havia sido adiado anteriormente, por problemas que Bono teve em sua voz há alguns meses atrás. No entanto, esse show na cidade alemã colocou um ponto de interrogação na cabeça dos fãs, e ele veio das declarações que o vocalista deu no final da apresentação.

Conversando com o público, Bono afirmou para os milhares de fãs: “Estamos na estrada há algum tempo, lá se vão 40 anos, e os últimos quatro foram algo especial para nós. Agora, estamos indo embora”. A frase do vocalista soa como uma despedida, e muitos fãs estão encarando como o fim das atividades da banda irlandesa. Recentemente, em entrevista ao The Times, Bono foi pelo mesmo caminho: "Essa turnê particularmente me exigiu muito. Eu não posso fazer o tanto que eu fazia antes. Não sei de faremos outra. Não gosto de colocar nada como garantido. É ok reconhecer o trabalho que você fez e respeitar, mas, se isso for o melhor que podemos fazer, não seremos uma preocupação constante”.

Particularmente, penso que uma banda com a proporção do U2 não se despediria dos fãs sem uma mega evento de alcance global. Sou da opinião que a banda, se tomar essa decisão, anunciará um giro gigantesco pelo mundo e não deixará dúvidas de que está encerrando a sua carreira. Um adeus tão vago assim não faz sentido para uma banda como o U2.

Apesar do choque com as declarações de Bono, uma parcela considerável de fãs acredita que a banda fará apenas uma pausa prolongada e deverá voltar em 2020 com uma turnê para celebrar os 40 anos de seu disco de estreia, Boy, que chegou às lojas em 20 de outubro de 1980.

Discoteca Básica Bizz #129: Rita Lee & Tutti Frutti - Fruto Proibido (1975)

sexta-feira, novembro 16, 2018

Ela havia saído da melhor banda de rock da história do Brasil - os Mutantes -, com quem forjara cinco dos mais importantes álbuns pop brasileiros de todos os tempos. Ao final da viagem de humor e psicodelismo que empreendeu entre 1966 e 1972 com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, a paulistana ruiva e magricela batizada com o sonoro nome de Rita Lee já não se contentava em cantar algumas músicas e tocar pandeiro. Ela participara do centro criativo dos Mutantes, fazendo letra e música, tocando, cantando, pensando.

Expulsa dos Mutantes, Rita Lee chegava à carreira de popstar com currículo ímpar. Nenhuma mulher se destacara no rock brasileiro como ela. Rita foi a primeira cantora-compositora-roqueira-instrumentista e a primeira mulher na música a abusar da rebeldia, da irreverência, da ironia, da inteligência. O fim traumático dos Mutantes deu à garota garra para se provar e se firmar no cenário, resultando na magnífica coleção de LPs que lançou nos anos 1970, alçada - pela primeira vez - à posição de líder de uma banda, a Tutti Frutti. A qualidade de produção da Rita de então é uniforme, mas ainda assim um dos trabalhos se projeta: Fruto Proibido, de 1975, que inclui a famigerada balada "Ovelha Negra", até hoje sua marca registrada.

Musicalmente, Fruto Proibido mistura em doses equivalentes elétrico e acústico para constituir puro rock and roll - ou roque enrow, como Rita prefere. A voz de Rita mantém inflexões infanto-juvenis, agora não mais na vertente zombeteira e debochada dos Mutantes, mas transpirando rebeldia e - por que não? - sofrimento. Rita se estabelece como a ovelha negra da família brasileira, mulher chegada ao sexo, às drogas, ao rock, líder de uma banda masculina num cenário até há pouco hostil à criatividade feminina.


Não por acaso, Fruto Proibido é coalhado de referências candidamente feministas. Mas rock and roll era mesmo o que interessava. Se os exemplos que Rita tinha para seguir eram eminentemente masculinos, não fazia por menos ao selecionar os que iria utilizar. Já no rescaldo da influência Beatle dos Mutantes, voltava-se agora para outros bem mais rebeldes: David Bowie, Lou Reed, Mick Jagger - mais Celly e Wanderléa, que Rita nunca foi de negar suas origens. Até quando tangencia o já dinossáurico rock progressivo - em "O Toque” -, Rita consegue afastar a chatice, por absoluta falta de pretensão.

É essa, aliás, a marca da fase Tutti Frutti, indispensável em sua totalidade. Toneladas de criatividade e nenhum resquício de pretensão, seja em Atrás do Porto Tem uma Cidade (1974), Entradas e Bandeiras (1976, tão bom quanto Fruto Proibido) ou Babilônia (1978). Depois, viria Roberto de Carvalho.

Texto escrito por Pedro Alexandre Sanches e publicado na Bizz #129, de abril de 1996

15 de nov de 2018

Blackberry Smoke no Brasil em maio

quinta-feira, novembro 15, 2018

O Blackberry Smoke, principal nome da atual cena do sourthern rock, fará a sua estreia em palcos brasileiros em maio. A informação é do jornal Destak.

A banda norte-americana tocará dia 09/05 em Curitiba, na Ópera de Arame, e dia 11/05 em São Paulo, no Tropical Butantã.

O Blackberry Smoke foi formado em Atlanta em 2000, e desde então lançou seis discos: Bad Luck Ain´t No Crime (2003), Little Piece of Dixie (2009), The Whippoorwill (2012), Holding All the Roses (2015), Like an Arrow (2016) e Find a Light (2018). Dentre todos esses álbuns, ao menos um pode ser apontado como um clássico contemporâneo: The Whippoorwill.

O quinteto tem como figura principal o vocalista e guitarrista Charlie Starr, que também é o compositor predominante. O som do Blackberry Smoke bebe direto de fontes clássicas como o Lynyrd Skynyrd e a Allman Brothers Band, insere um toque original onde o principal ingrediente é a imensa capacidade de criar canções com excelentes ganchos melódicos, resultando em um sourthern rock contemporâneo e que conquista novos fãs sempre que é apresentado a um novo ouvinte.

14 de nov de 2018

Capa e preview de Astronauta - Entropia, a nova Graphic MSP

quarta-feira, novembro 14, 2018

A vigésima-primeira Graphic MSP será lançada durante a CCXP, que acontece entre os dias 6 e 9 de dezembro, e dá sequência à trama do Astronauta escrita e desenhada por Danilo Beyruth. 

Astronauta - Entropia é uma continuação direta do volume anterior, Assimetria, que foi lançada em dezembro de 2016. O material conta com cores de Cris Peter, parceria de Beyruth no projeto, e será disponibilizado em capa dura e capa cartão.

A Graphic MSP surgiu em novembro de 2012 e traz artistas atuais dando as suas interpretações para os personagens criados por Mauricio de Sousa. Trata-se de uma das melhores iniciativas que o mercado de quadrinhos brasileiros já viu, e todos os seus volumes apresentam qualidade muito acima da média.

Abaixo você confere a capa e alguns previews de Astronauta - Entropia. Ah, e já está confirmado: Danilo lançará um quinto volume, dando sequência a série que é uma das melhores da Graphic MSP.









Panini lança dois boxes especiais para leitores da DC Comics

quarta-feira, novembro 14, 2018

A Panini está lançando dois boxes especiais cobrindo duas sagas da DC. O primeiro tem o título de Noite de Trevas: Metal x Sepultura, e traz uma parceria da editora com a banda brasileira. A caixa contém uma arte exclusiva de Rafael Albuquerque mostrando a banda ao lado do Batman da saga Metal, escrita por Scott Snyder. O box contém a saga completa em 7 HQs (as cinco edições de Noite de Trevas: Metal mais as 2 edições de Batman: Metal - Especial) e vem com um pôster com a arte de Albuquerque, uma revista exclusiva com detalhes da série, entrevista com o guitarrista Andreas Kisser, entrevista com Rafael Albuquerque e um preview da série Batman-Que-Ri, que será lançada em 2019. Além disso, na compra do box o leitor ganha o último CD do Sepultura, Machine Messiah (2017). O box Noite de Trevas: Metal x Sepultura estará à venda somente na loja da Panini no período de 14/11 a 09/12, e durante a CCXP, que acontecerá em São Paulo entre 6 e 9 de dezembro. Limitado, custará R$ 250.

A outra caixa é uma ação promocional da Panini e da DC aproveitando o lançamento do filme do Aquaman, que estreará nos cinemas dia 14/12. O box especial do Rei dos Mares reúne cinco HQs do personagem: Liga da Justiça - Origem, Aquaman - As Profundezas, Aquaman - Os Outros, Liga da Justiça - O Trono de Atlântida e Aquaman - A Morte de um Rei. A caixa vem com uma arte do artista Ivan Reis, e o verso contém uma ilustração de Francesco Mattina. A venda será no mesmo esquema e no mesmo período que o box de Noite de Trevas, através do site da Panini e durante a CCXP, e a caixa custará R$ 230.





Francis Rossi, do Status Quo, anuncia novo disco e autobiografia

quarta-feira, novembro 14, 2018

Francis Rossi, vocalista e guitarrista do Status Quo, está cheio de novidades. A primeira delas é um álbum colaborativo ao lado da vocalista Hannah Rickard, que traz o músico explorando o country, uma de suas paixões. O disco será lançado dia 15 de março pela earMUSIC e tem o título de We Talk Too Much.

A segunda é a sua autobiografia, intitulada I Talk Too Much, que chegará às livrarias do hemisfério norte em 14 de março. O livro foi escrito junto com o jornalista Mick Wall, autor de elogiadas biografias de nomes como Led Zeppelin, AC/DC e Black Sabbath.


Fábulas, Justiceiro, Y: O Último Homem e Crossed: as novidades da Panini

quarta-feira, novembro 14, 2018

A Panini publicou no ISBN o registro de quatro novos títulos que serão lançados nas próximas semanas. O primeiro deles é o segundo volume da edição de luxo de Fábulas, de Bill Willingham. A série foi publicada no Brasil em 22 encadernados de capa cartão entre 2010 e 2016 pela própria editora, e agora está retornando em uma edição com capa dura e papel couchê. Com o título de Fábulas - Edição de Luxo: Livro Dois, o volume tem 264 páginas e traz ilustrações de P. Craig Russell, Lan Medina e Mark Buckingham. O material tem 264 páginas e traz as edições 11 a 18 da série, que teve ao todo 150 edições. Esta coleção com as edições de luxo de Fábulas terá no total 15 volumes.


Justiceiro: Barracuda é o terceiro volume do Marvel Deluxe que compila a série Justiceiro Max, de Garth Ennis. O encadernado vem com 456 páginas e dá sequência aos dois primeiros, No Princípio e Mãe Rússia, lançados pela Panini em 2018. O material traz os arcos Os Escravos e Barracuda, reunindo as edições 25 a 36 da revista original em 456 páginas. Esta série do Justiceiro de Garth Ennis terá ao todo 6 encadernados.


Outra novidade é o volume 5 da edição de luxo de Y: O Último Homem, de Brian K. Vaughan e Pia Guerra. Este encadernado conclui a série e vem com 328 páginas. O título é um dos maiores clássicos do selo Vertigo, ganhou o Eisner de Melhor Série Contínua em 2008 e foi publicado em 60 edições entre 2002 e 2008.


Fechando, uma obra inédita no Brasil: Crossed, de Garth Ennis e Jacen Burrows. O material saiu pela Avatar Press nos EUA. Extremamente polêmica, a HQ conta a história de uma pandemia que faz com que as pessoas tornem realidade os seus pensamentos mais perversos. O resultado são indivíduos transformados em psicopatas e assassinos violentos, uma espécie de zumbis com um nível básico de inteligência. O primeiro encadernado lançado pela Panini vem com 252 páginas e capa dura. Crossed foi publicada entre setembro de 2008 e março de 2010 nos Estados Unidos em dez edições. Ennis e Burrows deixaram então a série, e ela passou a ser escrita por David Lapham.

Todos esses títulos ainda não estão disponíveis, mas serão lançados nas próximas semanas.


Black Hammer, de Jeff Lemire, será adaptada para a TV e cinema

quarta-feira, novembro 14, 2018

O escritor canadense Jeff Lemire e o desenhista britânico Dean Ormston fecharam um acordo com a Legendary Entertainment para o desenvolvimento de adaptações televisiva e cinematográfica de Black Hammer, uma das séries de quadrinhos mais premiadas dos últimos anos. Não foram revelados maiores detalhes do acordo e não há ainda previsão de quando estas adaptações estrearão.

Black Hammer conta a história de um grupo de super-heróis que, após derrotar um supervilão e impedir o fim do mundo, é exilada em uma espécie de limbo que se formou em uma fazenda de uma cidade do interior. Os personagens são muito bem representados e apresentam figuras como uma mulher adulta e alcoólatra presa no corpo de uma menina pré-adolescente, um extraterrestre que luta para aceitar a sua sexualidade e outros retratos bastante peculiares.

Black Hammer começou a ser publicada em julho de 2016 e já teve mais de trinta edições nos Estados Unidos, além de seis encadernados que compilaram a obra no mercado norte-americano. No Brasil, o título está sendo publicado pela editora Intrínseca, que colocou no mercado os encadernados Origens Secretas e O Evento. Ambos podem ser facilmente encontrados em bancas e livrarias. A série ganhou dois Eisner Wards, o Oscar dos quadrinhos, em 2017 - Melhor Nova Série e Melhor Letrista - e foi indicada para mais 6 categorias.

A Legendary Entertainment foi fundada em 2000 e tem a sua sede em Burbank, na California. A produtora é responsável por filmes como Batman Begins (2005), 300 (2006), O Cavaleiro das Trevas (2008), Watchmen (2009), A Origem (2010), Godzilla (2014), Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (2015) e Kong: A Ilha da Caveira (2017), entre outros. Em relação às séries, a Legendary tem em seu portfolio títulos como Colony e Perdidos no Espaço (Netflix).

13 de nov de 2018

Galeria de Fotos: artes em homenagem a Stan Lee

terça-feira, novembro 13, 2018

A morte de Stan Lee foi doída. Ela mexeu com todo mundo que tem as histórias em quadrinhos como parte importante de suas vidas. Afinal, não foi ele mesmo que nos ensinou que os heróis nunca morrem?

Para relembrarmos Stan, além de ler suas HQs, separamos algumas homenagens feitas por artistas de todo o planeta. Um tributo a um gênio que tocou milhões de pessoas com a sua criatividade e com suas histórias.

Afinal, com grandes poderes, vem grandes responsabilidades.

E com grandes gênios, vem uma enorme saudade.













Review: For All We Know - Take Me Home (2017)

terça-feira, novembro 13, 2018

O For All We Know é o projeto solo de Ruud Jolie, guitarrista do Within Temptation e também do tributo Maiden United, que faz versões acústicas para canções do Iron Maiden. Porém, não há nada do metal sinfônico da sua banda principal por aqui. Como em todo projeto paralelo que se preze a ideia é explorar e apresentar outra faceta do músico, o que no caso do For All We Know é traduzido em um prog metal com um fortíssimo acento pop.

Take Me Home é o segundo disco do For All We Know, e sucede a estreia lançada em 2011. O line-up foi mantido de um álbum para o outro: - Jermain Van Der Bogt (vocal), Ruud Jolie (guitarra e teclado), Thijs Schrijnemakers (teclado Hammond), Marco Kuypers (teclado Rhodes, Wurlitzer e piano), Kristoffer Gildenlöw (baixo, ex-Pain of Salvation) e Leo Margarit (bateria, Pain of Salvation). A produção ficou a cardo de Jolie.

São ao todo treze faixas, todas elas com doses generosas de melodia e que levam, em certos momentos, a música do grupo para um lugar bem próximo ao AOR e ao melodic rock. Tudo é bem “radio friendly”, como gostam de falar os críticos norte-americanos e ingleses, porém feito com extremo bom gosto. As canções são bem arranjadas e desenvolvidas, e há um cuidado e uma atenção especiais envolvendo tudo que envolve o disco.

O resultado é uma audição agradável que faz uma boa companhia para o ouvinte e ainda proporciona belos momentos como o hard pop que batiza o disco, a linda “Let Me Fly”, “The Big Wheel”, a participação de Anekke Van Giersbergen em “We Are the Light” e o prog de “Prophets in Disguise”.

Não vai mudar o mundo. Mas, na boa, nem precisa.



Review: English Dogs - Forward Into Battle (1985)

terça-feira, novembro 13, 2018

Uma das pioneiras do crossover, a união entre o punk e o heavy metal, a banda britânica English Dogs tem um de seus trabalhos mais clássicos lançados no Brasil. Segundo disco do grupo, Forward Into Battle está sendo lançado por aqui pela Hellion Records em uma edição que vem com encarte com as letras e um pôster.

O álbum saiu em 1985 e suas dez faixas ditaram caminhos para os futuros exploradores do crossover. A banda soube como equilibrar características de ambos os gêneros musicais, que naquela época eram vistos como antagônicos e até mesmo rivais pelos fãs. O resultado é um disco que ainda soa atual, mesmo passados mais de trinta anos de sua gravação.

Se você se interessa pela história e pelo desenvolvimento da música pesada, Forward Into Battle é um item muito bem-vindo em sua coleção.



Discoteca Básica Bizz #128: Yes - Fragile (1972)

terça-feira, novembro 13, 2018

Em meados de 1971, o rock progressivo estava na moda na imprensa britânica. Eram os "alternativos" da ocasião. E o Yes chamava a atenção da mídia por ter trocado o tecladista Tony Kaye por Rick Wakeman, ex-músico do estúdio de curta passagem pelo grupo Strawbs.

Fragile, que saiu em 4 de fevereiro de 1972, traz quatro faixas em arranjos coletivos do grupo e cinco solos. Wakeman se apresenta com um arranjo de um movimento da Quarta Sinfonia de Brahms, um exercício de substituição de timbres na era do sintetizador analógico (à moda de Walter Carlos). Jon Anderson se esmera em suas letras que só valem pela sonoridade em "We Have Heaven". Steve Howe e Chris Squire exibem seus dotes ao violão e baixo, respectivamente, e o baterista Bill Bruford indica que já andava com a cabeça em outros campos em sua faixa, "Five Per Cent for Nothing".

Fragile representa o ponto mais delicado do equilíbrio entre as figurinhas difíceis que formaram o Yes. Foi instituído um esquema de discussão de cada detalhe dos arranjos. A postura "hippie-chique" de Anderson, Squire e Howe era a que casava melhor com a proposta. Com anos de academia e estúdio, Wakeman se adaptou ao sistema, apesar de estar mais interessado no estrelato pop. Para o jazzista Bruford, tocar sem improvisos era uma camisa-de-força artística.


O álbum também indica o ponto em que se encontram o Yes pop e experimentador dos primeiros discos com a banda profissional, mas auto-referente, dos anos seguintes. A faixa "Roundabout" é um exemplo disso. Ela mantém-se acessível aos ouvintes de outras correntes do rock porque é fiel à estrutura do pop inglês do final dos anos 1960, adicionando ornamentos característicos do background musical dos integrantes do grupo. "Roundabout" tem uma levada pop que alterna as intervenções de inspiração erudita de Howe, tudo ligado pela refinada base harmônica de Wakeman, também muito preciso na escolha de sons de seu arsenal de teclados. Lá pela metade a música desvia para um "heavy caribenho", chance para Bruford mostrar suas habilidades.

"South Side of the Sky" repete a mesma ideia, só que experimentando um som mais pesado, enquanto "Heart of the Sunrise" carrega nas passagens dramáticas. Só "Long Distance Runaround" mostra uma construção diferente, com dois temas que se alternam até Chris Squire abrir seu solo, "The Fish".

O Yes mostrou em Fragile o que os jovens ingleses de classe média, treinados em conservatórios, poderiam fazer no rock sem fugir muito do entretenimento. Daí por diante eles começaram a se levar muito a sério.

Se o rock progressivo tinha algo de bom, era a liberdade de ousar misturar qualquer tipo de informação musical. Fragile foi a chance do Yes de encontrar seu ponto certo nessa mistura antes de envelhecer.

Texto escrito por Marcos Smirkoff e publicado na Bizz #128, de março de 1996


Paul McCartney fará shows no Brasil em 2019

terça-feira, novembro 13, 2018

A informação foi dada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Paul McCartney fará quatro shows no Brasil em 2019, dentro da turnê de seu mais recente disco, Egypt Station (2018). Os concertos serão em São Paulo (no Allianz Parque) e em Curitiba, além de mais duas cidades que ainda não foram confirmadas, assim como as datas. O Beatle passará também pela Argentina e pelo Chile.

A última passagem de Paul foi em 2017, com shows em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador.

Egypt Station é o décimo-sétimo disco de Macca e foi lançado em 7 de setembro de 2018. O álbum traz uma música em homenagem ao Brasil, “Back in Brazil”. Produzido por Greg Kurstin, é o sucessor de New (2013) e foi o primeiro disco solo de Paul a chegar ao primeiro lugar do Billboard 200.

Com 76 anos de idade, o Beatle é famoso por fazer concertos com cerca de três horas de duração e que são emocionantes celebrações musicais, levando às lágrimas fãs de todas as partes do planeta.

Novo álbum do Whitesnake será lançado em maio

terça-feira, novembro 13, 2018

O Whitesnake confirmou que o seu novo disco, Flesh & Blood, será lançado em maio de 2019. O décimo-terceiro álbum da banda liderada pelo vocalista David Coverdale será disponibilizado pela Frontiers Records e será o primeiro trabalho com músicas inéditas do grupo em oito anos, desde Forevermore (2011). No período, o sexteto lançou também The Purple Album (2015), com releituras para clássicos do Deep Purple, ex-banda de Coverdale.

A formação atual do Whitesnake conta com David Coverdale, Reb Beach (guitarra), Joel Hoekstra (guitarra), Michele Luppi (teclado), Michael Devin (baixo) e Tommy Aldridge (bateria).

Flesh & Blood será o terceiro disco com canções inéditas da cobra branca desde que o grupo retornou em 2008, com Good to Be Bad

12 de nov de 2018

Stan Lee morre aos 95 anos

segunda-feira, novembro 12, 2018

Stan Lee, o criador do universo Marvel, morreu nesta segunda-feira, 12/11, aos 95 anos. A notícia foi confirmada por sua filha.

Na manhã desta segunda-feira uma ambulância correu para a residência de Stan em Hollywood Hills e ele foi levado às pressas para o Cedars-Sinai Medical Center, onde acabou falecendo. Durante 2017, Lee sofreu diversos problemas de saúde, incluindo um surto de pneumonia e problemas de visão.

Stanley Martin Lieber nasceu em Nova York no dia 28 de dezembro de 1922. Ele começou na Marvel com auxiliar da equipe em 1939, quando a editora ainda se chamada Timely Comics. No início dos anos 1960, Stan Lee criou ao lado de Jack Kirby o Quarteto Fantástico, dando início à revolução que a Marvel faria na indústria de quadrinhos e que levaria a editora a superar a sua principal concorrente, a DC Comics. Na sequência vieram outros personagens clássicos como Hulk, Thor, Homem de Ferro, X-Men, Demolidor, Doutor Estranho e Homem-Aranha, fazendo então nascer todo um mundo de personagens com histórias compartilhadas, com o conceito inovador de levar para todo este universo as consequências do que tinha acontecido em cada uma das revistas.

Lee assumiu como editor-chefe e depois como publisher da Marvel, tornando-se o rosto da Casa das Ideias em todo o mundo. Um dos mais importantes nomes da indústria dos quadrinhos, Stan Lee foi apresentado para toda uma nova geração através das suas participações especiais em todos os filmes produzidos pelo Marvel Studios. Aliás, a viabilização do projeto cinematográfico da Marvel sempre foi um dos seus maiores objetivos.

Stan Lee foi induzido ao Will Eisner Award Hall of Fame em 1994, e ao Jack Kirby Hall of Fame em 1995.

Um dos maiores nomes da história dos quadrinhos e a última grande lenda da nona arte, Stan Lee parte com a certeza de deixar um legado gigantesco, que seguirá inspirando gerações e gerações de leitores.

Quadrinhos: Paper Girls Vol. 2, de Brian K. Vaughan e Cliff Chiang

segunda-feira, novembro 12, 2018

O saudosismo em relação aos anos 1980 é o ponto de partida de Paper Girls, série em quadrinhos escrita por Brian K. Vaughan (Saga, Y: O Último Homem, Os Leões de Bagdá) e ilustrada por Cliff Chiang (Mulher-Maravilha, Arqueiro Verde & Canário Negro). Mas não no sentido de trazer de volta alguma atração, artista ou momento marcante daquela década, mas em outro sentido bem mais amplo: em Paper Girls, Vaughan e Chiang apresentam aos leitores atuais a diversão, o mistério e a aventura em doses gigantescas que fizeram dos filmes lançados naquele período (como Indiana Jones, De Volta para o Futuro, E.T., Os Caça-Fantasmas e outros) alguns dos maiores clássicos do cinema pipoca.

Em Paper Girls, que chega ao segundo volume aqui no Brasil, ambos lançados pela editora Devir, acompanhamos uma turma de entregadoras de jornal, todas entre 11 e 13 anos, que encontram pelo caminho indivíduos de outro mundo e se vêem envolvidas em uma trama com direito a viagens no tempo e outros conceitos de ficção científica.

O primeiro ponto de destaque de Paper Girls é o fato da série ser formada, quase exclusivamente, por personagens femininas. Todo o protagonismo é do quarteto de garotas, que são construídas com profundidade pelo roteiro e pelos diálogos bem escritos por Brian K. Vaughan. Cada uma delas - Erin, Mac, KJ e Tiffany - tem uma personalidade bem definida, e suas particularidades conversam de maneira complementar com cada uma das outras. Nesse aspecto, é interessante lembrar o quanto a figura feminina é recorrente na obra de Brian K. Vaughan, seja na já clássica Y: O Último Homem (onde todos os seres vivos com o cromossomo Y morrem subitamente, menos um garoto e seu macaco, e ambos passam a conviver em um mundo habitado exclusivamente por mulheres) ou na atual - e não menos excelente - Saga, em que a história é narrada pelo ponto de vista da pequena Hazel, filha do casal Alana e Marko, amantes apaixonados vindos de lados opostos de uma guerra centenária.


A narrativa de Vaughan prima pelo dinamismo e usa artifícios que remetem a filmes como Conta Comigo, em que a história também é construída tendo como alicerce central a amizade entre os personagens principais. Já a arte de Cliff Chiang vem com o traço bastante original do artista, devidamente intensificado pela escolha de retratar os personagens com um sutil toque vintage, ingrediente que fica especialmente visível nos rostos do quarteto de garotas. O uso criativo das cores, a cargo de Matthew Wilson (The Wicked + The Divine, Viúva Negra, Mulher-Maravilha), é outro ponto importante, pois utiliza o contraste como elemento narrativo e, em diversos momentos, reduz a palheta para um número reduzido de tons, criando um resultado que casa de maneira perfeita com o que está sendo contato pelo texto e pela arte.

Neste segundo volume, a história inicia em 1988 e dá um salto temporal até 2016, com as garotas entrando em contato e ficando maravilhadas com a tecnologia do nosso tempo. Isso gera boas situações e interações interessantes entre as personagens, ao mesmo tempo em que expõe a disparidade entre as aspirações e os sonhos adolescentes e a dura e nem sempre bela vida adulta ao colocar frente a frente uma das personagens e sua versão mais velha.


A edição da Devir é muito bonita e vem no formato 17x26, capa brochura, papel couchê e 128 páginas, e segue o padrão que a editora tem adotado para esse tipo de publicação.

Paper Girls é uma história deliciosa e que garante uma ótima leitura. Não à toa, a série foi premiada com vários Eisner Awards e recebeu também um Hugo Award. Publicada mensalmente pela Image, foi compilada em cinco encadernados lançados no mercado norte-americano, volumes esses que servem de molde para as edições da Devir. Agora, é esperar que os demais também saiam por aqui e que a editora brasileira não demore tanto  para disponibilizar o terceiro, quarto e quinto volumes da obra de Vaughan e Chiang - o primeiro saiu em março de 2017 e o segundo em agosto de 2018. 

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