9 de nov de 2018

Review: The Struts - Young & Dangerous (2018)


O rock já não tem aquela mesma relevância dentro do mainstream como acontecia há décadas atrás, mas sempre nos deparamos com coisas legais, como o Greta Van Fleet encarnando o espírito zeppeliniano em suas canções ou até mesmo o Ghost, com seu teatro em doses encorpadas de Black Sabbath e Blue Öyster Cult. Por sua vez, outra banda chama a atenção em seu mais novo lançamento: The Struts.

Formada em 2009, na cidade de Derbyshire, na Inglaterra, o The Struts vem conquistando fãs com seu glam rock revival misturado com indie pop, que remete a nomes como Queen, T. Rex e até aos Rolling Stones. Em seu segundo disco, Young & Dangerous, lançado no dia 26 de outubro pela Intescope, o grupo mantém o glam pop que os consagrou no álbum anterior (Everybody Wants, de 2016), só que ainda mais ousado, diga-se de passagem, ao flertar mais com o glam ao estilo Queen e avançar em outras searas como o rap, na faixa "Bulletproof Baby".

Os destaques são os singles "Body Talks” - que possui duas versões: uma com a banda e a outra com a participação da cantora pop Kesha -, "Primadonna Like Me" - que mantém o clima festeiro do disco anterior chamando o ouvinte imediatamente para a pista - e "Fire", faixa que considero uma das melhores do disco, em que o vocalista Luke Spiller, com seu timbre de voz semelhante ao de Freddie Mercury, deposita o espírito juvenil da banda numa mistura de Queen, The Killers e The Darkness. 

Vamos levar em consideração que vemos um Luke Spiller mais solto e virtuoso, em canções como "Fire" e "Tatler Magazine", no qual o The Struts apresenta sinais de comparações com o Queen, principalmente por sua voz e vigor, tanto nas músicas quanto em suas apresentações ao vivo – basta ver alguns de seus shows no YouTube. O fato de fixarem residência nos Estados Unidos, a mudança de gravadora e uma turnê com o Foo Fighters promovendo seu novo disco são sinais de que a banda está no caminho certo e conquistando cada vez mais fãs. 

O que vale a pena ser considerado é que o The Struts repete a fórmula festeira e pop do disco anterior, mas arrisca mais ao beber da fonte de seus ídolos, como (o muitas vezes citado neste texto, e não por acaso) Queen - presente em muitas faixas do disco -, David Bowie e até Elton John. Se você não para de escutar Greta Van Fleet por lembrar de imediato do Led Zeppelin, certamente o Queen não vai sair da sua cabeça ao ouvir The Struts em seu playlist.

Afinal, ser jovem e perigoso em início de carreira nunca é demais.

Por Renan Esteves

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