2 de fev de 2018

Review: Wrath Sins - The Awakening (2018)

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Formado em 2012 na cidade do Porto, o Wrath Sins é uma das novas bandas portuguesas que mais tem chamado a atenção no metal. O disco de estreia dos caras, Contempt Over the Stormfall, saiu em 2015, e agora o quinteto colocou na roda o seu segundo trabalho, The Awakening.

A pegada do Wrath Sins é um thrash com algumas influências de prog e outras tantas de death metal, o que resultada em uma sonoridade ao mesmo tempo agressiva e rica em passagens onde a técnica assume o posto frontal. 

Com dez músicas, The Awakening é um disco predominantemente veloz, com faixas que apresentam andamentos acelerados que muitas vezes chegam a lembrar os tempos áureos do speed metal, lá no início dos anos 1980. A banda mostra criatividade ao construir boas músicas e apresentar ideias interessantes que, mesmo não transbordando de originalidade, mostram que os caras conhecem o terreno onde estão pisando.

Como curiosidade, vale mencionar que o brasileiro Diego Mascarenhas assumiu a bateria da banda em 2017 e gravou este segundo álbum, que é produzido por André Matos, produtor português homônimo ao vocalista conhecido pelos seus trabalhos com o Angra e o Shaman.

Caso a sua única referência quando se trata da cena metálica de Portugal seja apenas o Moonspell, o Wrath Sins ajudará a mudar um pouco esse seu pensamento.

Led Zeppelin anuncia lançamento de livro ilustrado sobre a história da banda

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Celebrando os 50 anos do Led Zeppelin, a London’s Reel Art Press está lançando junto com a clássica banda britânica um livro ilustrado. Intitulada Led Zeppelin by Led Zeppelin, a obra possui 368 páginas e é o primeiro e único livro ilustrado com a participação dos integrantes do grupo.

O material traz fotografias do quarteto e de suas carreiras após o final da banda, bem como diversos flagrantes dos músicos no palco e em momentos mais intimistas.

Led Zeppelin by Led Zeppelin será lançado em outubro e ainda não há previsão da chagada da obra no mercado brasileiro.

1 de fev de 2018

Os 100 Maiores Álbuns de Rock de Todos os Tempos segundo a Classic Rock Magazine

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Realizando uma pesquisa com os seus leitores, a Classic Rock Magazine publicou em outubro de 2017 uma edição especial onde listou os 100 maiores álbuns de rock de todos os tempos.

A pesquisa foi realizada nas redes sociais da publicação, que disponibilizou uma pré-lista com 200 títulos e pediu a opinião dos leitores. O resultado é bem legal e abrange de maneira coerente a proposta a que se propôs.

Algumas curiosidades: a lista contém álbuns lançados entre 1965 e 1997, abrangendo quatro décadas. A divisão se deu assim: 18 discos lançados durante os anos 1960, 53 durante os 1970, 22 na década de 1980 e 7 nos anos 1990. Houve um empate entre dois anos com o maior número de títulos presentes: tanto 1971 quanto 1976 tiveram 9 álbuns cada na lista. Na sequência vieram 1975 com 7 discos e o trio 1967, 1969 e 1973 com seis títulos cada. Entre os artistas, seis bandas são responsáveis por 24 discos presentes: Pink Floyd, Rolling Stones, The Who, AC/DC, Beatles e Led Zeppelin entraram com 4 álbuns cada. Na sequência vieram Black Sabbath, David Bowie, Deep Purple e Jimi Hendrix com 3 discos cada um. Ou seja: dez artistas respondem por 36% da lista, demonstrando mais uma vez o impacto e a influências de suas obras.

Abaixo está a lista completa com os 100 Maiores Álbuns de Rock de Todos os Tempos segundo a Classic Rock Magazine:

100 Foreigner - 4 (1981)
99 Tom Petty and The Heartbreakers - Tom Petty and The Heartbreakers (1976)
98 Megadeth - Peace Sells … But Who’s Buying? (1986)
97 Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn (1967)
96 Soundgarden - Superunknown (1994)
95 Genesis - The Lamb Lies Down on Broadway (1974)
94 Black Sabbath - Sabotage (1975)
93 Cheap Trick - At Budokan (1978)
92 The Rolling Stones - Beggars Banquet (1968)
91 ZZ Top - Tres Hombres (1973)
90 Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik (1991)
89 Kiss - Destroyer (1976)
88 David Bowie - Hunky Dory (1971)
87 Yes - Fragile (1971)
86 Bob Dylan - Highway 61 Revisited (1965)
85 Queensrÿche - Operation: Mindcrime (1988)
84 Rage Against the Machine - Rage Against the Machine (1992)
83 Whitesnake - 1987 (1987)
82 Deep Purple - Burn (1974)
81 Ramones - Ramones (1976)
80 Alice Cooper - Billion Dollar Babies (1973)
79 Radiohed - OK Computer (1997)
78 Iron Maiden - Seventh Son of a Seventh Son (1987)
77 The Who - Tommy (1969)
76 Bon Jovi - Slippery When Wet (1986)
75 Dire Straits - Brothers in Arms (1985)
74 AC/DC - Powerage (1978)
73 Bruce Springsteen - Born in the USA (1984)
72 Cream - Disraeli Gears (1967)
71 Kiss - Alive! (1975)
70 UFO - Strangers in the Night (1979)
69 Jimi Hendrix Experience - Axis: Bold as Love (1967)
68 Lynyrd Skynyrd - (pronounced 'Leh-nérd' ‘Skin-nérd) (1973)
67 The Who - Live at Leeds (1970)
66 Bad Company - Bad Company (1974)
65 Thin Lizzy - Live and Dangerous (1978)
64 Derek and the Dominos - Layla and Other Assorted Love Songs (1970)
63 Motörhead - Ace of Spades (1980)
62 Deep Purple - In Rock (1970)
61 AC/DC - Let There Be Rock (1977)
60 Def Leppard - Pyromania (1983)
59 King Crimson - In the Court of the Crimson King (1969)
58 The Who - Quadrophenia (1973)
57 Aerosmith - Rocks (1976)
56 Jethro Tull - Aqualung (1971)
55 Thin Lizzy - Jailbreak (1976)
54 Judas Priest - British Steel (1980)
53 The Beach Boys - Pet Sounds (1966)
52 Bruce Springsteen - Born to Run (1975)
51 Sex Pistols - Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols (1977)
50 Prince and The Revolution - Purple Rain (1984)
49 Van Halen - 1984 (1984)
48 The Rolling Stones - Let It Bleed (1969)
47 The Clash - London Calling (1979)
46 The Allman Brothers Band - At Fillmore East (1971)
45 Black Sabbath - Master of Reality (1971)
44 Meat Loaf - Bat Out of Hell (1977)
43 Jimi Hendrix Experience - Electric Ladyland (1968)
42 U2 - The Joshua Tree (1987)
41 Aerosmith - Toys in the Attic (1975)
40 Def Leppard - Hysteria (1987)
39 The Doors - L.A. Woman (1971)
38 Dio - Holy Diver (1983)
37 The Rolling Stones - Exile on Main Street (1972)
36 Nirvana - Nevermind (1991)
35 Pearl Jam - Ten (1991)
34 Ozzy Osbourne - Blizzard of Ozz (1980)
33 Rush - Moving Pictures (1981)
32 Eagles - Hotel California (1976)
31 Boston - Boston (1976)
30 Metallica - Metallica (1991)
29 The Rolling Stones - Sticky Fingers (1971)
28 The Who - Who’s Next (1971)
27 Fleetwood Mac - Rumours (1977)
26 The Doors - The Doors (1967)
25 The Beatles - Revolver (1966)
24 Deep Purple - Machine Head (1972)
23 David Bowie - Aladdin Sane (1973)
22 Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced (1967)
21 Rainbow - Rising (1976)
20 Black Sabbath - Paranoid (1970)
19 Rush - 2112 (1976)
18 Pink Floyd - The Wall (1979)
17 Metallica - Master of Puppets (1986)
16 David Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust & The Spiders From Mars (1972)
15 Queen - A Night at the Opera (1975)
14 Led Zeppelin - Physical Graffiti (1975)
13 The Beatles - White Album (1968)
12 Iron Maiden - The Number of the Beast (1982)
11 Van Halen - Van Halen (1978)
10 Led Zeppelin - Led Zeppelin (1969)
9 AC/DC - Highway to Hell (1979)
8 The Beatles - Abbey Road (1969)
7 AC/DC - Back in Black (1980)
6 Guns N’ Roses - Appetite for Destruction (1987)
5 Pink Floyd - Wish You Were Here
4 The Beatles - Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967)
3 Led Zeppelin - Led Zeppelin II (1969)
2 Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)
1 Pink Floyd - The Dark Side of the Moon (1973)

John Fogerty anuncia relançamentos e novo álbum

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

John Fogerty iniciará o relançamento de cinco de seus álbuns solo. As novas edições começarão a chegar nas lojas nos próximos meses. 

Os títulos que serão relançados são Centerfield (1985), Eye of the Zombie (1986) Blue Moon Swamp (1997), o ao vivo Premonition (1998) e Deja Vu All Over Again (2004). Os discos serão relançados em LPs de 180 gramas, CD e nos formatos digitais. Blue Moon Swamp será o primeiro a ganhar uma nova edição, que chegará às lojas dia 27 de abril.

O vocalista e guitarrista também anunciou que está trabalhando em seu novo álbum, o sucessor de Wrote a Song For Everyone (2013). O disco deve ser lançado no final de 2018.

Richie Kotzen acha que já é hora de gravar um novo álbum do The Winery Dogs

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Participando do programa de Eddie Trunk, Richie Kotzen falou sobre o momento atual de sua carreira e o desejo de gravar um novo disco do The Winery Dogs, trio em que é acompanhado por Billy Sheehan e Mike Portnoy.

Nas palavras de Kotzen: “Não falamos literalmente sobre ‘nesta data vamos fazer tal coisa’. Mas acho que todos sabem que em algum momento vamos nos reencontrar e fazer algo juntos novamente. Quero voltar a fazer o que faço durante toda a minha vida, que é a minha música e os meus discos. Acho que agora seria o momento ideal para nos reunirmos e começar uma nova fase no Winery Dogs, já que ano passado gravei um álbum solo. Mas Billy e Mike tem uma nova banda agora”.

O disco mais recente do trio, Hot Streak, foi lançado em 2015. Como Portnoy e Sheehan estão em turnê promovendo o disco de estreia do Sons of Apollo, é provável que a reunião para reativar o The Winery Dogs ainda demore um pouco.

31 de jan de 2018

Nergal está animado com o novo álbum do Behemoth

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Conversando com a Metal Hammer, Nergal, vocalista, guitarrista e líder da banda polonesa Behemoth, falou sobre o processo de criação do novo disco do grupo, sucessor do ótimo The Satanist (2014).

De agora em diante, toda a minha energia vai para o Behemoth. Estou super animado com as letras do novo disco e parece que vou escrever a maior parte delas. Estou bastante inspirado. Quando terminei The Satanist, fiquei satisfeito com todas as músicas. Estava numa vibe pensando que não havia mais nada que eu poderia fazer em se tratando de metal extremo. Então embarquei no Me and That Man e nivelei minha energia, e esse projeto surpreendentemente me trouxe de volta para a caverna do black metal mais criativo do que nunca. Desde então, não consegui parar de compor novas canções!”.

Falando sobre as expectativas dos fãs em relação ao novo álbum, Nergal declarou: “Evangelion foi o nosso disco mais bem gravado e tinha um som perfeito, mas então veio The Satanist que era outra coisa totalmente diferente. O novo álbum será mais uma vez assim, tenho certeza. Então, quando as pessoas me falam que precisamos superar The Satanist, eu penso que não preciso superar nada. Só quero garantir que tenhamos mudanças de direção durante a nossa carreira, e é isso que vamos fazer no novo álbum: ir por um caminho diferente para não ficarmos presos aos mesmos padrões dos trabalhos anteriores”.

O Behemoth fará parte nos próximos meses da turnê de despedida do Slayer, onde dividirá o palco com o Lamb of God, Anthrax e Testament. Ainda não há data prevista para o lançamento do novo disco.


Tecladista do Journey lança autobiografia

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Johathan Cain, tecladista do Journey, está lançando a sua autobiografia. Como não poderia deixar de ser, o livro foi batizado com o mesmo nome da mais conhecida canção da banda norte-americana.

Don’t Stop Believin: The Man, The Band and The Song That Inspired Generations chegará às livrarias dia 1 de maio pela editora Zondervan. Cain conta a sua trajetória e traz histórias de bastidores do grupo, incluindo a inspiração e processo de gravação de “Don't Stop Believin”, composta por ele, Steve Perry e Neal Schon e lançada como segundo single do álbum Escape (1981).

Por enquanto, não há previsão de lançamento do livro no Brasil.


Jimmy Page e Robert Plant relembram performance caótica no Live Aid

quarta-feira, janeiro 31, 2018

O Ultimate Classic Rock publicou um texto onde traz depoimentos de Robert Plant e Jimmy Page sobre o show que o Led Zeppelin fez no Live Aid, festival beneficente repleto de grandes nomes que foi organizado pelo músico Bob Geldof e aconteceu no dia 13 de julho de 1985 de maneira simultânea no Wembley Stadium na Inglaterra e no John F. Kennedy Stadium nos Estados Unidos. Aliás, foi esse evento que deu origem ao Dia Mundial do Rock.

O Led Zeppelin tocou no John F. Kennedy Stadium, na Filadélfia, com Plant, Page e John Paul Jones acompanhados pelos bateristas Phil Collins e Tony Thompson e pelo baixista Paul Martinez. O show foi prejudicado pela falta de ensaio com os dois bateristas, pela guitarra fora de tom de Jimmy Page, a voz rouca de Robert Plant e o mau funcionamento do equipamento de palco. A imprensa da época classificou a performance como "vergonhosa" e o vocalista refere-se à ela como uma “atrocidade”.

Na apresentação no Live Aid o Led Zeppelin tocou apenas três músicas: “Rock and Roll”, “Whole Lotta Love” e “Stairway to Heaven”.

Tanto Page quanto Plant recordaram esse momento em rápidos depoimentos. Para Robert Plant: “Foi horrível. Emocionalmente, eu estava comendo todas as palavras que pronunciava, e ainda por cima estava rouco. Fiz três shows seguidos antes de chegar ao Live Aid. Ensaiamos durante a tarde, e quando chegamos ao palco a minha voz havia desaparecido. Page chegou primeiro e instantaneamente nos conectamos novamente. Mas não era a hora de ele fazer aquilo, pois havia acabado de lançar o segundo álbum do The Firm e acho que ele ficou um pouco confuso com tudo”.

Já a opinião de Jimmy Page é essa: “O Live Aid foi como um ensaio de uma hora de duração, com todos nos encontrando depois de sete anos sem tocarmos juntos. Em certo ponto, quase esqueci o motivo de estar naquele palco. Eu estava muito preocupado em esquecer este ou aquele acorde, já que não tocava aquelas músicas há anos. Eu me sentia tocando com velhos amigos, e isso é sempre bom. Foi uma boa terapia também, já que cada um de nós estava indo em uma direção diferente em nossas carreiras. Foi interessante, mas devo admitir que no início foi meio estranho. Não totalmente estranho, mas ligeiramente tenso”.

Para quem nunca assistiu, abaixo está o show completo do Led Zeppelin no Live Aid:

Deafheaven começa a gravar novo disco

quarta-feira, janeiro 31, 2018

O Deafheaven começou a gravar o seu novo disco. As sessões do sucessor de New Bermuda (2015) iniciaram na última segunda-feira, 29/01, em Oakland, no estúdio 25th Street Recording.

O produtor e engenheiro de som Jack Shirley, que trabalhou com o grupo em seus aclamados últimos álbuns, está com o quarteto no estúdio.

A previsão é que o quarto álbum do Deafheaven seja lançado durante o verão norte-americano, também conhecido com o inverno do hemisfério sul. O novo trabalho chega para complementar a discografia que já conta com os discos Roads to Judah (2011), Sunbather (2013) e New Bermuda (2015).

Adam Duce, ex-baixista do Machine Head, critica caminho atual da banda

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Respondendo a um fã que postou em sua rede social dizendo que sentia falta de Duce no Machine Head, o ex-baixista da banda norte-americana deixou claro o que sente pelo grupo e, principalmente, pelo vocalista e guitarrista Robb Flynn. Leia abaixo:

Eu não tinha ouvido nada da banda deste então, nem escutei uma música desde que saí. Na minha opinião fiquei tempo demais no Machine Head, por assim dizer. Eu sabia que o narcisista iria bater o navio em algum momento e fique apenas observando a maneira como ele se aproximava do que foi feito em Unto the Locust”.

Adam Duce fundou o Machine Head com Robb Flynn em 1991 e deixou a banda em fevereiro de 2013.

Russell Allen fala sobre a vida após o acidente com o Adrenaline Mob

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Em entrevista para o jornalista Brad Parmerter, Russell Allen falou sobre a sua vida após o acidente que sofreu com o Adrenaline Mob em 2017 e que vitimou fatalmente o baixista David Z. 

Segundo o vocalista: “Me sinto em casa quando estou no palco, mais do que jamais estive, então é o lugar onde devo estar. Quando estou lá, tudo que sai da minha boca vem direto do coração. Não há filtro. Não fico pensando se vai ser legal ou não, apenas faço. Acho que é isso que vocês estão vendo agora: um cara que foi ao inferno e voltou. Estou apenas lá em cima, amando a vida e mostrando o meu amor pelo público através da música. Essa é a melhor maneira de explicar. Eu não sabia se iria conseguir voltar, mas meu terapeuta e meus médicos ficavam sempre dizendo que isso seria uma coisa boa para mim. Eles me mandavam fazer, confrontar e sair em turnê novamente, essas coisas. Porque você sabe, cara, apenas entrar em um tour bus já é um ponto de provação pra mim agora. Eu estava com medo de fazer isso. Na primeira noite eu simplesmente não consegui dormir. Todo mundo foi tão incrível, amável e agradável que percebi que estava cercado por muito amor, mas as coisas foram difíceis. Estou feliz por conseguir voltar e fazer isso novamente, mas foi difícil deixar meus filhos e minha esposa em casa depois de quase perder tudo. Você sabe, a minha vida tem sido uma jornada de reconstrução, pra dizer o mínimo, nesses últimos meses”.

Russell está atualmente em estúdio gravando o novo álbum do Symphony X, que deve sair ainda em 2018.

Greta Van Fleet tocará em evento promovido por Elton John

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Promovido anualmente pelo cantor britânico, a edição deste ano do Elton John AIDS Foundation acontecerá no dia 4 de março em Los Angeles.

E entre as suas atrações, o evento contará com a apresentação do Greta Van Fleet, um dos mais celebrados novos nomes do rock. Segundo o guitarrista Jake Kiszka: “Ficamos sem palavras quando Elton nos convidou. Somos todos grandes fãs de sua obra e ficamos muito, muito honrados com o convite”.

“Foi surreal receber um Grammy”, diz Troy Sanders, baixista do Mastodon

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Troy Sanders conversou com a HardDrive Radio e contou sobre a sensação de receber um Grammy. O Mastodon foi premiado na edição 2018 da premiação na categoria Best Metal Performance pela música "Sultan's Curse", presente no álbum Emperor of Sand (2017).

Veja o que Sanders falou: “É bastante surreal. Eu acho ótimo pela atenção que você recebe, e não apenas a gente, mas as cinco bandas que foram nomeadas nessa categoria. Traz uma boa sensação para todos. Eu realmente sinto que estamos todos no mesmo barco. Nós nunca criamos o Mastodon com o objetivo de um dia receber um Grammy. É a coisa mais distante do seu radar quando você se reúne com seus amigos e começa uma banda. Então foi inesperado chegar a esse ponto, mas agora que chegamos aqui não consigo pensar em nada além de algo positivo recebermos um reconhecimento como esse”.

30 de jan de 2018

Review: Joe Perry - Sweetzerland Manifesto (2018)

terça-feira, janeiro 30, 2018

Sweetzerland Manifesto, lançado no início do ano por Joe Perry, é o quarto álbum solo de Joe Perry, guitarrista do Aerosmith. Se colocarmos na conta os três discos lançados com o The Joe Perry Project, a soma fica um pouquinho maior. O fato é que, independente dos números, a nova aventura musical de Perry é surpreendente.

O que temos, essencialmente, é um trabalho de rhythm and blues com diversos convidados especiais. Marcam presença no álbum nomes como Alice Cooper, David Johansen, Terry Reid, Robin Zander e outros. As dez faixas espalhadas pelos 44 minutos do play trazem uma sonoridade agradável e que transparece veracidade e autenticidade, além de um muito bem-vindo clima de despojamento.

Perry caminha por diversos espectros sonoros em Sweetzerland Manifesto. “I Wanna Roll”, por exemplo, traz Johansen, vocalista do New York Dolls, encarnando uma amálgama entre Tom Waits e Iggy Pop em uma das melhores canções do álbum. Os timbres sujos e o já citado ar de despretensão fazem com que o trabalho ganhe força durante a sua audição, revelando-se muito mais interessante do que poderia parecer a princípio.

As experimentações de Perry com batidas tribais em “Rumble in the Jungle” e as explorações pelas raízes do blues durante todo o disco fazem com que Sweetzerland Manifesto acabe adquirindo um espectro artístico poucas vezes visto em um álbum do Aerosmith. Perry se permite ir muito além do hard rock da banda onde divide o protagonismo com Steven Tyler, e o resultado é um dos melhores momentos de sua longa carreira.

Se você procura um belo disco de rock, um bom disco de música e um som agradável pra curtir nesses dias quentes de verão, Sweetzerland Manifesto é uma ótima dica.

Ler quadrinhos no Brasil está virando privilégio de poucos, e não pode ser assim

terça-feira, janeiro 30, 2018

Histórias em quadrinhos sempre foram uma mídia barata e de massa. Foi através dos gibis que gerações se apaixonaram pela leitura e seguem tendo o primeiro contato com a literatura. No entanto, o mercado brasileiro parece andar na contramão com diversos movimentos que encarecem e restringem cada vez mais o consumo de HQs. O último e mais impactante desses fatos foi o aumento de 45% em média aplicado pela Panini em seus encadernados. E agora, José?

Pensando sobre o assunto, lembrei da minha relação com a música e com o consumo de seus formatos físicos. Tenho aproximadamente 2 mil CDs em casa e há anos parei de comprar discos, com pequenas e pontuais exceções. O motivo é simples: o preço dos CDs está muito caro e eu me recuso a pagar mais de R$ 30 por um disco. A solução? Migrei totalmente para os serviços de streaming, onde a mensalidade de R$ 16 me dá acesso a uma quantidade quase infinita de álbuns. Não vou nem falar dos vinis, cuja especulação faz com que discos detonados e em estado deplorável sejam vendidos a quase R$ 200 Brasil afora. E pior: tem gente que paga por isso. Portanto, a minha solução foi simples: não quero pagar o preço por achar caro e encontrei uma alternativa adequada para o problema.

Em relação aos quadrinhos, a questão também é parecida. Por mais que qualquer empresa possa aplicar os preços que desejar em seus produtos, é a lei da oferta e procura que define o quanto um produto vale na prática. É o mercado, o leitor, que responde se uma edição com 296 páginas em capa dura de Escalpo realmente vale os R$ 120 pedidos pela editora.


Toda essa discussão passa por diversos aspectos. O mercado brasileiro de HQs foi inundado por uma avalanche de edições luxuosas e em capa dura nos últimos anos, potencializada sobremaneira pela chegada das coleções da Salvat e da Eaglemoss, dedicadas respectivamente a clássicos da Marvel e da DC. A resposta dos leitores a essa iniciativa foi positiva, com tudo vendendo bem, apesar dos preços altos e das edições um tanto quanto mal feitas e cheias de erros de ortografia tanto da Salvat quanto da Eaglemoss. Ao mesmo tempo, essa aceitação do mercado fez com que outras editoras intensificassem a oferta de produtos com acabamento premium, com Mythos, Devir e até mesmo a Abril com suas edições luxuosas da Disney entrando com força no segmento das HQs de luxo, isso sem falar na chegada de novas editoras como a Pipoca & Nanquim e a Geektopia.

Outro ponto que precisa entrar na discussão é que as editoras parecem lançar itens apenas para leitores adultos. Não existe uma renovação de leitores, e isso é um fator preocupante. Tenho um filho de 9 anos de idade, e não existem quadrinhos de super-heróis para ele ler. Ele adora HQs, mas só lê One-Punch Man e os títulos das Graphics MSP. Os títulos da Marvel e da DC, além de trazerem tramas mais adultas e complexas, exigem o entendimento e o conhecimento de décadas e décadas de uma cronologia intrincada e confusa. São poucos os títulos de ambas as editoras dedicadas ao público infantil e pré-adolescente, como Franklin Richards: Filho de um Gênio e Pequena Gotham. Eu comecei a ler HQs com 10, 12 anos. Do jeito que vai, não sei se o Matias começará a ler quando chegar nessa idade. A Marvel e a DC possuem títulos para o público adolescente como Miss Marvel, o Homem-Aranha Miles Morales e Academia Gotham, mas abaixo disso a coisa fica bem díficil. E não preciso nem comentar que uma criança de 10 anos não tem 120 reais pra pagar em uma revista em quadrinhos, né?


Há ainda outro fator. A chegada da Amazon, a maior empresa de varejo do mundo, alterou drasticamente o mercado brasileiro de quadrinhos. Praticando descontos agressivos e uma política de relacionamento eficiente com os principais influenciadores do setor (onde encaixam-se principalmente os mais conhecidos canais brasileiros dedicados a quadrinhos no YouTube), a gigante norte-americana rapidamente conquistou e consolidou uma enorme base de clientes, que migraram para as compras online principalmente devido aos preços muito menores. Esse fator, aliado ao crônico problema de distribuição que o segmento sempre apresentou, transformou a Amazon no principal canal de vendas do setor, ao ponto de se um título não estiver disponível em seu sistema provavelmente ele será um fracasso de vendas. 

O aumento em média de 45% aplicado pela Panini em seus novos encadernados não possui uma justificativa sólida e nem oficial, já que a editora até agora não se pronunciou sobre o fato. Isso levou a uma reação dos leitores, que estão se unindo e lançaram uma campanha para que as pessoas parem de comprar os títulos da editora. Como explicado nos parágrafos anteriores, o problema não é só da Panini mas do mercado como um todo, mas é claro que quando essa questão chega à principal editora, dona de mais de 80% do mercado nacional de quadrinhos e que tem em seu portfolio todos os títulos da DC e da Marvel, tudo toma uma dimensão muito maior. 

Alguns estão questionando o (quase) monopólio da Panini no mercado, de que isso está afetando muito a política de preços da editora. Porém, se esquecem de que há outro (quase) monopólio em crescimento constante e agressivo, e ele atende pelo nome de Amazon. Não comprar os títulos da Panini até que eles tenham desconto de 40% na Amazon não é solução para o problema, até porque esse aumento no preço de capa dos títulos tem muito a ver com a política agressiva de preços praticada pela gigante norte-americana, como já mencionado antes. Além disso, é preciso citar um fator muito importante: o abocanhamento de parcelas cada vez maiores do mercado pela Amazon ameaça agressivamente a sobrevivência das bancas de revistas em todo o Brasil, que não têm como competir com os preços dos norte-americanos. E isso pode levar, como já está levando inclusive, à diminuição e ao consequente fechamento de inúmeras bancas por todo o país. Isso é algo que me entristeceria muito e que não gostaria de ver, porque o fechamento de bancas significa a perda de um local legal dedicado à leitura e aos quadrinhos.


Mas qual a solução para tudo isso? A primeira é não comprar títulos que na sua opinião estejam com valores acima do aceitável. Não adianta reclamar e ficar só no discurso. Quero Escalpo, mas não pagarei este preço. Queria muito Batman Ano Zero, mas não iria pagar R$ 120 por ele e não peguei. Só fui comprar quando encontrei em um sebo por R$ 40. Queria ler Noite de Trevas mas não iria pagar R$ 72, peguei porque tinha pontos no programa de fidelidade de uma rede de livrarias e me custou apenas R$ 22. Quadrinhos não são artigo de primeira necessidade, há muitas outras prioridades mais importantes.

Outro ponto é que o aumento de preços fará com que as escolhas sejam mais restritivas na hora da compra. É preciso escolher o que comprar, deixando de lado títulos apenas medianos ou que temos uma pequena simpatia e focar apenas no que realmente gostamos e queremos ter em casa.

E há ainda a alternativa de migrar para os formatos digitais. No Brasil existe uma plataforma chamada Social Comics, uma espécie de Netflix dos quadrinhos que, mediante um valor mensal baixo, dá acesso a centenas de títulos para ler online. O problema é que os títulos das duas principais editoras (Marvel, DC e seus afiliados, como Vertigo), não estão disponíveis ainda. Outro ponto é apelar para os sites de scans, que apesar do combate da Panini ainda estão vivos e fortes. E ainda é possível migrar para os encadernados importados, que muitas vezes estão com preços mais baixos que os nacionais (até porque, ao contrário do nosso mercado, o formato de luxo não é o padrão por lá), ou para plataformas online que disponibilizam os títulos em inglês. E é claro, ainda temos os sebos, com centenas e milhares de títulos usados legais pra caramba com preços mais legais ainda.

É claro, você pode simplesmente seguir comprando, afinal o dinheiro é seu e, se você tem condições para isso, ninguém tem o direito de criticar a sua escolha. Mas o fato é que toda essa realidade gera diversas discussões e diferentes pontos de vista, todos em busca de uma solução que agrade os dois lados da moeda, oferencendo títulos a preços justos para os leitores e que também sejam atraentes para as editoras.

Para encerrar, coloco abaixo alguns vídeos gravados por canais de quadrinhos falando sobre o assunto e trazendo outros pontos para a discussão:


29 de jan de 2018

Nova música e novo álbum do The Sword

segunda-feira, janeiro 29, 2018

O The Sword lançará no dia 23 de março o seu sexto disco. Used Future é o sucessor de High Country (2015), foi gravado em Portland e teve a produção assinada por Tucker Martine (The Decemberists, My Morning Jacket).

A banda compartilhou também o primeiro single do álbum, a música “Deadly Nightshade”, que pode ser ouvida abaixo:

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