22 de mar de 2018

Graveyard lançará novo álbum em maio

quinta-feira, março 22, 2018

O Graveyard confirmou o lançamento do seu quinto disco para o mês de maio. O trabalho, o primeiro do quarteto após a pausa em 2016, tem o título de Peace e chegará às lojas dia 25/05. 

O sucessor de Innocence & Decadence (2015) também recebeu um teaser, que pode ser assistido abaixo:

Com ex-integrantes do Graveyard e do Witchcraft, Big Kizz anuncia primeiro disco

quinta-feira, março 22, 2018

O trio sueco Big Kizz lançará dia 18 de maio pela Tee Pee Records o seu primeiro disco, Music is Magic. A banda é formada pelo baixista e vocalista Pontus Westerman, pelo guitarrista John Hoyles (ex-Witchcraft) e pelo baterista Axel Sjöberg (ex-Graveyard).

A proposta do trio inclui elementos de suas ex-bandas com uma dose extra de energia que lembra o também sueco The Hellacopters. Segundo os músicos, a ideia é unir a melodia e a fusão de estilos dos Beatles com o poder do The Who, tudo temperado com bastante senso de humor.

Pra sentir qual é, assista ao clipe de “I Want My Girl”:

Pulse, clássico ao vivo do Pink Floyd, ganha nova edição em vinil

quinta-feira, março 22, 2018

Lançado em 1995, Pulse é cultuado pelos fãs do Pink Floyd e de rock em geral como um dos melhores discos ao vivo da história. E pelo jeito o culto ao álbum ganhará um novo impulso com o relançamento do título.

Chegará às lojas dia 18 de maio uma nova edição de Pulse em um box com quatro LPs de 180 gramas, cada um deles com uma capa diferente. A caixa virá também com um livro de capa dura de 52 páginas. 

O áudio foi totalmente remasterizado e Aubrey Powell, do estúdio Hipgnosis, recriou a arte junto com Peter Curzon, que trabalhou ao lado de Storm Thorgerson no conceito original.

Slash confirma novo álbum para o segundo semestre de 2018

quinta-feira, março 22, 2018

Slash lançará um novo álbum ainda em 2018. Ao lado do vocalista Myles Kennedy e da banda The Conspirators, o guitarrista repetirá a parceria de seus dois últimos trabalhos.

O disco, ainda sem título, tem previsão de lançamento durante o outono norte-americano, também conhecido como a nossa primavera. Ou seja, chegará às lojas a partir de setembro.

Este será o terceiro álbum de Slash ao lado de Myles Kennedy & The Conspirators, repetindo a parceria que gerou os discos Apocalyptic Love (2012) e World on Fire (2014).

Review: Oceans of Slumber - The Banished Heart (2018)

quinta-feira, março 22, 2018

Criado em Houston, no Texas, em 2011, o Oceans of Slumber chega a seu terceiro disco. The Banished Heart foi lançado no início de março e é o sucessor do ótimo Winter (2016). O trabalho é o segundo a contar com a vocalista Cammie Gilbert, na banda desde 2015.

The Banished Heart traz onze faixas em pouco mais de 1 hora de música. Mas trata-se de 1 hora intensa e repleta de emoções. Aliás, ouvindo tanto este novo trabalho como o disco anterior, dá pra definir o som do Oceans of Slumber como “metal emocional”, já que os texanos transitam pela enorme gama de possibilidades do metal para explorar diversos sentimentos em suas músicas. De trechos mais contemplativos a explosões sonoras, com direito a momentos onde esses dois opostos andam juntos, o grupo entrega um álbum denso e repleto de camadas.

O disco não é indicado para uma audição ocasional. É preciso estar no clima para ouvir The Banished Heart. E quanto eu digo isso não estou procurando uma desculpa para justificar a minha opinião. A questão é que não dá pra colocar o álbum no meio da correria do dia a dia, sob o risco de achar tudo “muito devagar e calmo, até mesmo chato e pretencioso”, quando na verdade estamos bem longe disso. A atmosfera contemplativa permeia todo o trabalho assim como já havia feito no disco anterior, mas aqui há um equilíbrio maior em relação aos momentos mais extremos, onde os vocais guturais do guitarrista Sean Gary fazem companhia à linda voz de Gilbert. E tudo isso com direito à uma profusão de blast beats e pegadas instrumentais dignas de black metal.

Inegavelmente, o Oceans of Slumber está desbravando um caminho novo em seus dois últimos álbuns. Ainda que apresente inequívocas influências de bandas como My Dying Bride e Anathema em sua sonoridade, a maneira como o grupo tece a sua teia sonora é admirável, aproximando as mais variadas influências na construção de uma música que é instrumentalmente rica e desafiadora, e ao mesmo tempo fortemente emocional.

Poucos discos, hoje em dia, consegue proporcionar ao ouvinte uma experiência mais ampla e não limitada a apenas um ou dois singles. Vivemos em um tempo em que uma faixa isolada tem mais impacto do que uma obra pensada para funcionar como um todo. Traduzindo: vivemos em uma época onde a força está voltando para músicas específicas, em detrimento de todo o conceito e ideia que envolvem um álbum completo. Poucas bandas atuais estão explorando seus discos como veículos que funcionam como ferramentas para transmitir suas visões artísticas. A maioria lança um álbum com dez, onze faixas, onde uma ou duas se destacam - quando muito - e as demais estão ali apenas para preencher o espaço. O que temos em The Banished Heart, além de um trabalho de uma beleza estonteante, é um álbum que retoma a função de sua própria forma, levando o ouvinte em uma jornada por um universo construído por suas músicas e que se revela muito maior do que a soma de suas partes. 

Forte e denso, sim, e também desafiador ao tirar o ouvinte de seu mundo, desacelerando o seu cotidiano e o colocando em uma dimensão diferente. The Banished Heart é mais uma prova do imenso talento de Oceans of Slumber. 

Um dos melhores e mais bonitos discos do ano, vá com fé!

Show: Steve Hackett | 20 de março de 2018 | Auditório Araújo Vianna | Porto Alegre

quinta-feira, março 22, 2018

No dia 11 de maio de 1977, um jovem casal de namorados pegou um ônibus em Santa Maria rumo a Porto Alegre. O destino final demarcava um fato incomum naqueles tempos: assistir um show internacional na capital gaúcha. Anos luz antes do Rio Grande do Sul estar alinhado ao corredor dos grandes eventos do gênero na América do Sul, tal iniciativa não era apenas um acontecimento atípico a ser celebrado: em primeiro lugar, deveria ser prestigiado por qualquer fiel fã de rock! Por isso, para dois amantes da boa música internacional, não havia chances deles não estarem presentes na primeira passagem do grupo britânico Genesis pelo Brasil. E lá estavam Paulo e Vânia - frente à frente com Phil Collins, Steve Hackett, Mike Rutherford, Tony Banks e o baterista convidado Chester Thompson, homens responsáveis pela After the Wind & Wuthering Tour, digressão que já antecipava alguns temas do até então ainda inédito novo álbum da banda, Wind & Wuthering, lançado em dezembro daquele mesmo ano.

Era uma quarta-feira de outono no estado, e a segunda noite de show do Genesis no Gigantinho. Entre expectativa, êxtase e realização de um sonho, uma curiosidade: "A duração do show foi mais curta porque Mike Rutherford sentiu-se mal, teve uma espécie de mal súbito", lembra Paulo Coser. Sim, a apresentação teve apenas uma hora e quinze de show, aproximadamente. Cerca de uma hora a menos do que a noite anterior (e não apenas 12 minutos como noticiaram alguns jornais na época). Segundo o livro Lembra do Transasom, escrito por Pedro Sirotski, o verdadeiro motivo do mal súbito do baixista foi um coquetel de vodca com chocolate quente em Gramado. Mike foi a nocaute. O irmão de Paulo, Pedro Coser, fez algumas fotos do show no Gigantinho - veja AQUI.

Mais de 40 anos depois, o mesmo casal retorna a Porto Alegre com a memória incandescente daqueles dias. Afinal, ainda estamos falando do espólio do Genesis, já que grande parte do tesouro da discografia do grupo voltara à baila na noite desta terça-feira 20 de março de 2018, principalmente ao que compete ao prolífico período em que o vocalista Peter Gabriel e o guitarrista Steve Hacket dividiram estúdios e palcos. Em retrospectiva, Gabriel saiu em 1975 e Hackett deixaria o Genesis apenas cinco meses após a passagem pelo Brasil, em outubro de 1977. Pra encurtar a história, o Genesis sobreviveu muito bem sem os dois, aproximou-se de vez das rádios distanciando-se do viés progressivo, além de tornar Collins seu principal protagonista.


Voltando a 2018, se Peter Gabriel não olha para o passado e raramente retorna ao repertório que o consagrou nos anos 1970 (há quatro anos ele não faz shows), se Phil Collins partiu para o lado iluminado da força ao se tornar uma estrela reconhecida pelo seu trabalho solo, coube ao paladino Steve Hackett empunhar a espada de último Jedi a defender esse legado. Por isso, essa nova turnê de Hackett - Genesis Revisited, Solo Gems & GTR 2018 Tour de Force - passa a ser um evento imperdível para qualquer fã de rock progressivo, principalmente quando falamos da fase áurea do Genesis. "Estamos presenciando os últimos escombros da era clássica do rock", me diz Lauro Hack, um dos fãs mais entusiasmados que encontro minutos antes do início da apresentação.

Auditório Araújo Vianna: o show de Hackett começa pontualmente às 21h. O guitarrista volta ao início de sua carreira solo apresentando temas como "Please Don't Touch Me" e "Every Day". Na sequência, três dos seus frutos prediletos na estrada atualmente - e colhidos na safra mais recente, o ótimo álbum The Night Siren (2017). "Behind the Smoke", por exemplo, é disparado um dos melhores temas que jele á compôs (veja o clipe AQUI). Os orientalismos alternados com peso, o vocal seguro do guitarrista, somado a recortes instrumentais onde guitarra e teclados se enredam numa sinfonia metal, fazem do tema um dos grandes momentos da noite. A instrumental "El Nino" também bebe em fonte semelhante, com destaque para a atuação  do baterista Gary O' Toole, responsável ainda por ótimos vocais de apoio. De igual identidade, como se permanecêssemos em solo marroquino, o rock e os orientalismos prosseguem em "In the Skeleton Galery", quando Rob Townsend mostra seu talento ao saxofone, além de ainda atuar como flautista, tecladista e percussionista.  

Quando o GTR é invocado, supergrupo que Hackett montou ao lado de Steve Howe do Yes, "When the Heart Rules the Mind" é a canção escolhida para remontar o espírito das rock songs que transitaram pelas FMs nos anos 1980. Se "Icarus Ascending" me sugere que chegou o momento de buscar uma bebida para arejar a garganta, a fantasmagórica "Shadow of the Hierophant" parece ser formada da mesma cepa de canções ancestrais europeias, cenário perfeito para o rock progressivo e para recolher as cortinas da primeira parte do espetáculo.           
É quando o Genesis entra no set. É também o momento do vocalista Nad Sylvan, não apenas uma voz que reprisa a forma de Peter Gabriel interpretar as canções que ajudou a compor, ele se porta como um performer, um ator advindo do Vaudeville, ou dependendo do ponto de vista, a mistura de vários cantores em um. Da maneira cênica como toca a pandeirola, ao olhar congelado num ponto invisível, sua androgenia e movimentos corporais nos convencem dessa atuação. "Nédi, Nédi!!", um fã que nunca abaixo os braços estraga todas minhas fotos e grita ao mundo sua admiração pelo vocalista da banda. Em "Dancing With the Moonlit Knight" entra em pauta um dos álbuns favoritos dos fãs do Genesis - Selling England by the Pound. Logo depois, Sylvan emula Phil Collins em "One for the Wine", uma música de transição nos shows do Genesis em 1977 no Brasil, apresentada na época como novidade no set. Em "Inside and Out", um dos melhores momentos dessa segunda parte, Jonas Reingold toca um instrumento de dois braços que o coloca na posição de acumular funções como baixista e guitarrista base, dependendo da circunstância e necessidade.   


Luz direta no tecladista Roger King, um dos protagonistas nessa mudança de humores e ambiência com o repertório do Genesis. "The Fountain of Saumacis", tema que fecha o álbum Nursery Cryme, é remontado como uma suíte perdida no tempo, uma peça perfeita que ilustra o quão fantástico foi para o grupo inglês ter rompido a fronteira do anonimato e adentrado de forma triunfal a primeira divisão do rock internacional, e consequentemente, ser reconhecido como uma das agremiações mais respeitadas do gênero. 

A seguir, algumas sínteses do prog rock em "Firth of Fifty" - instrumentos em uníssono, dinâmicas alternadas, a lembrança do erudito intercalado a energia dos riffs de Hackett, somados a leveza da interpretação de Nad Sylvan, além da suavidade a modular os instrumentos de sopro, melodias que nos fazem fechar os olhos e lembrar o quanto o rock já viveu dias melhores. Esse sentimento persiste em "The Musical Box", um dos melhores takes de Sylvan no palco, postura inicial de boneco de cera impassível, para depois reagir como um fantoche manipulado por títeres invisíveis. "Um profissional versátil. Sabe muito bem dosar a interpretação (necessária para qualquer vocalista de banda progressiva) com vocais que lembram (e muito) as vozes do Peter Gabriel e Phil Collins. Ou seja, ideal para o posto onde está", conclui o jornalista Lúcio Brancato. Chegando ao final das ações, Hackett surge com seu violão de 12 cordas em "Super's Ready", quando a memória de Peter Gabriel sobrepõe a realidade e materializo aquele maluco cantando e se contorcendo no palco. No auge de sua força criativa, enquanto esteve no Genesis, Gabriel era imbatível. É o que dirão todas as viúvas de sua saída. Mas Hackett está lá, guardião de todo esse legado. O bis após um breve apagar de luzes apenas nos dá uma última dose de toda essa gama de emoções.


Após assistir ao vivo Steve Hackett e banda no espetáculo Genesis Revisited, Solo Gems & GTR 2018 Tour de Force, sinto-me como se tivesse renovado minha de carteira de progger. "We are the proggers", como diz o amigo Lúcio. Sim, todos nós - ele, eu, Paulo, Vânia, Lauro e tantos outros, assim como Alan Garcia, músico que viajou oito horas pra assistir ao espetáculo. "Era um sonho ver esse show e esse repertório", reforça o morador de São Luiz Gonzaga, nas Missões. Todos nós, sócios remidos do clube, passaportes renovados e sorrisos largos na saída do Araújo.  

Setlist:

I - Solo Gems & GTR

Please Don't Touch  
Every Day 
Behind the Smoke 
El Niño  
In the Skeleton Gallery 
When the Heart Rules the Mind 
Icarus Ascending
Shadow of the Hierophant 

II - Genesis 

Dancing With the Moonlit Knight 
One for the Vine 
Inside and Out
The Fountain of Salmacis 
Firth Of Fifth 
The Musical Box
Supper's Ready

Bis
Los Endos 

Grings - Tours, Produções e Eventos agradece a Eduardo Elias (Branco Produções) pela assessoria, suporte e credenciamento.   

21 de mar de 2018

Playlist: Todo Mundo Tocando Beatles

quarta-feira, março 21, 2018

Os Beatles mudaram o mundo. A música, a cultura, a moda, tudo. O quarteto inglês deu forma à indústria musical e serviu de inspiração para uma enorme quantidade de bandas.

Pensando nisso, criei uma playlist só com versões para suas canções feitas por artistas dos mais variados gêneros. E tudo, é claro, organizado em ordem cronológica, começando pelo primeiro disco do Fab Four e chegando até o seu canto do cisne em Let It Be. No total temos 38 faixas em pouco mais de 2 horas e meia de música, em uma playlist que é uma homenagem ao legado dos Beatles.

Pra ouvir, é só dar play abaixo - e também me siga lá no Spotify:




Abra o Spotify no seu celular, vá para a aba de pesquisa, clique no ícone da câmera e aponte para o código abaixo: pronto, você acessou a playlist. Agora é só seguir e curtir!



Novo documentário sobre o Lynyrd Skynyrd estreia no festival SXSW

quarta-feira, março 21, 2018

Os integrantes do Lynyrd Skynyrd lutam muito sobre a forma como a história da banda norte-americana é contada nas telas, mas um novo documentário chamado If I Leave Here Tomorrow: A Film About Lynyrd Skynyrd parece que finalmente conseguiu deixar os músicos do grupo felizes.

O guitarrista Gary Rossington e o vocalista Johnny Van Zant compareceram à estreia do filme no festival South by Southwest e elogiaram a abordagem equilibrada sobre os altos e baixos da banda, além de admitir que assistir à história do grupo na tela os deixou bastante emocionados.

Segundo Rossington, único remanescente da formação original: “Todos os outros documentários sempre foram negativos e nunca mostraram o quanto realmente éramos irmãos. Nós morreríamos um pelo outro, crescemos todos juntos, sabe? Estávamos muito felizes e éramos uma família. Todos os outros docs sobre a banda fizeram parecer que estávamos brigados uns com os outros na época do acidente, mas nunca foi assim. Olho para as minhas memórias e elas estão todas vivas, como grãos saltitantes em meu cérebro. Não tenho vergonha de dizer que chorei algumas vezes, e não tem como não fazer isso sendo parte de tudo que aconteceu. Minhas filhas estavam todas chorando e elas me fizeram também chorar ao dizer que eu nunca tinha contado sobre as coisas que elas viram no filme”. 


Van Zant também falou sobre o filme: “Acho que você tem algo como uma grande família aqui. Faça uma pesquisa, vá em frente, e você encontrará morte e tragédia. Gregg Allman falou melhor do que ninguém: ‘Se você viver o suficiente irá experimentar tragédias e triunfos’. É o que o Lynyrd Skynyrd tem sido, e o que a própria trajetória dos Allman Brothers também foi. Não teria sido Lynyrd Skynyrd sem tudo o que aconteceu, sabe? Essa era a vontade de Deus e o caminho que ele traçou para nós”.

If I Leave Here Tomorrow é uma produção do canal CMT e será lançado em DVD e Blu-ray após o festival. O filme é dirigido por Stephen Kijak, o mesmo diretor dos documentários Jaco e Stones in Exile.

Segunda edição da ComicCon Floripa acontecerá no final de abril

quarta-feira, março 21, 2018

A segunda edição da ComicCon Floripa acontecerá nos dias 28 e 29 de abril na capital catarinense. A convenção de quadrinhos reunirá os apreciadores do universo geek e afins em um evento muito maior e com melhor estrutura do que a primeira edição, que aconteceu em 2017 - leia como foi aqui.

A ComicCon Floripa 2018 acontecerá no final de semana de 28 e 29 de abril no Centro Sul, um dos principais centros de convenções de Florianópolis e que fica ao lado das pontes de acesso à Ilha da Magia. Este ano a CCFloripa será em dois dias e já confirmou um grande número de artistas nacionais, incluindo os irmãos Lu e Vitor Cafaggi e outros quadrinistas, além de nomes que há muito trabalham na área e fazem parte do universo de quadrinhos brasileiro como Sidney Gusman e os tradutores Jotapê Martins e Érico Assis. 


Mais uma vez a convenção contará com a presença de diversos YouTubers que falam sobre a nona arte e que se transformaram em referência em HQs, como o trio do Pipoca & Nanquim, Vinícius do 2Quadrinhos e outros.

O foco principal são os quadrinhos, com diversos painéis e workshops sobre o tema, além de artistas expondo e vendendo suas HQs. Mas a ComicCon Floripa também terá espaço para o cinema com exibição de curta-metragens, área para games eletrônicos e jogos de tabuleiros e concurso de cosplay.

A programação completa e os ingressos podem ser adquiridos através do site da CCFloripa - acesse aqui. Nos vemos lá, certo?

AC/DC irá gravar um novo álbum e ele terá Axl Rose nos vocais

quarta-feira, março 21, 2018

De acordo com o site Alternative Nation, o AC/DC está trabalhado em um novo álbum e ele terá Axl Rose nos vocais.

A informação veio de Angry Anderson, vocalista do Rose Tattoo e camarada das antigas de Angus Young. Nas palavras de Anderson: “Eu estava conversando com Angus no início do ano passado e perguntei pra ele: ‘O que você vai fazer agora?’. E ele respondeu: ‘Cara, eu estou compondo um novo álbum e Axl vai cantar nele’. Pensei: que legal isso!”.

O AC/DC está em repouso no momento ainda se recuperando da morte do guitarrista Malcolm Young, irmão de Angus e fundador da banda, ocorrida em novembro de 2017.

Pearl Jam volta ao Brasil e investe em restauração da Amazônia

quarta-feira, março 21, 2018

A banda norte-americana Pearl Jam está apoiando um projeto de restauração de florestas tropicais para compensar as emissões de carbono criadas pela atual turnê do grupo pelo Brasil. Os músicos se uniram ao Conservation International para compensar as estimadas 2,5 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono que irão gerar em seu giro pelo país.

O Pearl Jam tocará no dia 21/03 no Maracanã e no dia 24/03 no Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo.

O investimento do Pearl Jam, calculado em cerca de 50 mil dólares, irá diretamente para o projeto da Reserva do Uatamã, no Amazonas, onde 20.600 árvores serão plantadas em 8 hectares de terra.

Tendo em vista o investimento baixo para uma banda desse porte, fica a pergunta: por que mais músicos não seguem os passos do Pearl Jam e também investem em projetos assim?

20 de mar de 2018

Ringo Starr é condecorado Sir

terça-feira, março 20, 2018

Em cerimônia realizada em Londres, Richard Starkey foi condecorado Sir pela coroa britânica. O músico, que completará 78 anos no próximo dia 7 de julho, junta-se a Paul McCartney como o único integrante dos Beatles a receber a homenagem. 

John Lennon e George Harrison não foram selecionados para receber a honraria já que ela não é concedida postumamente, e também pelas relações conturbadas de ambos com a monarquia inglesa. Lennon já criticava a Rainha e a Família Real em meados da década de 1960, enquanto George teve descoberta, após a sua morte em 2001, uma correspondência onde recusava o título.

Ringo Starr foi condecorado Sir pelas mãos do Príncipe William e agora faz parte do grupo de músicos que são também Cavalheiros do Império Britânico e do qual fazem parte nomes como Mick Jagger, Rod Stewart, Ray Davies, Elton John e outros, além dos já citados McCartney (que recebeu a honraria em 1997).

Discoteca Básica Bizz #086: Blondie - The Best of Blondie (1981)

terça-feira, março 20, 2018

Mais que um dos pioneiros da cena punk nova-iorquina, o Blondie poderia ser lembrado como o grupo "da" Blondie, aquela loira - falsa - que construiu um mito maior que muitas das originais: Debbie Harry. Seria injusto não ressaltar o trabalho de seu companheiro, guitarrista e diretor musical do sexteto, Chris Stein, bem como o do tecladista Jimmy Destri e do baterista Clem Burke, mas a coisa sempre girou em torno do carisma de Debbie.

Nascida Deborah Ann em Miami, de pais desconhecidos, ela foi adotada pelo casal Harry e cresceu em Nova Jersey. Em 1966, aos 21 anos, estrearia com a banda Tri Angels e um ano depois teve a confirmação espiritual definitiva de sua tendência para o palco ao assistir a expiação musical de Janis Joplin no teatro Anderson, de Nova York. Chegou a gravar um álbum em 1968, com o grupo de folk rock Wind in the Willows, mas precisou diversificar suas atividades - foi garçonete do Max's Kansas City e coelhinha da revista Playboy, entre outras coisas - para garantir a sobrevivência.

Em agosto de 1974 ela debutaria à frente do Blondie - formado por ex-membros do grupo The Stilettos, incluindo Stein, o baterista Billy O'Connor e o futuro baixista do Television, Fred Smith - no emergente clube CBGB, tendo como suporte os promissores Ramones. Depois de uma rápida passagem de Ivan Kral (depois do Patti Smith Group) pela segunda guitarra, o grupo fixou-se com o baixista Gary Valentine no lugar de Smith, com Burke substituindo a O'Connor na bateria e com a adição de Destri nos teclados. Depois do álbum de estreia, Valentine saiu. Frank Infante assumiu seu posto e depois passou para a guitarra base, com a entrada do baixista inglês Nigel Harrison. Foi com essa formação que o Blondie decolou.

Injetando a energia do punk em canções nitidamente pop, a banda foi uma das propulsoras da new wave e com seus cinco primeiros álbuns (lançados entre 1976 e 1980) levou uma legião de fanáticos a delirarem planeta afora - com o fato curioso de terem estourado na Austrália antes do que em sua terra natal. Com isso, emplacaram inúmeros hits nas paradas, entre eles quatro primeiros lugares nos EUA e cinco na Inglaterra.


Por isso, esta coletânea de singles lançada em 1981, pouco antes do último suspiro da banda (o decepcionante álbum The Hunter), é essencial. Ela traz quatorze preciosidades (dezesseis na edição britânica) que revelam um grupo versátil em instantâneos multifacetados, capazes de encantar pela precisão e simplicidade dos arranjos e pelas letras viciantes. 

Há "Heart Glass" (uma das três remixadas especialmente para esta compilação pelo produtor Mike Chapman), uma disco clássica indiscutível que tirou o sono até do mais radical roqueiro quando este se pegou dançando na frente do espelho. A gema pop "Dreaming" é o outro destaque, com Debbie lembrando sensualmente na letra que o "sonhar é livre". Com "Rapture", o Blondie chutou as portas da cultura de rua americana ao ser o primeiro grupo branco a introduzir vocais de rap em uma canção, enquanto "Atomic" pode ser interpretada de mil maneiras. Mas basta ouvir Debbie cantando "your hair is beautiful" para se descobrir a melhor delas. Sem contar "In the Flesh", a cover reggae "The Tide is High" (John Holt), "Call Me" (produzida por Giorgio Moroder) e "One Way or Another" (substituída na versão inglesa por "Denis", "Picture This" e "Union City Blues"), entre outras.

Apesar de ter prosseguido em carreira solo, Debbie teve os anos mais marcantes de sua trajetória com o Blondie. Precursor da mescla punk/pop, da new wave e mesmo da importância da estreia do videoclipe, o grupo explorou esses domínios como maníacos apaixonados. O resultado foram canções para serem ouvidas a qualquer hora e lugar. Bálsamo para os tímpanos, o coração e a libido.

Texto escrito por Fábio Massari e publicado na Bizz #086, de setembro de 1992

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terça-feira, março 20, 2018

Novo disco de Bill Wyman sai em 28 de abril

terça-feira, março 20, 2018

O novo disco de Bill Wyman  já tem data para ser lançado. O álbum Bill Wyman's Rhythm Kings: Studio Time estará no mercado em 28 de abril. 

No disco há 15 faixas que ficaram de fora de outros álbuns de Bill com os Kings. As canções foram tiradas de oito sessões diferentes a partir de 1987. O CD terá encarte com todas as informações sobre o lançamento.

Ao longo dos anos os Rhythm Kings tiveram várias formações. Pela banda passaram grandes músicos como Gary Brooker, Georgie Fame, Beverley Skeete, Terry Taylor, Mike Sanchez, Martin Taylor, Chris Stainton e Albert Lee.

Abaixo o tracklist completo:

Beds Are Burning
Open The Door
You’re The One
Going Up The Country
Long Comma Viper
My Wife Can’t Cook
I’m Shorty
Got Love If You Want It
Shoes
Dr Watson Mr Holmes
These Kind Of Blues
Blue Light Boogie
Skiing Blues
Santa Baby
Jazz Walk



19 de mar de 2018

Entrevista exclusiva: Glenn Hughes

segunda-feira, março 19, 2018

Glenn Hughes, músico inglês que incrustou seu nome em bandas importantes da história do rock, fará nova turnê pelo Brasil em 2018. Trata-se do espetáculo Glenn Hughes Performs Classic Deep Purple Live, show em que o o artista britânico revisita clássicos do período em que atuou no Deep Purple. Inclusive, está entre sua carta de intenções lançar um documentário sobre a futura turnê.

Hughes esteve no Purple entre 1973 e 1976, participando dos álbuns Burn (1974), Stormbringer (1974) e Come Taste the Band (1975). E agora, mais de 40 anos depois do último show que fez com o grupo (em 15 de março de 1976), o veterano de 66 anos volta a tocar um repertório baseado em suas composições e participações na banda que o tornou uma lenda. A apresentação em Porto Alegre ocorrerá em 28 de abril, sábado, às 20h, no Opinião (Rua José do Patrocínio, 834). Antes da capital gaúcha ele ainda se apresenta em Brasília (17/4), Belo Horizonte (19/4), São Paulo (21/4), Limeira (22/4), Curitiba (24/4) e Manaus (26/4). O último show no Brasil será no Rio (29/4).

Em entrevista exclusiva ao Memorabilia, Glenn fala sobre suas lembranças no Purple: "Aqueles dias foram fantásticos! Aprendi muito. Tudo o que eu queria era aprender: tocar, escrever canções, cantar... Nada mais importava”. Ele também reflete sobre o clima barra pesada que tomou conta do Purple durante as gravações de Come Taste the Band, álbum derradeiro da banda nos anos 1970: "Não tínhamos mais condições de conviver uns com os outros”. Fala ainda da relação com Ritchie Blackmore e Tommy Bolin, revela a fonte de sua influência na música negra, alerta sobre o perigo do abuso nas drogas e nos conta sua expectativa antes dos shows no Brasil.


Acredito que você foi um dos primeiros a misturar a energia da música negra com o hard rock, digo isso no que tange ao desempenho vocal mesmo. De onde surgiu a matriz para essa inspiração?

Essa forma de cantar veio das minhas primeiras influências da música soul - Tamla Motown e Stevie Wonder, principalmente. Então, a veia rock eu busquei no Cream, Beatles, Jimi Hendrix, para depois novamente beber na música negra, falo de roupagens funk que encontrei em artistas como Sly Stone. Eu sempre combinei rock com soul music. 

E como seus colegas de Purple receberam essa influência nas composições? 

A banda era receptiva, pois era formada por grandes músicos. No entanto, todos sabemos que Ritchie Blackmore não apreciou tanto assim o meu estilo. Bem, minha forma de cantar já estava presente no Trapeze (banda de onde Hughes saiu para adentrar as fileiras do Purple), então eles tinham plena consciência de que eu era um cantor que não utilizava apenas o rock como matriz.

Como guitarristas/compositores, quais as diferenças que você identifica entre a abordagem de Ritchie Blackmore e de Tommy Bolin? 

Ambos tinham personalidades e abordagens muito diferentes. Ritchie era o clássico herói da guitarra, um cara estranho fora do palco e todos sabemos disso. No entanto, Ritchie sempre foi muito gentil comigo e como colegas de banda tivemos um excelente relacionamento. Já Tommy era um trovador moderno, muitos estilos de tocar guitarra num único instrumentista, e além de tudo um ser humano amável e doce. 


Você é Tommy eram muito íntimos, não é?

Ele era como um irmão pra mim

E como foi o convívio com Blackmore? 

Foi bacana trabalhar com Ritchie. Fora do palco ele sempre foi muito amável, sem rusgas ou  coisas do gênero.

Reza a lenda de que ele sempre foi um músico complicado no que compete a seu relacionamento com colegas de banda. Ah, é verdade que ele determinava um espaço específico para você transitar no palco? 

A marcação existia sim, era uma linha imaginária no palco criada por ele, que me pediu para não ultrapassar essa tal marca. Eu passei uma vez, e ele enlouqueceu comigo! Bem, todos assistiram California Jam, dá pra perceber as explosões dele, isso sempre foi um risco iminente enquanto tocamos juntos! Na verdade eu queria contagiá-lo com essa vibração, e os fãs adoravam. Rock and roll é feito por personagens e atuações, e você sabe, era assim que a MARK 3 (como ficou conhecida entre os fãs essa terceira encarnação do DP) atuava.

Como se deu o processo de escolha dos temas e qual foi o critério para montar a banda que o acompanha no tour?

Eu tentei criar um repertório visual, consistente e emocionante, um verdadeiro espetáculo para fãs de rock. E eu acredito que temos esses ingredientes! Eu também precisava de músicos que pudessem interpretar o sentimento e o espírito do rock dos anos 1970 no Deep Purple. Será nossa primeira vez com o novo baterista (o músico sueco Pontus Engborg, sideman de outro ex-Purple/Rainbow, John Lynn Turner). Eu acho que os fãs vão adorar.

Você ainda conversa com algum músico dos seus tempos de Deep Purple? 

Não tenho contato com nenhum deles, exceto David Coverdale. 

E como você vê o Deep Purple hoje?   

Não ouvi um único registro do Deep Purple em 30 anos, então, pra ser sincero, não posso me pronunciar a respeito.


Você mesmo teve sérios problemas com drogas. Que recado você daria para o Glenn Hughes de 22 anos, prestes a ser integrado ao Deep Purple?

Vejo um jovem que encontra nas drogas e no álcool algo excitante e disponível.  O lado obscuro é que esse comportamento leva ao vício e consequentemente até mesmo a morte. Não são muitos que sobreviveram para contar esse experiência, mas eu sobrevivi! Hoje procuro alertar a todos para manter distância dessas tentações. Meu o 'eu' mais novo certamente não teria ouvido meu 'eu' mais experiente. Ele teria que descobrir da maneira mais difícil.

Você também anunciou que irá gravar os shows do atual tour para posterior lançamento de um documentário. Isso tudo também não pode virar um álbum ao vivo?

Eu espero que sim! Será algo especial captar esse material ao vivo.

Em perspectiva, como você vê o rock de hoje e para onde aponta o futuro do gênero?

Com todo o devido respeito, não vejo nada excepcional, nada ambicioso e transgressor como o que foi feito nos dias de glória do Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Estou sempre na expectativa de me deparar com uma nova banda que acabe por me surpreender, mas até agora não há nada comparável com a música criada nos anos 1960/70. Hoje tudo é descartável, não há mais magia no rock. 

O público brasileiro sempre o recebeu bem por aqui. Qual sua expectativa para essas novas apresentações no Brasil e América do Sul?

Estou construindo um material sólido o bastante para sair em tour com o Classic DP Live. Chegou o momento de dar aos fãs o que sempre quiseram ver de Glenn Hughes no palco: um show de rock com material clássico. Estou ansioso para cair na estrada. Será emocionante e intenso. Não percam!

Colaboraram: Cristiano Radtke/Lúcio Brancato  

O que ler sobre David Bowie em português?

segunda-feira, março 19, 2018

David Bowie foi, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais icônicas não só da história do rock como da música como um todo. Seus inúmeros alter egos e a maneira peculiar como renovava sua imagem renderam a ele o título de Camaleão do Rock. O legado de Bowie hoje pode ser visto não apenas na música mas também na moda e no cinema, graças à sua relação com o pintor e cineasta Andy Warhol.
            
Como qualquer ícone marcante da história não faltam livros falando sobre a vida de Bowie, sua obra musical, vida pessoal e seu legado. Alguns bons, outros nem tanto. Mas quando se trata de Brasil as coisas ficam um pouco mais complicadas, pois a bibliografia camaleônica é um pouco escassa por aqui.
            
Lembro-me que, nos meses iniciais do grupo da Collectors no Facebook, um dos membro estava fascinado pois acabara de ter seu primeiro contato com a obra de Bowie e ao mesmo tempo inconformado por ter passado tantos anos de sua vida sem dar a devida atenção a ele. Pois bem, o amigo colecionador estava comprando diversos materiais do Bowie e, entre eles, pedia recomendação de boas biografias lançadas aqui no Brasil. Como um bom fã do Camaleão dei minha pequena contribuição e indiquei algumas leituras que agora faço questão de compartilhar com vocês. A bibliografia sobre David Bowie é imensa, mas meu intuito aqui é indicar os livros lançados em português e que tive o prazer – ou não – de ler.

Bowie: A Biografia, de Marc Spitz

Um livro para iniciar na vida de David Bowie e conseguir se orientar e ter um panorama geral da carreira do cantor e dos cenários onde tudo ocorreu. Nesta obra, o já experiente jornalista musical Marc Spitz apresenta a vida de Bowie de uma maneira um tanto quanto inusitada. No livro podemos encontrar muitos depoimentos valiosos como o da ex-esposa Angie Bowie falando sobre o boato de Bowie e Jagger terem dormido juntos; o depoimento de Tony Defries, ex-produtor que foi acusado de ter roubado uma boa parcela do dinheiro de Bowie; assim como entrevistas com o guitarrista Mick Ronson e os cantores Lou Reed e Iggy Pop, fundamentais parceiros de Bowie em suas principais conquistas. Porém, faltou uma peça-chave nesse meio: uma entrevista com o próprio Bowie. Todas as falas do cantor presentes no livro são claramente reproduções do que Bowie falou para outros veículos de informação. Spitz também erra ao misturar seu papel de biógrafo com sua vida pessoal, escrevendo em muitas partes do livro como foram suas experiências com a música de Bowie ao longo de sua adolescência. O ponto alto do livro é a maneira perspicaz com que Spitz contextualiza a rivalidade entre David Bowie e Marc Bolan, do T.Rex.

Bowie: A Biografia funciona muito bem para um iniciante ter dimensão de um dos maiores superstars britânicos de todos os tempos. Um livro que, apesar das falhas na edição e dos erros grotescos de tradução, merece ser lido para se ter ideia de como uma pessoa pôde ser capaz de se reinventar constantemente e influenciar uma extensa geração.



David Bowie: A Biografia, de Wendy Leigh
           
Este seria o último livro que eu indicaria para um fã interessado na vida e obra musical de David Bowie. Na verdade, uma das piores biografias sobre o astro já escritas. Do começo ao fim a sensação é a de que se está lendo um tabloide britânico com as notícias mais quentes da semana, só que com foco exclusivo na vida pessoal e íntima de David. Muitos aspectos do livro prendem uma atenção excessiva à vida sexual do cantor, indo de relatos sobre como Bowie era charmoso, sensual, bem dotado e bom de cama. Outro ponto negativo é o fato de que a autora, em muitas passagens, deixa a entender que Bowie não passava de um aproveitador preocupado apenas em como alcançar o estrelato. Nesta obra, a carreira musical de Bowie sequer estrela em segundo plano. Foi completamente omitida, aparecendo de maneira extremamente superficial em algumas passagens. Talvez o livro possa ser atraente para aqueles que tem um interesse maior em discussões de gênero e sexualidade e como David Bowie foi peça fundamental nesse xadrez. Mas, em termos de música, decepciona.



David Bowie: Uma Vida em Canções, de Rob Sheffield

Apesar de ser considerado uma biografia, o objetivo do livro não é contar todos os passos de Bowie desde seu nascimento até seus últimos dias. A perspectiva que Sheffield nos apresenta sobre a vida de Bowie é limitada, mas nada que comprometa o entendimento geral da leitura. Muito mais que uma simples biografia, Sheffield, experiente jornalista da Rolling Stone, nos presenteia com uma bela homenagem ao Camaleão, revivendo e explicando momentos cruciais da vida do cantor através de suas canções, desde a descoberta do glam rock até o álbum Blackstar. É um livro escrito de fã para fã.

Sheffield também faz uso de suas experiências pessoais para narrar as diferentes fases da carreira de Bowie, mas, diferentemente de Spitz, em nenhum momento isso interfere com o objetivo principal da obra. Sheffield explora um álbum por capítulo, mas sem se prender à cronologia. A ida e volta no tempo dá ao livro uma característica e uma perspectiva completamente diferentes de outras obras comuns que foram lançadas sobre o cantor. A maneira apaixonada como Sheffield desenvolve a narrativa ganha uma profundidade poética e um tom descontraído de um bate-papo com aquele velho amigo apaixonado por música. Sem sombra de dúvida este é o melhor livro sobre David Bowie lançado no Brasil, ao lado da obra de Peter Dogget.



David Bowie e os Anos 70: O Homem que Vendeu o Mundo, de Peter Dogget

Temos aqui uma obra que usa Bowie como ponto de partida para uma reflexão histórica. Muito mais que uma análise de sua carreira, o livro é uma reflexão sobre todo o cenário efervescente dos anos 1970 tendo David Bowie como principal referência. Dogget faz questão de mostrar a total oposição de Bowie aos ideais hippies dos anos 1960 e como ele já estava muito à frente do seu tempo gravando Space Odity. Além do mais, fica claro como Nietzsche, Aleister Crowley e Rad Bradbury exerceram uma enorme influência na obra do vocalista durante o período.

Talvez um ponto que possa dividir as opiniões acerca do livro é que Dogget não poupa esforços ao fazer inúmeras referências às construções harmônicas das obras de David Bowie. Dessa forma, aos que tem uma familiaridade maior com harmonia funcional, cifras e acordes vão ter um aprofundamento maior na leitura, mas isso não é algo que irá atrapalhar a experiência daqueles que não tem conhecimento técnico na área. Uma boa consequência disso é que, para músicos assim como eu, a vontade é de parar de ouvir as músicas e tentar executá-las imediatamente.

O Homem que Vendeu o Mundo é uma obra erudita, repleta de preciosas informações a respeito do astro e do cenário cultural dos anos 1970.



Dangerous Glitter: Como David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop Foram ao Inferno e Salvaram o Rock 'n’ Roll, de Dave Thompson

Esta não é uma obra exclusiva sobre David Bowie, mas é uma leitura essencial para qualquer fã, além de ser um excelente complemento ao livro citado anteriormente. Ele começa no ano de 1971, na Factory, ateliê de Andy Warhol, onde os três maiores nomes da contracultura dos anos 1970 se conheceram. Através de várias entrevistas e uma pesquisa extremamente cuidadosa, Thompson desenvolve um trabalho de caráter histórico, principalmente hoje, quando dois dos personagens principais não estão mais entre nós. O livro traça destinos completamente improváveis e mostra o exato momento em que essas estrelas passam a atrair a atenção do movimento punk, recolocando o rock de volta na história.

Outros livros sobre David Bowie foram lançados em português, como David Bowie Está Aqui da Cosac Naify e o livro do Mike Evans lançado no Brasil pela PubliFolha, porém não posso falar de obras que ainda não li. Mas fica aqui uma pequena lista do que vocês podem encontrar para ler sobre o Camaleão em português. Boa leitura e muito som!

Por André Carvalho

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