6 de abr de 2018

The Night Flight Orchestra anuncia novo disco

sexta-feira, abril 06, 2018

O cultuado projeto sueco The Night Flight Orchestra, que traz integrantes do Soilwork, Arch Enemy e outras bandas executando canções com uma pegada AOR, anunciou que lançará em junho o seu quarto disco.

O álbum tem o título de Sometimes the World Ain’t Enough e foi produzido pelos próprios músicos. O trabalho chegará às lojas dia 29/06 com doze faixas inéditas, mais uma música bônus nos formatos digipak e vinil e uma outra na edição japonesa.

O disco é o sucessor de Amber Galactic, que saiu em maio de 2017, e contará com uma capa ligeiramente diferente na versão primeira prensagem em CD digipak (abaixo).


Ghost aposenta Papa Emeritus e apresenta Cardinal Copia

sexta-feira, abril 06, 2018

O Ghost apresentou o seu novo vocalista ao mundo - e que, como todos sabem, trata-se de Tobias Forge interpretando diferentes papeis de períodos e períodos. O novo Papa Emeritus se chama Cardinal Copia e vem com um visual bem diferente dos anteriores.

A introdução do novo Papa se deu por intermédio de dois novos vídeos, onde a banda dá a entender que a linha hereditária dos ocupantes anteriores do cargo foi interrompida com a chegada do novo frontman.

O novo disco da banda sueca, ainda sem título definido, está previsto para ser lançado em junho pela Loma Vista Recordings e é o sucessor de Meliora (2015). O álbum está pronto e foi gravado durante 2017 no estúdio Artery, em Estocolmo, com produção de Tom Dalgety (Opeth, Royal Blood) e mixagem de Andy Wallace (Nirvana, Slayer). O primeiro single do trabalho, “Rats”, sairá no final de abril.

Assista abaixo aos vídeos que apresentam Cardinal Copia:

Álbum ao vivo de Glenn Hughes é relançado no Brasil

sexta-feira, abril 06, 2018

Aproveitando a vinda de Glenn Hughes para o Brasil na turnê em que toca clássicos do Deep Purple, a Hellion Records está relançando em CD o álbum Burning Japan Live (1994). O disco é o primeiro álbum ao vivo da carreira solo de Hughes e foi gravado durante a turnê de seu terceiro álbum solo, From Now On … (1994), na cidade japonesa de Kawasaki.

A banda que acompanhava Glenn Hugues na época era formada por Thomas Larsson (guitarra, ex-Sex Feet Under), Eric Bojfeldt (guitarra), Mic Michaeli (teclado, Europe), John Léven (baixo, Europe) e Ian Haugland (bateria, Europe). Glenn apenas canta no disco, não ficando responsável pelo baixo.

O tracklist conta com diversos clássicos do Deep Purple como “Burn”, “Gettin' Tighter”, “Lady Double Dealer” e “Stormbringer”, entre outras. Uma dica: o disco é bem legal e vale a pena.

A nova edição estará disponível a partir do dia 19 de abril.

O metal brasileiro não merece uma bizarrice como essa

sexta-feira, abril 06, 2018

Bem cedinho desta sexta, fui surpreendido por uma postagem no grupo da Collectors Room no Facebook - caso você ainda não participe, vem pra cá. O amigo Boris Grilo postou um link do YouTube com a frase “estou custando a acreditar que isso seja realmente sério”. Fui conferir o que era e dou de cara com uma nova música de Roosevelt Bala, o vocal do Stress, banda pioneira do metal nacional, chamada “Troozão da Net”. Bem, lá vamos nós de volta à quarta série …

Fui ouvir. Trata-se de uma "canção" em que o frontman daquela que é considerada a primeira banda de heavy metal do Brasil faz um discurso contra o público que ele classifica como traíra do metal, metaleiro virtual ou troozão da net, como preferir. Aquele cara que não vai a show, não compra CD, só faz intriga e, nas palavras de Roosevelt, “não passa de um fofoqueiro". Um discurso raso que parece escrito por uma criança de 2 anos - sem querer ofender a criança, que isso fique claro. Aventure-se abaixo:



Musicalmente, parece que estamos diante de uma mistura de Ovelha com Massacration, como bem definiu outro amigo lá no grupo da Collectors. Ouvindo a tal música “Troozão da Net”, várias perguntas vem à mente. O que leva alguém a escrever algo tão bisonho? O que faz uma pessoa pensar que uma letra dessas responde alguma coisa? O que faz um indivíduo chegar à conclusão de que uma música tão bizarra como essa deveria ser gravada? Não sei o que aconteceu com Roosevelt, se ele foi atacado por alguém na rede, mas gravar uma música como uma “resposta" parece coisa de um menino mimado e que vive em um mundo paralelo.

Mas daí pensei mais um pouco e na verdade esse posicionamento de Roosevelt encontra respaldo em uma parcela considerável do público fã de metal aqui no Brasil. Basta ir até os comentários da dita “música” lá no YouTube e ler o que as pessoas estão escrevendo. Isso não deveria me surpreender na verdade, já que o fã brasileiro de metal, que nunca foi exatamente um exemplo de inteligência, tem se transformado em um neandertal nos últimos anos dando voz a imbecis como Nando Moura e achando que a solução para os problemas do país é colocar um cara como Bolsonaro na presidência. É esse povo, formado geralmente por pessoas entre os 30 e 40 anos, que acha que o discurso de Roosevelt em “Troozão da Massa” faz sentido e é “verdadeiro”, “true" e todos esses termos que esse povinho adora utilizar.

Em um ano como 2018, em que uma das principais bandas de metal do país conseguiu se reinventar surpreendentemente em seu último disco - estou falando do Angra e seu trabalho mais recente, Omni -, ter que ouvir algo como essa “música" vinda do líder do Stress é de uma vergonha alheia digna de pena. Algo que só senti em outra oportunidade, em 2011, com a tosquice que foi a canção tema do documentário Brasil Heavy Metal - ouça abaixo por sua própria conta e risco:



Além de tudo, o termo “Troozão da Net” revela um desconhecimento geral do mundo atual. É claro que a internet deu voz e palco a muitos imbecis e coisas bizarras, vide a própria música que estamos discutindo, mas ela aproximou o público do artista, o fã de seu ídolo. E aqui no Brasil, onde nunca existiu uma imprensa focada no heavy metal, possibilitou o surgimento de sites que se revelaram muito mais conhecedores do assunto do que as publicações impressas que chegam às bancas. Alguém poderá dizer que eu, o João da Van do Halen, o Igor Miranda e todo mundo que escreve sobre rock e metal aqui nesse cada vez mais estranho país tropical nos encaixamos no perfil criticado por Roosevelt Bala em seu “novo clássico”, já que só ficamos fazendo “fofoca por computador” ao invés de “viver a cena metal”. Respondendo por mim, eu realmente não tenho paciência com a tal cena metal brasileira, cheia de gente saudosista e conservadora que acha que bandas como o Manowar em algum momento foram relevantes para o estilo

Quero contiuar acreditando que o metal brasileiro é muito maior e não é representado por uma figura caricata como Roosevelt Bala e seus inúmeros clones encontrados facilmente em Galerias do Rock e bares tipo o Manifesto país afora. O metal brasileiro é reconhecido em todo o mundo por sua qualidade e som original, que fez surgir nomes como Sepultura, Angra, Krisiun, Ego Kill Talent e inúmeros outros. Curiosamente, bandas que parecem muito mais preocupadas em ouvir o que o gênero está fazendo de interessante em todo o planeta e pensar fora da sua bolha, ao contrário do que Roosevelt sempre fez em toda a sua carreira.

Seria algo até engraçado se não fosse, tristemente, o retrato de uma parcela cada vez maior do público de metal brasileiro. Bizarro e tosco é pouco …

5 de abr de 2018

Nova pesquisa conclui que fãs de metal são mais propensos a auto-mutilação e suicídio

quinta-feira, abril 05, 2018

Uma nova pesquisa levada a cabo pela Universidade de Manchester chegou à conclusão de que os fãs de heavy metal têm cinco vezes mais chances de tentar suicídio e são mais propícios a atos de auto-mutilação. O mesmo estudo descobriu que integrantes de sub-culturas, como é o caso de headbangers, emos, alternativos, punks e afins, correm um risco maior de se auto-infligirem e tirar a própria vida.

Peter Taylor, psicólogo clínico da Universidade de Manchester e um dos responsáveis sobre a pesquisa, deu mais detalhes: “A crença de que sub-culturas alternativas podem estar em risco aumentado de auto-mutilação e suicídio é considerada por alguns um mito. Mas a literatura que analisamos sugere que esses indivíduos estão, de fato, em maior perigo. No entanto, esta pesquisa requer interpretação dentro de um contexto mais amplo de interesse público em torno das sub-culturas alternativas e seu impacto na saúde mental dos jovens. Não estamos dizendo que os médicos deveriam se preocupar com todo mundo vestindo uma camiseta do Metallica, mas se há outros sinais que apontam para a auto-mutilação, então definitivamente devemos encarar a situação. Muitas pessoas tornam-se afiliadas a esses grupos porque sentem que não se encaixam na sociedade e enfrentam muitas vulnerabilidades. Mas também pode haver vitimização e estigma associados aos que pertencem a esses grupos”.

Mairead Hughes, da Universidade de Liverpool, complementa: “Não há evidências suficientes que nos digam com clareza porque as pessoas pertencentes a essas sub-culturas estão em maior risco. Os jovens que enfrentaram mais adversidade podem ser mais propensos a se tornarem parte desses grupos, mas isso não parece explicar totalmente o aumento do risco. Stress associado ao fato de ser diferente e pertencer a um grupo minoritário também podem explicar alguns dos riscos”.

K.K. Downing anuncia autobiografia

quinta-feira, abril 05, 2018

O ex-guitarrista do Judas Priest, K.K. Downing, anunciou que lançará uma autobiografia. O livro tem o título de Heavy Duty: Days and Nights in Judas Priest e foi escrito em parceria com o jornalista Mark Eglinton, mesmo autor das biografias de James Hetfield, Rex Brown e Nergal.

O livro tem 304 páginas e chegará às livrarias inglesas e norte-americanas no dia 18 de setembro. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Kenneth Downing Jr. é membro fundador do Judas Priest e integrou a banda entre 1969 e 2011, tocando em todos os discos lançados pelo quinteto inglês entre Rocka Rolla (1974) e A Touch of Evil: Live (2009). Ele deixou a banda em 2011, sendo substituído por Richie Faulkner.


4 de abr de 2018

Concerto em tributo a Jack Bruce estreará nos cinemas em maio

quarta-feira, abril 04, 2018

Sunshine of Your Love, show em tributo a Jack Bruce realizado em Londres em 24 de outubro de 2015 - véspera do primeiro ano de seu falecimento -, estreará nos cinemas britânicos no dia 14 de maio. 

A apresentação teve como palco o The Roundhouse, na capital inglesa, e contou com a participação de nomes como Ginger Baker, Ian Anderson, Phil Manzanera, Uli Jon Roth, Bernie Madsen, Vernon Reid e outros músicos, além da banda de Bruce, a Big Blues Band, e de seus filhos Corin e Aruba Red.

O concerto foi dirigido por Nitin Sawhney e deverá ser lançado também em DVD e Blu-ray.

Jack Bruce foi vocalista e baixista do Cream, trio que montou ao lado de Eric Clapton e Ginger Baker e que influenciou profundamente o rock pesado. Além disso, gravou discos com diversos outros músicos e teve uma longa carreira solo. Ele faleceu em 25 de outubro de 2014, aos 71 anos.

Galeria de Fotos: os impressionantes outdoors da Sunset Strip, em Los Angeles

quarta-feira, abril 04, 2018

A Sunset Strip é uma das regiões mais musicais de Los Angeles, cheia de bares de rock, clubes noturnos, casas de shows, restaurantes e lojas de grandes marcas. E durante a década de 1970, no auge da indústria fonográfica, onde milhões e milhões de discos eram vendidos todos os dias, foi uma das áreas preferidas pelas gravadoras para anunciarem seus novos lançamentos.

O fotógrafo Robert Landau, que cresceu em Los Angeles durante os anos 1960 e 1970, registrou grande parte desses outdoors e compilou suas fotos no livro Rock ’n' Roll Billboards of the Sunset Strip, publicado em novembro de 2016 e disponível para compra neste link.

Selecionamos algumas das melhores imagens abaixo, um recorte de um tempo em que a música era muito mais presente na vida das pessoas e no cotidiano da sociedade:




 
 



 















Os discos do AC/DC, do pior ao melhor

quarta-feira, abril 04, 2018

A Classic Rock fez um ranking com todos os discos do AC/DC, incluindo trabalhos de estúdio e ao vivo, do pior para o melhor.

A matéria original está aqui.

Esse foi é o ranking da Classic Rock:

19 Fly on the Wall (1985)
18 Blow Up Your Video (1988)
17 Flick of the Switch (1983)
16 ’74 Jailbreak (1984)
15 Ballbreaker (1995)
14 Stiff Upper Lip (2000)
13 Black Ice (2008)
12 Rock or Bust (2014)
11 Live at River Plate (2012)
10 Live (1992)
9 The Razors Edge (1990)
8 For Those About to Rock (1981)
7 Dirty Deeds Done Dirt Cheap (1976)
6 If You Want Blood (1978)
5 Let There Be Rock (1977)
4 High Voltage (1976)
3 Highway to Hell (1979)
2 Powerage (1978)
1 Back in Black (1980)

Meu top 5 da banda australiana é esse:

1 Highway to Hell (1979)
2 Powerage (1978)
3 Back in Black (1980)
4 High Voltage (1976)
5 ’74 Jailbreak (1984)

Quais são os seus discos favoritos do AC/DC? Conte pra gente nos comentários.

3 de abr de 2018

Mark Knopfler não tocará com o Dire Straits no Rock and Roll Hall of Fame

terça-feira, abril 03, 2018

Na próxima semana acontecerá a cerimônia de indução ao Rock and Roll of Fame de 2018, e o Dire Straits será uma das bandas que entrará no clubinho fechado do rock and roll. Além disso, o grupo inglês tocará no palco do evento, porém sem sua principal figura.

Mark Knopfler não tocará na cerimônia, e a informação veio do tecladista Alan Clark, que revelou que ele, o guitarrista Guy Fletcher e o baixista John Illsley tocarão no palco do RARHOF, apresentado uma versão de “Telegraph Road” com ukulele e banjo, com os três dividindo os vocais. Os motivos para a ausência de Knopfler não foram mencionadas por Alan Clark.

O irmão de Mark, David Knopfler, que tocou guitarra com a banda entre 1977 e 1980 e gravou os dois primeiros álbuns da banda, também não estará no evento. David alegou que não irá porque o Rock and Roll Hall of Fame não pagará os custos para o seu deslocamento o local do show.


O Dire Straits se separou em 1987 após a turnê do álbum Brothers in Arms (1985), um dos discos mais vendidos da década de 1980. Depois de um hiato, a banda retornou em 1991 com o lançamento de On Every Street, encerrando definitivamente suas atividades em 1995. Mark Knopfler embarcou então em uma carreira solo iniciada com o álbum Golden Heart, que chegou às lojas em março de 1996. Desde então o guitarrista e vocalista tem se dedicado a trilhas sonoras e aos seus próprios discos, sendo que o mais recente, Tracker, saiu em 2015.

Rock Forever: esperanças, revoluções e rock and roll

terça-feira, abril 03, 2018

Muitos amaram e amam o rock! Gerações desde a década de 1950 ilustram suas vidas com regras pré-estabelecidas por músicos que elegeram o rock como modo de vida ou como apenas um pensamento ideológico. Nos últimos anos o rock vive de histórias e atitudes. Talvez mais de história do que de atitudes. Festivais como Lollapalooza, Coachella, Wacken e Glastonbury são grandes oportunidades de se presenciar pessoalmente momentos atuais do estilo. Mas só festivais datam ou simbolizam o rock? Não, é claro.

E os lançamentos de álbuns? Será que há, realmente, uma ação rocker funcionando como propulsora de um sentimento musical e ideológico atualmente com os discos? Recentemente o Judas Priest lançou Firepower (2018) e este álbum diz muito sobre o rock atual. O Judas Priest é um dinossauro do rock e do heavy metal. Iniciou suas atividades no ano de 1969 e lançou seu primeiro disco ainda na primeira metade da década de 1970: Rocka Rolla (1974). Passou pelo movimento punk imune, ajudou a desenvolver uma nova geração de metal na Inglaterra (a chamada New Wave Of British Heavy Metal), durante a década de 1980 (principalmente a primeira parte) apresentou pelo menos dois álbuns clássicos e essenciais - British Steel (1980) e Screaming For Vengeance (1982), e fez da década de 1990 seu caminho para ser seguido por várias bandas com o disco Painkiller (1990), fazendo história com um heavy metal ainda mais agressivo e ultrajante. Depois da saída o vocalista Rob Halford a banda se perdeu - ou melhor, se descaracterizou.


Agora em 2018, Firepower é praticamente uma volta aos melhores tempos, e com Rob Halford de volta. Correto! Mas por mais que se renda às novas canções como “Lightning Strike” e “Evil Never Dies”, há uma falta de novas ideias e novas ações estéticas dentro do rock e, claro, dentro de suas ramificações como o heavy metal.

No livro Minha Vida Como Um Ramone (2015), Marky Ramone diz o seguinte sobre Jimi Hendrix: “O The Jimi Hendrix Experience com Jimi Hendrix na guitarra era diferente de tudo o que qualquer pessoa já tivesse ouvido. Jimi empolgava as pessoas com seu visual selvagem e tocando guitarra nas costas e com os dentes. No Monterey Pop Festival, na Califórnia, ele ateou fogo à guitarra como se estivesse fazendo um sacrifício. Mas se você fechasse os olhos e apenas ouvisse, a força real da música surgia. Era blues, rock e soul reinventados, levados aos limites absolutos e além até serem transformados quase em um novo tipo de música. A guitarra era uma arma ou uma varinha mágica tanto quanto um instrumento. Esse sujeito era tão bom que os Beatles e os Rolling Stones eram seus maiores fãs”. É claro que esperar por um Jimi Hendrix novamente é uma ignorância anacrônica, mas uma novidade estética e ideológica sempre se deve esperar e com muita ansiedade. As palavras de Marky são simples, mas refletem uma revolução.

E o ótimo novo álbum do Judas Priest é uma preciosidade por um lado (uma volta da banda às suas melhores fases) e um lamento por outro (por apenas trazer momentos do passado, mesmo que louváveis). É óbvio que novas bandas trazem algo novo, um suspiro atual para momentos atuais. O indie rock (que para muitos nem se trata de um movimento musical, mas algo mais volátil e aberto) trouxe, por exemplo, bandas como The Strokes, Arctic Monkeys, Kings of Leon e The White Stripes. E até as pesadas (bem longe do que poderia ser classificado como indie, é claro!) Mastodon, Agalloch, Amon Amarth, Ghost, Between the Buried and Me e Meshuggah também trazem um novo fôlego ao rock!


Agora, algo revolucionário, revigorante e extremamente crítico o rock não se permite desde o Nirvana. Muitos headbangers poderão miar enlouquecidos, mas nenhum álbum lançado desde o ano de 1991 foi tão estrondoso na história do rock quanto Nevermind. Será falta de algo para amar e odiar? Será que os gênios da música estão desacreditados? Será que a nossa história tem proporcionado uma vida excessivamente mecanizada e insípida? Uma banda que poderia (e pode!) conceituar arte musical com uma crítica ao atual momento da sociedade seria o Radiohead, mas aí estaremos falando de algo da década de 1990, vide os discos Ok Computer (1997) e Kid A (2000) (e é bom lembrar que o Radiohead tem feito mais experimentações estéticas do que propriamente rock nos últimos anos e nos seus trabalhos recentes).

Alguém sugere alguma revolução ou este senhor aqui está maluco achando que não teremos tão cedo outros abalos sísmicos em formato rock como Elvis Presley (1956), Here’s Little Richard (1957), Chuck Berry is on Top (1959), My Generation (1965), Highway 61 Revisited (1965), Pet Sounds (1966), The Doors (1967), The Velvet Underground & Nico (1967), Sgt. Pepper’s Lonely Hearts  Club Band (1967), Electric Ladyland (1968), Beggars Banquet (1968), Paranoid (1970), Led Zeppelin IV (1971), Machine Head (1972), The Dark Side of the Moon (1973), Born to Run (1975), Ramones (1976), Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols (1977), London Calling (1979), Back in Black (1980), Blizzard of Ozz (1980), Moving Pictures (1981), The Number of the Beast (1982), Brothers in Arms (1985), Reign in Blood (1986), Master of Puppets (1986), Hysteria (1987), Whitesnake (1987), Appetite For Destruction (1987), Nevermind (1991) e OK Computer (1997)?


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The Beatles - Rubber Soul (1965)

Lançamento: novembro de 1965
Produção: George Martin
Gravadora: Parlophone
Formação: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr
Músicas: Drive My Car, Norwegian Wood (This Bird Has Flown), You Won't See Me, Nowhere Man, Think For Yourself, The Word, Michelle, What Goes On, Girl, I'm Looking Through You, In My Life, Wait, If I Needed Someone, Run For Your Life

Rubber Soul é o primeiro álbum dos Beatles. Não se trata do primeiro de sua discografia, mas o primeiro como banda adulta e consciente de si. Os discos Please Please Me (1963), With the Beatles (1963), A Hard Day’s Night (1964), Beatles For Sale (1964) e Help! (1965) são antológicos, porém fazem parte de uma primeira fase mais pop e muito mais ingênua.

Canções como “Drive My Car”, “Norwegian Wood (This Bird Has Flow)”, “Nowhere Man” e “Michelle” demonstram uma banda num processo de elevação “artística” maior. E para resumir Rubber Soul numa canção, ouça “Wait”. Por mais que seja simples e com uma singela letra romântica, a melodia resplandece na precisa bateria de Ringo, na dualidade das vozes de Lennon e McCartney e na força rítmica da guitarra de Harrison refletindo uma banda num estágio sublime. Com Rubber Soul, os Beatles estavam subindo e subindo os degraus.


Por Eduardo Lima

Documentário sobre o Barão Vermelho disponível na Netflix

terça-feira, abril 03, 2018

A Netflix colocou em seu acervo o documentário Barão Vermelho: por que a gente é assim, filme dirigido pela cineasta Mini Kerti e que conta a história da clássica banda carioca.

O doc foi produzido inicialmente para exibição somente no canal Curta!, e agora está disponível no serviço de streaming.

Assista ao trailer abaixo:

Yellow Submarine retorna aos cinemas em versão restaurada em 4K

terça-feira, abril 03, 2018

A clássica animação Yellow Submarine, lançada pelos Beatles em 1968, voltará aos cinemas em uma versão restaurada em 4K e com áudio stereo em 5.1. A nova versão será exibida em cinemas dos Estados Unidos, Inglaterra e Irlanda a partir do dia 8 de julho.

Um novo poster e um novo trailer foram desenvolvidos para promover a edição restaurada.

A versão em 4K foi liderada pelo diretor Paul Rutan Jr. e o som foi remasterizado em 5.1 nos estúdios Abbey Road pelo engenheiro Peter Cobbin.

Os 50 anos de Music From Big Pink, o clássico primeiro disco da The Band

terça-feira, abril 03, 2018

Se existe um disco que arrebatou muita gente boa no finalzinho dos anos 1960, esse disco foi Music From Big Pink, trabalho de estreia do grupo The Band, disco que completa 50 anos em 2018. 

O ano inicial dessa história é 1966 e traz uma banda sem o seu líder, já que em julho desse ano Bob Dylan sofreu um grave acidente de moto após voltar de uma turnê na Europa. Com isso, exilados em West Suggarties, bem próximo aonde aconteceu o lendário Festival de Woodstock, a The Band simplesmente resolve aproveitar da melhor possível esse tempo juntos: por que não compor novas canções? E assim, passado um bom par de meses, o resultado desse inesperado hiato e com todos os integrantes convivendo  sob o mesmo teto numa casa batizada de Big Pink, em 1968 eles materializam um conjunto de músicas que viraria a cabeça de caras como Eric Clapton, George Harrison e Bernie Taupin, pra citar apenas três nomes maiúsculos que ficaram de queixo caído após audições do LP. Music From Big Pink saiu via Capitol Records e teve a produção de John Simon.  


Lembramos que a The Band (literalmente "a banda") chamados assim por serem os músicos que acompanharam Bob Dylan em sua jornada de eletrificação do folk, costurando-o ao rock nos tours que percorreram Estados Unidos e Inglaterra entre 1965 e 1966, era um quinteto formado por quatro canadenses - Robbie Robertson, Richard Manuel, Rick Danko e Garth Hudson, com a adição do norte-americano Levon Helm. E quis o destino que justamente esse inusitado grupo de artistas realinhasse a ordem musical do rock no final de uma das décadas mais turbulentas e prolíficas do gênero. E assim, a The Band deu um pontapé na bunda da psicodelia e na zoeira protagonizada por bandas como Grateful Dead e Cream para inaugurar a pedra fundamental daquilo que os críticos hoje chamam de "americana", amálgama de castas musicais de raiz. Uma espécie de retorno ao ethos do cancioneiro estadunidense, promovendo encontros promíscuos entre o folk, country, blues, rhythm & blues, e claro, o rock and roll. 

Essas escavações arqueológicas nas raízes renderam frutos inéditos como "To Kingdom Come","In a Station", "Caledonia Mission" e o grande cavalo de batalha do LP, "The Weight", música que ganha o mundo como parte da trilha sonora do filme Easy Rider. Music From Big Pink também revela um dos raros colaboradores de Bob Dylan em composições, o talentoso pianista Richard Manuel, pois juntos eles escrevem "Tears of Rage", faixa de abertura do álbum, além da grande bola de fogo do disco, "This Wheels of Fire". 


E ainda falando em Dylan, um fantasma sempre presente quando o assunto é a The Band, lembro que a capa do disco é uma criação de Bob, claramente inspirado em sua predileção/obsessão pelo artista plástico russo Marc Chagal, além de conhecermos exatamente nesse play uma das até então inéditas obras-primas do compositor - a fabulosa "I Shall Be Released", número que magistralmente fecha as cortinas do disco. 

Outra curiosidade: a foto de Elliot Landy editada na parte interna da arte da capa também acabou por inspirar a última sessão fotográfica dos Beatles, poucos meses depois do lançamento do disco. Toda essa confluência de artefatos não por acaso dá o tom mágico desse fabuloso retrato musical dos anos 1960: um retorno à simplicidade e à valorização do viés cancioneiro do rock. E o rock nunca mais seria o mesmo depois de Music From Big Pink.                    



Titãs estreia ópera-rock sobre assédio com 25 canções inéditas

terça-feira, abril 03, 2018

Os Titãs estreiam esta semana o seu novo show, a ópera-rock Doze Flores Amarelas. O espetáculo terá as suas primeiras apresentações nos dias 3 e 4 de abril no Festival de Curitiba e fala sobre o assédio que as mulheres sofrem no dia a dia.

A história é centrada em três personagens - Maria A, Maria B e Maria C, interpretadas pelas cantoras Corina Sabba, Cyntia Mendes e Yás Werneck - que são assediadas em uma festa e buscam vingança contra seus agressores. A história foi criada pela banda em parceria com o escritor Marcelo Rubens Paiva e o dramaturgo Hugo Possolo. Rita Lee, mãe do atual guitarrista dos Titãs, Beto Lee, participa em gravações que serão projetadas nos telões do show. Os arranjos de cordas são coordenados por Jaques Morelenbaum.

Este é o primeiro trabalho da banda desde a saída de Paulo Miklos em 2016 e aborda um tema presente no cotidiano da mulher brasileira e de todo o mundo, infelizmente. O show, que conta com 25 músicas inéditas, renderá um disco de estúdio batizado com o mesmo nome que deve chegar às lojas ainda durante o mês de abril.

A formação atual dos Titãs conta com Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto acompanhados pelo guitarrista Beto Lee e pelo baterista Mario Fabre. O último disco da banda, Nheengatu, saiu em 2014 e rendeu um álbum ao vivo lançado no ano seguinte.

2 de abr de 2018

Robert Plant elogia o Greta Van Fleet

segunda-feira, abril 02, 2018

Entrevistado pelo programa australiano Network Ten, Robert Plant falou sobre diversos pontos de sua carreira além de elogiar a banda norte-americana Greta Van Fleet, que vem impressionando crítica e ouvintes com um hard rock vigoroso e que bebe muito do universo do Led Zeppelin.

Veja o que Plant falou sobre o GVF: “Eles são o Led Zeppelin I. O garoto é um belo cantor. Ele pegou muita coisa emprestada de alguém que eu conheço muito bem. Mas o que você vai fazer quando isso acontece? Eu o odeio, mas por mim tudo bem (risos)”.

Robert Plant nem sempre foi simpático a bandas e projetos que apresentavam influências tão marcantes do Led Zeppelin e da sua maneira de cantar como o Greta Van Fleet. Durante os anos 1990, por exemplo, ele classificou o projeto Coverdale/Page como “a banda do David Cover-version”.

Os comentários de Plant sobre o Greta Van Fleet podem ser vistos a partir de 1:50 do vídeo abaixo:

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