13 de abr de 2018

Após vencer o câncer, Wilko Johnson anuncia novo álbum

sexta-feira, abril 13, 2018

Diagnosticado com um câncer terminal em 2012, Wilko Johnson não só surpreendeu os médicos ao vencer a doença como segue produzindo. O ex-guitarrista do Dr. Feelgood anunciou o primeiro álbum com material autoral em três décadas.

O disco tem o título de Blow Your Mind e traz doze novas composições de Johnson. A produção é de Dave Eringa, o mesmo do álbum que Wilko lançou em parceria com Roger Daltrey em 2013, Going Back Home. Norman Watt Roy responde pelo baixo e Dylan Howe ficou com a bateria. O disco será lançado dia 15 de junho pela Chess Records.

Em 2014 Wilko Johnson foi diagnosticado curado do câncer que quase tirou a sua vida, retirando um tumor de aproximadamente 3 quilos que afetava o funcionamento de seu pâncreas, baco, estômago e intestinos.

O guitarrista participou de Game of Thrones no papel do Sor Ilyn Payne, carrasco do rei que executa Ned Stark na primeira temporada da série da HBO.


Portas de hotel que hospedou músicos e artistas são vendidas por até 100 mil dólares

sexta-feira, abril 13, 2018

Imagine uma porta de hotel ser vendida por US$ 100 mil (R$ 338 mil)? Vale grifar que a porta vendida nesta sexta-feira (13) em Nova York, não é uma porta de uma espelunca qualquer. Trata-se do lendário Chelsea Hotel, em Nova York, e a porta arrematada fechava o quarto do cantor e Nobel da Literatura Bob Dylan, que por lá circulou entre 1968 e 1972.

Outras 49 portas do hotel foram a leilão na casa Guernsey's — peças de quartos que hospedaram nomes como Patti Smith, Joni Mitchell, Janis Joplin e Leonard Cohen. Falando dos dois últimos dessa lista, foi nessa época que aconteceu o histórico encontro entre Janis e o cantor canadense,  inspirando Cohen a escrever a canção "Chelsea Hotel #2".


Uma curiosidade: muitas vezes, para não levar calote de seus inquilinos, durante os anos 1960/70, um dos proprietários do local inclusive aceitava obras de arte de artistas plásticos e fotografias de artistas que moravam por lá.

Construído no final do século XIX, o Chelsea se tornou lar de gerações de astros da música, boêmios e escritores. O estabelecimento serviu a escritores como Mark Twain e a Tom Wolfe. Foi lá, por exemplo,  que o escritor Arthur C. Clarke criou 2001: Uma Odisseia no Espaço.

Foi no Chelsea Hotel que Sid Vicious matou sua namorada a facadas no dia 12 de outubro de 1978, em um dos acontecimentos mais marcantes da história do local.




Rádio Collectors Room

sexta-feira, abril 13, 2018

Não é bem uma rádio, mas como eu sempre amei o rádio e queria fazer algo parecido aqui na Collectors Room, criei algo que se parece com isso.

A playlist Collectors Room Radio é uma seleção enorme de músicas - no momento em que escrevo este post ela está com mais de 1.600 faixas e mais músicas são incluídas todos os dias - onde fui jogando canções que me agradam e que tem a ver com o site, vindas desde os anos 1970 até hoje. É rock do início ao fim, pra você ter rock todo dia. Não tem quase nada de metal, porque evitei sonoridades extremas e “pauleiras" exageradas.

Como funciona pra ouvir? Você segue a playlist lá no Spotify e dá play no MODO ALEATÓRIO, assim você terá sempre uma sequências de músicas diferentes toda hora que ouvir.

Vem junto!

Trilha de documentário sobre a vida de Eric Clapton traz músicas inéditas

sexta-feira, abril 13, 2018

Chegará às lojas dia 8 de junho a trilha do documentário Life in 12 Bars, que conta a vida de Eric Clapton. O material será lançado em CD duplo e vinil quádruplo e traz 32 faixas de toda a carreira do guitarrista inglês, passando por Yardbirds, Bluesbreakers, Cream, Blind Faith, Derek and The Dominos e muito mais, além de conter canções de bluesmen como Muddy Waters e Big Bill Broonzy.

A trilha vem com duas gravações inéditas, que são a versão completa da versão de Clapton para “I Shot the Sheriff” com quase 7 minutos de duração, gravada durante as sessões do álbum 461 Ocean Boulevard (1974), e uma performance ao vivo de “Little Queenie”, de Chuck Berry, retirada de um show de Eric durante a turnê que promoveu 461 Ocean Boulevard.

Abaixo está o tracklist completo:

Disc: 1
1. Big Bill Broonzy: Backwater Blues (4.07) The Big Bill Broonzy Story 1957
2. Muddy Waters: My Life Is Ruined (2.38) Chess single 1953
3. Muddy Waters: I Got Mojo Working (4.28) Live At Newport Jazz Festival 1960
4. The Yardbirds: I Wish You Would (2.19) – studio version
5. The Yardbirds: For Your Love (2.30) For Your Love 1965
6. John Mayall & The Bluesbreakers: Steppin’ Out (2.29) John Mayall Bluesbreakers with Eric Clapton 1966
7. John Mayall & The Bluesbreakers: All Your Love (3.37) John Mayall Bluesbreakers with Eric Clapton 1966
8. Cream: I Feel Free (2.57) Fresh Cream 1966
9. Cream: Strange Brew (2.50) Disraeli Gears 1967
10. Cream: Sunshine of Your Love (4.12) – studio version
11. Aretha Franklin: Good to Me As I Am To You (3.58) Lady Soul / Recorded on December 16 and 17, 1967
12. Cream: Crossroads live (4.18) Wheels Of Fire / Recorded 10 March 1968 at Winterland, San Francisco, CA16
13. The Beatles: While My Guitar Gently Weeps (4.45)The Beatles / Recorded 5-6 September 1968
14. Cream: Badge (2.48) Goodbye / Recorded October 1968 at IBC Studios in London
15. Cream: White Room live (5.41) Live Cream II / recorded October 4, 1968 at the Oakland Coliseum Arena
16. Cream: Spoonful (17.27) live from Goodbye tour – LA Forum October 19, 1968 previously unreleased
17. Blind Faith: Presence Of The Lord (4.52) – studio version

Disc: 2
1. Delaney & Bonnie & Friends featuring Eric Clapton: Comin’ Home (7.51) Live at Fairfield Halls
2. Eric Clapton: After Midnight (3.25) alternate mix from Eric Clapton (first album) 1970
3. Eric Clapton: Let It Rain (5.00) alternate mix from Eric Clapton (first album) 1970
4. Derek and The Dominos: High (3.10) (Olympic Studios, April 1971) Derek and The Dominos album previously unreleased
5. George Harrison: My Sweet Lord (4.44) All Things Must Pass 1970
6. Derek and The Dominos: Thorn Tree In The Garden (2.55) Layla & Other Assorted Love Songs 1970
7. Derek and The Dominos: Nobody Knows You When You’re Down And Out (5.01) Layla & Other Assorted Love Songs 1970
8. Derek and The Dominos: Bell Bottom Blues (5.08) Layla & Other Assorted Love Songs 1970
9. Derek and The Dominos: Layla (7.10) Layla & Other Assorted Love Songs 1970
10. Derek and The Dominos: Little Wing (6.11) Live At The Fillmore 1970
11. Derek and The Dominos: Got To Get Better In A Little While (6.05) – studio version
12. Eric Clapton: I Shot The Sheriff (6.54) previously unreleased full length version from 461 Ocean Blvd 1970
13. Eric Clapton: Little Queenie live (6.00) Long Beach Arena, Long Beach, California, July 19/20, 1974 previously unreleased
14. Eric Clapton: Mainline Florida (4.08) 461 Ocean Boulevard 1974
15. Eric Clapton: Tears In Heaven (4.31) – studio version


Nova música e novo álbum do Ghost

sexta-feira, abril 13, 2018

O Ghost lançará no dia 1 de junho o seu quarto disco. O trabalho tem o título de Prequelle e foi produzido por Tom Dalgety (Opeth, Royal Blood), com mixagem de Andy Wallace (Nirvana, Slayer). O álbum é o sucessor de Meliora (2015).

Prequelle vem com dez músicas inéditas e apresenta o “novo" vocalista da banda sueca, Cardinal Copia, que assumiu o posto da dinastia Papa Emeritus.

A banda também revelou o primeiro single do trabalho, a ótima e grudenta “Rats”, já disponível nos serviços de streaming. Assista ao vídeo abaixo:

12 de abr de 2018

Shows do Pearl Jam no Maracanã e no Lollapalooza serão lançados

quinta-feira, abril 12, 2018

O Pearl Jam anunciou que os shows da recente turnê da banda pelo Brasil serão lançados dentro da série de official bootlegs do grupo. 

O concerto realizado no Maracanã no dia 21 de março será disponibilizado para venda dia 4 de maio. Já a apresentação no Lollapalooza no dia 24 de março estará liberado para venda em 7 de maio.

A série official bootlegs do Pearl Jam é uma das mais longevas do rock e traz shows realizados pela banda norte-americana desde 1993. Para adquirir os CDs basta ficar ligado neste site.


Review: The Amorettes - Born to Break (2018)

quinta-feira, abril 12, 2018

O The Amorettes é um trio escocês na ativa desde 2009. A banda formada por Gill Montgomery (vocal e guitarra) e as irmãs Heather (baixo) e Hannah McKay (bateria) já gravou quatro discos - Haulin’ Ass (2010), Game On (2015), White Hot Heat (2016) e o recém lançado Born to Break (2018).

Uma boa definição para quem nunca ouviu o som das meninas é “Hellacopters de saias”. A energia e a pegada, aliada aos refrãos fortes e pegajosos, estão presentes tanto na sonoridade dos suecos quanto na música das Amorettes. Um power trio potente e que soa redondo, sem exageros ou peças fora do lugar.

Born to Break é um belo disco de rock do início ao fim, com canções para festejar e viver a vida com alegria e diversão. Uma bela surpresa de uma banda que deveria ser mais conhecida do público fã do estilo.

Um dos melhores CDs que ouvi esse ano, recomendo.

Black Sabbath anuncia box reunindo singles dos anos 1970

quinta-feira, abril 12, 2018

O Black Sabbath lançará dia 8 de junho mais um box. Supersonic Years - The Seventies Singles Box Set, como o título deixa claro, reúne todos os singles da banda inglesa durante os anos 1970, iniciando em “Evil Woman” e indo até “Hard Road”.

O material será disponibilizado somente em vinil e traz dez disquinhos de 7 polegadas, suas respectivas capas, encarte e afins.

Abaixo estão os singles que fazem parte da caixa:

Disc 1: Evil Woman (Don't Play Your Games With Me) / Wicked World - 1970
Disc 2: Paranoid / The Wizard - 1970
Disc 3: Iron Man (Single Edit) / Electric Funeral - 1970
Disc 4: Tomorrow's Dream / Laguna Sunrise - 1972
Disc 5: Sabbath Bloody Sabbath (Edited Version) / Changes - 1973
Disc 6: Am I Going Insane (Radio) (Single Edit) / Hole In The Sky - 1975
Disc 7: Gypsy / She's Gone - 1976
Disc 8: It's Alright / Rock 'N' Roll Doctor - 1976
Disc 9: Never Say Die / She's Gone - 1978
Disc 10: Hard Road (Single Edit) / Symptom Of The Universe (German Single Edit) - 1978

Lucifer confirma lançamento de segundo disco

quinta-feira, abril 12, 2018

O trio sueco Lucifer, formado pela vocalista Johanna Sadonis, pelo guitarrista Robin Tidebrink e pelo multi-instrumentista Nicke Andersson, anunciou o lançamento de seu segundo disco. Lucifer II será lançado dia 6 de junho. O álbum foi gravado em Estocolmo e mixado por Ola Ersfjord (Tribulation, Primordial).

A banda foi formada em 2014 em Berlim e lançou a sua estreia em 2015. A proposta do trio é entregar um occult rock con influências da escola setentista de bandas como Black Sabbath, Deep Purple, Blue Öyster Cult e Lucifer’s Friend, com alguma doces pitadas de Heart e Fleetwood Mac. Johanna passou pelo The Oath e Nicke - que no Lucifer responde pelo baixo e bateria, além de ocasionais guitarras - fez parte do Entombed e The Hellacopters, entre outras bandas.

A faixa “Faux Pharaoh”, primeira prévia de Lucifer II, pode ser ouvida abaixo:

Review: The Dead Daisies - Burn It Down (2018)

quinta-feira, abril 12, 2018

O The Dead Daisies surgiu em 2013 com a proposta de fazer um rock clássico para os fãs do estilo. Cinco anos depois e chegando ao quarto disco, a banda norte-americana pode afirmar que alcançou o seu objetivo. Com um line-up recheado de feras - anote aí: John Corabi nos vocais, Doug Aldrich e David Lowy nas guitarras, Marco Mendonza no baixo e Deen Castronovo na bateria -, o quinteto meio australiano meio californiano é uma das mais sólidas formações do rock atual.

Burn It Down saiu no início de abril e é o sucessor de Make Some Noise (2016). O disco marca a estreia de Castronovo no lugar de Brian Tichy, que deixou a banda para seguir outros projetos. A produção de Marti Frederiksen é responsável por uma sonoridade cheia e atemporal, que fica ainda mais cristalina em canções onde a banda tira o pé do acelerador e leva o feeling às alturas, como na bela “Set Me Free”. A alta rodagem e experiência dos músicos, que somam passagens por bandas como Whitesnake, Dio, Mötley Crüe, Thin Lizzy e Journey, encorpam a música do Dead Daisies com um pedigree cheio de classe.

De modo geral, temos em Burn It Down um álbum de hard rock clássico, com canções que trazem belos riffs e algumas baladas para diminuir o ritmo. Tudo isso feito com ótimas ideias e belas soluções criativas que colocam o trabalho do The Dead Daisies, como já visto nos discos anteriores, em um nível superior.

O belo timbre vocal de Corabi reforça ainda mais o aspecto “clássico" do som do grupo, enquanto as guitarras de Aldrich e Lowy conduzem a banda por caminhos certeiros. Há ecos de AC/DC, Whitesnake, Bad Company, Free e outros gigantes, mas sempre sem exageros ou “clonagens" explícitas. A banda sabe trabalhar bem as suas influências, aplicando-as na construção de uma sonoridade própria. E de lambuja ainda entrega uma ótima versão para “Bitch”, música dos Rolling Stones presente no álbum Sticky Fingers (1971).

Quem gosta de rock tem que ouvir.

Review: Black Pantera - Agressão (2018)

quinta-feira, abril 12, 2018

O Black Pantera chega ao seu quarto ano de vida lançando o seu quarto disco - dois gravados em estúdio, dois ao vivo. Agressão foi lançado no início de abril e é um passo importante para o trio formado por Charles Gama (vocal e guitarra), Chaene da Gama (vocal e baixo) e Rodrigo “Pancho" Augusto (bateria).

Agressão também responde quem reclama que o rock brasileiro não reage ao conturbado momento político que o nosso país vive. E isso é uma verdade, infelizmente. Enquanto os principais nomes do gênero no Brasil parecem viver cada vez mais distantes do que acontece nas ruas, o Black Pantera traz um forte discurso político em seu novo trabalho, entregando letras que trazem mensagens e alertas necessários e falam direto com o ouvinte, sem rodeios.

Musicalmente o que temos é um hardcore carregado com elementos de metal, com canções rápidas e diretas construídas a partir de riffs pesados e costuradas por uma bela interação entre baixo e bateria. A alternância de vocais entre os irmãos Gama, bem como a fórmula de “pergunta e resposta” utilizada em diversas faixas, também colaboram para a força do álbum.

No total temos 11 músicas em pouco mais de 38 minutos, e que surgem como uma avalanche raivosa contra um sistema político corrupto até as suas mais profundas raízes, tudo feito com qualidade e talento.

Belo disco e um senhor chute na cara!

11 de abr de 2018

Peter Buck está de volta em projeto após o fim do R.E.M.

quarta-feira, abril 11, 2018

O guitarrista Peter Buck está ao lado do cantor e compositor Joseph Arthur no duo Arthur Buck. A dupla lançará o seu primeiro disco dia 15 de junho pela New West Records.

A relação de ambos é antiga, já que Arthur chegou a abrir alguns shows da turnê do álbum Around the Sun, que o R.E.M. gravou em 2004.

O trabalho, batizado apenas como Arthur Buck, tem 11 faixas e foi produzido pelo próprio Joseph Arthur, com mixagem de Tchad Blake (U2, Pearl Jam). 

A inédita “I Am the Moment”, que possui um clima bem R.E.M., também foi revelada. Ouça abaixo:

Jeff Ament, baixista do Pearl Jam, anuncia projeto solo e mostra música com participação de Angel Olsen

quarta-feira, abril 11, 2018

Jeff Ament, baixista do Pearl Jam, anunciou um projeto solo batizado apenas com o seu sobrenome. O grupo lançará seu primeiro disco, Heaven/Hell, em breve.

Ament também aproveitou para divulgar o primeiro single do disco, a música “Safe in the Car”, que traz a participação especial de Angel Olsen, que é uma das mais celebradas novas vozes femininas do rock. O guitarrista Mike McCready e o baterista Matt Cameron, seus colegas de Pearl Jam, também participam da canção, enquanto Jeff ficou responsável pelos vocais e baixo.

Ouça abaixo:

Grupo de fãs de metal é confundido com integrantes de culto suicida

quarta-feira, abril 11, 2018

Um grupo de sete fãs escoceses de black metal foi “resgatado” pela polícia do país após um transeunte os confundir com integrantes de um culto suicida e ligar para as autoridades alertando sobre o fato.

Os headbangers estavam em um acampamento na ilha Reed Bower em Loch Leven, Perthshire, quando ocorreu toda a confusão. A polícia chegou ao local e antes de ir atrás do grupo quebrou as janelas dos carros que eles estavam utilizando em busca de uma nota ou carta de despedida que comprovasse a intenção de tirar a própria vida.

Segundo David Henderson, um dos fãs de metal envolvidos no incidente: “Estávamos sentados ao redor do fogo contando histórias de fantasmas quando começamos a avistar um monte de luzes estranhas no céu e refletidas na água. Elas pareciam vir em nossa direção e o cachorro começou a latir. Foi tudo muito surreal e nós não sabíamos o que estava chegando. Era como algo saído de um filme, como uma espécie de episódio de Arquivo X. Nós então apagamos o fogo porque não tínhamos ideia de quem estava chegando e a nossa prioridade era proteger as crianças. Quando eles se aproximaram percebemos então que era uma equipe de resgate e era possível ouvir em seus rádios que eles estavam nos procurando e nos queriam fora da ilha. Foi uma reação extremamente exagerada. Como estávamos todos vestidos de preto as pessoas presumiram que éramos perigosos, quando na verdade somos apenas um grupo de amigos que gostam de acampar, beber cerveja e ouvir heavy metal”.

Henderson é fundador de um grupo chamado Black Metal Brewery, que “fornece bebidas de qualidade para os fãs do verdadeiro metal, folk e história medieval”. Ele estava acampado com os amigos Panagiotis Filis e Ross Anderson, seus filhos e seu cachorro de estimação.

O porta-voz da polícia escocesa afirmou que “fomos chamados por uma preocupação a respeito de um grupo de pessoas no domingo, por volta das 19h. Foram realizadas investigações juntamente com o Serviço Escocês de Bombeiros e Resgate e todos foram resgatados com segurança por volta da meia-noite”.


Nita Strauss anuncia primeiro álbum solo

quarta-feira, abril 11, 2018

Nita Strauss, guitarrista da banda de Alice Cooper e ex-The Iron Maidens, lançará o seu primeiro disco solo. O álbum está com uma campanha de financiamento coletivo para ser viabilizado - participe aqui - e ainda não teve título e data de lançamento anunciados.

A guitarrista divulgou uma das canções do trabalho, “Pandemonium”, que está no vídeo abaixo - alerta de fritação extrema …:

The Cure anuncia primeiro álbum de inéditas em uma década

quarta-feira, abril 11, 2018

O The Cure entrará em estúdio nas próximas semanas para dar início às gravações do primeiro disco com canções inéditas desde 4:13 Dream, lançado em 2008. A informação foi dada por Robert Smith em entrevista à BBC 6, onde o líder do grupo revelou que “inesperadamente se apaixonou pela ideia de gravar novas músicas”.

Uma das mais importantes, populares e influentes bandas do rock inglês da década de 1980 e 1990, o The Cure é provavelmente o maior nome do post-punk e gravou discos antológicos como Pornography (1982), The Head on the Door (1985) e Disintegration (1989). 

A formação atual da banda conta com Smith no vocal e guitarra, Reeves Gabrels na guitarra, Roger O’Donnell no teclado, Simon Gallup no baixo e Jason Cooper na bateria.

10 de abr de 2018

Review: Blackberry Smoke - Find a Light (2018)

terça-feira, abril 10, 2018

Principal nome do southern rock atual, o quinteto norte-americano Blackberry Smoke lançou no último dia 6 de abril o seu sexto disco, Find a Light. O trabalho é o sucessor de Like an Arrow, que saiu em outubro de 2016.

A banda continua centrada na figura de seu vocalista, guitarrista e principal compositor, o competentíssimo Charlie Starr. Ele é o showman do quinteto, que conta ainda com a guitarra de Paul Jackson, o teclado de Brandon Still, o baixo de Richard Turner e a bateria Brit Turner.

O legado do southern rock está profundamente impregnado no DNA do Blackberry Smoke, e isso significa que você ouvirá um representante direto da linhagem da Allman Brothers Band e, principalmente, do Lynyrd Skynyrd. O que passa longe de uma cópia, como quem já escutou o Blackberry Smoke uma única vez na vida sabe bem. Pitadas de Tom Petty, Bob Seger e até mesmo de Crosby, Stills, Nash & Young ficam evidentes no caldeirão de influências do grupo, que vai do groove ao mais puro southern rock sem cerimônia.

Beirando as duas década de estrada - a banda nasceu em 2000 -, o Blackberry Smoke mantém-se fiel à sua sonoridade e evolução. O forte do grupo, na verdade, está nas canções de Charlie Starr, um cara tradicionalista e que tem um talento incrível como compositor, enchendo suas canções com boas melodias, pontes e refrãos pegajosos.

Find a Light entrega, no fim das contas, uma bela viagem pelo puro rock norte-americano com direito a um boogie pra bater o pezinho logo na abertura (“Flesh and Bone”), uma homenagem ao Lynyrd Skynyrd (“I'll Keep Ramblin’” e suas guitarras faiscantes) e algumas lindas baladas country de lambuja (“Seems So Far” é uma pequena joia).

Mais uma vez o quinteto de Atlanta entregou um grande disco. A solidez da carreira desses caras é algo raro no rock atual, assim como a pegada old school que Starr e sua turma seguem mantendo em seu som. 

Pearl Jam lança coleção de camisetas inspiradas na Copa do Mundo

terça-feira, abril 10, 2018

O Pearl Jam surpreendeu ao anunciar através de suas redes sociais o lançamento de uma nova coleção de camisetas oficiais inspiradas na Copa do Mundo da Rússia 2018.

A banda norte-americana disponibilizou modelos unindo a sua imagem às camisas oficiais das seleções dos Estados Unidos, Argentina, Brasil, Chile, Inglaterra, França, Alemanha, Irlanda, Itália, México, Holanda, Portugal e Espanha.

Todas estão sendo vendidas a 60 dólares na loja oficial do grupo - clique aqui.


Participe do financiamento coletivo para publicação de livro sobre a discografia dos Mutantes

terça-feira, abril 10, 2018

Com passagens pela MTV, Rolling Stone, Extra e O Globo, a jornalista e escritora Chris Fuscaldo está com um projeto de financiamento coletivo no Catarse para a publicação de Discobiografia Mutante, livro que analise a discografia d’Os Mutantes e traz histórias sobre a lendária banda brasileira. 

Chris publicou em 2016 o seu primeiro livro, Discobiografia Legionária, que saiu pela editora LeYa, e foi a responsável pela pesquisa do livro Rock in Rio 30 Anos. Atualmente ela está finalizando a biografia de Zé Ramalho.


O livro terá 156 páginas e formato 18,5 x 18,5 cm, capa em papel couchê de 300g, miolo colorido em couchê 115g e lombada. A obra virá com textos em português e inglês, visando alcançar também o mercado internacional.

Para participar da campanha, clique aqui e conheça os diversos valores disponíveis e seus respectivos benefícios.

E abaixo você assiste a um vídeo onde Chris fala um pouco sobre o projeto:

Rock Forever: os 16 maiores álbuns do rock brasileiro

terça-feira, abril 10, 2018

A música brasileira possui uma riqueza incrível. Sua dimensão é múltipla e sua afinidade às ramificações que o próprio rock produziu desde a década de 1950 também refletem aqui na nossa terrinha. É possível de se dizer que existem vários “rocks” pelo mundo, e no Brasil também existem inúmeros movimentos, cantores, cantoras e estéticas ligadas ao rock. E dentro da história do rock no Brasil, há duas grandes correntes que dominam os melhores momentos deste estilo por aqui: Jovem Guarda e BRock ou Rock 80. Mas além destes movimentos, houve também outras bandas e outros cantores e cantoras que se colocaram na história do rock brasileiro de uma forma genial sem necessitar fazer parte de um movimento. Por exemplo, Raul Seixas, que se tornou um “movimento musical autônomo”.

Basicamente, esta lista que você lê se trata mais de uma louvação ao rock brasileiro do que propriamente uma “lista dos melhores álbuns”. Muitas bandas poderiam ter entrado, muitos outros cantores e cantoras com grande influência poderiam estar nela, mas por se tratar de “apenas” 16 álbuns, eu tentei apreciar o que de melhor houve no rock brasileiro em suas grandes fases. Tim Maia, Novos Baianos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Skank, 14Bis, Garotos Podres, Los Hermanos, Ratos De Porão, Replicantes e muitos outros são importantes, entretanto, ou são “inferiores” no valor artístico e na importância história ou mesmo se distanciam do rock propriamente dito por apresentarem poucas características dentro estilo musical, como é o caso de Novos Baianos, Caetano Veloso e Gilberto Gil (estes três possuem muito mais características de MPB do que de rock).

E sem enrolação, vamos à lista:

16 Carlos, Erasmo (1971) - Erasmo Carlos

Erasmo Carlos é muito conhecido por suas parcerias com Roberto Carlos. E esta constatação é ótima por fazer parte de uma riquíssima participação da história da música brasileira, mas também, às vezes, causa um certo incômodo. Sua carreira solo possui vários álbuns excelentes e que deveriam ser revistos por adoradores de música brasileira por apresentarem uma estética mais visceral e cotidiana: A Pescaria (1965) e Sonhos e Memórias (1972) são exemplos. Mas seu maior trabalho é Carlos, Erasmo (1971). Desenvolvendo samba-rock, rock psicodélico, soul e até riffs que lembram heavy metal, canções como “É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo”, “Agora Ninguém Chora Mais” (Jorge Ben Jor) e “Maria Joana” fazem deste álbum uma coletânea musical que apresenta a estética de Erasmo Carlos. E com as participações dos Mutantes Sérgio Dias, Dinho e Liminha e arranjos do maestro e mestre Rogério Duprat, Carlos, Erasmo é um clássico!

15 A Máquina Voadora (1970) - Ronnie Von

O “príncipe” Ronnie Von é talvez o maior brilho polido do rock brasileiro. Elegante, educado, inteligente, artista de TV, cantor, compositor, grande lançador de músicos históricos (Os Mutantes, Eduardo Araújo, Os Vips, Martinha, Jerry Adriani e Gal Costa) e capaz de expor pensamentos diversos sobre todos os assuntos, Ronnie Von passou pela Jovem Guarda, pelo psicodelismo e por momentos românticos impressionantes. Sua melhor fase é de longe os álbuns do final da década de 1960 e começo de 1970: Ronnie Von (1968), A Misteriosa Luta do Reino do Parasempre Contra o Reino do Nuncamais (1969) e A Máquina Voadora (1970). E esse terceiro é sua grande obra. Psicodélico, apoteótico, aberto e conceitual, canções como “O Verão Nos Chama”, “Continentes e Civilizações” e “Águas de Sempre” são eternas. Ouça “Máquina Voadora” e voe: “Combustível, metal e poema / Minha máquina voadora / Vejo os homens de cima em cena / Entre a música de um motor / Vou vagar em pleno o ar / Vou voar / Vou voar... / Em meu brilhante pássaro de prata / Vou navegar pelas nuvens soltas / Leve para o alto toda minha vida / Meu aeroplano”.

14 Raimundos (1994) - Raimundos 

O primeiro álbum do Raimundos rejuvenesceu a música brasileira. Antes do ano de 1994, o rock brasileiro era uma lembrança ambulante da década de 1980 com bandas com mais de dez anos de carreira e sem muita criatividade. E foram quatro jovens vindos de Brasília usufruindo de influências do punk (Ramones e Dead Kennedys) e com temas jovens e ligados ao sexo de forma ostensiva e clara que estouraram pelo Brasil. Canções como “Palhas do Coqueiro”, “MM’s”, “Rapante”, “Nega Jurema”, “Cajueiro & Rio das Pedras”, “Bê A Bá” e “Selim” transbordaram originalidade e colocaram o Raimundos num estágio que nenhuma outra pode estar: a melhor da década de 1990 por aqui. Ouça o hino “Puteiro em João Pessoa” e entenda porque a fase sexual da adolescência é a melhor fase da vida!

13 Jovem Guarda (1965) - Roberto Carlos

O primeiro astro do rock brasileiro. Seu programa de TV chamado Jovem Guarda era um dos maiores expoentes de cultura jovem da década de 1960 e Roberto Carlos estourava em popularidade musical a cada canção e disco lançado. E nada mais justo do que um álbum com o nome do seu programa e do movimento cultural na qual era o principal símbolo. Com a banda The Youngsters - Carlos Becker (guitarra base), Carlos Roberto (guitarra solo), Sérgio Becker (sax tenor e barítono), Jonas (baixo) e Romir (bateria) - e com o gênio Lafayette nos teclados, é possível de se dizer que a voz de Roberto estava centrada numa força rítmica impressionante. Resultado: um disco praticamente perfeito. A estética jovem, as incríveis composições de Roberto Carlos e a escolha de canções que se tornaram clássicas tornam este álbum maravilhoso. “Lobo Mau”, “O Feio”, “Pega Ladrão” e “Não é Papo Pra Mim” são inesquecíveis. E além do hino “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno” (hoje renegada pelo próprio Roberto Carlos!), ouça a impressionante “O Velho Homem do Mar” com sua obscura e triste história de amor!   

12 Cabeça Dinossauro (1986) - Titãs

Se existe um termo que melhor simboliza oTitãs é multicultural. Sua história, seus membros e sua excessiva concentração aberta de temas elegem a banda como uma das maiores aparições musicais da música brasileira. Em sua melhor fase, o grupo contava com oito membros: Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Branco Mello (vocal), Sérgio Britto (vocal e teclado), Nando Reis (vocal e baixo), Tony Belloto e Marcelo Fromer (guitarra) e Charles Gavin (bateria). Seus dois primeiros álbuns, Titãs (1984) e Televisão (1985), trouxeram hits que se tornaram clássicos como “Sonífera Ilha” (1984) e “Televisão” (1985). Mas com o terceiro disco, Cabeça Dinossauro (1986), houve uma mudança drástica. New wave deixada de lado, as crônicas leves também de lado e um rock pop sendo esquecido são alguns dos ingredientes que mudaram. Punk, “sujo”, com uma acidez crítica com seus temas e uma estética musical mais bruta trouxeram ao público da década de 1980 canções cortantes como “AA UU”, “Igreja”, “Polícia”, “Bichos Escrotos”, “Família”, “Homem Primata” e até o pequeno manifesto concretista “O Que”, dando luz ao maior compositor da banda: Arnaldo Antunes!

11 Da Lama ao Caos (1994) - Chico Science & Nação Zumbi

É possível de se observar que pelo menos duas bandas na década de 1990 são exemplares e até “melhores” do que Chico Science & Nação Zumbi: Mundo Livre S/A e Skank. Contudo, o primeiro álbum Da Lama ao Caos (1994) apresenta um furor crítico e social pouco visto na história do rock brasileiro. Dentro do magnífico e raro movimento Manguebeat, o compositor e mestre crítico Chico Science se tornou um símbolo icônico. E canções como “Banditismo Por Uma Questão de Classe”, “Rios, Pontes & Overdrives”, “A Cidade”, “A Praieira”, “Samba Makossa”, “Maracatu de Tiro Certeiro” e “Risoflora” refletem uma mescla musical com maracatu, embolada, heavy metal, psicodelia e música afro. O hino “Da Lama ao Caos” é, com toda certeza, uma das melhores músicas já feitas sobre o que significa a situação brasileira na qual a elite oprime sentencialmente o povo de forma histórica: “Comecei a pensar / Que eu me organizando / Posso desorganizar / Da lama ao caos / Do caos a lama / Um homem roubado / Nunca se engana”.

10 Ideologia (1988) - Cazuza

A primeira canção do primeiro álbum do Cazuza é sintomática, “Exagerado”: “Exagerado / Jogado aos teus pés / Eu sou mesmo exagerado / Adoro um amor inventado”. Sim! Cazuza era um exagerado, debochado, crítico, irônico, “porra loca” e, claro, um incomum cantor e compositor. E, ao lado de Renato Russo, o grande compositor da década de 1980. Sua carreira começa no grande Barão Vermelho. Faz e acontece nos três primeiros álbuns, Barão Vermelho (1982), Barão Vermelho II (1983) e Maior Abandonado (1984), causando um frisson intelectual/musical. Depois, por várias incompatibilidades, segue sua carreira solo. Seus dois primeiros discos, Exagerado (1985) e Só Se For a Dois (1987), apresentam uma dimensão ainda maior do que sua experiência no Barão Vermelho – ouça as belíssimas canções “Codinome Beija-Flor” (1985) e “O Nosso Amor a Gente Inventa” (1987). Mas com seu terceiro álbum solo, Ideologia (1988), Cazuza se sobressai e dá à música brasileira uma obra-prima. Canções como “Boas Novas”, “O Assassinato aa Flor”, “A Orelha ae Eurídice”, “Brasil”, “Um Trem Para as Estrelas”, “Vida Fácil”, “Blues aa Piedade” e “Faz Parte ao Meu Show” são crônicas musicais que expõem um Brasil pós-abertura política em decadência. E a canção “Ideologia” é o carro-chefe perfeito (e extremamente atual): “Pois aquele garoto que ia mudar o mundo / Mudar o mundo / Agora assiste à tudo em cima do muro, em cima do muro / Meus heróis morreram de overdose / É, meus inimigos estão no poder / Ideologia / Eu quero uma pra viver / Ideologia / Eu quero uma pra viver”.

9 Roots (1996) - Sepultura

Durante a década de 1980 o metal pesado era um leme, uma regra que se adentrou na história do rock de forma poderosa, principalmente na região da Califórnia. Bandas como Metallica e Slayer impuseram uma estética de rock, no caso uma agressividade nova ao metal, e condicionaram muitas mudanças. E uma delas, claro, apareceu no thrash metal. E é aí que a maior banda de rock pesado da história do Brasil apareceu. Com sua formação clássica, Max Cavalera (vocal e guitarra), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Igor Cavalera (bateria), o Sepultura apresentou três discos sensacionais e que demonstram uma evolução ano após ano: Morbid Visions (1986), Schizophrenia (1987) e Beneath the Remains (1989). Mas foi com Arise (1991) que o Sepultura conseguiu não apenas demonstrar evolução, como também uma produção beirando requintes raros no metal (e não apenas no Brasil). Depois de turnês pelo mundo afora, sai Chaos A.D. (1993). Um petardo ainda melhor e com uma produção mais elevada. Contudo, em Chaos A.D. se tem algo novo: a musicalidade brasileira, mesmo que de forma sucinta. Agora, se você pensa que Sepultura é uma banda distante do rock brasileiro, ou mesmo da música brasileira, você se engana. Com Roots (1996), o que era um sopro se tornou uma marca, um símbolo. Canções como “Roots Bloody Roots”, “Attitude”, “Cut-Throat”, “Ratamahatta” (com Carlinhos Brown!), “Breed Apart” e “Itsári” colocam o álbum em “pé de guerra” com todos os discos produzidos no metal brasileiro e no mundo como um dos melhores. Além da capa antológica, os versos de “Roots Bloody Roots” são libertadores: “Raízes, sangrentas raízes / Eu acredito em nosso destino / Não precisamos disfarçar / É tudo que queremos ser / Me veja enlouquecer / Eu digo estamos crescendo todo dia / Ficando fortes de todas as formas / Vou te levar para um lugar / Onde devemos achar nossas”.

8 Revoluções por Minuto (1985) - RPM

A década de 1980 pode ser considerada o auge do rock brasileiro. Por aqui, nenhuma outra época deu tantas bandas, canções e álbuns que não fossem louváveis. Mas em toda época e em todo movimento cultural/musical sempre houve e haverá uma banda que se destaca como um símbolo POP e acaba por ser um norte, seja como for. O RPM, que significa Revoluções por Minuto, uma ideia que também vem dos 45 RPM dos vinis de antigamente, tinha a seguinte formação clássica: Paulo Ricardo (vocal e baixo), Luiz Schiavon (piano e sintetizador), Fernando Deluqui (guitarra e violão) e Paulo P.A. Pagni (bateria e percussão). E se tem uma banda que condicionou toda a ânsia de um Brasil ressuscitando dos tempos negros da ditadura militar para amar e consumir cultura, essa foi o RPM. Com um ótimo vocalista e que se destacava também pela aparência, com um guitarrista competente, com um gênio nos teclados e um baterista técnico, dá para dizer que poucas bandas (será que existe outra?) puderam expor música, sentimentos, técnica e temas inteligentes de uma forma tão implacável. Seu primeiro álbum, Revoluções por Minuto (1985), é um primor. Clássicos instantâneos de FM surgiram em canções como “Rádio Pirata”, “Olhar 43”, “A Cruz e A Espada”, “Louras Geladas” e aquela que pode ser considerada uma das melhores músicas de toda a década de 1980: “Revoluções por Minuto”. Uma grande crônica social e crítica de uma realidade sofrida pela sociedade brasileira numa época onde a Guerra Fria dava o tom: “Nos chegam gritos da Ilha do Norte / Ensaios pra Dança da Morte / Tem disco pirata, / Tem vídeo cassete até / Agora a China bebe Coca-Cola / Aqui na esquina cheiram cola / Biodegradante / Aromatizante tem” (ouça com atenção as teclas de Luiz Schiavon!).

7 Fruto Proibido (1975) - Rita Lee & Tutti Frutti

Rita Lee é a cantora número 1 do rock brasileiro. Existem muitas cantoras na história da nossa música, mas nenhuma chegou no nível desta paulistana que fez parte d'Os Mutantes e, depois, apresentou uma das maiores carreiras solos do Brasil. Muitas cantoras podem ser apreciadas como Baby Consuelo, Marina Lima, Virginie Boutaud, Paula Toller, Fernanda Abreu, Fernanda Takai e Pitty, mas nenhuma pode ser elencada como a rainha do rock no Brasil. Até mesmo Celly Campello, precursora do rock ainda na década de 1950, não possui a força de Rita Lee. Explodindo um vocal impressionante com Os Mutantes, Rita, quando foi para a carreira solo, pôde expandir ainda mais seu estilo e suas composições. E seu grande álbum, mesmo antes de sua brilhante parceria com Roberto de Carvalho, é Fruto Proibido (1975). Canções como “Dançar Pra Não Dançar”, “Agora Só Falta Você”, “Esse Tal de Roque Enrow” e o hino “Ovelha Negra” são mostras desse mundo crítico e inteligente de Rita Lee. E nada melhor do que ter uma espetacular banda coadjuvante regrando as sessões rítmicas como era a Tutti Frutti. Clássico absoluto da década de 1970! 

6 As Quatro Estações (1989) - Legião Urbana

Muitos podem dizer que o quarto álbum da Legião Urbana, As Quatro Estações (1989), é seu melhor. Talvez podem alegar que a venda de mais de 2 milhões de cópias, que canções como “Há Tempos”, “Pais e Filhos”, “Feedback Song For a Dying Friend”, “Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto”, “Eu Era um Lobisomem Juvenil”, “1965 (Duas Tribos)”, “Monte Castelo”, “Maurício”, “Meninos e Meninas”, “Sete Cidades” e “Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar” são excepcionais, que mesmo sem o baixista Renato Rocha o trio remanescente deu muita conta do recado, que os sentimentos humanos dando luz a temas como “Pais e Filhos” são possessos, que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá deixam de ser “simples músicos” para se tornarem elevados, que a produção de Mayrton Bahia tenha se superado em tudo que ele tinha feito até o momento, que a intenção de se criar um hit leve e, ao mesmo tempo, profundo, como “Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto” fosse levado ao extremo, que a voz de Renato Russo pudesse ser ainda mais poética do que se costuma ouvir... É, dá mesmo para se pensar que As Quatro Estações é o melhor álbum da Legião Urbana. Talvez seja. Talvez não seja. Mas a briga é tão intensa quanto os temas de “Há Tempos” e “Monte Castelo”. E para não esquecer: a composição de Renato Russo nesta última música pode ser considerada perfeita? Talvez só o amor que conhece a verdade pode responder!

5 Os Mutantes (1968) - Os Mutantes

A primeira grande banda da história do rock brasileiro. A banda que deu luz a maior cantora do rock brasileiro: Rita Lee. A banda que teve a genialidade plena do maior músico do nosso rock: Arnaldo Baptista. Sim! Os Mutantes foi até muito mais do que isso. Mesclando psicodelismo, MPB, rock progressivo, letras ácidas com críticas ao conservadorismo brasileiro (principalmente contra a família brasileira), riffs de guitarras surpreendentes, harmonias alucinógenas e todo um aparato técnico, comandado por Baptista, não é surpresa de se observar que poucas bandas são tão incomuns pelo Brasil como Os Mutantes. Os Mutantes (1968) pode ser considerado não apenas um dos melhores álbuns do rock brasileiro, como também um dos melhores exemplos da Tropicália, movimento cultural que reuniu gênios como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Com uma produção antológica de Manoel Barenbein e com arranjos únicos do gênio Rogério Duprat (além da ilustre participação de Jorge Ben), o trio Rita Lee (vocal), Arnaldo Baptista (baixo, teclado e vocal) e Sérgio Baptista (guitarra e vocal) produziu um álbum para ser entendido e apreciado por décadas a fio. Ouça “Bat Macumba” e filosofe!

4 Secos & Molhados (1973) - Secos & Molhados

Antes de qualquer nota, o Secos & Molhados é sempre lembrada por ser “a banda de Ney Matogrosso”. Bom, Ney Matogrosso é para muitos (como para mim!) o maior cantor da música brasileira. Sua participação nos Secos & Molhados é imortal e sua carreira solo possui tanta diversificação e inteligência musical que beira o absurdo. Contudo, o Secos & Molhados é ainda maior do que se pensa. A formação era Ney Matogrosso (vocal), João Ricardo (violão e vocal) e Gérson Conrad (violão e vocal). E neste primeiro álbum, Secos & Molhados (1973), a participação de Marcelo Frias (bateria) e Zé Rodrix (piano) também dizem muito. Numa estética folk, tendo o folclore brasileiro e a MPB como pano de fundo, há em canções como “Sangue Latino”, “O Vira”, “Amor”, “Primavera nos Dentes” e “Rosa de Hiroshima” (uma linda versão musicada do poema de Vinícius de Moraes) uma força sublime. Dentre o underground do rock brasileiro da década de 1970, este é um dos poucos álbuns que conseguem superar uma década abafada por um sistema político mórbido e transpõe músicas acima de qualquer censura para as massas. E como a falácia de um sistema político na qual as elites eram realmente as que se aproveitavam, a canção “O Patrão Nosso de Cada Dia” é um belo quadro social e histórico do que se transformou o capitalismo num sistema político opressor e assassino. Ouça com atenção os sinos. Lembram-te de algo medieval?: “Eu vivo preso / À sua senha / Sou enganado / Eu solto o ar / No fim do dia / Perdi a vida”.

3 Krig-Ha, Bandolo! (1973) - Raul Seixas

Raul Santos Seixas, conhecido como Raul Seixas, nasceu no dia 28 de junho de 1945 em Salvador, Bahia. Morreu do dia 21 de agosto de 1989 em São Paulo, São Paulo. Dentre esses 44 anos de vida, 21 anos foram dedicados à música e ao rock brasileiro. Desde seu primeiro álbum, Raulzito e Os Panteras (1968), até seu último ato musical ao lado de Marcelo Nova, A Panela do Diabo (1989), Raul foi o maior cantor popular de rock do Brasil. Sua simplicidade e objetividade de colocar canções de rock como reflexões da vida do singelo brasileiro é uma brilhante e angustiante estética musical. Amado por muitos que, talvez, nem se dão conta do que ele realmente representa na música brasileira, há em Raul Seixas um cosmo social/cultural único. Nem Renato Russo, nem Roberto Carlos e muito menos Rita Lee conseguem chegar perto da dimensão do amor e da paixão que Raul proporcionou e ainda proporciona ao brasileiro. E sua grande fase é, com certeza, a década de 1970. Álbuns como Gita (1974), Novo Aeon (1975) e Há 10 Mil Anos Atrás (1976) apresentaram canções tão fortes que era intelectuais e populares ao mesmo tempo, o que deu à Raul uma expansão radiofônica incrível. Mas foi com o álbum Krig-Ha, Bandolo! (1973) que Raul exibiu sua melhor capacidade. De onze canções, a primeira dá para ouvi-lo cantando ainda em sua infância! E as outras dez são admiráveis e clássicas: “Mosca na Sopa”, “Metamorfose Ambulante”, “Dentadura Postiça”, “As Minas do Rei Salomão”, “A Hora do Trem Passar”, “Al Capone”, “How Could I Know”, “Rockixe”, “Cachoro Urubu” e “Ouro de Tolo”. Esta última, dá para dizer que é o grande soco na cara da sociedade classe média produzida pelo “milagre econômico” militar. Tão ácida em sua época, “Ouro de Tolo” permanece como Raul para todos nós: uma reflexão musical!

2 Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967) - Roberto Carlos

Qualquer lista dos melhores álbuns do rock brasileiro que não tenha um do Roberto Carlos é uma grande falácia. Roberto possui álbuns que sugerem o termo “Rei” não apenas por ser o maior cantor romântico do Brasil durante a década de 1970, mas também um dos maiores cantores/compositores da história da música brasileira. Álbuns como É Proibido Fumar (1964), Roberto Carlos Canta para a Juventude (1965), Jovem Guarda (1965), Roberto Carlos (1966), Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967), O Inimitável (1968), Roberto Carlos (1969), Roberto Carlos (1970), Roberto Carlos (1971) e Roberto Carlos (1972) colocam este músico entre os maiores de todos os tempos. É claro que o álbum Roberto Carlos (1971) é sua melhor produção de longe de tudo que ele já realizou, mas por ser muito mais caracterizado por uma estética voltada para MPB, não entra nesta lista. Mas seu melhor trabalho na estética rock, é Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967). Roberto faria seu primeiro filme (inspirado em Beatles) e seu sétimo disco não foi apenas uma mera trilha sonora. Usando e abusando de uma instrumentação genial, com metais, cordas, flautas e com músicos como o grupo Renato & Seus Blue Caps, além das teclas absurdamente geniais de Lafayette, as doze canções do álbum são imortais. “Como é Grande o Meu Amor por Você”, “Por Isso Corro Demais”, “De Que Vale Tudo Isso”, “Quando”, “Você Não Serve Para Mim”, “E Por Isso Estou Aqui”, “O Sósia” e a suprema “Eu Sou Terrível” são exemplos de um álbum que nunca pode ser esquecido entre os melhores do rock nacional. E mesmo que Roberto Carlos não seja assim tão agradável como pessoa, fixe sua mente em sua música e se surpreenda. Um gênio!

1 Dois (1986) Legião Urbana

O que significa ser a maior representação cultural de uma sociedade? Dá para citar as grandes representações da história cultural do Brasil assim: Machado de Assis (maior escritor), Glauber Rocha (maior cineasta), Oscar Niemeyer (maior arquiteto), Cacilda Becker (maior atriz), Rodolfo Mayer (maior ator), José Celso Martinez (maior diretor de teatro), Tom Jobim (maior e mais completo músico de MPB), Chico Buarque (maior letrista), Ney Matogrosso ou Tim Maia (maior cantor), Elis Regina (maior cantora), Antonio Candido (maior crítico literário) e etc. Dá para citar muitos nomes da cultura brasileira, mas um em especial deve sempre ser lembrado como a poeta maior do rock brasileiro: Renato Russo. Sua banda Legião Urbana nem era assim tão genial tecnicamente. Influenciados por uma mescla do punk e da música alternativa do final da década de 1970 e da primeira metade da década de 1980, os músicos Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha nunca foram gênios. Mas suas determinações tiveram envoltas a poética humana e filosófica que Renato Russo criou e, assim, se sobressaíram. Talvez o que Bob Dylan e Chico Buarque pudessem fazer juntos, acrescidos de uma pitada de filosofia existencial, dá para se ter uma vaga ideia do que são os temas desse cantor simbólico. Dentre a pequena discografia da banda - oito álbuns de estúdio, um ao vivo e outro acústico (lançado postumamente) -, não dá para imaginar uma banda maior do que essa no Brasil. Seu primeiro álbum Legião Urbana (1984), aplicava uma crítica social fortíssima. Com Dois (1986), a deslumbrante poética das composições de Renato Russo aparece e se torna eterna. Numa sucessão de 12 canções perfeitas, muitos destaques são latentes: “Quase Sem Querer”, “Eduardo e Mônica”, “Tempo Perdido”, “Fábrica” e “Índios”. Ouça a canção “Música Urbana 2” e observe uma crônica urbanística e social pouco vista na história da música brasileira e, claro, no nosso rock!



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Living Colour - Vivid (1988)

Lançamento: maio de 1988
Produção: Ed Stasium e Mick Jagger
Gravadora: EPIC
Formação: Coreu Glover (vocal), Vernon Reid (guitarra), Muzz Skillings (baixo) e Will Calhoun (bateria)
Músicas: “Cult of Personality”, “I Want to Know”, “Middle Man”, “Desperate People”, “Open Letter (To a Landlord)”, “Funny Vibe”, “Memories Can’t Wait”, “Broken Hearts”, “Glamour Boys”, “What's Your Favorite Color”, “Which Way to America”.

O metal da segunda metade da década de 1980 era imantado pelo glam metal. Bandas como Mötley Crüe, Dokken, Bon Jovi e Def Leppard (a melhor de todas!) esbravejavam um rock extremamente comercial e tematizado por assuntos fúteis. E foi nesse fundo do poço que algumas bandas aparecem e “tentam” sair desse estigma. O Guns N’ Roses, mesmo com características do glam metal, é uma delas. Mas com toda certeza, uma surpreendeu essa pequena época do rock com algo que a maioria não possuía, que era inteligência musical: o Living Colour. Podendo ser considerados como um dos fundadores do funk metal, apresentaram uma mescla de metal, hip-hop, funk e rock alternativo e deram o que falar. Criados e produzidos por Mick Jagger, canções como “Cult of Personality” e “Glamour Boys” trouxeram um fôlego ao metal dessa época e, também, críticas sociais pungentes. Vivid: uma raridade de seu tempo!

Por Eduardo Lima

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