16 de jun de 2018

Segundo álbum do Orphaned Land ganha edição nacional

sábado, junho 16, 2018

O segundo disco do Orphaned Land, El Norra Alila (1996), está sendo lançado no Brasil pela Shinigami Records. O álbum permanecia inédito em nosso país até então.

O título do trabalho é a união entre as palavras El Nor (o deus da luz) e Ra Alila (o demônio da noite), e faz referência a uma canção cantada pelo povo judeu durante o Yom Kippur (o Dia do Perdão judaico) como forma de pedir perdão a Deus.

A edição lançada pela Shinigami Records vem com o áudio remasterizado e conta com uma introdução falando sobre a cena metal no Oriente Médio escrita pelo vocalista Kobi Farhi. Esses aspectos foram incluídos pela banda na edição de 20 anos do álbum, lançada lá fora em 2016.


Devir anuncia sexto volume de Saga

sábado, junho 16, 2018

A editora Devir está lançando no Brasil o sexto encadernado de Saga, do roteirista Brian K. Vaughan e Fiona Staples, uma das séries de quadrinhos mais premiadas da atualidade. Saga começou a ser publicada por aqui em novembro de 2014, e desde então a média é de um volume por ano nas nossas bancas e livrarias.

O roteiro conta a história de um casal apaixonado que tenta criar a sua filha pequena enquanto suas raças travam uma guerra aparentemente infinita. Há elementos de Romeu e Julieta, Star Wars e Game of Thrones na mistura, em um quadrinho que é celebrado pela crítica e pelo público desde o seu lançamento. 

Nos Estados Unidos já foram publicados 9 encadernados, compilando 54 edições do título. Aqui no Brasil, o volume 6 trará as edições 31 a 36 da história e chegará às bancas nos próximos dias.



Novo álbum do Baroness já está pronto e será lançado no segundo semestre

sábado, junho 16, 2018

O último disco do Baroness, Purple, saiu em 2015, e desde então a banda norte-americana passou por algumas mudanças. O guitarrista Peter Adams deixou o grupo, sendo substituído por Gina Gleason, que antes de entrar no quarteto fez parte da equipe de músicos do Cirque du Soleil e das bandas de Michael Jackson e Carlos Santana.

Segundo o vocalista e guitarrista John Baizley, o novo disco do Baroness já está todo composto e gravado e encontra-se no momento no estágio de mixagem e masterização. O músico não deu maiores informações e nem antecipou uma possível data de lançamento, mas tendo como base o status atual do trabalho certamente teremos um novo álbum do Baroness no segundo semestre.


O novo disco marcará a estreia da guitarrista Gina Gleason em estúdio, acompanhada por Baizley, pelo baixista Nick Jost e pelo baterista Sebastian Thomson. Segundo John, Gina teve uma participação muito importante no novo trabalho, sendo fundamental no processo de composição.


Essa confirmação de que o Baroness dará ao mundo um novo disco em 2018 é excelente, já que a banda norte-americana vem entregando excelentes álbuns com ideias inovadores, originais e criativas.


Se você nunca ouviu o Baroness, dê play no vídeo abaixo e veja do que a banda é capaz:


15 de jun de 2018

Os discos de rock e metal mais vendidos em 2018 (até agora)

sexta-feira, junho 15, 2018

Antes de falarmos dos discos de rock e metal mais vendidos do ano até o momento, é preciso contextualizar alguns dados. 

O disco mais vendido até o momento nos Estados Unidos, que segue sendo o mais importante mercado fonográfico mundial, é a trilha sonora de The Greatest Showman. Para vocês terem ideia, este é o único álbum que teve mais de um milhão de cópias comercializadas em 2018 até o momento, um número muito abaixo do que era a realidade há alguns anos atrás. 

Abaixo de tudo isso, temos a fidelidade dos fãs de rock e metal, que seguem comprando itens físicos de seus ídolos. Abaixo estão os discos mais vendidos de ambos os estilos até o momento no mercado norte-americano, confere aí:

1 Metallica - Hardwired ... To Self Destruct - 136 mil cópias
2 Bon Jovi - This House is Not for Sale - 131 mil cópias
3 Breaking Benjamin - Ember - 117,5 mil cópias
4 Greta Van Fleet - From the Fires - 98 mil cópias
5 A Perfect Circle - Eat the Elephant - 94 mil cópias
6 Five Finger Death Punch - A Decade of Destruction - 87,3 mil cópias
7 Metallica - Metallica - 87 mil cópias
8 Judas Priest - Firepower - 84 mil cópias
9 Five Finger Death Punch - And Justice for None - 82,5 mil cópias
10 Shinedown - Attention Attention - 80,5 mil cópias
11 Ghost - Prequelle - 62 mil cópias
12 Godsmack - When Legends Rise - 60 mil cópias
13 Kid Rock - Sweet Southern Sugar - 59,5 mil cópias
14 Metallica - Master of Puppets - 58,5 mil cópias
15 Linkin Park - Hybrid Theory - 49 mil cópias
16 Guns N´ Roses - Appetite for Destruction - 43,5 mil cópias
17 Nightwish - Decades - 41,3 mil cópias
18 Guns N´ Roses - Greatest Hits - 41,1 mil cópias
19 Metallica - ... And Justice for All - 40,5 mil cópias
20 Nickelback - All the Right Reasons - 39 mil cópias
21 AC/DC - Back in Black - 38 mil cópias
22 Metallica - Ride the Lightning - 37 mil cópias
23 Nirvana - Nevermind - 35 mil cópias
24 Black Veil Brides - Vale - 35 mil cópias
25 Metallica - The $5.98 EP: Garage Days Re-Revisited - 33 mil cópias
26 Def Leppard - Vault: Greatest Hits - 32 mil cópias
27 Aerosmith - Best of Aerosmith: The Millennium Collection - 32 mil cópias
28 Three Days Grace - Outsider - 31,6 mil cópias
29 Nirvana - Unplugged in New York - 31,2 mil cópias
30 Beastie Boys - Licensed to Ill - 30 mil cópias



As separações do Van Halen são tema de novo documentário na TV norte-americana

sexta-feira, junho 15, 2018

O Van Halen será o tema do novo episódio da série Breaking the Band, produzida pela Reelz TV, canal por assinatura dos Estados Unidos. O doc traz entrevistas inéditas com Sammy Hagar e Michael Anthony e conta como a banda dos irmãos Eddie e Alex Van Halen sobreviveu a duas conturbadas perdas de vocalistas.

A sinopse do programa dá mais detalhes do que será visto: “No auge do sucesso, eles eram a maior banda de rock do mundo, famosa por seus excessos e pelas incendiárias performances ao vivo. Com seu espalhafatoso frontman, cabelos selvagens e uma propensão pelo spandex, o Van Halen é frequentemente retratado como o arquétipo da banda de rock norte-americana dos anos 1980. O quarteto passou por duas separações imensamente cobertas pela mídia e causadas por uma variedade de fatores, sendo os mais proeminentes o desejo de controle total dos irmãos Van Halen e os impactos destrutivos causados pelo abuso de drogas e álcool. Em 1984, eles eram a maior banda do mundo, mas, nos bastidores, nem tudo estava bem e uma batalha pelo controle era travada pelos irmãos e seu vocalista, David Lee Roth. Anos de turnê, drogas e confrontos de personalidade os levaram à beira do abismo. Quando as ambições de Roth se tornaram maiores que a banda, Eddie e Alex moveram-se rapidamente para que ele deixasse o grupo. Seus milhões de fãs ficaram devastados, mas renascendo das cinzas eles se uniram a um novo vocalista, Sammy Hagar. Contra todas as probabilidades, o Van Halen alcançou alturas ainda maiores com uma sequência de quatro álbuns consecutivos no primeiro lugar. Aparentemente, a decisão havia sido acertada e tudo parecia na mais perfeita harmonia. Mas à medida que o sucesso cresceu surgiram novas tensões e, em 1995, a história de dez anos antes se repetiu quando Hagar também foi expulso por sua aparente deslealdade”.

O Van Halen é uma banda única. Alcançou o topo com dois vocalistas distintos, algo raríssimo de acontecer. E alterou a sua sonoridade em ambas as fases, explorando novos caminhos e dando ao mundo um caminhão de ótimas canções.

Abaixo está o vídeo anunciando o episódio de Breaking the Band sobre o grupo:

Canais de Música: Memorabilia

sexta-feira, junho 15, 2018

Parceiro da Collectors Room desde o início, o grande jornalista, radialista, músico e pesquisador Márcio Grings lançou o seu canal no YouTube e você que gosta de música deveria dar uma passada por lá.

No Memorabilia, Grings tem produzido reviews para discos icônicos, e já estão no ar análises de dois dos maiores clássicos do rock: Music from Big Pink (1968), da The Band, e Goodbye Yellow Brick Road (1973), de Elton John. Profundo conhecedor do assunto, Grings entrega reviews repletos de informação e muito bem fundamentados, além de vídeos muito bem produzidos e dirigidos por Alex Cáceres e pelo próprio Márcio.

Como cereja do bolo, temos interpretações cheias de personalidade de algumas das canções presentes nos discos, a cargo do ótimo Vinicius Brum, que também possui um canal chamado Cantigas do Rock.

Bastante diferente dos diversos canais sobre música que surgiram nos últimos anos no YouTube, o Memorabilia traz um conteúdo pra lá de diferenciado e é feito com grande qualidade por um cara que é, assim como nós, apaixonado pela música.

Abaixo estão os dois primeiros vídeos do canal, e aqui está o link para você se inscrever e acompanhar todo o material produzido pelo Grings.

Projeto black metal de guitarrista do Testament anuncia novo álbum

sexta-feira, junho 15, 2018

O DragonLord, projeto black metal de Eric Peterson, guitarrista do Testament, está com novidades.  A banda lançará o seu terceiro disco, Dominion, pela Spinefarm Records no dia 21 de setembro. O álbum fará companhia a Rapture (2001) e Black Wings of Destiny (2005).

Alex Bent, baterista do Trivium, está ao lado de Peterson no quarteto, que conta ainda com Leah (vocais e coros) e Lyle Livingston (piano e orquestrações).

A faixa título do álbum pode ser ouvida abaixo:

U.D.O. anuncia novo disco e mostra nova música

sexta-feira, junho 15, 2018

O ex-vocalista do Accept, Udo Dirkschneider, lançará dia 31 de agosto o seu novo disco, Steelfactory. O trabalho foi produzido por Jacob Hansen e será o décimo-sexto álbum da banda U.D.O..

A formação atual do grupo conta com Udo nos vocais, a dupla de guitarristas Stefan Kaufmann (também ex-Accept) e Andrey Smirnov, o baixista Fitty Wienhold e o baterista Sven Dirkschneider, filho do vocalista.

A faixa “Rising High”, primeiro single do disco, pode ser ouvida abaixo:

Novidades em vinil: U2 e Roger Waters

sexta-feira, junho 15, 2018

Novidades para quem coleciona vinil. Dois álbuns e uma compilação do U2 estão sendo relançados no formato: Achtung Baby (1991), Zooropa (1993) e The Best of 1980-1990 (1998). Todos estão ganhando novas eduções em LPs duplos e chegarão às lojas dia 27 de julho.

E para os fãs de Roger Waters, a boa notícia é que o disco mais recente do baixista do Pink Floyd, Is This the Life We Really Want? (2017), está ganhando uma edição em vinil com o LP na cor verde. A edição é numerada e limitada e celebra a atual turnê norte-americana de Waters.

Filme que traz Lemmy como vampiro será lançado em julho

sexta-feira, junho 15, 2018

Sunset Society, filme dirigido por Phoebe Dollar e Rolfe Kanesky, traz o eterno Lemmy Kilmister no papel de um vampiro. O falecido líder do Motörhead divide a tela com nomes como Tracii Guns (do L.A. Guns), Dizzy Reed (do Guns N’ Roses), Steve-O (de Jackass) e Ron Jeremy (ex-ator pornô).

O filme será lançado nos cinemas norte-americanos dia 6 de julho e dia 24/07 já estará disponível em home video e streaming.

Tudo tem cara de filme B, porém parece divertido. E tem o Lemmy como vampiro, então já vale o ingresso!

Assista ao trailer de Sunset Society abaixo:

14 de jun de 2018

Built to Spill vem ao Brasil pela primeira vez

quinta-feira, junho 14, 2018

Depois de se juntarem para trazer o Wavves ao Brasil, o selo e produtora Balaclava Records e a produtora e editora Powerline Music repetem a dobradinha, desta vez para duas apresentações de uma das bandas indie mais importantes dos anos 1990, o Built to Spill. Os shows acontecem dia 8, na A Autêntica, em Belo Horizonte, e dia 9, no Fabrique Club, em São Paulo.

Formado em 1992 por Doug Martsch, a banda foi uma das poucas de sua leva que manteve aprovação de público e crítica após assinar com um selo grande (Warner), em 1996, emplacando na sequência seus três melhores discos: Perfect from Now On (1997), Keep It Like a Secret (1999) e Ancient Melodies of the Future (2001). O último registro em estúdio foi Untethered Moon (2015), que quebrou um jejum de oito anos sem gravar e que os colocou em extensa turnê pelos Estados Unidos.  

O setlist dos shows incluirá hits como "Distopian Dream Girl", "Big Dipper (Allen The Cowboy)", "Carry the Zero", "Fly Around My Pretty Little Miss" e "The Weather". Eles se apresentam por aqui com a formação atual, que inclui Doug (guitarra e voz), Steve Gere (bateria) e Jason Albertini (baixo).


Serviço:

Built to Spill em Belo Horizonte (MG)
Data: 8 de novembro de 2018
Horário: 21 horas 
Local: A Autêntica (rua Alagoas, 1172, Savassi/BH)
Ingressos:  1º lote $70,00 (Meia entrada / Estudante / Promocional*)
Censura: 16 anos
*(Promocional para não estudantes doando 1 kilo de alimento não perecível)

Built to Spill em São Paulo (SP)
Data: 9 de novembro de 2018
Horário: 18 horas 
Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1075, Barra Funda/SP)
Ingressos:  1º lote $100,00 (Meia entrada / Estudante / Promocional*) 
2º lote R$130 (Meia entrada / Estudante / Promocional*)
3º lote R$160 (Meia entrada / Estudante / Promocional*)
Censura: 16 anos
*(Promocional para não estudantes doando 1 kilo de alimento não perecível)


Metallica recebe o “prêmio Nobel da música" e Ghost faz versão para "Enter Sandman"

quinta-feira, junho 14, 2018

O Metallica recebeu na noite de ontem, 14/06, o Polar Music Prize, um dos mais prestigiados prêmios do mundo e considerado o “Nobel da música". A cerimônia aconteceu em Estocolmo, capital sueca, e contou com a presença de Lars Ultich e Robert Trujillo.

O prêmio foi criado em 1992 e já homenageou nomes como Paul McCartney, Elton John, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Led Zeppelin, Pink Floyd, Chuck Berry e outros. O Metallica foi a primeira banda de metal a receber o prêmio.

O evento contou com diversas performances musicais. O multiinstrumentista sueco Loney Dear tocou versões de “No Leaf Clover” e “Wherever I May Ron”, enquanto o vocalista do Refused, Dennis Lyxzén, e o baterista do Scorpions e Motörhead, Mickey Dee, apresentaram uma música composta exclusivamente para a ocasião.

Mas o grande momento da noite foi a performance de “Enter Sandman” tendo o vocalista do Ghost, Tobias Forge, à frente, com músicos do Candlemass e do duo Vargas & Lagola na parte instrumental.

A versão ficou incrível e você pode assisti-la abaixo:

Após 26 anos, Chic anuncia novo disco e mostra nova música

quinta-feira, junho 14, 2018

A banda norte-americana Chic, uma dos nomes mais influentes da história do pop, lançará dia 7 de setembro o seu novo disco. O álbum é o sucessor de Chic-ism (1992) e será apenas o nono trabalho em 42 anos de carreira.

It’s About Time traz participações especiais de Craig David, Danny L. Harle, Stefflon Con, Anderson Paak e Mura Nasa. O primeiro single, “Boogie All Night”, já está sendo promovido pela banda através de aparições em programas de TV como o Later … with Jools Holland, da BBC. 

O guitarrista Nile Rodgers segue sendo o líder do grupo, e tem ao seu lado atualmente o baixista Jerry Barnes e o baterista Ralph Rolle, além de outros músicos.

“Boogie All Night” pode ser conferida abaixo, na versão apresentada no programa de Jools Holland:

Os 66 momentos mais importantes da história do metal

quinta-feira, junho 14, 2018

O Loudwire fez uma lista com os 66 momentos mais importantes da história do metal, acontecimentos que mudaram o gênero e o fizeram ser o que é hoje.


E abaixo estão as escolhas do Loudwire:

66 Em 1982, o vídeo de "Photograph" transforma o Def Leppard em uma das estrelas da MTV

65 Em 1991, o festival Lollapalooza quebra barreiras de gênero e cor

64 O Jethro Tull supera o Metallica e vence o Grammy de Melhor Álbum de Metal em 1988

63 Em 2007, o festival Rock on the Range passa a ignorar as tendências da indústria na escolha das bandas de seu cast, misturando bandas com sonoridades distintas e caindo no gosto do público

62 O reality show The Osbournes transforma Ozzy e família em estrelas da TV em 2002

61 Em visita à gravadora Columbia em 1991, Jani Lane, vocalista do Warrant, presencia os quadros com discos de ouro das bandas de hair metal serem trocados pelas conquistas das novas bandas grunge como o Alice in Chains

60 O tradicional jornal The New York Times faz uma matéria sobre a ressurreição da cena metal na cidade norte-americana em 2018 e mostra que, ao contrário do que muitos pregam, o rock não está morto

59 Após uma overdose de heroína no final de 1987, Nikki Sixx, do Mötley Crüe, é ressuscitado pelos médicos

58 Um dos maiores ícones do heavy metal, Rob Halford assume a sua homossexualidade em 1998

57 O Alice in Chains abre a turnê do Van Halen em 1991 e rouba os shows 

56 Em 1996, o Metallica é anunciado como principal atração do Lollapalooza, festival que sempre teve um line-up focado em bandas de rock alternativo

55 Os músicos do Mastodon se conhecem durante um show do High on Fire em 2000

54 Marilyn Manson é massacrado pela mídia após o Massacre de Columbine, em 1999

53 O Metallica processa o serviço de compartilhamento de arquivos Napster em 2000

52 Com o fim da Runaways, Joan Jett e Lita Ford saem em carreiras solo bem sucedidas

51 Lemmy Kilmister trabalha como roadie de Jimi Hendrix

50 O Judas Priest é julgado após um garoto norte-americano cometer suicídio ouvindo uma música da banda

49 Em 1996, o Sepultura celebra a tradição indígena brasileira no álbum Roots

48 O Ghost lança o seu primeiro álbum em 2010 e quebra a fórmula padrão das bandas de metal

47 Abrindo a turnê de 1978 do Black Sabbath, o Van Halen ofusca totalmente a banda principal

46 Toxicity, segundo disco do System of a Down, chega ao topo do Billboard 200 em setembro de 2001

45 Em janeiro de 1982, Ozzy morde a cabeça de um morcego jogado ao palco pensando que se tratava de um animal de brinquedo

44 Durante o início dos anos 1990, a cena black metal da Noruega é marcada pela queima de igrejas e por diversos assassinatos cometidos por músicos, culminando com a morte de Euronymous pelas mãos de Varg Vikernes em 1993

43 Far Beyond Driven (1994), do Pantera, torna-se o primeiro disco de metal extremo a liderar a parada da Billboard 

42 Lançado em 1988, o documentário Decline of the Western Civilization Part II: The Metal Years mostra e eterniza os excessos da cena metal norte-americana dos anos 1980

41 Angela Gossow é anunciada como substituta de Johan Liiva no Arch Enemy em 2000

40 Em 1983, o Kiss decide tirar a maquiagem e os músicos mostram seus rostos pela primeira vez

39 O KoRn lança o seu primeiro disco em 1994 e dá início ao nu metal

38 O Twisted Sister se transforma em um fenômeno da MTV com o clipe de “We're Not Gonna Take It”, lançado em 1984

37 Em 1991, o Anthrax choca os fãs ao gravar junto com o grupo de rap Public Enemy a canção “Bring the Noise”

36 Bruce Dickinson retorna ao Iron Maiden em 1999, reconduzindo a banda britânica ao posto de um dos maiores nomes do metal mundial

35 Em 1985, a PMRC coloca o metal no banco dos réus acusando o estilo de ser nocivo aos jovens. Vários músicos comparecem ao senado norte-americano para depor, com destaque para Dee Snider, que fez um discurso épico e mostra o quão preconceituosa era a posição da instituição

34 Rob Halford sai do Judas Priest em 1990 em busca de produzir uma música mais atual e que o mantivesse relevante para a nova geração, montando o Fight logo na sequência e aproximando-se de nomes como Pantera e Nine Inch Nails

33 Imediatamente após ser lançado em 2001, Iowa, segundo álbum do Slipknot, ganha Disco de Platina e transforma a banda em um fenômeno de popularidade

32 O Mötley Crüe lança a biografia The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band em maio de 2001 e expõe, de uma maneira poucas vezes antes vista, os excessos e podres de uma banda de rock

31 Em 1968, o Steppenwolf lança “Born to Be Wild” e dá início à associação entre o rock pesado e o termo “heavy metal”, presente na letra da canção

30 O Judas Priest lança British Steel (1980) e conquista os Estados Unidos com a força do novo metal britânico

29 O filme Spinal Tap (1984) é lançado e eterniza os clichês ridículos das bandas de metal

28 Em 1983, Metal Health, do Quiet Riot, torna-se o primeiro disco de metal a alcançar o topo da Billboard

27 O Nirvana lança Nevermind (1991) e dá início a um novo marco zero e a uma nova era no rock

26 O Anthrax grava “Caught in a Mosh” em 1987 e introduz a cultura hardcore no heavy metal

25 O Napalm Death lança o seu primeiro disco, Scum (1987), e cria o grindcore

24 Scream Bloody Gore (1987), primeiro disco do Death, faz nascer um novo estilo: o death metal

23 Aenima (1996), segundo disco do Tool, traz a espiritualidade e a geometria para o metal

22 Ronnie James Dio entra para o Black Sabbath em 1980, reinventando a sonoridade da banda inglesa ao substituir Ozzy Osbourne

21 O Metallica lança o Black Album em 1991 e coloca o metal no mainstream, transformando-o no disco mais vendido da história do estilo e virando uma mega banda com popularidade global

20 O Iron Maiden cria o mascote Eddie e dá ao heavy metal o seu mais duradouro mascote

19 A revista inglesa Kerrang! chega às bancas em junho de 1981 e dá início ao jornalismo especializado em hard rock e heavy metal

18 Em 1996 o Ozzfest é criado e toma o posto do Lollapalooza como o principal festival de música dos anos 1990

17 O Mötley Crüe grava “Home Sweet Home” em 1985 e dá início a uma tradição de baladas de bandas de hair metal

16 Lemmy é demitido do Hawkwind em 1975 e forma o Motörhead, fazendo nascer uma das bandas mais influentes da história do metal

15 O Guns N’ Roses lança Appetite for Destruction em 1987, e a partir de 1988 domina a MTV, as rádios e o mundo com o sucesso arrebatador de seu disco de estreia

14 Vincent Furnier cria um personagem fictício baseado nos filmes de terror e o mundo vê nascer Alice Cooper, uma das figuras mais icônicas da história do rock

13 O Deep Purple muda a sua formação e traz Ian Gillan e Roger Glover para o time, passa a tocar um som mais pesado e transforma-se em uma das maiores bandas dos anos 1970

12 O Pantera abandona o look e a sonoridade glam metal, reinventa a sua música e visual e influencia profundamente o metal dos anos 1990

11 O Slayer começa a trabalhar com Rick Rubin, grava o clássico Reign in Blood (1986) e vira o metal de cabeça para baixo

10 O Headbanger’s Ball, programa da MTV norte-americana criado em 1987 e dedicado ao metal, torna-se um fenômeno de audiência e mostra todo o potencial mercadológico do estilo

9 Popularizado por Ronnie James Dio, o chifrinho com as mãos torna-se universalmente conhecido como o gesto característico do heavy metal

8 Após sair do Black Sabbath, Ozzy era dado como acabado. No entanto, o vocalista conhece o guitarrista Randy Rhoads, reinventa a sua sonoridade e mostra que ainda tinha muito o que dar ao estilo

7 Em julho de 1982 é lançado o primeiro volume da compilação Metal Massacre, trazendo novas bandas norte-americanas, entre elas um certo Metallica com “Hit the Lights”

6 O Kiss é criado e leva ao mundo uma música e imagem marcantes, com cada integrante usando uma maquiagem diferente. A banda e os músicos tornam-se ícones mundiais

5 Em 1978, o Van Halen lança o seu primeiro disco e revoluciona o hard rock e a maneira de tocar guitarra

4 Rob Halford introduz as roupas de couro no figurino heavy metal, tornando-as o visual característico do estilo

3 Em 1982, Bruce Dickinson substitui Paul DiAnno no Iron Maiden e leva a banda a um novo patamar, transformando o quinteto britânico em um dos maiores nomes da música pesada

2 O Metallica demite Dave Mustaine e o metal ganha duas grandes bandas

1 Tony Iommi perde a ponta dos dedos, muda o seu jeito de tocar guitarra e cria o heavy metal

E aí, concorda ou faltou alguma coisa?


13 de jun de 2018

Review: Idris Muhammad - Power of Soul (1974)

quarta-feira, junho 13, 2018

Em 13 de novembro de 1939 nascia em Nova Orleans, no estado norte-americano da Lousiana, um dos maiores bateristas da história do jazz. Batizado como Leo Morris, o músico entrou para a história como Idris Muhammad, nome que adotou ao se converter ao islamismo durante os anos 1960.

O pequeno Leo vivia batucando pela casa, e bem precocemente, com apenas 8 anos de idade, começou a tocar bateria. Aos 16 já integrava algumas big bands em Nova Orleans, cidade berço do jazz e dona de uma riquíssima tradição musical. O talento de Idris, somado ao balanço único que imprimia ao seu som, fez sua reputação crescer rapidamente.


Entre 1962 e 1964, firmou-se como um dos mais inovadores bateristas da soul music, participando de discos de ícones do gênero como Sam Cooke, Jerry Butler e The Impressions. A proximidade com a cena soul fez com que, em 1966, o baterista se casasse com Dolores “LaLa” Brooks, integrante do grupo vocal The Crystals, que alcançou bastante sucesso na primeira metade da década de 1960. Juntamente com Idris, Dolores também se converteu ao islamismo, adotando desde então o nome de Sakinah Muhammad. O casal teve quatro filhos – dois meninos e duas garotas -, e se separou em 1999.


De 1965 a 1967, Idris Muhammad tornou-se membro do grupo do saxofonista Lou Donaldson. Mais tarde, assumiu o posto de baterista da banda da casa do renomado selo Prestige, no período de 1970 a 1972, sendo figura fácil nos discos gravados pela companhia na época. Idris tocou também com Johnny Griffin (1978-1979), Pharaoh Sanders (durante a década de 1980), George Coleman, Groover Washington Jr. e na Paris Reunion Band (entre 1986 e 1988). A partir de 1995, começou a tocar e excursionar com o pianista Ahmad Jamal. Finalizando, vale mencionar que o baterista também tocou no clássico musical Hair.


Mas o ponto alto da longa carreira de Idris Muhammad é, certamente, o álbum Power of Soul, lançado em 15 de abril de 1974. Misturando jazz, funk e soul, Idris gravou um clássico indiscutível do fusion, um disco dono de um balanço irresistível e sensual, uma obra de arte que superou a prova do tempo.


Terceiro álbum solo do baterista, veio na esteira de Black Rhythm Revolution! (1970) e Peace & Rhythm (1971), LPs mais focados no jazz tradicional. Já em Power of Soul, a conversa é outra. Gravado ao lado do brother Grover Washington Jr. (saxofone), do tecladista Bob James, do guitarrista Joe Beck, do percussionista Ralph MacDonald, do trompetista Randy Brecker e do baixista Gary King, o disco é uma aula de groove, sensualidade, malícia e bom gosto.



O trabalho abre com a sua música mais conhecida, a sublime faixa-título, composta por Jimi Hendrix e presente, na sua versão original, em Band of Gypsys (1970) e também na compilação South Saturn Delta (1997). Visivelmente influenciado por Hendrix, Idris Muhammad comanda uma banda afiadíssima, responsável por um embalo hipnótico e pesado, que desconstrói a composição de Jimi e dá à ela uma nova cara, regada por interferências espertas de metais, baixo pulsante, teclados com características psicodélicas e uma guitarra que bebe sem pudor no poço sem fundo da obra do deus negro da guitarra.


O solo de saxofone de Grover Washington Jr. destaca-se não só pelo talento do instrumentista, mas também por trazer à tona outro gênio do jazz, o imortal John Coltrane. É impossível ouvir o sax de Washington em “Power of Soul” e não lembrar do Coltrane de A Love Supreme.


Mesmo quem nunca ouviu o disco irá reconhecer a faixa-título de Power of Soul, uma das músicas mais sampleadas da história, além de ter servido de trillha para inúmeros filmes e comerciais. Um clássico indiscutível, um funk de rachar o assoalho comandado por Idris Muhammad, que solta a mão sem dó em seu kit. Enfim, uma aula de ritmo e precisão!


Apenas a música de abertura bastaria para classificar Power of Soul como um disco fundamental na coleção de qualquer pessoa, mas o álbum tem muito mais. "Piece of Mind" se desenvolve em camadas sonoras que vão se entrelaçando, e traz grandes solos de Randy Brecker e Bob James. "The Saddest Thing" tem a guitarra de Joe Beck à frente, que serve como mestre de cerimônias para que cada um dos instrumentistas tenha o seu momento de brilho individual. A manhosa "Loran´s Dance" fecha o disco com melodias que descem dos céus e pescam os ouvintes com sutis manifestações que vão do teclado ao saxofone, da guitarra ao trompete.


Um senhor disco, dono de uma qualidade do mais alto grau, com o passar dos anos Power of Soul, além de solidificar a sua fama de clássico do groove e do balanço, foi elevado, pouco a pouco, ao status de uma das grandes obras do fusion. Esse reconhecimento é mais do que merecido, já que o que se ouve em suas quatro faixas é nada mais nada menos que um dos momentos mais sublimes e iluminados da história do jazz, do soul e do funk – enfim, um dos momentos mais celestiais da história da música.


Idris Muhammad faleceu em 29 de julho de 2014, aos 74 anos, em Fort Lauderdale, na Florida. Mas a sua música revive a cada pessoa que toma contato com sua obra pela primeira vez.

Novo box ao vivo da Allman Brothers Band

quarta-feira, junho 13, 2018

Um novo box da The Allman Brothers Band será lançado nesta sexta-feira, 15/06. Peach Picks: Cream of the Crop 2003 traz quatro CDs com material ao vivo gravado nos meses de julho e agosto daquele ano, durante a turnê do álbum Hittin´ the Note (2003). O tracklist conta com 36 músicas registradas em cidades como Indianapolis, Pittsburgh e Nova York, entre outras.

Na época a banda era formada por Gregg Allman, Jai Johanny Johanson, Butch Trucks, Warren Haynes, Marc Quiñones, Oteil Burbridge e Derek Trucks.

A caixa contém uma rara versão ao vivo de "Desdemona", composição de Gregg e Warren presente em Hittin´ the Note. Haynes, orgulhoso da cria, compartilhou a gravação ao vivo, que você pode ouvir abaixo:

Primeira imagem oficial da adaptação cinematográfica de Turma da Mônica: Laços é divulgada

quarta-feira, junho 13, 2018

Baseado na Graphic MSP Mônica: Laços, dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi e publicada em junho de 2013, o primeiro filme com os personagens da Turma da Mônica começou a ser rodado nesta terça, 12/06.

Dirigido por Daniel Rezende (Bingo: O Rei das Manhãs), Turma da Mônica - Laços: O Filme conta com um elenco formado por Giulia Benitte como Mônica, Kevin Vechiatto como Cebolinha, Laura Rauseo como Magali e Gabriel Moreira como Cascão, além de Mônica Iozzi como Dona Lourdinha, Paulo Vilhena com Seu Cebola e Ravel Cabral como o Homem do Saco. O roteiro segue a linha da HQ e mostra as aventuras do quarteto para encontrar Floquinho, o cachorro do Cebolinha.

O filme é uma parceria entre a Mauricio de Sousa Produções e a produtora Quintal Digital, e a estreia está prevista para 2019.

A Turma da Mônica faz parte de gerações e gerações de leitores brasileiros, portanto fica difícil não se emocionar ao ver essa imagem, não é mesmo?

Garoto de 10 anos toca toda a discografia do Metallica na bateria

quarta-feira, junho 13, 2018

Um menino de 10 anos chamado Johannes Rørvik Grov aparece em um vídeo de 12 minutos tocando toca a discografia do Metallica na bateria. 

O material acabou de surgir online e deve agradar tanto os fãs da banda quanto quem curte o instrumento, já que o garoto mostra que tem talento e pode ir bem longe.

Assista abaixo:

12 de jun de 2018

Garota de 8 anos toca bateria em clássico do Led Zeppelin

terça-feira, junho 12, 2018

Yoyoka Soma tem apenas 8 anos de idade e milhares de fãs. O motivo para isso é o vídeo em que a garotinha toca "Good Times, Bad Times", do Led Zeppelin, para a competição Hit Like a Girl. Com centenas de milhares de exibições em apenas duas semanas, o vídeo transformou Yoyoka em um fenômeno de popularidade na internet.

Soma começou a tocar bateria aos 2 anos, e aos 4 fez as suas primeiras apresentações públicas. Entre seus bateristas favoritos estão Chris Coleman, Benny Greb e, obviamente, John Bonham.


Assista abaixo a performance de Yoyoka e fique também de queixo caído:



Por algum motivo, as fitas k7 estão sendo relançadas no Brasil

terça-feira, junho 12, 2018

Sabe-se lá por qual motivo, o mercado de fitas cassete está renascendo no Brasil, algo muito próximo ao que ocorreu recentemente com o vinil. Exemplos recentes: Pitty lançou seu novo single, “Contramão”, no formato, enquanto o mais recente álbum do Arctic Monkeys, Tranquility Base Hotel & Casino, será disponibilizado por aqui neste formato. Além disso, discos como Usuário, do Planet Hemp, e Nando Reis – Voz e Violão – No Recreio – Volume 1, de Nando Reis, ganharam relançamentos especiais em K7.

A Polysom vem investindo no formato. A produção começou em maio, após quase um ano de preparação, em busca de uma qualidade condizente com os novos tempos. Assim como o vinil de hoje é muito melhor do que o que se fazia até os anos 1980, a Polysom está trabalhando para que o cassete tenha qualidade diferenciada. “Antigamente, as fitas não tinham qualidade como as importadas que serão utilizadas agora”, explica João Augusto, consultor da Polysom. “Os cuidados eram menores em razão da altíssima quantidade de produção e o controle de qualidade praticamente não existia. O formato em si inspirava desconfiança em quem desejava um som melhor”, explica.

De acordo com o consultor, ao longo do ano a empresa fornecerá fitas em várias cores com som de alta qualidade e o único fator de dúvida será o equipamento do consumidor, que precisa estar “alinhado e com a cabeça limpa”.


Sempre que falo a alguém sobre a volta dos cassetes, sinto uma fortíssima sensação de déjà vu ao me lembrar do início do retorno do vinil”, conta João. “As pessoas ficam completamente céticas, penso até que algumas consideram que enlouquecemos de vez. Para os que duvidam da existência de novos players, relembro que apenas duas fábricas em todo o mundo tinham os toca-discos em sua cadeia de produção quando retomamos os discos de vinil. Hoje são mais de vinte marcas ativas, com os mais diversos níveis de qualidade”, comentou.

Não vejo motivo algum neste retorno, por mais que os investimentos em qualidade estejam sendo feitos pela Polysom. Quem quer uma fita k7m, gente? O formato sempre foi discutível, e trazê-lo de volta não faz sentido, na minha opinião. 

E vocês, o que acham desse ressurreição das fitas cassete?

Orquestra de Baterias de Florianópolis confirma edição 2018

terça-feira, junho 12, 2018

Já tem data confirmada para a edição 2018 da Orquestra de Baterias de Florianópolis. Um dos projetos mais expressivos e comentados da cena musical do estado, já considerada a maior orquestra de baterias da América Latina, acontecerá este ano no dia 19 de agosto, novamente no Largo da Catedral Metropolitana de Florianópolis. A organização estima que nesta edição estarão reunidos 500 bateristas – em 2017 foram 350 inscritos.

Enquanto o evento não chega, o público pode participar de uma votação online para escolher as duas músicas de bandas catarinenses que serão interpretadas pelos bateristas. A votação segue até a próxima segunda (18/06), na página da Orquestra de Baterias no Facebook.

Das 74 bandas catarinenses inscritas, a organização escolheu as 12 finalistas. São elas: Etílicos e Sedentos (Brusque), Grize (Florianópolis), Harmoníaco (Florianópolis), Jeremias sem Cão (Biguaçu), Kravan (Corupá/Jaraguá do Sul), Leopoldo & Valéria (Criciúma), Outros Bárbaros (Florianópolis), Parafuso Silvestre (Florianópolis), Profasia (Florianópolis), Skatula (Criciúma), Somaa (Joinville) e Ultraverso (Gravatal).

(Foto: CR2 Fotografia)

Quadrinhos: Superdeus, de Warren Ellis e Garrie Gastonny

terça-feira, junho 12, 2018

Warren Ellis é um dos principais roteiristas do universo dos quadrinhos, com trabalhos marcantes na DC, Marvel, Image e várias outras editoras. Ele é o autor de Transmetropolitan, Frequência Global, The Authority e Planetary, só para ficar em algumas de suas obras mais conhecidas e influentes.

Entre 2007 e 2010, Ellis publicou pela editora Avatar três títulos que, apesar de não possuírem histórias relacionadas, exploravam o mesmo tema: a relação do mundo com os super-heróis e as consequências de uma sociedade com a presença de superseres. A tríade, que é conhecida como "o Watchmen de Ellis", é formada por Verão Negro, Herói Nenhum e Superdeus, e foi lançada aqui no Brasil pela Mythos Editora entre o final de 2017 e a metade de 2018.


Vou falar de Superdeus, que é o único volume que li por enquanto. Na trama, Ellis explora as possibilidades de uma realidade onde a corrida armamentista entre as nações não se deu através do desenvolvimento de armas nucleares e de destruição em massa, mas sim com a criação de superseres com poderes inimagináveis. Tendo sempre a Inglaterra, sua terra natal, como protagonista principal, Warren Ellis critica a ideia de que, ao criar superseres, super-heróis, super deuses, o ser humano parte do princípio de que eles nos farão bem e cuidarão do mundo para nós, protegendo nossos sonhos e aspirações. Só que as coisas não são bem assim.

O ponto central do enredo é o nascimento de Krishna, criado por cientistas indianos para “salvar a Índia”. O novo deus faz exatamente o que lhe é pedido, porém ao seu modo: para recomeçar o país asiático, dono de uma das maiores populações do paneta e famoso por problemas causados pela falta de higiene em seus principais centros urbanos, Krishna simplesmente extermina quase toda a população indiana e dá um reset na nação. Tal lógica, ainda que faça algum sentido para um super ser que analisa tudo através de sua inteligência peculiar, choca as demais nações, que decidem intervir enviando para confrontar Krishna os seus próprios super-heróis criados em laboratório.


O desenvolvimento desses superseres é bastante imaginativo, apresentando poderes e soluções que não bebem nos clichês do universo de super-heróis, como podemos ver, por exemplo, em Matreya, o super deus chinês que manipula carne humana para criar estruturas e criaturas gigantescas. A crítica de Ellis ao nosso modo de pensar é bastante contundente, principalmente no trecho onde questiona a necessidade inerente ao ser humano de ter algo para venerar e acreditar, de todo homem e mulher precisar ter um deus em sua vida para se sentir completo, de que a existência mundana não faz sentido sem um forte aspecto espiritual caminhando lado a lado.

Repleto de ação, Superdeus é um quadrinho que vem carregado também de um subtexto muito forte. As críticas, sempre ácidas, presentes em todas as páginas mostram o quanto Warren Ellis segue afiado. 

Um bom lançamento da editora Mythos em edição de luxo, dentro do selo Prime Editon. A edição vem com capa dura, 132 páginas, papel couchê e capa dura, com um primoroso acabamento gráfico e uma pequena galeria de extras no final, trazendo capas desenvolvidas por Garrie Gastonny e pelo brasileiro Felipe Massafera (também conhecido como o Alex Ross brazuca).



Paul McCartney deve anunciar novo álbum em breve

terça-feira, junho 12, 2018

O novo disco solo de Paul McCartney deve ser anunciado nos próximos dias. O décimo-sétimo álbum do Beatle será o sucessor de New (2013), encerrando um período de cinco anos sem material inédito e que Paul aproveitou para rodar o mundo com shows em diversos países.

Macca tocou em um clube de Liverpool no último final de semana, fazendo um show surpresa no Philharmonic Pub, e já está com participações marcadas em diversos programas nas próximas semanas, incluindo The Late Late Show e o Carpool Karaoke, ambos apresentados por James Corden - que estava no pub durante o show.

Além disso, Paul tocou uma canção inédita - ainda sem título definido - durante a sua apresentação nesse pub de Liverpool, e você pode assistir à performance abaixo:

Caixa compila álbuns solo de Nick Mason, baterista do Pink Floyd

terça-feira, junho 12, 2018

A caixa Unattended Luggage será lançada dia 31 de agosto e traz três dos álbuns solo de Nick Mason, baterista do Pink Floyd. O box vem com os discos Nick Mason’s Fictitious Sports (1981), Profiles (1985) e White of the Eye (1987), os dois últimos em parceria com Rick Fenn, guitarrista do 10cc.

Unattended Luggage terá versões em CD e vinil. Além disso, o material será disponibilizado também nos apps de streaming.


11 de jun de 2018

Quadrinhos: Maus, de Art Spiegelman

segunda-feira, junho 11, 2018

A Segunda Guerra Mundial acabou há apenas 73 anos. Há menos de um século, mais de 6 milhões de judeus foram mortos cruelmente pelo regime de Adolf Hitler, naquele que foi um dos maiores genocídios da história. Maus fala sobre isso, e mesmo com quase quarenta anos de vida, segue atual como nunca.

Escrita e desenhada por Art Spiegelman, Maus é uma graphic novel que conta a experiência do pai de Spiegelman, Vladek, durante a Segunda Guerra. Dos primeiros anos na Polônia, onde a crença de todos era de que o conflito se encerraria de maneira rápida, ao caos de Auschwitz, o quadrinho conta com crueza e sem maiores filtros a trajetória da ascensão do Terceiro Reich e como isso impactou milhões de vidas.

Única graphic novel premiada com o Prêmio Pulitzer, maior reconhecimento que um trabalho jornalístico pode receber, Maus utiliza o antropomorfismo como ferramenta para exemplificar, de maneira ainda mais clara, a situação vivida na época. Assim, os judeus são retratados como ratos, os alemães como gatos, os poloneses como porcos e os norte-americanos como cães. Essa metáfora pode ser entendida também de outra forma, como uma tradução do modo animalesco em que os ditos seres humanos se transformaram e como os judeus foram tratados como animais durante o nazismo.

Art Spiegelman escreveu e foi publicando a história em pequenos fascículos entre 1980 e 1991, e a obra foi compilada em sua totalidade, em uma edição de quase 300 páginas, em 1991. No Brasil, a edição completa saiu pela Companhia das Letras em 2005 e segue em catálogo até hoje.


O que temos aqui é uma história pesada e repleta de momentos fortes, cheia de sentimento e que causa sensações marcantes no leitor. Em diversos trechos, após terminar alguns capítulos mais explícitos, precisei dar um tempo na HQ para assimilar o que tinha acabado de ler. E é justamente essa capacidade de impactar o leitor que torna Maus tão fundamental. A história é contada a partir da relação conturbada de Art com seu pai, já idoso e sobrevivente de campos de concentração. À medida que Vladek relembra sua história, somos apresentados a tudo que ele viveu e experimentou durante a Segunda Guerra, tendo a sua família dizimada e a sua vida alterada de maneira definitiva.

A pesquisa e o trabalho de Spiegelman foram tão profundos que Maus passou a ser adotada em escolas de diversos países europeus, incluindo a Alemanha, como ferramenta de estudo para entender o holocausto e suas consequências. Para ser ter ideia, nenhuma HQ chegou perto de possuir a quantidade de trabalhos acadêmicos produzidos com o objetivo de analisar o seu conteúdo como Maus. Ainda que alguns setores da comunidade judaica até hoje se sintam ofendidos pela escolha do autor em retratar os judeus como ratos, a força da obra e seu impacto na sociedade moderna tornam isso uma discussão menor.

Além do Pulitzer, Maus também foi reconhecida pelos prêmios Eisner, Harvey, Angoulême e inúmeros outros, tornando-se um dos títulos mais celebrados pela crítica especializada em quadrinhos. E todo esse reconhecimento, deve-se dizer, é justo.



Passados pouco mais de 70 anos do final da Segunda Guerra Mundial e do holocausto nazista, hoje vivemos em um mundo onde ideologias e pensamentos que julgávamos superados estão vindo novamente à tona. Existe toda uma onda de neonazismo nos Estados Unidos e em outros países, além de políticas e ações de combate a minorias em diversos pontos da Europa e do mundo, com o crescimento da xenofobia e outros aspectos preocupantes. Nesse sentido, a leitura de Maus serve também como um alerta a todo o caos que o mundo mergulhou há apenas algumas décadas atrás, experimentando horrores chocantes e que até hoje custamos a acreditar.

Maus é uma obra fundamental e que transcende o universo dos quadrinhos. Seja você leitor de HQs ou não, trata-se de um título cuja leitura é mais do que obrigatória.

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