23 de jun de 2018

Vinnie Paul, baterista do Pantera, morre aos 54 anos

sábado, junho 23, 2018

Vinnie Paul, baterista do Pantera, Hellyeah e Damageplan, faleceu nesta sexta-feira, 22 de junho, aos 54 anos. De acordo com o Las Vegas Review-Journal, Vinnie estava em Las Vegas, onde possui uma casa, quando morreu. Não há ainda maiores detalhes e informações sobre a causa da morte.

O falecimento de Vinnie Paul foi informado ao mundo pelo Facebook do Pantera, em comunicado que pediu também que a privacidade da família fosse respeitada.

Vinnie e seu irmão, Dimebag Darrel, fundaram o Pantera na primeira metade dos anos 1980 e, a partir de uma mudança no direcionamento sonoro da banda no início dos anos 1990, ganharam popularidade entre o público e o reconhecimento da crítica. O Pantera se tornou, durante a década de 1990, uma das bandas mais influentes, criativas e inovadoras do metal, com uma sonoridade que teve um impacto profundo sobre o estilo como um todo, influência essa sentida até hoje. O Pantera acabou em 2003, após desentendimentos entre os irmãos e o vocalista Phil Anselmo.

Após o final do grupo, ele e Dimebag montaram o Damageplan, que infelizmente teve vida curta devido ao assassinato do guitarrista em 8 de dezembro de 2004. Com a morte chocante do irmão, Vinnie afastou-se por um período da música, retornando em 2007 com o Hellyeah.

Em uma carreira de 35 anos na música, Vinnie Paul gravou 9 discos com o Pantera, 1 com o Damageplan, 1 com o Rebel Meets Rebel e 5 com o Hellyeah.

A morte de Vinnie Paul chocou o mundo do rock e do metal e gerou inúmeras manifestações de músicos das mais variadas gerações nas redes sociais, com nomes como Paul Stanley, Scott Ian, Dave Mustaine, Charlie Benante, Chris Adler, Alex Skolnick, Dave Navarro, Geezer Butler, Matt Sorum, David Ellefson, Robb Flynn, Marty Friedman, Carmine Appice, Michael Amott, Gene Simmons, BabyMetal e muitos outros compartilhando seus sentimentos.

22 de jun de 2018

Os 50 melhores discos de metal de 2018 (até agora)

sexta-feira, junho 22, 2018

A Metal Hammer publicou a sua já tradicional lista com os melhores discos de metal lançados no primeiro semestre do ano. Sem eleger um favorito, a revista inglesa listou os 50 discos mais marcantes de heavy metal dos seis primeiros meses de 2018, além de postar pequenos reviews sobre cada um dos títulos.

A matéria original está aqui.

E abaixo estão os 50 melhores álbuns de 2018 até agora segundo a Metal Hammer:

Agrimonia – Awaken
Amorphis – Queen Of Time
Andrew WK – You're Not Alone
Anna Von Hausswolff – Dead Magic
At The Gates – To Drink From The Night Itself
Auri – Auri
Autopsy – Puncturing The Grotesque
Baptists – Beacon Of Faith
Between The Buried And Me – Automata I
Boss Keloid – Melted On The Inch
Burgerkill – Adamantine
Conjurer – Mire
Corrosion Of Conformity – No Cross No Crown
Dark Buddha Rising – II
Deströyer 666 – Call Of The Wild
Dimmu Borgir – Eonian
Erdve – Vaitojimas
Fucked And Bound – Suffrage
Ghost – Prequelle
GosT – Possessor
Harm’s Way – Posthuman
Ihsahn – Àmr
Ivar Bjørnson & Einar Selvik – Hugsjá
Judas Priest – Firepower
Kamelot – The Shadow Theory
Legend Of The Seagullmen – Legend Of The Seagullmen
Lik – Carnage
LLNN – Deads
Møl – Jord
Monotheist – Scourge
Necrophobic – Mark Of The Necrogram
Oceans Of Slumber – The Banished Heart
Orange Goblin – The Wolf Bites Back
Orphaned Land – Unsung Prophets & Dead Messiahs
Parkway Drive – Reverence
Portal – ION
Primordial – Exile Amongst The Ruins
Shining – X - Varg Utan Flock
Svalbard – It’s Hard To Have Hope
Tesseract – Sonder
The Body – I Have Fought Against It, But I Can’t Any Longer
The Faceless – In Becoming A Ghost
The Good, The Bad And The Zugly – Misanthropical House
Visigoth – Conqueror’s Oath
Voices – Frightened
Watain – Trident Wolf Eclipse
Will Haven – Muerte
Winterfylleth – The Hallowing Of Heirdom
Yob – Our Raw Heart
Zeal & Ardor – Stranger Fruit

As releituras de capas de discos do cartunista Adão Iturrusgarai

sexta-feira, junho 22, 2018

O cartunista e ilustrador brasileiro Adão Iturrusgarai, chargista da Folha de São Paulo um dos mais conhecidos nomes do quadrinho nacional e autor de personagens como Aline e Rock & Hudson, está com um projeto que deve agradar quem gosta de música e HQs.

No site de Adão estão disponíveis para venda prints de releituras que Adão fez para capas de discos clássicos de rock, jazz e outros estilos. O trabalho é bem legal e possui um preço acessível. Como o próprio site informa, tratam-se prints e não artes originais, impressas em papel couchê 300g no formato 20,4 x 21,4 cm, assinadas individualmente na frente e carimbadas no verso. As prints são enviadas para todo o Brasil, é só escolher a sua.

Devir relança Estranhos no Paraíso, de Terry Moore

sexta-feira, junho 22, 2018

Vencedora do prêmio Eisner, a série Estranhos no Paraíso volta a ser publicada no Brasil. A Devir anunciou a republicação em seis volumes de luxo, no formato 17 x 26 cm e com mais 200 páginas cada. O primeiro já está em pré-venda na Amazon e pode ser adquirido com desconto neste link.

O roteiro conta a história de Katchoo, uma jovem muito bonita, tranquila e que tem tudo sob controle na sua vida. Então, Katchoo conhece David, um jovem gentil, porém persistente, que está decidido a conquistar seu coração. O triângulo amoroso resultante é uma comovente comédia de erros amorosos, até o dia em que a antiga chefe de Katchoo vem atrás dela e de um dinheiro roubado da máfia. Enquanto sua vida idílica desmorona, Katchoo percebe que não pode acreditar em ninguém, e que o passado que ela acreditava ter ficado para trás agora ameaça destruir tudo que ela ama, incluindo Francine.

A obra de Moore vive uma espécie de maldição no Brasil, tendo passado por várias editoras sem jamais ser finalizada por aqui. Estranhos no Paraíso teve três volumes publicados pela Abril entre maio e junho de 1998, voltou com mais dois volumes pela Via Lettera lançados entre dezembro de 1999 e março de 2000, daí passou para a Pandora Books - que lançou oito volumes e uma edição de luxo entre março de 2003 e janeiro de 2004, chegando enfim à HQM, que publicou três edições entre julho de 2006 e março de 2013.



Novo álbum e nova música do Metal Allegiance

sexta-feira, junho 22, 2018

O segundo disco do projeto Metal Allegiance será lançado dia 7 de setembro pela Nuclear Blast. Reunindo grandes nomes do metal mundial e tendo como banda base o quarteto formado por Alex Skolnick (guitarra, Testament), David Ellefson (baixo, Megadeth) e Mike Portnoy (bateria, The Winery Dogs), mais o líder e idealizador da banda, Mark Menghi (compositor e baixista), o álbum dá sequência ao bem recebido debut que saiu em 2015.

Batizado de Volume II - Power Drunk Majesty, o novo disco conta com a participação dos vocalistas Trevor Strnad (The Black Dahlia Murder), John Bush (Armored Saint), Bobby Blitz (Overkill), Mark Tornillo (Accept), Max Cavalera (Soulfly), Floor Jansen (Nightwish), Johan Hegg (Amon), Mark Osegueda (Death Angel) e Troy Sanders (Mastodon). Produzido por Menghi e Skolnick, o disco teve a capa criada pelos brasileiros Marcelo Vasco (também guitarrista da Patria) e Rafael Tavares.

Abaixo você confere o tracklist de Volume II - Power Drunk Majesty e também o clipe de “Mother of Sin”, com os vocais de Bobby Blitz:

1. The Accuser (feat. Trevor Strnad) 
2. Bound by Silence (feat. John Bush) 
3. Mother of Sin (feat. Bobby Blitz) 
4. Terminal Illusion (feat. Mark Tornillo) 
5. King With a Paper Crown (feat. Johan Hegg) 
6. Voodoo of the Godsend (feat. Max Cavalera) 
7. Liars & Thieves (feat. Troy Sanders) 
8. Impulse Control (feat. Mark Osegueda) 
9. Power Drunk Majesty (Part I) (feat. Mark Osegueda) 
10. Power Drunk Majesty (Part II) (feat. Floor Jansen)

21 de jun de 2018

Conan passa a ser publicado no Brasil pela Panini

quinta-feira, junho 21, 2018

Em post nas suas redes sociais, a Panini informou que adquiriu os direitos para a publicação das aventuras de Conan, O Bárbaro, no Brasil. Leia o comunicado abaixo:

Conan, o bárbaro, pirata, aventureiro, conquistador e rei, está chegando à Panini. Em breve, você mergulhará em mil aventuras na era hiboriana e poderá acompanhar o banho de sangue que só o monstro da Ciméria, de poucas palavras e muita atitude, conseguiria deixar pra trás.

A Panini, uma das maiores editoras de quadrinhos do mundo, acaba de fechar parceria com a Conan Properties, detentora dos personagens criados por Robert E. Howard. A partir de hoje, 21 de junho, a empresa cede todos os direitos de publicação para a editora, com exceção dos produtos da língua inglesa.

Novas histórias virão. Seja bem-vindo, Conan!

Anteriormente, a saga de Conan teve várias edições de luxo lançadas pela Mythos Editora no mercado brasileiro, além do anúncio de uma coleção da editora Salvat - que não está claro ainda se foi cancelada ou não, já que Salvat e Panini costumam dividir lançamentos, vide a Coleção de Graphic Novels da Marvel.

Uma boa notícia para quem gosta de quadrinhos, já que a Panini vem fazendo um ótimo trabalho em diversas sagas e títulos já há alguns anos. A editora não informou quais serão os próximos títulos de Conan a serem lançados por aqui.

Review: Motörhead - Motörhead 40th Anniversary Edition (2017)

quinta-feira, junho 21, 2018

Lançado em 21 de agosto de 1977, o auto-intitulado primeiro disco do Motörhead deu início à trajetória da banda liderada por Lemmy Kilmister. O baixista e vocalista, que tinha sido roadie de Jimi Hendrix, foi expulso do Hawkwind em 1975 após ser pego com drogas na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá e passar cinco dias preso. Então, resolveu seguir novos rumos e encontrou dois desajustados como ele: o guitarrista Eddie Clarke e o baterista Phil Taylor.

O álbum, que foi relançado em uma edição especial com dois CDs alusiva aos seus 40 anos - versão essa que a Hellion Records trouxe para o Brasil em um belo digipak -, mostra um Motörhead bem diferente da banda que conquistaria corações e mentes com discos como Overkill (1979), Bomber (1979) e Ace of Spades (1980). O debut do trio formado por Lemmy, “Fast" Eddie Clarke e Phil “Philthy Animal” Taylor apresenta uma sonoridade muito mais focada no rock and roll do que na mistura de hard rock, punk e metal pela qual o grupo ficaria conhecido. Dá pra afirmar que Motörhead, o disco, mostra uma banda mais próxima de Chuck Berry do que do Black Sabbath, por assim dizer.

O tracklist original tinha oito músicas, com direito a uma versão para a clássica “The Train Kept A-Rollin”, regravadas por nomes como The Yardbirds e Aerosmith. A edição de 40 anos vem com vinte faixas, incluindo na totalidade o EP Beer Drinkers and Hell Raisers (lançado em 22 de novembro de 1980 e que traz uma versão para a canção homônima de outro super trio, o ZZ Top) e versões alternativas, outtakes e faixas raras.


Produzido por John David Percy “Speedy" Keen, que era vocalista, baterista e tecladista do Thunderclap Newman e também autor da canção “Something in the Air” (a música está na trilha de Quase Famosos e ganhou uma versão bastante conhecida de Tom Petty and The Heartbreakers), o disco possui uma sonoridade suja e um tanto abafada, porém condizente com a estreia de uma nova banda dos anos 1970. Para o AllMusic: “Apesar de ter alcançado apenas um pequeno sucesso nas paradas, o álbum patenteou o estilo do Motörhead: o vocal de Lemmy sobre um rolo compressor de guitarra, baixo e bateria. Não é de se admirar que os punks tenham gostado”. Já o escritor Joel McIver, autor da biografia do trio, afirma: “Com o benefício da visão retrospectiva, é claramente óbvio que o disco nem chega perto de capturar o som ao vivo hipnotizante do grupo”.

Além de ser a estreia da banda, o álbum apresentou ao mundo a logo marcante do Motörhead, com um “porco de guerra” criado pelo artista Joe Petagno, imagem essa que acompanharia a banda até o seu final. Petagno tentou combinar, em um mesmo animal, características de um urso, um lobo e um cão, e o resultado foi a figura que ficou conhecida entre os fãs como “War-Pig”. Uma curiosidade: a versão original tinha uma suástica no capacete, que acabou sendo apagada para evitar problemas - vale lembrar que Lemmy foi um grande colecionador de material nazista durante toda a vida. Joe Petagno fez outros trabalhos marcantes em sua carreira, como o a logo do selo Swan Song do Led Zeppelin e dezenas de capas de discos.



De maneira geral, Motörhead é um álbum inferior a praticamente todos os 21 outros discos que Lemmy e companhia gravaram ao longo de sua trajetória. Porém, a sua força está nesse olhar retrospectivo que o tempo permite e que foi citado por McIver: sabendo o que a banda iria fazer depois e os caminhos que a música do Motörhead tomaria nos anos seguintes, é quase um exercício de arqueologia identificar as influências já presentes neste primeiro disco e entender como elas foram desenvolvidas e trabalhadas por Lemmy, Eddie, Animal e toda a turma.

Um louvável lançamento da Hellion Records, focado principalmente no mercado de colecionadores, que agora tem acesso a uma edição bastante completa e por um preço acessível. Elogios também para o belo trabalho gráfico da capa, com o símbolo característico da banda na cor prata e um encarte de 24 páginas com fotos e a história dos primeiros anos do Motörhead. Imperdível!

Duplo ao vivo do Led Zeppelin é relançado em edição especial

quinta-feira, junho 21, 2018

O clássico álbum duplo ao vivo The Song Remains the Same, lançado pelo Led Zeppelin em 1976, está ganhando uma edição turbinada e bem especial.

A nova versão teve o áudio totalmente restaurado - Jimmy Page, como sempre, cuidou do processo - e vem em diversos formados: CD duplo, vinil quádruplo, Blu-ray e um super deluxe box incluindo tudo isso e mais 2 DVDs, livreto de 28 páginas, réplica do programa de turnê e um poster limitado da capa do disco.


Accept anuncia lançamento de show histórico realizado no Wacken

quinta-feira, junho 21, 2018

O Accept lançará dia 23 de novembro o ao vivo Symphonic Terror - Live at Wacken 2017. O material traz o show realizado pela banda alemã no festival Wacken Open Air, onde o grupo contou com a participação de uma orquestra.

A apresentação, com duas horas de duração, foi dividida em três partes. A primeira trouxe novas canções presentes no álbum The Rise of Chaos (2017) ao lado de clássicos da carreira da banda. A parte central contou com o guitarrista Wolf Hoffmann ao lado de uma orquestra sinfônica, onde apresentou músicas de seu disco solo, Headbangers Symphony (2016), além de versões metálicas para famosas composições clássicas. E o final veio com a orquestra dando um toque especial para clássicos do Accept.

A Nuclear Blast ainda não divulgou em quais formatos Symphonic Terror - Live at Wacken 2017 será lançado, mas podemos esperar um pacote que una áudio e vídeo e que agradará os fãs de um dos maiores nomes do metal alemão.

Review: Cavalera Conspiracy - Psychosis (2017)

quinta-feira, junho 21, 2018

Faço parte da turma que não curtiu Pandemonium (2014), terceiro álbum do Cavalera Conspiracy. A sonoridade suja e a mixagem abafada do contribuíram para que a minha avaliação do disco fosse bastante negativa. Por isso, fui com um pé atrás conferir Psychosis, quarto trabalho da banda dos irmãos Max e Iggor.

E é bom quando uma expectativa negativa é quebrada. Psychosis, lançado em novembro de 2017 lá fora e que ganhou edição nacional pela Hellion Records, fez com que eu esquecesse a imagem negativa deixada pelo álbum anterior. Ao invés de Max na produção, temos Arthur Rizk regulando a mesa de som. O guitarrista Marc Rizzo, parceiro de longa data dos Cavalera, completa o trio central da banda, que ainda contou com o próprio Rizk no baixo, além de diversas participações.

De modo geral, Psychosis é o disco menos experimental do Cavalera Conspiracy. Não temos em nenhuma das suas nove músicas o lado mais inovador que levou Max a ser reconhecido tanto no Sepultura quanto no Soulfly. O que não quer dizer, necessariamente, que estejamos diante de um disco menor, o que realmente não é verdade. 

Dá pra dizer que Psychosis é o trabalho mais convencional do Cavalera Conspiracy, e talvez o mais extremo da banda. As canções passeiam pelo espectro do thrash metal, com algumas aproximações com o death. Iggor insere algumas batidas tribais bastante sutis, principalmente nas viradas de bateria, enquanto o trabalho de guitarra não tem nada de “noise" e é bem focado na pegada tradicional tanto do thrash quanto do death metal. “Hellfire" tem uma característica mais industrial que contrasta com o restante do tracklist, assim como a atmosférica faixa título, enquanto em outros momentos, como na ótima “Judas Pariah”, o Cavalera Conspiracy abraça o seu lado death metal sem medo e nem receio.

Psychosis é um bom disco com músicas fortes como “Insane”, “Terror Tactics”, “Impalement Execution” e “Judas Pariah”, que soa muito superior ao álbum anterior do Cavalera Conspiracy e mantém esse projeto de Max e Iggor ainda atraente e interessante para os fãs.

War Industries Inc. prepara novo disco e single

quinta-feira, junho 21, 2018

A primeira amostra do que virá no segundo álbum do War Industries Inc. é o single "More Casualties". A música será lançada dia 11/07 nas plataformas de streaming e foi a escolhida para ser o primeiro videoclipe do registro, já gravado e recebendo os últimos retoques. A arte do single é assinada por Gui Beck, o artista responsável pelo conceito gráfico do debut, Legends From Turtle Island (2016).

"More Casualties", como todas as músicas do próximo disco - intitulado WWIII - foi gravada em São Paulo, no Space Blues Studio, com o produtor Edu Recife. O single é um dos destaques do álbum ao experimentar com elementos de psycho trance, a partir do uso de synths junto à guitarra (é a única do disco com estas características). A letra aborda a violência e todas as desgraças da guerra.


Já o videoclipe foi rodado em Minas Gerais, com produção da Âncora Filmes. A produção mostra a banda – formada por Jim Boone (guitarra/vocal), Will Paiva (bateria) e Carlos Motta (baixo) – tocando no porão de uma casa abandonada. A história segue a letra: é sobre um piloto de drone, que apesar de fazer guerra remota, sofre com as mortes e toda a destruição dos confrontos. “Ele sabe que está matando as pessoas e ainda sente isso, mesmo sem a luta corpo a corpo. A letra diz muito sobre a indústria de guerra”, conta Jim. Além da atuação dos integrantes, o clipe possui cenas com atores, gravadas em uma casa. “O piloto ora está com a família, ora na sala de controle, pilotando o drone”, completa o frontman do War Industries Inc.

Formado em Santo André, no ano de 2015, o War Industries Inc. estreou em 2016 com o disco Legends From Turtle Island, um álbum calcado no garage punk e baseado em lendas reais do norte do Michigan (Estados Unidos). O conceito dialoga diretamente com a estética e o nome da banda, ao abordar a violência, guerra, manipulação e vida no século 21.

Mayaen estreia unindo stoner e rock alternativo

quinta-feira, junho 21, 2018

Dois nomes conhecidos da cena stoner brasileira uniram forças e ideias para misturar o hype e o clássico com o Mayaen. Como prévia do EP de estreia que sai nesta sexta-feira, 22 de junho, pela Abraxas Records, saiu o videoclipe da música "Mudlord".

Mayaen é um prolongamento natural da Lively Water e do Stone House on Fire: mistura pontual do stoner rock com rock alternativo, com riffs, batidas cadenciadas e refrãos potentes. A música do clipe, "Mudlord", é sobre um orixá, Obaluaê, que no candomblé é o filho de Iemanjá. “É um orixá que é ligado a tudo que é desgraça”, ele completa.  

O clipe reverencia o DIY (do it yourself, faça você mesmo). Foi gravado num home studio na casa de Leal. “Improvisamos e mandamos bala”, conta Mazzeu. A produção trabalha com ângulos fechados e cortes rápidos, com os takes se abrindo de acordo com o andamento da música, que dá uma ideia de movimento.

Assista ao clipe abaixo:

Local onde aconteceu Woodstock é escavado por arqueólogos

quinta-feira, junho 21, 2018

Uma equipe de arqueólogos norte-americanos escavou e estudou o solo do local onde aconteceu o lendário festival de Woodstock, em 1969. A expedição teve duração de cinco dias e revelou a presença de objetos como peças de alumínio antigo e vidro quebrado. Os artefatos encontrados durante a escavação serão estudados e mapeados.

O principal objetivo do estudo promovido pela Binghamton University’s Public Archaeology Facility é ajudar a mapear e a localizar o exato local onde lendas como The Who, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, John Cocker e Jimi Hendrix impressionaram a enorme multidão há 49 anos atrás. Diretor geral do projeto, Josh Anderson falou sobre o estudo: “O ponto geral desta investigação é definir o cenário. Podemos usar isso como um ponto de referência. Quem visita este local pode se apoiar, olhar o morro e dizer: Ah, é aqui onde os caras estavam, Hendrix ficou aqui e tocou a sua guitarra às 8h30 da manhã”.



A fazenda onde Woodstock aconteceu está localizada a 128 km de Nova York e foi preservada pelo Governo dos Estados Unidos, dentro do Registro Nacional de Lugares Históricos. A área foi declarada como área de preservação no final dos anos 1990 e é administrada por uma organização sem fins lucrativos desde então. Um museu sobre a cultura e música dos anos 1960 é uma das atrações do local, assim como um ônibus com pintura psicodélica. Wade Lawrence, diretor do The Museum at Bethel Woods, declarou: “Este é um importante local histórico da cultura americana, um dos poucos eventos pacíficos celebrados a partir dos anos 1960”. Segundo Lawrence, o trabalho dos arqueólogos ajudará a definir percursos interativos pela área, uma das atrações do cinquentenário de Woodstock, que será comemorado em 2019. Ele também afirmou que, apesar das inúmeras fotos tiradas durante o festival em 1969, é impossível definir a exata localização do palco e das torres de luz devido à imensidão do terreno. Os arqueólogos acreditam que encontraram a localização da chamada “Cerca da Paz”, que ficava bem em frente ao palco e separava o público dos artistas.

Charles Maloney, de 67 anos, esteve em Woodstock em 1969 e visitou o local recentemente. “Há algo sobre esse lugar - e eu não sou o único que pensa assim - que atrai as pessoas para cá. Quero dizer, esta área poderia estar com umas 200 pessoas que você ainda seria capaz de ouvir o silêncio que emana daqui”.

20 de jun de 2018

Robert Plant recusou convite para atuar em Game of Thrones

quarta-feira, junho 20, 2018

Em longa entrevista ao jornalista canadense George Stroumboulopoulos, Robert Plant revelou que recusou um convite para atuar em Game of Thrones. A série de HBO, que é um fenômeno de audiência, já contou com as participações de músicos do Mastodon, Bastille e Ed Sheeran.

Segundo Plant: “Não me sentiria muito bem fazendo parte do enredo. Quer dizer, eu comecei essa merda toda. ‘Immigrant Song’ faz parte de um intercâmbio cultural do Led Zeppelin com o governo islandês”. 

A letra de “Immigrant Song” mostra a perspectiva a partir do olhar de um viking nórdico, tema semelhante ao da série derivada dos livros de George R.R. Martin. Além disso, o Led Zeppelin buscou inspiração na obra do escritor J.R.R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, para as letras de “Misty Mountain Hop”, “Ramble On”, “The Battle of Evermore” e outras canções. Para quem não sabe, Tolkien é uma das principais influências de George R.R. Martin, autor dos livros da série Game of Thrones.

A entrevista completa pode ser assistida abaixo:


Intrínseca confirma o lançamento de dois novos encadernados de Black Hammer

quarta-feira, junho 20, 2018

A Intrínseca vai lançar o segundo e o terceiro volumes de Black Hammer, a premiada graphic novel de Jeff Lemire, Dean Ormston e Dave Stewart. The Event e Age of Doom ainda não possuem data nem título em português confirmados. O primeiro volume, Origens Secretas, chegou às livrarias brasileiras no início de maio.

Abraham Slam, Menina de Ouro, Coronel Weird, Madame Libélula e Barbalien eram os maiores heróis do mundo, mas depois da grande batalha final ficaram presos em uma cidade rural. Mesmo depois de dez anos, eles ainda não descobriram como chegaram lá e, principalmente, por que não conseguem sair. Seu antigo líder tentou escapar desse misterioso purgatório, mas teve um trágico fim.

Eleita a Melhor Série Original de 2017 pelo Eisner Awards, principal prêmio internacional de quadrinhos, Black Hammer faz referências aos heróis da era de ouro de HQs. Seus personagens são complexos e humanos, e a maestria de Dave Stewart ao brincar com cores fortes e impactantes acompanha os dilemas dos personagens.

O primeiro volume, Origens Secretas, reúne os primeiros seis fascículos originais e conta ainda com posfácio do autor, perfis da construção de personagens e esboços originais.





Paul McCartney anuncia novo álbum e mostra duas novas músicas

quarta-feira, junho 20, 2018

Dois dias após completar 76 anos, Paul McCartney anunciou o lançamento de seu novo disco. Egypt Station chegará às lojas dia 7 de setembro pela Capitol Records. O álbum será o décimo-sétimo trabalho solo do Beatle e sucede New, lançado em 2013.

Falando sobre o título, o vocalista e baixista declarou: "Eu gostei das palavras Egypt Station. Me lembra os álbuns de verdade que costumávamos fazer. Egypt Station começa na estação, na primeira música, e cada uma das músicas é uma estação nova. Então nos deu uma base para as músicas ao redor disso. Eu penso como estações imaginárias de onde cada música sai”.

Paul também divulgou duas canções que estarão em Egypt Station. “Come On To Me” é um legítimo rock McCartiano, com linhas vocais grudentas e um ótimo refrão. Já “I Don’t Know” é uma faixa mais lenta e com uma pegada bem Beatle, e que deve cair no gosto dos fãs de imediato.

Você pode ouvir “Come On To Me” e “I Don’t Know” abaixo:

Review: Apocalyptica - Shadowmaker (2015)

quarta-feira, junho 20, 2018

Quando surgiu com o álbum Plays Metallica by Four Cellos (1996), o quarteto finlandês chamou a atenção ao apresentar uma proposta inédita: recriar alguns dos clássicos da banda norte-americana apenas com um quarteto de cordas e de forma instrumental. A proposta deu certo e o disco caiu no gosto dos fãs de metal, viabilizando ao Apocalyptica uma carreira mais longa.

No entanto, a fórmula do primeiro álbum evidentemente não teria uma vida tão longa assim, e a banda se viu obrigada a evoluir a sua música e a inserir novos elementos em sua sonoridade. Isso foi feito trazendo os instrumentos característicos do metal - guitarra, baixo e bateria - e com a inclusão de um vocalista, porém mantendo o aspecto “clássico”, por assim dizer, da sua música. Todo esse processo foi acontecendo de maneira gradativa ao longo dos anos até chegar em Shadowmaker, primeiro trabalho a trazer essa nova proposta na íntegra de maneira efetiva.

Lançado em 17 de abril de 2015, Shadowmaker é o oitavo disco do Apocalyptica e o primeiro trabalho da banda a trazer apenas um vocalista - no caso o norte-americano Franky Perez. Experiente, Perez foi guitarrista do Scars on Broadway - banda formada pelo guitarrista e baterista do System of a Down, respectivamente Daron Malakian e John Dolmayan - e possui uma carreira solo que já rendeu três discos. Além disso, colaborou com Slash na banda solo do guitarrista do Guns N’ Roses e com outros nomes conhecidos.

O que o Apocalyptica faz em Shadowmaker é uma atualização da sua música, e Perez é um dos elementos principais. Para mim, isso acabou sendo um problema, pois o timbre do vocalista não me agradou muito. Um tanto quanto agudo e sem agressividade, apesar das boas interpretações, achei o vocal o ponto baixo desse disco. No aspecto instrumental temos a banda conseguindo equilibrar bem o lado clássico e a pegada metal, criando uma sonoridade que desce sem sustos. Vale mencionar que, ao consultar outros reviews mundo afora - algo que costumo fazer quando estou analisando um disco -, me deparei com resenhas invariavelmente positivas, então achei interessante compartilhar isso com vocês porque, talvez, a minha implicância com o vocal de Franky Perez possa ter interferido na minha avaliação geral do álbum.

Outro ponto que precisa ser dito é que Shadowmaker não traz nenhuma versão para canções de outros artistas e conta apenas com composições da própria banda. Os caras conseguem variar entre faixas mais agressivas e outras mais lentas, baladas mesmo, como “Holy in My Soul”. No entanto, os melhores momentos, ao meu ver, acabam aparecendo quando a banda explora o seu diferencial, que está no quarteto de cordas que a tornou conhecida. Isso acontece de maneira exemplar nas instrumentais “Riot Lights” e “Till Death Do Us Part”, além de um trecho particularmente bastante inspirado e bonito na música que dá título ao disco.

De modo geral, achei Shadowmaker um álbum apenas mediano. É louvável o desejo do Apocalyptica em se aventurar por novos caminhos, mas como disse antes, a inclusão de Franky Perez não me pareceu a escolha mais acertada. Talvez um vocalista com um timbre mais agressivo geraria um contraste melhor com o instrumental refinado e inspirado na música clássica que sempre marcou o Apocalyptica.

O disco foi lançado no Brasil pela Hellion Records.

Estão chegando dois novos boxes com material ao vivo do Grateful Dead

quarta-feira, junho 20, 2018

Dois novos boxes com material ao vivo do Grateful Dead serão lançados dia 7 de setembro. Portland Memorial Coliseum, Portland OR, 5/19/74 vem com 6 LPs e traz a apresentação completa da banda norte-americana no Portland Memorial Coliseum no dia 19 de maio de 1974. Trata-se de um show que nunca foi lançado oficialmente e que será disponibilizado apenas nesta caixa com 6 vinis de 180 gramas e prensagem limitada a 7.500 cópias.

Pacific Northwest ’73-74′: Believe It If You Need It vem com 19 CDs e estará à venda somente através do site do grupo. O material vem de concertos realizados em Portland, Seattle e Vancouver entre junho de 1973 e maio de 1974. Esta caixa será limitada a 15 mil cópias, porém uma edição mais enxuta será lançada em CD triplo.


Rock de rua: Astro Venga lança clipe gravado no centro do Rio de Janeiro

quarta-feira, junho 20, 2018

O power trio carioca Astro Venga pertence às ruas. É entre multidões, o caos urbano e a selva de pedra que a banda transborda energia por meio do seu rock instrumental. A sinergia entre os músicos e a cidade é a tônica do videoclipe de "Lêmure", gravado em pleno horário comercial no movimentado calçadão da avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro.

"Lêmure" é uma das músicas do disco de estreia do Astro Venga, Transeunte, lançado em novembro do ano passado pela Abraxas Records. O clipe é visceral e captura – em imagem e som -  um dia comum na avenida Rio Branco. Como revela o guitarrista Christian Dias, esta é uma das últimas composições da banda e representa pontualmente a diversidade sonora proposta.

Os diferentes andamentos da música contrastam com a reação da própria banda e da plateia. Das partes introspectivas às mais diretas e pesadas, o vídeo captura desde a irritação de um homem que tenta impedir - em vão e sem razão - a apresentação do Astro Venga na rua, a um senhor engravatado que aplaude a banda ao fim da música.

O Astro Venga é precursor da música de rua no Rio de Janeiro contemporâneo. O lançamento do clipe, explica o guitarrista, faz parte de um novo momento da banda, focada na profissionalização ainda maior do trabalho. “O clipe é bem direto, né? E ali é o centrão comercial do Rio, cheio de camelôs, de transeuntes. Por isso tocamos sempre naquela região”, conta Chris.

A direção é de Diego de La Veja, que também o produziu junto à própria banda e de Luiza Machado. A equipe de filmagem contou com sete pessoas e foram usadas onze câmeras ao todo.

A produção foi exibida pela primeira vez na quinta-feira da semana passada, após um show da banda no Rio de Janeiro. “O clipe passou num telão, logo após a nossa apresentação. Deu pra ver a galera curtindo e reagindo às cenas”, fala Chris.

Review: Rik Emmett & RESolution9 - RES9 (2016)

quarta-feira, junho 20, 2018

O álbum RES9 marcou o retorno de Rik Emmett, vocalista, guitarrista e fundador da banda canadense Triumph, um dos nomes mais cultuados do hard e heavy dos anos 1980. O disco saiu lá fora em 2016 e foi lançado no Brasil agora pela Hellion Records. 

E para quem gosta de classic rock é um prato cheio, pois além de trazer Emmett em boa forma o álbum ainda conta com as participações especiais de Alex Lifeson e James LaBrie, respectivamente guitarrista do Rush e vocalista do Dream Theater. Como cereja do bolo, há ainda a presença dos brothers dos tempos do Triumph - o baixista Mike Levine e o baterista Gil Moore -, na música que encerra o play, “Grand Parade”. A banda que acompanha Emmett, o RESolution 9, é formada por Dave Dunlop (guitarra), Steve Skingley (baixo) e Paul DeLong (bateria).

Musicalmente, o que encontramos em RES9 é um hard rock melodioso e com foco nas guitarras. O apelo pop é onipresente, o que aproxima a proposta de Emmett do AOR, porém sem a presença maciça de teclados, o que me agrada bastante. Compositor de mão cheia, Rik segue em grande forma mostrando ideias que agradam o ouvinte.

O álbum possui uma dinâmica interessante, variando sempre entre canções mais rápidas e baladas que baixam o tom, sendo que nessas últimas fica evidente que Emmett é, de fato, um hitmaker. Lifeson participa de “Human Race” enquanto LaBrie solta a voz em “I Sing”. Juntos, o Rush e o Dream Theater dividem os holofotes com o anfitrião em “End of the Line”.

Despretensioso na melhor acepção do termo, RES9 é um disco leve e com uma aura muito agradável, permeado por belas melodias e canções que conquistam o coração. Há feeling em sua receita, com notas que passam muito mais pela emoção do que pela técnica - porém, não se engane, pois a performance de todos é exemplar.

Entre as faixas, destaque para o tempero ZZ Top logo na abertura com “Stand Still”, “Human Race”, a balada blues “My Cathedral”, a contemplativa “The Ghost of Shadow Town” (com lindas guitarras) e a ótima “End of the Line”, com Alex Lifeson e James LaBrie.

RES9 é um álbum que surpreende de maneira muito positiva, vale conferir.

A incrível versão do Steve ’n’ Seagulls para “Panama”, clássico do Van Halen

quarta-feira, junho 20, 2018

O peculiar quinteto finlandês Steve 'n' Seagulls divulgou a sua versão para a clássica “Panama”, um dos grandes hinos do Van Halen e uma das músicas mais icônicas do hard rock dos anos 1980.

Como sempre, a banda desconstruiu a estrutura da canção e teceu novos caminhos com instrumentos acústicos como banjo e sanfona.

O Steve 'n' Seagulls foi formado em 2011 e tem como foco recriar canções conhecidas do rock com uma pegada bluegrass e country. Já são dois discos lançados, Farm Machine (2015) e Brothers in Farms (2016).

O resultado é, no mínimo, diferente, como você pode assistir abaixo:

Segunda edição do festival Solid Rock terá Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders

quarta-feira, junho 20, 2018

A segunda edição do festival Solid Rock acontecerá em novembro e contará com a presença de Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders.

O Judas Priest fará o show principal, focado no excelente disco Firepower. O Alice in Chais será o responsável pela apresentação imediatamente anterior ao Judas, e o Black Star Riders abrirá os trabalhos. Para os desavisados, o BSR é a nova encarnação do Thin Lizzy e conta com Scott Gorham, guitarrista da formação clássica da banda. Já que o TL nunca veio ao Brasil, pelo menos agora será possível cantar hinos como “The Boys Are Back in Town” a plenos pulmões.

O Solid Rock 2018 acontecerá nas datas, locais e cidades abaixo:

08/11 - Curitiba - Pedreira Paulo Leminski
10/11 - São Paulo - Allianz Parque
11/11 - Rio de Janeiro - Km de Vantagens Hall
14/11 - Belo Horizonte - Expominas

O festival teve a sua primeira edição em 2017 com shows de Deep Purple, Cheap Trick e Tesla.

Os ingressos começarão a ser vendidos dia 26/06 no site da Tickets for Fun.

19 de jun de 2018

Review: Glenn Hughes - Burning Japan Live (1994)

terça-feira, junho 19, 2018

Burning Japan Live é o primeiro álbum ao vivo da carreira solo de Glenn Hughes e foi lançado em 31 de agosto de 1994. O disco, como o título dá a pista, foi gravado no Japão, mais precisamente no Club Chitta, localizado na cidade de Kawasaki, nos dias 24 e 25 de maio de 1994, durante a turnê do From Now On … (1994), seu terceiro trabalho solo.

O que temos é um disco com 15 faixas, equilibrado entre clássicos do Deep Purple, canções dos álbuns de Hughes e também do álbum Hughes/Thrall, gravado em 1982 junto com o guitarrista Pat Thrall (Pat Travers, Asia, Meat Loaf). O vocalista e baixista, que antes do Purple também teve uma carreira de destaque no Trapeze e mais tarde integraria o Black Country Communion, estava acompanhado na época por uma banda excepcional. Faziam parte da turma de Glenn Hughes na turnê os guitarristas Thomas Larsson (que passou pelo Six Feet Under) e Eric Bojfeldt, o tecladista Mic Michaeli, o baixista John Levén e o baterista Ian Haugland - os três últimos também integrantes da banda sueca Europe. E um adendo: Hughes apenas canta no disco, deixando o baixo por conta de Levén.

A verdade é que Burning Japan Live, mesmo quase 25 anos após o seu lançamento, continua sendo o melhor registro ao vivo de Glenn Hughes como artista solo e um dos melhores álbuns ao vivo com a sua participação. Ainda que naquela época Hughes utilizasse bastante o recurso dos gritos ao longo das músicas, eles não eram tão cansativos quanto acabaram se tornando anos mais tarde - hoje, o músico já entendeu que não está em um programa como o The Voice e que não precisa ficar gritando de maneira desesperada para provar que sabe cantar.

A Hellion Records havia lançado este ao vivo no Brasil em 1994, mas desde então ele estava fora da catálogo. Isso foi corrigido pela própria Hellion, que relançou Burning Japan Live em 2018. A nova edição não traz material adicional - algo que nenhuma versão mundo afora possui, diga-se de passagem - e mantém as mesmas características da anterior.


Musicalmente, o que temos é uma excelente performance de toda a banda. Hughes estava com a voz mais jovem do que apresenta hoje, duas décadas depois, e a banda que o acompanha é excelente, com destaque para a cozinha formada por John Levén e Ian Haugland. A bela escolha do tracklist é outro ponto forte, resultando em um show agradável e que proporciona ótimos momentos durante a audição, variando entre canções mais agressivas e outras mais calmas. Como curiosidade, vale mencionar que o disco contém uma faixa, “Still in Love With You”, que não consta em nenhum dos álbuns de Hughes e que traz o vocalista acompanhado somente pelo teclado - que ele mesmo toca - enquanto canta. Apesar de homônima a um dos grandes clássicos do Thin Lizzy, a “Still in Love With You” de Glenn não tem nada a ver com a da banda de Phil Lynott.

Entre as músicas, destaque para “From Now On …”, “Owed to H”, “This Time Around”, “Gettin' Tigher”, “You Keep on Moving”, “Lady Double Dealer”, “I Got Your Number”, “Burn" e “Stormbringer”. No entanto, todas as faixas apresentam ótimas performances e formam um tracklist muito sólido.

Em uma época onde discos verdadeiramente ao vivo são cada vez mais raros e têm as suas “falhas" corrigidas sem dó no estúdio, Burning Japan Live é um ótimo exemplo de como a música caminha com os próprios pés e sustenta sem a ajuda de nada e ninguém um ótimo show. 

Aproveite o relançamento da Hellion e, caso ainda não tenha este CD em sua coleção, leve-o já para casa.

John McLaughlin lança novo disco ao vivo celebrando o legado da Mahavishnu Orchestra

terça-feira, junho 19, 2018

John McLaughlin, o icônico guitarrista da Mahavishnu Orchestra e da fase elétrica de Miles Davis, lançará em setembro um novo disco ao vivo. Live in San Francisco chegará às lojas dia 21 de setembro e foi gravado ao lado de sua atual banda, o The Fourth Dimension, e de Jimmy Herring, principal guitarrista da banda norte-americana Widespread Panic e que já tocou com a Allman Brothers Band. O disco traz o show realizado em 8 de dezembro de 2017 no Warfield Theatre, na famosa cidade da costa oeste dos Estados Unidos.

Segundo McLaughlin: “Esse gravação do set final do Warfield Theatre traz a íntegra do incrível advento da Mahavishnu Orchestra em 1971, e seu renascimento nessa noite em San Francisco”. Para Herring, “tocar essas composições atemporais com John e o The Fouth Dimension foi uma experiência que mudou a minha vida”.

O tracklist é composto apenas por clássicos da Mahavishnu Orchestra, o que já coloca o disco como altamente desejável para qualquer fã de boa música. O material será lançado em CD, vinil duplo e também em uma edição de colecionador limitada, além dos formatos de streaming.

Abaixo você tem o tracklist e o teaser do material:

Meeting of the Spirits (8:53)
Birds of Fire (7:50)
A Lotus on Irish Streams (7:13)
The Dance of Maya (10:09)
Trilogy (13:01)
Earth Ship (8:59)
Eternity’s Breath Part 1 & 2 (9:39)
Be Happy (7:05)

Capas de discos clássicos reimaginadas com momentos marcantes do futebol

terça-feira, junho 19, 2018

O estúdio de arte Dorothy, localizado em Liverpool, fez um projeto bem legal e que tem tudo a ver com quem gosta de música e está no clima da Copa do Mundo. 

Eles reimaginaram capas de discos clássicos trocando as imagens originais por momentos marcantes do futebol. Assim temos Pelé e Bobby Moore trocando camisas na capa de Wish You Were Here, Zidane detonando Materazzi em Rumours, uma nova encarnação do Kraftwerk e muitas outras releituras bastante criativas.

Para conhecer e acompanhar o trabalho da Dorothy, acesse o site do estúdio.

E abaixo estão alguns dos trabalhos dessa série unindo música e futebol:
















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