6 de jul de 2018

Discoteca Básica Bizz #096: Michael Jackson - Off the Wall (1979)

sexta-feira, julho 06, 2018

O ano de 1979 dividiu muitas águas. Ao mesmo tempo em que o punk pedia para alguém desligar os aparelhos na UTI, a disco music mostrava níveis nunca antes alcançados de manipulação de estúdio e aproveitamento máximo de tecnologia (tanto para o bem como para o mal). Era a vez dos anos 1980: céticos, profissionais, estilosos e obcecados com a imagem. Como seria o pop dessa década? Super produzido, sem vergonha de ser um produto e polivalente: não bastava ter música, tinha que ter bom clipe, uma roupa legal, dançar bem, fazer um show mega, etc.

Quer dizer, o fim da atitude artística e da música em favor da grana e da imagem? Nem tanto. É aí que residia a autenticidade desse novo pop, que acabou levando esses conceitos à categoria de arte.

Se isso acabou sendo bom ou ruim é história para contar outro dia, mas isso era um reflexo natural do estágio de então na música pop: uma tentacular indústria trilhardária amparada por ultra tecnologia, tanto no estúdio como na promoção de artistas, como provaram os símbolos da década de 1980: Duran Duran, George Michael, Janet Jackson, Whitney Houston, Madonna e - claro - Michael Jackson.

Foi ele, em Off the Wall, que lançou o marco zero deste novo conceito. Aperfeiçoou tudo em 1982 com Thriller (só lembrando: o disco mais vendido da história), mas a semente já estava em Off the Wall, em que se apresentava como um artista que compunha, cantava, dançava, atuava em clipes super produzidos e lançava álbuns ultra bem feitos e cheios de hits.

Michael já vinha ensaiando seus passos solo desde 1972 com hits como "Ben" e "Got to Be There", mas sem assumir isso full time. Com a consolidação do sucesso do The Jackson 5, Michael ia amadurecendo e as coisas começavam a mudar de figura. 


Em 1976, a Epic comprou o passe dos Jacksons da Motown. Fizeram dois contratos: um para o grupo, que virou The Jacksons, e outro para o jovem Michael. Era consenso que os irmãos reunidos eram bons, mas quem ia render mesmo a longo prazo seria aquele moleque prodígio. A Epic tratou de cuidar para que seu estouro solo fosse certeiro. 

Para a produção foi chamado o maestro Quincy Jones, multi-instrumentista, arranjador e gênio de estúdio, com um currículo de band leader, jazzista, compositor de trilhas e produtor de soul. Os músicos do disco foram pinçados entre a nata das chamadas feras de estúdios da época (como o baixista Louis Johnson e o tecladista Greg Phillinganes). Paul McCartney e Stevie Wonder contribuíram com duas baladas, "Girlfriend" e "I Can't Help It", respectivamente. 

Jones ainda recrutou um colaborador que se mostrou essencial para o resultado final: o inglês Rod Temperton. Líder da banda de disco music Heatwave (que fez "The Groove Line"), Temperton tinha o dom de unir ritmos infalíveis, sempre com um efeito sonoro grudento. Acabou escrevendo "Rock With You", "Burn This Disco Out" e a faixa-título. Para ajudar na imagem "já-é-um-homenzinho" do álbum, Michael co-produziu três faixas: "Don't Stop Til You Get Enough", "Working Day and Nigth" e "Get On the Floor".

Off the Wall saiu uma coleção sem falhas, fluente, de pop disco e baladas soul pop. "Rock With You" entrou na minha lista de melhores singles de todos os tempos pela virada de bateria que abria a faixa, pelo clima dos violinos e pelo fato de que quando você achava que sabia como era a melodia, ela tomava um rumo novo, mais cool, até cair num solo de teclados simulando sopro. "Working Day and Night" abria com uma percussão rapidinha e um loop de alguém ofegando que não devia nada a equivalentes atuais feitos com samplers. "Girlfriend" mostrava que Michael sabia jogar com economia uma voz doce numa balada, sem melar o resultado. 

O disco estabeleceu a figura solo de Michael Jackson, rendeu hits mundiais e vendeu mais de 20 milhões ao redor do mundo. E fez jus ao clichê número um dessa seção: depois dele, o pop nunca mais foi o mesmo.

Texto escrito por Camilo Rocha e publicado na Bizz #096, julho de 1993

20 incríveis pôsteres de shows

sexta-feira, julho 06, 2018

Música é arte, em todos os sentidos. Música e arte, para ativar todos os sentidos. 

O aspecto visual da música, do rock, do jazz e de qualquer gênero musical, é muito importante. E as bandas e artistas sabem disso. Algumas exploram o tema de forma mais forte, enquanto outras não mergulham tão fundo assim. Das capas de discos aos cenários de palco, passando pelo figurino, pela criação de mascotes e pelos videoclipes, o visual faz parte da música, não dá pra separar um do outro.

E um dos elementos mais legais dessa relação são os pôsteres de shows. Plataformas perfeitas para que ilustradores exercitem sua criatividade, acabam se tornando também, em muitos casos, itens altamente colecionáveis.

Separamos abaixo duas dezenas de belos pôsteres que mostram como a relação entre música e arte é profunda e indivisível. Afinal, a música também faz bem para os olhos, não é mesmo?





















5 de jul de 2018

Como os comerciais dos cigarros Hollywood apresentaram o AOR para o público brasileiro

quinta-feira, julho 05, 2018

Durante os anos 1980, em uma época bem diferente da que vivemos hoje e em que as novidades musicais não estavam literalmente à distância de um clique (é sempre bom lembrar que naquela época a internet ainda não existia), milhares de fãs de rock brasileiros foram apresentados a uma coleção de músicas através dos comerciais de TV dos cigarros Hollywood. Eram canções com melodias pegajosas e refrãos marcantes, que mais tarde, com o passar dos anos e com a sabedoria que a experiência e a idade trazem, fomos nos dar conta que se tratavam dos maiores hits de AOR da época.

Invariavelmente, as canções que tocavam nos comerciais da Hollywood se transformavam em hits, rolando sem parar nas rádios. E o sucesso foi tamanho que essas músicas acabaram sendo reunidas em dois LPs que, igualmente, também fizeram muito sucesso entre a galera. O primeiro, com o título de Isto É Hollywood, foi lançado em 1982 pela Epic/A&M Records e trouxe dez músicas de nomes como Peter Frampton, Asia, REO Speedwagon, Survivor, Kansas, Santana, Toto e outros. Já o segundo, Isto é Hollywood Volume 2, chegou às lojas em 1984 com canções do Journey, Survivor, 38 Special, Bonnie Tyler e mais.


Os comerciais traziam sempre um clipe com cenas de esportes radicais como surf, motocross, paraquedismo, windsurf e outros, embalados com músicas de forte apelo comercial. Foi através desses discos e comerciais que muitas bandas foram apresentadas para nós, que na época éramos adolescentes. Eles começaram a ser produzidos na segunda metade dos anos 1970 e foram feitos até a primeira metade da década de 1990, sempre com músicas marcantes de cada ano. Assista abaixo alguns desses comerciais:



O sucesso das comerciais da Hollywood foi tamanho que em 1985 David Coverdale, que estava no Brasil com o Whitesnake para tocar na primeira edição do Rock in Rio, gravou um jingle em português que contou com a parte instrumental tocada pelos músicos do Roupa Nova e foi utilizado em mais uma campanha marcante. Aliás, foram os comerciais da Hollywood que apresentaram o Whitesnake para a grande maioria dos fãs brasileiros, diga-se de passagem. Assista ao comercial com David abaixo:





A associação com a marca de cigarros e a música foi tão marcante e profunda que a Souza Cruz, fabricante da Hollywood, acabou patrocinando um festival de música que teve oito edições. O Hollywood Rock acontece pela primeira vez em 1975, só com bandas brasileiras, tendo nomes como Rita Lee & Tutti-Frutti, Os Mutantes e Raul Seixas como atrações principais. Mas foi só a partir de segunda edição, que aconteceu em 1988, que o festival ganhou uma dimensão gigantesca. Nesse segundo momento, o Hollywood teve edições em 1988, 1990, 1992, 1993, 1994, 1995 e 1996, sempre com shows no Rio de Janeiro e em São Paulo. O palco do festival era montado na Praça da Apoteose ou no Sambódromo, no Rio, e nos estádios do Morumbi ou Pacaembu, em São Paulo. Tocaram no Hollywood Rock bandas como Simple Minds, Duran Duran, Supertramp, Bob Dylan, Marillion, Bon Jovi, Tears For Fears, Living Colour, Live, Extreme, Skid Row, Alice in Chains, Red Hot Chili Peppers, L7, Nirvana, Simply Red, Aerosmith, Poison, Ugly Kid Joe, Jimmy Page & Robert Plant, Smashing Pumpkins, Supergrass, White Zombie, The Cure, Urge Overkill, The Crowes e muitas outras.

Relembrando toda essa história, compilei as canções mais marcantes das coletâneas da Hollywood em uma playlist especial, pra quem viveu a época relembrar aquele período e para quem não sabia dessa história toda entender melhor do que estamos falando.

Divirtam-se!


Discoteca Básica Bizz #095: The Coasters - 50 Coastin' Classics (1992)

quinta-feira, julho 05, 2018

Se o humor é mesmo a prova dos nove, então o The Coasters foram a melhor banda da história do rock. Mas ainda que o humor possa não ser tão importante, é difícil tirar o grupo da lista dos cinco melhores de todos os tempos.

Em 1953, o rock and roll não existia. A banda de country Saddlemen ainda estava pensando em mudar seu nome para Bill Haley and His Comets. E o grupo vocal The Robins, formado por Ty Terrell, os irmãos Billy e Roy Richards, Bobby Nunn, Grady Chapman e Carl Gardner (todos negros do sul dos EUA que foram para Los Angeles à procura de melhores oportunidades de vida), parecia não ter muito futuro. Foi quando os Robins encontraram Jerry Leiber e Mike Stoler. Eram dois jovens de 20 anos, judeus da costa leste que se achavam chicanos e eram apaixonados pelo blues. Leiber e Stoler se transformaram em compositores e produtores dos Robins. Estes acabaram virando The Coasters e a água virou vinho.

Leiber e Stoler foram os primeiros produtores de rhythm & blues, e também os primeiros produtores independentes. Pioneiros em técnicas de estúdio, foram, por exemplo, os primeiros na música pop a gravarem em oito canais. Os primeiros soulmen brancos e autores de "Jailhouse Rock", "Hound Dog", "Stand By Me" e dezenas de clássicos. As canções de Lieber e Stoler foram gravadas por quase todo mundo que conta no rock, de Ray Charles, Beatles e Stones a Roberto Carlos. Só Elvis Presley gravou vinte de suas canções (três se tornaram número um na parada americana). Mas o veículo perfeito para a dupla foram os Coasters.

Ao contrário de outros grupos vocais negros, preocupados em fazer vozes angelicais que não ferissem a sensibilidade branca, os Coasters de Leiber e Stoler preservaram a sujeira e o humor natural do blues. Criaram sátiras violentas contra, por exemplo, o sistema judiciário. Contavam casos em que o marido chamava a polícia para defendê-lo da esposa. Isso numa época em que o pop só cantava o amor puro e belo. No lugar dos adocicados violinos incluíram tiros, beijos e ruídos para, de modo surpreendente, criar canções pop perfeitas.


A coletânea 50 Coastin' Classics, lançada no final de 1992, é o sonho de qualquer fã da banda. Já começa com uma rajada de metralhadoras. É o início de "Riot in Cell Block #9", a descrição de um motim em uma penitenciária. O vocalista é Richard Barry (o autor de "Louie Louie"), que canta-fala de maneira ameaçadoramente arrastada, como um personagem de Dashiel Hammett: "On July the second 1953 / I was servin’ time for armed robbery / At 4 o'clock in the morning I was sleeping in my cell / I heard a whistle blow - then I heard somebody yell / There's a riot goin on". Isto em 1954!

"Framed" é uma espécie de versão humorística de O Processo, de Kafka. Outras letras falam de adolescentes atrapalhados ("Charlie Brown"), dançarinas de striptease ("Along Came Jones"), ciganas ("Poison Ivy", vertida para o português pelo Herva Doce como "Erva Venenosa"), Sam Spade e Charlie Chan ("Searchin"), o Sombra ("The Shadow Knows"), etc. Cada letra, uma maravilha de ritmo. No meio disso tudo, uma versão de "Aquarela do Brasil" (aquela mesma de Ari Barroso), tão cômica que dá até tristeza por eles não terem conhecido Lamartine Babo.

Depois dos Coasters o rock ficou mais artístico, visceral, dramático e um monte de outras baboseiras, mas perdeu muito de seu humor.

Texto escrito por Rogério de Campos e publicado na Bizz #095, de junho de 1993

4 de jul de 2018

Review: Trouble - Psalm 9 (1984)

quarta-feira, julho 04, 2018

Junto com o debut do Saint Vitus - que saiu em fevereiro de 1984 -, Psalm 9, estreia da banda norte-americana Trouble, é considerado um dos primeiros discos de doom metal da história. O álbum, cujo título original era apenas Trouble, chegou às lojas no dia 10 de março de 1984 e, 34 anos depois, segue soando impressionante.

Tenho uma teoria sobre o doom metal. Para mim, o gênero nasceu de um único LP gravado e lançado em 1971: Master of Reality, terceiro disco do Black Sabbath. Todas as características do estilo estão nas oito faixas do LP da banda de Tony Iommi: os riffs arrastados, a melancolia, os andamentos mais lentos, as explosões sonoras, o desespero e a angústia vocal, e também a contrastante facilidade com que elementos tão sombrios e agressivos conseguem, unidos, dar vida à uma sonoridade que agrada de imediato e soa, sim, acessível.

Psalm 9 vem com oito faixas e uma música bônus, que é a versão para “Tales of Brave Ulysses”, do Cream - a gravação original está em Disraeli Gears, lançado pelo trio inglês em 1967. O disco apresentou ao mundo o quinteto formado por Eric Wagner (vocal), Bruce Franklin (guitarra), Rick Wartell (guitarra), Sean McAllister (baixo) e Jeff Olson (bateria). A influência do Black Sabbath é onipresente, e é sentida desde a construção dos riffs - sempre pesadíssimos - até a estrutura das músicas. 

Totalmente alheia ao que rolava no metal dos anos 1980, o Trouble olhou para o passado e reapresentou a sonoridade clássica do gênero para uma nova geração de ouvintes. O curioso é que a banda contrastava com o Sabbath em apenas um aspecto: as letras. Enquanto temas sombrios, magia negra e pactos com o demônio eram escritos por Geezer Butler e cantados por Ozzy Osbourne, no Trouble a história era exatamente oposta: as letras de Psalm 9, a começar pelo título, colocam Deus em primeiro plano e exploram desde o combate com seus inimigos - “The Fall of Lucifer” - até questões mais transcendentais e espirituais, como em “Revelations (Life or Death)”.

Apesar de aclamado pela crítica, Psalm 9 não alcançou sucesso entre o grande público, o que não foi surpresa alguma, já que ele trazia uma pegada totalmente oposta ao que estava rolando no metal em meados dos anos 1980. O único single do disco foi “Tales of Brave Ulysses”, que foi desconstruída pela banda e ganhou uma roupagem doom e pesada de cair o queixo.

Na história do metal, poucos discos são associados de maneira direta e de forma tão contundente com o surgimento de um estilo quanto Psalm 9. O doom metal realmente nasceu aqui, e três décadas após o seu lançamento o álbum continua incrível.

Resumindo: um disco obrigatório em qualquer coleção de metal que se preze.

Review: Manilla Road - Open the Gates (1985)

quarta-feira, julho 04, 2018

Quarto álbum da banda norte-americana Manilla Road, Open the Gates é um dos discos mais cultuados do heavy metal dos anos 1980 e possui uma legião de fãs aqui no Brasil. Sabendo disso, a Hellion Records relançou o título em CD, para alegria de quem coleciona e quer conhecer mais sobre uma banda pouco falada e sobre um dos períodos mais criativos da música pesada.

Na época, o Manilla Road havia trocado de baterista, e Open the Gates marcou a estreia do novo dono do posto, Randy Foxe, que substituiu Rick Fischer. O disco soa como uma evolução de seu predecessor, Crystal Logic (1983), e apresenta uma sonoridade mais pesada e muito mais épica do que os dois primeiros trabalhos do grupo, que tinham uma pegada mais hard rock. Essa nova abordagem se reflete nas músicas, que em sua maioria foram inspiradas nas lendas arturianas e nos mitos nórdicos, explorando um direcionamento lírico que seria comum nos anos seguintes em grande parte da cena power metal.

O álbum possui uma sonoridade bem crua, com os instrumentos, notadamente a bateria, bem na cara. É algo bem longe da sonoridade atual das bandas de metal, com menos graves e muito menos recursos do que estamos habituados a encontrar no metal moderno. Há uma certa similaridade com gigantes da NWOBHM como Iron Maiden e, principalmente, o Saxon. A proximidade entre as duas bandas é bastante evidente no período, com o Manilla Road soando quase como uma banda irmã do Saxon.

As faixas mostram um heavy metal clássico e técnico, com ideias imaginativas e bem elaboradas e com a maioria dos ingredientes que iriam fazer nascer, pouco tempo depois, o power metal. Não é errado imaginar que os músicos do Helloween, por exemplo, tenham colocado os ouvidos em Open the Gates


O trabalho de guitarra do também vocalista Mark Shelton é um destaque onipresente, com bons riffs e ótimos solos, que invariavelmente se desdobram em belas melodias. Nas faixas mais agressivas, como a abertura com “Metalstrom”, o Manilla Road chega até mesmo a se aproximar da nascente cena thrash metal da época. Há lindos momentos em Open the Gates, como a arrepiante “The Ninth Wave”, “Heavy Metal to the World” (com um clima bem Motörhead e com uma pegada super agressiva) e o encerramento com a climática e atmosférica “Witches Brew”.

A bela capa, criada pelo artista Eric Larnoy, também merece elogios.

A edição lançada no Brasil pela Hellion Records vem com o áudio remasterizado e três faixas bônus: “Touch the Sky (Early Rehearsal)”, “Witches Brew (Live 1987)” e “Weaver of the Web (Live 2011)”. 

Se você é fã de heavy metal, aqui está um CD imperdível para a sua coleção.

Kaya, clássico de Bob Marley, ganha edição especial de 40 anos

quarta-feira, julho 04, 2018

Décimo álbum de Bob Marley, Kaya será relançado em uma edição especial de 40 anos. O disco vem em uma edição dupla, com o segundo CD trazendo novos mixes criados pelo produtor Stephen ‘Ragga' Marley, filho do rei do reggae.

As novas mixagens de Stephen utilizam os vocais presentes nas demos gravadas por Bob Marley e trazem mudanças de andamento nas canções, além de diferentes arranjos instrumentais. Segundo o produtor, essas novas mixes soam mais “autênticas" do que as gravações originais que todos conhecem.

Kaya 40 chegará às lojas dia 24 de agosto em CD e LP duplos.

Novas estátuas 3D reproduzem capas icônicas do Kiss

quarta-feira, julho 04, 2018

A Knucklebonz está lançando dois novos produtos especiais para os fãs do Kiss. Tratam-se de reproduções em 3D das icônicas capas do disco de estreia da banda e do álbum Destroyer. Ambas tem o formato de uma capa de LP mas não trazem os discos, são apenas estátuas e artes decorativas.



Status Quo anuncia dois novos álbuns ao vivo

quarta-feira, julho 04, 2018

O Status Quo não para e anunciou o lançamento de dois novos discos ao vivo. Ambos serão lançados dia 17 de agosto pela earMUSIC em CD e vinil. 

Down Down & Dignified at The Royal Albert Hall foi gravado em julho de 2017 em Londres durante a Aquostic Tour, e traz versões acústicas para clássicos do grupo britânico. Já Down Down & Dirty at Wacken, como o título entrega, traz o show realizado pela banda no festival Wacken Open Air em agosto do ano passado.

Em ambos, a formação da banda contou com Francis Rossi, Andrew Brown, John ‘Rhino' Edwards, Leon Cave e Richie Malone.



3 de jul de 2018

Há 12 anos fora de catálogo, Superman: Identidade Secreta é relançado pela Panini

terça-feira, julho 03, 2018

Celebrando os 80 anos do Superman, a Panini segue relançando títulos aclamados do maior super-heróis de todos os tempos. Depois de As Quatro Estações - compre aqui com desconto -, o próximo volume a retornar às bancas e livrarias é Superman: Identidade Secreta.

Escrita por Kurt Busiek (Marvels, Astro City) e ilustrada por Stuart Immonen, a série foi publicada em quatro volumes pela DC Comics entre janeiro e abril de 2004. O roteiro descreve a vida de Clark Kent até ele decidir assumir o manto de herói, e apesar de ser adorada pelos leitores não é considerada canônica pela editora.

No Brasil, Identidade Secreta foi publicada duas vezes, ambas pela Panini. A primeira foi em um formato similar ao lançado nos Estados Unidos, com quatro volumes entre janeiro e abril de 2005. A segunda foi pouco mais de um ano depois, quando o encadernado de capa cartão chegou às bancas em junho de 2006. Desde então, o título está fora de catálogo por aqui.

A nova edição da Panini vem em capa dura, 212 páginas e com direito a cards com artes de Immonen. A HQ entrará em pré-venda nas próximas semanas.


Earthless estreia no Brasil com quatro shows em novembro

terça-feira, julho 03, 2018

O influente power trio de heavy psych Earthless, de San Diego, nunca se esquecerá de 2018. Do contrato com a Nuclear Blast, simplesmente a maior gravadora de rock/metal do mundo, ao lançamento do quarto álbum, Black Heaven (o primeiro com vocais na maioria das faixas), o ano ainda será marcado por uma inédita e extensa turnê pela América Latina entre outubro e novembro. No Brasil, serão quatro shows com produção da Abraxas.

A perna brasileira da turnê começa dia 1º de novembro, em Florianópolis (Célula Showcase). Em seguida, no dia 2, o Earthless parte para Belo Horizonte (Stonehenge Rock Bar), com São Paulo no dia 3 (Fabrique Club) e Rio de Janeiro no dia 4 (Cais da Imperatriz).

Black Heaven, o sucessor do alucinado From the Ages (2013), é um enorme passo dado pelo Earthless, mundialmente considerada uma das mais criativas bandas do heavy psych. A adição de vocais ao eletrizante rock psicodélico com nuances de krautrock e de stoner torna a proposta do power trio norte-americano mais visceral, incrementando o hard setentista com uma enxurrada de riffs e solos viajantes em jams cósmicas, sem nunca perder a vibe dos anos 1960, indo do calmo ao hipnótico.

A banda, formada em 2001, é composta por Isaiah Mitchell (guitarra), Mike Eginton (baixo) e Mario Rubalcaba (bateria, também membro da consagrada banda de punk rock OFF!). O primeiro álbum saiu em 2005, Sonic Prayer, uma coleção de jams pesadas que recebeu o prêmio de Melhor Álbum de Hard Rock no San Diego Music Awards de 2007. O segundo disco, Rhythms from a Cosmic Sky (2007), também foi indicado na mesma categoria no San Diego Music Awards de 2008, assim como o Earthless foi indicado na categoria de Melhor Banda de Hard Rock daquele ano. O grupo conta ainda com um LP duplo gravado ao vivo no consagrado Roadburn Festival, na Holanda, em 2008, e já possui em seu currículo numerosas turnês pela América do Norte, Europa e Australia.

Os ingressos antecipados já podem ser adquiridos pela plataforma Sympla através do link https://www.sympla.com.br/abraxas


SERVIÇO

Earthless em Florianópolis 
Data: 1 de novembro de 2018 
Local: Célula Showcase 
Endereço: Rodovia João Paulo, 75 - Bairro João Paulo 
Ingressos: em breve

Earthless em Belo Horizonte 
Data: 2 de novembro de 2018 
Local: Stonehenge Rock Bar 
Endereço: Rua Tupis, 1448 - Barro Preto 
Ingressos: em breve

Earthless em São Paulo 
Data: 3 de novembro de 2018 
Horário: 18 horas 
Local: Fabrique Club 
Endereço: Rua Barra Funda, 10 75 - Barra Funda 

Earthless no Rio de Janeiro 
Data: 4 de novembro de 2018 
Horário: 18 horas 
Local: Cais da Imperatriz 
Endereço: Rua Sacadura Cabral, 145 
Ingressos online: R$ 100 (antecipado promocional) -https://www.sympla.com.br/earthless-mars-red-sky-e-psilocibina-no-rio-de-janeiro__316079

Documentário conta a história de Chuck Schuldiner

terça-feira, julho 03, 2018

Escrito e dirigido pelo canadense Felipe Belalcazar, o documentário Death by Metal conta a vida e a obra de Chuck Schuldiner, o falecido vocalista, guitarrista e líder da banda norte-americana Death, um dos mais influentes nomes do metal extremo.

O doc traz entrevistas exclusivas, imagens raras e demos, e é o primeiro filme focado na seminal banda nascida no Estados Unidos. A obra faz um paralelo entre a música criada por Schuldiner e a evolução do heavy metal.

Death by Metal será lançado em DVD e Blu-ray dia 6 de julho, e o seu trailer pode ser assistido abaixo:

Rolling Stone apresenta nova marca e inicia nova era, tanto editorial quanto online

terça-feira, julho 03, 2018

A tradicional revista norte-americana Rolling Stone mudou a sua marca. A publicação apresentou um redesign em seu logo, processo esse realizado pelo diretor de design Joe Hutchinson. O objetivo é tornar a marca mais atual e alinhada com o mundo em que vivemos.

Além do logo, a Rolling Stone também mudou o seu site e projeto gráfico de sua revista. O formato da revista mudou e ficou maior, retomando a lombada quadrada e vindo com mais páginas do que as edições dos últimos anos. Cada edição virá com mais matérias sobre música, mais cobertura política e mais matérias sobre cultura pop.

Segundo o editor Jason Fine: “A Rolling Stone está pronta para dar mais notícias, lançar investigações mais profundas e produzir o tipo de jornalismo narrativo único e os ricos perfis pelos quais somos conhecidos. Estamos evoluindo o que cobrimos e como cobrimos, sem perder nosso foco principal e o compromisso com o jornalismo de qualidade”.

Gus Wenner, presidente da Rolling Stone e filho do fundador Jann Wenner, também falou sobre a nova era: “À medida que a Rolling Stone evolui sua visão de mundo, nossa missão continua a mesma: criar conteúdo de destaque que priorize contar histórias de qualidade. A excelência continua sendo essencial para tudo que fazemos”.

É importante citar que toda essa iniciativa se dá após a Penske Media Group ter feito um investimento significativo na Rolling Stone no início de 2018, após adquirir o controle da publicação com a compra de 51% de suas ações no final de 2017. A revista passava por problemas financeiros e chegou a ser colocada à venda pela família Wenner, porém ,com a parceria com a Penske, conseguiu aumentar e renovar a sua equipe editorial. Jay Penske, CEO da Penske Media, falou sobre o momento atual da Rolling Stone: “O negócio da Rolling Stone possui um equilíbrio único entre missão e impacto, sem mencionar alguns dos mais talentosos criadores de conteúdo e jornalistas investigativos. Há muitas oportunidades pela frente para essa marca e esse negócio incrível, e o relançamento é apenas o começo desse processo”.

Um vídeo com a apresentação da nova marca pode ser assistido abaixo:

O novo álbum do The Vintage Caravan

terça-feira, julho 03, 2018

O trio islandês The Vintage Caravan anunciou o lançamento do seu quarto disco para o final de agosto. Gateways sairá dia 31/08 pela Nuclear Blast em diversos formatos, e traz dez novas músicas. O disco é o sucessor de Arrival (2015).

Um dos atrativos é a versão para “The Chain”, do Fleetwood Mac, como bônus em algumas versões.

A banda divulgou também o primeiro single do trabalho, a faixa “Reflections”, que pode ser ouvida abaixo:

2 de jul de 2018

Jack White anuncia álbum triplo ao vivo

segunda-feira, julho 02, 2018

Jack White anunciou o primeiro disco ao vivo de sua carreira solo, e ele é logo um álbum triplo. Jack White Live in Nashville / Live in Detroit estará disponível apenas para os assinantes do The Vault, espécie de clube de assinatura de LPs da Third Man Records, gravadora do próprio músico.

O material foi gravado durante a turnê de divulgação do trabalho mais recente de White, Boarding House Reach (2018), nos palcos da Blue Room, em Nashville, e Cass Corridor, em Detroit. Ambas são casas de shows mantidas pela Third Man.

Para os apreciadores do vinil, um detalhe bem legal é que a capa traz a arte recortada em alguns pontos, no estilo do que vimos nas capas de clássicos como Physical Graffiti e Some Girls, lançados respectivamente pelo Led Zeppelin e pelo Rolling Stones. Além disso, os discos virão nas cores preta, azul e branca.

Aos interessados, o disco já está disponível no site da The Vault.

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE