10 de ago de 2018

Vida de Júpiter Maçã será contada em livro

sexta-feira, agosto 10, 2018

Os jornalistas Cristiano Bastos e Pedro Brandt são os autores de Júpiter Maçã: A Efervescente Vida e Obra, livro que conta a trajetória do cultuado músico gaúcho Flávio Basso, que ficou conhecido como Júpiter Maçã e Jupiter Apple. O título é o primeiro lançamento da Plus Editora e chegará às livrarias em setembro. Bastos falou sobre o projeto: “Encaramos Flávio Basso como uma das maiores figuras do rock brasileiro, não apenas por sua obra como por todas as histórias que o circundam". 

Cristiano Bastos é o autor do excelente Gauleses Irredutíveis - Causos e Histórias do Rock Gaúcho, livro que conta a história do rock do Rio Grande do Sul através de depoimentos dos próprios músicos envolvidos.

Flávio Basso faleceu em 21 de dezembro de 2015, aos 47 anos. O vocalista e guitarrista fez parte do TNT e dos Cascavelletes, duas das bandas mais icônicas do rock gaúcho. Com os Cascavelletes gravou dois discos - a estreia de 1988 e Rock’a'ula (1989) -, além da faixa “Sob Um Céu de Blues”, considerada um dos maiores hinos do rock produzido no RS. Mas foi a partir de 1997, quando assumiu a alcunha de Júpiter Maçã, que Basso alcançou reconhecimento da crítica nacional. Seu primeiro álbum, A Sétima Efervescência, saiu em 1997 e é considerado um dos grandes discos do rock brasileiro. Carregado de psicodelia, trouxe uma nova abordagem para o trabalho de Basso, seguida nos trabalhos seguintes, Plastic Soda (1999) e Hisscivilization (2002).

Panini confirma reimpressões de Preacher e Sandman

sexta-feira, agosto 10, 2018

Dois dos títulos mais cultuados e celebrados pelos fãs de quadrinhos ganharão novas impressões. A informação foi confirmada pela Panini em seu site.

Preacher terá os volumes 4, 5 e 6 reimpressos. O trio está esgotado há tempos e a nova tiragem era um desejo dos leitores. Elas foram publicadas em outubro e dezembro de 2014, respectivamente, e dão sequência à clássica séria criada por Garth Ennis e ilustrada por Steve Dillon. Preacher Volume 4: Histórias Antigas, Preacher Volume 5: Rumo ao Sul e Preacher Volume 6: Guerra ao Sol voltarão às bancas e livrarias em datas que ainda serão anunciadas pela editora.

Em relação a Sandman, a Panini lançará Sandman: Edição Definitiva Vol. 5. Este volume reúne Os Caçadores de Sonhos (versões Yoshitaka Amano e P. Craig Russell), Noites Sem Fim e Sandman: Teatro do Mistério, encerrando tudo relacionado a série. Ainda no universo do Mestre dos Sonhos teremos Sandman: Prelúdio Edição de Luxo, reunindo os três volumes do Prelúdio e material extra. A editora também confirmou a reimpressão dos quatro volumes da edição definitiva da obra de Neil Gaiman, que estavam praticamente esgotados. Assim como Preacher, as datas em que esse material de Sandman chegará às bancas e livraras ainda não foram anunciadas pela Panini.

Stratovarius anuncia novo disco e mostra canção inédita

sexta-feira, agosto 10, 2018

Uma das principais bandas da cena de metal melódico que conquistou o mundo na segunda metade dos anos 1990 e no início da década de 2000, os finlandeses do Stratovarius anunciaram um novo álbum para setembro. Enigma: Intermission 2 chegará às lojas dia 28/09.

O disco é na verdade um projeto sinfônico que vem com três músicas inéditas: “Enigma”, “Burn Me Down” e “Oblivion”. Conceitualmente, o trabalho é similar ao álbum Intermission (2001), disco com covers, faixas ao vivo e músicas bônus lançado entre Infinite (2000) e as duas partes de Elements (2003). Ao todo, o álbum vem com 16 faixas, sendo nove delas composições bastante raras e que acabaram ficando meio que escondidas na extensa discografia do grupo.

O Stratovarius também divulgou o vídeo de “Oblivion”, que você pode assistir abaixo.

Este é o tracklist de Enigma: Intermission 2:

1. Enigma (brand new studio song; recorded 2018) 
2. Hunter† 
3. Hallowed†† 
4. Burn Me Down (brand new studio song; recorded 2018) 
5. Last Shore†† 
6. Kill It With Fire* 
7. Oblivion (brand new studio song; recorded 2018) 
8. Second Sight* 
9. Fireborn† 
10. Giants* 
11. Castaway* 
12. Old Man and the Sea††

Brand new orchestral versions (all recorded 2018)
13. Fantasy 
14. Shine in the Dark 
15. Unbreakable 
16. Winter Skies

* previously unreleased in Europe 
† rare bonus track 
†† rare bonus track; first time on CD

Discoteca Básica Bizz #108: Blue Cheer - Vincebus Eruptum (1968)

sexta-feira, agosto 10, 2018

Nem Led Zeppelin, nem Black Sabbath, muito menos Deep Purple. Além de terem surgido depois do Blue Cheer, estes grupos pegavam leve se comparados ao trio californiano peso pesado, que foi o verdadeiro inventor do heavy metal. Foi a banda que projetou os arquétipos da corrente hard/heavy do rock, através de vocais ultra agressivos, amplificação saturada, microfonias e distorções elevadas, sem falar no visual desgrenhado.

Formado por volta de 1966 em plena San Francisco psicodélica, o Blue Cheer (nome de um tipo poderosíssimo de LSD) contava com o baixista/vocalista Dickie Peterson (egresso de uma banda obscura chamada Oxford Circle), o guitarrista Leigh Stevens e o baterista Paul Whaley. Eram gerenciados por um tal de Gut, que foi um dos fundadores dos Hell's Angels - e não por acaso, o trio se tornou a banda predileta da violenta gangue de motoqueiros.

Eles já entraram arrebentando na alucinada cena musical vigente em 1968 com o álbum de estreia, Vincebus Eruptum. O petardo era aberto com uma das marcas registradas do grupo: a versão absolutamente detonante de "Summertime Blues", hit do rocker Eddie Cochran. Só que eles transformaram o rockabilly original no som mais pesado e ensandecido feito até então. O disco seguia com "Rock Me Baby", de B.B. King, em uma cover que levava às últimas consequências a eletrificação do blues urbano.


As três canções do grupo presentes no disco - todas compostas por Peterson - também não deixavam por menos. "Doctor Please" sugeria que o cantor necessitava de ajuda médica para suportar as divagações lisérgicas, tamanha a demência sonora de seus quase nove minutos. "Out of Focus" mostrava o lado mais pop da banda com um riff pegajoso permeando a música toda, enquanto a brutalidade musical retornava em "Second Time Around", com andamentos disformes, paradas bruscas e solos extensos - bem antes que isso se tornasse lugar comum e puro exibicionismo através das décadas seguintes.

Após muito ácido lisérgico e incontáveis garrafas diárias de destilados, Stevens afinal foi substituído pelo guitarrista do Other Half, Randy Holden. Posteriormente, Peterson mudou toda a formação e incluiu teclados ao som do grupo.

Assim, de forma paradoxal, enquanto os tempos iam se tornando mais metálicos, a sonoridade do Blue Cheer ficava cada vez mais amena e rebuscada, até se esgotar em 1970. Houve algumas tentativas de revival, sem maiores resultados, mas o grupo deixou sua marca sonora nua e crua no rock and roll. Distante do virtuosismo de um Jimi Hendrix ou de um Cream, o trio era odiado pela crítica por sua incompetência técnica, sendo que eram justamente naqueles três acordes com resoluções inusitadas que residiam seus maiores méritos e o charme da música deles. 

Pioneiros no crossover punk metal, Peterson e companhia desbravaram os caminhos para formações como The Stooges e MC5 e foram tudo aquilo que a turma de Seattle, neo-hippies e afins tentaram ser, mas nunca conseguiram.  

Texto escrito por Sérgio Barbo e publicado na Bizz #108, de julho de 1994

ZZ Top celebrará 50 anos com turnê especial e novo álbum

sexta-feira, agosto 10, 2018

Billy Gibbons revelou que o ZZ Top está preparando novidades para comemorar os seus 50 anos de carreira. A ideia é sair em uma turnê especial e também gravar um novo álbum.

Com a palavra, o barbudo: “É uma raridade encontrar algo assim hoje em dia, os mesmos três caras tocando os mesmos três acordes. Você olha e diz: ‘Puxa, são 50 anos!’. Isso é bem selvagem e acho que é motivo de comemoração. Nós certamente vamos celebrar tudo isso. Essa data nos dá uma boa desculpa para voltar e reaprender algumas coisas antigas. Continuamos nos divertindo fazendo o que fazemos, e o que fazemos é tocar aquilo que gostamos de ouvir. A inspiração ainda está lá: o blues. Ouvimos Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Jimmy Reed e B.B. King e decidimos que era isso que queríamos fazer”.

A ideia da banda é sair em uma turnê pelo mundo celebrando o seu cinquentenário, onde o setlist contará com algumas músicas que não são tocadas há bastante tempo. O outro objetivo do trio é entrar em estúdio e gravar o sucessor de La Futura, último e mais recente álbum do ZZ Top e que foi lançado em 2012.

Soulfly revela detalhes de novo disco e mostra nova música

sexta-feira, agosto 10, 2018

Ritual, décimo-primeiro álbum do Soulfly, sairá dia 19/10 pela Nuclear Blast. O disco é o sucessor de Archangel (2015) e foi produzido por Josh Wilbur (Gojira, Lamb of God, Killer Be Killed). O trabalho traz dez faixas e conta com as participações especiais de Randy Blythe, vocalista do Lamb of God, e de Ross Dolan, baixista e vocalista do Immolation.

A linda arte da capa foi criada por Eliran Kantor, enquanto o encarte foi desenvolvido pelo artista brasileiro Marcelo Vasco, que é também guitarrista da banda Patria. Kantor tem criado artes para nomes como Testament, Iced Earth, Evile, Hatebreed, Atheist e outros grupos, e foi o responsável pela igualmente bela capa de Archangel. Para quem quiser conhecer melhor o seu trabalho, vale acessar o seu site http://www.elirankantor.com/

A formação atual do Soulfly conta com Max Cavalera (vocal e guitarra), Marc Rizzo (guitarra), Mike Leon) e Zyon Cavalera (bateria).

A banda divulgou também o primeiro single do disco, “Evil Empowered”, bem como o tracklist do álbum:

1. Ritual 
2. Dead Behind the Eyes (feat. Randy Blythe) 
3. The Summoning 
4. Evil Empowered 
5. Under Rapture (feat. Ross Dolan) 
6. Demonized 
7. Blood on the Street 
8. Bite the Bullet 
9. Feedback! 
10. Soulfly XI

9 de ago de 2018

Os anos dourados do Scorpions

quinta-feira, agosto 09, 2018

Em 27 de março de 1984 o Scorpions lançou o seu nono disco, Love At First Sting, consolidando o processo que transformou a banda em dos maiores nomes do hard rock dos anos 1980. Toda essa história começou cinco anos antes, com uma sequência de álbuns que conduziu o grupo em um constante crescimento de popularidade que atingiu o seu auge em meados da década.

A mudança do Scorpions teve início com a saída do guitarrista Uli Jon Roth em 1978. Após gravar discos excelentes como In Trance (1975), Virgin Killer (1976), Taken by Force (1977) e o ao vivo Tokyo Tapes (1978), Roth se desligou da banda no primeiro semestre de 1978, descontente com o direcionamento mais comercial que Klaus Meine e Rudolf Schenker pretendiam dar à música do quinteto. Após promover uma audição em que mais de 140 guitarristas tentaram o posto, o alemão Mathias Jabs foi escolhido como novo integrante do grupo.


A banda então entrou em estúdio e lançou no início de 1979 o seu sexto disco, Lovedrive. O álbum marcou a estreia de Jabs e trouxe também Michael Schenker, que havia sido expulso do UFO. Irmão mais jovem de Rudolf, Michael gravou os solos das músicas “Another Piece of Meat”, “Coast to Coast”, “Holiday”, “Loving You Sunday Morning” e “Lovedrive" e chegou a fazer alguns shows com o grupo, mas logo saiu de forma meio conturbada e montou o Michael Schenker Group, que lançaria o seu disco de estreia um ano depois. 

Lovedrive é considerado por uma parcela considerável da crítica como o melhor álbum do Scorpions e apresentou, de maneira clara, a mudança de sonoridade pretendida por Klaus e Rudolf. O disco conta com músicas excelentes e trouxe a banda experimentando até mesmo um reggae, como podemos ouvir em “Is There Anybody There?”. Lovedrive vendeu bem e chegou ao 36º lugar na Inglaterra e ao 55º posto no Billboard 200.

Com a banda estabilizada, o Scorpions teve aquela que é considerada a formação clássica pela maioria dos fãs: Klaus Meine, Rudolf Schenker, Mathias Jabs, Francis Buchholz e Herman Rarebell. Foi esse time - com a ajuda do produtor Dieter Dierks - que levou a banda a viver o seu melhor momento criativo - ainda que muitos prefiram os discos dos anos 1970, que também são muito bons - e o seu ápice de popularidade, consolidando-se como um dos grandes nomes do hard & heavy dos anos 1980.


Após Lovedrive, o grupo lançou Animal Magnetism em 31 de março de 1980. O disco emplacou os hits “Make It Real” e “The Zoo” e alcançou uma performance ainda melhor que Lovedrive, ficando no 23º lugar na Inglaterra e em 52º na Billboard, alcançando vendas superiores a 1 milhão de cópias somente nos Estados Unidos.

O pulo foi ainda maior no álbum seguinte. Blackout chegou às lojas em 10 de abril de 1982 e mostrou que o crescimento era pra valer. O disco alcançou o primeiro lugar na França e foi bem em todo o mundo, chegando ao 11º posto na Inglaterra e ao top 10 do Billboard 200. Só no mercado norte-americano foram mais de 1 milhão de cópias comercializadas. Além disso, o single “No One Like You” alcançou o primeiro posto nos Estados Unidos. Um álbum obrigatório em qualquer coleção que se preze.


Mas a virada definitiva na carreira do Scorpions aconteceu com Love At First Sting. O nono trabalho dos alemães foi lançado em 27 de março de 1984 e é, para muitos fãs, o melhor do grupo. O setlist é impressionante e repleto de canções marcantes como “Bad Boys Running Wild”, “Rock You Like a Hurricane”, “Big City Nights” e “Still Loving You”. A consolidação da nova abordagem musical conquistou o público norte-americano, e Love At First Sting ficou em sexto no Billboard 200. Em contraste, na Inglaterra o álbum alcançou apenas a 17ª posição. A estimativa é que mais de 3 milhões de cópias foram comercializadas apenas nos Estados Unidos.

Foi durante a turnê de Love At First Sting que os alemães vieram pela primeira vez ao Brasil. A banda tocou no Rock in Rio, em 1985, apresentando-se duas vezes. No show do dia 15 de janeiro, Klaus Meine levou ao palco uma gigantesca bandeira do Brasil. Já no concerto do dia 19/01, Mathias Jabs tocou com uma guitarra que trazia pequenas bandeiras brasileiras em seu corpo. O grupo filmou ambos os shows, e cenas dessas apresentações foram utilizadas no clipe de “Still Loving You”.


O fechamento dessa fase incrível que o Scorpions viveu durante os anos 1980 se deu com o duplo World Wide Live, lançado em 20 de junho de 1985 e registro oficial da Love At First Sting World Tour. Segundo álbum ao vivo da banda, o disco traz 19 músicas gravadas em cinco shows diferentes: 24 e 25 de abril de 1984 no The Forum, em Los Angeles; 26 de abril de 1984 na Sports Arena, em San Diego; 28 de abril de 1984 no Pacific Amphitheatre, em Costa Mesa; e em 17 de novembro de 1984 no Sporthalle, em Colônia, na Alemanha. O título foi lançado também em VHS, com o tracklist encurtado para apenas 11 faixas.

Depois de tudo isso, o Scorpions só retornaria em 1988 com Savage Amusement, e alcançaria outro pico de popularidade com o disco seguinte, Crazy World (1990), que trouxe as baladas “Wind of Change” e “Send Me an Angel”. Pessoalmente não gosto dos discos lançados após 1984, pois acho que a banda ficou contaminada definitivamente pelo sucesso mundial de “Wind of Change” e ficou tentando replicar esse êxito continuamente, sem alcançar bons resultados. Tudo ficou meloso demais para o meu gosto.

A sequência entre Lovedrive e Love At First Sting é o melhor momento do Scorpions. Quatro álbuns incríveis que colocaram a banda definitivamente no Olimpo do rock. Se você quer conhecer todo o poder do quinteto alemão, esse período é a prova definitiva da força do Scorpions.

Paul Di’Anno está internado e a situação não é boa

quinta-feira, agosto 09, 2018

A página de Paul Di’Anno no Facebook postou a informação que o músico está internado e que a situação não é boa. A publicação diz: “Fui colocado no hospital até sexta-feira, pois há uma prioridade de vida ou morte. Posso perder a perna direita?”.

Como a publicação não dá maiores informações, não dá pra saber ao certo o que está acontecendo com o ex-vocalista do Iron Maiden. Pode ser uma infecção na perna direita, já que o músico enfrenta problemas sérios nos joelhos há alguns anos e vem fazendo shows sentado em uma cadeira de rodas devido a esse motivo. Como o texto fala em “prioridade de vida ou morte”, a questão da infecção causada por algum problema mais sério não pode ser descartada.

Paul Di’Anno completou 60 anos no último dia 15 de maio. O vocalista integrou o Iron Maiden entre 1978 e 1981 e gravou os dois primeiros discos da banda, Iron Maiden (1980) e Killers (1981), além do ao vivo Maiden Japan (1981) e do EP The Soundhouse Tapes (1979). Ele foi expulso do grupo devido a seus problemas com drogas, que estavam prejudicando a sua performance, e foi substituído por Bruce Dickinson. A partir de então montou algumas bandas e lançou discos solo, além de se dedicar a falar mal do Iron Maiden em praticamente toda entrevista que deu, apesar de incluir canções da banda nos setlists de seus shows e viver do saudosismo dos fãs do próprio Maiden.

8 de ago de 2018

Na capa de um disco dos Beatles por acaso

quarta-feira, agosto 08, 2018

A sessão de fotos da clássica capa de Abbey Road, último disco gravado pelos Beatles, completou 49 anos neste dia 8 de agosto. As imagens foram clicadas em Londres no dia 8 de agosto de 1969, na rua em frente aos estúdios da EMI, pelo fotógrafo Iain Macmillan. A sessão começou às 11h35 da manhã e durou apenas dez minutos para não atrapalhar o trânsito do local, período em que Macmillan clicou seis fotografias dos Beatles atravessando a rua. As imagens foram analisadas pela banda e a palavra final ficou com Paul McCartney, que escolheu a foto que estampou o disco e entrou para o imaginário da cultura popular.

Mas existe uma outra história que aconteceu naquele dia 8 de agosto e pouca gente conhece. Você nunca ouviu falar de Paul Cole, mas mesmo assim sabe exatamente de quem eu estou falando. Como assim, ficou louco, Cadão? Não, não fiquei, e explico: Paul Cole é o nome do homem que aparece na capa de Abbey Road, lançado pelos Beatles em 26 de setembro de 1969, conversando com um policial à direita, no espaço entre John Lennon e Ringo Starr.


A história de Cole é pra lá de curiosa, e ele mesmo contou inúmeras vezes: “Estava em férias com minha esposa em Londres e, como já havia visitado museus demais, resolvi dar uma caminhada pelas ruas. Aí vi uma viatura da polícia parada, fui até ela e comecei a conversar com o policial. Já estávamos batendo um papo há mais de uma hora quando percebi aqueles quatro caras atravessando a rua como uma fila de patos. Eu achei que se tratava de um bando de arruaceiros, pois todos tinham cabelo comprido e um dele estava descalço – e você sabe, não se anda descalço em Londres”.

Na hora Cole não atinou que os quatro cabeludos suspeitos eram os Beatles. Ele só foi se tocar disso mais de um ano depois, quando encontrou a capa do álbum em cima do toca-discos da família.


A foto da capa de Abbey Road é uma das mais famosas da história do rock. Todo ano, milhares de pessoas vão até Abbey Road e repetem a antológica cena, que se transformou em uma das imagens mais conhecidas, homenageadas e emblemáticas da cultura pop. 

Além disso, a capa possui supostas pistas sobre a suposta morte de Paul McCartney, boato que surgiu a partir de um acidente de moto sofrido por Paul no dia 9 de novembro de 1966. Como sequela, o cantor ficou com uma cicatriz no lábio, ponto de partida para a difusão de uma série de “pistas” que davam conta de que, na verdade, Paul havia morrido no acidente e tinha sido substituído por um sósia chamado Billy Shears (mencionado na letra de “With a Little Help From My Friends”, faixa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, de 1967). Como resultado das inúmeras cirurgias plásticas que o tal Billy havia sido submetido para ficar parecido com o “verdadeiro” Paul, a cicatriz no lábio havia surgido. Os Beatles começaram a alimentar o boato, colocando de propósito pistas nas capas de seus discos. Em Abbey Road, isso se manifesta nos trajes do quarteto – John Lennon de branco representando a religião, afinal os Beatles “eram mais famosos que Jesus Cristo”; Ringo Starr de preto como um padre; Paul descalço e com o passo trocado – os mortos eram enterrados descalços na Inglaterra; e George Harrison como o coveiro. Para colocar ainda mais lenha na fogueira, Paul, que todos sabiam ser canhoto, segura o cigarro com a mão direita, está de olhos fechados e o Fusca que está do lado esquerdo da capa tem a placa IF28 (“se 28”, em português), em uma alusão à idade que Paul teria na época caso estivesse vivo.

O simpático Paul Cole faleceu dia 13 de fevereiro de 2008, aos 96 anos de idade, na cidade americana de Pensacola, na Flórida. Sua história é um triunfo do acaso, que transformou um completo desconhecido em um dos inúmeros personagens que fazem parte da mitologia de uma das maiores bandas da história da música.

Van que levou o Aerosmith em sua primeira tour é encontrada pelo programa Caçadores de Relíquias

quarta-feira, agosto 08, 2018

O programa Caçadores de Relíquias (American Pickers, no original) é uma das atrações mais populares e tradicionais do History Channel e frequentemente traz assuntos relacionados à música, como a descoberta de instrumentos, discos e itens raros.

Em um episódio chamado Roll Like a Rock Star e transmitido nos Estados Unidos no dia 30 de julho, os apresentadores Mike Wolfe e Frank Fritz encontraram mais uma peça importante da história do rock: a van que levou o Aerosmith em sua primeira turnê pelos Estados Unidos. O veículo foi descoberto em uma floresta próxima a Chesterfield, no Massachusetts. A dica veio do atual proprietário da área, que adquiriu o terreno e descobriu que o antigo dono tinha uma relação com a banda, embora não se saiba qual seria o grau dessa conexão. 

Para checar a autenticidade do veículo Wolfe entrou em contato com Dan Auerbach, vocalista e guitarrista do The Black Keys, que é seu amigo pessoal. Dan repassou as imagens para Joe Perry, que então falou com Ray Tabano, guitarrista que foi substituído por Brad Whitford em 1971 e permaneceu ligado ao grupo durante os anos seguintes. Tabano reside próximo a Chesterfield e foi até o local ver a van de perto, confirmando que se tratava do veículo utilizado pelo Aerosmith.



Ray falou sobre o achado: “Trouxe uma foto da época onde estou sentado nessa van. Tenho medo de dizer de quanto tempo ela é, mas faz 40 anos que estivemos nesta situação. Ela era o nosso hotel circulante e circulávamos de Boston até New Hampshire gastando 125 dólares. Depois de descontarmos a gasolina, o pedágio, a comida e a volta pra casa, ganhávamos 3 dólares cada um. Isso me lembrou do começo humilde que tivemos e de onde a banda está agora. É algo simplesmente incrível!”.

Mike Wolfe e Frank Fritz pagaram 25 mil dólares pela van e a levaram para a sua loja, que fica na história cidade de LeClaire, no Iowa, próximo ao Rio Mississippi. 

AC/DC pode estar gravando novo álbum com Brian Johnson e Phil Rudd

quarta-feira, agosto 08, 2018

Segundo o jornalista canadense Steve Newton, o AC/DC está gravando um novo disco em um estúdio de Vancouver. Esta notícia foi publicada em praticamente todos os sites sobre música do planeta, mostrando o tamanho da banda australiana e tudo que a cerca. Porém, parece que a história vai muito além de um álbum com os vocais de Axl Rose, substituto de Brian Johnson na última turnê do grupo.

Ninguém mais ninguém menos do que o próprio Brian, além do baterista Phil Rudd, foram vistos e fotografados no estúdio onde a banda está. A imagem foi clicada por Crystal Lambert, que mora em frente ao estúdio e está de olho em toda a movimentação. Na imagem é possível ver Brian e Phil em um clima totalmente descontraído em meio a risadas, mostrando que o clima nas sessões parece ser bem agradável. 

Brian Johnson foi afastado da banda em 2016 devido a problemas em sua audição, sendo substituído por Axl Rose. Já Phil Rudd deixou o quinteto em 2015 e desde então se envolveu em diversos problemas relacionados às drogas, chegando até a ser preso algumas vezes.



Ao que parece, a banda está realmente trabalhando em um novo disco e que deve contar com Angus Young ao lado de Brian Johnson, Phil Rudd e Stevie Young, sobrinho de Angus e que substitui Malcolm desde 2014. Chris Slade, que era o titular da bateria desde 2015, não foi visto no estúdio. Já o baixista Cliff Williams se aposentou após a turnê de 2016 e ainda não há informações sobre quem assumirá o seu lugar, ou se o próprio Williams voltará à banda.

O álbum mais recente do AC/DC foi Rock or Bust, lançado em 2014, e que também foi o primeiro disco do grupo a não contar com a guitarra de Malcolm Young, afastado por motivos de saúde. Malcolm faleceu em 18 de novembro de 2017, aos 64 anos.

7 de ago de 2018

Alter Bridge, Paradise Lost, Lucifer e muito mais: Hellion Records anuncia nova chuva de lançamentos

terça-feira, agosto 07, 2018

A Hellion Records anunciou uma nova enxurrada de lançamentos, trazendo para o público brasileiro diversos álbuns das mais variadas vertentes da música pesada. Todos os títulos estão sendo lançados no Brasil em CD.

Vamos falar sobre cada um deles então. The Last Hero, trabalho mais recente do Alter Bridge, saiu lá fora em outubro de 2016 e chega agora ao Brasil em uma edição que traz uma faixa bônus, "Last of Our Kind". O disco foi bem recebido pela crítica e pelo público, chegando ao terceiro lugar na Inglaterra e ao oitavo posto nos Estados Unidos. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231749

Outra boa novidade é o segundo álbum da banda sueca Lucifer, batizado apenas como II. O trio conta com Nicke Andersson (The Hellacopters, Emtombed) na bateria e vem sendo apontado como uma das novas forças do occult rock. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231756

Para os fãs do Whitesnake e de uma sonoridade mais setentista, a dica é o segundo trabalho do Vandenberg´s Moonkings, nova banda de Adrian Vandenberg, guitarrista com longa passagem pelo grupo de David Coverdale. O disco, batizado como MK II, conta com os vocais de Jan Hoving, que lembram bastante a voz de Coverdale. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231748

Já quem gosta de som mais pesado vai curtir o álbum mais recente do Satyricon, uma das lendas do black metal norueguês. Deep Calleth Upon Deep saiu em 2017 e agora chega ao Brasil. O trabalho encerrou um silêncio de cinco anos da banda e é o sucessor de Satyricon, que chegou às lojas em 2013. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231750

Seguindo na seara mais pesada temos Hegemony, último disco da banda suíça Samael. O álbum saiu em 2017 e é o primeiro do grupo desde Lux Mundi (2011). Como curiosidade, vale mencionar que o disco traz uma versão para "Helter Skelter", dos Beatles, e vem com uma faixa extra, "Storm of Fire". Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231759

Indo para os anos 1980, a novidade é o mais recente álbum da banda norte-americana Thrust, Harvest of Souls. O grupo foi revelado através da compilação Metal Massacre IV, lançada pela gravadora Metal Blade em 1983. Após idas e vindas, a banda estabilizou a formação e lançou Harvest of Souls este ano. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231760

Quem gosta de metal sinfônico com vocal feminino vai curtir The Deep & The Dark, novo disco da banda austríaca Visions of Atlantis. Surgida no início dos anos 2000, a banda vem crescendo cada vez mais e já chama a atenção dos fãs do estilo. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231763

Ainda no metal sinfônico temos o For All We Know, banda do guitarrista do Within Temptation, Ruud Jolie. Take Me Home conta com a participação de Anekke van Giersbergen (The Gathering, Ayreon, The Gentle Storm) e traz Jolie explorando o lado mais prog metal de sua musicalidade. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231755

Vamos agora para títulos clássicos que voltam ao mercado brasileiro (alguns) ou ganham suas primeiras edições em CD (a maioria). Começando com Gothic, segundo álbum da icônica banda inglesa Paradise Lost. A nova edição vem com CD e DVD trazendo o vídeo The Lost Tapes Live. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=631751

Para os fãs da New Wave of British Heavy Metal a barbada é The Plague, terceiro disco da banda britânica Demon. Lançado em 1983, o álbum chega via Hellion com nada mais nada menos que seis faixas bônus e com o áudio totalmente remasterizado. Imperdível! Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231752

Nos caminhos do crossover temos dois discos bem legais. O primeiro é Forward Into Battle, segundo trabalho do English Dogs. O álbum saiu em 1985 e você pode comprar a edição brasileira clicando aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231753. Já A Fridge Too Far é o quinto disco do icônico G.B.H., um dos pioneiros do hardcore e do crossover, e pode ser comprado aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231754

Agora, duas raridades da banda finlandesa Riff Raff. Robot Stud saiu em 1982 e é o segundo álbum do grupo. A versão lançada pela Hellion vem com duas faixas bônus. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231758. Give the Dead Man Some Water, terceiro trabalho dos caras, foi lançado em 1983 e vem também com dois bônus. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231757. O som é um metal tradicional com a cara dos anos 1980.

E para fechar, dois petiscos para os apreciadores de doom. Tratam-se de dois trabalhos da banda norte-americana Trouble, cuja discografia a Hellion vem trazendo gradativamente para o Brasil. O quarto álbum do grupo, batizado apenas como Trouble, saiu em 1990 e você pode comprar a nova edição aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231762. Já Plastic Green Head é o sexto trabalho do quarteto e foi lançado em 1995. Para comprar, clique aqui http://www.hellion.com.br/site2/produtopag.asp?cod=231761












 





Panini relança Kick-Ass e Leões de Bagdá em edições de luxo

terça-feira, agosto 07, 2018

A Panini anunciou o relançamento de dois ótimos títulos que estavam fora de catálogo há um certo tempo. O primeiro é Kick-Ass - Quebrando Tudo, HQ escrita por Mike Millar e ilustrada por John Romita Jr. que conta a história de um garoto fã de super-heróis que decide literalmente se transformar em um paladino contra o crime. Violenta e inovadora, a obra foi adaptada para o cinema em 2010 em um filme dirigido por Matthew Vaughn. Millar retomou recentemente o universo de Kick-Ass e está publicando novas histórias no mercado norte-americano. Este relançamento, provavelmente, é uma estratégia da Panini para preparar o terreno para o lançamento das histórias atuais por aqui. 

Kick-Ass - Quebrando Tudo foi publicado no Brasil pela primeira vez em junho de 2010, teve algumas reimpressões mas estava fora da circulação já há algum tempo. A série teve duas continuações, Kick-Ass 2 e Kick-Ass 3, que saíram por aqui em setembro de 2013 e maio de 2015, respectivamente. A nova edição da Panini mantém o mesmo formato anterior e vem em capa dura, com 212 páginas reunindo as edições 1 a 8 da série.


O outro relançamento é Os Leões de Bagdá, um dos melhores títulos lançados pela Vertigo nos anos 2000, mas, paradoxalmente, um dos menos falados pelo público de quadrinhos. O roteiro escrito por Brian K. Vaughan, autor de Saga e Y: O Último Homem, conta a história de um banco de leões que foge do zoológico de Bagdá durante os bombardeios que tiraram Saddam Hussein do poder. Inspirado em uma história real, o quadrinho é uma grande metáfora sobre a Guerra do Iraque.

Os Leões de Bagdá foi publicado nos Estados Unidos em setembro de 2013 com o título de Pride of Baghdad e saiu no Brasil em 2008 em duas edições: capa dura e capa cartão. A reedição da Panini será apenas no formato mais luxuoso e vem com 168 páginas em capa dura no formato 18,5 x 27,5 cm, incluindo novos textos dos autores e artes inéditas.

A primeira prova da monstruosidade do Gov't Mule em cima dos palcos

terça-feira, agosto 07, 2018

Warren Haynes e Allen Woody entraram na Allman Brothers Band em 1989 e foram dois dos principais responsáveis pelo rejuvenescimento do som do lendário grupo, gerando álbuns muito bons como Seven Turns, de 1990.

Paralelamente ao trabalho com os Allmans, Haynes e Woody começaram a tocar com o baterista Matt Abts, levando a cabo o projeto de uma banda que trouxesse de volta o espírito dos antigos power trios que foram fundamentais para o rock, como o Cream e o Jimi Hendrix Experience. Assim nasceu o Gov´t Mule, e a receptividade do público foi tamanha que em 1997 Warren e Allen decidiram sair da Allman Brothers Band e focar o trabalho apenas em seu próprio grupo.

Live at Roseland Ballroom é o primeiro álbum ao vivo do trio e foi lançado após a sua auto-intitulada estreia, de 1995. O álbum foi gravado na virada de 1995 para 1996, nos tradicionais shows que o trio sempre realizou nessas datas. O que chama a atenção, logo de cara, é o som do baixo de Woody, na cara e praticamente por cima dos outros instrumentos. O que aconteceu foi que o canal que captaria o som de Allen não funcionou corretamente e a banda teve que pegar o som do baixo a partir dos microfones que captavam os outros instrumentos. Ou seja, por aí dá pra ter uma ideia do volume absurdo com que Allen Woody tocava.


O disco abre com uma versão fenomenal de "Trane", composição dedicada ao lendário saxofonista John Coltrane, com mais de dezesseis minutos de duração. É de cair o queixo, com o som iniciando em uma espécie de jam jazzy e evoluindo para um hard rock, repleto de influências de gêneros como o jazz e o blues. S-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l!

Na sequência o Gov´t Mule mostra a sua competência absurda no palco com a clássica "Temporary Saint" e a sonzeira de "Painted Silver Light". "Don't Step on the Grass, Sam", cover do Steppenwolf gravado pelo Mule para a compilação Hempilation - Freedom is Norml, lançada em 1995, vem a seguir, e é mais um exemplo do poder que Haynes e sua gangue sempre tiveram de revitalizar e fazer composições alheias soarem como se fossem suas. O álbum fecha com "Kind of Bird" e "Mule", música estupenda que dá nome ao trio e aqui está em uma de suas melhores versões.


Live at Roseland Ballroom é um disco fundamental porque capturou uma das melhores bandas dos anos 1990/2000 ainda dando em seus primeiros passos. Para os colecionadores, um aviso: em 2007 a gravadora norte-americana Evil Teen lançou uma versão do álbum com uma bônus track especialíssima: "Voodoo Chile", de um certo Jimi Hendrix.

Com ou sem faixa bônus, um disco espetacular.

Álbum póstumo de Warrel Dane será lançado em outubro

terça-feira, agosto 07, 2018

Shadow Work, álbum póstumo do vocalista Warrel Dane, será lançado pela Century Media no dia 26 de outubro. O disco traz canções que o vocalista do Sanctuary e do Nevermore estava trabalhando antes de falecer, em 13 de dezembro de 2017, em São Paulo.

O CD conta com os músicos brasileiros Johnny Moraes (guitarra), Thiago Oliveira (guitarra), Fabio Carito (baixo) e Marcus Dotta (bateria) ao lado de Dane e é o sucessor de Praises to the War Machine, primeiro trabalho solo de Warrel, lançado em 2008. A maior parte do trabalho foi gravada no Orra Meu Studio, na capital paulista.

Shadow Work sairá em CD mediabook com um encarte de 44 páginas, LP com capa dupla e CD, além dos formatos digitais. Cada uma das oito canções do disco conta com uma ilustração do artista Travis Smith, que criou várias capas do Nevermore, como um tributo ao legado de Warrel Dane.

O primeiro single será lançado dia 31/08 e o tracklist pode ser conferido abaixo:

1. Ethereal Blessing 
2. Madame Satan 
3. Disconnection System 
4. As Fast As the Others 
5. Shadow Work 
6. The Hanging Garden (The Cure cover) 
7. Rain 
8. Mother is the Word For God

Discoteca Básica Bizz #107: Hank Williams - 40 Greatest Hits (1978)

terça-feira, agosto 07, 2018

Como Elvis Presley, Hank Williams é uma figura suprema da cultura norte-americana. Através dele, o country chegou à era moderna. Hank foi um dos pioneiros do rock, tanto na sonoridade como no comportamento.

Até ele chegar, a música caipira americana era restrita ao consumo da população pobre do sul dos Estados Unidos. Ao descrever as tristezas e as desgraças do homem comum, Williams capturou a imaginação do país inteiro em suas canções. Além disso, ele foi criado no meio do blues e a mistura da música negra com o som folclórico dos brancos resultou em algo totalmente novo.

Hiram "Hank" Williams nasceu em 17 de setembro de 1923, na cidade de Monte Olive, Alabama. Atravessou uma infância miserável e descobriu que a única maneira de não passar fome era tocar o seu violão em lugares que rendessem algum dinheiro. Depois de ganhar boa experiência no sul do país, ele seguiu para Nashville, a capital da música country. Foi lá que, em 1947, assinou com a gravadora MGM e conseguiu lançar seu primeiro compacto, "Move It On Over".

Esta canção foi um marco. Basta dizer que "Rock Around the Clock", lançada sete anos depois por Bill Haley & His Comets e considerada por muitos o ponto de partida do rock and roll, era decalcada nesse primeiro sucesso de Hank. Em "Move It On Over" já dava para sentir tudo o que viria a ser o chamado rockabilly: honky tonky caipira e o violão ágil, cobrindo todos os espaços.

A partir daí Hank não parou mais de estourar com músicas como "Lovesick Blues", "Jambalaya (On the Bayou)", "Cold, Cold Heart", "I'm So Lonesome", "I Could Cry", "Your Cheatin'", "Heart" e outras.


Mas o sucesso não acalmou Hank, um cara difícil, quase intratável e dado a crises de temperamento. Pior: alcoólatra irrecuperável e viciado em speed (anfetamina), arrumava brigas, faltava aos shows e conseguiu ser banido do Grand Ole Opry, o programa de rádio de maior prestígio em Nashville.

Finalmente, na véspera do ano novo de 1953, Hank Williams foi encontrado morto no banco traseiro de seu Cadillac pouco antes de ir fazer um show em Ohio. A causa oficial apresentada foi um ataque cardíaco. No funeral, 25 mil pessoas choraram em frente ao seu caixão. Ironicamente, a música dele que estava nas paradas da época se chamava "I'll Never Get Out of This World Alive" ("Eu Nunca Deixarei Este Mundo Vivo").

O cowboy errante tornou-se um dos primeiros a falar sobre a poeira na estrada interminável e da derrota como uma lição a ser aprendida. O seu estilo "viva rápido e morra jovem" virou norma no rock and roll. E as canções dele foram determinantes nas carreiras de artistas tão diversos como Jerry Lee Lewis, Ray Charles, Tony Bennett, Linda Ronstadt e muito mais gente que vasculhou o catálogo do cara em busca de hits ou de inspiração. Sem contar que seu filho (Hank Williams, Jr.), continuou o trabalho do velho e também se tornou superastro do country.

Texto escrito por Paulo Cavalcanti e publicado na Bizz #107, de junho de 1994

6 de ago de 2018

Hellion relança no Brasil o primeiro álbum do W.A.S.P.

segunda-feira, agosto 06, 2018

O autointitulado primeiro disco do W.A.S.P. foi relançado no Brasil pela Hellion Records. A nova edição vem com o áudio remasterizado e incluiu três músicas bônus: “Animal (Fuck Like a Beast)”, “Show No Mercy” e “Paint It Black”, esta última um cover para o clássico dos Rolling Stones.

W.A.S.P., o álbum, foi lançado em 17 de agosto de 1984 e traz a controversa “Animal (Fuck Like a Beast)”, música que fazia parte do tracklist original mas foi retirada do disco por pedido da PMRC - Parents Music Resource Center, grupo norte-americano que pediu a censura e proibição de diversas canções e artistas durante os anos 1980 por considerá-las de mau gosto ou ofensivas para a população. O primeiro sucesso do W.A.S.P., “I Wanna Be Somebody”, puxou as vendas do álbum, que alcançou a 74ª posição no Billboard 200.

O disco foi produzido por Blackie Lawless e Mike Varney, enquanto a banda era formada na época por Lawless (vocal e baixo), Chris Holmes (guitarra), Randy Piper (guitarra) e Tony Richards (bateria).


A estreia do W.A.S.P. é um dos álbuns mais cultuados do metal dos anos 1980 e a nova edição pode ser comprada neste link.

Tracklist completo abaixo:

1. Animal (Fuck Like a Beast) [reissue bonus]
2. I Wanna Be Somebody
3. L.O.V.E. Machine
4. Flame
5. B.A.D.
6. School Daze
7. Hellion
8. Sleeping (In the Fire)
9. On Your Knees
10. Tormentor
11. Torture Never Stops
12. Show No Mercy [reissue bonus]
13. Paint It Black [reissue bonus]

Clássico da Legião Urbana, “Eduardo e Mônica” vai virar filme

segunda-feira, agosto 06, 2018

“Eduardo e Mônica”, uma das músicas mais famosas da Legião Urbana, vai virar filme. O diretor René Sampaio, que adaptou “Faroeste Caboclo” para o cinema, é o responsável pela versão cinematográfica.

Alice Braga e Gabriel Leone interpretarão os papéis principais, na história que conta a relação entre um jovem e uma garota mais velha e em como eles aprenderam um com o outro e construíram uma nova história.

Eduardo e Mônica, o filme, já está em produção e tem estreia prevista para o segundo semestre de 2019. A música foi composta em 1982 mas foi lançada apenas no segundo disco da banda, Dois (1986), e é fruto da fase de trovador solitário de Renato Russo, quando ele se apresentava por Brasília acompanhado apenas por um violão.

Este será o terceiro filme a explorar o universo da Legião Urbana. Além de Faroeste Caboclo, que chegou aos cinemas em 2013, tivemos também a vida de Renato Russo contada em Somos Tão Jovens, também de 2013, dirigido por Antonio Carlos da Fontoura e com Thiago Mendonça no papel do falecido vocalista do grupo.

Novo álbum do High on Fire é uma homenagem a Lemmy

segunda-feira, agosto 06, 2018

O novo álbum do High on Fire será lançado dia 5 de outubro pela eOne e tem o título de Electric Messiah. O disco foi produzido por Kurt Ballou (Torche, Kvelertak, Converge) e é o sucessor de Luminiferous (2015).

Matt Pike, vocalista e guitarrista do trio, falou sobre a escolha do título: "Eu tive um sonho sobre Lemmy. Quando ele estava vivo, as pessoas sempre me comparavam com ele, então eu tive esse sonho onde ele estava puto comigo. A música desse novo disco é uma declaração pessoal minha dizendo que nunca vou encher os sapatos do Lemmy, porque o Lemmy é o Lemmy, porra! Eu queria homenageá-lo de uma forma incrível, e isso acabou se tornando um título tão bom que os caras da banda disseram que deveríamos chamar o disco de Electric Messiah”.

Abaixo está o tracklist do trabalho:

1. Spewn From the Earth 
2. Steps of the Ziggurat / House of Enlil 
3. Electric Messiah 
4. Sanctioned Annihilation 
5. The Pallid Mask 
6. God of the Godless 
7. Freebooter 
8. The Witch and the Christ 
9. Drowning Dog

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