31 de ago de 2018

O que eu li durante o mês de agosto

sexta-feira, agosto 31, 2018

Decidi iniciar uma nova coluna aqui no site, para dividir com vocês as minhas melhores leituras do mês. Os títulos serão predominantemente de quadrinhos, que é o que eu mais consumo, mas eventualmente alguns livros também podem dar as caras. Espero que gostem e que, como eu, nunca percam o prazer por uma boa leitura!

Verões Felizes 2: A Calanque, de Jordi Lafebre e Fernando Paz (SESI_SP Editora)

Assim como Rumo ao Sul, primeiro volume da série franco-belga Verões Felizes e que foi publicado aqui no Brasil em dezembro de 2016, A Calanque (que saiu em outubro de 2017) é uma história sobre o cotidiano. Sem super-heróis, sem alienígenas, sem super poderes. E, por isso mesmo, tão tocante. Tem um ditado que diz que a felicidade está nas pequenas coisas. Verões Felizes: A Calanque é a tradução dessa frase para os quadrinhos. 

Astro City - Volume 8: Estrelas Brilhantes, de Kurt Busiek, Brent Anderson e Alex Ross (Panini Comics)

Tenho a impressão de que pouca gente lê Astro City. Não vejo muitos comentários sobre a saga criada por Kurt Busiek na mídia de quadrinhos brasileira, o que é uma pena. Este volume é um dos melhores já publicados no Brasil, e é literalmente de cair o queixo. Busiek explora o conceito de super-heróis vivendo no mundo real, ideia que, apesar de já ter rendido clássicos como Marvels (também escrita por Kurt, diga-se de passagem), em Astro City é aprofundada e apresenta os mais variados desdobramentos possíveis. O ponto é que o texto de Kurt vem sempre carregado com uma sensibilidade absurda e doses enormes de humanidade, o que torna a leitura de cada volume uma experiência que nos faz pensar sobre as nossas próprias vidas. Enfim, azar de quem não lê …


Escalpo - Livro Um, de Jason Aaron e R.M. Guéra (Panini Comics)

Uma história absolutamente empolgante, cheia de reviravoltas e com um ritmo contagiante. Este volume reúne as primeiras 11 edições de Escalpo e é uma das melhores leituras que fiz este ano. O enredo acompanha a trajetória de Dashiell Cavalo Ruim, um índio que há anos saiu da reserva Rosa da Pradaria, onde nasceu, e agora retorna como um agente infiltrado do FBI para investigar as operações do chefão local, o cacique Lincoln Corvo Vermelho. A história, escrita pelo celebrado roteirista Jason Aaron e com arte não menos que incrível do ilustrador R.M. Gu'wra, já foi classificada como uma espécie de Família Soprano indígena, e esta definição é bastante apropriada. Doses generosas de violência, traição, investigação e sexo saltam das páginas, em um roteiro que renderia uma ótima série de TV na HBO, por exemplo. 



Liga da Justiça - Origem, de Geoff Johns e Jim Lee (Panini Comics)

Todos os canais sobre quadrinhos acharam bem ruim. Eu li e achei super divertido, dei boas risadas e gostei bastante. Então, é o seguinte: esse Origem é o recomeço da Liga da Justiça na iniciativa Os Novos 52, que reiniciou o universo DC em 2011 com a proposta de apresentá-lo para uma nova geração de leitores. O roteiro traz Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Aquaman e Cyborg em encarnações mais jovens e bem menos experientes que as habituais, porém esbanjando segurança e arrogância. Os diálogos criados por Geoff Johns são engraçadíssimos - como o antológico momento que um vilão menor fala o nome Darkseid e os heróis, sem saber de quem se trata, perguntam se é o nome de alguma nova banda -, enquanto a arte de Jim Lee é uma delícia pra quem gosta de ação. Se ao invés de tentar criar algo sombrio e sério como o filme da Liga a DC investisse em adaptar arcos como esse para os cinemas, os resultados seriam bem melhores, tenho certeza.



Deuses Americanos - Volume 1: Sombras, de P. Craig Russell e Scott Hampton (Editora Intrínseca)

Uma boa adaptação de uma das obras-primas de Neil Gaiman. Este é o primeiro de três volumes da HQ, que está sendo publicada no Brasil pela Intrínseca. O roteiro explora o conflito entre os deuses antigos trazidos para os Estados Unidos pelos imigrantes europeus e os novos deuses da atualidade, como a internet, a TV, o cartão de crédito e outros. A premissa é muito legal e rende uma ótima história. Ainda que não seja tão completa quanto a experiência de ler o livro (que também saiu por aqui pela Intrínseca), o quadrinho adapta de forma bastante competente a história de Gaiman. Minha única crítica vai para a arte, que em alguns momentos me pareceu um tanto inócua e sem vida. Mesmo assim, um grande acerto e um ótimo título para quem procura uma boa HQ para ler e que não tem nada a ver com o muitas vezes cansativo e saturado universo de super-heróis, seja ele da Marvel ou da DC. Graficamente, a edição é perfeita, com papel de alta qualidade, ótima impressão e um cuidado minucioso, e ainda há uma galeria com capas e esboços. Leia!




Dissecando a lista das 500 Maiores Músicas de Todos os Tempos, publicada pela Rolling Stone

sexta-feira, agosto 31, 2018

Em dezembro de 2004, a edição 963 da revista Rolling Stone chegou às bancas dos Estados Unidos e trouxe como principal atrativo uma lista chamada Rolling Stone’s 500 Greatest Songs of All Time, em que a equipe da publicação elaborou uma seleção daquelas que seriam as canções mais importantes da história da música popular - pop, rock, soul, funk e afins.

Como todo levantamento desse tipo, a lista da Rolling Stone gerou discussões sobre algumas escolhas, mas trata-se, sem dúvida, de um belo documento sobre o que de melhor a música nos deu no século XX.

Algumas curiosidades: a banda com mais músicas na lista, como não poderia deixar de ser, atende pelo nome de The Beatles. O Fab Four emplacou 23 canções - ou seja, quase 5% das 500 músicas. Na sequência temos Rolling Stones (14), Bob Dylan (13), Elvis Presley (11), U2 (8), The Beach Boys (7), Jimi Hendrix (7), Led Zeppelin (6), Prince (6), Sly & The Family Stone (6), James Brown (6), Chuck Berry (6), Elton John (5), Ray Charles (5), The Clash (5), The Drifters (5), Buddy Holly (5), The Who (5), Four Tops (5), Al Green (4), Aretha Franklin (4), Bob Marley (4), Bruce Springsteen (4), Creedence Clearwater Revival (4), David Bowie (4), The Everly Brothers (4), Little Richard (4), Marvin Gaye (4), Muddy Waters (4), Nirvana (4), Roy Orbison (4), Sam Cooke (4), Stevie Wonder (4), Aerosmith (3), The Animals (3), Blondie (3), Bo Diddley (3), The Byrds (3), Cream (3), Elvis Costello (3), Guns N’ Roses (3), The Isley Brothers (3), Johnny Cash (3), Neil Young (3), Otis Redding (3), Pink Floyd (3), Ramones (3), Simon & Garfunkel (3), The Supremes (3), The Temptations (3), Van Morrison (3), The Velvet Underground (3), AC/DC (2), Alice Cooper (2), The B-52’s (2), The Band (2), Bee Gees (2), Ben E. King (2), Big Star (2), Bill Withers (2), Black Sabbath (2), The Cure (2), Dion (2), Donna Summer (2), The Doors (2), Eddie Cochran (2), Fats Domino (2), Hank Williams (2), Howlin’ Wolf (2), The Impressions (2), Jackie Wilson (2), Janis Joplin (2), Jay Z (2), Jefferson Airplane (2), Jerry Lee Lewis (2), Jimmy Cliff (2), Joni Mitchell (2), The Kinks (2), The Lovin’ Spoonful (2), Lynyrd Skynyrd (2), Martha Reeves & The Vandellas (2), Michael Jackson (2), The Police (2), Public Enemy (2), Queen (2), R.E.M. (2), Radiohead (2), The Righteous Brothers (2), Rod Stewart (2), The Ronettes (2), Sex Pistols (2), The Shangri-Las (2), The Shirelles (2), The Smiths (2), Smokey Robinson & The Miracles (2), The Staple Singers (2) e Wilson Pickett (2).


Das 500 canções que constam na lista, 351 foram gravadas por artistas norte-americanos, 120 por ingleses, 13 por canadenses (a maioria delas com participação de Neil Young), 12 por irlandeses (o U2 manda um abraço), 7 por jamaicanos, duas por australianos e uma por suecos e franceses (o número total supera 500 porque algumas bandas tinham músicas de diferentes nacionalidades). Todas as músicas presentes na lista são cantadas em inglês, com uma única exceção para “La Bamba”, de Ritchie Valens. A única música instrumental é “Green Onions”, do Booker T. & The MG’s.

Em relação às décadas, temos 203 canções gravadas durante os anos 1960 (40,8% do total), 142 dos anos 1970 (28,2%), 72 da década de 1950 (14,4%), 57 da década de 1980 (11,4%), 22 dos anos 1990 (4,4%), 3 dos anos 2000 (0,6%) e 1 da década de 1940 (0,2%).

Três músicas aparecem duas vezes na lista, em gravações realizadas por artistas diferentes. São elas: “Mr. Tambourine Man” por Bob Dylan e pelo The Byrds, “Blue Suede Shoes” por Elvis Presley e Carl Perkins e “Walk This Way” pelo Aerosmith e na parceria entre a banda e o Run-DMC.

As dez canções mais curtas são “Rave On” de Buddy Holly (com 1:47 de duração), “Great Balls of Fire” de Jerry Lee Lewis (1:52), “The Letter” do The Box Tops (1:53), “Tonight’s the Night” da The Shirelles (1:54), “All Shock Up” de Elvis Presley (1:57), “Hit the Road Jack” de Ray Charles (1:58), “C’mon Everybody” de Eddie Cochran (1:58), “Blue Suede Shoes” de Elvis Presley (1:59), “Summertime Blues” de Eddie Cochran (1:59) e “That's All Right” de Elvis Presley (2:00). Já as dez mais longas são “The End” do The Doors (11:43), “Desolation Row” de Bob Dylan (11:21), “Marquee Moon” do Television (10:38), “Free Bird” do Lynyrd Skynyrd (9:19), “Purple Rain” do Prince (8:41), “Won't Get Fooled Again” do The Who (8:29), “Kashmir" do Led Zeppelin (8:28), “Stairway to Heaven” do Led Zeppelin (8:03), “Visions of Johanna” de Bob Dylan (7:31) e “Cortez the Killer” de Neil Young (7:30).


O disco com mais músicas selecionadas foi Are You Experienced (4 faixas), lançado por Jimi Hendrix em 1967. Na sequência temos Appetite for Destruction do Guns N’ Roses (3), Help! dos Beatles (3), Highway 61 Revisited de Bob Dylan (3), I Never Loved a Man the Way I Love You de Aretha Franklin (3), Led Zeppelin II do Led Zeppelin (3), Nevermind do Nirvana (3), Pet Sounds do The Beach Boys (3) e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles (3).

Em relação à lista em si, acho muito legais esses levantamentos por alguns motivos. O primeiro, e mais óbvio, é conhecer novas faixas. Por mais que a gente escute música há anos, sempre acaba descobrindo coisas novas nesses estudos. E o outro ponto é que uma lista como essa ratifica a influência e a importância de artistas que realmente mudaram o mundo da música, deixando claro o seu impacto na cultura pop mundial. É claro que o fato de o levantamento ser feito por uma publicação norte-americana limita o espectro analisado não apenas ao mercado dos Estados Unidos, mas também ao impacto dessas canções na cultura dos EUA. Porém, a edição brasileira da Rolling Stone realizou um estudo semelhante em outubro 2009, celebrando os seus três anos de vida, chamado As 100 Melhores Músicas Brasileiras de Todos os Tempos - leia aqui.

Para finalizar, compilei todas as músicas citadas pela Rolling Stone em uma playlist. A lista inicia na canção de número 500 - “Shop Around”, do The Miracles - e vai até a primeira colocada - “Like a Rolling Stone”, de Bob Dylan. Para quem quiser saber mais sobre cada uma das escolhas, no site da Rolling Stone há uma longa matéria com textos sobre cada uma das canções - leia aqui.

Abaixo está a playlist, que garante uma bela jornada por mais de 70 anos de música. Enjoy!

Todos os detalhes da edição de 30 anos de State of Euphoria, um dos clássicos do Anthrax

sexta-feira, agosto 31, 2018

Dia 5 de outubro será lançada a edição de 30 anos do quarto álbum do Anthrax, State of Euphoria. A nova versão virá em um CD duplo com embalagem deluxe, trazendo o álbum remasterizado, todos os lados B gravados na época e faixas ao vivo. Todo o segundo CD, intitulado Charlie’s Archive, traz a evolução de cada uma das músicas do disco.

State of Euphoria será relançado também em uma edição dupla em vinil, além de edições limitadas com LPs nas cores vermelho e amarelo.

O encarte traz todo o processo do ilustrador Mort Drucker para a criação da capa. Drucker, que ficou famoso pelo seu trabalho na revista Mad, revela esboços inéditos da banda e dos pôsteres do grupo na época. O jornalista inglês Alexander Milas, que foi editor-chefe da Metal Hammer, escreveu os textos do encarte.

Abaixo está o tracklist da edição comemorativa de State of Euphoria:

Disc One - State Of Euphoria (Remaster With Bonus Tracks)

1. Be All, End All 
2. Out Of Sight, Out Of Mind 
3. Make Me Laugh 
4. Antisocial 
5. Who Cares Wins 
6. Now It's Dark 
7. Schism 
8. Misery Loves Company 
9. 13 
10. Finale 
11. Antisocial (French) * 
12. Friggin In The Riggin * 
13. Parasite * 
14. Le Sects * 
15. Pipeline * 
16. Antisocial (Live At Hammersmith Odeon) *

* Bonus Tracks

Disc Two - Statements Of Euphoria (Charlie's Archives)

1. Be All, End All 
2. Out Of Sight, Out Of Mind 
3. Make Me Laugh 
4. Antisocial 
5. Who Cares Wins 
6. Now It's Dark 
7. Schism 
8. Misery Loves Company 
9. Finale

30 de ago de 2018

Rock in Rio 2019 terá a volta do “dia do metal”, e o Scorpions tocará nele

quinta-feira, agosto 30, 2018

Mais informações sobre a edição 2019 do Rock in Rio. O festival acontecerá no Rio de Janeiro nos dias 27, 28 e 29 de setembro, faz uma pausa e retorna para mais quatro datas, nos dias 3, 4, 5 e 6 de outubro.

Outra novidade é o retorno do “dia do metal”, que não aconteceu na edição de 2017. Tradicionalmente uma das datas mais aguardadas pelos fãs e com forte presença de público, o dia da música pesada já tem, segundo o Jornal Destak, a sua primeira atração confirmada: o Scorpions. A banda alemã deverá fazer companhia ao Iron Maiden, para alegria dos fãs.

O Scorpions, assim como o Maiden, tocou na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Os shows foram fundamentais para tornar a banda alemã uma das preferidas do público brasileiro, e o próprio grupo sentiu o impacto do festival utilizando imagens do Rock in Rio I no clipe da clássica “Still Loving You”. A última passagem do Scorpions pelo Brasil foi em 2016, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

A formação atual da banda conta com Klaus Meine, Rudolf Schenker, Mathias Jabs, Pawel Maciwoda e Mikkey Dee. O baterista, que tocou durante 23 anos no Motörhead, entrou no grupo em 2016, substituindo James Kottak. Já o baixista faz parte do Scorpions desde 2004, e entrou no lugar de Ralph Rieckermann. O trio Meine, Schenker e Jabs tocou na estreia da banda no Brasil, justamente no palco do Rock in Rio, em 1985.

29 de ago de 2018

Conheça os vencedores do 30º Troféu HQ Mix

quarta-feira, agosto 29, 2018

Uma das mais importantes e prestigiadas premiações do mercado de quadrinhos brasileiro, o Troféu HQ Mix divulgou os vencedores da sua 30ª edição. Os indicados foram definidos por um júri de especialistas, enquanto os vencedores foram eleitos por votação de quase mil profissionais da área.

Este ano, a estatueta que os vencedores receberão deve homenagear Maurício de Sousa e Ziraldo, retratando os personagens Mônica e Menino Maluquinho. Ela muda todos os anos, sempre homenageando ícones dos quadrinhos brasileiros. 

A entrega do 30º Troféu HQ Mix acontecerá dia 16/09, às 17h, no SESC Pompeia, em São Paulo, com apresentação de Serginho Groisman. A entrada é gratuita, com os ingressos sendo distribuídos uma hora antes do início do evento.


Confira abaixo os vencedores das principais categorias:

Publicação Independente de Autor:
Alho Poró, de Bianca Pinheiro

Publicação Independente de Grupo:
Orixás em Guerra, de Alex Mir, Al Stefano, Alex Genaro e Omar Vinole

Publicação Independente Edição Única:
Alho Poró, de Bianca Pinheiro

Edição Especial Estrangeira:
Moby Dick, de Christophe Chabouté (Editora Pipoca & Nanquim)

Edição Especial Nacional:
Angola Janga - Uma História de Palmares, de Marcelo D’Salete (Editora Veneta)

Publicação de Aventura, Terror ou Fantasia:
Meu Amigo Dahmer, de Derf Backderf (Editora Darkside Books)

Adaptação para os Quadrinhos:
Moby Dick, de Christophe Chabouté (Editora Pipoca & Nanquim)

Publicação de Clássicos: 
Akira, de Katsuhiro Otomo (Editora JBC)

Publicação Juvenil:
Graphic MSP - Chico Bento: Arvorada, de Orlandeli (Editora Mauricio de Sousa e Panini)

Publicação em Minissérie:
Xampu, de Roger Cruz (Editora Panini)

Arte-finalista:
Lu e Vitor Cafaggi

Colorista:
Cris Peter

Desenhista:
Marcelo D’Salete

Roteirista:
Marcelo D’Salete

Novo Talento - Desenhista:
Bruno Seelig

Novo Talento - Roteirista:
Carol Pimentel

Editora do Ano:
Pipoca & Nanquim


Filme de Jean-Luc Godard sobre os Stones será relançado com material bônus

quarta-feira, agosto 29, 2018

O filme Sympathy For the Devil, de Jean-Luc Godard, vai ser relançado com numeroso material extra. A película foi restaurada para reprodução em 4K. O filme está completando 50 anos e receberá uma reedição ampliada. As informações foram assinadas pelo jornalista Paul Cashmere, no site Noisse11.

Originalmente gravado em 35mm, o filme mostra os Stones no Olympic Studios trabalhando na evolução da clássica canção, que abre o álbum Beggars Banquet (1968). Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Charlie Watts, Bill Wyman, Nicky Hopkins, Marianne Faithfull, Anita Pallenberg e James Fox participaram das sessões, que ocorreram em junho de 1968 em Barnes, subúrbio ao nordeste de Londres.

O DVD da reedição de Sympathy for the Devil trará inúmeros extras, como One Plus One (versão do filme editada por Godard), Voices, um documentário de 1968 sobre a realização de Sympathy For the Devil, juntamente com um documentário de 2018 que terá entrevistas com o diretor de fotografia Tony Richmond e com Mim Scala, um dos produtores do filme.


Antes de ser relançado em DVD, o filme passará pelos cinemas norte-americanos. No dia 7 de setembro ele será exibido no The American Cinematheque’s Egyptian Theater, em Los Angeles. Entre 13 e 19/09, o filme estará no Museu de Arte Moderna de Nova York.

Além do Sympathy for the Devil, a ABKCO deve relançar Beggars Banquet e Rock and Roll Circus, ambos com reedições ampliadas, pois também estão completando 50 anos. Ainda não há detalhes nem datas, mas ambos devem estar no mercado antes do fim do ano.




Metallica lança Blackened, o seu whisky oficial

quarta-feira, agosto 29, 2018

O Metallica anunciou o lançamento do Blackened American Whiskey, desenvolvido em parceria com o Mestre Destilador Dave Pickerell. Ele estará disponível em algumas cidades norte-americanas, e pode ser adquirido online pelos sites thinkliquor.com or spiritedgifts.com

A bebida foi desenvolvido com uma mistura de bourbons, maltes e whiskys de toda a América do Norte, acondicionados em barris de conhaque pretos e inundada com ondas sonoras de baixa intensidade, que, segundo fabricante, aumentam a interação molecular do whisky.

O nome da bebida faz alusão à "Blackened", faixa presente no quarto álbum da banda, ... And Justice for All (1988).




Primeiro álbum do Jethro Tull ganha edição especial de 50 anos

quarta-feira, agosto 29, 2018

This Was, primeiro álbum do Jethro Tull, está ganhando uma edição especial celebrando os seus 50 anos. A nova versão vem com 3 CDs e 1 DVD e será lançada dia 9 de novembro. 

O material inclui o álbum original e faixas bônus remasterizadas em stereo por Steven Wilson, músicas gravadas ao vivo em edições do BBC Sessions, o mix original em mono e stereo e uma versão do disco em áudio 4.1 DTS remixada por Wilson.

A embalagem será semelhando a de um DVD e vem com um livreto com a história do álbum, anotações sobre todas as músicas escritas pelo próprio Ian Anderson e fotos raras e inéditas.

Tracklist completo abaixo:

Disc: 1
1. My Sunday Feeling (Steven Wilson Stereo Remix)
2. Some Day The Sun Won’t Shine For You (Steven Wilson Stereo Remix)
3. Beggar’s Farm (Steven Wilson Stereo Remix)
4. Move On Alone (Steven Wilson Stereo Remix)
5. Serenade To A Cuckoo (Steven Wilson Stereo Remix)
6. Dharma For One (Steven Wilson Stereo Remix)
7. It’s Breaking Me Up (Steven Wilson Stereo Remix)
8. Cat’s Squirrel (Steven Wilson Stereo Remix)
9. A Song For Jeffrey (Steven Wilson Stereo Remix)
10. Round (Steven Wilson Stereo Remix)
11. Love Story (Steven Wilson Stereo Remix)
12. A Christmas Song (Steven Wilson Stereo Remix)
13. Serenade To A Cuckoo (Take 1) [Steven Wilson Stereo Remix]
14. Some Day The Sun Won’t Shine For You (Faster Version) [Steven Wilson Stereo Remix]
15. Move On Alone (Flute Version) [Steven Wilson Stereo Remix]
16. Ultimate Confusion (Steven Wilson Stereo Remix)

Disc: 2
1. So Much Trouble (BBC Sessions)
2. My Sunday Feeling (BBC Sessions)
3. Serenade To A Cuckoo (BBC Sessions)
4. Cat’s Squirrel (BBC Sessions)
5. A Song For Jeffrey (BBC Sessions)
6. Love Story (BBC Sessions)
7. Stormy Monday (BBC Sessions)
8. Beggar’s Farm (BBC Sessions)
9. Dharma For One (BBC Sessions)
10. A Song For Jeffrey (Original Mono Mix)
11. One For John Gee (Original Mono Mix)
12. Someday The Sun Won’t Shine For You (Faster Version) [Original Mono Mix]
13. Love Story (Original Mono Mix)
14. A Christmas Song (Original Mono Mix)
15. Sunshine Day
16. Aeroplane
17. Blues For The 18th
18. Love Story (1969 US Promo Single Stereo Mix for FM Radio Airplay)
19. US FM Radio Spot #1
20. US FM Radio Spot #2

Disc: 3
1. My Sunday Feeling (Original Stereo Mix)
2. Some Day The Sun Won’t Shine For You (Original Stereo Mix)
3. Beggar’s Farm (Original Stereo Mix)
4. Move On Alone (Original Stereo Mix)
5. Serenade To A Cuckoo (Original Stereo Mix)
6. Dharma For One (Original Stereo Mix)
7. It’s Breaking Me Up (Original Stereo Mix)
8. Cat’s Squirrel (Original Stereo Mix)
9. A Song For Jeffrey (Original Mono Mix)
10. Round (Original Stereo Mix)
11. My Sunday Feeling (2008 Remastered Version – Mono)
12. Some Day The Sun Won’t Shine For You (2008 Remastered Version – Mono)
13. Beggar’s Farm (2008 Remastered Version – Mono)
14. Move On Alone (2008 Remastered Version – Mono)
15. Serenade To A Cuckoo (2008 Remastered Version – Mono)
16. Dharma For One (2008 Remastered Version – Mono)
17. It’s Breaking Me Up (2008 Remastered Version – Mono)
18. Cat’s Squirrel (2008 Remastered Version – Mono)
19. A Song For Jeffrey (2008 Remastered Version – Mono)
20. Round (2008 Remastered Version – Mono)

Disc: 4 (DVD)
1. My Sunday Feeling (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
2. Some Day The Sun Won’t Shine For You (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
3. Beggar’s Farm (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
4. Move On Alone (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
5. Serenade To A Cuckoo (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
6. Dharma For One (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
7. It’s Breaking Me Up (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
8. Cat’s Squirrel (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
9. A Song For Jeffrey (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
10. Round (Steven Wilson 4.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
11. Love Story (Steven Wilson 5.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
12. A Christmas Song (Steven Wilson 5.1 Surround Sound Mix in DTS and Dolby Digital)
13. My Sunday Feeling (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
14. Some Day The Sun Won’t Shine For You (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
15. Beggar’s Farm (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
16. Move On Alone (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
17. Serenade To A Cuckoo (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
18. Dharma For One (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
19. It’s Breaking Me Up (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
20. Cat’s Squirrel (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
21. A Song For Jeffrey (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
22. Round (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
23. Love Story (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
24. A Christmas Song (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
25. Serenade To A Cuckoo (Take 1) [Steven Wilson Stereo Remix 96/24]
26. Some Day The Sun Won’t Shine For You (Faster Version) [Steven Wilson Stereo Remix 96/24]
27. Move On Alone (Flute Version) [Steven Wilson Stereo Remix 96/24]
28. Ultimate Confusion (Steven Wilson Stereo Remix 96/24)
29. My Sunday Feeling (Original 1969 US stereo mix 96/24)
30. Some Day The Sun Won’t Shine For You (Original 1969 US stereo mix 96/24)
31. Beggar’s Farm (Original 1969 US stereo mix 96/24)
32. Move On Alone (Original 1969 US stereo mix 96/24)
33. Serenade To A Cuckoo (Original 1969 US stereo mix 96/24)
34. Dharma For One (Original 1969 US stereo mix 96/24)
35. It’s Breaking Me Up (Original 1969 US stereo mix 96/24)
36. Cat’s Squirrel (Original 1969 US stereo mix 96/24)
37. A Song For Jeffrey (Original 1969 US stereo mix 96/24)
38. Round (Original 1969 US stereo mix 96/24)

Rock in Rio 2019 acontecerá no mês de outubro

quarta-feira, agosto 29, 2018

Segundo a Popload, a edição 2019 do Rock in Rio acontecerá durante o mês de outubro e não em setembro, período em que as últimas edições do festival rolaram. Ainda de acordo com o jornalista Lúcio Ribeiro, o festival terá como atrações o Muse e cantora Pink. Ambos os artistas já estariam em avançadas negociações para tocar por aqui. Entre os artistas nacionais, Anitta é a única já confirmada no RIR 2019.

Em relação ao rock e ao metal, não há nada definido ainda. Porém, Bruce Dickinson declarou em diversas oportunidades que o Iron Maiden está negociando para voltar ao Rock in Rio em 2019, então é provável que a Donzela de Ferro retorne ao Brasil no ano que vem. A última passagem da banda por nosso país se deu em 2016, durante a The Book of Souls World Tour. Já no Rock in Rio, o Iron Maiden tocou em 1985, 2001 e 2013.

A última edição do Rock in Rio aconteceu entre os dias 15 e 24 de setembro de 2017 e contou com bandas como The Who, Guns N’ Roses, Aerosmith, Def Leppard, Bon Jovi, Alter Bridge e Red Hot Chili Peppers.

Novo álbum do Uncle Acid & The Deadbeats

quarta-feira, agosto 29, 2018

O quinto disco do Uncle Acid & The Deadbeats tem o título de Wasteland e será lançado dia 12 de outubro pela Rise Above Records. O álbum é o sucessor de The Night Creeper, que saiu em 2015.

Pra quem nunca ouviu o Uncle Acid, a proposta do quarteto britânico é um hard rock com fortes elementos psicodélicos, alinhado ao heavy psych que ficou bastante em voga no final dos anos 1960 e início da década de 1970. 

Wasteland conta com o tracklist abaixo:

1. I See Through You 
2. Shockwave City 
3. No Return 
4. Blood Runner 
5. Stranger Tonight 
6. Wasteland 
7. Bedouin 
8. Exodus

28 de ago de 2018

Discografia Comentada: Bruce Dickinson

terça-feira, agosto 28, 2018

Um das maiores vozes da história do rock, Paul Bruce Dickinson nasceu Worksop, Nottinghamshire, em 7 de agosto de 1958. Bruce começou no Samsom e fez história no Iron Maiden, sendo um dos responsáveis pela transformação do grupo inglês em um dos mais importantes e influentes nomes da música pesada em todos os tempos.

Mas o assunto aqui é outro. Vamos falar da carreira solo de Bruce Dickinson, que iniciou em 1990 com Tattooed Millionaire e conta com uma dezena de discos, incluindo trabalhos de estúdio, ao vivo e compilações. Então, apertem os cintos, subam o som e mergulhem comigo na obra desse artista multifacetado e com um talento enorme, como poucos de seus pares.


Tattooed Millionaire (1990) 

A estreia solo de Bruce Dickinson é um competente e cativante álbum de hard rock, repleto de influências de seus heróis setentistas, notadamente grupos como o Deep Purple e o AC/DC. Contando com a participação do Janick Gers, que havia integrado a banda de Ian Gillan e logo depois entraria no Iron Maiden, Bruce compôs um trabalho refrescante, mostrando um lado até então desconhecido dos fãs do Maiden. O som é um hardão poderoso, repleto de riffs e refrãos ganchudos, onde o destaque são faixas como a apoteótica "Son of a Gun" (que abre o disco), "Tattooed Millionaire", a autobiográfica "Born in ´58", a balada "Gypsy Road" e "Zulu Lulu", além da versão para a clássica "All the Young Dudes", imortalizada por David Bowie (nota 8,5)


Balls to Picasso (1994) 

Ao contrário do disco anterior, Balls to Picasso chegou às lojas quando Bruce já não fazia mais parte do Maiden. Lançado em maio de 1994, apresenta influências, ainda que tímidas, do então dominante grunge. Esse álbum marca a primeira colaboração de Bruce com Roy Z, guitarrista e produtor que seria fundamental na carreira solo de Dickinson. Balls to Picasso é lembrado entre os fãs por trazer o maior sucesso solo do vocalista, a belíssima "Tears of the Dragon", mas o álbum contém algumas jóias perdidas como "Cyclops", "Gods of War", "Laughing in the Hidding Bush" e "Shoot at the Clowns", isso sem falar de "Change of Heart", mais uma baladaça composta por Bruce (nota 8)


Alive in Studio A / Alive at the Marquee Club (1995)

Fuja desse disco! Antecipando o caminho que seguiria em Skunkworks, Bruce lançou um álbum duplo ao vivo onde reinterpreta suas composições com um equivocado ranço alternativo. O guitarrista Alex Dickinson - sem nenhuma relação de parentesco com o cantor, apesar do mesmo sobrenome - consegue a proeza de estragar as passagens construídas por Janick Gers e Roy Z nos lançamentos anteriores, principalmente em "Tears of the Dragon". O que ele faz com o solo dessa música já é motivo suficiente para prender o cara em uma solitária por vários meses ... Além disso, apesar de duplo, o álbum traz praticamente o mesmo tracklist, com a diferença de que um disco vem com um show no Marquee Club e outro com uma apresentação no Studio A da BBC. Indicando apenas para colecionadores completistas (nota 4)


Skunkworks (1996) 

Esse é o disco da discórdia. Querendo se mostrar atualizado e livrar-se do estigma de ter sido o vocalista de uma das maiores bandas da história do metal, Bruce Dickinson cortou os longos cabelos e produziu um trabalho com claras influências do som alternativo em voga na época. O álbum caiu como uma bomba no cenário metálico, sendo muito mal recebido tanto pela crítica quanto pelos fãs. Ouvindo-o hoje em dia algumas faixas até passam, como é o caso de "Back from the Edge", "Inertia" e, principalmente, "Solar Confinement", mas o fato é que esse disco não tem nada a ver com Bruce Dickinson, tanto que foi um fracasso de vendas (nota 7)


Accident of Birth (1997) 

O retorno triunfal de Bruce ao metal puro, trazendo Adrian Smith a tiracolo. A dupla, que havia feito história no Iron Maiden durante os anos 1980, reativou aqui a sua parceria criativa, com uma mãozinha muito bem-vinda de Roy Z. Accident of Birth é um grande álbum de heavy metal tradicional, repleto de canções marcantes e melodias cativantes de guitarra. Entre suas músicas, destaque para "Freak" (Bruce aprendeu com Steve Harris uma de suas mais valiosas lições: sempre abra um disco com uma canção de grande impacto!), para o quarteto mágico formado por "Darkside of Aquarius", "Road to Hell", "Man of Sorrows" e "Accident of Birth", e para três pequenas jóias perdidas no final do play: "The Magician", "Omega" e "Arc of Space". Clássico! (nota 9,5)


The Chemical Wedding (1998)

Assim como Accident of Birth marcou o retorno de Bruce ao estilo que o consagrou, The Chemical Wedding provou o quanto ele ainda era importante para o estilo. Inspirado pela ótima receptividade do álbum anterior, o vocalista compôs um disco fantástico, um dos melhores trabalhos do heavy metal contemporâneo. Com os fiéis parceiros Adrian Smith e Roy Z explorando afinações mais baixas, que fizeram o CD soar ainda mais pesado, o álbum é estupendo do início ao fim. "The Tower", a faixa-título, "Killing Floor", "Book of Thel”, “Gates of Urizen”, “Jerusalem”, “The Alchemist" - uma pedrada atrás da outra! O sucesso de The Chemical Wedding, somado ao constrangedor Virtual XI, lançado pelo Iron Maiden no mesmo ano, forçou Steve Harris a dar o braço a torcer e chamar Bruce de volta ao grupo, mas isso fica pra outro dia. Se você ainda não tem, compre agora mesmo, pois estamos falando de um dos melhores discos da história do heavy metal (nota 10)


Scream For Me Brazil (1999) 

Já de volta ao Iron Maiden, Bruce Dickinson passou pelo Brasil na turnê de The Chemical Wedding e registrou esse ótimo ao vivo. Roy coloca um peso absurdo nas guitarras, enquanto Adrian demonstra o talento e a classe habituais. O único ponto negativo de Scream For Me Brazil é a tenebrosa capa, uma tentativa equivocada de situar nosso país através de uma imagem supostamente iconográfica. Esse disco, junto com Alive in Studio A, foi relançado em 2005 em um box triplo chamado Alive. Excelente! (nota 8,5)


The Best of Bruce Dickinson (2001)

Esta coletânea dupla é indicada tanto para quem quer dar os primeiros passos na carreira solo de Bruce quanto para quem já possui todos os discos. A compilação repassa a aventura solo do vocalista, com músicas de todos os discos. Há ainda duas faixas inéditas - as ótimas “Broken” e “Silver Wings”, com uma sonoridade muito similar à de The Chemical Wedding. E, como bônus, um CD extra repleto de faixas raras e b-sides, um verdadeiro objeto de desejo para os fãs. Poucas vezes uma compilação fez tanto jus ao seu título como essa! (nota 9,5


Tyranny of Souls (2005) 

Depois de ajudar a recolocar o Iron Maiden em seu devido lugar no topo do universo metálico, Bruce Dickinson relaxou gravando mais um grande trabalho. Mesmo sem a presença de Adrian Smith - Roy Z assumiu todas as guitarras -, Tyranny of Souls soa como uma mistura entre Accident of Birth e The Chemical Wedding, com boas faixas como "Abduction", "Soul Intruders", a linda balada "Navigate the Seas of the Sun" e as ótimas "River of No Return", "Power of the Sun" e "Devil on a Hog". Cotação? Tem que ter! (nota 8,5)


Scream for Me Saravejo (Music From the Motion Picture) (2018)

Trilha sonora do documentário que mostrou a passagem do vocalista por uma Saravejo em ruínas durante a Guerra dos Bósnia, Scream for Me Saravejo é, na prática, uma bela compilação do trabalho solo de Bruce. A diferença em relação à coletânea lançada em 2001 está na inclusão das inéditas “Strange Death in Paradise” e “Eternal”, além de uma versão ao vivo de “Inertia”. Como The Best of Bruce Dickinson é bastante difícil de encontrar atualmente, eis aqui uma bela porta de entrada para a carreira solo de Bruce, ainda que o tracklist, que privilegia o lado mais contemplativo do vocalista, não conte com diversas faixas marcantes de sua trajetória (nota 8)


Além de todos esses álbuns, a discografia de Bruce Dickinson foi relançada em CDs deluxe em 2005, com todos os álbuns saindo em edições duplas trazendo faixas bônus, com exceção de Tyranny of Souls. Em em 2017 os títulos saíram em um box de vinil chamado Solo Works: 1990-2005. A caixa traz os discos Tattooed Millionaire, Balls to Picasso, Skunkworks, Accident of Birth, The Chemical Wedding e Tyranny of Souls, sendo que os dois últimos saíram pela primeira vez em LP neste box.

Novo livro conta a história do Faith No More

terça-feira, agosto 28, 2018

Será lançado dia 12 de setembro o livro Small Victories: The True Story of Faith No More. A obra foi escrita por Adrian Harte, que mantém um site sobre a banda norte-americana e com o passar dos anos se tornou uma das maiores fontes de informação sobre o grupo.

O livro tem 376 páginas e traz entrevistas com a maioria dos músicos que passaram pela banda, managers e figuras importantes da trajetória do quinteto.

O disco mais recente do Faith No More, Sol Invictus, saiu em 2015, encerrando um período de 18 anos sem material inédito, desde Album of the Year (1997). Atualmente, um documentário sobre o Chuck Mosley, primeiro vocalista do grupo e que faleceu em novembro de 2017, está sendo produzido. O filme tem o título de Thanks and Sorry: The Chuck Mosley Movie, está sendo dirigido por Drew Fortier e ainda não tem data prevista para lançamento.

Não há previsão do lançamento do livro no Brasil, pelo menos por enquanto.


Documentário sobre o Sepultura disponível na Netflix

terça-feira, agosto 28, 2018

O elogiado documentário Sepultura Endurance, que conta a carreira do maior nome do metal brasileiro e traz cenas dos anos recentes da banda, estreará na Netflix no próximo dia 18 de setembro.

O filme foi produzido pela Interface Filmes e conta com a direção de Otavio Juliano, em um trabalho que levou seis anos para ser finalizado e rendeu 800 horas de material bruto filmado. O doc traz entrevistas e depoimentos com os integrantes do grupo e com músicos como Lars Ulrich, David Ellefson, Scott Ian, Corey Tayor, Phil Campbell.

Uma das minhas principais motivações para iniciar esse projeto foi a vontade de conhecer o processo criativo da banda brasileira mais conhecida internacionalmente. A composição das canções, a vida da banda na estrada e a incrível marca de fazer mais de 100 shows por ano pelo mundo, e acima de tudo, entender o processo de sobreviver como banda por mais de 30 anos. É sensacional agora dividir esse trabalho com todos nas plataformas digitais da América Latina”, explica o diretor Otavio Juliano.

Desde a estreia do filme em Los Angeles no ano passado, Sepultura Endurance percorreu várias cidades pelo mundo, em diferentes festivais e salas de cinemas para milhares de fãs no planeta. A resposta tem sido sensacional mas a grande maioria das pessoas não teve a oportunidade de assistir quando o filme esteve nas grandes salas. Agora finalmente temos o Endurance em várias plataformas digitais no Brasil e da América Latina, uma grande oportunidade para quem não viu conferir o grande trabalho do diretor Otavio Juliano”, comenta o guitarrista Andreas Kisser.

Além do Brasil, o filme estará disponível via streaming para Anguilla, Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Guiana Francesa, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai, Venezuela, Barbados, Belize, Bermuda, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Cayman, Dominica, Granada, Jamaica, Montserrat, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Ganadinas, Suriname, Trindade e Tobago, Ilhas Turcas e Caicos.

Assista ao trailer de Sepultura Endurance abaixo:

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