11 de out de 2018

Passando a Limpo: U2

quinta-feira, outubro 11, 2018

Nascida na cidade de Dublin em 1976, o U2 é a maior banda irlandesa de todos os tempos. Primeiramente, o grupo atendeu pelo nome de Feedback (entre 1976 e 1977) e The Hype (1977 e 1978), mudando para U2 em março de 1978. A sugestão veio de Steve Averill, vocalista do The Radiators e amigo pessoal de Adam Clayton, que listou seis possíveis nomes para os caras.

Em 42 anos de carreira, o U2 lançou 14 álbuns, 1 disco ao vivo, 3 compilações, 67 singles, 8 EPs, 1 box e 18 VHS/DVD/Blu-ray. Estima-se que o U2 tenha vendido mais de 175 milhões de discos em todo o mundo. A banda irlandesa recebeu 52 certificações da RIAA, a associação que contabiliza de maneira oficial a venda de LPs, CDs e todos os formatos de música no mercado norte-americano, o que significa que o quarteto recebeu mais de 50 Discos de Ouro, Platina ou Diamante em sua carreira. A banda está na posição 21 da lista de artistas que mais venderam discos em todos os tempos. Além disso, oito de seus álbuns chegaram à primeira posição nos Estados Unidos, o terceiro maior número entre qualquer banda de qualquer estilo.

Em relação aos prêmios, o U2 foi indicado duas vezes ao Oscar de Melhor Canção Original - em 2003 por “The Hands That Built America” e em 2014 por “Ordinary Love” -, mas não venceu em nenhuma das oportunidades. A banda foi indicada 47 vezes ao Grammy, e venceu a maior premiação da música 22 vezes. 

Abaixo está uma playlist com 61 faixas e mais de 4 horas de duração, organizada em ordem cronológica e que mostra a evolução de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr., de uma banda de garagem para um dos maiores nomes da história da música. A seleção traz canções que vão desde a estreia com Boy (que chegou às lojas em outubro de 1980) e chega até composições presentes no trabalho mais recente dos irlandeses, o ótimo Songs of Experience (que saiu em dezembro de 2017). No meio do caminho, faixas marcantes lançadas apenas como single ou que apareceram em trilhas sonoras também foram incluídas.

Portanto, se você quer entender melhor como uma banda surgida nos bares da Irlanda se tornou uma das maiores da história do rock, ouça com atenção e perceba como os caras foram evoluindo e inserindo novos ingredientes a cada novo disco, construindo uma sonoridade única, influente, marcante e inegavelmente original.

Divirta-se!

Playlist: Músicas contra o racismo, homofobia, xenofobia e outras formas de preconceito

quinta-feira, outubro 11, 2018

Este post foi escrito no final de 2017. Quase um ano depois, ele soa ainda mais necessário.

Estamos em 2017. No final de 2017, pra ser mais exato. Quase no final da segunda década do século XXI. Aquele período da história que, segundo os sonhadores dos anos 1950, estaríamos usando carros voadores, nos locomoveríamos via teletransporte e visitas a outros planetas seriam fatos do cotidiano.

O cotidiano, porém, é cruel. E por mais que o que aconteça diante de nossos olhos pareçam fatos de outro mundo, cometidos por alienígenas sem nenhuma empatia pela vida alheia, a verdade é mais crua: nosso próprio amigo, nosso conhecido, aquela cara lá que você não sabe direito o nome e aquele outro que você não queria ter conhecido é que são os responsáveis por isso.

Somos todos iguais. Iguaizinhos. Ainda que racistas, homofóbicos e pessoas cheias de preconceito sigam firmes e fortes promovendo o discurso de ódio racial, gênero e homofobia, sabemos - ou insistimos em querer acreditar - que nós, os seres teoricamente humanos, somos e podemos ser muito melhores que isso.




Se você acessa a Collectors Room sabe que a boa música está em todos os lugares, em todas as épocas, em todos os estilos. A música negra é responsável pelo rock branco que você ouve. E a coisa vai muito além: enquanto o rock parece deitado em berço esplêndido, sem vontade ou tesão de questionar coisa alguma, é justamente da sempre criativa música negra que segue vindo a maior parte dos artistas que tem algo a dizer sobre esse mundo onde um Trump se provou possível e onde o Brasil caminha para um caminho semelhante.



Abaixo está uma playlist com pouco mais de trinta músicas que falam sobre preconceito racial, xenofobia, homofobia e outros assuntos que não deveriam mais fazer parte do cotidiano de uma sociedade que está em 2017, quase no final da segunda década do século XXI. Ela está divida em duas partes: a primeira contém apenas músicas de artistas brasileiros, enquanto a segunda traz nomes de fora.


Ouça, compartilhe, entenda as letras, traduza as que você não entendeu. E ajude a combater, cada vez mais, a estupidez que é o racismo e todas as outras formas de preconceito.

9 de out de 2018

Passando a Limpo: The Cure

terça-feira, outubro 09, 2018

O The Cure foi formado em 1976 e sempre teve no vocalista e guitarrista Robert Smith a sua figura principal. O icônico compositor, líder da banda e cuja imagem com cabelos desgrenhados, pele pálida e batom vermelho é uma das mais reconhecíveis do pós-punk, segue na ativa com o grupo, para alegria dos fãs.

Em uma carreira de mais de quatro décadas, o The Cure lançou 13 discos, 5 álbuns ao vivo, 11 compilações, 10 EPs e 37 singles, todos pelas gravadoras Geffen e Fiction Records. A banda também lançou 10 VHS/DVD e gravou 43 videoclipes. A turma de Robert Smith venceu duas vezes o Brit Awards (Melhor Clipe por “Lullaby" em 1990 e Melhor Banda Inglesa em 1991), foi indicada a dois Grammys (ambos na categoria de Melhor Álbum Alternativo: em 1993 com Wish e em 2001 com Bloodflowers) e venceu o MTV Video Music Awards em 1992 com o clipe de “Friday I’m in Love”.

Abaixo está uma playlist com 35 músicas organizadas em ordem cronológica e que traz canções que vão da estreia Three Imaginary Boys (lançada em maio de 1979) até o trabalho mais recente, 4:13 Dream, que saiu há dez anos, em outubro de 2008. No final coloquei também algumas faixas do excelente álbum de remixes Mixed Up (1990), que trouxe releituras de clássicos do grupo.

Pra você que quer conhecer mais sobre uma das bandas mais icônicas e influentes do rock dos anos 1980, essa playlist é uma ótima porta de entrada. E pra você que já é fã do universo sonoro de Robert Smith, fica o convite para embarcar também nessa jornada musical.

Discoteca Básica Bizz #120: Nuggets: Original Artyfacts From the First Psychedelic Era 1965-1968 (1972)

terça-feira, outubro 09, 2018

Não é costume uma coletânea constar desta seção, só que Nuggets: Original Artyfacts From the First Psychedelic Era 1965-1968 é uma honrosa exceção. O disco, compilado e idealizado por Lenny Kaye (crítico de rock e ex-marido e guitarrista do grupo de Patti Smith), virou sinônimo de determinado tipo de música e atitude, chamando a atenção para um importante extrato da cultura pop americana dos anos 1960: as bandas de garagem.

Kaye foi audacioso ao lançar o disco. Em 1972, frescura e pretensão alcançavam o ponto máximo no rock. Então, por que levantar a bola de grupos imitadores, barulhentos, cujas canções mal chegaram às paradas? Bom, aí estava a graça.

Desde seu começo, o rock foi anti-social e espontâneo. Ninguém fez isso melhor do que estas bandas. E ponto final. No meio do anos 1960, qualquer bando de garotos suburbanos americanos achava que poderia competir com a invasão britânica. Deixavam os cabelos crescer, compravam instrumentos vagabundos (guitarras Danelectro, com muito fuzz, e orgãos Farfisa) e arrumavam contratos com pequenas gravadoras. O que viesse pela frente era lucro.

Assim, tínhamos bandas xerocando Yardbirds com mais fúria do que o grupo original (The Shadows of Knight, The Count Five) ou ecoando Bob Dylan em sua fase rosnante (Mouse and The Traps). Se o trio The Strangeloves atacava com "Night Time" e The Blues Magoos iam de "Tobacco Road", The Knickerboxers faziam a melhor música que os Beatles não gravaram, a notável "Lies". Sem contar The Chocolate Watch Band detonando seu machismo adolescente em "Let´s Talk About Girls". E para escolher ao menos um grupo como exemplo daquela época, poderiam ser citados os arrogantes e censurados The Standells, presentes no disco com a canção "Dirty Water".

As drogas psicodélicas eram o combustível das bandas e o período deu ao rock and roll dois de seus cidadãos mais doidões: Roky Erickson (13th Floor Elevators) e Sky Saxon (The Seeds). Futuros superstars como Todd Rundgren e Ted Nugent tiveram o seu treinamento básico tocando com os grupos Nazz e The Amboy Dukes, respectivamente.

Para resumir a influência destas bandas: nos anos 1960 o estilo já era chamado de punk rock e o termo garage band foi outra coisa que se ouviu muito a partir do começo dos anos 1990.

Texto escrito por Paulo Cavalcanti e publicado na Bizz #120, de julho de 1995

8 de out de 2018

Review: Abramis Brama - Tusen år (2018)

segunda-feira, outubro 08, 2018

Simpático álbum desse banda sueca, que apesar de estar na estrada há mais de 20 anos ainda permanecia inédita no Brasil. Este é o nono disco do Abramis Brama, contando aí com um ao vivo que saiu em 2007. 

A sonoridade é um agradável hard com pitadas de stoner e com muita melodia, o que torna a audição bem recompensadora. Há um onipresente groove, uma malícia nas composições, uma malandragem intrínseca. Os instrumentos tem espaço para respirar, com todos os músicos apresentando evoluções que constroem um hard rock coeso e muito agradável. A proximidade estilística com o blues, que está fincado no DNA sonoro do quarteto, faz com que o som do Abramis Brama seja bastante atrativo para fãs de ícones como Free, Bad Company e outas lendas dos anos 1970.

As letras são sempre cantadas em sueco, o que não dificulta em nada a assimilação do trabalho. Influências de Black Sabbath, porém com menos peso, e uma aura setentista marcam todas as oito músicas. 

Mais um ótimo lançamento nacional da Hellion Records Brazil, e que vale a pena conhecer.

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