2 de fev de 2019

Jeff Scott Soto conta o que achou do filme Bohemian Rhapsody

sábado, fevereiro 02, 2019

O vocalista Jeff Scott Soto, em entrevista ao jornalista Eric Blair, contou o que acho de Bohemian Rhapsody, filme que conta a história do Queen, é um sucesso de público e vem recebendo premiações mundo afora.

Segundo o vocalista: "Eu achei que o fator de entretenimento foi brilhante. A atuação foi brilhante. Tudo em todo o filme foi ótimo. Claro, há algumas coisas na linha do tempo que ficaram de fora, mas isso é Hollywood contando uma história. Você está vendo uma carreira de 40, 50 anos, condensada em um filme de duas horas. Você meio que tem que mexer com o cronograma para torná-lo divertido e manter todo mundo assistindo. Eu amo o filme! Estou extremamente orgulhoso e feliz por Brian e Roger, e todo o sucesso que eles podem ter agora Nem quero dizer uma 'segunda vida' - eles estão em sua nona vida agora, não importa quantas vezes a banda voltar. Pense em como Wayne's World os trouxe de volta, puxados pela música "Bohemian Rhapsody". Agora este filme está apresentando a banda para outra geração. Está transcendendo o tempo. E isso resume a banda linda que o Queen é".

Jeff Scott Soto é atualmente vocalista do supergrupo Sons of Apollo e possui um longo currículo, incluindo passagens pela banda de Yngwie Malmsteen, Trans-Siberian Orchestra e Journey, além do Talisman, grupo de hard rock que montou nos anos 1990. Desde 2012, Soto é um dos vocalistas do Queen Extravaganza, o tributo oficial montado por Roger Taylor para rodar o mundo mantendo vivo o legado do quarteto inglês.

Jack Russell prepara sequência de Great Zeppelin, tributo do Great White ao Led Zeppelin

sábado, fevereiro 02, 2019

O vocalista Jack Russell está trabalhando na sequência de Great Zeppelin, cultuado tributo ao Led Zeppelin gravado pelo Great White. Segundo o vocalista: "Bem, agora temos um disco saindo ... na verdade, dois discos saindo. Nós temos um chamado Once Bitten - Acoustic Bites, que é, basicamente, o Once Bitten (1987) regravado. E também estamos fazendo o Great Zeppelin II ao vivo. Se você ainda não ouviu Great Zeppelin, é uma homenagem ao Led Zeppelin tocada ao vivo pelo Great White. E eu também tenho um projeto chamado Jack Russell and The Shelter Dogs, que é minha banda de blues e é ótima, formada por grandes músicos de blues que tocaram com Lionel Richie, Marvin Gaye. Quero esses caras tocando pra todo mundo".

Jack Russell saiu do Great White em 2011, e montou em seguida o Jack Russell´s Great White. A banda conta atualmente com o vocalista ao lado de Tony Montana (parceiro dos tempos do Great White e responsável pelas guitarras e teclados), Robby Lochner (guitarra, ex-Fight), Dan McNay (baixo, ex-Montrose) e Dicki Fliszar (bateria, ex-Bruce Dickinson).

Great Zeppelin: A Tribute to Led Zeppelin foi gravado em dezembro de 1996 no Galaxy Theatre em Santa Ana, na California, e lançado em 1998. O disco é considerado uma das melhores homenagens à banda formada por Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham.

1 de fev de 2019

Novo álbum de Yngwie Malmsteen será lançado no Brasil pela Hellion Records

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

O novo disco do guitar hero sueco Yngwie Malmsteen, Blue Lightning, será lançado no Brasil em abril pela Hellion Records. O CD traz releituras para clássicos de alguns dos heróis de Malmsteen como ZZ Top, Eric Clapton, Deep Purple, Beatles e Stones, além de músicas inéditas do guitarrista.

Malmsteen falou sobre o lançamento: "Sempre brinquei com músicas antigas, tanto ao vivo quanto no estúdio. Fiz um álbum similar chamado Inspiration há algum tempo (1996), e foi a Mascot Records que veio até mim e sugeriu que eu fizesse um álbum de blues. Cresci em uma família com formação clássica, e as pessoas me conhecem por tocar no que é chamado de estilo neoclássico. Mas quando eu ganhei uma guitarra no meu quinto aniversário, o que eu tentava emular era o que John Mayall & The Bluesbreakers faziam. Eu acompanhava a banda, tocando junto o que eles gravaram com Eric Clapton. Isso é algo que as pessoas não percebem sobre mim. Eu realmente tenho um grande interesse no blues. Quando a gravadora veio até mim com a sugestão de fazer um álbum nesse estilo, isso não me incomodou. Na verdade, parecia muito natural."

Abaixo está o tracklist completo de Blue Lightning, bem como o vídeo com a inédita “Sun’s Up Top’s Down”:

1. Blue Lightning 
2. Foxy Lady (Jimi Hendrix)
3. Demon's Eye (Deep Purple)
4. 1911 Strut 
5. Blue Jeans Blues (ZZ Top)
6. Purple Haze (Jimi Hendrix)
7. While My Guitar Gently Weeps (Beatles) 
8. Sun's Up Top's Down 
9. Peace, Please 
10. Paint It Black (Rolling Stones)
11. Smoke On The Water (Deep Purple)
12. Forever Man (Eric Clapton)

O que eu li em janeiro

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Janeiro, início do ano, começo de uma nova jornada. Hora de refletir, pensar sobre a vida, tal e coisa e coisa e tal. Nesse clima, decidi escrever sobre todos os discos que ouvir e todos os quadrinhos que ler durante o ano, postando textos a respeito de cada uma dessas experiências em minhas redes sociais.

Aqui estão as histórias em quadrinhos que fizeram parte do meu hábito de leitura neste primeiro mês de 2019. No total, foram 26 HQs diferentes, todas com tramas legais e que trouxeram uma enorme dose de diversão para o cotidiano, além de algumas questões filosóficas sempre bem-vindas.

Janeiro foi rico em leitura. Espero que vocês curtam essa experiência!


Planeta Hulk saiu em 2006 e traz os Illuminati, o grupo formado pelas maiores mentes do Universo Marvel, lidando com o Hulk de uma maneira definitiva: exilando-o em outro planeta. Porém, as coisas não saem exatamente como planejado, e o gigante esmeralda acaba em um planeta comandado por um rei sanguinário. Por trás da ação desenfreada temos uma releitura da clássica jornada do herói, que junto com seus parceiros luta contra um governo totalitário (oi, Star Wars). Greg Pak constrói cada um dos personagens com profundidade, fazendo com que a identificação do leitor não se limite apenas ao alter ego de Bruce Banner. E conclui a história com a eterna luta contra a tragédia que é a definição da própria vida do Incrível Hulk. Uma leitura divertida, com arte explosiva e um roteiro que vai além da mera pancadaria. Uma das melhores histórias do Hulk. Vale!


Relendo os X-Men de Grant Morrison - Parte I

Nesse primeiro arco, o escritor inglês revoluciona os X-Men de maneira profunda, mudando diversos arquétipos do universo mutante da Marvel. Charles Xavier revela ao mundo que é mutante, Genosha sofre um genocídio com 16 milhões de mortos, Cassandra Nova surge com uma das mais surpreendentes vilãs dos X-Men. O ritmo é acelerado, uma espécie de filme de ação muito bem costurado, com diálogos afiados e ótimos roteiros. Aqui ocorreu o meu primeiro contato com a arte peculiar de Frank Quitely, que estranhei no início mas que hoje é um dos meus artistas preferidos. Momento arrepiante: Genosha devastada. Momento massavéio: Jean Grey enfrentando sozinha a invasão ao Instituto Xavier e salvando os alunos da escola. E ainda tem uma história sem diálogo no final, quando Emma e Jean resgatam a mente de Xavier e que é a cereja do bolo. Sensacional, pra dizer o mínimo!


Relendo os X-Men de Grant Morrison - Parte II

Dando sequência ao seu roteiro, Morrison faz Cassandra Nova assumir o corpo de Charles Xavier e convencer o Império Shiar de que os X-Men estão sendo manipulados. Isso leva ao inevitável confronto entre os alienígenas e os mutantes, outrora aliados. O casal Bico e Angel, apresentado no encadernado anterior, ganha cada vez mais destaque e são, até hoje, alguns dos meus personagens favoritos. O misterioso Xorn também vai ganhando cada vez mais destaque na trama. Pupilas de Emma Frost, uma das irmãs Stepford se apaixona e tem que lidar com a sua primeira desilusão amorosa. A única coisa que me incomoda é a variação entre os desenhistas, principalmente quando Igor Kordev assume e a arte cai vertiginosamente. Momento arrepiante: Jean Grey mostrando porque é a mutante mais poderosa de todos os tempos e resgatando a mente fragmentada de Xavier. Aliás, a passagem de Grant Morrison pelos X-Men sempre me pareceu uma grande carta de amor a Jean, que é um dos centros de toda a trama.


Esse arco que está sendo publicado pela Salvat é uma das consequências da série O Cisma, de 2011, que dividiu os X-Men. Ciclope foi para um lado com a sua equipe, enquanto Wolverine decidiu fundar a Escola Jean Grey, virando diretor e mentor de novos alunos. O texto de Jason Aaron é bem fluído e traz um humor pontual, o que torna a leitura bastante divertida. Já a arte de Chris Bachalo está bastante caricata e extremamente dinâmica, dentro do estilo que consagrou o ilustrador. Temos como antagonista um Clube do Inferno formado por adolescentes psicopatas (gostei dos personagens) e a presença de alunos bastante peculiares, com destaque para o sempre imprevisível Quentin Quire, criação dos temos de Grant Morrison nos mutantes. A cereja do bolo é a gravidez inesperada de Kitty Pride e a jornada épica através do interior do seu corpo, algo que me lembrou o clássico Viagem Insólita (1987). Veredito: uma leitura leve e cheia de ação, com ilustrações explosivas e que parecem pular para fora das páginas.


Relendo os X-Men de Grant Morrison - Parte III

Considero este terceiro encadernado o mais fraco da fase de Morrison nos mutantes. A arte de Igor Kordev está presente em grande parte dele, e isso me incomoda bastante. Grande parte da história foca no então quase desconhecido Fantomex, com Jean, Charles e Wolverine interagindo com o personagem. As ilustrações melhoram muito quando Phil Jimenez assume e dá outro corpo para o trabalho. A traição psíquica de Scott Summers com Emma Frost se intensifica e é consumada, enquanto Jean Grey está na Europa resgatando uma nova mutante. E o relacionamento entre os carismáticos Bico e Angel tem início, mesmo que de um modo pouco ortodoxo. O texto continua afiado e a arte apresenta a irritante variação entre ilustradores que marcou todo este período. Mesmo assim, leitura essencial para o que virá nos próximos volumes da fase.


Charles Soule é um dos principais roteiristas da Marvel nos últimos anos. Com diversos trabalhos no currículo, é o autor da fase do Demolidor que está sendo publicada no Brasil atualmente e assinou, por exemplo, A Morte de Wolverine, lançada há alguns anos. Em A Vida de X, Soule assume o título Surpreendentes X-Men (que teve início com Josh Whedon nos anos 2000) e conta uma história que faz jus à tradição dos mutantes. O que temos aqui é um complexo jogo de xadrez envolvendo duas das mentes mais poderosas da Marvel: o Rei das Sombras e Charles Xavier. Sim, o Professor X, que foi assassinado por Scott Summers na saga Vingadores vs X-Men e estava sumido desde então. Soule elabora uma trama que conduz o leitor através dos tortuosos caminhos que podem trazer Xavier de volta à vida. Este encadernado conta com seis edições norte-americanas, cada uma com um artista diferente. No entanto, essa variação de ilustradores não interfere na história, que conta com desenhos incríveis independente do autor. Ao final, a conclusão nos leva para um novo momento na intrincada saga dos mutantes da Marvel, com dicas de um desdobramento futuro que poderá render caminhos, como diz o título da HQ, surpreendentes.


Relendo os X-Men de Grant Morrison - Parte IV

Este é um dos melhores encadernados da fase do escritor escocês à frente dos mutantes da Marvel. Liderados por Quentin Quire, um genial e super poderoso mutante adolescente nível ômega, um grupo de alunos coloca o Instituto Xavier de cabeça para baixo em protesto ao assassinato de um famoso estilista mutante. E tudo isso no dia em que a escola abre as portas para visitação do público externo não-mutante. Turbinados por uma droga chamada Porrada, Quire e seus amigos encaram os professores sem medo algum, em uma trama super dinâmica e com arte incrível de Frank Quitely e companhia. Os mutantes adolescentes criados por Morrison, bizarros em sua maioria, são a cereja do bolo. E ainda temos a morte de uma das Irmãs Stepford, o assassinato de Emma Frost e o nascimento dos filhos de Angel e Bico. Momento massavéio: as Irmãs Stepford colocando Quentin em seu devido lugar. Momento arrepiante: o corpo de Emma Frost inerte no chão, quebrado em milhares de pedaços de diamantes. Excelente é pouco!


Superman comemorou 80 anos em 2018. E a revista que começou tudo, Action Comics, chegou à edição 1000 neste mesmo ano. O que temos aqui é uma edição especial com histórias curtas em homenagem ao maior super-herói de todos os tempos, escritas e desenhadas por alguns dos maiores nomes da indústria dos quadrinhos. E, para completar, a primeira aparição do personagem, em Action Comics 1 (de junho de 1938) vem junto no pacote, bem como a prévia do que o roteirista Brian Michael Bendis está preparando para o personagem. Legal pra caramba, item de coleção!


Relendo os X-Men de Grant Morrison - Parte V

Neste volume temos a revelação de quem é o misterioso Xorn, e a solução encontrada por Morrison é controversa. Pessoalmente, não curti a ideia do escritor. Para mim, lendo novamente todos os volumes da trama, não faz sentido que a pessoa que ajudou os X-Men seja quem acabou sendo. Magneto retorna totalmente ensandecido devido ao massacre de milhões em Genosha, e fica ainda mais fora de controle devido ao uso indiscriminado da Porrada, droga que amplia os poderes mutantes. Porém, encontra um mundo diferente, onde as pessoas já não o seguem como outrora. O ponto mais alto da trama se dá com Wolverine e Jean Grey presos no espaço, em uma viagem sem volta ao interior do sol. Trata-se de uma história dividida em várias edições e que vai se tornando extremamente claustrofóbica, até chegar a um ápice chocante. Momento arrepiante e massavéio, tudo ao mesmo tempo agora: a morte de Jean Grey pelas mãos de Magneto. Até o momento, essa segunda morte da mutante mais poderosa do mundo era a definitiva, o que mudou em 2018 com o retorno da personagem nas HQs que saíram nos Estados Unidos. Este encadernado, pela solução encontrada pelo roteirista para o enigma que cercava Xorn, acaba sendo meio decepcionante. A sensação é que poderia ser algo muito melhor, mas vale a leitura mesmo assim, principalmente pelo que acontece a Logan e Jean.


É improvável, para não dizer extremamente raro, encontrar referências a um assunto como o suicídio em uma história em quadrinhos de super-heróis. E Senhor Milagre, escrita por Tom King e ilustrada por Mitch Gerards, joga esse tema na cara do leitor logo nas primeiras páginas. King já havia abordado o suicídio em seu trabalho com o Batman, no arco Eu Sou Suicida, onde revelou que o jovem Bruce Wayne pensou em tirar a própria vida após o assassinato dos pais. Em Senhor Milagre, a abordagem é diferente. Scott Free é um deus, porém um deus atormentado, que sofre de paranoia, apresenta sintomas de esquizofrenia e uma certa dificuldade em discernir sobre o que é real e o que é fruto de sua imaginação (dúvida essa que gera um dos melhores momentos da história, quando o personagem cita o filósofo francês René Descartes e o pensador alemão Immanuel Kant). Todo esse contexto é intensificado quando Nova Gênesis e Apokolips declaram guerra, e o Senhor Milagre precisa participar ativamente do conflito. Ao ler essa HQ, é impossível não perceber que estamos diante de algo totalmente fora da curva dentro do universo de super-heróis, e que só encontra um equivalente semelhante em uma obra do próprio Tom King publicada no Brasil em 2018: sua interpretação para Visão, da Marvel. Assim como fez com o androide, e segue fazendo em sua fase no Batman, o roteirista humaniza os personagens, tira a armadura de super-herói de seus protagonistas e os insere em uma realidade construída com elementos do cotidiano. Não é à toa que os melhores momentos tanto de Senhor Milagre quando de Visão e do Batman não estão nas lutas e nos feitos impossíveis, mas sim em momentos do dia a dia como a conversa durante o café da manhã, a reunião de família durante o jantar e as confissões mútuas de uma casal apaixonado. O que faz de Senhor Milagre um quadrinho tão bom é justamente isso: ele não precisa de feitos extraordinários para impressionar o leitor. Seu maior milagre é mostrar o quanto a própria vida é uma jornada cheia de momentos inesquecíveis e surpreendentes.


Jack Kirby criou os Eternos como a raiz do universo Marvel. Porém, por diversos fatores, incluindo interferências da própria editora, a série foi cancelada nos anos 1970. O projeto só entrou nos eixos novamente quando Neil Gaiman retomou os conceitos de Kirby e inseriu os personagens novamente no universo da Casa das Ideias, já nos anos 2000. Baseados nos deuses e mitos gregos, os Eternos são uma raça de seres imortais criadas pelos gigantescos Celestiais, e cuja missão é proteger o planeta Terra. Há uma inspiração no clássico Eram os Deuses Astronautas?, com grandes doses de ficção científica servindo de base para o surgimento de um mundo repleto de seres superdotados. O texto de Gaiman traz questionamentos filosóficos, enquanto a arte de John Romita Jr. mostra-se bastante influenciada pelo traço de Frank Miller no segundo período de sua carreira, ainda que menos sujo e estilizado. Uma leitura indicada para quem quer saber mais sobre a Marvel e seu fantástico universo.


Só o fato de ser uma adaptação de um conto escrito por Stephen King e contar com ilustrações de Alex Maleev já bastaria para chamar a atenção para N., graphic novel lançada pela Darkside Books. Porém, o roteiro aborda um tema que foi banalizado pelos tempos atuais e merece bastante atenção. O assunto principal de N. é o transtorno obsessivo-compulsivo (T.O.C.), distúrbio de comportamento que afeta um número cada vez maior de pessoas e que se caracteriza por uma ansiedade crescente e que só é aplacada se o indivíduo realizar tarefas específicas, que podem ir desde a contagem do número de passos até o trabalho, a verificação constante de portas e janelas, manias de organização e um sem número de variáveis. T.O.C. não é ficar irritado porque as lombadas da sua coleção de quadrinhos não seguem um padrão. T.O.C. é uma perturbação séria e que, em casos extremos, dizima a saúde mental dos pacientes e pode levar até mesmo à morte. É o que vemos em N. A história conta o caso de um estranho paciente atendido por um psiquiatra e que mostra sinais crescentes de transtorno obsessivo-compulsivo, que começaram a se manifestar após ele visitar uma determinada propriedade no interior dos Estados Unidos. A degradação mental a que o personagem passa a cada página é intensificada pela arte de Maleev, sempre bastante expressiva e adequada a tramas onde os personagens enfrentam situações extremas, como vimos em sua parceria com Brian Michael Bendis na aclamada fase de ambos no Demolidor. O texto de Marc Guggenheim mantém a essência do conto de King e evolui progressivamente, causando incômodo no leitor por apresentar um quadro cada vez mais preocupante. A questão é que a solução encontrada pelos envolvidos é extrema e chocante, o que torna N. uma HQ pesada, sombria e um tanto perturbadora. A edição da Darkside é linda, vem com uma luva protetora e capa dura, em um trabalho gráfico que mantém a qualidade já tradicional da editora. Ao final da leitura, o que temos é um quadrinho que foge totalmente do universo de super-heróis característico do Marvel e traz para discussão um assunto que faz parte da vida de um número cada vez maior de pessoas. Ótima leitura, recomendo!


O que temos aqui não é algo que se esperaria em uma HQ do Doutor Estranho. Ao invés de explorar a magia e suas infinitas possibilidades, somos apresentados a uma história de humor. Ainda que a fase escrita por Jason Aaron, que é a imediatamente anterior a essa, apresentasse um clima mais leve em certas passagens, o passo aqui foi mais profundo. Uma das primeiras HQs escritas pelo roteirista Donny Cates (um dos mais celebrados nomes da Marvel atual) publicada no Brasil, Deus da Magia traz Loki, o Deus da Trapaça, assumindo o manto do Mago Supremo. O texto de Cates é leve e dinâmico, o que, aliado à arte bastante estilizada e um tanto cartunesca de Gabriel Walta, reforça o tom nonsense que permeia toda a trama. Tem gente que vai achar divertida. Outros, irão odiar. Eu me enquadro no primeiro grupo.


Gosto muito da fase atual do Demolidor, escrita por Charles Soule. As histórias são muito dinâmicas, com um ritmo quase frenético, e colocam Matt Murdock, invariavelmente, no centro da trama. O super-herói fica em segundo plano, enquanto seu alter ego assume o protagonismo. Neste encadernado, Murdock precisa lidar com o fato de Wilson Fisk, o Rei do Crime, ter sido eleito prefeito de Nova York. E uma de suas plataformas de governo foi lutar contra os próprios super-heróis. Soule coloca Matt em escolhas difíceis, fazendo-o assumir como vice-prefeito de NY enquanto tenta entender o que Fisk realmente pretende. Há intrigas, traições, lutas e ótimos diálogos, além de muita ação e uma reviravolta que promete desdobramentos interessantes nos próximos capítulos. Como bônus, no final temos duas pequenas histórias comemorativas publicadas na edição 600 da revista norte-americana do Demolidor, com destaque para a dedicada a Foggy Nelson. Mais uma vez, o ditado faz sentido: se é do Demolidor, sempre vale a pena ler.


Hera Venenosa é a protagonista do arco que inicia nessa edição de Batman, chamado Todos Amam Hera. A história mostra a vilã dominando todo o planeta e desafiando o casal Batman e Mulher-Gato. Hera controla os demais heróis, usando-os como ferramenta para subjugar Bruce e Selina. Aliás, é nessa história que vemos a Mulher-Gato derrubando vários Flashs, fato que indignou os "nerds ejaculação precoce", aqueles que adoram julgar o trabalho alheio e chegar a conclusões apressadas sem conhecer o contexto completo. O texto de Tom King segue muito bom, e aqui temos a arte incrível de Mikel Janin. Mais uma bela edição de uma das melhores revistas em publicação no Brasil.


Nesta saga contada pelo escritor e ilustrador Sean Murphy, o Coringa se regenera após um ataque violento do Batman e sai em uma cruzada para provar que o principal problema de Gotham não é ele, mas sim o Cavaleiro das Trevas. Lindamente ilustrada, Batman: Cavaleiro Branco propõe discussões interessantes e apresenta pontos de vista nada ortodoxos, enriquecendo a já quase centenária história de Bruce Wayne e seu alter ego. Esta edição 6 (a história terá 8 volumes) encaminha a trama para a sua conclusão, apresentando consequências importantes em um ritmo contagiante, com páginas deslumbrantes que enchem os olhos. Ótimo, como sempre!


100 Balas foi a série que revelou Brian Azzarello e Eduardo Risso para o grande público. Lançada pela Vertigo, é uma gigantesca e muito bem construída trama policial repleta de personagens bizarros, alguns apenas estranhos e outros comoventes (como o trompetista Gabe dessa edição), que fazem parte de um universo riquíssimo. Pra quem gosta de histórias policiais, poucas HQs são mais indicadas que 100 Balas. Azzarello conseguiu entregar aos leitores um roteiro inteligente, cheio de mistérios e reviravoltas, e que subiu ao mais alto nível com a arte de Risso. Esse encadernado faz parte da coleção lançada pela Opera Graphica, e que vou encontrando aos poucos pelos sebos da vida a preços super tranquilos. Aqui, vemos Willy, o personagem central desse arco, acertando as contas com o seu passado e descobrindo coisas que não queria descobrir. Se você procura ou é fã de uma boa trama policial, 100 Balas é uma HQ perfeita.


Esta aqui é uma história de amor. À vida. À Terra. Ao universo. Ao infinito, e além. O roteirista Dan Slott utiliza elementos como o humor, a imaginação e o improvável para contar uma história carregada com doses enormes de ingredientes lúdicos. Dawn é uma menina da Terra que faz um pedido para uma estrela cadente. O Surfista Prateado é um alienígena que fica preso na Terra após desafiar seu mestre. E ele também é a estrela cadente citada ali em cima. Juntos, os dois embarcam em uma jornada pelo universo. Pelo desconhecido. Pelo belo. Por tudo. O texto de Slott é quase poético. A arte de Mike Allred é puramente pop. E o resultado é não menos que divino. Uma história emocionante em doses cavalares. E uma das mais belas HQs que li em anos.


Essa história apresenta um novo Loki. Sai o deus milenar, entra um deus jovem e alinhado com o público atual. E que faz piadas consigo mesmo, citando One Direction no processo. Agente de Asgard é uma saga que guarda similaridades com 007 e outras grandes referências quando falamos de espiões. Só que Loki encara questões divinas e que podem mudar o curso de tudo. Leve, divertida e dinâmica, Confie em Mim é uma história agradável de ler, que traz os Vingadores com a formação clássica do cinema (Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro) ao mesmo tempo em que conversa com outras sagas da Marvel, como a ótima fase de Jason Aaron à frente do Thor. Ah, e quem diria: o Thor surge vestindo uma camiseta de sua banda preferida. Um doce pra quem adivinhar qual é.


Ainda que inegavelmente confusa em alguns trechos, essa fase dos X-Men escrita por Brian Michael Bendis é bastante divertida e parte de uma premissa interessante: trazer os X-Men do passado para evitar e corrigir os erros dos X-Men do presente. O problema é que o roteirista meio que se perde de vez em quando, dando nós na trama e que embaralham o entendimento do que ele está pretendendo fazer. A diversão ainda sobrevive pelo talento de Bendis em construir diálogos e situações que falam diretamente com o coração do leitor, fazendo com que o saldo final acabe sendo positivo. Os grandes destaques são o embate de Emma Frost com a jovem Jean Grey, o inusitado romance entre o adolescente Anjo e X-23 (contado com rara sensibilidade e com arte incrível de Sara Picelli) e o gancho final, onde todos ficam sabendo da existência de um testamento deixado pelo falecido Professor Xavier.


Se em Novíssimos X-Men Bendis soltou a mão e se perdeu no roteiro, em Fabulosos X-Men a história é outra. Com o Ciclope "sangue nos olhos" à frente da equipe, o roteirista entrega uma trama repleta de ação e com ritmo alucinante. Neste volume, os mutantes enfrentam a Shield em um confronto grandioso, ilustrado de maneira sublime por Chris Bachallo. Tem quem não goste de sua arte - eu acho ótima. E a parte final, onde inicia a saga da revelação do testamento de Charles Xavier, é ao mesmo tempo emocionante e surpreendente, com revelações inéditas e um gancho que faz com que os X-Men, divididos por pontos de vista distintos e diferenças de opinião aparentemente irreconciliáveis, tenham que trabalhar juntos. Aqui é preciso citar também a arte de Kris Anka, linda e com um traço limpo que dá uma carga dramática ainda mais forte para a história. Sinceramente, essa edição é ótima e adorei a leitura!


Tem gente que não gosta dessa fase dos X-Men. Eu acho boa pra caramba. Aqui, a turma precisa lidar com as revelações do testamento de Charles Xavier, que incluem um mutante nível ômega, com o maior nível de poder que eles já enfrentaram. Essa situação faz Bendis conduzir a história como uma espécie de homenagem ao Professor X e aos seus X-Men. Tendo Ciclope como personagem principal, o roteirista constrói um roteiro que coloca Scott Summers mais uma vez numa situação limite. E quem poderia resgatá-lo do caos a não ser o homem que praticamente o criou, foi sua figura paterna e morreu pelas suas mãos? A relação entre Xavier e Summers é muito bem explorada, e traz momentos arrepiantes durante a leitura. Pode ser que eu ache isso tudo porque li os mutantes a vida toda e eles são os meus personagens favoritos da Marvel. Mas que isso aqui é legal pra caramba, isso é!


Nesta história, os X-Men originais, já deslocados de seu próprio tempo, agora também são jogados em outro universo. E este local é o Universo Ultimate, criado pela Marvel em 2000 para renovar seus personagens. A presença mais ilustre nessa trama é a de Miles Morales, o mesmo menino que está no cinema protagonizando o excelente Homem-Aranha no Aranhaverso. O roteiro é repleto de ação e diálogos bem legais, principalmente os que acontecem entre diferentes versões do mesmo personagem. Resumindo: uma história divertida e super leve, indicada para leitores de todas as idades.


A reinterpretação do Aquaman concebida por Geoff Johns e Ivan Reis nos Novos 52 é uma grande história de ação com ritmo constante, diálogos bem humorados e arte estupenda. Neste primeiro volume, somos apresentados a um personagem diferente do que estávamos acostumados. Arthur encara a piada que se transformou enquanto luta contra estranhos invasores das profundezas. Enquanto conta a história, Johns reapresenta o Aquaman ao leitor destruindo conceitos equivocados ("não, eu não falo com peixes") e constrói um personagem que é a antítese da imagem que o imaginário popular concebeu ao longo dos anos. A presença de Mera torna tudo ainda mais forte, uma mulher decidida e focada, que encara uma situação de assédio como deve ser encarada (não respeitou, não sabe o que é não, sinta as consequências na pele) e faz de Arthur um indivíduo mais completo. Excelente, e provavelmente a interpretação definitiva do Rei dos Mares.


O segundo volume do Aquaman de Geoff Johns e Ivan Reis segue o ritmo alucinante apresentado no primeiro, enquanto mergulha no passado do herói para apresentar novos personagens. Tratam-se de Os Outros mencionados no título, um grupo de seres poderosos com os quais Arthur dividiu uma longa caçada ao seu grande rival, Arraia Negra. Repleta de lutas, correrias e revelações, essa HQ mostra um Aquaman mais sombrio, que esconde os erros que cometeu enquanto tenta vingar a morte do seu pai. Mera segue sendo uma personagem fortíssima, uma espécie de bússola moral e espelho no qual Arthur deve se mirar para efetivamente se tornar o que realmente é. E o final ainda conta com uma linda passagem com o Prisioneiro, um dos integrantes dos Outros, que finalmente encontra a sua razão de ser neste mundo. Muito bom, vale a leitura!


Caído Entre os Mortos guarda certas similaridades com Vingadores: A Queda, no sentido em que coloca o Homem-Aranha em uma espiral crescente de acontecimentos trágicos e que parecem não ter fim. Escrita por Mark Millar, a história possui uma estrutura que foca cada uma das edições em um vilão diferente, resultando em combates constantes e que vão debilitando o herói. Como se tudo isso não bastasse, Peter Parker precisa lidar com o desaparecimento da Tia May enquanto tenta permanecer vivo. Uma boa leitura pra quem curte histórias com ação infinita, bem na linha do que Millar se especializou em sua carreira.

Bon Jovi tocará no Rock in Rio

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

O Rock in Rio anunciou na noite desta quinta-feira, 31/01, que a banda norte-americana Bon Jovi será um dos headliners da edição deste ano do festival. O grupo fechará o dia 29 de setembro. Esta será a terceira vez que o Bon Jovi tocará no Rock in Rio, repetindo o que fez nas edições de 2013 e 2017.

A formação atual do quinteto conta com Jon Bon Jovi (vocal), Phil X (guitarra), David Byran (teclado), Hugh McDonald (baixo) e Tico Torres (bateria). Apesar dos últimos discos da banda serem apenas medianos, o grupo ainda possui um grande público em todo o planeta e deve divertir bastante a audiência.

O Rock in Rio acontecerá entre os dias 27 e 29 de setembro, e entre 3 e 6 de outubro, no Rio de Janeiro. O festival já anunciou as presenças de Bon Jovi, Iron Maiden, Scorpions, Megadeth, Sepultura, P!nk, Black Eyed Peas, Anitta, Muse, Imagine Dragons, Nickelback, Paralamas do Sucesso, Seal, Lulu Santos, Jessie J, Slayer, Anthrax, Torture Squad, Claustrofobia, Nervosa e King Crimson, entre outros.

Rodrigo y Gabriela anunciam novo disco e mostram versão para clássico do Pink Floyd

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Após cinco anos sem lançar material inédito, a dupla mexicana Rodrigo y Gabriela anunciou para 26 de abril a chegada de seu novo disco, Mettavolution. O álbum sairá pela ATO Records e é o sucessor de 9 Dead Alive (2014).

A primeira prévio do trabalho, já liberada para audição, é uma releitura da clássica "Echoes", gravada pelo Pink Floyd no álbum Meddle, de 1971. O casal comentou sobre a música: "Somos grandes fãs do Pink Floyd. Essa faixa, especialmente a versão ao vivo em Pompeia, significa muito para nós, fizemos até uma enorme referência visual em nosso vídeo para 'Hanuman'. Além disso, as letras são ainda mais relevantes agora do que eram há 45 anos atrás. A busca por conhecimento sobre nós mesmos está se tornando um elemento chave para a sobrevivência nos dias de hoje".

Mettavolution terá sete músicas, sendo que as outras seis são composições originais da dupla.

Ouça a versão de "Echoes"  abaixo:


Michael Anthony comenta sobre possível reunião do Van Halen

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Com os crescentes rumores sobre uma possível reunião do Van Halen, o baixista Michael Anthony falou rapidamente sobre o assunto durante a NAMM, feira de instrumentos que acontece nos Estados Unidos.

"Sou sempre o cara do 'nunca diga nunca'. Mas neste ponto da minha carreira, estou muito feliz com o que estou fazendo. Estou me divertindo muito. E se algo acontecer, aconteceu. Se não acontecer, também não será um problema", disse o baixista.

O músico fez parte do Van Halen entre 1974 e 1996, período em que gravou dez discos com a banda dos irmãos Edward e Alex. Ele participou também do controverso Van Halen III, lançado em 1998 com Gary Cherone (Extreme) nos vocais, porém tocou em apenas algumas músicas. Após deixar o Van Halen, Michael Anthony entrou no Chickenfoot, supergrupo que montou ao lado de Sammy Hagar, Joe Satriani e Chad Smith.

Já o Van Halen anunciou o retorno de David Lee Roth e lançou em 2012 um novo disco com o vocalista, A Different Kind of Truth. Desde então, a banda tem feito algumas turnês pelos Estados Unidos, porém está sem realizar shows desde 2015. A formação atual do quarteto conta dom David, Eddie Van Halen, Wolfgang Van Halen e Alex Van Halen

Baixista do Nickelback fala da sua relação com o metal

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Mike Kroeger, baixista da banda canadense Nickelback, conversou com o site australiano Wall of Sound e contou sobre sua relação com o heavy metal e revelou que gostaria que a sua banda gravasse um disco de covers do Slayer.

Nas palavras de Mike: "O metal é o que me faz ir em frente. É o que eu ouço sem falhar. Se pudéssemos realmente mergulhar no estilo e fazer um álbum de metal, nós quatro gostaríamos. Eu sei que somos todos - em diferentes escalas - metalheads em nosso núcleo. Todos nós sabemos tudo sobre o Big Four - Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax. Eu faria um álbum de covers do Slayer se pudesse. É onde meu coração está. Ouço bandas como Meshuggah, Gojira, Lamb of God, e nos tornamos amigos desses caras. Daniel (Adair, bateria) e eu somos bastante nerds sobre coisas que eles fazem, e como músicos, nós amamos ouvi-los. Você já ouviu Animals as Leaders? Eu nunca os vi tocar ao vivo, só vi o que posso descobrir no YouTube, e seu mais novo álbum, The Madness of Many (2016), é tão pesado. Eu simplesmente não consigo acreditar como aquilo é doentio. Eu amo isso! A liberdade de expressão é extraordinária, é algo realmente inspirador. Não há limites, e esse é o tipo de música que eu gosto".

31 de jan de 2019

O que eu ouvi em janeiro

quinta-feira, janeiro 31, 2019

Janeiro, início do ano, começo de uma nova jornada. Hora de refletir, pensar sobre a vida, tal e coisa e coisa e tal. Nesse clima, decidi escrever sobre todos os discos que ouvir e todos os quadrinhos que ler durante o ano, postando textos a respeito de cada uma dessas experiências em minhas redes sociais.

Aqui estão os álbuns que fizeram a minha trilha sonora neste primeiro mês de 2019. No total foram 24 CDs diferentes, indo do pop ao metal, passando pelo rock, blues e o que mais aparecesse pela frente.

Janeiro foi rico em sons. Espero que vocês curtam essa experiência!


Um dos mais bem sucedidos discos da história do rap, The Miseducation of Lauryn Hill chegou às lojas em 25 de agosto de 1998. O primeiro álbum solo da vocalista dos Fugees, e que foi revelada ao mundo no filme Mudança de Hábito (1992), traz uma eficaz união entre hip-hop e pop, amarrada por melodias cativantes e pela linda voz de sua protagonista. Não à toa, o disco chegou na primeira posição do Billboard 200, venceu 5 Grammys e vendeu mais de 10 milhões de cópias. Uma pena que, devido ao gênio difícil e ao ego turbinado de Lauryn, a artista nunca mais conseguiu alcançar o mesmo nível artístico e o grande sucesso de vendas. Passados mais de 20 anos de seu lançamento, The Miseducation of Lauryn Hill segue um trabalho primoroso, uma referência em produção sonora e uma bela coleção de faixas.


Terceiro disco do Faith No More, The Real Thing foi o responsável por apresentar a banda ao público mundial e completou 28 anos em 2018. Quando chegou às lojas, em agosto de 1990, as comparações com o Red Hot Chili Peppers (em um período pré-Blood Sugar Sex Magik e ainda sem o status de mega banda) foram inúmeras, inclusive com Anthony Kiedis acusando Mike Patton de "imitar" seu estilo. Nunca fui muito fã do FNM, porém ouvindo este álbum hoje fica claro o quanto a banda ainda soa contemporânea e sem um pingo de nada que possa ser definido como datado em sua música. Um discaço, com todo a poder que essa palavra possui.


San-Ho-Zay, o disco pelo qual conheci o Blues Etílicos. Terceiro álbum da banda carioca, foi lançado em 1990. Blues incríveis, performance instrumental irretocável e canções clássicas. Um dos melhores discos já gravados por uma banda brasileira.


Por uma série de razões, o Coldplay se tornou uma banda estigmatizada com o passar dos anos. E muito disso, é claro, veio da postura do próprio grupo. Independente disso, os dois primeiros álbuns dos ingleses são sensacionais, principalmente este segundo. Lançado em 2002, A Rush of Blood to The Head se enquadra naquela categoria: você só precisa ter um álbum do Coldplay na sua coleção, e é esse. Suas onze faixas trazem um trabalho de composição primoroso, que bebe generosos goles na rica tradição do rock inglês e vem com influências claras de gigantes como Beatles. E tudo isso amarrado com doses enormes de sentimento e um coeficiente de "arrepiamento" elevadíssimo. O "álbum branco" do Coldplay é um dos melhores discos dos anos 2000 e um dos meus CDs favoritos.


Lançado em 10 de julho de 2000, o disco de estreia do Coldplay surpreendeu por apresentar uma banda extremamente madura no domínio das melodias e na construção das composições. O resultado é que Parachutes conduz o ouvinte através de uma coleção de faixas predominantemente contemplativas, causando uma sensação de paz e desaceleração durante a sua audição. Passados quase vinte anos de seu lançamento, o "black album" deste quarteto inglês ainda é, para muitos, o seu melhor trabalho.


Lançado em 1990, Passion and Warfare é o segundo álbum solo do guitarrista Steve Vai. E, ao lado de Surfing With the Alien, de Joe Satriani, foi o responsável direto pela popularização do culto aos guitarristas virtuosos presenciado naquela época. Mesmo não sendo tão pop quando o disco de Satriani, traz em seu tracklist a linda "For the Love of God", canção mais conhecida de Vai e um dos clássicos do rock instrumental. Envelheceu bem e ainda garante uma bela audição.


Lançada em 1 de novembro de 1994, Big Ones é uma compilação que cobre o segundo período da carreira do Aerosmith, após o bem recebido retorno da banda na segunda metade dos anos 1980. Aqui temos 12 hits vindos dos multi platinados discos Permanent Vacation (1987), Pump (1989) e Get a Grip (1993), além de duas músicas inéditas - "Blind Man" e "Walk on Water" - e "Deuces are Wild", da trilha do filme de Beavis e Butt-Head lançado em 1993. Apesar de ter conhecido o Aerosmith pela sua fase dos anos 1970, prefiro a segunda etapa da carreira do quinteto norte-americano. Acho que as canções dessa época excelentes, além de terem colocado a banda em um nível de popularidade e grandiosidade que eles nunca tiveram nos anos 1970. Essa coletânea é uma ótima porta de entrada para conhecer uma das maiores lendas da história do rock.


Formado no Rio de Janeiro em 1985, o Blues Etílicos é o maior nome e a maior referência do blues brasileiro. E, convenhamos, merecia um reconhecimento maior, já que sua carreira é repleta de discos incríveis. Esta compilação foi lançada em 1998 pela Gravadora Eldorado e traz faixas dos seis primeiros álbuns do grupo. Estão aqui clássicos como "O Louco da Cidade", "Crossroads", "My Babe She Said She's Gonna Leave Me", "No Way" e diversos outros, todos com a primazia instrumental e técnica características da banda. Os destaques vão para a gaita de Flávio Guimarães, um dos maiores nomes do instrumento em todo o mundo, e para os vocais cheios de malandragem de Greg Wilson, além da guitarra do ótimo Otávio Rocha. Infelizmente, este disco está fora de catálogo. Mas em relação ao Blues Etílicos, a dica é sempre a mesma: se encontrar um título dos caras pelo caminho, leve pra casa sem medo! 



Rattle and Hum foi lançado em 10 de outubro de 1988 e é o sexto álbum do U2. O disco, na verdade, é uma mescla de canções inéditas, faixas ao vivo e releituras, e também a trilha sonora do documentário lançado no mesmo ano e dirigido por Phil Joanou. De modo geral, dá para classificar Rattle and Hum como o mergulho definitivo do U2 na música norte-americana, uma jornada profunda na rica tradição sonora dos Estados Unidos e que é traduzida em rocks, blues, gospel, countrys, referências e participações especiais. O trabalho também serve de ligação entre a primeira fase da carreira da banda, quando atingiram o estrelado nos anos 1980 com álbuns como The Unforgettable Fire (1984) e The Joshua Tree (1987), e a reinvenção que o som do quarteto sofreu na década de 1990 a partir do clássico Achtung Baby (1991). Além de ser um dos grandes álbuns duplos da história do rock, Rattle and Hum fecha com chave de ouro uma das mais produtivas fases da banda irlandesa. Um dos meus discos preferidos, com certeza!


O Aerosmith lançou cinco álbuns ao vivo durante a sua carreira: Live! Bootleg (1978), Classics Live! (1986), Classics Live! II (1987), A Little South of Sanity (1998) e Rockin' the Joint (2005). O melhor deles, disparado, é o de 1998. Gravado durante a tour do álbum Nine Lives (1997), A Little South of Sanity é duplo e traz 23 faixas que passam por todas as fases da carreira do grupo. O que torna esse disco tão bom é a entrega e a energia das versões, aliada à uma performance absolutamente perfeita, que alia jams instrumentais sem desconfigurar as canções. E tudo isso amarrado por interpretações vocais absolutamente arrepiantes de Steven Tyler, um dos maiores vocalistas da história. Um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos, sem exagero.


Lançada em 1996, a trilha de Um Drink no Inferno é uma das melhores compilações relacionadas a um filme a que os fãs de música já foram brindados. Essencialmente, o que temos aqui é uma reunião de faixas vindas diretamente do blues texano, de nomes como ZZ Top, Jimmie Vaughan, Stevie Ray Vaughan e outros. Além disso, foi essa trilha que apresentou ao mundo a dupla mexicana Tito & Tarantula. E não dá pra deixar de falar da faixa de abertura, a ótima "Dark Night", a cargo do The Blasters. Ao lado das trilhas de Pulp Fiction e de Assassinos por Natureza, forma o trio das grandes soundtracks da década de 1990. E, não por acaso, Quentin Tarantino esteve envolvido nos três filmes.


Lançado em 2005, The Black Halo é o sétimo disco da banda norte-americana Kamelot e um exemplo do porque o grupo ser considerado um dos únicos nomes que trouxe algo novo para o power metal (ou metal melódico, chame como quiser) nos últimos anos. A música do quinteto é dramática, teatral, e alterna momentos acelerados com outros onde a velocidade é mais contida. Isso torna a dinâmica do disco bem atraente, característica que é reforçada pela onipresença de belas melodias. O principal ingrediente do Kamelot é o vocalista Roy Khan, tanto pela sua voz quanto por suas interpretações. Pena que o cantor deixou a banda em 2011. Na minha opinião, The Black Hole é um disco obrigatório pra quem gosta de power metal e quer entender a evolução do estilo.


Alguns discos mudam tudo. Esse é um deles. Lançado há exatos 50 anos, o primeiro álbum do Led Zeppelin colocou o rock em outro nível, subiu tudo de tom e marcou o início da trajetória de uma das maiores e melhores bandas de todos os tempos (na minha opinião, a maior e melhor de todas). Dos riffs antológicos de "Good Times Bad Times" e "Communication Breakdown", passando pelo lirismo explosivo de "Babe I'm Gonna Leave You", pela sensibilidade pura de "Black Mountain Side" ou pela beleza agreste de "Your Time is Gonna Come", nada mais foi o mesmo. E ainda nem falei da explosão sem precedentes de "Dazed and Confused" e "How Many More Times", além do nascimento do hard blues na releitura de "I Can't Quit You Baby" e "You Shook Me”. Jimmy Page montou o Led Zeppelin com três outros gênios. E todos viveram o auge dos seus poderes nos pouco mais de 10 anos em que a banda existiu. O próprio guitarrista era único, seja pela sua genialidade nas seis cordas, pela criatividade como compositor e pela inovação técnica como produtor. Led Zeppelin I tem meio século de idade e não soa datado em nenhum momento. Robert Plant colocou a posição de vocalista de rock em outro nível. Antes dele, apenas Roger Daltrey havia feito algo parecido. E após, poucos chegaram perto. John Paul Jones era o porto seguro. O baixista inventivo, o arranjador brilhante, o instrumentista poliglota capaz de tocar qualquer coisa. E John Bonham era uma força da natureza. O mais explosivo baterista do rock. E também dono de uma técnica sem igual. Esse, ninguém jamais conseguiu substituir. Cinquenta anos. Um disco incrível. O início de uma história única. O Led Zeppelin mudou o rock. E o começo de tudo está aqui.


Este disco foi lançado em 1998 e traz gravações ao vivo realizadas nos anos de ouro do Journey, entre 1981 e 1983. No Brasil, a mais recente edição teve o seu título alterado para Mega Hits (o original é Greatest Hits Live) para se adequar a uma coleção homônima da Sony Music. Ao todo temos 17 faixas que cobrem o período entre os álbuns Infinity (1978) e Frontiers (1983). Estão aqui clássicos como "Don't Stop Believin'", "Separate Ways", "Lovin', Touchin', Squeezin'", "Faithfully" e "Wheel in The Sky". A performance da banda é excelente, com todos músicos voando, especialmente Steve Perry, que está cantando de maneira incrível. Belo trabalho ao vivo de um dos maiores nomes do rock dos anos 1980.


Uma das melhores estreias dos anos 2000, o primeiro disco de Joss Stone revelou uma das mais belas vozes da década. Lançado quando a cantora inglesa tinha apenas 16 anos, The Soul Sessions traz 10 músicas, incluindo as versões para "Fell in Love with a Boy", dos White Stripes, e "Some Kind of Wonderful", gravada pelo Grand Funk Railroad em 1974. Outros destaques são lindas e deliciosas canções como "The Chokin' Kind", "Super Duper Love (Are You Diggin' on Me?) Pt. 1" e "Victim of a Foolish Heart". Unindo o soul ao pop, Joss deixou claro desde o início o seu enorme talento, que iria se desenvolver ainda mais nos discos seguintes.


Conheci o R.E.M. através deste disco, em 1988. O LP foi lançado aqui no Brasil e lembro de comprá-lo em Espumoso, diretamente do representante da gravadora. Ele chegava com uma Fiorino carregada de caixas de discos, e como eu comprava bastante coisa nessa época, já ia direto na fonte e escolhia o que queria. Este é o sexto álbum da banda norte-americana, o último antes do estouro mundial com Out of Time (1991). E é o meu preferido. Estão aqui as minhas duas músicas preferidas do R.E.M.: "World Leader Pretend" e "Orange Crush". Além dessas duas, o disco é muito legal e soa bem até hoje. Se você nunca se aprofundou no R.E.M., Green é uma obra-prima.


Responsável direto pela inserção e consequente popularização de elementos latinos no rock, o primeiro disco do guitarrista Carlos Santana foi lançado em 30 de agosto de 1969 e é um clássico do rock na melhor acepção da palavra. Temos aqui nove faixas, a maioria nascidas de longas jams instrumentais e que mostram o grande poderia técnico e criativo dos músicos. No meio disso, um delicioso single na forma de "Evil Ways", até hoje uma das mais reconhecíveis canções do guitarrista. E, é claro, "Soul Sacrifice", eternizada pela antológica versão tocada no Festival de Woodstock. Prestes a completar 50 anos, Santana - o disco - segue mágico, transcendental e inebriante.


Na música, salvo raras exceções, a expressão matemática que afirma "a ordem dos fatores não altera a soma" também é aplicada. E quando esses ingredientes são Albert Collins, Robert Cray e Johnny Copeland, a certeza de um resultado primoroso jamais cai por terra. Showdown! foi lançado em 1985 e reuniu os três guitarristas norte-americanos em um disco que é uma celebração a duas das maiores paixões da humanidade (ok, pelo menos da parcela que a ama a música, como a gente): o blues e a guitarra. Suas músicas alternam o trio nos vocais e nos solos, e trazem tanto sentimentos à flor da pele quanto solos que arrepiam toda a pele. Não à toa, Showdown! venceu o Grammy de Melhor Álbum de Blues em 1986. Ouça e deixe que ele conquiste também o seu coração.


Este CD acabou de ser lançado no Brasil pela Hellion Records. The Big Bad Blues é o segundo álbum solo de Billy Gibbons, vocalista e guitarrista do ZZ Top. E, como o título indica, não é assim tão diferente de sua banda principal. Acompanhado por um ótimo time de músicos (destaque para Matt Sorum, ex-baterista do Guns, Velvet Revolver e The Cult), Gibbons apresenta canções originais repletas de groove e que pisam com os dois pés no blues, tudo de maneira leve e extremamente divertida. Um disco surpreendente, muito bom mesmo, e que ganhou uma edição nacional após a gravadora do ZZ Top aqui no Brasil fingir que ele não existia. Apenas compre, você irá curtir!


Eu sei que a mídia física caiu em desuso. Você também sabe. Ninguém mais compra CDs. Porém, esses objetos tem valor. Principalmente para quem cresceu tendo a música como uma experiência não apenas auditiva, mas também para todos os sentidos. Recebi este CD ontem. A Hellion está lançando aqui no Brasil e me enviou um pacote com várias das suas novidades. Este é o primeiro disco do Blackberry Smoke a ganhar edição nacional. Pra quem não sabe, os caras são o maior nome do southern rock atual. Sim, aquele gênero que deu ao mundo lendas como o Lynyrd Skynyrd e a Allman Brothers Band. Pode ser que eu esteja velho. É bem provável que a minha maneira de me relacionar com a música esteja fora de moda. Mas é bom demais abrir um disquinho, sentir o cheiro do encarte, ver quem faz o que em cada música e acompanhar as letras pelo encarte. A música é mais que somente canções. É sentimento. Sensações. Memórias. Sonhos. Desejos. E muito mais. Se você pensa diferente, ok. Mas talvez esteja faltando um pedaço aí nessa sua relação e você nem tenha percebido isso ainda.


Lançado em setembro de 1970, Abraxas é o segundo e também o melhor disco da carreira do guitarrista mexicano Carlos Santana. Dando um passo além em relação ao álbum de estreia, dominado por jams instrumentais, Santana afinou a parceria com o tecladista Gregg Rolie e condensou a exuberância instrumental e o cativante ritmo latino em canções mais diretas, como as versões para "Black Magic Woman" e "Oye Como Va". Além disso, arrancou lágrimas com a linda "Samba Pa Ti" e elevou o nível de tudo com a incrível 
"Hope You're Feeling Better", que é a minha música preferida de toda a sua carreira. Sabe clássico? Pois é, esse disco realmente é um.


Não sei se o Cidadão Quem é conhecido no restante do Brasil. Mas aqui embaixo, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a banda tocou muito e tem vários hits. O responsável por isso foi este disco. Gravado ao vivo no lendário Theatro São Pedro, em Porto Alegre, em 2004, o álbum saiu em 2005. E vendeu muito. Muito mesmo. E tocou sem parar. Literalmente. O vocalista e guitarrista Duca Leindecker é a figura principal da banda. Ele compõe tudo. E suas músicas vem com letras que trazem histórias e sentimentos simples, que remetem à memória de quem ouve e causam uma identificação profunda. Tudo amparado, é claro, por um dom inato para confeccionar belas e grudentas melodias. O disco traz ainda a participação de Humberto Gessinger em "Terra de Gigantes", uma das mais marcantes criações do Engenheiros do Hawaii. A parceria deu tão certo que, pouco depois, a dupla uniu forças no projeto Pouca Vogal. Mas isso é assunto para outro dia. Hoje, a recomendação é um dos mais belos CDs gravados por uma banda brasileira na década de 2000. Sem pieguices, sem exageros: apenas música que toca o coração.


Sétimo disco do Mignight Oil, Blue Sky Mining foi lançado em fevereiro de 1990 e é o sucessor de Diesel and Dust (1987), álbum que transformou os australianos em estrelas de alcance global. Está aqui "Blue Sky Mine", sucesso mundial e uma das mais conhecidas canções do grupo. Destaque tambem para "Stars of Warburton", "King of the Mountain" e a linda "River Runs Red”. Uma das grandes bandas dos anos 1980 e 1990, e que sempre garanta uma ótima audição.


Phil Collins é um monstro da música. Com o Genesis, foi baterista, encarou o desafio de substituir Peter Gabriel e vendeu mais de 100 milhões de discos. Aí, resolveu virar artista solo. A partir de 1981, gravou 8 álbuns. E vendeu mais de 150 milhões de discos em todo o planeta. Esta é a primeira coletânea de sua carreira e saiu em 1998. Ela vem com 16 músicas, sendo que 7 delas chegaram ao primeiro lugar na Billboard. É o soft pop característico de Phil, volta e meia interrompido por explosões deliciosas como "Easy Lover", gravada ao lado do vocalista do Earth Wind & Fire, Philip Bailey. Há alguns anos atrás, jamais teria um disco como esse. Mas a vida anda, os dias passam e a gente muda. Tenho ouvido mais e mais artistas nessa linha, principalmente soft rock, intercalado com as pancadarias metálicas habituais. Não sei o motivo, só sei que é bom. Se você quer conhecer a carreira solo de Phil Collins, este CD é uma ótima porta de entrada.

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